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domingo, 22 de maio de 2011

Remédios antigos - Urodonal





propaganda de 1929

Ervas para atletas

Muitos atletas fisioculturistas dos anos 90 sofreram os efeitos secundários causados pelo uso excessivo de esteróides anabolizantes. Muitos desenvolveram doenças cardiovasculares precocemente e faleceram e vários tiveram problemas hepáticos e renais. Mesmo assim estes anabolizantes ainda são usados pelos jovens na busca de um corpo perfeito. Não dá para comparar os efeitos desses esteróides com o das ervas, mas aqui vão algumas dicas de como algumas ervas podem ajudar o atleta treinado.

Ginseng

As ervas, ao longo da história, sempre foram usadas pelos atletas para aumentar a preformance física, mas só recentemente seus usos têm sido estudados. Os efeitos mais marcantes estão relacionados com um aumento na capacidade de trabalho e resistência aos exercícios, além de muitas melhorarem os reflexos e o estado de alerta. A maioria são adaptogenicas e ergogenicas, como cafeína, guarana(Paulinia cupana) chá verde( Camellia sinensis), todos os ginseng (siberiano, chines, coreano, americano) Mahuang, mais conhecida como Efedra chinesa, Yoimbina, Ashwagandha , todas estimulam o sistema nervoso central, aumentam a resistencia ao exercício, a atividade mental e são termogenicas, queimam gorduras.

Ioimbina

O problema é que na ansia de aumentar a resistência e reduzir a gordura do corpo muitos atletas usam suplementos que combinam ervas com efedrina, como o Mahuang, com outras ervas que contêm alcalóides estimulantes, como cafeína, yoimbina e chá verde. Os efeitos são os esperados: palpitação, aumento da frequencia cardíaca, dor de cabeça, ansiedade, nervosismo, hipertensão e muitas vezes arritmia cardíaca. Mesmo sendo ervas, os alcalóides estão presentes e, se forem atletas de competição, eles têm que saber que esses alcalóides podem ser detectados num teste de urina. Recentemente em outra erva, Sida cordifolia foi encontrado também a presença de efedrina, mas ainda não se sabe se ele pode ser detectado na urina.

As ervas anabólicas são poucas e seus efeitos mais marcantes são nos músculos. Elas promovem mais força, recuperação e hipertrofia muscular. Acredita-se que, por conterem esteróis, ecdisterona e saponinas esteroidais, o efeito seja semelhante ao da testosterona no organismo. As mais estudadas são Avena sativa (aveia selvagem), Salsaparrilha, Muira puama, Saw palmeto, Tribulus terrestris e Urtica dioica. As adaptogenicas, Ashwagandha e os vários tipos de ginseng, por aumentarem a capacidade de trabalho muscular e os receptores esteróides androgenicos, podem também ser consideradas anabólicas, mas o efeito não é esteroidal.

Salsaparrilha

Em resumo, eu recomendo que as pessoas não treinadas, especialmente os muito jovens e os acima de 40 anos, embarquem num programa sério treinamento e exercícios físicos regulares , em vez de usarem indiscriminadamente as ervas e os anabolizantes para obterem um efeito anabólico mais rápido.

Chumbo e a Saúde

O chumbo é um metal tóxico que pode se acumular no organismo durante anos sem que a pessoa perceba e integra lista dos contaminantes que vêm sendo combatidos mundialmente. Alguns estudos mostram que ele pode causar danos à saúde mesmo quando presente em quantidades muito pequenas no organismo.




A contaminação acontece por via respiratória, oral ou cutânea. As crianças e as mulheres grávidas são os grupos mais vulneráveis à contaminação por esse metal. Por atravessar a barreira placentária ele pode causar danos ao desenvolvimento do feto e do bebê.

Apesar de estar proibido ele ainda é usado como pigmento em tinturas de cabelo, tintas de paredes, para uso infantil, nas usadas para colorir plásticos e, o pior de tudo, em brinquedos contaminados vindos de países onde eles já não podem ser comercializados. As crianças pequenas acabam sendo as maiores vítimas porque absorvem uma quantidade muito alta de chumbo em relação ao peso corporal.

Nas crianças, alto nível de chumbo no organismo, pode causar dificuldade de aprendizado, hiperatividade, atraso no crescimento e anemia. Nos adultos o sintoma mais comum é a irritabilidade e alterações do humor. Níveis acima de 40mcg/dL de chumbo no sangue pode levar a uma fadiga crônica, sonolência, perda de memória, náuseas e dores articulares. Doses mais altas comprometem o funcionamento dos rins.

Na Dinamarca seu uso é totalmente ilegal e os Estados Unidos agora estão mais rigorosos. Decidiram baixar o limite de 600ppm de chumbo nos produtos para 90 ppm. Não existem muitas pesquisas brasileiras sobre a incidência de doenças e os sintomas que possam estar relacionados com a contaminação ambiental e a exposição humana a esse metal, mesmo assim, ainda bem, foi sancionada uma lei que proíbe o uso de chumbo em tintas e brinquedos. Nesta época de festas e compra de brinquedos vale à pena ficar de olho nos brinquedos e checar a embalagem para ver se ele está livre de chumbo.

Intolerância à lactose

Não tem nada a ver com alergia à proteína do leite, porque não há participação do sistema imune nem produção de anticorpos, as imunoglobulinas. A má digestão da lactose é causada pela diminuição na capacidade de hidrolisar a lactose em glicose e galactose no intestino. A enzima responsável por esta reação é a Lactase, que na maioria dos mamíferos, diminui na parede intestinal após o desmame. Nos homens o nível da enzima Lactase se eleva ao nascer, mas aos 5 anos de idade começa a cair. Nenhum animal continua bebendo leite a vida toda, exceto o homem. Todos os leites de mamíferos têm lactose. Em 100 ml de leite materno temos 7 g de lactose, 100 ml de leite de cabra, tem 4,4 g e 100 ml de leite de vaca desnatado tem 4,9 g. Entre os queijos, o cheddar e os de cabras são os que têm a menor quantidade.


