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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Radioterapia


Radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico utilizando radiação. Há duas maneiras de utilizar radiação contra o câncer:

Teleterapia: utiliza uma fonte externa de radiação com isótopos radioativos ou aceleradores lineares.

Braquiterapia: que é o tratamento através de isótopos radioativos inseridos dentro do corpo do paciente onde será liberada a radiação ionizante.

Radioterapia Externa: É um tratamento de radioterapia em que o paciente recebe a radiação de uma fonte externa. Ou seja, a radiação que atinge o tumor é emitida por um aparelho fora do corpo do paciente. Nesse tipo de tratamento a radiação também atinge todas as estruturas (tecidos e orgãos) que estiverem no trajeto do tumor. Nesse caso, a fonte radioativa é colocada a uma distancia que varia de 1cm a 1m da região a ser tratada. Os equipamentos utilizados na teleterapia podem ser quilovoltagem, de megavoltagem e de teleisotopoterapia.

Equipamentos de Quilovoltagem: São tubos convencionais de raios X. A voltagem aplicada entre os eletrodos é no máximo de 250 kV. Por essa razão, esses equipamentos são usados principalmente no tratamento de câncer de pele. Nesse tratamento o paciente é submetido a doses de 300 rad (3Gy) até atingir um total de 6000 rad (60 Gy).

Equipamentos de Megavoltagem: Nessa classe se situam os aceleradores de partículas como aceleradores lineares e bétatrons. Num caso típico em que os elétrons atingem uma energia de 22 MeV, a dose maxima devida a raios X ocorrerá entre 4 e 5 cm de profundidade, decresce para 83% a 10 cm e para 50% a 25cm. Portanto na terapia de tumores nos órgãos mais profundos como pulmão, bexiga, próstata, útero, laringe, esôfago, etc.

Braquiterapia: A Braquiterapia é uma forma de radioterapia na qual a fonte de radiação é colocada no interior ou próxima ao corpo do paciente. Materiais radioativos, geralmente pequenas cápsulas, são colocadas junto ao tumor liberando doses de radiação diretamente sobre ele, afetando ao mínimo os orgãos mais próximos e preservando os mais distantes da área do implante.

Burocracia afasta 100 mil da radioterapia

Em 2010, mais de 100 mil pessoas doentes de câncer ficarão sem radioterapia no Brasil. Os dados são da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) e alertam para um problema comum no Brasil: faltam equipamentos da modalidade terapêutica nos cerca de 180 centros de referência em radioterapia no país.

Além dos excluídos, quem já é contemplado pelo serviço eventualmente é prejudicado pelo número escasso de aparelhos – são 209 em todo o país, mas seriam necessários pelo menos 365, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A burocracia para importar (até quatro mess) e colocar os equipamentos em funcionamento, além do alto custo de aquisição (R$ 1,5 milhão) e manutenção, são apontados como as principais causas da falta de ampliação do serviço. Hoje, nenhuma das peças que compõem os aparelhos é fabricada no país. Na importação, a taxa equivale a 47% do valor total.

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Bradicardia: Lentidão nos batimentos cardíacos

Bradicinesia: Movimentos lentos

Bronquite: Inflamação dos brônquios

Bruxismo: Ranger de dentes

BRUXISMO

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São Paulo testa pílula 4 em 1 contra enfarte e AVC

Mais fácil de tomar e barato, remédio controla vários fatores de risco cardiovascular de uma vez

Uma superpílula, que reunirá num único comprimido quatro medicamentos para combater as doenças cardiovasculares, deve ser testada em 22 hospitais do País dentro de quatro meses. Estudos iniciais, feitos no Brasil pelo Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, indicaram que a polipílula reduziu em até 60% os riscos de uma pessoa sofrer enfarte ou acidente vascular cerebral (derrame) no futuro, além de controlar o colesterol e a pressão arterial. Outros seis países participaram da primeira fase dessa pesquisa.

O multicomprimido combina duas substâncias para o controle da pressão arterial, uma de controle do colesterol e outra para a prevenção de entupimento dos vasos sanguíneos do coração. Comprovada a função preventiva do remédio, agora os pesquisadores irão verificar como atua em pacientes que já tiveram problemas cardiovasculares.

