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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Consumo de peixe reduz risco de parto prematuro

Pesquisa reforça recomendação de que gestantes consumam semanalmente até duas porções de peixe

Gestantes com alto risco de parto prematuro que consomem peixe semanalmente podem estar menos propensas a dar à luz antes do tempo, é o que mostra um novo estudo americano.

Entretanto, os pesquisadores ressaltam que ainda não está claro se o consumo de peixe por si só ajuda a evitar partos prematuros. Eles afirmam, porém, que a nova descoberta está de acordo com o conselho geral de que as gestantes devem consumir semanalmente até duas porções de peixe.

Participaram do estudo, publicado no periódico científico Obstetrics & Gynecology, um total de 842 gestantes com alto risco de parto prematuro – todas já haviam enfrentando o problema anteriormente.

Um total de 70% das participantes relatou ter consumido, pelo menos, meia porção de peixe por semana durante os 4 ou 5 primeiros meses de gravidez. Dentre elas, 36% acabaram dando à luz antes do tempo. Por outro lado, este índice foi de 49% entre as mulheres que ingeriram peixe menos de uma vez por mês.

Os pesquisadores constataram que, em geral, as mulheres que consumiram entre duas e três porções semanais de peixe apresentaram propensão 40% inferior de ter um parto prematuro do que aquelas cujo consumo foi abaixo de uma vez ao mês. Entretanto, não houve evidências de que o consumo maior de peixe estivesse relacionado a quaisquer outras reduções nos riscos de parto prematuro.

“O estudo não revelou que quanto maior o consumo de peixe, melhor o resultado”, disse o pesquisador Mark A. Klebanoff, do Nationwide Children's Hospital, de Ohio. Ele diz que, na verdade, pode ser que o benefício não tenha ligação com o consumo de peixe.

Os pesquisadores tentaram pesar os fatores que poderiam diferenciar as mulheres que incluem peixes na alimentação – como peso, origem racial, escolaridade e tabagismo. Mas, segundo Klebanoff, pode haver algo mais em relação às mulheres que consomem peixe que explique a ligação.

“Ainda não sabemos se é o consumo de peixe em si ou algum outro fator”, disse Klebanoff à Reuters Health.

“O peixe pode oferecer benéficos à saúde. Mas, um risco menor de partos prematuros não é necessariamente um deles.”

O pesquisador ressalta, porém, que tanto o FDA (órgão regulador de alimentos e medicamentos) quanto a Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia já recomendam às gestantes o consumo semanal de até duas porções de peixe.

Este alimento é geralmente considerado uma escolha saudável por ser fonte de ácidos graxos ômega-3. Entretanto, os peixes frequentemente sofrem contaminações de mercúrio, o que poderia prejudicar o desenvolvimento do sistema nervoso do feto.

Por isso o conselho para as gestantes é optar por frutos do mar com baixo teor de mercúrio – como o salmão, o camarão e o atum light enlatado – limitando o consumo a duas porções semanais. Alguns tipos de peixes com alto teor de mercúrio devem ser evitados por completo, dentre eles o tubarão, o peixe espada e a cavala-real.

“Nossas descobertas estão alinhadas com as recomendações do FDA e da Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia”, disse Klebanoff à Reuters.

Não se sabe exatamente porque o consumo de peixe tem relação com os riscos de partos prematuros.
Todas as mulheres envolvidas no estudo já haviam participado de um experimento clínico para analisar se os suplementos de ômega-3 poderiam ou não diminuir os riscos de partos prematuros em mulheres em alto risco. A análise não encontrou benefícios dos ácidos graxos em relação às pílulas de placebo.

Qual seria, então, a razão do consumo de peixe, mas não dos suplementos de ômega-3, estar relacionado a um risco menor de partos prematuros? Para Klebanoff, uma das possibilidades é que outros nutrientes presentes no peixe ajudem a reduzir os riscos de partos prematuros. Outra é que o ômega-3 foi introduzido às participantes um pouco tarde demais: elas começaram a tomar suplementos entre a 16ª e a 21ª semanas de gravidez.

Segundo Klebanoff, a conclusão é que as descobertas apóiam as diretrizes de que as mulheres devem consumir semanalmente até duas porções de peixe com baixo teor de mercúrio.

Klebanoff diz que ainda não está claro se as recentes descobertas podem ser verdadeiras para todas as gestantes, incluindo aquelas que não apresentam alto risco de parto prematuro.

* Por Amy Norton

Ministério da Saúde destina verba para criação de UPAS

por Saúde Business Web

03/05/2011

Com um investimento de R$7,2 milhões, municípios de Guararapes (PE), Niterói (RJ) e Santa Rita (PB) poderão usufruir da estrutura

Nesta segunda-feira, (2), o Ministério da Saúde autorizou, (2), a destinação de recursos para o funcionamento de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nos municípios de Guararapes (PE), Niterói (RJ) e Santa Rita (PB). Os valores totalizam R$ 7,2 milhões anuais, e serão incorporados ao teto financeiro de média e alta complexidade (MAC) dos respectivos estados. Com as medidas publicadas no Diário Oficial da União (DOU), o Ministério da Saúde incentiva os gestores locais a fortalecer e ampliar o atendimento à população nessas localidades.

Uma das portarias, número 971, estabelece R$ 3 milhões, por ano, para o estado do Rio de Janeiro (RJ). A destinação deste recurso será para o custeio e manutenção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), porte III, no município de Niterói.