Algumas pessoas nascem com deficiência de Lactase, neste caso a deficiência é congênita, primária. Doenças que danificam a parede intestinal como parasitoses, enterites infecciosas, doenças inflamatórias intestinais e antibioticoterapia prolongada podem causar uma deficiência secundária de lactase.

Se a lactose não for devidamente hidrolisada, ela não é absorvida no intestino delgado. No cólon é fermentada pelas bactérias intestinais para formar ácidos graxos de cadeia curta, gás carbônico e hidrogênio. Estes gases causam distensão abdominal, dor e o aumento da acidez no cólon, provoca uma grande secreção de líquidos deixando as fezes amolecidas e diarréicas. As fezes geralmente são volumosas e espumosas e mesmo com o quadro crônico de formação de gases, a pessoa não para de consumir laticínios. Em geral o que predomina é o quadro diarréico, mas a produção de gás metano pode diminuir a motilidade intestinal e neste caso em vez de diarréia temos prisão de ventre.

Com o tempo as queixas mudam. As pessoas intolerantes à lactose podem desenvolver alergia à proteína do leite, porque o epitélio intestinal está sendo constantemente agredido pelo excesso de fermentação. Os sintomas variam desde uma simples dor de cabeça, dores articulares, cansaço, a déficit de concentração e vertigens. É muito difícil associar estes sintomas a um simples alimento, principalmente quando se trata do alimento que a pessoa costuma consumir com muita freqüência.

Neste caso é importante fazer um histórico alimentar, excluir totalmente os laticínios da dieta e lembrar que em muitos alimentos o leite pode estar embutido. A maioria das pessoas intolerantes, após uma dieta de exclusão, consegue tolerar 1 copo de leite por dia ( 12 g de lactose), mas a reintrodução tem que ser gradual e fracionada ao longo do dia. Já existe no mercado leite com baixo teor de lactose, mas não adiante beber este leite e continuar comendo queijos, pizzas, pão de queijo no lanche, chocolate e sorvetes à base de leite!

http://janecorona.blog.uol.com.br/arch2010-05-23_2010-05-29.html

Analgésico é ligado a alergias em crianças

O uso do paracetamol em crianças pode estar ligado ao desenvolvimento de alergias e asma mais tarde em suas vidas, segundo um estudo.

Mas maiores pesquisas são necessárias para esclarecer essa descoberta, e os benefícios do paracetamol para controlar a febre ainda são maiores do que o potencial para o desenvolvimento posterior de alergias, disse Julian Crane, professor da Universidade de Otago, em Wellington, autor do estudo.

"O problema é que o paracetamol é dado livremente às crianças", afirmou.

O relatório, publicado na revista "Alergia Clínica e Experimental", é baseado no Estudo Cohort em Asma e Alergia, da Nova Zelândia, que investigou o uso de paracetamol em 505 crianças na cidade de Christchurch e 914 crianças entre 5 e 6 anos de idade na mesma cidade para ver se desenvolviam sinais de sensibilidade para asma ou alergias.

"A maior descoberta foi que crianças que usam paracetamol antes dos 15 meses de idade (90 %) tinham mais de três vezes maior probabilidade de se tornarem sensíveis a substâncias alérgicas e duas vezes mais probabilidade de desenvolver asma aos 6 anos em relação às crianças que não usam paracetamol", disse Crane, em comunicado.

"No entanto, ainda não sabemos por que isso ocorre. Precisamos de testes clínicos para ver se essas associações são causais ou não, e esclarecer o uso dessa medicação."

Mas as descobertas mostram um risco maior para aqueles com graves sintomas de asma.

Ele disse que na falta de outras opções e estudos confirmando uma ligação causal, o paracetamol deveria continuar sendo usado por enquanto.

"Se eu tivesse um filho com febre, eu lhe daria paracetamol", acrescentou.

Suposta Baby Ioga pode causar problemas sérios para a saúde do bebê

Recentemente, um vídeo de uma suposta guru russa gerou polêmica entre os médicos e as mamães ao ensinar uma técnica chamada de ‘baby ioga’, na qual um bebê de apenas duas semanas de vida é sacudido, balançado e revirado no ar sem proteção alguma.


Apesar de a mulher dizer que o exercício é saudável para os pequenos e recomendada para que eles se tornem atléticos e corajosos no futuro, eu não indico a tal técnica, pois os movimentos realizados são bruscos e podem trazer prejuízos à saúde do bebê.

Além de edema cerebral devido ao chacoalhar do cérebro, a criança pode sofrer fraturas ou luxações nos braços e pernas. O procedimento ainda pode causar acidentes, visto que o bebê é pendurado de uma altura considerada alta e pode escapar da mão da mãe, acarretando em traumatismo cerebral.

Existem técnicas efetivas, seguras e com outros fins, mais apropriadas para a idade do bebê. Abaixo de um ano, a criança deve receber apenas estímulos relaxantes, como os proporcionados pela Shantala, que trabalha o contato da mãe com o bebê, com toques leves e suaves em sua pele.

Lembre-se que, no primeiro ano de vida, o que o seu filho mais precisa é de muito carinho, amor e atenção. São os principais elementos, junto com a amamentação e posteriormente uma alimentação balanceada, responsáveis para torná-lo uma criança forte e saudável, em todos os sentidos.

Dieta e Câncer

Qual o impacto da doença na saúde da população:

No Brasil, a incidência de câncer se torna mais evidente à medida que ocorre o envelhecimento da população, resultado do processo de desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o câncer é reconhecido como uma doença comum, representando a segunda principal causa de morte no país. Na faixa etária acima de 40 anos de idade é a principal causa de morte, sendo até 30% desses cânceres diretamente relacionados aos hábitos alimentares.