O Ministério da Saúde já aguarda esses resultados para incluir o medicamento na lista de remédios distribuídos gratuitamente - o que deve ocorrer em 2013. No País, as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte.

Cerca de dois mil pacientes brasileiros que já tiveram enfarte ou derrame testarão o produto, por 18 meses, nessa segunda fase de pesquisas. Outros cinco países também participarão dessa etapa. "Na previsão mais pessimista, o tratamento dos pacientes (fase experimental) deve iniciar em outubro ou novembro", conta Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração e coordenador nacional da pesquisa.

Ao todo, oito mil pessoas receberão o remédio multifuncional no mundo. "Estamos na fase regulatória nos comitês éticos hospitalares e na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aguardamos a aprovação", completa Berwanger. Ele conta que os resultados da primeira fase, da qual participaram 400 voluntários, animaram os especialistas. Na ocasião foram avaliadas pessoas com risco cardiovascular moderado.

"Consideramos ‘moderados’ os pacientes que nunca sofreram enfarte ou AVC, mas têm predisposições, como fumo, sedentarismo, obesidade ou pressão alta", explica Berwanger. Os primeiros estudos sobre a superpílula começaram em 2006.

Adesão ao tratamento

Além de reduzir o risco cardiovascular dos pacientes, controlando a pressão e as taxas de colesterol, o remédio não oferece reações adversas diferentes daquelas já esperadas para o tratamento convencional - náuseas, dores de estômago e cabeça, além de sangramentos. "Tudo com uma única pílula", ressalta o cardiologista Elias Knobel.

Mas a principal vantagem da superpílula, sob o ponto de vista clínico, é a possibilidade maior de adesão ao tratamento que ele oferece aos pacientes. "No ambulatório do Instituto do Coração (InCor), as pessoas tomam até dez fármacos diferentes. Isso pode representar 25 tomadas diárias de remédios. Quem toma isso?", questiona Luiz Antonio Machado César, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e cardiologista do InCor.

Para Knobel, ainda que a maioria das substâncias usadas no tratamento das doenças cardiovasculares tenha a patente ‘aberta’ (estão disponíveis em versões genéricas), o gasto com a compra de um único remédio seria ainda menor. De fato, pelos cálculos do Ministério da Saúde, o paciente deverá desembolsar aproximadamente R$ 205 ao ano para a compra do comprimido multifuncional - um quarto do que é gasto hoje.

César ressalta, contudo, os perigos do consumo de substâncias desnecessárias pelos pacientes. "A pessoa pode não ter necessidade usar dilatadores de vasos, mas tomá-los na polipílula", diz o cardiologista. Já Berwanger, explica que os efeitos colaterais são os mesmos quando os remédios são tomados separadamente.

Médico que tentou abortar bebê em amante perde licença na Grã Bretanha

Edward Erin tinha sido condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas da amante com substâncias abortivas

ReproduçãoUm médico britânico que havia sido condenado por tentar induzir um aborto em sua amante grávida sem que ela soubesse perdeu a licença para exercer a medicina.
 
Segundo Conselho Médico Britânico, Edward Erin 'não compreendeu a gravidade de suas ações'
Nesta quarta-feira, uma junta do Conselho Médico Geral da Grã-Bretanha afirmou que Edward Erin "não demonstrou remorso" e "não compreendeu a gravidade de suas ações".

Erin foi condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas de sua amante, Bella Prowse, depois de ela anunciar a gravidez e dizer que não faria um aborto.

Mas Prowse, que era secretária do médico no hospital de St. Mary's, um dos mais importantes de Londres, não foi afetada pelas substâncias químicas e deu à luz um menino saudável.
A secretária descobriu a gravidez um mês após o início do caso com o médico, que é casado e pai de dois filhos, em 2008.

'Atos premeditados' Erin foi condenado por tentar envenenar a amante duas vezes, colocando medicamentos que induziam o aborto em uma xícara de café da rede Starbucks e outra em um copo de suco de laranja.

Bella Prowse havia suspeitado e alertado a polícia sobre a possibilidade.

