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terça-feira, 3 de maio de 2011

Logística Hospitalar e Saúde: Mulheres podem sofrer mais dano renal após exame c...

Logística Hospitalar e Saúde: Mulheres podem sofrer mais dano renal após exame c...: "Contraste injetado no exame prejudica mais o funcionamento dos rins de mulheres do que de homens, diz estudo As mulheres estão muito mais p..."

Mulheres podem sofrer mais dano renal após exame cardíaco

Contraste injetado no exame prejudica mais o funcionamento dos rins de mulheres do que de homens, diz estudo

As mulheres estão muito mais propensas a sofrer danos renais em exames de angiografia das coronárias, é o que mostra um novo estudo americano.

Durante o procedimento, um contraste de iodo é usado para destacar as imagens dos vasos sanguíneos e das cavidades do coração. Entretanto, o contraste pode causar o estreitamento dos vasos dos rins, prejudicando o funcionamento do órgão, explica o Dr. Javier Neyra, residente de medicina do Henry Ford Hospital, de Detroit (EUA), e principal investigador do estudo.

O efeito colateral, conhecido como Nefropatia Induzida por Contraste (NIC) pode causar disfunções renais entre as primeiras 24 a 72 horas após o contraste ser injetado. De acordo com o estudo, está é a terceira principal causa de danos renais de origem hospitalar nos Estados Unidos, sendo precedida somente de cirurgias e hipertensão.

“Como homens e mulheres recebem a mesma quantidade de contraste durante o angiograma coronário, é possível que tal quantidade seja excessiva para o corpo feminino, devido a seu menor tamanho. Talvez o peso e a altura da mulher deveriam ser avaliados antes da dosagem”, questiona Neyra.

A equipe de pesquisa acompanhou 11.211 pessoas que se submeteram a um angiograma coronário de janeiro de 2008 a dezembro de 2009. Foi constatado que as mulheres apresentaram probabilidade 60% maior de desenvolver nefrologia induzida por contraste – 20% das mulheres contra 13,6% dos homens.

As descobertas foram apresentadas esta semana em Las Vegas, durante o encontro da Fundação Nacional dos Rins dos Estados Unidos. Especialistas ressaltam que pesquisas apresentadas em encontros médicos devem ser consideradas preliminares, pois ainda não passaram pela mesma avaliação rigorosa que trabalhos publicados em periódicos científicos.

Os 30 remédios essenciais para salvar mães e bebês

Soro caseiro, vitamina A e paracetamol estão elencados entre as drogas que salvam vidas

No início de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma lista de medicamentos essenciais para garantir a saúde das mães e dos bebês, em especial dos que moram em países em desenvolvimento (como o Brasil).

Segundo os números divulgados pela OMS, 8,1 milhões de meninos e meninas com menos de 5 anos de idade morrem todos os anos e, nada menos, do que mil mulheres perdem a vida a cada 24 horas por complicações no pós-parto, doenças infecciosas e crônicas.

“Uma parte destas vidas poderia ser salvas caso as mães e as crianças tivessem acesso gratuito à medicações simples”, afirmou a OMS que elaborou a lista de remédios essenciais com ajuda da Unicef.

Medicamentos para as mães

Para hemorragia no pós-parto

A estimativa é que 127 mil mulheres morram todos os anos por causa de hemorragia obstétrica, a complicação mais recorrente nos casos. Para este problema, a indicação medicamentosa da OMS é a oxitocina.

Pré eclampsia e eclampsia

Segundo a OMS, esta é a maior causa de morte materna em países em desenvolvimento. Uma das causadoras desta condição é a pressão alta na gestação. Para esta doença, a indicação são os sulfatos de magnésio e injeção de cálcio.

Infecção materna (sepse)

Pode provocar abortos, o nascimento de crianças mortas e também aumentar a mortalidade das mães. De acordo com a OMS, 15% dos casos de mortes de mulheres no pós-parto estão relacionadas à sepse. Os medicamentos para prevenir estas complicações indicados pela OMS são ampicilina, gentamicina, metronidazol e misoprostol.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são perigosas em qualquer fase para as mulheres, mas durante a gestação aumentam o risco de infecção e também de contágio dos bebês. Além do HIV (o vírus causador da aids), a OMS alerta para a necessidade de tratamento da sífilis – e para isso indica o remédio benzilpenicilina – , da gonorreia, sendo neste caso listada como essencial a medicação cefixima – e da clamídia (o remédio é a azitromicina).

Medicamentos para crianças

Parto prematuro

A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que entre 6 e 7% das crianças nasçam antes dos 9 meses de gestação e a prematuridade está relacionada a 24% dos casos de mortes neonatais. São listadas duas medicações para evitar as complicações dos partos prematuros, sendo elas a betametadona e a nifedipina.

Pneumonia

É a principal causa da mortalidade infantil no mundo, sendo responsável por 1,6 milhões de mortes de crianças com menos de 5 anos. São indicados cinco remédios para tratar a pneumonia, sendo eles amoxicilina, a ampicilina, o gás oxigênio medicinal, a ceftriaxona, o gentamicina e a penicilina procaína.

Diarreia

É a segunda causa de mortalidade infantil, responsável por 1,3 milhões de mortes por ano no globo. Para evitar a desnutrição das crianças, a OMS sugere como medicamento essencial o zinco e o soro caseiro

Malária

A cada 45 segundo, uma criança morre de malária na África. Para esta doença, a OMS indica a combinação terapêutica de artemisinina e artesunato

HIV

A OMS diz que, atualmente, 2,1 milhões de crianças convivam com o vírus HIV no mundo. Para esta doença, o tratamento mais eficiente é o com antirretrovirais.

Deficiência de vitamina A

A deficiência de vitamina A esta associada às complicações de rubéola em crianças e, por isso, a OMS indica a suplementação.

Dor e cuidados paliativos

As dores agravam outras doenças e trazem limitações para as crianças. Além da morfina, a OMS indica também o paracetamol.

Propagandas antigas - Para abortar a gripe



“Específico da Gripe Euceina Werneck Faz abortar a influenza, venha ou não acompanhada de febre.”

1 de março de 1920.

Hoje o anúncio poderia ser considerado incorreto por usar o verbo ‘abortar’.

Evento educativo no Rio comemora Dia Mundial da Asma

Secretaria Municipal da Saúde promove palestras sobre medicamentos e exames

Para celebrar o Dia Mundial da Asma nesta terça-feira (3), a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro realiza um evento educativo para os profissionais de saúde, no Centro Municipal de Saúde Manoel José Ferreira, no Catete, zona sul, das 14h às 17h. Quem estiver interessado pode participar de palestras e orientações sobre uso de medicações e exames preventivos.

Asma no Brasil

De 10% a 25% da população brasileira tem asma, e anualmente, são feitas 400 mil internações hospitalares, segundo informações do Datasus de 2001. Também são registrados 2.500 óbitos e um número incontável de atendimentos ambulatoriais.

Durante esta semana, os especialistas da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia) que apoiam o movimento do Dia Mundial da Asma prepararam várias ações para a população em 21 estados do país.

Remédios para HIV poderão ser usados no tratamento de malária e leishmaniose Drugs for HIV may be used to treat malaria and leishmaniasis

Cientistas descobriram que proteína de parasitas é sensível ao medicamento

Cientistas descobriram que drogas usadas para tratar o HIV também poderão se tornar medicamentos para doenças parasitárias como a leishmaniose e a malária.