FATORES DE RISCO PARA O CANCER
  • Fumo
  • Dieta (Rica em gorduras e carne vermelha)
  • Sedentarismo
  • Trabalho em ambiente carcinogênico
  • História familiar para câncer
A dieta e a alimentação são considerados fatores de risco modificáveis, uma vez que os hábitos alimentares podem ser modificados através da adoção de um estilo de vida mais saudável.

Mudanças na dieta que podem diminuir o risco de desenvolver câncer

Atualmente, alguns alimentos contribuem para o desenvolvimento do câncer, enquanto outros podem conduzir para menores chances de desenvolvimento da doença.
 
Há que se considerar, ainda, a teoria da angiogênese (formação de novos vasos sangüíneos), que prevê a suspensão ou regressão da progressão dos tumores sólidos e também das neoplasias (desenvolvimento de tumores) hematológicas, através da adoção de um padrão de dieta anti-angiogênica.

Adotar um padrão de dieta “anti-câncer” poderá contribuir para a redução das chances de risco para diversos tipos de cânceres como os de cólon, de reto, de próstata, de mama, entre outros correlacionados. Além disso, um modelo de dieta mais saudável também tem papel protetor contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Para as pessoas com uma tendência genética para o desenvolvimento de câncer, a adoção de um estilo de vida mais saudável se faz obrigatório e necessário, conforme descrito a seguir:

1 - Controle da ingestão de gorduras: restringir as gorduras saturadas, as trans e o colesterol.

2 - Limitar a quantidade de gordura total da dieta. Considerar que a ingestão de gorduras adequada está entre 25 a 30% do total de calorias ingeridas. Em uma dieta de 2500 kcal, onde 625 kcal seriam provenientes das gorduras, as mesmas representam 70 gramas (ou mililitros) por dia, incluindo todos os alimentos, inclusive o óleo utilizado no preparo dos alimentos e para o tempero de saladas.

3 - Escolher as gorduras certas. Pesquisadores do câncer tem apontado que povos com menor consumo de gorduras tem menos câncer, tais como os esquimós (que tem uma dieta rica em ácidos graxos ômega-3) e mediterrâneos (que tem uma dieta baseada em plantas e alimentos de origem vegetal). Gorduras não saturadas, encontradas em óleos de plantas e de vegetais, que são fontes de gorduras monoinsaturadas, tais como azeite de oliva e óleo de canola. O ômega 3 está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces também apresentam ômega 3, mas em quantidades menores.

4 - Aumentar o consumo de fibras. Pesquisas relacionando nutrição e câncer apresentam evidências para a diminuição do risco de câncer em dietas com alto teor de fibras. Escolher alimentos integrais, aumentar o consumo de frutas e de vegetais, acrescentar fibras e farelos aos preparos de alimentos podem ser pequenas, porém importantes mudanças nos hábitos alimentares.

5 - Incluir no mínimo 5 porções de frutas e vegetais ao dia. Há um consenso de que o consumo de frutas e vegetais tem papel protetor contra o desenvolvimento de câncer. Isso se deve, em grande parte, aos seus compostos nutritivos, vitaminas e minerais. Embora existam diversos suplementos disponíveis no mercado, ainda não foi formulado suplemento equivalente a uma maçã, a uma laranja, a uma banana. Os alimentos contêm um complexo de nutrientes que, através da sua interação, tornam os seus efeitos muito mais potentes ao organismo humano. Ingerir mais frutas diminui o apetite por alimentos altamente calóricos e diminui o risco de câncer.

6- Diminuir a quantidade de carne vermelha. São muitas as manifestações contrárias à ingestão de carne vermelha na alimentação humana, principalmente com restrições voltadas ao seu conteúdo de gordura saturada e colesterol.

7 - Incluir soja e seus derivados. Diversas pesquisas têm demonstrado que o consumo de produtos derivados da soja está associado com a redução do risco de inúmeras doenças, tais como câncer, doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, mal de Alzheimer e sintomas da menopausa. No Brasil, apesar de ser o segundo maior produtor mundial de grãos de soja, o seu consumo, praticamente, se restringe ao óleo. Os seus benefícios derivam, principalmente, da sua ação antioxidante, protegendo o organismo contra os danos celulares que levam ao envelhecimento.
 

Estados Unidos aprovam novo tratamento contra Aids


Washington - A Administração dos Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou nesta sexta-feira, 20, um novo remédio contra o HIV/Aids que, administrado com outros remédios antirretrovirais, impede a reprodução do vírus.


A agência federal informou que o Edurant (rilpivirina), fabricado pela Raritan, é para pacientes que nunca iniciaram algum tratamento contra infecções causadas pelo vírus síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).

O medicamento deve fazer parte de um tratamento com pelo menos outros dois remédios contra a reprodução do HIV, explicou a FDA. O TMC278 deve ser ingerido uma vez ao dia com alimentos e oferece outra opção de tratamento, acrescentou.

O Edurant foi aprovado após a realização de dois exames clínicos com 1,368 mil adultos. Durante os testes, os pacientes foram submetidos de forma aleatória a tratamentos com a rilpivirina ou efavirenz (Sustiva), e com outros fármacos contra o HIV.

O resultado dos exames mostrou que 83% dos que receberam rilpivirina reduziram a reprodução do vírus a níveis indetectáveis, e os que receberam efavirenz ficaram em 80%.

"Os pacientes podem responder de forma variada a vários remédios contra o HIV, e sentir diversos efeitos colaterais. A aprovação do Edurant por parte da FDA oferece uma opção de tratamento adicional contra o HIV", disse Edward Cox, funcionário do escritório de avaliação de novos fármacos na FDA.

Os efeitos colaterais mais comuns entre pacientes que tomaram Edurant incluíram depressão, insônia, dores de cabeça e brotoeja. As autoridades advertiram que ele não cura as infecções com HIV e que os pacientes devem seguir um tratamento contínuo para controlar o quadro e reduzir a propensão a doenças causadas pelo vírus.