As UPAs são divididas em três tipos, conforme a capacidade de atendimento. As UPAs tipo III apresentam estruturas de até 20 leitos e capacidade para atender até 450 pessoas por dia. As do tipo II, com até 12 leitos, recebem até 300 pessoas diariamente, enquanto a do tipo I, com oito leitos, possui potencial para atender até 150 pacientes por dia.

Já a portaria número 973 estabelece o repasse de recursos no valor de R$ 3 milhões a serem incorporados ao teto financeiro anual de Média e Alta Complexidade (MAC), do estado de Pernambuco (PE). Esse montante será destinado ao custeio e à manutenção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Porte III, de Jaboatão dos Guararapes.

A outra portaria publicada hoje, número 974, prevê a destinação de R$ 1,2 milhão a serem adicionados ao teto MAC do estado da Paraíba. Esse recurso será reservado ao custeio e à manutenção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Porte I, no município de Santa Rita.

Projeto

A criação das Unidades de Pronto Atendimento 24h integra a Política Nacional de Atenção às Urgências e Emergências, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003. Além das UPAs, a iniciativa contempla o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU/192) e trabalham integradas com o atendimento básico e hospitalar.

O projeto UPA 24h é uma iniciativa do Ministério da Saúde para reorganizar o fluxo do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). As unidades oferecem assistência de emergência 24h por dia, todos os dias da semana, e ajudam na estruturação da rede de atendimento integrada, reduzindo inclusive o tempo de espera da população por atendimento.

Indústria e Tecnologia: vantagens da diversificação

por Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial (IEDI)

03/05/2011

Confira, na íntegra, análise do Instituto de Estudos de Desenvolvimento Industrial

Segundo os dados divulgados hoje pelo IBGE, os números gerais da indústria melhoraram no primeiro trimestre de 2011, após dois trimestres de resultados desfavoráveis. Com relação ao quarto trimestre do ano passado com ajuste sazonal, a expansão foi de 1,3%, um índice que pode ser considerado fraco, mas superior às taxas de -0,4% e 0,0% dos trimestres anteriores. Com relação ao mesmo trimestre de 2010, a produção evoluiu 2,3% com a indústria de transformação crescendo 2,2%.

Pois bem, esses resultados teriam sido inferiores caso não contassem com o amparo do crescimento de segmentos de alta e média-alta intensidade tecnológica. De fato, se a variação média da indústria de transformação foi de 2,2% no período, o segmento de baixa intensidade tecnológica acusou declínio de 1,5%. O segmento de média-baixa tecnologia teve melhora de 3,2%, mas em alta intensidade tecnológica e média alta intensidade os resultados foram bem superiores: 5,4% e 4,2%.

Nos segmentos de maior tecnologia, o resultado mais favorável decorreu dos setores Aeronáutico e aero espacial e Instrumentos médicos e, em média-alta tecnologia, dos setores de Veículos automotores e de Equipamentos para ferrovias.Na faixa de menor intensidade tecnológica, o resultado adverso decorreu, sobretudo, de um declínio muito significativo em Têxteis, couro e calçados (-7,1%), um grupo que vem sofrendo como nenhum outro os efeitos da concorrência do produto importado, o qual é beneficiado pela moeda brasileira apreciada. Todavia, convém observar que esse grupo servira de "escudo" à crise de 2008/2009, permitindo que a indústria mantivesse um mínimo padrão de crescimento e colaborando para a preservação do emprego nesse período.

Essas são as vantagens da diversificação industrial. Todos os segmentos segundo a intensidade tecnológica têm seu papel na dinâmica da indústria, mas um dos mais importantes é que as trajetórias distintas de cada um dos grupos ajudam a compensar resultados setoriais adversos que levariam a um declínio do setor industrial como um todo, caso a diversificação não fosse relevante. A indústria brasileira vem perdendo densidade, cadeias produtivas inteiras vêm sendo desmanchadas e, para setores relevantes, as atividades de montagem a partir de componentes importados e de distribuição e varejo têm tido preponderância sobre a atividade de industrialização de produtos propriamente dita. Mas o país conserva uma diversificação industrial que ainda pode ser considerada ampla e preserva uma participação de algum destaque no cenário industrial, o que ainda lhe permite usufruir das vantagens da diversificação.

Manter essa característica implica buscar melhorar a competitividade da indústria em diversos itens, dentre os quais o câmbio, a tributação, o custo de capital e de encargos sobre a mão de obra, a qualidade e o custo da infraestrutura são os mais importantes. Elevar a produtividade e a inovação das empresas completam o quadro de necessidades.

Confira pronunciamento da ANS sobre venda da Samcil

Agência está analisando os documentos legais necessários para a transferência das carteiras

Veja a declaração da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), referente à transferência de carteira de operadora Samcil:

- Na última terça-feira, (26), foi determinada a transferência da totalidade da carteira de beneficiários da Samcil;

- A ANS recebeu, nesta segunda-feira (2), da operadora Green Line Sistema de Saúde, uma proposta para aquisição das carteiras de beneficiários da Pró-Saúde Planos de Saúde Ltda (Samcil) e da Serma Serviços Médicos Assistenciais S/A. A ANS está analisando os documentos legais necessários para a transferência das carteiras. É importante ressaltar que a questão está sendo tratada com total prioridade pela ANS para que a assistência aos beneficiários seja preservada;

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Em busca de novos modelos de pagamento hospitalar

Existe há tempos um consenso entre os profissionais e especialistas da área, que o atual modelo de remuneração hospitalar pelas operadoras de planos de saúde está esgotado.