Segundo uma nova pesquisa publicada no The Faseb Journal, os cientistas descobriram que a ação de algumas drogas anti-HIV tem poder de matar graves parasitas.

Apesar de os cientistas já saberem que essas drogas podem matar parasitas do HIV, a forma como isso acontecia era até então desconhecida. A partir dessa nova pesquisa, os pesquisadores descobriram que uma proteína chamada Ddi 1 do parasita da leishmaniose é sensível aos inibidores anti-HIV, o que pode mudar o rumo do tratamento das doenças parasitárias, explica Colin Berry, um dos pesquisadores.

- As pessoas nos países em desenvolvimento podem ser expostas a doenças parasitárias, como malária e leishmaniose, que pode matar milhões de pessoas. Essas eficazes drogas são urgentemente necessárias para combater essas infecções.

Segundo Berry, os cientistas esperam explorar essa fraqueza do parasita para desenvolver novos remédios para combater essas doenças.

Ao usarem a proteína em humanos, os cientistas identificaram que as drogas eram capazes de bloquear a atividade da proteína da leishmaniose, com possibilidade de efeitos colaterais mais leves do que o tratamento padrão.

De acordo com Gerald Weissmann, editor-chefe do Faseb Journal, “tal como o HIV, doenças parasitárias foram e ainda são uma séria ameaça para a saúde humana em todo o mundo”.

- Milhões de pessoas morrem a cada ano a partir desses males e precisamos desesperadamente de novas drogas. Não por acaso os agentes projetados contra o HIV podem agora se voltar contra doenças parasitárias como a leishmaniose e a malária.

Remédio contra a esquizofrenia está em falta em SP

Hospitais têm de reduzir as doses para que todos recebam o produto

O medicamento de alto custo Clozapina, única opção de tratamento para pacientes com esquizofrenia do tipo refratária e fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, está em falta desde o início do mês passado para os 66 pacientes atendidos pelo Proesq (Programa de Esquizofrenia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A falta do remédio fez os médicos diminuírem as doses dos pacientes para que não ficassem completamente sem o remédio. No Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), onde a demanda pelo remédio é de 60 mil comprimidos por mês, a medicação acabou completamente na quarta-feira (27).

Para Rodrigo Bressano psiquiatra da Unifesp, coordenador do Proesq, apenas um dia sem o medicamento pode fazer com que os pacientes tenham recaídas graves na doença. Ele explica que os que recebem a Clozapina são, em geral, os mais graves, já que ela só é indicada para aqueles que não responderam bem aos outros tratamentos, por isso são chamados de refratários.

Segundo o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento, a compra do medicamento não atrasou - foi fechada em dezembro de 2010. O que provocou a falha, segundo Nascimento, foi que o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), fornecedor da medicação, não conseguiu produzi-lo em quantidade suficiente para todo o País: só o Estado de São Paulo ficou de fora.

O diretor-presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, confirma a informação. De acordo com ele, uma empresa que fornece matéria-prima falhou.

– Por uma questão de logística, em função da quantidade que São Paulo tinha demandado, resolvemos distribuir o que já tínhamos produzido para todos os outros Estados.

Pessoas obesas são mais propensas a desenvolver demência Obese people are more likely to develop dementia

Pesquisa, feita entre 8.534 gêmeos suecos, mostra que pessoas obesas têm 71% mais chances de desenvolver demência

EFE

LONDRES - As pessoas de meia-idade com excesso de peso, mas que não sejam obesas, têm 71% mais chances de desenvolver demência que as que estão no peso ideal, revela um estudo publicado na revista Neurology.

pesquisa, realizada por especialistas do Instituto Karolinska de Estocolmo, foi feita entre 8.534 gêmeos suecos e revela que o excesso de peso pode ser um fator de risco.

Outros estudos que já foram publicados indicavam que poderia haver um vínculo entre a obesidade e a demência, mas este é o primeiro que trata da relação do problema com o excesso de peso.

As pessoas de meia-idade com um índice de massa corporal (IMC, a associação entre o peso e a altura) maior que 30, consideradas obesas, têm 288% mais de chances de desenvolver demência que aquelas com um IMC de entre 20 e 25.

No entanto, as pessoas com excesso de peso - com um IMC de entre 25 e 30 - têm 71% mais chances de desenvolver demência, segundo o estudo.

O pesquisador Weili Xu disse à "BBC" que esta pesquisa revela que "estar com excesso de peso também aumenta o risco de desenvolver demência mais adiante".

"O risco não é tão considerável quanto quando se é obeso, mas tem uma importância para a saúde pública pelo grande número de pessoas no mundo todo que estão com excesso de peso", acrescentou.

De acordo com a pesquisa, no mundo há 1,6 bilhão de adultos com excesso de peso.

SP mobiliza 10 mil universitários em campanha para doação de medula

Doadores precisam ter entre 18 e 54 anos e apresentar bom estado de saúde

São Paulo, 2 - O hospital e maternidade estadual Leonor Mendes de Barros, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, irá mobilizar a partir desta terça-feira, 3, cerca de 10 mil universitários em uma campanha para doação de medula óssea. O cadastramento de doadores acontecerá na Universidade da Cidade de São Paulo (Unicid) e também será aberto à população.


Haverá plantões no campus Tatuapé da universidade das 10 às 14 horas desta terça-feira e das 18 às 22 horas nos dias 4 e 5 de maio. Os interessados precisam ter entre 18 e 54 anos, além de apresentar bom estado de saúde. Não existe critério de peso nem é necessário estar em jejum. Vale lembrar que o processo de doação e transplante de medula é rápido e indolor.

Nas últimas semanas, os alunos da Unicid participaram de palestras informativas, com relatos de familiares e pessoas que foram beneficiadas pela doação de medula óssea. As apresentações tiveram o objetivo de sensibilizar os alunos a aderirem à campanha.

O cadastro é simples e consiste na coleta de sangue, bem como o preenchimento de um questionário com informações sobre saúde e dados pessoais do doador, como endereço e telefone.

Além do hospital Leonor Mendes de Barros, a campanha também conta com a participação da Associação de Medula Óssea, do Centro Acadêmico de Medicina da Universidade da Cidade de São Paulo e da Associação DeMolay Alumni do Estado de São Paulo.

Local:
Universidade Cidade de S. Paulo
Rua Cesário Galeno, 475, Tatuapé (Estação Carrão do Metrô)
Tel.: 11 - 2178-1212 - www.unicid.br.

Vacinação quer imunizar 2 milhões em SP

A Campanha de Vacinação contra o vírus da gripe influenza atendeu cerca de 430 mil paulistanos no último sábado, 30, quando aconteceu o “Dia D”. A Secretaria Municipal de Saúde espera atingir a marca de 2 milhões de pessoas imunizadas, entre idosos, profissionais da saúde, gestantes, população indígena e crianças de 6 a 23 meses de vida.

A campanha tem como objetivo reduzir os casos de complicações e mortes causadas pela doença e segue até o dia 13 de maio. Nos dias úteis, a vacina está disponível somente nas unidades de saúde, das 8 às 17 horas. A relação dos postos pode ser consultada no site www.prefeitura.sp.gov.br/covisa. Os acamados podem ser vacinados em casa, desde que sejam cadastrados na UBS mais próxima de sua residência.

