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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Propagandas antigas - Coca-Cola



"A tônica do cérebro importantes, e uma cura para todas as afecções nervosas -doentes de dores de cabeça, nevralgia, histeria, melancolia"

"A valuable brain tonic, and a cure for all nervous affections -- sick head-ache, neuralgia, hysteria, melancholy."

Oiapoque (AP) abre concurso para 273 vagas e cadastro de reserva

Inscrições devem ser realizadas até o dia 31 de maio; salários vão de R$ 561 a R$ 3 mil

Áreas diversas e saúde

http://economia.ig.com.br/carreiras/oiapoque+ap+abre+concurso+para+273+vagas+e+cadastro+de+reserva/n1300100319754.html

Prefeitura de Esmeraldas (MG) lança concurso para 289 vagas

Inscrições devem ser feitas até 20 de maio; salários vão de R$ 545 a R$ 3.600

Áreas diversas e saúde

http://economia.ig.com.br/carreiras/prefeitura+de+esmeraldas+mg+lanca+concurso+para+289+vagas/n1300105757851.html

Prefeitura de Salinópolis (PA) seleciona para 391 vagas

Inscrições devem ser realizadas até 3 de junho; taxas vão de R$ 35 a R$ 75

Áreas diversas e saúde

http://economia.ig.com.br/carreiras/prefeitura+de+salinopolis+pa+seleciona+para+391+vagas/n1300147580065.html

Prefeitura de Catas Altas (MG) lança concurso para 119 vagas

Vagas para diversas áreas e para profissionais da saúde

http://economia.ig.com.br/carreiras/prefeitura+de+catas+altas+mg+lanca+concurso+para+119+vagas/n1300099885444.html

Prefeitura de Iapu (MG) lança concurso público para 109 vagas

Concurso para diversos profissionais da área da saúde

http://economia.ig.com.br/carreiras/prefeitura+de+iapu+mg+lanca+concurso+publico+para+109+vagas/n1596962026237.html

Conselho Regional de Farmácia lança concurso em São Paulo

Provas serão realizadas no dia 29 de maio; inscrições devem ser feitas até 20 de maio

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo abriu processo seletivo público para formação de cadastro de reserva.

Veja o edital completo
http://www.quadrix.org.br/resources/1/concursos/crfsp2011/crfsp_extrato_DOSP.pdf

Os candidatos com Ensino Médio completo podem concorrer às vagas de agente administrativo e agente de manutenção.

Os cargos que exigem Ensino Superior são de analista de suporte, consultor farmacêutico, designer gráfico, farmacêutico fiscal e jornalista.

Os salários são de até R$ 4.227,16.

Os selecionados irão atuar em São Paulo, Sorocaba e Registro (SP).

As inscrições devem ser realizadas pela internet até o dia 20 de maio. As taxas são de R$ 40 (nível médio) e de R$ 60 (nível superior).

As provas foram marcadas para o dia 29 de maio.

Conselho de Medicina Veterinária abre 5 vagas efetivas em Goiás

Os salários variam de R$ 1.281,61 a R$ 4.632,50; também serão selecionados candidatos para formação de cadastro de reserva

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO) abriu edital de concurso público para cinco vagas efetivas e formação de cadastro de reserva.

Para candidatos com escolaridade nível médio, o CRMV oferece duas vagas efetivas para agente fiscal e duas para auxiliar administrativo. Para aqueles que possuem nível superior, há uma vaga disponível para o cargo de fiscal médico veterinário.

Os salários variam de R$ 1.281,61 a R$ 4.632,50. A entidade também oferece benefícios como vale-refeição de R$ 27,50 por dia, plano de saúde e plano odontológico.

Veja o edital completo no site do Instituto Quadrix.

As inscrições vão até 22 de junho e só podem ser feitas via internet, por meio do endereço online http://www.quadrix.org.br/. As taxas são de R$ 45,00, R$ 55,00 e R$ 85,00, de acordo com o cargo escolhido.

As provas objetivas estão marcadas para o dia 10 de julho na cidade de Goiânia (GO). Os locais serão divulgados posteriormente no próprio site onde o candidato efetuou a inscrição.

Para o cargo de agente fiscal, as provas terão início às 8h e término às 12h. Já para os cargos de auxiliar administrativo e fiscal médico veterinário, as provas terão início às 14h30 e término às 18h30.

Descubra a cor do seu cérebro

Faça o teste aqui:

http://delas.ig.com.br/comportamento/qual+e+a+cor+do+seu+cerebro/n1237538075077.html

Medicina Hiperbárica

Esta modalidade terapêutica consiste na administração de oxigênio a 100% como recurso de tratamento, especialmente indicado na cicatrização efetiva de feridas e no combate eficaz a uma série de infecções. A aplicação é feita em câmaras especiais, individuais ou para vários pacientes.
 
A medicina hiperbárica é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e regulamentada pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica. Este órgão é associado à Undersea and Hyperbaric Medical Society, órgão internacional sediado nos EUA, que orienta seus afiliados quanto às questões éticas e técnicas desta especialidade.

Pouco conhecida inclusive no meio médico, a Oxigenoterapia Hiperbárica é uma técnica que extrai os benefícios da exposição ao oxigênio concentrado a 100%, a uma pressão 2 ou 3 vezes maior que a pressão atmosférica normal. Esta terapêut ica proporciona resultados satisfatórios, principalmente nos casos de má cicatrização e de certas infecções. Isto se dá devido à saturação de 100% da hemoglobina, além de um aumento significativo na quantidade de oxigênio livre, isto é, dissociado da hemoglobina e dissolvido no plasma. Assim, obtêm-se níveis bastante elevados de O2 no plasma (até 2.000 mmHg), que conseguem atingir profundamente todos os tecidos do organismo.
 
As indicações da terapia hiperbárica, propostas pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica, fundamentam-se em experiências documentadas e estudos clínicos, constantemente atualizados. Entre aquelas relativas a lesões ou feridas, estão:
  • Enxertos e retalhos cutâneos comprometidos: são os recursos de cirurgia plástica reparadora utilizados para reconstituir feridas extensas e profundas, fazendo uso de pele ou músculo retirados do corpo do próprio paciente. Nos casos de circulação sangüínea comprometida e conseqüente falta de oxigenação da pele ou do músculo transplantado, a oxigenoterapia hiperbárica atua evitando a necrose da região;
  • Feridas de difícil cicatrização: são, por exemplo, as lesões resultantes de imobilização prolongada na cama, geralmente notadas nas nádegas e nos calcanhares, e aquelas comuns nos portadores de diabetes, feridas estas que com freqüência levam à amputação do membro atingido. Geralmente decorrem de deficiência na circulação sangüínea, o que prejudica a oxigenação local, e/ou de uma infecção bacteriana;  
  • Lesões actínicas: notam-se em pacientes com câncer que se submetem a tratamento radioterápico; podem ocorrer na pele ou em vísceras ocas, como a bexiga e o intestino grosso, ou no tecido ósseo, sendo denominada osteorradionecrose;
  • Lesões por esmagamento e síndrome compartimental: tais feridas se caracterizam por danos em vasos sangüíneos de maior calibre e inchaço acentuado no membro atingido, o que provoca dificuldades sérias na circulação sangüínea. Geralmente resultam de esmagamentos traumáticos de braços e pernas;
Quanto a infecções, relacionam-se:
 
Abscesso cerebral: é o acúmulo de pus no cérebro, com necessidade de tratamento intensivo e abrangente;
 
Infecções necrotizantes de partes moles: atingem a epiderme, a camada de gordura subjacente e, às vezes, os músculos vizinhos. Estas enfermidades podem tanto progredir lentamente quanto se agravarem com rapidez, levando até à morte ou à amputação do membro afetado;
 
Osteomielite crônica refratária: é a infecção crônica de ossos, que não se cura por meio de tratamento convencional (antibioticoterapia associada a cirurgias para raspagem do osso afetado). A otite externa maligna, que atinge o osso do crânio integrante do aparelho auditivo, é causa freqüente de mortalidade.
 
Além destas patologias, registram-se outras ocorrências que indicam o tratamento com oxigenoterapia hiperbárica:
 
Doença de Crohn: é uma enfermidade intestinal, que tem característica inflamatória; pode apresentar drenagem espontânea de secreção purulenta para a região próxima ao ânus ou o abdômen;
 
Doença descompressiva: é característica da inobservância das tabelas de descompressão recomendadas em caso de mergulhos prolongados e muito profundos. Dores nas juntas e sintomas neurológicos, tais como paralisias de partes do corpo, são algumas das manifestações;
 
Embolia gasosa arterial: é uma ocorrência acidental da prática de mergulho e de certos procedimentos médicos, como cirurgias cardíacas. Caracteriza-se pelo aparecimento anormal de bolhas de ar na corrente sangüínea, com a conseqüente interrupção da circulação e prejuízo da oxigenação de tecidos nobres do organismo — cérebro e coração, por exemplo —, com sérios desdobramentos;
 
Intoxicação por monóxido de carbono e inalação de fumaça: são intoxicações sérias, com alta ocorrência de mortalidade, provocadas pela aspiração voluntária (tentativa de suicídio) ou involuntária de gás de cozinha, pela descarga de veículos movidos à gasolina, ou pela fumaça decorrente de incêndios;
 
Pneumoencéfalo: é a ocorrência de uma "bolha" de ar no cérebro, geralmente resultado de um trauma.
 