Propagandas antigas - Imprestável para o trabalho! Ankilostomira Fontoura


“Sempre cansado e sem disposição alguma. O corpo não quer trabalho. Seu rosto, magro e amarelo, denuncia um estado doentio. Esse brazeiro na boca do estômago, essa preguiça sem fim e essa palidez da pele são sintomas de amarelão ou opilação. A moléstia é terrível, mas curável prontamente com a Ankilostomina Fontoura que é recomendada por todos os médicos.”

9 de junho de 1’936.

Cientistas descobrem suplemento dietético que previne pré-eclâmpsia

Tomar um suplemento dietético rico em aminoácidos e vitaminas antioxidantes durante a gravidez pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia entre as mulheres, uma complicação médica da gestação associada à hipertensão.

Segundo publicação na última edição da revista "British Medical Journal", a doença está ligada a uma deficiência de L-Arginina, um aminoácido que ajuda a melhorar o fluxo sanguíneo durante a gravidez.

A pré-eclâmpsia é uma complicação séria que provoca o aumento da pressão no sangue durante a gestação, que pode afetar tanto a mãe como o feto, e que é registrada em aproximadamente 5% das mulheres grávidas pela primeira vez.

Um grupo de pesquisadores do México e Estados Unidos testaram a teoria de que uma combinação de L-Arginina e antioxidantes previne o desenvolvimento do problema em mulheres com alto risco de adquiri-lo.

Participaram do estudo 672 mulheres grávidas de cinco meses, divididas ao acaso em três grupos diferentes.

O primeiro deles recebeu diariamente uma dose de L-Arginina e vitaminas antioxidantes, enquanto ao segundo foram oferecidas apenas vitaminas. O terceiro recebeu um placebo.

Ao final do experimento, a doença foi desenvolvida por 30,2% das mulheres do grupo que recebeu o placebo e 22,5% das mulheres que só receberam vitaminas.

Já entre as grávidas que tomaram L-Arginina, apenas 12,7% sofreram a complicação.

A equipe de cientistas concluiu então que as mulheres tratadas com L-Arginina e vitaminas estavam menos propensas a desenvolver pré-eclâmpsia em comparação ao grupo que tomou placebo, e que a ingestão de vitaminas, por si só, não reduz de maneira conclusiva os efeitos da doença.

O estudo também mostrou que a L-Arginina e as vitaminas permitem reduzir o risco de parto prematuro.

"Trata-se de um tratamento de baixo custo que pode ajudar a reduzir o risco de sofrer pré-eclâmpsia e evitar os nascimentos prematuros associados a essa complicação", afirmaram os autores da pesquisa.

No entanto, em um editorial que acompanha o estudo, dois especialistas destacam que ainda resta um longo caminho a ser percorrido na investigação dos efeitos da L-Arginina.

Ainda há dúvidas sobre como essa substância se complementa com as vitaminas, quais são os potenciais efeitos negativos da L-Arginina, e como outros grupos da população reagem à substância.

Estudante foi infectada por ex que sabia que tinha HIV

"Os homens podem fazer o teste e não contar", diz Tatu Yusuph Msangi, 39, estudante de enfermagem e portadora do vírus HIV. Foi o caso dela. "Ele não reagiu quando eu contei a ele que era positiva. Ele sabia", diz Tatu sobre o ex-companheiro, com quem teve uma filha.

Hoje com seis anos, a menina Faith ("esperança", em inglês) nasceu livre do vírus, mas não pôde ser amamentada, dado o risco de contrair o HIV. Foi só então que Tatu contou que tinha o vírus para o resto da sua família.

Ela hoje participa, no Centro Médico Cristão Kilimanjaro, de um grupo de aconselhamento de mulheres e procura "ter uma vida positiva". O estigma ainda existe, ela lembra, "mas é menor do que antes".


Fundo de luta contra Aids e malária tem contribuição recorde

O Fundo Mundial de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária liberou uma cifra recorde de US$ 3 bilhões em 2010, mas considera que o financiamento previsto para os próximos anos é insuficiente.

O diretor-geral do Fundo, Michel Kazatchkine, apresentou na quinta-feira (19), em Paris, o informe anual do Fundo, criado em 2002.

"Três milhões de pessoas recebem terapia antirretroviral no âmbito de programas apoiados pelo Fundo", uma instituição com financiamento público e privado e com sede em Genebra, destacou o documento.

Além disso, foram distribuídos 160 milhões de mosquiteiros com inseticida contra a malária desde 2002 (56 milhões em 2010). Nos países onde a malária é endêmica, a mortalidade caiu mais de 50% em três anos, mas muitos destes mosquiteiros, que podem ser usados por cinco anos, terão que ser substituídos.

Por outro lado, foram detectados e atendidos 7,7 milhões de casos de tuberculose, com aumento de 29% em 2010. Um importante esforço foi feito na luta contra a tuberculose multirresistente, cujo tratamento é mais difícil e caro. Assim, o número de pessoas tratadas aumentou 50%.

De 2002 a 2010, o Fundo destinou 21,7 bilhões de subvenções na luta contra a Aids, a malária e a tuberculose.

No entanto, várias associações destacaram que os fundos aportados pelos países ricos do G8 "caem desde 2008".

Para Kazatchkine, que procurará convencer os países com maiores recursos a aumentar sua ajuda, se não forem aumentados os fundos previstos pelos governos, será "impossível fazer certas intervenções fundamentais".

Kazatchkine, que também quer convencer os países emergentes (Brasil, México, China, Índia e África do Sul) a contribuir com o Fundo, tentará em 26 de maio próximo conseguir com que os países do G8 aumentem sua contribuição.

Segundo ele, um imposto às transações financeiras também permitiria aumentar os fundos para lutar contra as três doenças.