Este modelo é baseado no conceito de “remuneração por procedimento”, onde os preços dos serviços hospitalares geralmente estão dissociados dos custos de sua prestação, além do que este modelo promoveu uma contenção dos valores das diárias e de diversas taxas de serviços hospitalares. Ao mesmo tempo, houve aumento significativo das despesas com insumos (materiais, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais - OPME), onde está concentrada a principal parcela das margens dos hospitais, o que também gera um estímulo à super utilização/cobrança destes insumos.

Não obstante, ainda não estava estabelecido um consenso sobre qual seria o sistema ideal para substituir o vigente.A ANS – Agência Nacional de Saúde – criou, no início de 2010, um Grupo de Trabalho sobre a remuneração de hospitais, formado por representantes de entidades hospitalares e de operadoras de planos de saúde e tem como objetivo definir um novo modelo para a sistemática de remuneração dos hospitais que atuam na saúde suplementar.

O objetivo deste Grupo de Trabalho é o de desenvolver novas sistemáticas que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços prestados, tornando esses a sua fonte de receita primária.

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Anvisa quer proibir comércio de inibidores alimentares

03/05/2011

Objetivo da instituição é coibir a venda de remédios que contenham sibutramina e os anorexígenos

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, reiterou hoje (2) a ideia de se proibir a venda de medicamentos inibidores de apetite que contenham sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol), durante audiência pública no Senado. Já representantes dos endocrinologistas argumentaram que os benefícios desses medicamentos são maiores que os riscos.

De acordo com o presidente da Anvisa, a decisão sobre o assunto deve ser anunciada depois de reunião com representantes das agências reguladores dos Estados Unidos e da Europa, que já proibiram a venda de algumas das substancias em discussão, marcada para junho.

A endocrinologista Rosana Radominski, representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, defendeu a manutenção da venda dos medicamentos e uma maior fiscalização da comercialização. "[A proibição] é uma medida drástica. A situação mais importante é haver um maior controle do uso dessas medicações para que possam ser utilizadas para a finalidade correta, que é no tratamento da obesidade e sobrepeso com complicações".

Para o médico sanitarista José Ruben Bonfim, coordenador-executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos, a manutenção da venda dos medicamentos anoréxicos decorre de questões comerciais. Segundo ele, o Brasil é o maior fabricante desse tipo de produtos. "Como explicar que os anfetamínicos tenham saído do mercado da Europa, da Austrália, Nova Zelândia, e no Brasil eles têm sido de um consumo crescente. A única explicação está relacionada ao comércio".

Segundo dados da Anvisa, no Brasil são consumidos anualmente 58 toneladas de produtos a base de anfetamina e outras 24 toneladas de sibutramina. Um valor considerado alto.

Hitachi já estuda montar fábrica no Brasil

por Guilherme Batimarchi

03/05/2011

Multinacional japonesa traz novidades em equipamentos de diagnóstico por imagem e foca estratégia em comunicação e aumento de portfólio

De olho no segmento de diagnóstico por imagem brasileiro a Hitachi, empresa japonesa que atua em diversos segmentos de mercado, entre eles o de saúde oferecendo tomografias, ressonância magnética e ultrassonografia, já estuda a proposta de montar uma fábrica para a produção de equipamentos médicos e outros produtos em solo nacional. "Estudamos montar uma fábrica, mas ainda não há nada definido", afirma o diretor da Hitachi, Pedro Elias.

Segundo Elias, com o objetivo de consolidar sua marca no segmento de saúde a Hitachi foca sua estratégia em duas frentes de trabalho: a primeira é a realização de ações de marketing para divulgar seus produtos e a segunda é ampliar o portfólio nacional com dois novos equipamentos. "A Hitachi tem a ideia de vender equipamentos de tomografia computadorizada e ultrassonografia para complementar o leque de equipamentos no segmento de diagnóstico por imagem".

Durante a JPR 2011 a multinacional japonesa apresentou sua nova ressonância magnética aberta de baixa intensidade, com 0.4 Tesla e outro modelo de RM fechado e de alta intensidade, com 1,5 Tesla.

Bradesco Saúde cria aplicativo para iPhone e iPad

por Saúde Business Web

03/05/2011

Pela ferramenta é possível localizar clínicas, médicos especializados e farmácias

A Bradesco Saúde lança o aplicativo para iPhone e iPad por ele é possível localizar clínicas, médicos especializados e farmácias.

Segundo a instituição, o segurado poderá acessar a versão eletrônica do seu cartão com todos os dados armazenados, caso necessite utilizá-los.

Além disso, o recurso possibilita o acesso às informações necessárias para solicitar reembolso médico, permite acompanhar o status de solicitações já realizadas e atualizar a carteirinha de vacinação das crianças.

A tecnologia disponibiliza também vídeodicas exclusivas do Dr. Dráuzio Varella sobre qualidade de vida e cuidados com a saúde.

Para baixar o aplicativo, é necessário acessar o site da App Store do próprio aparelho e seguir as instruções apresentadas.