Na época, ela disse não saber como a criança seria afetada pelas substâncias, que chegaram a ser detectadas em seu organismo, mas o bebê nasceu saudável em setembro de 2008.
A junta de médicos do Conselho britânico revogou a licença de Erin, dizendo que seu comportamento era "absolutamente inaceitável" na profissão.

Em comunicado, o Conselho Médico Geral disse que "a junta percebeu que este se trata de um caso de graves violações do bom exercício da medicina".
"Os crimes do Dr. Erin foram atos premeditados, usando seus conhecimentos e habilidades médicas para causar sério dano a outros", disse o conselho.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,medico-que-tentou-abortar-bebe-em-amante-perde-licenca,738367,0.htm

Agrotóxicos ''severamente perigosos'' serão proibidos no País

Dos 3 produtos que terão regras de comércio mais rígida em 75 nações, 2 estão em processo [br]de retirada do Brasil

Dos três agrotóxicos que sofrerão restrições na comercialização por estarem associados a prejuízos à saúde, dois (endossulfam e aldicarbe) estão em processo de retirada no Brasil. O terceiro (alacloro) está em fase da avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A decisão sobre a restrição aos três produtos químicos foi tomada na semana passada por representantes de 75 países, reunidos na Convenção de Roterdã. Com isso, esses agrotóxicos passam a ser considerados "severamente perigosos" e, a partir de outubro, terão de ser submetidos a regras rígidas para a venda.

Ratificada pelo Brasil em 2004, a Convenção de Roterdã regula o comércio internacional de produtos químicos perigosos. Durante o encontro, nações também discutiram a proposta de uso controlado e do banimento do amianto de crisotila, mas não chegaram a um acordo.

Para haver uma decisão, é preciso consenso entre todos os participantes. A posição do Brasil foi criticada: a delegação preferiu a neutralidade, considerada uma aposta na falta de acordo. Para ativistas na luta contra banimento do produto, classificado com cancerígeno, o País perdeu uma oportunidade histórica. De quebra, recebeu o prêmio "Culpado por Provocar Câncer", promovido pela uma organização não governamental. Em relação aos agrotóxicos, o Brasil defendeu a restrição do comércio.

"Os países precisam saber e assumir os riscos a que estão expostos quando comercializam esses produtos", avalia o gerente-geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles. Com a mudança, rótulos terão de apresentar informações claras sobre os perigos de seu uso à saúde.

O comércio do endossulfam será banido a partir de 2013. A retirada programada do produto foi determinada pela Anvisa em 2010. O aldicarbe (conhecido por seu uso irregular na formulação do "chumbinho") teve seu uso restringido pela agência e, em dezembro, a fabricante decidiu suspender sua venda.

"Esse agrotóxico, usado em poucas culturas e por um número bastante restrito de produtores, deverá permanecer no mercado até meados deste ano, quando o estoque deve se esgotar", disse Meirelles. O alacloro está em fase de revisão pela Anvisa. A expectativa é de que a retirada do produto seja determinada.

Inca capacita médico para identificar câncer de útero

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e o Instituto Fernandes Figueira, ligado à Fundação Oswaldo Cruz, criaram um programa de capacitação de ginecologistas para padronizar o diagnóstico do câncer de colo de útero no País. Doze Estados iniciaram o processo de criar centros regionais de qualificação dos profissionais. O programa divulgará as novas diretrizes para o rastreamento desse câncer, conforme o Estado antecipou em março. As novas normas serão divulgadas oficialmente no 14.º Congresso Mundial de Colposcopia e Patologia Cervical, que começa no dia 4, no Rio.
"Algumas escolas ainda ensinam que se deve esperar a biopsia para tratar a lesão, enquanto a recomendação internacional é ser o mais ágil possível e tratar a lesão na hora do exame", afirma o médico Fábio Russomano, vice-diretor de ensino do Fernandes Figueira.

Novas regras. Entre as novas diretrizes está a que prevê a ampliação da faixa etária para o exame preventivo até os 64 anos, em vez dos 59 atuais. Outra estabelece que paciente que tenha tratado de lesão precursora de câncer deve fazer dois exames no primeiro ano, com intervalo de seis meses, e repeti-lo a cada três anos. A diretriz anterior previa o acompanhamento de pacientes com menos de 20 anos, diagnosticadas com a lesão e o tratamento assim que ela chegasse a essa idade. Agora, a recomendação será para que cada médico avalie caso a caso a melhor medida.