O tratamento é administrado em câmaras hiperbáricas — cilindros metálicos resistentes à pressão, equipados com janelas. Estas câmaras podem ser individuais (monoplace ou monopacientes) ou coletivas (multiplace ou multipacientes), nas quais é necessário usar uma máscara. Aquelas destinadas ao tratamento individual possibilitam o contato visual com o paciente, através de sua estrutura de acrílico transparente; isto reduz a ocorrência de sintomas de claustrofobia, bastante comuns.
 
No tratamento hiperbárico conduzido em câmaras multipacientes, um técnico de enfermagem especializado, ou mesmo o médico hiperbárico, monitora os pacientes no interior do equipamento durante toda a sessão, tanto nos procedimentos de rotina quanto nas emergências. Esta é uma vantagem operacional deste tipo de câmara, em comparação com a câmara monoplace, na qual às vezes é necessário interromper o tratamento para prestar atendimento emergencial.
 
Para a segurança e o conforto do paciente, as câmaras hiperbáricas possuem um sistema de rádio que possibilita a comunicação com a equipe de oxigenoterapia. Além disso, através de alto-falantes especiais, projetados exclulsivamente para câmaras pressurizadas, é possível ouvir música durante a sessão.
 

Guia de Hospitais

Consulte:

http://www.hospitalgeral.com.br/1_ger/guia_hosp/default.asp

Cirurgia refaz conexão de veias em coração de bebê recém-nascido

Ellis Hobbs passou por operação para corrigir uma má formação que conectava suas veias pulmonares ao lado errado do coração

Má formação que conectava veias pulmonares ao lado errado do coração    Caters

Um bebê britânico surpreendeu médicos e familiares ao conseguir se recuperar de uma anomalia rara que fazia com que suas veias pulmonares estivessem conectadas do lado errado do coração.

Ellis Hobbs foi afetado por uma síndrome que atinge uma a cada 20 mil crianças, segundo o departamento de Cardiologia Pediátrica da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ela faz com que o sangue oxigenado pelos pulmões chegue ao coração pelo lado oposto ao usual, e causa diminuição dos níveis de oxigênio no sangue que circula pelo resto do organismo.

Uma semana depois de nascer, o bebê teve que ser submetido a uma cirurgia no coração para a correção do problema.

Cerca de 80% dos bebês que nascem com este tipo de má formação morrem no primeiro ano de vida.

Os médicos do Hospital Infantil de Birmingham conseguiram reverter o quadro e o menino, agora com três meses, se recuperou completamente.

"Nós ficamos com muito medo quando descobrimos que ele tinha um problema tão horrível. Não acreditei quando me disseram que ele precisaria de uma cirurgia no coração", disse a mãe de Ellis, Claire Hobbs.

Lábios azuis

Claire conta que o bebê parecia saudável quando nasceu, e que, cinco dias depois, a parteira que o examinava notou que seus lábios estavam azuis.

"Nós não estávamos muito preocupados, mas quando chegamos ao hospital da Universidade, em Coventry, disseram que os níveis de oxigênio dele estavam muito baixos", conta.

O bebê foi transferido para Birmingham para que fosse examinado por especialistas, mas foi por causa do palpite de um membro da equipe que o problema foi descoberto.

Ellis sofria de uma doença chamada Drenagem anômala total das veias pulmonares (DATVP), que faz com que as veias do coração fiquem incorretamente conectadas.

As veias pulmonares, que transportam o sangue oxigenado que sai dos pulmões, devem estar conectadas ao átrio esquerdo do coração, que bombeia o sangue para o resto do corpo.

Mas no caso do bebê, elas estavam conectadas com o lado direito, que normalmente recebe o sangue que vem do corpo em direção aos pulmões e que é mais pobre em oxigênio.

O cirurgião cardíaco pediátrico Marcelo Jatene, da USP, explicou que, por isso, a anomalia fazia com que o sangue oxigenado e o sangue pobre em oxigênio se misturassem e fossem bombeados para outros órgãos vitais do corpo, comprometendo suas funções.

"Com a cirurgia, os especialistas conseguem refazer as conexões que faltavam no coração, e fazer com que o sangue circule corretamente pelo corpo da criança", disse à BBC Brasil.

Andy Hobbs, o pai de Ellis, quer escalar o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, para angariar fundos para o hospital que salvou a vida de seu filho.

"Não temos como agradecer o suficiente à equipe médica que ajudou nossa família", disse a mãe, Claire.

Greenline não atende clientes da Samcil e Serma

Camila da Silva Bezerra

Ex-clientes da Samcil e Serma, com problemas para conseguir atendimento em seus antigos planos de saúde, não estão aliviados com a compra das empresas pela Greenline. Desde 4 de maio, pelo menos 210 pessoas não conseguem marcar consultas e exames por meio da central de agendamento.

Das 700 ligações relacionadas à Greenline recebidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) neste mês, 300 eram queixas, sendo que 70% são dos novos clientes que não conseguem dar continuidade aos tratamentos e agendar consultas.

O exame oftalmológico de Eugenio de Souza Pereira Neto deveria ter sido feito ontem, mas por conta da falta de orientação da Greenline, o aposentado que sofre de catarata perdeu a avaliação. “Mandei um e-mail à empresa no dia 12, pedindo orientação para o exame que eu tinha marcado para hoje (ontem) e não recebi resposta.” Sem previsão para ser atendido, ele marcou uma consulta para julho em um hospital público.

A bancária Rogelia Lens Perez precisa de um ortopedista, mas não teve resposta da operadora. Ela diz que continua a pagar o plano apenas para ter um “hospital’ onde cair”.

Os clientes antigos da Greenline também sofrem. Conveniada há dois anos e meio, Daniela Carvalho, que está grávida, saiu de São Bernardo do Campo no sábado passado para ir ao ginecologista na Mooca, em hospital próprio da Greenline. Mas não havia médico especializado para atendê-la. Daniela ressalta que o problema com atendimento não é de hoje.

De todas as reclamações, a ANS não constatou recusa de atendimento. Leila Cordeiro, diretora de atendimento do Procon, diz que o órgão acompanha a transição e que em caso de negativa, vai cobrar medidas da Greenline.

Segundo a operadora, “a eventual dificuldade de atendimento nos telefones de marcação de consultas pode ser, provisoriamente, contornada por meio do agendamento via telefone diretamente com as unidades credenciadas.

Hospitais de SP têm meta para reduzir infecções

Em 50 unidades do Estado, ação busca diminuir em 30% o número de infecções da corrente sanguínea, mais graves

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo

Um projeto-piloto envolvendo 50 hospitais públicos e particulares do Estado tem pretende reduzir em 30% os índices de infecção hospitalar da corrente sanguínea nas UTIs. Dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que esse tipo de infecção cresceu 22,46% em seis anos.

Na maioria das vezes, essas infecções são associadas ao uso de um cateter venoso central - tubo plástico inserido em uma veia grossa do paciente para aplicação de medicamentos e monitoramento da pressão arterial.

Segundo a secretaria, as infecções saltaram de 4,14 para 5,07 casos por 1 mil internações entre 2004 e 2010 - enquanto tipos mais comuns, como infecções do trato urinário (associadas ao uso de sondas) ou das vias respiratórias (em pacientes que estão entubados) regrediram.

"De maneira geral, as infecções da corrente sanguínea são mais graves porque causam mais morbidade, aumentam o tempo de internação e podem evoluir para óbito", diz Denise Brandão, diretora técnica da Divisão de Infecção Hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica .

Segundo ela, como não houve redução dos casos no período - e sim uma tendência à estabilização -, a secretaria percebeu que seria necessário atuar de forma mais incisiva.

Meta nacional. O programa foi implantado em março pela Secretaria da Saúde. O objetivo é diminuir os índices de infecção e cumprir a meta estabelecida em 2010 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo quer que todos os hospitais com mais de dez leitos de UTI reduzam em 30% os casos de infecção da corrente sanguínea num prazo de três anos.

Como não havia um indicador nacional padronizado, cada hospital controlava os índices de uma maneira. "Não tínhamos um dado fiel porque as informações não eram sensíveis. Sentimos que havia necessidade de um controle mais adequado desse tipo de infecção", diz Magda Costa, da Unidade de Investigação e Prevenção das Infecções e Efeitos Adversos da Anvisa.

Segundo Magda, o indicador de infecção hospitalar reflete na qualidade do hospital. "O cateter é uma porta de entrada e um meio de comunicação entre o exterior e a corrente sanguínea, que é estéril. Se for implantado e manipulado corretamente, as infecções diminuem", avalia.

Evitável. Para Vera Lúcia Borrasca, presidente da Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada à Assistência a Saúde, embora esteja entre os tipos mais comuns, a infecção da corrente sanguínea pode ser evitada se forem tomados todos os cuidados.

Ela explica que os cateteres são inseridos em veias calibrosas - pelo volume de medicamentos que o paciente recebe na UTI - e devem permanecer no paciente o menor tempo possível. "A flora da pele das mãos do profissional de saúde é um dos mecanismos de contaminação."

Segundo Vera, há uma série de recomendações que devem ser seguidas para evitar a contaminação do cateter. Entre elas estão higienizar as mãos antes de manipular o equipamento, criar uma barreira máxima de proteção no momento da inserção do cateter (com uso de avental estéril, luva, gorro e máscara, além de cobrir o paciente com um campo também estéril), usar antissépticos para fazer a limpeza adequada e, por último, checar frequentemente se o paciente realmente ainda precisa do cateter.