SP oferece toxina para tratamento de disfunção muscular

Da Redação
cidades@eband.com.br

A toxina botulínica tipo A já está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para quem sofre de certos tipos de disfunção muscular. Pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral (“derrame”), paralisia cerebral e outras doenças relacionadas à contração muscular excessiva (chamada “distonia” ou “espasmo”) podem ser tratados, gratuitamente, com essa substância, que demonstrou bons resultados em diversos estudos clínicos internacionais, por isso está incorporada em várias diretrizes terapêuticas. O SUS, e também boa parte dos planos privados de saúde, cobre, para fins terapêuticos, o custo da substância no Brasil. Segundo especialistas, a toxina botulínica tipo A ajuda a reconduzir pacientes às suas atividades diárias, com melhoria no quadro geral de saúde.

A toxina é produzida a partir de um agente biológico e indicada para o relaxamento dos músculos afetados facilitando sua recuperação motora. A aplicação é um procedimento minimamente invasivo, e feito em consultórios ou hospitais, por meio da injeção de pequenas doses nos músculos afetados. O intervalo de uso da toxina botulínica tipo A pode variar entre três e seis meses, de acordo com o problema e a resposta de cada paciente. A aplicação obedece a critérios médicos bem definidos para que haja sucesso no tratamento.

Se comparado aos métodos convencionais isolados, o uso dessa substância, combinado à fisioterapia intensiva, é mais eficaz e acelera a recuperação dos pacientes que têm disfunções musculares. “A toxina botulínica tipo A é uma medicação que pode ser utilizada para controlar os sintomas de doenças que causam contração muscular excessiva, tais como distonias (reações involuntárias que alteram o movimento ou a postura normal) ou casos de paralisia com rigidez muscular, como ocorre na maior parte dos acidentes vasculares cerebrais. Nesses casos, a toxina é capaz de reduzir essas contrações anormais, melhorar muito os sintomas dos pacientes, promovendo mais qualidade de vida”, explica o Dr. Vitor Tumas, chefe do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP).

Tratamento multidisciplinar

A toxina botulínica tipo A para fins terapêuticos está disponível no Estado de São Paulo nos centros de referência, tais como a Rede Lucy Montoro, uma rede de reabilitação que conta com 17 unidades entre capital e interior, atendendo 200 mil pacientes por mês. Outro exemplo é o Lar Escola São Francisco, na cidade de São Paulo, com 17 mil atendimentos mensais. Os dois centros de reabilitação, além de usar a toxina botulínica, contam com um programa multidisciplinar para diagnóstico e acompanhamento de pacientes com deficiência física.

Cocaína e nicotina deixam marcas parecidas no cérebro

Ambos acionam regiões do cérebro que levam ao vício


Os efeitos da nicotina sobre as regiões do cérebro relacionadas ao vício são muito parecidos com os da cocaína, de acordo uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

Uma única exposição de 15 minutos à nicotina causou um aumento em longo prazo na excitabilidade dos neurônios relacionados à sensação de recompensa (que dão prazer), de acordo com um estudo publicado no The Journal of Neuroscience. Os resultados sugerem que os mecanismos da nicotina e da cocaína sequestram mecanismos semelhantes da memória no primeiro contato para criar mudanças duradouras no cérebro do usuário.

A partir dessa descoberta, Mao Danyan, pesquisador do pós-doutorado do Centro Médico da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e sua equipe, tentam descobrir o que acontece no cérebro de uma pessoa que fumou seu primeiro cigarro e a faz partir para o segundo.

- É claro que fumar é uma mudança comportamental muito a longo prazo, mas tudo começa com a primeira exposição.

Ele dá como exemplos a aprendizagem e a memória, que são codificadas no cérebro por conexões entre neurônios. Quando dois são ativados várias vezes, forma-se uma ligação mais forte entre eles, aumentando a capacidade de um acionar os outros.

Uma pesquisa anterior realizada pelo neurocentista Daniel McGehee, em outro laboratório da universidade, havia descoberto que a nicotina poderia ativar uma região do cérebro onde os neurônios liberam dopamina (um neurotransmissor conhecido por desempenhar a sensação de prazer dos efeitos de drogas, que causam dependência, ou pela alimentação e pelo sexo).

- Embora os efeitos subjetivos da nicotina e cocaína sejam muito diferentes em seres humanos, os efeitos de sobreposição das duas drogas sobre o sistema de recompensa do cérebro pode explicar por que ambos são substâncias altamente viciante.

Em novos experimentos, Mao monitorou a atividade elétrica dos neurônios em fatias de cérebro de ratos adultos dissecados. Cada fatia foi banhada por 15 minutos na concentração de nicotina semelhante à quantidade que chegam ao cérebro depois de fumar um único cigarro.

Depois de 3-5 horas, Mao conduziu experimentos de eletrofisiologia para detectar a presença de conexões neuronais e determinar quais os receptores do neurotransmissor estavam envolvidos em seu desenvolvimento.

Mao descobriu que a nicotina induzida pela conexão é dependente de um dos alvos habituais da droga, um receptor para o neurotransmissor acetilcolina, localizados nos neurônios que secretam dopamina.

- Descobrimos que a nicotina e cocaína empregar mecanismos semelhantes para induzir a plasticidade sináptica nos neurônios de dopamina.