Além de proteger contra a gripe, a vacina reduz o risco de complicações respiratórias e pneumonia. São necessárias cerca de duas semanas para que comece a fazer efeito. (Marcela Gonsalves)

SP ganha centro oncológico privado

Hospital São José monta unidade de pesquisas para testar novos remédios contra o câncer

                                                                                                                                                       CLAYTON DE SOUZA/AE

A capital ganhou um novo Centro de Pesquisas em Oncologia. Essa é a proposta do Hospital São José, unidade premium do complexo hospitalar Beneficência Portuguesa, que com a iniciativa deve se tornar o primeiro hospital particular dedicado exclusivamente ao tratamento do câncer no Brasil.

O Centro de Pesquisas vai beneficiar, além de doentes do São José, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos pela Beneficência, possibilitando o acesso a medicamentos de ponta que ainda não estão disponíveis no País, por meio de testes clínicos.

A unidade será coordenada pelo médico Antônio Carlos Buzaid, que anteriormente esteve à frente do setor de oncologia do Hospital Sírio-Libanês, por 12 anos.

O Centro de Pesquisas já tem aprovados protocolos de pesquisas clínicas para testar três medicamentos ainda não aplicados no País. Buzaid explica que os remédios, além de levarem bastante tempo para obterem aprovação, normalmente chegam ao Brasil a um custo elevado e ainda demoram s ser incorporados nos tratamentos preconizados pelo SUS. Assim, participar dos ciclos de pesquisas é uma boa oportunidade para os pacientes oncológicos.

Segundo Buzaid, estar ligado ao complexo Beneficência Portuguesa, que atende cerca de 1,5 milhão de pacientes por ano - 60% deles via SUS - é uma grande vantagem em termos de pesquisa. Isso porque resultados precisos dependem de um grande número de participantes. A unidade negocia o estabelecimento de um convênio com uma instituição de pesquisa internacional. "Mas ainda estamos em fase de negociação", declara Buzaid.

O superintendente do Hospital São José, Luiz Koiti, afirma que um dos diferenciais do novo Centro de Oncologia é o atendimento personalizado e a valorização da chamada hotelaria hospitalar. As sessões de quimioterapia, por exemplo, não serão feitas em ambulatório, mas sim em quartos individuais de 45 m², com banheiro, varanda e acomodação para o acompanhante.

Os funcionários - de manobristas a enfermeiros - também passaram por treinamentos para aprenderem a lidar com as particularidades do paciente oncológico. O Hospital São José foi inaugurado em 2007 e atende pacientes particulares e pessoas com convênios médicos de alto padrão. Para 2014, existe um projeto de construir um novo prédio de sete andares para aumentar a atual capacidade do local, que é de 70 leitos.

Fundo Global de Luta Contra a Aids quer Brasil como doador Global Fund to Fight AIDS both as a donor Brazil

Diretor de entidade que financia projetos de saúde no mundo diz países do Brics devem colaborar com dinheiro

Chegou a hora de o Brasil passar da condição de um país receptor de ajuda internacional para ser um doador. É o que defende Michel Kazatchkine, diretor do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, a maior entidade de financiamento de projetos no campo da saúde no mundo, com um caixa de US$ 30 bilhões.


Com a crise da dívida nos países ricos e reduções importantes de doações da Espanha, Itália e outros tradicionais doadores, o Fundo sai em busca de novos financiadores.

Em entrevista ao Estado, Kazatchkine afirma que Brasil, Índia e China devem começar a pensar em adotar metas mínimas de doações, assim como foi estabelecido nos países ricos há cerca de 20 anos. "Não acho que é sustentável que esses países fiquem de fora do financiamento da solidariedade global, dado a riqueza que eles geram", disse.

Desde sua criação, há dez anos, o Fundo aprovou US$ 48 milhões em recursos para o Brasil para combater a malária e a tuberculose. Mas o diretor da entidade acredita que não há mais lugar para o Brasil fazer novos pedidos de financiamento, e cita a Rússia - que reembolsou os fundos que recebeu - como um exemplo a ser seguido pelo governo de Dilma Rousseff.

Promessas. "A Rússia é o país que criou um precedente. Em 2007, decidiu reembolsar o que havia recebido. E isso foi quase US$ 300 milhões. Além disso, fez promessas de doação de outros US$ 60 milhões", explicou.

Segundo ele, o Brasil não pede mais dinheiro - recebe apenas financiamentos acertados previamente. "Em setembro de 2010, quando estive com o (ex-chanceler Celso) Amorim, ele me disse que o mínimo que o Brasil poderia fazer era agora reembolsar o Fundo no valor que recebeu, assim como os russos fizeram em 2007."

Reunião. A partir do dia 28 de junho, o Fundo realiza em São Paulo uma das principais reuniões de seu calendário, justamente com a meta de desenhar a estratégia da entidade para combater a Aids, tuberculose e malária até 2016.

Kazatchkine não perderá a oportunidade para se reunir com o governo para apontar para as novas responsabilidades do País. "Acho apropriado que nessa etapa de transição, de um país receptor de financiamento para um potencial doador, tenhamos a reunião no Brasil", disse.

Kazatchkine elogiou o governo brasileiro. " O Brasil está altamente envolvido na cooperação Sul-Sul. Exportou seu know-how em produzir remédios e treinamento de médicos", disse. "Mas isso não é suficiente para ajudar pessoas a ter acesso a remédios. Hoje, o tratamento no caso da Aids chega a apenas 40% dos pacientes no mundo. Outros 60% ainda precisam de acesso. Precisamos de dinheiro, e se há um mecanismo de financiamento que mudou de fato a trajetória da epidemia no mundo nos últimos anos foi o Fundo Global", acrescentou.

Cérebro reconhece pessoas de mesmo nível social Brain recognizes persons of the same social level

Uma pesquisa publicada na versão on-line da revista "Current Biology" afirma que uma parte do cérebro humano é capaz de reconhecer e reagir a pessoas que pertencem a um mesmo nível social.

A descoberta pode indicar que ficamos mais animados ao conhecer indivíduos de classe igual.

Estudos anteriores, desta vez com primatas, mostram o mesmo. Algumas espécies de macacos prestam atenção em semelhantes de nível elevado ou inferior dependendo da posição que ocupam na sociedade onde vivem. Se estão acima, vêem os de cima. Se estão abaixo, vêem os de baixo.

O estudo da pesquisadora Caroline Zin, do Instituto Nacional de Saúde Mental, em Maryland (EUA), envolveu um grupo pequeno formado por 23 voluntários. A eles, foram exibidas informações sobre terceiros que tinham nível social inferior, igual ou superior.

O resultado é que uma região central do cérebro, ligada à motivação, ficou mais ativa quando o voluntário se viu diante de dados relacionados a pessoas com nível social semelhante ao dele.

China proíbe cigarro em locais públicos fechados China bans smoking in enclosed public places

DA FRANCE PRESSE

A proibição de fumar em locais públicos fechados entrou em vigor no domingo (1º) na China, mas poucos acreditam que a medida será respeitada, em um país com mais de 300 milhões de fumantes.

A lei pretende elevar a China ao mesmo nível dos países desenvolvidos no que diz respeito às restrições ao tabaco.