Essa decisão foi tomada porque o tratamento pode trazer problemas para gestações futuras, já que há a retirada de uma parte do colo do útero que pode dificultar a gravidez ou levar ao parto prematuro.

Empresas procuram vacina para febre amarela com menos efeitos adversos

Resultado de testes clínicos renova esperança de um produto mais seguro que não utilize formas atenuadas do vírus; alternativa permitiria vacinações em massa para afastar fantasma de epidemia urbana da doença e ajudaria a suprir demanda reprimida

A principal revista científica da área médica - o The New England Journal of Medicine (NEJM) - publicou recentemente resultados promissores de uma nova vacina contra febre amarela. O artigo representa o último lance de uma corrida tecnológica. Empresas de vários países buscam uma alternativa mais segura para a vacina criada em 1936.

Desde então, o imunizante é produzido com uma cepa de vírus atenuados cultivada em embriões de galinha (mais informações nesta página). Apresenta alta eficácia, mas possui um grave inconveniente: em pouquíssimos casos - dois ou três em centenas de milhares -, o vírus pode se tornar selvagem. A pessoa desenvolve, então, uma forma agressiva da doença que, em cerca de 60% dos pacientes, leva à morte.

"É o problema das vacinas com vírus atenuados", explica Cláudio Struchiner, da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz). "Ocorre o mesmo com a poliomielite vacinal (paralisia associada à vacina da pólio)."

Alternativas. O estudo do NEJM descreve os testes de uma vacina feita com vírus da febre amarela inativados ("mortos") em 46 indivíduos saudáveis. Depois da segunda dose, todos desenvolveram proteção contra a doença.

Os cientistas - a maioria da empresa americana Xcellerex - lamentam a necessidade de duas injeções para conferir proteção. "Para chegar a uma só, vamos aumentar a dose e testar outros adjuvantes (substâncias que aumentam a eficácia)", afirma Thomas Monath, autor do estudo.

O maior produtor mundial de vacinas contra febre amarela é o laboratório público brasileiro Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz, com até 50 milhões de doses anuais. Em janeiro, a instituição assinou um contrato com o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e com a empresa iBio, ambos dos EUA. A parceria visa à criação de planta transgênica que produza uma proteína da cápsula do vírus, principal ingrediente da vacina. A alternativa seria mais segura que o produto da Xcellerex, pois o vírus da doença não estaria presente no processo de produção.

"Testes com animais deram bons resultados", afirma Artur Couto, diretor de Bio-Manguinhos. Em até três anos, devem começar os testes em humanos.

O segunda maior produtor é o laboratório francês Sanofi-Aventis, com cerca de 10 milhões de doses anuais. A empresa também realiza pesquisas na área.

Nos últimos anos, cada dose do produto custou de US$ 1 a US$ 3 para a Organização Pan-Americana de Saúde. Atualmente, só quatro laboratórios são capazes de produzir a vacina. Além dos já citados, há também um instituto russo e outro no Senegal.

"Há uma demanda grande na África", aponta Couto. "A Nigéria quer imunizar 100 milhões de pessoas, mas não há oferta."

Ameaça. Só na última década ficou clara a associação do vírus atenuado da vacina a casos muito raros, mas graves, de encefalite e da forma vacinal da doença.

Em um artigo científico de 2004, Struchiner e outros autores sublinham a conveniência de vacinar pessoas em áreas endêmicas, mas questionam a oportunidade de "administrar preventivamente a vacina para toda a população". Se o risco do indivíduo contrair febre amarela é menor do que o de uma reação adversa grave causada pela vacina, não há por que utilizá-la. "Mas as conclusões seriam outras se o perfil da vacina fosse mais seguro", pondera Struchiner.