O Fundo conta com promessas de doações de US$ 11,7 bilhões para o período 2011-2013, ou seja, 20% a mais que entre 2008 e 2010, mas estes fundos são insuficientes.

"Precisamos mais para poder ter em 2015 um mundo sem ninguém que morra de malária, onde nenhuma criança nasça infectada pelo vírus da Aids (há entre 350.000 e 400.000 ao ano) e onde pelo menos 70% a 80% dos doentes que precisam de tratamento contra a Aids possam recebê-lo", disse Kazatchkine.

Quem se cuida poderá ter desconto no plano de saúde. Veja como

Governo propõe baratear 30% da mensalidade para quem aderir a programas de prevenção


Os planos de saúde poderão oferecer até 30% de desconto nas mensalidades se seus clientes aderirem a algum programa de prevenção de doenças e de envelhecimento saudável oferecido pela própria operadora. O benefício proposto pela ANS (Agência Nacional de Saúde) entrou em consulta pública na semana passada e ficará em discussão até 14 de junho.

Qualquer pessoa pode opinar sobre o assunto no site da agência. Após o prazo, todas as opiniões serão analisadas por uma equipe técnica para ser colocada em prática, afirma Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da ANS.

No entanto, a RN 42 (resolução normativa 42) não obriga as operadoras a conceder o desconto, deixando a escolha a cargo da própria empresa, diz Martha.

- Neste primeiro momento esse oferecimento é facultativo, porque a gente tem que ver como vai ser essa organização. A formatação dos programas tem de ser muito individualizada para cada plano, de forma a deixá-la o mais adequadamente possível para seu público.

Martha afirma que isso pode mudar, caso as posições na consulta pública indiquem o contrário. Só nos dois primeiros dias de consulta, mais de 5.000 pessoas participaram dando opiniões, destas 90% de consumidores.

E mesmo as operadoras se mostram favoráveis a medida, afirma a ANS. Desde o começo da consulta, algumas já procuraram a agência a fim de mostrar projetos prontos, afirma a gerente.

- Todo mundo quer sair na frente nesse quesito porque é altamente atrativo. As operadoras vão disputar quem faz o melhor programa, vão querer atrair beneficiários e, além disso, sabem que é importante para a sobrevivência da operadora no mercado, que cuide das pessoas antes de eventos mais graves.

Mas o que fazer se a possível obrigatoriedade ou pressão de criar programas causar novos custos para as empresas? A gerente da ANS diz que somente operadoras com a saúde financeira em dia poderão levar programas como estes adiante. Isso porque não será permitido repassar os custos do programa ao consumidor.

- A gente sabe que a criação do programa envolve um custo, porque no começo você acaba aumentando o número de exames e de consultas. Ela [a operadora] teria que se organizar e dar o desconto. Apesar disso, as que estão se organizando veem a falta de adesão como um dos grandes problemas, não os custos.

Falta de adesão

A falta de adesão é mesmo uma realidade até entre as operadoras que já oferecem programas de medicina preventiva. A Amil, que tem programas para obesidade, anti-tabagismo, de reeducação alimentar e para diabéticos, afirma ser um desafio manter os beneficiários nos programas.

Segundo Cláudio Tafla, gerente médico da diretoria médica da Amil, “falta engajamento da população na prevenção”.

- Somos favoráveis [a resolução da ANS], mas a gente acha que a população vai continuar com baixo nível de adesão. O que se investe em prevenção é muito menor, mas muito mais abrangente do que você investe na doença depois.

A SulAmerica Saúde, que oferece aos seus beneficiários programas voltados a diminuição de riscos de doenças, de investigação nutricional e voltado à qualidade de vida de idosos, também é favorável à resolução, mas prefere esperar o fim da consulta pública para dizer se vai aderir ao desconto ou não, diz Marco Antunes, diretor de operações empresa.

- Hoje, querendo ou não, a gente pratica esse desconto intrinsecamente, mas não impede apoiar a iniciativa. É dar consciência às operadoras que esse é o caminho, que vai ser benéfico tanto para o pagador, quanto para o usuário e para a operadora.

Em nota ao R7, a Fenasaúde, que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, de um total de 1.183 operadoras, informou que “examinará os termos da consulta pública que será aberta pela ANS e o tema será debatido entre as suas associadas”. E afirmou que “apresentará as suas contribuições durante a consulta pública”.

Todo beneficiário terá direito ao desconto

Na proposta da ANS, todo o beneficiário que aderir a algum programa deste tipo terá direito ao desconto, sem discriminação de plano, idade ou doença preexistente, afirma Martha. E não será permitido vinculá-lo a resultados em saúde, ou seja, se a pessoa emagrecer, parar de fumar, etc.

- O desconto ou a premiação estará vinculado à participação. Todo mundo que está no plano terá direito à bonificação [desconto], desde que faça a adesão ao programa.

A adesão ocorre geralmente quando o beneficiário é abordado pela operadora via ligação telefônica, ou carta, mas também pode partir da ação do próprio cliente, bastando entrar em contato com o plano por telefone ou pelo site. Para que a adesão seja realizada de fato, o beneficiário assina um termo de participação, pelo qual ficará sabendo “todas as regras do jogo”. Se for plano empresarial, o beneficiário pode entrar em contato com o departamento de recursos humanos da sua empresa para ter informações.

Segundo a ANS, é obrigação de toda operadora avisar a todos seus beneficiários, seja qual for a categoria do plano, a existência de programas voltados ao seu público-alvo.

Saiba todas as etapas e como identificar o gigantismo

Crianças presas dentro de um corpo gigante. Como é ter apenas 13 anos e chegar a 2,15 metros de altura?


No Câmera Record desta sexta-feira (20), você conhece de perto o drama das crianças que sofrem com um mal: o gigantismo.

O programa conta a história de Brenden, um adolescente americano que é considerado o mais alto do mundo. Com mais de 2 metros de altura, ele calça número 50.