Nenhuma campanha de orientação está prevista, no entanto, em um país onde se fuma sem problemas nos elevadores ou nas salas de espera dos hospitais, por exemplo.

A nova lei prevê restrições às maquinas de venda de cigarro. Além disso, os operadores de estabelecimentos comerciais em locais públicos devem colocar avisos de "Proibido Fumar" e tomar a iniciativa de evitar que os fumantes acendam um cigarro.

Segundo a imprensa local, as fábricas e escritórios não serão afetados pela proibição. A incógnita fica por conta da aplicação da lei em bares, restaurantes e no transporte público.

A cada ano o tabaco mata mais de um milhão de pessoas na China. Alguns maços custam apenas três yuanes (48 centavos de dólar). Os especialistas temem que o número de mortes provocadas pelo tabagismo triplique até 2030.

As autoridades prometeram que os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e a Feira Mundial de Xangai 2010 seriam eventos livres do cigarro, mas as promessas foram pouco respeitadas na prática.

Espanha usa nova técnica para operar pacientes obesos Spain uses new technique to operate obese patients

Médicos do Hospital de Bellvitge passaram a utilizar uma técnica de laparoscopia gástrica com robô para operar pacientes com obesidade mórbida, que reduz o risco pós-operatório.

O centro médico de L'Hospitalet de Llobregat recebe nesta segunda e terça-feira a oitava edição do curso internacional de cirurgia laparoscópica bariátrica e metabólica, que conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais.

O hospital catalão realiza a operação gástrica por laparoscopia mediante cirurgia robótica de forma pioneira, utilizando um sistema cirúrgico robotizado batizado como da Vinci.

A primeira e, por enquanto, única paciente que foi operada mediante esta técnica foi uma mulher de 60 anos, que sofria de obesidade mórbida e que não teve nenhuma complicação após se submeter à intervenção.

Estudo sobre visão tenta resolver enigma filosófico Study tries to solve puzzle philosophical vision

DO "NEW YORK TIMES"

Se de repente um cego pudesse ver, ele seria capaz de reconhecer de vista a forma de um objeto que antes só conhecia pelo toque? Apresentado a um cubo e um globo, ele saberia distingui-los só de ver? Faça uma pausa e pense na resposta. Depois continue lendo.

A pergunta ataca diretamente um problema da filosofia da mente: o espaço tem um conceito inato comum à visão e ao tato ou só aprendemos essa relação através da experiência? Uma pesquisa divulgada no dia 10 de abril pela publicação "Nature Neuroscience" pode ter finalmente respondido essa questão, que inquieta filósofos e cientistas há mais de 300 anos.

William Molyneux, político e cientista irlandês, foi o primeiro a levantar a dúvida numa carta enviada a John Locke em 1688. Locke analisou o que veio a ser conhecido como o problema de Molyneux em "Ensaio acerca do Entendimento Humano", publicado poucos anos depois.

A resposta de Locke foi "não". "Ele não seria capaz de afirmar com certeza qual era o globo e qual o cubo, tão somente ao vê-los, embora certamente pudesse nomeá-los após tocá-los". Para Locke, a ligação entre os sentidos era aprendida.

Dezenas de filósofos, como George Berkeley, Gottfried Leibniz, Voltaire, Diderot, Adam Smith e William James, já consideraram o problema. E houve tentativas de responder a dúvida experimentalmente começando nos primeiros anos do século 18 com estudos com pacientes cuja catarata congênita foi removida quando eles já eram adultos e que continuam sendo feitos até agora, pela observação de recém-nascidos.

Contudo, segundo os autores de uma nova experiência, esses estudos eram inapropriados, nunca estabelecendo a nitidez com que o paciente poderia enxergar mais tarde ou não conseguindo fazer o teste logo após a cirurgia, quando o paciente ainda fosse completamente inexperiente com a visão.

A nova pesquisa parece comprovar que Locke estava certo. O cérebro não consegue entender de imediato o que os olhos estão vendo e o cego que passou a enxergar não tem a capacidade de distinguir os dois objetos, mas pode aprender a fazer essa distinção rapidamente.

Trabalhando com um grupo que oferece tratamento médico a cegos e com deficiência visual em países pobres, os pesquisadores testaram cinco pacientes do nordeste rural indiano; quatro meninos e uma menina com idades entre 8 e 17 anos. Todos eram cegos de nascença, quatro em função de catarata e o último devido a um distúrbio na córnea. Antes da cirurgia, eles percebiam a luz e dois discerniam a direção, mas nenhum via objetos. Na sequência, todos tiveram a visão avaliada em 20/160 ou melhor, o suficiente para distinguir objetos e realizar tarefas cotidianas.

As crianças passaram pelo experimento 48 horas após a cirurgia. Os pesquisadores colocaram 20 pequenos objetos parecidos com blocos de Lego numa mesa em que podiam ser vistos, mas não tocados. Depois as fizeram sentir blocos idênticos debaixo da mesa, onde eram invisíveis, tentando apontar quais combinavam. O desempenho médio em parear um objeto com outro somente pelo tato ou visão foi alto, perto de 100%. Só que quando deviam formar pares entre um objeto tocado e outro visto, o número médio de respostas corretas caiu para pouco acima da mera sorte.

Mas a melhora foi rápida. Um dos autores do estudo, Yuri Ostrovsky, pesquisador de pós-doutorado do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), afirmou que uma criança ficava proficiente em menos de uma semana. Em três meses, o número médio de respostas certas ao parear um objeto visto com outro tocado era superior a 80%.

O autor principal, Pawan Sinha, professor de visão e neurociência computacional do MIT, acredita que solucionar a dúvida filosófica não é o único benefício. "O estudo reforça a hipótese de que o aprendizado transmodal é possível mesmo após anos de privação. Isso é muito importante do ponto de vista clínico porque defende a disponibilização de tratamento para todos, independentemente da idade. Crianças com mais de seis ou sete anos não estão acima da idade passível de correção. O cérebro retém sua plasticidade até no fim da infância e mesmo na idade adulta".

Novas regras para fitoterápicos entram em vigor na Europa New rules for herbal drugs come into force in Europe

Novas regras que proíbem centenas de remédios fitoterápicos entraram em vigor na União Europeia no último fim de semana. As leis visam proteger os consumidores de medicamentos "tradicionais" potencialmente prejudiciais.

A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Guardian" nesta segunda-feira.

Segundo os novos termos, os fitoterápicos terão de ser registrados. Os produtos devem atender aos padrões de qualidade, segurança e produção, e apresentar informações que descrevem possíveis efeitos colaterais.

Fitoterapeutas e fabricantes dizem temer as novas regras.

Uma pesquisa realizada pela agência que controla produtos de saúde e medicamentos no Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) em 2009 mostrou que 26% dos adultos no Reino Unido havia tomado um medicamento herbal nos últimos dois anos. A maioria tinha sido comprada no balcão de lojas de produtos naturais e farmácias.

Os ingredientes mais usados já registrados incluem equinácea --para resfriados; erva de St. John --depressão e ansiedade, e valeriana, para aliviar a insônia.

A agência disse que espera promover uma abordagem mais cautelosa do uso de fitoterápicos, depois que o estudo constatou que 58% dos entrevistados acreditam que esses produtos são seguros porque são "naturais". Na verdade, eles podem ter efeitos colaterais prejudiciais.