Pessoas acima do peso sentem mais o sabor doce dos alimentos

Estudo pode ajudar no tratamento da obesidade

Adultos obesos ou com sobrepeso podem ter um paladar mais apurado para identificar o gosto doce nos alimentos do que aqueles com peso normal. Esse é o resultado de um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

Essa habilidade faz as pessoas acima do peso consumirem mais comidas adocicadas ou, pelo contrário, procurarem alimentos mais salgados por rejeição ao doce. As informações são da Agência Fapesp.

O estudo da USP também mostrou que as mulheres, seja por uma questão de saúde, bem-estar ou estética, preferem alimentos com menos açúcar em comparação com os homens, que são mais afeitos aos alimentos salgados.

Para verificar se existe diferença na forma como as pessoas percebem os gostos básicos em função da idade, estado nutricional e sexo, a nutricionista Maria Carolina Campos von Atzingen realizou uma série de testes sensoriais com 123 adultos. Ela utilizou suco de laranja, para avaliar a percepção do gosto doce, e purê de batata, para avaliar a sensibilidade ao gosto salgado e a percepção de gordura.

Os testes indicaram que as mulheres preferem menores quantidades de açúcar e que os participantes com excesso de peso perceberam mais facilmente o gosto doce.

- Foi uma surpresa, porque se achava que as pessoas com sobrepeso ou obesas perceberiam com menor intensidade o gosto doce e, por isso, consumiriam mais alimentos adocicados.

Uma das hipóteses levantadas para a maior sensibilidade ao gosto doce pelos obesos é o próprio hábito de consumir mais alimentos adocicados.

Porém, de acordo com a orientadora do estudo, Maria Elisabeth Pinto e Silva, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, ainda é preciso aumentar a população investigada e realizar mais estudos sobre os hábitos alimentares para fazer essas associações e afirmar, com certeza, que as pessoas com sobrepeso ou obesas têm mais sensibilidade para o açúcar, sal ou a gordura.

- O estudo é importante e traz algumas indicações sobre isso. Mas é preciso aumentar a amostra do grupo e realizar novas avaliações para identificar as preferências por gostos, porque isso pode influenciar a escolha dos alimentos pelas pessoas.

Estudo pode ajudar no tratamento da obesidade

Segundo Carolina, identificar essas diferentes percepções do gosto vai permitir aos profissionais da área de saúde dar uma melhor orientação nutricional aos pacientes, elaborando cardápios saudáveis e adaptados às suas necessidades nutricionais e preferências de gosto.

- Às vezes, insistimos para o paciente comer um determinado alimento que pode não ter uma aceitação tão boa para ele devido à sua própria sensibilidade. E esse nível de sensibilidade poderia nos orientar no sentido de reduzir a quantidade de sal, açúcar ou gordura consumida pelos brasileiros, sem afetar seu grau de satisfação e preferência.

As indústrias alimentícias, que realizam com frequência testes de análise sensorial para lançar produtos e conhecer a sensibilidade gustativa de seus consumidores, também podem ser auxiliadas a modificar a formulação de seus produtos, diminuindo teores de sódio e açúcar, como pretende o Ministério da Saúde, sem diminuir a aceitação pelo consumidor.

- Eles [sal e açúcar] são utilizados como ingredientes para conservar as características microbiológicas dos alimentos e para realçar o sabor. A indústria alimentícia terá que encontrar outros ingredientes que também desempenhem esses papéis, sem interferir na aceitação das pessoas.

Entretanto, a nutricionista ressalta que, além de as indústrias diminuírem os teores de sal, açúcar e gordura dos alimentos, também é preciso educar a população brasileira para mudar o hábito bastante arraigado de adicionar sal, açúcar e gordura em excesso ao preparar os alimentos ou na hora da refeição, o que interfere na percepção dos gostos.

Londrina registra quase 6 mil casos de dengue

Cidade registra três mortes e lidera em número de casos no Paraná

A cidade de Londrina, no Paraná, registra 5.830 casos de dengue neste ano, e outros 2.500 ainda aguardam resultado de exames, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, divulgados nesta terça-feira (3).

Desde então, três mortes pela doença foram confirmadas, com suspeita de uma quarta que pode ser registrada nos próximos dias. A cidade lidera em número de casos da doença no Estado.

A possível vítima é uma mulher de 64 anos, que estava internada no hospital universitário com dengue hemorrágica. Ela morreu na semana passada, mas sua morte só foi divulgada hoje. O resultado do laudo com a causa da morte só será divulgado na próxima segunda-feira (9).

Em todo o Estado do Paraná, 13 pessoas já morreram e pouco mais de 16 mil contraíram a doença, de acordo com a secretaria.

A cidade de Cornélio Procópio é a segunda em número de casos, com 2.401, seguida de Foz de Iguaçu (1.729) e Jacarezinho (1.433).

Propagandas antigas - Imprestável para o trabalho!


“Sempre cansado e sem disposição alguma. O corpo não quer trabalho. Seu rosto, magro e amarelo, denuncia um estado doentio. Esse brazeiro na boca do estômago, essa preguiça sem fim e essa palidez da pele são sintomas de amarelão ou opilação. A moléstia é terrível, mas curável prontamente com a Ankilostomina Fontoura que é recomendada por todos os médicos.”

9 de junho de 1’936.

Médicos já começaram redução de sedação em garoto que recebeu coração

Patrick ainda precisa de suporte respiratório e renal

São Paulo, 2 - A equipe médica que atende o garoto Patrick Hora Alves, de 10 anos, que recebeu transplante cardíaco no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio, no dia 15 de abril, já iniciou a redução da sedação do paciente.