Segundo especialistas, o gigantismo ocorre por causa de uma deficiência na hipófise, glândula que produz o GH, hormônio do crescimento.

-É um quadro de crescimento desordenado, principalmente nos braços e nas pernas, sendo acompanhado de crescimento correspondente na estatura, diz o especialista Marcelo Bronstein.

É uma situação rara: a cada 1 milhão de habitantes, ocorrem 5 casos. Segundo o endocrinologista Evandro de Souza Portes, a maioria dos pacientes adquire após o crescimento natural ter cessado. Os sintomas aparecem paulatinamente e, em alguns casos, levam de dez a vinte anos para aparecer:

-Por exemplo, nos idosos, as dores musculares a alta sudorese, aumento de extremidades como pés, orelhas e mãos, crescimento exagerado da língua, da mandíbula, além das dores articulares, que são sintomas muito comuns.

Como identificar a doença? Quais os riscos e, quais as etapas de evolução? Veja o infográfico abaixo, saiba mais sobre a doença e como identificá-la.


http://noticias.r7.com/saude/noticias/camera-record-saiba-todas-as-etapas-e-como-identificar-o-gigantismo-20110520.html

Homem pede amputação de mão para colocar membro biônico no lugar

Jovem perdeu os movimentos do braço após acidente de moto


Milo, de 26 anos, tomou uma decisão que pouca gente teria coragem de assumir: decidiu amputar sua própria mão para colocar um membro biônico. As informações são da rede britânica BBC.

O jovem nasceu na Sérvia, mas mora na Áustria desde a infância. Ele sofreu um acidente de moto em 2001 que o deixou com ferimentos graves, principalmente nas pernas e nos ombros.

A lesão na perna melhorou, mas os ferimentos no ombro paralisaram o seu braço direito. O cirurgião Oskar Aszmann, do Hospital Geral de Viena, transplantou tecidos nervosos para o membro e conseguiu recuperar os movimentos dos braços. A mão, no entanto, continuou paralisada.

O médico tentou um novo procedimento para recuperar a mão do rapaz, com o transplante de músculos e nervos do antebraço. Mas a nova tentativa também não deu certo.

Apesar disso, essa nova cirurgia conseguiu ao menos recuperar os sinais elétricos vindos do cérebro para o antebraço. São esses estímulos que agora serão utilizados para implantar a mão biônica no rapaz.

Diante desses resultados, o jovem foi perguntado se aceitaria amputar voluntariamente a mão.

Milo decidiu aceitar a amputação após usar uma mão híbrida paralela ao membro sem função. Com isso, ele viveu a experiência de controlar a prótese.

Milo disse à BBC que a operação vai mudar a sua vida.

- Há dez anos eu vivo com essa mão, e ela não vai melhorar. Por isso, o único caminho é cortá-la fora e colocar um novo membro.

A mão biônica consegue se fechar e agarrar objetos. Dois sensores instalados sobre a pele, bem em cima dos nervos do antebraço, captam os sinais enviados pelo cérebro. Assim, o paciente controla a mão usando os mesmos sinais que usaria para a mão real. Já o punho da prótese pode ser girado manualmente pelo paciente com sua outra mão.

Essa é a segunda cirurgia do tipo realizada pelo médico. A implantação da mão biônica em Milo será realizada nas próximas semanas.

Contato com o Sol diminui risco de criança ter asma

Calor ajuda a sintetizar vitamina D, que tem níveis menores entre asmáticos


A vitamina D, que é absorvida pelo organismo principalmente pela exposição ao sol, desempenha um papel importante na proteção contra a asma na infância, segundo um estudo divulgado por pesquisadores de Valência, na Espanha.

Segundo o autor da pesquisa, o epidemiologista Alberto Arnedo-Pena, do Centro de Saúde Pública de Castellón, o estudo mostrou que crianças que vivem no frio ou em cidades mais úmidas correm mais risco de sofrer desse problema respiratório, uma vez que há menos horas de luz solar nestes lugares.

- A exposição prolongada ao sol pode causar câncer, mas também é perigoso evitá-la. Tem que haver um equilíbrio entre os prós e contras.

De fato, 90% da nossa vitamina D é sintetizada pela exposição ao sol. Essa vitamina, que pode ser encontrada em diversos receptores celulares, é normalmente encontrada em níveis mais baixos em pessoas com asma. Os resultados do estudo mostram que existe uma maior prevalência da doença entre as crianças que vivem em locais mais úmidos, ou seja, com menos sol.

A pesquisa, realizada com mais de 45 mil crianças e adolescentes de nove cidades espanholas mostra que as condições climáticas, sobretudo a radiação solar, podem, em muitos casos, explicar a alta variação geográfica da prevalência da asma na Espanha.

- Embora precisassem de mais estudos sobre esta questão, é claro que um nível médio de exposição ao sol é importante para a assimilação da vitamina D, um composto que é extremamente importante na prevenção de doenças como a asma, tuberculose e outras doenças infecciosas.

Vitamina solar

Nos países do norte - onde há menos horas de sol do que no Mediterrâneo -, o conselho é gastar entre 20 a 30 minutos no sol por dia, embora não seja recomendado em período de maior risco - de meio-dia às 16h.

Já nos países onde não é possível absorver a quantidade suficiente de vitamina D durante os meses de inverno, o pesquisador indica o consumo de suplementos vitamínicos.

Cancer de colo do útero

Sinônimos:
Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino
O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.
Definição de câncer de colo uterino
É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.




O que é o colo do útero?