Em fevereiro, a MHRA emitiu um alerta sobre o produto para perda de peso à base de plantas Herbal Flos Lonicerae (Herbal Xenicol), depois que testes mostraram que continha mais de duas vezes a dose prescrita de uma substância proibida.

A última lei de medicamentos foi criada em 1968, quando apenas um punhado de ervas medicinais estava disponível.

A partir de agora, os fabricantes terão que provar que seus produtos foram feitos de acordo com as novas normas e contêm uma dose consistente e claramente marcada.

Os remédios que já estão à venda serão autorizados a permanecer nas prateleiras até a data de expiração.

A agência disse que recebeu 211 pedidos de aprovação de remédios de ervas desde então, sendo que 105 foram concedidos e os demais ainda estão em estudo. Os aprovados serão comercializados com o logotipo THR.

Asma atinge mais de 10% da população brasileira

Marielly Campos

A asma, doença que atinge mais de 10% da população brasileira, é responsável por 2,2 mil mortes por ano no país, segundo a ABRA (Associação Brasileira de Asmáticos). Além disso, ocupar o 4° lugar entre as internações no SUS (Sistema Único de Saúde), e estar relacionada à ausência escolar e no trabalho.

De acordo com o otorrinolaringologista Fernando Pochini, responsável pelo setor de otorrino do Hospital São Luiz unidade Morumbi, que alguns fatores ajudam a desencadear as crises. O “ar seco, clima frio, mudanças de temperatura, poluição e partículas suspensas no ar impactam diretamente a qualidade de vida destes pacientes, estimados em cerca de cem a 150 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde”, explica.

Além disso, os ácaros ocupam posição de destaque como provocadores de sintomas alérgicos, tanto da asma quanto de outras doenças do trato respiratório, explica o especialista. “O clima ameno e úmido predominante no período de inverno em grande parte do território brasileiro é fator auxiliar na reprodução destes ácaros e no aumento da incidência de asma nesses períodos”, diz.

Bronquite X Asma

Apesar de serem facilmente confundidas, a asma e a bronquite “são duas doenças completamente diferentes, com causas, sintomas e tratamentos bastante específicos”, diz. A asma não tem cura, por ser uma doença genética, e pode atingir indivíduos de qualquer faixa etária, especialmente as crianças.

Os sintomas da asma são “tosse, que pode ou não estar acompanhada de alguma expectoração (catarro); falta de ar; chiado no peito e dor ou ‘aperto’ no peito”, explica Pochini.

A bronquite, por sua vez, “é definida quando há presença de tosse com muco (catarro) na maioria dos dias do mês, em três meses do ano, por dois anos sucessivos, sem outra doença que explique a tosse”, comenta o médico. É uma DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), assim como o enfisema pulmonar. “Dificilmente ocorre em uma criança, sendo as principais vítimas os adultos fumantes”, completa.

Tratamento

Ainda segundo o especialista, quase todos os casos da doença ocorrem pelo efeito nocivo do fumo nos pulmões por vários anos, o que determina uma inflamação da mucosa dos brônquios (tubos que espalham o ar dentro dos pulmões).


A asma é uma doença bastante recorrente, por isso, foi criado um dia para conscientização sobre a doença, comemorado mundialmente no dia 3 de maio. Segundo Pochini, é importante que o paciente faça um tratamento constante para evitar as crises. “Boa parte dos pacientes trata apenas durante a crise e não de forma preventiva”, diz.

“Não tratando bem os agentes desencadeadores faz com que boa parte das pessoas se descompense com muita frequência”, completa.

Cuidados

Para evitar as crises, o médico cita alguns cuidados que devem ser observados por quem sofre de asma.

1 – Respirar pelo nariz. Nessas mudanças bruscas de temperatura o nariz tem papel muito importante no aquecimento e umidificação do ar, o que não acontece com a boca.

2 – Evitar contato excessivo com poeiras e poluição. O excesso de poeira pode levar a uma inflamação nasal. Normalmente, o nariz cria uma defesa contra a poeira, mas se o órgão é exposto a grande quantidade, a reforma de uma casa, por exemplo, pode haver agressão do problema respiratório, levando a uma crise.

3 – Evitar ambientes aglomerados e fechados. Nessa época do ano, por causa do frio, as pessoas costumam ficar em lugares fechados, com pouca circulação de ar. Nesses locais podem estar inalando grande quantidade de agentes agressores, em especial se houver pessoas doentes no local.

4 – Cuidar da hidratação. É importante que a pessoa com asma e outras doenças respiratórias mantenha-se hidratada. O ideal é tomar dois litros de água todos os dias para manter a mucosa bem hidratada. Além disso, é importante atentar-se também para a hidratação das vias respiratórias. Deve-se fazer hidratação com solução salina no nariz, que é fundamental e sem contra indicação, e também inalação, com soro fisiológico.

5 – Umidificar o ambiente, mas tomando alguns cuidados. Usar aparelhos umidificadores, toalhas molhadas ou bacias de água ajudam a deixar o ambiente mais úmido facilitando a respiração, entretanto, é importante se atentar para os locais onde esses objetos serão colocados, para evitar que piore o quadro clínico. Não se deve deixar sobre carpetes, tapetes, ao lado de paredes úmidas, para evitar mofo e aumento de ácaros. O correto é deixar sobre pisos frios ou ambientes que não acumulem água.

6 – Estar em bom estado nutricional e boas condições físicas. É importante para manter bom condicionamento imunológico – o próprio organismo vai atacar esses vírus e bactérias. Por isso, é importante manter uma alimentação equilibrada, sem deficiências de proteínas, vitaminas e ácidos graxos.

7 – Procurar um médico. É importante que o paciente faça o diagnóstico preciso da doença e, a partir daí, deverá usar medicações e manter consultas médicas regulares.

Direção do Hospital Universitário de Brasília pede demissão coletiva

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A diretoria do Hospital Universitário da Universidade de Brasília (HUB) entregou hoje (2) ao reitor José Geraldo Júnior um pedido de demissão coletiva em função da Medida Provisória (MP) 520, em tramitação na Câmara dos Deputados, que pretende criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A medida propõe um novo modelo de gestão para os hospitais universitários, administrado pelo Ministério da Educação (MEC).

A carta dos médicos informa que a demissão é irrevogável e se dá em função da “evidente divergência de postura ideológica e prática” entre a administração superior da Universidade de Brasília (UnB) e os diretores do hospital em relação à MP.

Desde que a medida foi enviada ao Congresso Nacional, no último dia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, os sindicatos da categoria se posicionaram contra a mudança. O texto do projeto fala em “apoiar a prestação de serviços médico-hospitalares, laboratoriais e de ensino e pesquisa nos hospitais universitários federais”.

De acordo com o MEC, a criação da Ebserh é uma tentativa de regularizar a situação dos hospitais universitários, cujas contas estão sendo questionadas pelos órgãos de fiscalização e controle. Hoje, boa parte dos funcionários dos hospitais é contratada por meio de fundações de apoio ou por outras modalidades de terceirização, consideradas ilegais. Essa função seria assumida pela Ebserh. Os sindicatos alegam que a MP oficializa a terceirização e a privatização dos serviços oferecidos pelos hospitais universitários.