Retrato

90%
dos casos de infecção da corrente sanguínea estão associados ao uso de cateter venoso central

14
é o número médio de dias que o paciente fica internado na UTI

50%
dos pacientes com esse tipo de infecção morrem, em média


OMS refém de doadores preocupa países

- O Estado de S.Paulo
GENEBRA

Incômodo, mas hoje fundamental para a saúde. Bill Gates provoca tanto temor quanto sentimentos de gratidão. Sozinha, sua fundação garante uma parte fundamental do orçamento que a OMS precisa para realizar suas operações pelo mundo. Mas o temor é de que doadores privados acabem impondo suas visões sobre como tratar da saúde.

A entidade passa por sua pior crise econômica em décadas, tendo de cortar 15% de seus funcionários e com um déficit de US$ 200 milhões.

Gates abriu sua fundação em 2000, com a promessa de dar US$ 37 bilhões para a saúde mundial, de um total de sua fortuna de US$ 57 bilhões. Não por acaso, na porta da ONU, era o único a ter uma vaga reservada para seu carro, enquanto ministros de todo o mundo tinham de esperar em filas. "É uma honra ter o senhor aqui", afirmou Margaret Chan, diretora da entidade.

Mas nem todos concordam com essa visão. O Brasil, por exemplo, teme que a entidade fique refém de doadores que adotam um modelo de saúde que não atenderia à visão dos países emergentes.

Pesquisadores da Universidade Harvard publicaram há um mês um artigo na revista PLoS Medicine afirmando que os laços corporativos de fundações como a de Gates podem produzir graves conflitos de interesse.

O trabalho afirma, por exemplo, que boa parte dos US$ 29,6 bilhões administrados pela Fundação Gates, em 2008, foram investidos em ações de indústrias farmacêuticas e alimentícias. Os dividendos seriam reinvestidos nos projetos filantrópicos. Segundo os autores do artigo, tal estrutura de financiamento tornaria a fundação um ator pouco isento nas discussões de políticas globais de saúde.

Proibição de fumar no trabalho reduz internações de emergência

Número de pessoas com problemas respiratórios em hospitais cai depois do veto


Cientistas irlandeses notaram que as internações por problemas respiratórios caíram no país desde o começo da proibição do fumo em locais fechados, como no ambiente de trabalho, implementada em 2004.

De acordo com o autor do estudo, Imran Sulaiman, presidente de Pneumologia dos Hospitais Universitários em Galway, na Irlanda, a redução foi significativa, em especial na faixa etária dos vinte e poucos anos.

- Comparando internações antes e após a proibição de fumar na Irlanda, vimos uma redução significativa nas internações de emergência por doença cardiopulmonar, com uma tendência de redução das internações por doença respiratória.

Os pesquisadores também observaram uma redução significativa nas internações por asma, bem como uma redução nas internações relacionadas com a síndrome coronariana aguda.

Para realizar o estudo, os pesquisadores avaliaram dados de internação hospitalar, de clima, poluição e dos casos de gripe entre dois períodos. Além disso, examinaram internações por diagnósticos específicos de doença pulmonar, síndrome coronariana aguda e síndrome cerebral aguda. A análise foi dividida em grupos etários e sexo, e restrita à população em idade ativa (de 20-70 anos).

Pela análise destes dados, eles notaram uma redução significativa nas internações de emergência por doença cardiopulmonar nos dois anos seguintes à proibição de fumar, e uma diminuição nas entradas na emergência por causa desse tipo de doença pulmonar.
- Este estudo demonstra ainda que a aplicação da proibição de fumar no local de trabalho melhora a saúde em geral e também reduz a carga hospitalar por doença respiratória, uma das doenças mais comuns para apresentar aos serviços de emergência.

Falta de vagas em UTIs aumenta sofrimento de doentes pelo Brasil

Hospitais de Goiânia, Brasília, Alagoas e Pará mostram situação preocupante

Apesar de o Brasil ter anunciado o aumento no número de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) na última década e mais investimentos, as atuais 16 para quase 17mil vagas estão muito aquém da demanda. Tanto que há uma crise no setor.

Goiânia, a capital de Goiás, por exemplo, não dá conta dos pacientes de todo Estado. A entrada de qualquer hospital ou posto de saúde do Estado está sempre lotada ou o atendimento não consegue ser adequado para a maioria.

O sofrimento das pessoas que esperam por UTI em Goiás é resultado de uma conta tão simples quanto cruel. Goiás tem 630 leitos de terapia intensiva e deveria ter 900./ Faltam 270 e 95% das vagas estão em hospitais grandes na capital. As regiões norte e nordeste do Estado não têm nenhuma.

Diante disso, o Ministério Público Federal entrou na Justiça para obrigar Estado, a Prefeitura de Goiânia e o Governo Federal a resolver o problema.

Em Brasília, muita gente recorre à Justiça por uma vaga, ou seja, mais de 200 pessoas procuram a defensoria pública por mês em busca de uma vaga em UTI. Mais da metade consegue resolver o problema. Mas quem não consegue garantir a internação tem que entrar com uma ação na Justiça para fazer valer esse direito.


As UTIs em más condições também são um problema no Pará e, em especial da região norte, a que tem o menor número de leitos de UTI em todo o país. E no nordeste, a situação também é problemática em Maceió. Na única UTI neonatal pública de Alagoas, há somente 15 vagas. Quando um leito desocupa, logo outro bebê assume a vaga.

Saiba mais na reportagem do Jornal da Record.

Assista:



http://noticias.r7.com/saude/noticias/falta-de-vagas-em-utis-aumenta-sofrimento-de-doentes-pelo-brasil-20110517.html

Remédios antigos - Tratamento de hemorróidas

Naqueles tempos medievais, muitos tratamentos de doenças incluíam preces a um santo padroeiro a fim de obter uma intervenção. Um monge irlandês, santo Fiacre, era o patrono dos sofredores de hemorróidas. Ele mesmo desenvolveu hemorróidas trabalhando no seu jardim. Um dia, sentou-se numa pedra, e curou-se milagrosamente. A pedra ainda hoje existe e nela estão impressas as hemorróidas do santo. É um lugar visitado por muitas pessoas em busca de um milagre (para as hemorróidas que apesar dos apelos ao santo era conhecida como a "maldição de St.Fiacre".


Em casos extremos, os médicos da Idade Média usavam ferros quentes para tratar o problema das hemorróidas. Outros, tal como Hipócrates acreditavam que simplesmente puxando as hemorróidas com as pontas das unhas fisgando-as, era possível obter alívio. No século XII, o médico Judeu Moses Maimonedes desaconselhou a cirurgia a ferro quente e prescreveu o tratamento mais comum usado até hoje, o "banho de assento".

Mãe e filha são impedidas de embarcar em avião por serem "pesadas demais"

Duas mulheres americanas foram impedidas de embarcar em um avião da companhia aérea Southwest Airlines por causa do seu peso.

Kenlie Tiggeman e sua mãe, Joan Charpentier, ouviram de um funcionário da companhia, diante de outros cem passageiros, que eram "gordas demais para voar".

A companhia aérea pediu desculpas pelo incidente, que aconteceu no domingo de Páscoa, dia 24 de abril, durante uma conexão que a mãe e a filha fariam em Dallas.

Tiggeman, uma estrategista política que mora em Nova York, contou a experiência no seu blog, em que relata suas tentativas de perder peso.

Ela, que já chegou a pesar cerca de 180 quilos, perdeu mais de 55 quilos nos últimos 2 anos com uma dieta rigorosa e uma meta de mil minutos de exercícios por mês.

"Eu estive em pelo menos 50 voos e nunca experimentei o desrespeito público, a humilhação e a discriminação flagrante a que fui submetida ontem à noite, no meu voo da Southwest Airlines", disse no blog.

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Britânica que injetava botox na filha de 8 anos perde guarda da criança

Uma mãe britânica que reside nos Estados Unidos perdeu a guarda de sua filha após ter dado uma entrevista ao programa da TV americano Good Morning America na qual contou que aplicava botox em sua filha.

As autoridades da cidade americana de San Francisco decidiram tirar de Kerry Campbell a guarda de sua filha de 8 anos, Britney, após terem recebido inúmeras denúncias, depois que o programa foi ao ar.

De acordo com a mãe, ela resolveu começar a aplicar as injeções para que a filha se tornasse mais competitiva em concursos de beleza infantil.

Kerry Cambbell, uma esteticista, disse ter pego a ideia de utilizar botox a partir de outras mães cujas crianças participam de concursos de beleza.

''Todo mundo está fazendo isso e falando a respeito. Não estamos fazendo nada ilegal'', disse a mãe, durante a entrevista.

A filha Britney afirmou que às vezes chorava durante as injeções. Mas acrescentou que ela acreditava ficar mais bonita após as aplicações, porque o botox "reduzia as suas rugas".

Estudante paraplégico "anda" em formatura usando exoesqueleto

Um estudante paraplégico americano conseguiu andar em sua formatura com a ajuda de um exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley, onde ele estudou.

Diante de uma plateia de 15 mil pessoas, Austin Whitney usou um controle em um andador para acionar o exoesqueleto amarrado às suas pernas e dar os tão esperados sete passos para receber o diploma em Ciência Política e História.

BBC

"Foi realmente além dos meus sonhos mais incríveis", disse Whitney.

"No segundo em que eu apertei o botão e me levantei, eu fui inundado por uma série de emoções."

Ele descreveu como os altos e baixos de sua vida passaram por sua mente enquanto ele andava, desde o momento em que ele ficou paraplégico quatro anos atrás em um acidente de carro até o dia em que ele descobriu que havia sido aceito pela Universidade de Berkeley.

"Foi realmente impressionante", disse ele.