Há pelo menos uma boa razão para tornar toda a população imune à febre amarela. A doença já foi o principal problema de saúde pública no País, no fim do século 19 e no início do 20. Na década de 30, iniciou-se uma campanha nacional de erradicação do principal vetor urbano da doença - o Aedes aegypti. Em 1958, o Brasil foi declarado livre do mosquito. Dez anos depois, o inseto ressurgiu no Norte e, hoje, está presente em todo o País.

Atualmente, o Aedes não transmite a febre amarela. Ninguém sabe o porquê. Nas últimas décadas, todos os casos da doença são silvestres: estão associados a outros gêneros de mosquitos - Haemagogus e Sabethes - presentes apenas nas florestas.

Supõe-se que o vírus da dengue, também transmitido pelo Aedes, monopolizou o vetor. Mesmo assim, a sombra de uma epidemia urbana de febre amarela ainda incomoda especialistas que esperam uma vacina mais segura para toda a população.

PARA ENTENDER

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda que dura, no máximo, dez dias. Contudo, pode matar. A transmissão ocorre pela picada de mosquitos infectados. Não há transmissão direta de humano para humano. O tipo silvestre da febre amarela é transmitido pela fêmea dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O tipo urbano é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde. É administrada em dose única a partir dos 9 meses e vale por 10 anos. Não precisa ser tomada por quem não vai viajar ou não mora em áreas de risco. Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça e no corpo, náuseas, icterícia e hemorragias. O tratamento apenas controla os sintomas da doença.

Maconha e memória


Seria ótimo que todos tomassem conhecimento da pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo mostrando que a maconha afeta em 30% a memória --o que é uma brutalidade-- dos jovens abaixo dos 15 anos, quando o cérebro ainda está em formação. É um alerta para os pais, educadores e especialmente para os jovens.

Sou daqueles que defendem há muito tempo a ideia de que a repressão policial ao consumo de maconha é mais prejudicial do que seu uso. Segundo os cientistas, essa droga causa menos danos do que álcool e cigarro, como sabemos.

Isso nos torna ainda mais responsáveis de divulgar, sem moralismos macabros, os perigos para a saúde do abuso da maconha, que afeta a concentração, prejudica os estudos e o trabalho. Ter a memória afetada precocemente significa danos no trabalho, cortando uma série de possibilidades.

As marchas a favor da descriminação da maconha deveriam colocar, na sua plataforma, aviso aos riscos da saúde.

Esse discurso não pode ficar restrito aos moralistas e não moralistas. Jovens diminuíram o consumo do cigarro porque objetivamente viram que ali se tirava um pedaço da vida.

Daí que não consigo engolir o uso de celebridades para estimular qualquer produto com propriedade psicoativa como o álcool.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/936354-maconha-e-memoria.shtml

Unifesp recruta garotas para tratamento de obesidade

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) busca meninas de 13 a 16 anos com excesso de peso para um programa de tratamento multidisciplinar.

As interessadas devem comparecer nesta sexta-feira (1º), das 14h às 16h, no CAAA (Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente) para triagem.

O programa tem abordagem educativa e oferece aulas de atividade física, alimentação, convívio social e moda durante quatro meses, com aulas duas vezes por semana.

O CAAA fica na rua Botucatu, 715, na Vila Clementino (zona sul). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0/xx/11 5576-4360.

Internet pode ajudar na perda de peso, diz estudo

As pessoas tendem a perder um pouco mais de peso com a ajuda proporcionada pela internet do que com programas tradicionais de perda de peso, afirma um estudo japonês, mas combinar a internet com encontros pessoais parece ser a opção mais eficaz.

Com o aumento da obesidade, tornaram-se comuns as tentativas de aproveitar as informações da internet para a perda de peso, principalmente porque acredita-se que isso seja mais fácil e barato.

Mas embora o estudo, que envolveu uma análise de 23 estudos anteriores e foi publicado no Jornal Internacional da Obesidade, realmente tenha observado um impacto positivo na presença da internet na rotina das pessoas, o efeito geral foi pequeno.

"Programas de tratamento baseados na internet são atraentes nos cuidados preliminares por causa de sua capacidade de atingir um bom número de indivíduos a baixo custo", escreveram os pesquisadores, comandados por Hirohito Sone, do Instituto de Medicina Clínica da Universidade de Tsukuba em Ibaraki, no Japão.