A carta é assinada pelo diretor-geral do HUB, Gustavo Romero, pela diretora de Serviços Assistenciais, Elza Noronha, pela diretora de Ensino e Pesquisa, Maria Imaculada Junqueira e pela diretora executiva, Laene Gama. A Agência Brasil procurou os diretores do hospital, mas não conseguiu contato até a publicação desta reportagem.

Distrito Federal enfrenta surto de conjuntivite

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Distrito Federal está enfrentando um surto de conjuntivite, segundo a secretaria de Saúde local. Do início do ano até agora, mais de 9 mil casos da foram registrados. A secretaria não informou o que está motivando o aumento do número de casos. Conjuntivite é uma inflamação da membrana que reveste a parte da frente do globo ocular (o popular "branco dos olhos") e o interior das pálpebras, podendo ser viral ou bacteriana.

Os sintomas são coceira, irritação, desconforto, vermelhidão e excesso de secreção nos olhos. A doença é transmitida pelo contato com pessoas ou objetos contaminados. Para evitar a disseminação da doença, é recomendado lavar as mãos com frequência e evitar coçar os olhos, além de separar objetos de uso pessoal, como toalha de banho, sabonete, maquiagem, lápis e canetas.

A cidade de São Paulo também enfrenta um surto da doença. Quase 120 mil casos já foram notificados na capital paulista este ano. Segundo especialistas, o surto é resultado da mutação do vírus causador da doença.

Anvisa defende banimento de inibidores de apetite à base de subitramina e anfetamina

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, reiterou hoje (2) a ideia de se proibir a venda de medicamentos inibidores de apetite que contenham sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol), durante audiência pública no Senado. Já representantes dos endocrinologistas argumentaram que os benefícios desses medicamentos são maiores que os riscos.

De acordo com o presidente da Anvisa, a decisão sobre o assunto deve ser anunciada depois de reunião com representantes das agências reguladores dos Estados Unidos e da Europa, que já proibiram a venda de algumas das substancias em discussão, marcada para junho.

A endocrinologista Rosana Radominski, representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, defendeu a manutenção da venda dos medicamentos e uma maior fiscalização da comercialização. “[A proibição] é uma medida drástica. A situação mais importante é haver um maior controle do uso dessas medicações para que possam ser utilizadas para a finalidade correta, que é no tratamento da obesidade e sobrepeso com complicações”.

Para o médico sanitarista José Ruben Bonfim, coordenador-executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos, a manutenção da venda dos medicamentos anoréxicos decorre de questões comerciais. Segundo ele, o Brasil é o maior fabricante desse tipo de produtos. “Como explicar que os anfetamínicos tenham saído do mercado da Europa, da Austrália, Nova Zelândia, e no Brasil eles têm sido de um consumo crescente. A única explicação está relacionada ao comércio”.

Segundo dados da Anvisa, no Brasil são consumidos anualmente 58 toneladas de produtos a base de anfetamina e outras 24 toneladas de sibutramina. Um valor considerado alto.

Usuários do SUS serão identificados por cartão válido em todo o país

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser identificados por meio de um único número válido em todo o território nacional. O Sistema Cartão Nacional de Saúde foi regulamentado em portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (2) no Diário Oficial da União.

O objetivo é construir um registro eletrônico que permita aos cidadãos, aos gestores e aos profissionais de saúde acessar o histórico de atendimentos dos usuários no SUS.

Dessa forma será possível, por exemplo, saber a participação de uma determinada pessoa em campanhas de vacinação, se ela foi atendida num posto de saúde ou se fez exames e cirurgias. Quem não tiver o cartão também poderá receber atendimento.

A meta é implantar o registro eletrônico de saúde em todos os municípios brasileiros até 2014. Ao todo, deverão ser emitidos 200 milhões de cartões, nos próximos três anos, numa ação desenvolvida em conjunto com estados e municípios.

De acordo com a portaria, as secretarias estaduais e municipais de Saúde que já têm algum tipo de sistema integrado de registro de dados na área terão um ano para emitir e distribuir os novos cartões. Com o formato de um cartão de crédito, ele terá uma etiqueta com dados pessoais do usuário e um número, fornecido pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a portaria, medidas de segurança tecnológica vão garantir que não seja violado o direito constitucional à intimidade, à vida privada, à integralidade das informações e à confidencialidade dos dados dos usuários.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-02/usuarios-do-sus-serao-identificados-por-cartao-valido-em-todo-pais

Unimed Manaus sofre intervenção da ANS

por Saúde Business Web

03/05/2011

A Instituição detectou "anormalidades econômico-financeiras administrativas graves" na operadora

Na última sexta-feira, (29), a Agência Nacional de Saúde destituiu a diretoria fiscal da Unimed Manaus, por considerar haver "anormalidades econômico-financeiras administrativas graves" no estabelecimento. Essa situação poderia colocar em risco a continuidade dos serviços prestados à capital amazonense. A informação é do Portal A Critica

A intervenção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (29) . De acordo com a Resolução Operacional nº 1023, a decisão foi tomada em reunião realizada na quarta-feira, (27), em uma reunião realizada na ANS. Estima-se que o documento que instaura o "Regime de Direção Fiscal" tenha sido assinado por Mauricio Ceschin, diretor da agência.

O nomeado para assumir a diretoria administrativa da Unimed Manaus foi Waldemar Barbosa Guimarães, que teve seu nome publicado no mesmo DOU.

A Unimed Manaus é dirigida pelo médico Asdrúbal Melo, que está no segundo mandato. Ele dirige a operadora desde 2006. E, no anos de 2010, foi reeleito para ficar mais quatro anos na presidência. O médico também é presidente da Unicred, uma financeira para associados da Unimed Manaus e demais profissionais da Saúde de nível superior.

Bayer lança contraste de alto desempenho e baixo risco

por Carolina Garcia

02/05/2011

Gadovist facilita diagnóstico e tratamento precoce da esclerose múltipla e o melhor controle sobre o surgimento de sequelas da doença

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals apresentou nesta sexta-feira (29) o novo medicamento meio de contraste para exames de ressonância magnética chamado Gadovist (gadobutrol). Ainda inédito no Brasil, segundo a empresa, o produto possui alto desempenho para diagnósticos precoce de doenças neurológicas como esclerose múltipla (EM) e metástases de tumores cerebrais. O anúncio de lançamento foi feito durante a Jornada Paulista de Radiologia 2011 (JPR), em São Paulo.

Já em uso na Europa desde 1998 e sendo utilizado em 45% dos hospitais espanhóis, o produto foi classificado de baixo risco pelo órgão regulatório americano FDA (Food and Drug Administration) e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O diretor da unidade de Diagnósticos por Imagem, David García, afirma que o O Gadovist já se encontra em uso em vários Estados do País - como Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

"A Bayer se posiciona com otimismo na produção do medicamento para o mercado brasileiro que se encontra em relevante crescimento no setor ao lado da China", explica o diretor da unidade de negócios de Diagnóstico por Imagem da Bayer, David García. No período 2009/2010, a empresa registrou mundialmente um crescimento no setor de Diagnóstico por Imagem de 28%. Segundo García, nesse montante o Brasil é responsável por 12%.