O exoesqueleto que ajudou Whitney a andar depois de anos foi desenvolvido por uma equipe de alunos de pós-graduação liderada pelo professor de engenharia mecânica Homayoon Kazerooni.

Austin Whitney trabalhou com a equipe durante meses, testando a estrutura robótica e dizendo o que funcionava e o que precisava de ajustes. Em homenagem a ele, o exoesqueleto foi batizado de "Austin".

TECNOLOGIA MILITAR

A tecnologia que ajudou Whitney a andar começou a ser criada em 2002, quando Kazerooni recebeu um financiamento do Departamento de Defesa americano para inventar um aparato que permitisse que pessoas carregassem enormes cargas por longos períodos.

Segundo o departamento de imprensa da universidade, a ideia na época era ajudar pessoas como médicos militares carregando um soldado ferido ou bombeiros que precisam subir escadas com equipamento pesado.

Quatro anos depois, foi criado o Bleex (Berkeley Lower Extremity Exoskeleton). O dispositivo tem uma mochila que se conecta às pernas da pessoa e usa sua própria fonte de energia para movê-las sem colocar pressão desnecessária sobre os músculos.

Mas o professor tinha planos mais ambiciosos para o exoesqueleto: ajudar pessoas que não podem andar.

EMBRIAGADO

O acidente que colocou Whitney em uma cadeira de rodas aconteceu no dia 21 de julho de 2007, quando ele assumiu a direção do carro após ter consumido bebidas alcoólicas.

Seu melhor amigo quase morreu e Whitney quebrou a coluna e ficou paraplégico.

"Foi minha culpa", disse ele.

"Eu fiquei com muita raiva de mim mesmo, mas percebi que tinha duas escolhas: eu podia viver no passado e me encher de pena ou enfrentar a adversidade na minha vida e impedir que isso enterrasse meu objetivos, sonhos e aspirações."

Após entrar para a universidade, Whitney passou a dar palestras para estudantes sobre os perigos de beber e dirigir.

Ele também disse esperar que o sucesso da caminhada em sua formatura dê esperanças a outros paraplégicos de que eles um dia possam contar com máquinas de preço acessível que os ajudem a recuperar alguma mobilidade.

"Esta tecnologia pode ser usada por um grande número de pessoas e esta é nossa missão", disse Kazerooni.

"Estamos dizendo à comunidade que isso é possível. Este é apenas o começo de nosso trabalho."

Bill Gates pede maior compromisso de países com vacinação

O multimilionário e filantropo Bill Gates, convidado de honra da Assembleia Mundial da Saúde, pediu nesta terça-feira aos países doadores que aumentem seus investimentos nos programas de imunização e, às empresas farmacêuticas, que garantam vacinas acessíveis aos países pobres.

O fundador da Microsoft fez do acesso às vacinas o foco de suas atividades filantrópicas e é o maior doador privado nesta área.

Em discurso feito para ministros da Saúde de mais de cem países, Gates pediu aos países mais ricos que invistam mais em vacinação, apesar das restrições orçamentárias que muitos deles possam ter sido obrigados a aplicar em suas economias.

Ao setor privado, pediu que produza vacinas a preços acessíveis e, como exemplo de que a ideia é viável, disse ter certeza de que o preço combinado das vacinas pentavalentes contra o pneumococo e o rotavírus poderia ser reduzido à metade até 2016.

Já para os governos em geral, Gates pediu que façam da vacinação o foco de seus sistemas de saúde, e ressaltou que trata-se da intervenção sanitária mais eficiente em termos de custos e resultados.

O empresário considerou que os países devem respeitar as metas de cobertura da vacinação, de 90% em nível nacional e de no mínimo 80% em nível regional.

Para Gates, a implantação de sistemas de imunização eficazes permitiria erradicar definitivamente a pólio, visto que foram registrados avanços de 99% na luta contra esta doença, que desapareceu de mais de uma centena de países.

No entanto, lembrou que "progredir não é a mesma coisa do que ter êxito", pois o vírus continua presente em alguns lugares e inclusive foram observados casos em países que consideravam que a doença estava erradicada.

Durante seu discurso na Assembleia Mundial da Saúde, o filantropo anunciou que a Fundação Gates, que copreside com sua esposa, Melinda, entregará a partir de 2012 um prêmio a uma organização ou indivíduo que realize uma contribuição inovadora ao sistema de vacinação, seja em termos científicos, de distribuição ou de coleta de fundos.

Dolci: Doença não espera plano de saúde se adaptar à demanda

Clientes dos planos de saúde Samcil e Serma, recentemente adquiridos pela GreenLine, queixam-se de não conseguir marcar consultas. A situação é mais crítica para quem tem doenças crônicas e graves. Muitos enfrentam a ameaça de ficar sem medicamentos, pois precisam ir ao médico para obterem novas receitas.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, colunista da Folha e blogueira da Folha.com, diz que é obrigação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) obrigar a GreenLine a honrar os compromissos assumidos.

"Senão tivesse condições de atender as novas carteiras, que não as assumisse. A doença não espera que uma operadora de plano de saúde se adapte a um forte crescimento da demanda", comenta a colunista.

A ANS disse que neste mês recebeu 730 ligações relacionadas à GreenLine, mas não soube informar quantas delas eram reclamações. O último dado disponível é de fevereiro, antes da compra da Samcil --naquele mês, a ANS recebeu seis reclamações sobre a empresa.

Consumo excessivo de álcool danifica memória de jovens

Pesquisadores espanhóis descobriram que uma bebedeira pode destruir a memória de longo prazo de jovens adultos.

A informação foi publicada nesta terça-feira (17) no site do jornal britânico "The Telegraph".

Eles acreditam que o consumo abusivo de álcool torna mais difícil a construção de novas memórias, pois o hipocampo --uma área no centro do cérebro que desempenha papel-chave na aprendizagem e memória-- é muito suscetível aos seus efeitos tóxicos.

A descoberta é preocupante, pois a embriaguez é um problema crescente no Reino Unido e em outros países europeus, particularmente em jovens e universitários.

O estudo com universitários descobriu que o consumo excessivo de álcool afeta a memória declarativa --uma forma de memória de longo prazo. Os estudantes mostraram uma redução na capacidade de aprender novas informações que lhes são transmitidas verbalmente.

Em uma escala, eles obtiveram as menores pontuações em dois testes para saber quanto conhecimento eles retiveram e recolheram.

Segundo a pesquisadora Maria Parada, da Universidade de Santiago de Compostela, "em países do norte europeu, há uma forte tradição de consumo esporádico, orientado, de álcool. Em contraste, os países da costa do Mediterrâneo, como a Espanha, são tradicionalmente caracterizados por um consumo mais regular de baixas doses de álcool."

"É importante examinar os efeitos do álcool no hipocampo, pois em estudos com animais, especialmente em ratos e macacos, esta região parece sensível aos efeitos neurotóxicos do álcool, e ela desempenha um papel fundamental na memória e aprendizado. Em outras palavras, o consumo excessivo de álcool pode afetar a memória de jovens adultos, o que pode prejudicar o seu dia a dia."

O estudo, publicado na revista "Alcoholism: Clinical & Experimental Research", analisou 122 estudantes universitários espanhóis, com idades entre 18 a 20 anos. Eles foram divididos em dois grupos: os que beberam e os que se abstiveram.

Foram então submetidos a uma avaliação neuropsicológica que incluiu recordar experiências visuais e verbais.

"Nossa principal descoberta foi uma clara associação entre o consumo excessivo de álcool e a menor capacidade de aprender novas informações verbais em universitários saudáveis, mesmo após o controle de outras possíveis variáveis, como nível intelectual, histórico de distúrbios neurológicos ou psicopatológicos, uso de outras drogas, ou histórico familiar de alcoolismo", disse Parada.

Tratamento curto evita novos casos de tuberculose

Um novo tratamento, mais curto, mostrou-se seguro e eficaz para tratar pessoas que foram infectadas pela tuberculose, mas não manifestaram a doença de imediato.

Entre essas pessoas, que contraíram o bacilo de Koch (responsável pela tuberculose) mas não mostram sintomas, 10% desenvolvem a doença nos dois primeiros anos após a contaminação.

Hoje, a prevenção é feita com o uso diário de um antibiótico oral (isoniazida) por seis a nove meses. O novo tratamento, que dura só três meses, é feito com uma dose semanal desse remédio combinado a outro antibiótico, a rifapentina.

De acordo com um estudo apresentado ontem no congresso da Sociedade Americana do Tórax, em Denver (EUA), o tratamento mais curto não provocou mais reações adversas do que a terapia tradicional e conseguiu melhores resultados, reduzindo pela metade a chance de a doença aparecer.

Coordenado pelos Centros de Controle de Doenças dos EUA, o trabalho foi feito em 19 centros nos Estados Unidos, no Canadá, na Espanha e no Brasil. Participaram do estudo cerca de 8.000 pessoas ""660 do Brasil.

Durante dez anos, as pessoas contaminadas foram encaminhadas, aleatoriamente, para o tratamento diário de nove meses ou para o semanal, de três meses.

No primeiro grupo, 15 pessoas adoeceram, contra sete da terapia mais curta.


MENOS REMÉDIOS

"O objetivo era pesquisar se um tratamento mais rápido e mais fácil de ser seguido era seguro e tinha, no mínimo, o mesmo resultado da terapia convencional", diz o pneumologista Marcus Conde, da comissão de tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.

Conde foi o coordenador do grupo brasileiro do estudo, realizado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

"No novo tratamento, você toma menos remédio e por menos tempo. É muito mais fácil a pessoa não desistir [de se tratar] no meio."