O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina.
O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?
O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.
Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?
O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.
Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.
Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.
Como se trata o câncer de colo de útero?
O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.
O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.
O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.
Detecção precoce para o câncer de colo de útero
Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.
A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?
O exame de Papanicolau ou "preventivo de câncer de colo do útero" é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.
O que é Papanicolau?
Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou
Com que freqüência deve ser feito o Papanicolau?
Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.
Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.
Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.
Como o médico faz o exame de Papanicolau?
Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.
O exame de Papanicolau necessita de alguma preparação prévia?
A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.
Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.
A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.
Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.
Resultados do Exame Preventivo (Papanicolau)
Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.
  1. Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses;
  2. Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia, deverão ser realizadas;
  3. Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses;
 ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).
Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.
Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.
O câncer de colo do útero pode ser prevenido?
Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.
Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.
Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.
O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.
Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.
Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.
A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.
Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:
Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer
Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer.
As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.
Infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV)
O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.
Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.
Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.
Fumo
Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor.
História da Vida Sexual
Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.
Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.
Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.
Dieta
Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.
Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.
Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.
Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são:

  • baixo nível sócio-econômico
  • precocidade na primeira relação sexual
  • promiscuidade (múltiplos parceiros)
  • parceiro sexual de risco
  • multiparidade (vários partos)
  • primeira gestação precoce
  • tabagismo
  • radiação prévia
  • infecção por papilomavírus
  • herpes vírus

Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tive verruga na vagina; isso aumenta o meu risco de ter câncer de colo do útero?
Meu parceiro teve verruga no pênis. O que devo fazer para me prevenir?

Cistite

O que é e como se adquire?

Cistite é o nome que se dá para doenças inflamatórias e/ou infecciosas da bexiga. As cistites mais freqüentes são causadas por germes oriundos do nosso trato intestinal. Uma delas é a bactéria conhecida por Escherichia coli.

A mesma encontra-se nas fezes. Em situações especiais, essa bactéria migra contaminando a região perineal (área onde se localizam os órgãos genitais). Após um período de multiplicação, essa bactéria pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, causando uma cistite infecciosa. Essa situação é mais fácil de acontecer nas mulheres, devido principalmente, a causas anatômicas.

Outros tipos de agentes infecciosos podem também causar cistite como, por exemplo, o bacilo de Koch. Nesse caso, temos uma cistite tuberculosa.

Em pacientes imunodeprimidos (pacientes aidéticos-soropositivos ou portadores do vírus HIV) ou sob quimioterapia, é comum as cistites por fungos. Existem cistites não infecciosas, de causa inflamatória.

Pacientes que se submetem à radioterapia de órgãos pélvicos (útero, próstata) podem adquirir uma inflamação vesical que é chamada de cistite rádica. Outro tipo de cistite não rara é a cistite intersticial de causa desconhecida. É uma inflamação crônica , insidiosa, com a tendência de diminuir a capacidade da bexiga, trazendo dor e desconforto para a paciente.

As cistites infecciosas são causadas por fatores anatômicos predisponentes, por fatores constitucionais e genéticos, por instrumentação do aparelho urinário (uso de sondas uretrais), por cirurgias sobre o aparelho urinário, por doenças do aparelho urinário ("pedras"), pela atividade sexual, pela presença de corrimento vaginal.

O que se sente e como se manifesta?

Os pacientes com cistite queixam-se de aumento da freqüência das micções (polaciúria), de urgência miccional (micção imperiosa), dor na bexiga (cistalgia), de ardência e dificuldade para urinar (disúria).

A urina pode apresentar odor característico como também sangue. Desconforto geral, dores lombares baixas, irritação, podem acompanhar o quadro. Febre geralmente não acompanha as cistites no adulto.

A hipertermia (febre) leve ou moderada pode estar presente nas crianças. Há situações em que o paciente tem germes na urina sem sintoma algum. É o que se chama de bacteriúria (bactérias na urina) assintomática.

Nos outros tipos de cistite, não infecciosas, a sintomatologia é a mesma com a única diferença: a inexistência de germes nos exames de urina. Não há uma sintomatologia que diferencie uma cistite infecciosa de uma não infecciosa.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente é importante na localização do órgão envolvido. O exame qualitativo de urina nos dá idéia da quantidade de leucócitos, hemácias e densidade. Entretanto, o exame mais importante é a urocultura com antibiograma.

Esse exame é o único que fará o diagnóstico entre uma cistite infecciosa e uma não infecciosa. Ele identifica a bactéria e através do antibiograma orienta na escolha do antibiótico mais apropriado ao tratamento. Se a urocultura apontar ausência de germes, o diagnóstico de cistite não infecciosa é o mais provável.

Existem situações que mimetizam uma cistite como é o caso do carcinoma "in situ" da bexiga e o diagnóstico é feito através de biópsias da mucosa vesical.

Cálculos de extremidades de ureter podem dar sintomas semelhantes à cistite. Doenças neurológicas que afetam a bexiga são outro exemplo.

Uma vez diagnosticado uma cistite infecciosa, deve-se procurar a sua causa. Exames de imagem (radiografias do aparelho urinário, ecografias) e cistoscopia devem ser solicitados conforme o caso. A abordagem diagnóstica varia conforme a idade e o sexo do paciente. O mesmo vale para as cistites não infecciosas.

Como se trata?

As cistites infecciosas são tratadas com antibióticos de acordo com o resultado da urocultura. Se uma causa for encontrada, essa deverá ser eliminada (por exemplo, um cálculo renal).

As cistites não infecciosas são mais complexas no que tange ao seu tratamento. Analgésicos, anti-inflamatórios, miorelaxantes, anti-espasmódicos, anestésicos locais são recursos muito utilizados.

Medidas gerais também funcionam como calor local, alcalinizantes da urina, chás. Em situações extremas, como na cistite intersticial avançada, a bexiga é removida do paciente.

Qual é o prognóstico?

Felizmente, as cistites infecciosas apresentam bom prognóstico. O problema é a sua repetição principalmente em mulheres, onde na maioria das vezes não se encontra uma causa evidente.

Em muitos casos, o médico necessita fazer uso prolongado de antibióticos em doses pequenas e diárias para evitar a repetição.

A cistite intersticial é um desafio para o urologista, pois sua causa é desconhecida, logo o tratamento fica prejudicado. Cada ano surgem novas drogas sem, entretanto, haver um benefício significativo para os pacientes.

