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domingo, 24 de abril de 2011

Brasil aprova cirurgia bariátrica “light” Brazil approves bariatric surgery "light"

Novo tipo de redução de estômago não é tão agressivo mas pode ser menos eficiente
New type of stomach reduction is not as aggressive but can be less efficient

A cirurgia de redução de estômago, procedimento cujo número de cirurgias cresce mais do que as de lipoaspiração e de implante de silicone no País, acaba de ganhar uma modalidade mais “light”.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a técnica chamada “gastrectomia vertical”, o que fez ampliar para três as opções de cirurgia bariátrica existentes no Brasil. A principal diferença dela para os outros dois tipos existentes (banda gástrica ajustável e o by-pass gástrico) é que a gastrectomia é menos invasiva, modifica o tamanho do estômago sem mexer na anatomia do intestino.

Aprovada no final do ano passado, a versão mais light começa a ganhar agora os principais hospitais cirúrgicos. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, Thomaz Szego, diz que uma das vantagens da nova técnica é que ela compromete menos a absorção de nutrientes do organismo, como acontecia com os métodos mais antigos. “Pode ser recomendada para quem já tem alguma deficiência de cálcio (osteoporose) ou de vitaminas”, afirma Szego.

Magro pode?

Marcelo Z. Salem, cirurgião de aparelho digestivo pela Universidade de São Paulo e membro da Federação Internacional de Cirurgias da Obesidade (IFSO), completa a lista do grupo recomendado para a nova técnica bariátrica: pacientes com risco cirúrgico muito alto, por exemplo, com algum comprometimento cardíaco. “É uma espécie de meia cirurgia, que só é feita no estômago, e diminui os impactos no corpo”, explica o cirurgião. Segundo ele, a nova técnica desponta como uma tendência futura, ainda a ser estudada. “Se ela (cirurgia) se mostrar uma técnica boa e com poucos efeitos colaterais, pode ser que no futuro o CFM flexibilize as normas para que esta cirurgia seja feita em pessoas não tão obesas. Mas o Conselho de Medicina ainda exige mais indícios científicos para respaldar essa regulamentação”, informou Salem.

Atualmente, só podem fazer cirurgias bariátricas pessoas extremamente obesas, com índice de massa corpórea (IMC) acima de 40 – para calcular é preciso dividir o peso pela altura ao quadro. Quem tem IMC 35 e alguma doença crônica (como diabetes) também está liberado para ir para a mesa de operação. Em todos os casos é preciso avaliação médica e o paciente deve ter mais do que 16 anos.

Pontos contras da nova bariátrica

Da mesma forma que os médicos reconhecem os benefícios da técnica “gastrectomia vertical”, eles também enxergam desvantagens. Por ser muito recente ainda não há dimensão concreta dos seus possíveis efeitos colaterais e também da sua eficácia.

É fato que para ter sucesso no processo de emagrecimento, o paciente precisa ter mudanças de hábitos com relação à alimentação, mesmo após a cirurgia de redução do estômago. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, atualmente, o índice de reganho de peso após o procedimento cirúrgico é de 10%. A técnica mais light da bariátrica, justamente por ser menos invasiva, pode ter uma taxa de insucesso maior que só conseguirá ser calculada em cinco anos, no mínimo.

O perfil do operado

Durante o ano passado, foram realizadas 30 mil cirurgias bariátricas no País, um aumento de 10% em relação ao total de 2008. É uma das técnicas cirúrgicas que mais cresce. Para efeitos de comparação, no intervalo de 12 meses, as lipoaspirações e implantes de silicone aumentaram 3,5%.