Para o pneumologista Elie Fiss, da Faculdade de Medicina do ABC, que não participou do estudo, os resultados são muito importantes para melhorar o controle da doença no país.

"Um dos grandes problemas é a baixa adesão ao tratamento. Essa nova forma de tratar economiza remédios e tempo e aumenta a aderência do paciente."

O Brasil tem, aproximadamente, 75 mil novos casos de tuberculose por ano, mas o número total de pessoas contaminadas pelo bacilo é cerca de 250 mil, segundo Marcus Conde.

"O tratamento preventivo evita o aparecimento da doença em cerca de 20 mil pessoas. Isso quer dizer que podemos reduzir em quase 30% os casos de tuberculose."

QUEM DEVE FAZER

Pessoas que tiveram contato direto com doentes devem procurar um serviço de saúde para fazer o teste que detecta o bacilo. No Brasil, o exame é feito na pele.

"A transmissão da tuberculose é feita principalmente por via aéreas. Quem fica muito próximo do doente, em lugar fechado, deve fazer o teste o mais rápido possível e se for positivo, começar o tratamento", diz Conde.

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/916839-tratamento-curto-evita-novos-casos-de-tuberculose.shtml

Americano vai à TV falar sobre sua suposta cura do vírus do HIV

Um morador de San Francisco, na Califórnia, que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus HIV, deu uma entrevista a um programa de televisão reafirmando estar totalmente curado, meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente "mostrava evidências" de sua recuperação.

"Estou curado do vírus do HIV", disse na segunda-feira (16) Timothy Ray Brown, de 45 anos, em declarações à emissora local CBS 5, reproduzidas nesta terça-feira pela imprensa.

O caso foi revelado no ano passado, quando um grupo de pesquisadores da Alemanha dizia ter evidências da cura depois de utilizar células-tronco adultas.

"Nossos resultados sugerem que o paciente se curou do vírus do HIV", disseram os autores do estudo publicado na edição de dezembro de 2010 da revista científica "Blood", que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em fevereiro de 2009.

Brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mieloide e, por isso, necessitou passar por um transplante de células-tronco de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o HIV.

Os médicos do Hospital Médico Universitário da Caridade, em Berlim, na Alemanha, selecionaram as células-tronco do tipo CD4, que não possuem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.

Antes do transplante, Brown foi submetido a quimioterapia e radioterapia.

Brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células-tronco do mesmo doador. O paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.

Em 2009, "The New England Journal of Medicine" informou que, após 20 meses sem tomar os antirretrovirais, não havia sinais de HIV em seu organismo.

Os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e "arriscado", que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a Aids.

Fisioterapia ajuda na recuperação de pacientes com câncer, diz especialista

Da Redação


O paciente com câncer possui uma série de necessidades que integram o tratamento médico. Aspectos psicológicos, sociais e espirituais do ser humano devem ser levados em consideração e o paciente precisa ser tratado em sua integralidade.

A fisioterapia e a reabilitação estão inseridas neste contexto e são práticas necessárias para a recuperação de alguns pacientes oncológicos que passaram por cirurgia ou sessões de radioterapia e quimioterapia. “Procuramos atender o paciente em sua totalidade, promovendo a reabilitação, avaliando a dor e visando a sua recuperação o mais rápido possível”, afirma a fisioterapeuta Priscila Mendoza, do IPC (Instituto Paulista de Cancerologia).

As terapias complementares realizadas em conjunto com a fisioterapia convencional são terapias de pedras quentes, tratamento com argila e hidratação facial e corporal. A fisioterapeuta explica que “para cada paciente um plano de ação específico é desenvolvido com uma ou mais técnicas associadas. Acredito que a fisioterapia promove muitos benefícios, relaxamento, diminuição de dor, melhorando a qualidade de vida e tentando também amenizar os efeitos da quimioterapia e da radioterapia”, diz.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard revela que 42% dos pacientes oncológicos norte-americanos utilizam pelo menos um tratamento complementar em conjunto com o tratamento tradicional. No Brasil, este número é ainda maior. 48% dos pacientes com câncer associam terapias complementares à medicina convencional. "Não se trata apenas de eliminar o tumor. O bem estar e a qualidade de vida devem ser observados com rigor. Os benefícios para o paciente são enormes", comenta o cirurgião oncológico Ricardo Antunes, diretor do IPC e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Cerca de 80 % dos pacientes atendidos no Centro de Medicina Integrada do IPC são mulheres em tratamento do câncer de mama. “A associação das técnicas convencionais de fisioterapia com técnicas complementares é muito importante para a recuperação dos movimentos do braço”, diz Priscila.

A fisioterapeuta lembra ainda que é importante diferenciar terapias complementares de terapias alternativas. As primeiras complementam o tratamento convencional e têm mostrado excelentes resultados. Já as terapias alternativas são tratamentos não aprovados realizados com o intuito de substituir o tratamento convencional podendo ser prejudiciais ao paciente.

http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000432612

Café diminui em até 25% o risco de derrame em mulheres

Da Redação


Uma pesquisa divulgada pela revista “Stroke” na quinta-feira revelou que mulheres que bebem mais do que uma xícara de café por dia podem diminuir o risco de um derrame cerebral em até 25%.

O estudo acompanhou durante dez anos a dieta de 35 mil mulheres. A conclusão de pesquisadores é que a bebida tem efeito antioxidante, diminui inflamações e reduz a resistência à insulina, o que previne a doença.

Estudo aponta que café reduz risco de câncer de próstata

Da AFP
Para reduzir os riscos de desenvolver um câncer de próstata, quanto mais café melhor, indica um novo estudo publicado nesta terça-feira por pesquisadores da Harvard School of Public Health.

Homens que bebem seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% no risco de desenvolver um tipo extremamente letal de câncer de próstata, e uma redução de 20% no risco de sofrer com qualquer tipo de câncer de próstata em relação a homens que não consomem a bebida.

Até aqueles que bebem apenas entre uma e três xícaras por dia já se beneficiam com uma queda de 30% do risco de ter o tipo mais letal do câncer de próstata.


"Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de câncer de próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir", destacou Lorelei Mucci, professora de Harvard e principal autora do trabalho.

"Nosso estudo é o maior até hoje a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de câncer de próstata letal", acrescentou.

Segundo os pesquisadores, os efeitos são os mesmos para o café descafeinado, o que leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do café.

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos, e as estimativas calculam que um em cada seis homens terá câncer de próstata ao longo da vida nos Estados Unidos.

Os principais fatores de risco associados à doença são as dietas ricas em gordura, consumo exacerbado de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.

O estudo acompanhou 47.911 homens, que forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008.

Ao longo da pesquisa, 5.035 deles desenvolveram câncer de próstata, incluindo 642 casos letais.

Primeiro antirretroviral genérico produzido no Brasil já está no mercado

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O primeiro medicamento genérico contra aids produzido por um laboratório público brasileiro já está no mercado. O genérico do antirretroviral Tenofovir está sendo produzido pela Fundação Ezequiel Dias, por meio de parceria público-privada (PPP), com o objetivo de reduzir gastos governamentais com medicamentos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, cerca de 64 mil pessoas portadoras do vírus da aids e 1,5 mil diagnosticadas com algum tipo de hepatite fazem uso do remédio. Com o genérico do Tenofovir, dez dos 20 antirretrovirais oferecidos pela rede pública são fabricados no Brasil.

Os custos de pesquisa para a produção do medicamento ultrapassaram R$ 25 milhões. A estimativa é que a produção nacional do antirretroviral gere uma economia de cerca de R$ 80 milhões por ano aos cofres públicos.

Hospital de SP reforça importância do diagnóstico da hipertensão no dia mundial de combate à doença

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Para alertar a população paulistana sobre a hipertensão, doença que atinge cerca de 33 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, o Hospital do Rim e Hipertensão de São Paulo fez uma ação na manhã de ontem (17), dia mundial de combate à doença, para estimular os pacientes a fazerem uma avaliação da pressão arterial.

“A hipertensão é uma doença crônica que, na maioria dos pacientes, não tem uma causa determinada”, disse a médica Frida Liane Plavnik, nefrologista do Hospital do Rim. Frida explicou que o sangue faz pressão ao passar pelas artérias. “E quando as artérias oferecem uma resistência à passagem desse sangue, a pressão sobe. Por isso é [chamada] hipertensão arterial”, explicou. Só é possível diagnosticar a hipertensão, segundo ela, medindo a pressão. “A hipertensão é, na maioria das vezes, uma doença assintomática”, afirmou a médica.

Por isso, o ideal é que a pressão seja medida pelo menos uma vez por ano. “Se ela estiver dentro de faixas normais – e consideramos pressão ótima abaixo de 12 por 8 – então ela vai repetir anualmente essa avaliação. Se houver alteração, se ela [pressão] estiver acima de 14 por 9, a orientação é que essa medida seja feita em duas semanas para ver se isto se confirma. Se estiver muito acima de 17 por 11, por exemplo, deve-se iniciar tratamento”, disse a médica.

Uma das ações promovidas pelo hospital colocou nos pacientes um equipamento chamado Mapa (Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial), que avalia a pressão arterial durante 24 horas. O equipamento, que é uma espécie de braçadeira, acoplada a um gravador preso na cintura, auxilia os médicos a desenhar um perfil do paciente e um gráfico de sua pressão durante todo o dia. “O paciente vai para casa com o aparelho e continua sua vida normal, com a correria normal”, explicou a médica.