Em geral, pacientes envolvidos em programas relacionados à internet perderam em média 3,3 quilos a mais que participantes de programas tradicionais, descobriu o grupo.

A internet foi usada de várias formas, incluindo instruções individualizadas, comunicação com instrutores de estilo de vida, aconselhamento e registro de ingestão de alimentos.

Ademais, os programas diferiam na quantidade de uso da internet dos participantes.

Mas os pesquisadores descobriram que os métodos mais eficazes são os que combinam internet e encontros pessoais.

Por exemplo, quando a internet substituiu os aconselhamentos presenciais, as pessoas acabaram ganhando até 6,6 quilos, em média, do que outros que não tiveram "ajuda" pela internet.

No entanto, quando os programas combinaram internet e aconselhamento, os participantes acabaram 4,4 quilos mais leves que pessoas que não usaram a web.

Bocejo pode estar relacionado à temperatura cerebral


É possível uma pessoa bocejar enquanto dorme? Por que o bocejo ocorre? Segundo Matthew R. Ebben, diretor de operações laboratoriais do Center for Sleep Medicine, no NewYork-Presbyterian Hospital/Weill Cornell Medical Center, o bocejo é certamente menos comum durante o sono, mas já foram documentados casos assim.

Quanto ao motivo do bocejo em si, "ele não é inteiramente conhecido", disse Ebben. "Porém, os dados mais recentes sugerem que ele seja parte de uma reação termorregulatória para ajudar a resfriar o cérebro ao desviar sangue aos músculos faciais, que agem como radiadores e descarregam calor pelo sangue redirecionado".

Num estudo de caso publicado em 2010 na revista "Sleep Breath", foram estudadas duas mulheres com surtos crônicos e debilitantes de bocejos. Mesmo dormindo adequadamente, elas sofriam ataques diurnos frequentes, tão intensos que chegavam a causar lacrimação e coriza.

As duas mulheres descobriram que podiam aliviar ou adiar os sintomas realizando respiração nasal ou aplicando panos frios na testa. Uma mulher descobriu ser possível parar um ataque tomando um banho frio, ou nadando em água fria. A outra mulher descobriu que, após seus ataques, experimentava uma queda de meio grau na temperatura oral.

Segundo os pesquisadores, os resultados foram consistentes com evidências vinculando o excesso de bocejos a desequilíbrios de temperatura, em vez dos níveis de oxigênio e dióxido de carbono no sangue ou algum tipo de distúrbio do sono.

Bebida diet e aspartame fazem as pessoas engordarem, diz estudo


Pense duas vezes se você consome refrigerante diet para manter a forma física. Um novo estudo americano apresentado durante uma conferência da Associação Americana de Diabetes diz que a bebida diet está associada ao ganho de peso.

A cintura de quem toma dois ou mais refrigerantes diet por dia pode aumentar seis vezes, se comparado com os não consumidores. O estudo que vem da Escola de Medicina da Universidade do Texas acompanhou 474 indivíduos durante dez anos.

A conclusão obtida é que quanto mais uma pessoa bebe refrigerante diet, mais ela engorda. A circunferência abdominal, cujo tamanho pode indicar a propensão ou não a doenças cardíacas, também ficou 70% maior.

Uma outra pesquisa apresentada no mesmo evento médico afirma que o aspartame, presente como ingrediente de produtos diet e usado como adoçante, aumentou o nível de acúçar no sangue de camundongos com propensão a diabetes.

Estudos como esses mostram que o refrigerante diet e o aspartame não são tão bons para as saúde quanto a propaganda sugere.

Para a professora de epidemiologia clínica Helen Hazuda, que conduziu o estudo da Universidade do Texas, os consumidores deveriam ser alertados sobre os perigos à saúde ao ingerir esses produtos.

Tecnologia em Saúde: Brasil busca redução de custos

O setor da saúde é uma das esferas onde é possível encontrar tecnologias e soluções digitais em abundância. No entanto, o acesso a esses recursos utilizados no diagnóstico e tratamento de doenças não é acessível ao público de forma sistemática. Segundo o secretário executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, diante desse fato, hoje o País vive em um cenário de busca de redução de custo e maior eficiência na utilização das ferramentas.