Segundo boletim do hospital, Patrick ainda se encontra em estado crítico, mas estável. Ele vem respondendo bem ao tratamento e ainda necessita de suporte respiratório e renal, mas nos últimos dias, a sedação começou a ser reduzida.

Patrick foi a primeira criança a receber um coração artificial no Brasil, antes de passar por cirurgia para receber o transplante do órgão.

'Barriga de chope' aumenta risco de morte em pessoas com doença arterial coronariana

Acúmulos de gordura na região abdominal dobra o risco de morte

                                                                                                                                                               Geo Cristian/Divulgação

SÃO PAULO - Pessoas com gordura abdominal, ainda que seja uma modesta "barriga de chope", que sofrem de doença arterial coronariana correm mais risco de morrer que aqueles que não apresentam o acúmulo de gordura na região. O estudo, desenvolvido por uma equipe da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, refuta o "paradoxo da obesidade" mostrado em vários estudos anteriores, que diziam que os obesos que sofriam da doença tinham menos chance de morrer que os outros.

O estudo, conduzido pela cardiologista Thais Coutinho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of the American College of Cardiology.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores avaliaram 15.923 pessoas de várias partes do mundo que apresentavam doença arterial coronariana. As observações mostraram que a enfermidade aliada à obesidade, principalmente levando-se em consideração o tamanho da barriga e dos quadris, deixa as pessoas duas vezes mais propensas à morte se comparadas àquelas que também tem a doença mas não apresentam gordura na região do abdome. O risco de morte é comparável ao das pessoas que fumam um maço de cigarro por dia ou têm colesterol alto, principalmente em relação aos homens.

De acordo com o diretor do Programa Cardiometabólico da Clínica Mayo, Francisco Lopez-Jimenez, a gordura visceral é mais prejudicial porque é mais ativa metabolicamente. Ela provoca mais mudanças nos níveis de colesterol, pressão arterial e açúcar no sangue.

Médicos fazem paralisação na Bahia

Sindimed estima que cerca de 30 mil profissionais estejam em greve

Marcela Gonsalves, da Central de Notícias
São Paulo, 3 - Parte dos médicos da rede estadual de saúde da Bahia iniciaram paralisação por tempo indeterminado nesta terça-feira, 3. Apenas os serviços de caráter emergencial não foram suspensos e, segundo a Secretaria da Saúde, os hospitais funcionam normalmente. O Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) estima que cerca de 30 mil profissionais estejam paralisados.

O vice-presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, afirmou que a greve acontece em razão das condições da rede de saúde. Problemas no atendimento e com a superlotação são constantes, segundo ele. Entre as exigências do movimento estão a urgência da melhoria das condições de trabalho no que se refere à precarização dos contratos, aos baixos salários e ao cumprimento da lei que instituiu o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento.

Nesta segunda-feira, o secretário da saúde Jorge Solla realizou uma reunião para tentar impedir a greve. Ele listou benefícios já concedidos pela secretaria, como a incorporação da insalubridade para mais de 16 mil trabalhadores, a contratação de novos trabalhadores, a aceleração dos pedidos de aposentadoria por tempo de serviço, as melhorias das condições de trabalho nas unidades de saúde e os investimentos feitos na formação, capacitação e qualificação dos servidores. A categoria, porém, afirma que não há previsão para o término da paralisação.

Lei do teste da orelhinha é considerada inconstitucional no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, durante sessão ocorrida segunda-feira (2), que a obrigatoriedade do teste da orelhinha é inconstitucional. O exame identifica precocemente o risco de a criança perder a audição.

Uma lei da capital fluminense de 2009 especificava que o teste seria requisito para que os recém-nascidos recebessem alta dos médicos e pudessem ir para casa.

Na ação proposta contra a Câmara Municipal, a prefeitura afirmou que a legislação criava obrigações sobre a prestação de serviços de saúde para o órgão executivo. Segundo o relator, o desembargador Luiz Felipe Haddad, a lei desrespeita o princípio da separação dos poderes.

A Secretaria Municipal da Saúde afirmou que o exame 'já é feito em todas as maternidades municipais, que são equipadas com aparelho e um profissional capacitado para a realização do procedimento.' Segundo a pasta, o serviço continuará sendo oferecido nas unidades onde já existe.

Em agosto de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que obriga hospitais e maternidades públicos a oferecer o exame gratuitamente.

Atividade física durante a infância previne depressão na fase adulta

DA EFE

A atividade física durante a infância pode prevenir a depressão na fase adulta, segundo um estudo de cientistas australianos divulgado nesta quarta-feira.

Os pesquisadores da Universidade Deakin, no sudeste do país, descobriram que as pessoas que praticam poucas atividades físicas durante a infância são 35% mais propensas a sofrer de depressão que as que realizaram atividade física regularmente quando crianças.

A cientista australiana Felice Jacka ressaltou que a atividade física pode contribuir para o desenvolvimento de células cerebrais durante a infância e também para enfrentar melhor situações de estresse.

Além disso, uma pessoa que não pratica muitos exercícios tem pouco apoio social, o que pode levá-la a ter maior chance de sofrer de depressão ao longo de sua vida, acrescentou Felice.