A Mapa, segundo ela, é importante para analisar a pressão do paciente fora do ambiente hospitalar, onde a medição é feita apenas de maneira pontual. Isso evita, por exemplo, que um paciente que sofre do “efeito do avental branco”, em que sua pressão só sobe ao estar na frente de um médico, seja diagnosticado como hipertenso. E também ajuda a dar o diagnóstico para os pacientes que sofrem de “hipertensão mascarada”, quando ocorre o efeito contrário: a pressão fica baixa no consultório, mas cotidianamente, a pressão é alta. “Esse é um paciente que nos preocupa muito. E isso acontece em cerca de 10 a 15% da população”, disse.

A médica alertou que a hipertensão pode provocar insuficiência cardíaca, derrame e até infarto. O tratamento, de acordo com ela, consiste em uma medicação adequada e também na modificação do estilo de vida da pessoa, que deve ingerir baixa quantidade de sal, fazer atividades físicas regularmente e evitar fumar.

Duas das pacientes que colocaram a Mapa hoje pela manhã para terem a pressão arterial monitorada até amanhã (18) foram Maria de Fátima Azevedo Garcia, 63 anos, que trabalha no próprio hospital, e a aposentada Helia Maria Soares, 70 anos. Ambas falaram sentir um pouco de desconforto ao usar o aparelho por todo o dia. “É um pouco incomodo na hora do banho”, disse Maria de Fátima.

No entanto, as duas pacientes ressaltaram a importância de se diagnosticar e controlar a hipertensão. "[É importante] para não correr risco de infarto e outros problemas. Sou sempre acompanhada aqui [no hospital]. Já faz 24 anos que sou acompanhada”, disse Helia, que contou hoje ter a pressão controlada. “Tomo remédio, estou sempre passando no médico, faço caminhada e dieta, não abuso muito não. E vivo bem”, afirmou.

Interrupção de tratamento de doentes terminais exige boa comunicação entre médico e paciente, diz especialista

Da Agência Brasil

Brasília – Respeito à autonomia do paciente e uma boa comunicação entre médico e paciente são necessários quando há uma situação de doença terminal em que se decide pela interrupção do tratamento. O alerta é da presidente do Comitê de Terminalidade da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Raquel Moritz, que concedeu entrevista hoje (17) ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“O diagnóstico deve ser compartilhado com o paciente e ele dará a definição adequada do que ele quer para sua vida. Temos que respeitar seu direito à autonomia”, argumenta.

Raquel Moritz lembrou que a prática da ortotanásia, que consiste em interromper o tratamento de um paciente em estado terminal, foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2006 e entrou em vigor no fim do ano passado. A Resolução 1.805 determina que o médico pode limitar ou interromper o tratamento, desde que se tenha a aceitação do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares.

Segundo a resolução do CFM, o médico tem a obrigação de esclarecer o doente ou seu representante legal sobre as modalidades terapêuticas adequadas para cada situação. Ela enfatizou que a decisão deve ser fundamentada e registrada no prontuário. Deve-se também garantir ao doente ou a seu representante legal o direito de pedir uma segunda opinião médica.

Raquel Moritz disse que é importante deixar claro a diferença entre eutanásia e ortotanásia. “São coisas completamente diferentes. Simplificadamente, a ortotanásia é deixar morrer e a eutanásia é fazer morrer, lembrando que sempre deve ser a pedido do paciente porque senão é considerado homicídio”.

Mesmo após a decisão pela ortotanásia, de acordo com ela, o doente deve continuar recebendo todos os cuidados necessários para aliviar o sofrimento, assegurada a assistência integral, inclusive o direito da alta hospitalar, se possível. “Nós temos que tratar uma pessoa dando-lhe qualidade de vida até o momento de sua morte”, completa Raquel.

O novo Código de Ética Médica, que entrou em vigor em abril do ano passado, definiu que o médico não é obrigado a conduzir tratamentos considerados fúteis. “Falar sobre a morte sempre é difícil, principalmente para médicos que são formados para curar”, conclui Raquel.

Três crianças são internadas por dia com intoxicação em São Paulo

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A intoxicação levou 1.231 crianças menores de 12 anos aos hospitais de São Paulo, em 2010. O levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que, em média, três crianças foram internadas por dia. As substâncias tóxicas ou venenosas foram responsáveis por 714 internações, ou 58% do total dos casos. Entre os principais agentes tóxicos, estão o contato com animais peçonhentos (32,63%) e substâncias corrosivas (9,38%).

A secretaria recomenda que os pais ou responsáveis redobrem a atenção, já que intoxicação provocada por animais peçonhentos, em alguns casos, tendem a ser mais grave quando envolvem crianças. O órgão orienta que elas andem sempre calçadas e evitem áreas com acúmulo de lixo, entulho e madeira.

A intoxicação por ingestão de medicamentos foi responsável por 406 internações, ou 33% do total de casos. Desse grupo, os remédios de ação antiepiléptica foram responsáveis por 21,67% das internações, depois vieram os psicotrópicos (11,82%) e os antibióticos (11,08%). Os alimentos foram responsáveis por 111 casos de internações, ou 9% do total.

“Guardar medicamentos em locais inadequados pode exercer atração visual nas crianças, o que as deixa mais exposta a esse tipo de acidente”, disse Sérgio Sarrubo, diretor do Hospital Estadual Darcy Vargas.

O Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de acordo com a secretaria, também oferece orientação em caso de emergência infantil provocado por exposição à intoxicação e envenenamento. O telefone do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) é 0800 01 48 110.

Propagandas antigas - Rhum Creosotado


“Rhum creosotado de Ernesto de Souza. O remédio popular e de efeitos seguros no tratamento das bronquites, asma, fraquesa pulmonar e escarros de sangue. É de bom efeito uma colher de Rhum pela manhã, em leite fervido, maximé nas estações epidérmicas, e como reabilitador no excesso de trabalho, mórmente a noite”.

10 de setembro de 1899.

Margareth Chan discursa na 64ª Assembléia Mundial de Saúde

por Saúde Business Web

17/05/2011

Em pronunciamento, diretora da OMS pede a todos que se lembrem das pessoas

Nesta segunda-feira, (16), teve inicio a 64ª Assembléia Mundial de Saúde, em Genebra, na Suíça. O evento contou com a presença dos representantes dos 193 Estados-membros da Organização Mundial de Saúde, que discutirão a nomeação do diretor-geral, a supervisão das políticas financeiras, revisão e aprovação do orçamento-programa proposto, entre outros assuntos ligados ao setor. O encerramento será realizado na próxima terça-feira, (24).

A diretora geral da OMS, Margareth Chan fez um discurno na abertura do encontro e falou principalmente para que as autoridades não se esqueçam das pessoas. "Todos os debates e discussões só têm sentido quando melhoram a saúde das pessoas e aliviam seu sofrimento".

Acompanhe o discurso na íntegra:

Senhor Presidente, Excelências, Honoráveis Ministros, Distintos Delegados, Amigos da família da Organização das Nações Unidas, Senhoras e Senhores.

Já realizo esse serviço há cinco anos. Algumas vezes, durante reuniões, me vejo obrigada a interromper e fazer um simples pedido: lembrem-se das pessoas.

Nunca se esqueçam das pessoas. Todos os debates e discussões só têm sentido quando melhoram a saúde das pessoas e aliviam seu sofrimento.

Pessoalmente, quando me lembro das pessoas que conheci nesse serviço, dois encontros especiais me vêm à mente.

Em 2009, visitei uma ala de malária na Tanzânia, uma ala lotada com pequenas crianças doentes e suas mães, em vigília ansiosa. Segurei a mão de uma criança muito doente e senti a intensidade da angústia de sua mãe.

Toquei o ombro de outra criança, já sentada, no caminho da recuperação, graças ao pronto e efetivo tratamento antimalaria e compartilhei a alegria do alívio de sua mãe.

Em 2010, visitei, conversei e troquei abraços com um grupo de mulheres em Bangladesh, que estavam participando de um programa de microcrédito da comunidade.

Elas tinham o orgulho proveniente de dar a seus filhos uma boa educação, colocar a comida na mesa, ganhar seu próprio dinheiro, e comprar seu autorrespeito. Essas mulheres têm poder e gostam disso.

Dedico esse discurso à memória dessas mulheres e crianças.

Senhoras e senhores,

Acredito que todos que estão nessa sala, trabalham para a melhoria da saúde. Apesar de momentos difíceis, podemos nos orgulhar de uma longa série de conquistas.

Lembrem-se das pessoas.

A epidemia de meningite não é a maior causa de mortes na África, mas está entre as doenças mais temidas. É fácil de entender o motivo: o rápido contágio, a rápida progressão para uma doença mais grave, as longas filas de pessoas esperando pela vacina após o início da epidemia.

As ruas vazias, as mortes, as semanas que pais velaram por suas crianças em hospitais. As crianças que sobreviveram, mas ficaram permanentemente prejudicadas por distúrbios mentais ou perda de audição.

O povo da África merece mais, e em dezembro do último ano eles tiveram: uma nova vacina poderosa que pode prevenir epidemias no notório cinturão de meningite da África.

Em um projeto coordenado pela OMS e a PATH, financiado pela Bill and Melinda Gates Foundation, a vacina foi desenvolvida em tempo recorde e cerca de um décimo do custo usualmente necessário para levar um produto por meio de desenvolvimento ao mercado.

Isso oferece a evidência de uma nova tendência. A África é a primeira a receber a melhor tecnologia que o mundo, trabalhando junto, pode oferecer.