“As tecnologias são desenvolvidas e estão disponíveis no mundo. Mas aqui no Brasil não temos critérios tão objetivos e claro para sua utilização”.

Para Gouvêa, atualmente o Brasil está em uma situação de funil, onde há vários processos disponíveis que nem sempre atendem às prioridades essenciais de políticas de governo ou de necessidades sociais. Sendo assim, muitas vezes, é preciso tomar decisões feitas com base somente em dados econômicos, que podem não contemplar às necessidades do setor.

No ano de 2006, com o objetivo de racionalizar e modernizar o fluxo de incorporação de novas tecnologias com a criação de mecanismos de atuação e fluxo de análise, o Ministério da Saúde criou a Comissão para a Incorporação de Tecnologias do Ministério da Saúde.

Porém, mesmo com esses critérios, a comissão tem deixado a desejar. “O fato é que embora ela tenha todos esses métodos, o Ministério da Saúde não tem sido capaz de dar uma resposta positiva à sociedade”.

No intuito de contribuir para que exista uma uniformização do acesso aos recursos e fazer uma avaliação da tecnologia aplicada à saúde, a CBDL junto com outros setores de área de saúde, vem fazendo uma análise política que estuda as implicações médicas sociais, éticas e econômicas do desenvolvimento de fusão e emprego das tecnologias de saúde.

Em sua explanação no Congresso Brasileiro de Análises Clínicas 2011, realizado nesta segunda-feira, (27), em Curitiba, Gouvêa afirmou que o uso da medicina baseada em evidências também é um método utilizado para contribuir com a busca por melhorias no assunto, pois proporciona uma definição da questão clínica.

“Ela busca dar acesso à informação para resolver o problema, olhando o que existe em literatura e estudos disponíveis. E, com isso, adotar uma nova tecnologia de forma mais eficiente”.

Gouvêa encerrou sua apresentação propondo que se pense nos elos da cadeia de forma conjunta. “É preciso haver a união dos envolvidos no setor da saúde em prol do paciente”. E ressaltou a necessidade de um cenário mais estável e previsível é fundamental. Caso contrário os investimentos e os processos não serão realizados com sucesso.

Hospitais da Anahp faturam R$ 7,5 bilhões

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) lançou nesta última terça-feira (24) a 3ª edição do seu Observatório. De acordo com os dados do Sistema Integrado de Indicadores Hospitalares (SINHA), em 2010 o faturamento registrado pelos hospitais que integram a Anahp foi de R$ 7,5 bilhões, um crescimento de 16% sobre o período anterior (R$ 6,5 bilhões).

A receita média por hospital alcançou R$ 250,2 milhões, uma expansão de 23,7% em relação a 2009, mantendo a tendência de crescimento dos últimos anos.

De acordo com o editor da publicação e vice-presidente do hospital Vita Volta Redonda (RJ), Francisco Balestrin, a grande novidade da edição está na divisão de indicadores Institucionais; que inclui dados econômicos, operacionais e de gestão de pessoas; e de Qualidade; que avalia a gestão assistencial, e de protocolos clínicos.

Embora a receita total dos hospitais da Anahp tenha registrado alta, o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou queda de dois pontos percentuais. “Essa queda está atrelada ao aumento de despesas com insumos hospitalares que representam hoje 54% das receitas”, explicou, em comunicado, o presidente do Conselho Deliberativo da Anahp, Henrique Salvador.

As instituições associadas à Anahp representam 14% do total de despesas assistenciais e 10% do total de internações do setor de saúde suplementar. No quesito distribuição da receita dos hospitais, as operadoras de planos de saúde representam 90,3% do resultado global, seguida pelos atendimentos a pacientes particulares, com 7,3% e os atendimentos a pacientes do SUS, com 2,4%.

A entidade é constituída por 43 instituições hospitalares do País com ou sem fins lucrativos, distribuídas em 10 estados e no Distrito Federal. Entre os critérios exigidos para fazer parte da Associação, a instituição deve possuir Acreditação da Organização Nacional de Acreditação (ONA III), Joint Comission International (JCI), Accreditation Canada ou National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations (NIAHO).