Presente no evento, o médico neurologista do Setor de Doenças Neurovasculares da Disciplina de Neurologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), Roberto Carneiro Oliveira, explica que a doença esclerose múltipla tem alcance mundial. Atualmente, no Brasil, chega a afetar seis para cada mil habitantes - principalmente mulheres. Para ele, o uso de contrastes de qualidade que não apresentem riscos ao paciente pode mudar a história natural e a evolução das doenças neurológicas. "Após o início de um surto, no período de 12 horas, já ocorre uma destruição em uma área no cérebro ou medula", enfatizando as consequências de um diagnóstico tardio da doença.

Na capital paulista, o primeiro hospital a utilizar o medicamento foi a Santa Casa. O neurorradiologista e professor da Faculdade de Ciência Médica da instituição filantrópica, Antônio José da Rocha, explica que a Santa Casa se encontra em processo de padronização para a utilização do medicamento.

"Hoje os hospitais públicos têm equipamentos de ressonância e podem oferecer esse serviço à comunidade. Buscamos padronização, ao utilizar um contraste mais acessível e barato para pacientes com menor risco, mas obrigatoriamente oferecer o melhor contraste com um rico nulo para àqueles que sofram de insuficiência renal", conclui - já que os níveis de risco no uso de contraste em exames quase sempre se associam à falha renal.

Santa Casa de Curitiba inaugura enfermarias restauradas

por Saúde Business Web

02/05/2011

Investimento de R$500 mil conta com 52 leitos exclusivos para pacientes do Sistema Único de Saúde (Saúde)

Na próxima terça-feira, (03) a Santa Casa de Curitiba inaugura as obras das enfermarias 2 e 5. O recinto conta com 52 leitos exclusivos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto foi realizado com recursos captados junto à iniciativa privada, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

De acordo com a instituição, houve um investimento de cerca de R$ 500 mil, onde foi possível preservar as características históricas do prédio da Santa Casa. Além disso a obra conseguiu melhorar a infraestrutura das unidades, que ganharam novos banheiros áreas de apoio para rouparia e serviços de higiene. Acredita-se também que o antigo piso de madeira foi substituído por manta vinilica, que dá mais agilidade ao processo de limpeza.

Dados indicam que o projeto de restauro do prédio histórico da Santa Casa de Curitiba está estimado em cerca de R$ 5 milhões, sendo que já foram arrecadados R$ 2,5 milhões. A concepção teve inicio com a troca dos telhados do prédio da Santa Casa e com a reforma das enfermarias. Acredita-se que a próxima fase será a troca do piso no corredor de acesso à UTI cardiológica, à biblioteca e às alas de internação.

Para o estabelecimento, a parceria com a iniciativa privada é fundamental para a restauração do Hospital, que é um patrimônio histórico da cidade, pois traduz a preocupação e responsabilidade dessas instituições com a Santa Casa de Curitiba e com a população que utiliza dos nossos serviços.

Sociedade Paulista de Radiologia tem novo presidente

por Saúde Business Web

02/05/2011

Médico Ricardo Emile Baaklini assumiu o cargo durante a JPR 2011

Durante a cerimônia de abertura da 41ª Jornada Paulista de Radiologia (JPR) o Ricardo Emile Baaklini assumiu a Presidência da Sociedade Paulista de Radiologia. O médico de Marília, cidade do interior de São Paulo, fez um discurso enfático citando a união da classe. "A união nos trouxe até aqui" afirmou Baaklini que antevê um futuro promissor para a entidade, sempre com o apoio dos associados, futuros diretores e funcionários da SPR.

"Se para mim é uma nova empreitada, sei que para a SPR e os radiologistas que dela fazem parte trata-se de dar continuidade ao que vem sendo feito e aprimorar o que pode ser aprimorado".

A JPR deste ano obteve mais de 4000 inscritos e cerca de 10000 participantes assistindo aulas e palestras, fazendo negócios , interagindo nos salões do Transamérica Expo Center em São Paulo.

*Com informações do portal Radiology

Anvisa suspende 5 produtos irregulares

por Saúde Business Web

02/05/2011

Interdição cautelar vale pelo período de 90 dias. Durante esse tempo, o produto interditado não deve ser consumido e nem comercializado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta quinta-feira (28), no Diário Oficial da União, a interdição e suspensão de alguns produtos e medicamentos irregulares.

A interdição cautelar vale pelo período de 90 dias. Durante esse tempo, o produto interditado não deve ser consumido e nem comercializado. Já a suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido algum produto dos lotes suspensos devem interromper o uso.

Confira os produtos e medicamentos suspensos:

PPP: contrato de Kassab para a saúde é investigado

por Saúde Business Web

02/05/2011

Foram gastos R$ 11,6 milhões com o projeto e elaboração do edital da parceria por meio da contratação da FIA

A parceria público-privada para a rede hospitalar da cidade, projeto da administração de Gilberto Kassab (PSD) para a saúde, é alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE). Tudo porque foram gastos R$ 11,6 milhões só com o projeto e elaboração do edital da parceria por meio da contratação da Fundação Instituto de Administração (FIA). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O que o MPE quer saber é porque a fundação foi contratada sem licitação em função de sua "renomada experiência e competência para executar e serviço" se ela depois subcontratou um escritório de advocacia para fazer a parte jurídica do contrato.

A Prefeitura negou qualquer irregularidade, alegando que o contrato não foi feito pela Secretaria Municipal da Saúde, mas pela Companhia São Paulo Parceria S/A (SPP), uma sociedade de economia mista - a Prefeitura detém 99% de seu capital. O estatuto da empresa permitiria a subcontratação dos serviços. Para fazer o serviço, a SPP assinou um convênio com a secretaria. Depois, a SPP fez o contrato com a FIA.

Parecer

Segundo o Estado de S. Paulo, meses antes, a secretaria tentou contratar diretamente a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para fazer o mesmo serviço. Mas a iniciativa foi alvo de parecer contrário da Procuradoria Geral do Município (PGM), que considerou que os serviços de advocacia não podiam ser prestados pela Fipe, já que não estão entre as atividade institucionais da fundação.

O parecer foi assinado pelos procuradores Antonio Miguel Aith Neto e Lea Regina Caffaro Terra. Para o MPE, o mesmo pode se aplicar agora ao caso da FIA. Além disso, a contratação de serviços jurídicos externos devia, segundo o parecer da PGM, ser submetida previamente ao conselho da própria Procuradoria do Município.

Em resposta à Promotoria, o chefe de gabinete da Secretaria da Saúde, Odeni de Almeida, informou que o termo do convênio prevê gastos de R$ 15 milhões para a "concepção, estruturação, implementação e bem assim a consecução dos competentes estudos técnicos e de modelagem necessários ao desenvolvimento do projeto".

Desse total, a secretaria informou que já foram pagos R$ 11,6 milhões até o dia 6 de abril. Já a SPP informou que R$ 2,1 milhões do dinheiro liberado serviram para contratar um escritório de advocacia.

O promotor Saad Mazloum, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, pediu explicação à secretaria. O MPE quer saber porque as Secretarias de Finanças e de Negócios Jurídicos não fizeram o serviço, já "que dispõem de capacitação técnica para cumprir os itens do contrato".