Lembrem-se das pessoas infectadas com a tuberculose resistente as drogas ou coinfectadas com HIV que tinham que esperar três meses por um diagnóstico confiável.

No ano passado vimos a introdução de um rápido novo diagnóstico para TB, que é amplamente superior tanto em velocidade quanto em sensibilidade, entregando resultados em cerca de 100 minutos. O endosso da OMS ao ensaio levou a uma redução imediata de 75% do custo para países em desenvolvimento. A entrega foi efetivada em mais de trinta países, assistida pela OMS e outros parceiros.

Há uma década, a infecção pelo HIV significava uma lenta, mas certa e muitas vezes dolorosa, morte para a maioria das pessoas nos países em desenvolvimento. Hoje, mais de seis milhões de pessoas, com a grande maioria vivendo na África subsaariana, estão agora recebendo terapia antirretroviral para AIDS.

Focando na prevenção, temos novas diretrizes dos tratamentos da OMS que oferecem a primeira perspectiva real de redução do número anual de novas infecções. Outras novas orientações dão ao mundo a sua primeira visão de uma geração de bebês nascendo livres do HIV.

Semana passada, pesquisadores dos Estados Unidos relataram uma dramática redução nas transmissões de HIV associada ao tratamento precoce. Essas descobertas apoiam fortemente nossas diretrizes.

Após anos de estagnação, a situação da malária - principalmente na África - parece melhor a cada ano. Felicito muitos por esse sucesso, incluindo o apoio pessoal do Secretário Geral das Nações Unidas e seu enviado especial, o Roll Back Malaria Partnership , agentes de saúde em países endêmicos os African Leaders Malaria Alliance e claro, ao Malaria Programme da OMS.

Graças à intensa vigilância, os primeiros sinais de resistência a artemisinin (também conhecida como qinghaosu, é derivada de um grupo de drogas que possuem o efeito mais rápido conta a malária) foram detectadas ao longo da fronteira entre Tailândia e Camboja. Um plano agressivo de contenção foi rapidamente concebido. Se totalmente implementado, esse plano poderia parar com a propagação da resistência.

A resistência antimicrobiana foi o tema desse ano do Dia Mundial da Saúde. A mensagem foi clara. O mundo está à beira de perder sua cura milagrosa. O mundo falhou ao lidar com medicamentos frágeis com o cuidado apropriado. Uso inapropriado e irracional de antimicrobianos são, de longe, os maiores condutores de resistência às drogas.

Numa época de várias calamidades no mundo, não podemos permitir que a perda de medicamentos essenciais - indispensáveis para a cura de muitos milhões de pessoas - se torne a próxima crise global.

Para enfrentar as doenças tropicais negligenciadas, a OMS teve uma de suas melhores reuniões. O suporte para estas doenças aumentou exponencialmente, mensurado, sobretudo em doações maciças de medicamentos tanto de companhias farmacêuticas tradicionais quanto das mais novas.

Até o final de2009, algo em trono de 680 milhões de pessoas - a maioria vivendo na África subsaariana - tinham recebido a quimioterapia preventiva para, pelo menos, uma dessas doenças. Com base nas tendências atuais, várias destas doenças tropicais negligenciadas - responsáveis pela miséria humana incalculável desde a antiguidade - pode ser eliminada até 2015.

Contra todas as expectativas, a doença do sono africana, uma doença com taxa de 100% de mortalidade e ferramentas de controle imperfeitas, também está marcada para eliminação em um futuro próximo.

Essa realização foi possível graças à dedicação de equipes de países, agentes de saúde comprometidos em países endêmicos, generosas doações da indústria e apoio de parceiros internacionais.

A preponderância de doença do verme da Guiné está agora em seu nível mais baixo na história, graças a uma estratégia de revitalização, em colaboração com as autoridades de saúde em países endêmicos, o Carter Center e o Bill and Melinda Gates Foundation.

Sabemos que com menos de cinco mortes na infância, atingimos o menor nível em mais de seis décadas. Vamos considerar uma visão estratégica global de imunização, e durante a sessão de abertura, iremos conhecer mais sobre a Década das Vacinas.

Para a erradicação da pólio, fomos encorajados pela queda de 95% em casos na Índia e Nigéria. Mas o trabalho não está finalizado e vamos chegar até o final.

Graças a mecanismos inovadores de financiamento e outros apoios da GAVI Alliance, estamos vivenciando agora a implantação de novas vacinas contra os dois maiores assassinos de crianças pequenas: diarreia e pneumonia.

Esse progresso tem que continuar. Peço encarecidamente seu apoio para a renovação com o GAVI em junho.

Prevenir os principais assassinos de crianças pequenas também requer uma melhor utilização de intervenções de base promovidas por cuidados primários de saúde, como água potável e saneamento.

Também requer uma implementação mais agressiva e estratégica de intervenções custo-efetivas como a terapia de hidratação oral, antibióticos que podem ser administrados em casa, suplementos de micronutrientes, aleitamento materno exclusivo e até mesmo algo tão simples como a boa higiene das mãos.

Após aproximadamente quatro décadas de estagnação, o ano de 2010 mostrou uma estimativa de queda significativa da mortalidade materna em todo o mundo, com a maior queda - cerca de 60% - informados na Ásia Oriental e África do Norte.

Acredito que é justo atribuir pelo menos uma parte desse sucesso para os recentes esforços de muitos Estados Membros e parceiros de desenvolvimento para fortalecer os sistemas de saúde. Na África subsaariana, no entanto, a mortalidade permanece inaceitavelmente alta.

O Strategy for Women"s and Children"s Health do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, lançado em setembro de 2010, até o momento atraiu US$40 bilhões em compromissos para os próximos cinco anos.

Como um dos seus muitos apoios para a estratégia, a OMS produziu sua primeira lista modelo de um número limitado de medicamentos julgados essenciais para afastar o maior número de mortes de mães e crianças jovens.

As pessoas também necessitam de acesso a cuidado de saúde a preços razoáveis. O 2010 World Health Report, sobre financiamento dos sistemas de saúde, honrou os desejos de muitos ministros de saúde para avançar tendo em mente a cobertura universal de cuidados de saúde.

Dá aos países ricos e pobres um menu de opções para a captação de recursos suficientes, reduzindo causas comuns de desperdícios e ineficiência, e remoção de barreiras financeiras ao acesso, especialmente para os pobres. Agradeço ao governo da Alemanha por receber o maior evento que lançou o relatório em novembro passado.

Também nas áreas de financiamento de saúde, o WHO Prequalification Programme (Programa de Qualificação da OMS) expandiu para além do seu objetivo inicial, de apoiar decisões de compras feitas por órgãos da ONU. Hoje, esse Programa funciona de maneira a permitir que os fabricantes de países de baixa - e média - renda entrem no mercado em conjunto com fabricantes estabelecidos.

Fontes de qualidade garantida de produtos médicos tornaram-se mais abundantes, o prognóstico melhorou, e a competição baixou os preços significativamente, alterando a dinâmica do mercado de vacinas de saúde pública, medicamentos e diagnósticos.

O poder de compra de desenvolvimento se expandiu, e isso significa um maior acesso aos medicamentos para os pobres. Este é o valor agregado da OMS.

Dado ao grande número da agencias e iniciativas trabalhando para a melhoria da saúde, nem todas as recentes grandes realizações podem ser diretamente atribuídas a OMS. Essas realizações são o resultado da boa colaboração com países, agências irmãs da ONU e muitas iniciativas globais de saúde, mecanismos de financiamento, organizações de sociedade civil, fundações e ao setor privado.

Mas a OMS tem, inquestionavelmente, moldado a agenda de saúde e reunido os conhecimentos técnicos e orientações que abriram o caminho para outras iniciativas para seguir em direção aos seus objetivos.

Permitam-me, nesse momento, expressar minha gratidão à equipe da OMS. Fico constantemente espantada com a profundidade de sua experiência, talento, habilidade e comprometimento. Quero aproveitar essa oportunidade para homenageá-los.

Em tudo o que faz, a OMS conta com a experiência de centenas WHO Collaborating Centres (Centros de Colaboradores da OMS), em seus países e milhares dos melhores cérebros em ciência, medicina e saúde pública. Eles nos dão seus tempos livres e tenho a forte impressão que fazem isso com orgulho.

Graças aos meus predecessores, e reconheço a presença do Dr. Mahler, a saúde tem, inquestionavelmente ganhado mais espaço na agenda internacional de desenvolvimento.

Mas sejamos francos. A saúde tem potência na voz, mas ainda carrega uma pequena vara quando falamos em moldar o modo como o mundo funciona.

Isso tem que mudar, especialmente se quisermos reverter o crescimento da carga de doenças não transmissíveis. Na tentativa de influenciar as políticas feitas em outros setores, é bom ter o apoio das recomendações da Commission on Social Determinants of Health (Comissão de Determinantes Sociais da Saúde). Mas ainda precisamos de mais.

Senhoras e senhores,

Há dois anos, reunimo-nos em um momento de grande incerteza, enquanto enfrentávamos a ameaça de pandemia mundial de gripe. Essa semana, vamos analisar o relatório de Comitê de Revisão, criado sob o âmbito do IHR (International Helth Regulation), para avaliar o desempenho da OMS durante a pandemia da gripe H1N1 de 2009.

Recebo com grande alegria esse relatório.

Para mim, pessoalmente, como chefe dessa agência, a avaliação da resposta da pandemia é necessária para abordar duas questões importantes e dar a todos uma resposta concreta.

Primeiro: a OMS fez a escolha certa? Essa é realmente uma pandemia ou não? E segundo: as decisões, conselhos e ações da OMS foram de alguma forma moldadas pelo seu laço com a indústria farmacêutica?