Os pesquisadores da Universidade de Deakin, no estado de Victoria, analisaram os níveis de atividade física de 1.225 homens e mulheres com menos de 15 anos e sua relação com a tendência à depressão, segundo o portal australiano de notícias científicas "Science Alert".

ONG diz que Noruega é o melhor país para ser mãe; Afeganistão é o pior

DA EFE

Noruega, Austrália e Islândia são os melhores países no mundo para ser mãe, enquanto Afeganistão, Níger e Guiné-Bissau ocupam as últimas posições da lista, de acordo com um relatório publicado nesta terça-feira pela ONG "Save the Children".

Dos dez últimos países na classificação, oito pertencem à região subsaariana.

"Nestes países, em média uma em cada 30 mulheres morre por causas relacionadas com a gravidez; uma criança em cada seis morre antes de completar cinco anos e uma em cada três sofre desnutrição", segundo o relatório da ONG, que tem sede em Washington.

Noruega e Afeganistão, de lados opostos na lista, são o exemplo do brutal contraste entre as regiões mais abastadas e as mais desfavorecidas.

"Na Noruega, em todos os partos está presente pessoal médico treinado, enquanto no Afeganistão apenas 14% dos nascimentos são assistidos por pessoal sanitário", indicou o documento.

A esperança de vida das mulheres norueguesas é de 83 anos, contra 45 anos das afegãs.

Completam a relação dos dez melhores países no mundo para dar à luz Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Bélgica, Holanda e França.

Entre os dez piores estão República Centro-Africana, Sudão, Mali, Eritréia, República Democrática do Congo, Chade e Iêmen.

Os Estados Unidos ocupam a 31ª colocação, já que "são o país industrializado com a maior taxa de mortalidade maternal, uma em cada 2.100".

"Uma mulher americana tem sete vezes mais possibilidade de morrer por causas relacionadas com a gravidez que uma italiana ou uma irlandesa", avalia a "Save the Children".

Entre os indicadores utilizados pela ONG para elaborar a lista estão taxa de mortalidade maternal, esperança de vida, uso de medidas de contraconceptivas, anos de educação das mulheres e benefícios estatais por maternidade, entre outros.

HC vai ampliar atendimento preferencial a plano privado

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, símbolo do serviço de saúde gratuito e universal, vai quadruplicar os atendimentos prestados a convênios; 12% deles serão realizados para planos privados, informa a reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Para boa parte dos médicos ouvidos pela Folha, será difícil evitar que os pacientes do SUS não acabem preteridos.

Venda de genéricos cresce 32% no 1º trimestre

O aumento da renda da população, aliado à expansão do programa Farmácia Popular e ao lançamento de novos produtos a partir de patentes recém-expiradas, está fazendo as vendas de genéricos disparar.

As vendas cresceram 32% no primeiro trimestre, ante igual período do ano passado, e chegaram a 123,7 milhões de unidades. Em faturamento, a alta foi de 37,4% (para R$ 1,7 bilhão), na mesma base de comparação.

O crescimento, recorde para um primeiro trimestre desde que o surgimento dos genéricos, em 2001, acontece sobre uma base de crescimento também recorde.

Em 2010, o setor cresceu 33,1%, ante uma média ao longo da década de 25% ao ano. Em faturamento, a alta no ano foi de 37,7%, atingindo R$ 6,2 bilhões.

Os três medicamentos mais populares lançados como genéricos no ano passado --atorvastatina (genérico do Lipitor, de combate ao colesterol), valsartanta (do Diovan, para hipertensão) e sildenafil (do Viagra, para disfunção erétil)-- já detêm, juntos, 3,8% do mercado, em faturamento.

"As pessoas estão conseguindo comprar medicamentos que antes não conseguiam", diz Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, associação das indústrias de genéricos e responsável pelos dados.

Finotti cita o caso do medicamento contra colesterol alto, cuja caixa custava cerca de R$ 200 e agora pode ser encontrado por R$ 80 a R$ 90 na versão genérica.

O programa Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitamente mediante receita média, também está impulsionando as vendas.

Os oito medicamento oferecidos pelo programa já representam 14,6% das vendas da indústria, ante 12% no primeiro trimestre do ano passado. Um grande impulso veio em fevereiro, quando o governo incluiu na lista medicamentos de uso contínuo para hipertensão e diabetes.

"Quando o consumidor descobrir que pode pegar o medicamento de graça na farmácia, vai haver grande migração para a Farmácia Popular", acredita Finotti.

ANVISA

Segundo a Pró Genéricos, o setor também ganhou um aliado no governo: a Anvisa. Desde o início do ano, a nova diretoria da agência reguladora reabilitou uma gerência exclusiva para o registro de genéricos. Essa gerência exclusiva foi extinta na gestão de Dirceu Raposo de Mello, durante o governo Lula.

"Com a nova gestão, o processo de registro está mais rápido", diz Finotti.

No primeiro trimestre, o número de novos genéricos aprovados pela agência cresceu 72,5%. Foram 88 novos medicamentos, ante 51 no ano passado.

Cópias de medicamentos de referência cuja patente já expirou, os genéricos já detêm 24,1% do mercado farmacêutico nacional.

Cientistas dos EUA transformam 'gordura ruim' em 'gordura boa'

Cientistas norte-americanos dizem ter encontrado uma maneira de transformar gordura corporal em um tipo de gordura que queima calorias e diminui o peso.

A informação foi publicada nesta terça-feira no site da "BBC News".

