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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Exame periódico para achar tumor na próstata divide especialistas

Testes para detecção precoce de câncer de próstata são motivo de estudos e orientações conflitantes.

Desde 2008, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) desaconselha os exames de toque retal e de PSA para pacientes sem sintomas.

Em nota, o Inca afirmou que o rastreamento para câncer de próstata (a convocação da população para fazer os exames) não deve ser organizado, por falta de evidências científicas de que isso produz mais benefícios que danos.

Segundo especialistas, há casos de câncer indolente, que tem progressão lenta e recebe tratamentos sem necessidade.

O Inca diz ainda que recomenda o diálogo entre médico e paciente para que o especialista analise a necessidade de exames. Caso o paciente peça o teste, ele deve ser informado sobre os riscos.

Quando tomou essa decisão, há três anos, o Inca foi criticado por especialistas. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens com mais de 40 anos com história familiar de câncer e acima de 45 anos, sem história familiar, façam os exames.

PESQUISAS

Os estudos sobre os benefícios do rastreamento de câncer por toque retal e testes de PSA são contraditórios.

Duas grandes pesquisas publicadas no "New England Journal of Medicine", em 2009, chegaram a diferentes conclusões sobre o PSA.

Um estudo americano afirmou que o exame não salva vidas. O segundo, europeu, indicou que o teste reduziu em 20% a mortalidade.

Segundo Gustavo Guimarães, oncologista do Hospital A.C. Camargo, é temerário dizer que o teste não vale a pena. "Nos EUA, mostra-se que a mortalidade vem caindo por causa do rastreamento. Descobrir qualquer tumor cedo aumenta a chance de cura."

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