Em outras palavras: a OMS declarou uma falsa pandemia para poder encher os bolsos das empresas? O relatório exonera a OMS em ambas as questões.

De forma igualmente importante, o relatório apresenta algumas críticas construtivas, identifica vários exemplos de colaboração excepcional e enumera recomendações específicas para tornar o mundo melhor preparado para a próxima emergência pública de saúde de preocupação internacional.

Muitas das recomendações já estão sendo implementadas. Me lembro do pedido feito durante o January Executive Board, por um representante dos 53 países da União Africana, para acelerar o reforço das capacidades essenciais para implementação do IHR.

Quero assegurar que tornei isso uma das minhas prioridades.

Senhoras e senhores,

Todos devemos ficar orgulhosos dessas realizações, especialmente quando olhamos para os muitos obstáculos que enfrentamos.

Considerando como o Millennium Development Goals (são oito objetivos de desenvolvimentos internacionais que todos os 192 países membros das Nações Unidas e pelo menos 23 organizações internacionais concordaram em atingir até 2015.) começou essa século com tanta boa vontade, comprometimento e inovação, qualquer forma de complacência a essa altura seria mortal. E digo isso literalmente: mortal para as pessoas que estamos aqui para servir.

Enfrentamos momentos difíceis, e os desafios ficam mais complexos.

Estou me referindo às crises de comida e combustível, e mais especificamente, à crise financeira de 2008, que provou ser rápida e brutalmente contagiosa, afetando os países que não contribuíram para a causa.

Refiro-me aos efeitos na saúde pela mudança climática, que são agora sentidos em todos os lugares do mundo.

Refiro-me aos obstáculos lançados em nossa direção pela política realizada em outros setores, especialmente aqueles que contribuíram para o surgimento de doenças crônicas não contagiosas.

Estamos praticamente na metade do ano, e já presenciamos uma onda imprevisível de calamidades, catástrofes e crises humanitárias. Vimos ondas de protestos e distúrbio sociais, onde, mais uma vez, civis são afetados, muitas vezes sob condições que tornaram a ajuda humanitária - incluindo o cuidado médico para os feridos - extremamente difícil.

Estamos extremamente angustiados com relatos de agressões a profissionais de saúde e a instalações em algumas dessas situações de conflito. Encorajamos todos os destacamentos para assegurar a proteção dos trabalhadores de saúde e unidades de saúde em situações de conflito, para assim poderem prestar cuidados aos doentes e feridos.

Testemunhamos um aumento perturbante no número de mulheres e crianças que são vítimas de conflito armado. Condenamos esses eventos em todos os termos possíveis, e pedimos que se encerrem as agressões sexuais contra mulheres e crianças.

Em março, o Japão foi atingido por uma tripla tragédia: uma terremoto de magnitude 9, um tsunami e os acidentes relacionados a uma usina de energia nuclear.

Estendemos nossas mais profundas condolências para o povo japonês, pela trágica perda de tantas vidas, as vidas interrompidas e o grande deslocamento populacional.

Todos esses eventos vêm de encontro com o que aprendemos durante a última década, sobre os perigos de viver em um mundo com o aumento radical da interdependência.

E não se iludam. Essas crises mundiais são apenas picos e depressões no ciclo de altos e baixos da história da humanidade.

Em meados de abril desse ano, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional citaram a disparada dos preços dos alimentos e dos combustíveis como a mais séria ameaça imediata para os países em desenvolvimento, e advertiram que isso poderia acarretar na perda de toda uma geração de pobres.

Senhoras e senhores,

Na OMS, fomos aconselhados por peritos externos a aceitar a crise financeira, não como uma interrupção para ser resolvida por meio de medidas temporárias, mas como o início de uma nova era de austeridade econômica. Aceitamos o conselho.

Estamos administrando a situação financeira de uma forma prudente, racional, e cuidadosamente planejada. Introduzi medidas de redução de custos logo após a crise financeira de 2008. Tivemos que realizar cortes em algumas de nossas áreas tradicionais de trabalho - com profundo pesar - mas definitivamente não vamos à falência.

Tenho conhecimento da força que a crise financeira atingiu alguns de nossos principais doadores. Essa nova era de austeridade financeira reduziu os fundos disponíveis para os programas de saúde nacional, bem como para a assistência oficial ao desenvolvimento.

Com esse pano de fundo, deixem-me expressar gratidão por aquilo que vocês têm feito. Apesar de todos os obstáculos e contra todas as probabilidades, a saúde pública continuou em seu curso de uma forma que a maioria achava impossível.

Senhoras e senhores,

Permitam que me refira a algumas realizações recentes que pessoalmente acho memoráveis, e nos dão esperança.

Nas últimas semanas os Estados Membros chegaram a acordos marco sobre as questões que reforçam nossas defesas coletivas e abrem novos caminhos na resolução de problemas de longa data.

Em 17 de Abril, após negociações que duraram toda a noite, os países concordaram com um conjunto de estratégias para melhorar a disposição para a pandemia da gripe, compartilhamento de vírus e estender os benefícios de novas drogas e vacinas para os países em desenvolvimento.

Como muitos de vocês sabem, as negociações foram intensas e prolongadas, tendo início em 2007 e envolvendo várias reuniões, consultas, elaboração e grupos de trabalho. No final, a confiança, diplomacia e - eu acredito - o respeito pelos problemas apresentados, ganharam o dia. Quero homenagear a excelente liderança de cadeiras e copresidentes de três Estados Membros: Austrália, México e Noruega.

Em 29 de abril, os participantes da Primeira Conferência Ministerial Mundial sobre estilos de vida Saudáveis e Controle de Doenças não Transmissíveis, trabalharam diligentemente para negociar e preparar as bases para abordar as questões da Declaração de Moscou.

Na minha opinião, o evento Moscou estabeleceu uma base sólida para a continuação das negociações, em setembro quando a reunião de alto nível em doenças crônicas não transmissíveis serão realizadas durante a Assembleia Geral da ONU.

Este evento deve trazer resultados. O aumento dessas doenças proporciona um golpe para as economias e sociedades. Eles causam bilhões de dólares em perdas de renda nacional, e empurram milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, a cada ano.

A terceira grande conquista ocorreu em 03 de maio, quando a Commission on Information and Accountability for Women"s and Children"s Health (Comissão de Informação e Responsabilidade para Saúde da Mulher e da Criança), chegou a um acordo, mais uma vez em um extraordinário espírito de determinação e compromisso. Seu relatório final foi concluído menos de quatro meses depois da primeira convocação da Comissão.

Essa conquista rápida não teria sido possível sem o excelente trabalho dos dois copresidentes, o presidente Kiwete da Tanzânia, e o primeiro ministro Harper do Canadá, o meu vice-presidente Dr. Toure, o Secretário Geral da ITU e os Comissionários de seus países, apoiados por dois excelentes Grupos de Trabalho.

A Comissão aprovou 10 recomendações, com indicadores relacionados, para ajudar a garantir que os US$40 bilhões prometidos para apoiar a Estratégia Global sobre Saúde da Mulher e da Criança são gastos de forma mais eficaz e que ambos os doadores e receptores são responsabilizados.

O relatório conecta prestação de contas para recursos com os resultados, consequências e impactos que eles produzem e a capacidade dos países beneficiário para medi-los.

E é feito de uma forma que acrescenta valor. Sempre que possível, as recomendações são construídas e fortalecidas aos mecanismos e capacidades existentes. Responsabilização significa contagem, e isso depende de um sistema de registro de nascimentos, mortes e causas de morte em todos os países.

Senhoras e senhores,

Como nos lembramos das pessoas - especialmente a mulheres e as pessoas da África - tenho um comentário final a fazer.

De tudo o que eu disse, deve ficar claro que a saúde pública está operando em um mundo de enorme e constante mudança de complexidade.

Quando a OMS lidava com germes, higiene, medicamentos, vacinas e setores irmãos, como o abastecimento de água e saneamento, nosso trabalho era muito mais simples. Mas esse trabalho mudou gradualmente ao longo tempo e dramaticamente na última década.

A reforma é essencial. E a OMS está agora iniciando mais extensas reformas administrativas, financeiras e em especial a responsabilidade financeira, em sua história de 63 anos.

Sob as condições extraordinariamente novas do século 21, tenho uma visão da OMS que dá mais voz aos muitos parceiros de trabalho na saúde, mas os encoraja a falar com uma voz coerente, que respondam, em primeiro lugar às necessidades e prioridades definidas pelos países beneficiários.

Eu vejo uma OMS, que persegue a excelência, uma organização que é eficaz, eficiente, ágil, objetiva, transparente e responsável.

Vejo a OMS catalisando a ajuda ao desenvolvimento mais eficaz que constrói a capacidade dos países para avançar de encontro à autossuficiência.

Vejo uma OMS que continua com a tendência de seu trabalho para muitas necessidades não atendidas de saúde na África e além, e para o fortalecimento da saúde, boa educação e autoconfiança de mulheres e crianças.

Vejo uma OMS que trabalha com outros setores para enfrentar os riscos que ameaçam a saúde e a estabilidade da sociedade, e uma nova OMS onde todos os países - pequenos ou grandes, ricos ou pobres - se juntem para defender a igualdade, justiça social e os direitos humanos. Excelências, ministros, colegas, amigos, senhoras e senhores.

Convido vocês para se juntarem a mim nessa jornada de reafirmação, reforma e revitalização!

Lembrem-se das pessoas.