A equipe de Johns Hopkins realizou o experimento em ratos, mas acredita que o mesmo poderia ser feito em seres humanos, o que acende a esperança de uma nova ferramenta para combater a obesidade.

A modificação da expressão de uma proteína ligada ao apetite não só reduziu o consumo de calorias e o peso dos animais, como também transformou a composição de gordura corporal dos ratos.

A gordura "má" branca transformou-se em gordura "boa" marrom, segundo relatório publicado na revista "Cell Metabolism".

A gordura marrom é abundante em bebês, que a usam como fonte de energia para gerar calor corporal, gastando calorias ao mesmo tempo.

Mas à medida que as pessoas envelhecem, grande parte da gordura marrom desaparece e é substituída pela gordura branca, "ruim", que se manifesta como um pneu sobressalente em torno da cintura.

Especialistas acreditam que estimular o organismo a produzir mais gordura marrom em vez de gordura branca pode ser uma maneira útil para controlar o peso e prevenir a obesidade, além de outros problemas relacionados à saúde, como diabetes tipo 2.

EXPERIMENTO

Sheng Bi e seus colegas da Universidade Johns Hopkins School of Medicine realizaram um experimento para averiguar a supressão de uma proteína estimuladora do apetite, chamada NPY, diminuiria o peso de ratos.

Quando silenciaram a proteína no cérebro dos roedores, descobriram a diminuição do seu apetite e ingestão alimentar.

Mesmo quando os ratos foram alimentados com uma dieta muito rica em gordura, ainda conseguiram perder mais peso que os roedores que tinham pleno funcionamento da NPY.

Os cientistas compararam então a composição da gordura dos animais e encontraram uma mudança interessante.

Nos ratos com a NPY silenciada, um pouco da gordura ruim branca tinha sido substituída pela gordura boa marrom.

Os pesquisadores estão esperançosos com a possibilidade do experimento ser realizado em pessoas, injetando células-tronco de gordura marrom sob a pele para queimar a gordura branca e estimular a perda de peso.

De acordo com Bi, "se o corpo humano conseguisse transformar gordura ruim em boa, que queima calorias em vez de armazená-las, poderíamos acrescentar uma ferramenta séria para enfrentar a epidemia de obesidade. "Somente mais pesquisas nos dirão se isso é possível."

País terá mais um remédio contra deficit de atenção

Um novo remédio para o tratamento de deficit de atenção começará a ser vendido no Brasil até o fim do mês.

Droga para deficit de atenção tem uso excessivo, diz estudo

Trata-se do Venvanse, do laboratório anglo-americano Shire. A droga é vendida nos Estados Unidos desde 2007.

O princípio ativo do medicamento é da família das anfetaminas, assim como o metilfenidato (Ritalina).

A diferença é que a nova droga é absorvida aos poucos na corrente sanguínea, o que aumenta a duração dos efeito, segundo a fabricante.

De acordo com o neurologista Frank Lopez, especialista americano no tema que veio ao Brasil a convite da farmacêutica Shire, o efeito estável, sem 'picos' e por 13 horas, desestimula o uso recreativo do medicamento.

"O metilfenidato tem ação imediata, o efeito começa e acaba rápido. É o que faz as pessoas quererem mais e abusarem", diz Lopez.

O Venvanse tem como efeitos colaterais dor de cabeça, insônia e perda de apetite

Droga para deficit de atenção tem uso excessivo, diz estudo

Quase 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros que tomam remédios para deficit de atenção não tiveram diagnóstico correto.

O dado é de um estudo de psiquiatras e neurologistas da USP, Unicamp, do Instituto Glia de pesquisa em neurociência e do Albert Einstein College of Medicine (EUA), que será apresentado no 3º Congresso Mundial de TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), no fim do mês, na Alemanha.

A pesquisa colheu dados de 5.961 jovens, de 4 a 18 anos, em 16 Estados do Brasil e no Distrito Federal.

Os autores aplicaram questionários em pais e professores para identificar a ocorrência do transtorno, tendo como base os critérios do DSM-4 (manual americano de diagnóstico em psiquiatria).

As informações foram comparadas aos relatos dos pais sobre o diagnóstico que seus filhos receberam de outros profissionais, antes do período das entrevistas.

Só 23,7% das 459 crianças que haviam sido diagnosticadas com deficit de atenção realmente tinham o transtorno, segundo os critérios do manual. Das 128 que tomavam remédios para tratá-lo, só 27,3% tinham o problema, segundo os pesquisadores.

"Isso mostra que há muitos médicos prescrevendo o remédio, mas que não conhecem bem o problema", diz o neurologista Marco Antônio Arruda, coautor do estudo e diretor do Instituto Glia.

O remédio usado para tratar o transtorno é o metilfenidato, princípio ativo da Ritalina e do Concerta. A substância é da família das anfetaminas e age sobre o sistema nervoso central, aumentando a capacidade de concentração.

Entre os efeitos colaterais causados pela droga estão taquicardia, perda do apetite e o desenvolvimento de quadro bipolar ou psicótico em pessoas com predisposição.

Guilherme Polanczyk, psiquiatra da USP, relativiza a conclusão do estudo. "Muitas das crianças avaliadas podem estar sem sintomas por conta do uso dos remédios."


http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/910557-droga-para-deficit-de-atencao-tem-uso-excessivo-diz-estudo.shtml