Valor

A Promotoria também quer verificar o valor do contrato, pois "a Secretaria de Finanças, inclusive, teria contratado um profissional para realizar serviços semelhantes por R$ 700 mil - o que, em tese, demonstraria que o contrato objeto de análise estaria com valor bastante elevado". Mazloum pediu cópias de todo o processo administrativo que "ensejou a contratação" bem como do parecer da PGM.

A SPP informou que a FIA "se utilizou de seu reconhecido corpo técnico para a realização dos trabalhos a ela demandados contratualmente". Tanto a empresa quanto a secretaria dizem que observaram os ritos legais para a contratação dos serviços dentro do programa de parcerias público-privadas. Ambas afirmaram por meio de assessoria que estão à disposição do Ministério Público "para todos os esclarecimentos que se fizerem necessários".

Médicos estão em estado de alerta contra operadoras

por Saúde Business Web

02/05/2011

Até junho, as entidades médicas estaduais conduzirão o processo de negociação com as empresas. Confira carta às operadoras

Os médicos brasileiros estão em estado de alerta e cobram das operadoras de planos e seguros de saúde respostas às reivindicações da categoria. Nesta sexta-feira (29), foi divulgado documento no qual são ressaltados a necessidade de valorização do profissional (com reajustes de honorários e com o estabelecimento de regras em contratos) e de fim da interferência antiética na autonomia dos profissionais.

O texto foi aprovado em reunião ampliada organizada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), composta por representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). No encontro, participaram representantes da categoria de todos os estados e várias especialidades que, juntos, avaliaram o movimento de paralisação realizado em 7 de abril, quando os profissionais suspenderam o atendimento de planos de saúde durante 24 horas.

Na reunião também foram discutidos os desdobramentos do protesto. "O dia 7 de abril foi o start, o ponto de partida, para que fosse iniciado a negociação das entidades estaduais junto às operadoras de planos. Este processo será acompanhado e apoiado pelas entidades nacionais", assegurou o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, coordenador da Comsu.

O representante da AMB, Florisval Meinão, ressaltou que o ato de 7 de abril tornou pública "a realidade injusta de abuso das operadoras". No entanto, ele alertou para a importância de que as negociações se mantenham, assim como a mobilização da categoria. Márcio Bichara, representante da Fenam na Comsu, concorda e ressalta que cabe aos médicos estarem unidos em torno das bandeiras defendidas pelas entidades de classe.

Confira abaixo a íntegra do documento:

CARTA ABERTA ÀS OPERADORAS DE PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE

No dia 7 de abril os médicos brasileiros suspenderam o atendimento a planos e seguros de saúde em todo o país por honorários dignos, pelo fim das interferências antiética na autonomia profissional e por condições adequadas de assistência à população.

A manifestação, liderada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas, foi bem sucedida, conforme avaliação de reunião ampliada das entidades médicas em 28 de abril de 2011, em Brasília.

Neste momento, nos dirigimos publicamente às operadoras da saúde suplementar para reiterar que os médicos que atendem planos de saúde entram - a partir de hoje - em estado de alerta nacional.

Até junho, as entidades estaduais - representadas em Comissões de Honorários Médicos - conduzirão o processo de negociação com as
empresas, contando com o amplo apoio da AMB, do CFM e da Fenam.

Abertos ao diálogo, esperamos ver atendida a seguinte pauta mínima:
a) reajuste dos honorários médicos tendo como referência os valores da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), já corrigidos pela inflação;
b) contratualização com os planos de saúde, conforme exigência da Resolução Normativa nº 71/2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que significa inserção dos critérios de reajuste nos contratos.
c) fim da interferência antiética e desrespeitosa dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico.
Após o prazo limite, assembléias de médicos serão realizadas em todos os estados para analisar propostas concretas das operadoras e definir as próximas ações do movimento. Esperamos que as negociações cheguem a bom termo, evitando enfrentamentos e desdobramentos possíveis.
A AMB, CFM e Fenam têm ainda a expectativa de que os pleitos serão atendidos, pois embasam um movimento em defesa da saúde e da vida dos cidadãos.

Associação Médica Brasileira (AMB)
Conselho Federal de Medicina (CFM)

Amil compra Hospital Pasteur por R$ 90 milhões

por Saúde Business Web

29/04/2011

Aquisição consolida ainda mais a liderança da operadora no Rio de Janeiro

A Amil comunicou nesta quinta-feira (28) a compra do Hospital Pasteur, do Rio de Janeiro, por R$ 90 milhões. A operação - feita através de sua controlada Esho (Empresa de Serviços Hospitalares), visa a aquisição e transferência da totalidade das quotas representativas do capital social do Pasteur. O controlador indireto da Amilpar é um dos sócios do hospital, com uma participação de 60,85%. A Amilpar representa aproximadamente 50% da receita apresentada pelo Pasteur em 2010.

Dos R$ 90 milhões, R$ 43 milhões são pela participação de 60,85% do controlador indireto e R$ 47 milhões para os demais quotistas da sociedade detentores dos 39,15% restantes. "Considerando estes valores, nosso controlador indireto receberá um valor menor do que aquele oferecido aos demais acionistas, e é correspondente ao valor corrigido do seu investimento realizado no Pasteur", afirmou a Amil em comunicado ao mercado. O pagamento será realizado em 35 parcelas mensais e consecutivas.

O Pasteur, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, possui capacidade total de 200 leitos em imóvel próprio, que fará parte da aquisição - com 17 mil metros quadrados. A instituição possui uma taxa de ocupação média acima de 90% e receitas anuais da ordem de cerca de R$ 70 milhões.

"Esta aquisição reforça a estratégia de investimentos da Amilpar, consolidando ainda mais sua liderança no Rio de Janeiro", afirmou a companhia em comunicado.

Cresce venda online de medicamentos Growing online sales of drugs

por Saúde Business Web

02/05/2011

Sare Drogarias registra aumento de 300% nas vendas de remédios pela internet no período de abril de 2010 a março de 2011

A Sare Drogarias, do Grupo Sare de farmácias online, registrou aumento significativo nas vendas de remédios pela internet nos últimos 12 meses. No período de abril de 2010 a março de 2011, a empresa comercializou um total de 30 mil unidades de medicamentos - cerca de 2,5 mil unidades por mês, em um aumento de 300% com relação ao período anterior de 12 meses, de abril de 2009 a março de 2010.

Com o crescimento econômico e a ascensão da classe C, a compra de produtos online vem crescendo significativamente. O número de pessoas que acessam a internet regularmente cresceu 13,2% de outubro de 2009 a outubro de 2010, atingindo 41,7 milhões de pessoas, segundo o instituto Ibope Nielsen Online.

As farmácias que vendem medicamentos de prescrição médica e OTCs (isentos de prescrição) pela internet precisam seguir uma série de determinações Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa ).

Um dos destaques da Sare Drogarias está relacionada com a venda de medicamentos especiais, que é a principal categoria dos medicamentos comercializados. São produtos que exigem uma conservação especial e cuidados extras no transporte. O público do site é de 60% de homens e 40% de mulheres (dados: Janeiro 2011), adultos e idosos, de todos os estados do País.

Segundo a empresa, em comum, são consumidores conectados à internet, das classes A, B ou C e que preferem a comodidade de receber seus medicamentos rapidamente em casa, especialmente os de uso contínuo. Em janeiro de 2011, o site Sare Drogarias registrou mais de 200 mil visitas.