As cistites rádicas são menos freqüentes do que anos atrás, visto a modernidade dos aparelhos de radioterapia.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa cistite?

Esta doença é transmissível?

Cistites podem causar câncer?

“Plano de parto” pode tranquilizar as mães de primeira viagem

Com o intuito de tranquilizar as mulheres, muito países oferecem um "plano de parto" para ser seguido no dia do nascimento do bebê.

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Segundo Saul Cypel, médico e consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, entidade que trabalha na disseminação de conhecimento sobre o "Desenvolvimento Infantil", a prática já começou a ser difundida no Brasil para garantir mais conforto e confiança às mães, principalmente as de primeira viagem.

Primeiramente, o "programa" deve ser discutido com o obstetra e os demais membros da equipe que irão atender a gestante. Depois disso, o documento contendo todos os itens solicitados deve ficar junto aos pertences do bebê, enquanto uma cópia será entregue à pessoa que vai acompanhar a gestante no dia do nascimento.

"São detalhes que podem fazer uma grande diferença para esse momento especial, tanto para a mamãe quanto para o bebê que está chegando", conclui o médico.

Veja abaixo alguns pontos que podem constar no "plano de parto":

Se deseja ou não fazer a raspagem dos pelos pubianos;
Se deseja ou não se submeter a uma lavagem intestinal;
Se deseja ou não receber medicamento para alívio da dor;
Se deseja a presença de acompanhante durante o trabalho de parto;
Se deseja ou não a presença de um massagista, enfermeira ou fisioterapeuta de sua confiança, sem vínculos com o hospital;
Se deseja ou não o uso de sedativos pós-operatórios;
Se deseja anestesia peridural/raquidiana ou geral;
Se deseja ou não permitir o início do trabalho de parto antes da cesariana;
Se deseja ou não que o pai corte o cordão umbilical;
Se deseja ou não que o bebê seja colocado imediatamente no seu colo;
Se permite o registro por fotografias ou filmagem.

Conheça as causas e os tratamentos para infertilidade feminina

Não é fácil para uma mulher descobrir que é infértil e não pode gerar filhos. A notícia pode ser frustrante tanto para ela quanto para o seu companheiro. Além disso, as dúvidas em torno do assunto ainda são frequentes e existem muitos tabus.


Para esclarecer algumas dúvidas o eBand conversou com o Dr. Mauricio Abrão, professor associado de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). De acordo com ele, a infertilidade feminina pode ter uma variedade de causas, mas a boa notícia é que, na maioria das vezes, o problema pode ser tratado.

“Existem vários fatores que podem causar a infertilidade feminina. As maiores causas são: o avançar da idade, alterações na ovulação, obstrução nas trompas, endometriose e alterações no colo ou no útero. Mulheres que fumam, consomem bebida alcoólica em demasia, vivem estressadas ou estão acima do peso são sérias candidatas a ter problemas em sua capacidade reprodutiva”, afirma Abrão.

Além desses fatores, algumas doenças ginecológicas também são responsáveis pela dificuldade de engravidar. Miomas, doença inflamatória pélvica, distúrbios vulatórios, doenças da tireóide, doenças do colo uterino são algumas delas.

O diagnóstico da infertilidade deve ser feito investigando-se todas as possibilidades. “As causas hormonais, por exemplo, serão diagnosticadas por meio de um exame. Já as causas tuboperitoniais, através de raio-x do útero”, explica o médico.

Segundo Abrão, as causas genéticas de infertilidade feminina são raras. “Existem alguns fatores genéticos e imunológicos que ainda são muito subjetivos, mas obviamente o conhecimento disso está aumentando."

Tratamento

É importante lembrar que infértil não é o mesmo que estéril. Ao contrário da infertilidade, a esterilidade é uma condição permanente e irreversível. “Por isso, existem várias formas de se tratar a infertilidade, mas isso vai depender diretamente da causa. Por exemplo, se for uma causa de infecção, o tratamento é através de remédios. No caso da endometriose pode ser um tratamento cirúrgico ou não”, diz.

Quanto às técnicas que usam hormônios, novos medicamentos fazem com que elas sejam menos desconfortáveis para as mulheres. O especialista explica que, isoladamente, esses tratamentos com hormônios podem ser usados para aquelas causas relacionadas a distúrbios da ovulação, mas explica que é preciso avaliar e escolher apropriadamente.

“Tentamos corrigir o problema de base ou utilizamos medicamentos que estimulam os ovários a ter uma ovulação mais fisiológica. Mas vale lembrar que é importante procurar um médico, pois ele é quem irá saber qual é o melhor tratamento, afinal cada caso é um caso”, explica Abrão.

Alternativas

Com o avanço da tecnologia, novos recursos tornam a reprodução assistida cada vez mais procurada e eficiente. “Do ponto de vista laboratorial, existem grandes desenvolvimentos nos meios de cultura para os embriões, assim como métodos que tentam possibilitar maior acerto no momento da seleção do embrião com maior potencial reprodutivo. Por isso a reprodução assistida é uma técnica indicada para isso”, diz o especialista.

Existem alguns tipos diferentes de fertilização assistida e as opções mais comuns são: relação sexual programada, inseminação intra-uterina, fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Mas há ainda outras possibilidades, como o congelamento de óvulos e espermatozóides, a doação de óvulos, o banco de sêmen e o diagnóstico genético de embriões.

De acordo com Abrão, a fertilização in vitro consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas. “O procedimento dela funciona da seguinte maneira: a mulher recebe alguns hormônios e esses óvulos crescem de pequenos cistos com líquido, que são chamados folículos. Logo depois, são aspirados através de uma agulha especial e colocados em contato com espermatozóides permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. Eles são desenvolvidos inicialmente em laboratório retornando, a seguir, ao útero para finalizar o crescimento do futuro bebê", conclui o médico.