As mulheres são maioria entre os operados e somam 60% no total de cirurgias. A faia etária mais recorrente é entre 20 e 40 anos. A liderança feminina é explicada por elas serem maioria no grupo de obesos (o dobro segundo a Associação Brasileira de Estudo para Obesidade) e também por sofreram mais os impactos sociais dos quilos extras. “A paciente obesa já se coloca em segundo plano. É a melhor amiga da menina bonita, acompanhante, motorista dos filhos das irmãs. O emagrecimento puxa a vontade de ir à academia, comprar roupas e de conquistar uma melhor qualidade de vida social”, afirma o cirurgião digestivo Marcelo Z. Salem.

Impacto social

Por ter influência direta na vida do operado de cirurgia bariátrica, as pesquisas clínicas têm focado em mensurar as transformações sociais após a cirurgia bariátrica. Pesquisadores de Pernambuco e Florianópolis, por exemplo, já começaram a reunir dados sobre as transformações após a operação, segundo o Caderno de Saúde Pública.


The stomach-reduction surgery, a procedure whose number of surgeries increases more than liposuction and silicone implant in the country, has just won a game most "light".

The Federal Council of Medicine (CFM) adopted a technique called vertical gastrectomy, which has three options to extend the existing bariatric surgery in Brazil. The main difference from her to the other two existing types (adjustable gastric banding and gastric bypass) is that gastrectomy is less invasive, modifies the size of the stomach without changing the anatomy of the intestine.

Adopted at the end of last year, the latest version now light is beginning to gain the main surgical hospitals. The president of the Brazilian Society for Bariatric Surgery, Thomas Szeg, says that one advantage of the new technique is that it involves less than the absorption of nutrients from the body, as with the older methods. "It may be recommended for those who already have some deficiency of calcium (osteoporosis) or vitamins," says Szeg.

Slim can?

Marcelo Z. Salem, digestive surgeon from the University of Sao Paulo and member of the International Federation of Surgery of Obesity (IFSO) completes the list of the group recommended a new technique for bariatric surgery: patients with very high surgical risk, for example, some cardiac . "It's kind of half surgery, which is only made in the stomach, and reduces impacts on the body," says surgeon. He said the new technique is emerging as a future trend, still being studied. "If it (surgery) to show a good technique and has few side effects, which can be more flexible in the future CFM standards for this surgery is done in the not-so obese. But the Medical Council requires further scientific evidence to support this legislation, "said Salem.

Currently, bariatric surgery can only make people extremely obese, with body mass index (BMI) above 40 - you need to calculate the weight divided by height table. Who has 35 BMI and chronic disease (like diabetes) is also free to go to the operating table. In all cases you need medical evaluation and the patient should have more than 16 years.

Points cons of new bariatric

Just as physicians recognize the benefits of technology "sleeve gastrectomy", they also see disadvantages. Being very new there is still no concrete dimension of its possible side effects and also their effectiveness.

It is a fact that to succeed at weight loss process, the patient needs to have changes in habits related to food, even after the stomach-reduction surgery. According to the Brazilian Society for Bariatric Surgery, currently, the rate of weight regain after surgery is 10%. The technique of bariatric more light, precisely because it is less invasive, may have a higher failure rate that it can only be calculated in five years at least.

The profile of the operated

During the past year, there were 30,000 bariatric surgeries in the country, an increase of 10% over the 2008 total. It is one of the fastest growing surgical techniques. For comparison, in the range of 12 months, the liposuction and silicon implants increased 3.5%.

Women are the majority among those operated on and account for 60% of the total surgeries. Beech applicant is aged over 20 to 40 years. The female lead is mostly explained by their being in the obese group (twice according to the Brazilian Study of Obesity) and also experienced more social impacts of extra pounds. "The obese patients already stands in the background. It's the pretty girl's best friend, companion, driver of the sons of sisters. Weight loss pulls the desire to go to the gym, shopping for clothes and win a better quality of social life, "said the surgeon digestive Marcelo Z. Salem.

Social impact

By having a direct influence on the life of bariatric surgery, clinical research has focused on measuring the social changes after bariatric surgery. Researchers from Pernambuco and Florianopolis, for example, have begun to gather data on the changes after the operation, according to the Book of Public Health.

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