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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Feira Hospitalar

Pessoal, hoje não posto mais, estou indo para a Feira Hospitalar, último dia!
Bom final de semama!!

Oito bairros do Rio estão com epidemia de dengue

Total de mortes no Estado chega a 80, dobro do registrado em 2010

EPITÁCIO PESSOA/AE
Zona oeste concentra maioria dos bairros com taxas preocupantes de dengue

A evolução dos casos de dengue na cidade do Rio de Janeiro se aproxima de índices preocupantes em oito regiões da capital fluminense.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Pedra de Guaratiba, Barra de Guaratiba, Vargem Grande, Jardim Sulacap, Anil e Sepetiba (zona oeste), Bonsucesso e Guadalupe (zona norte), estão com índices de casos de dengue que indicam surto ou epidemia.

As taxas de incidência de dengue nesses oito bairros - indicados em vermelho no mapa abaixo - alcançaram patamar acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes, índice utilizado pela prefeitura do Rio para configurar como surto da doença ou epidemia.

Como os oito bairros citados possuem menos de 100 mil habitantes, as taxas, mesmo projetadas com base em cálculos estatísticos, não são consideradas precisas pela Secretaria Municipal de Saúde.

A prefeitura aconselha que os bairros sejam agrupados como as regiões administrativas, de forma a verificar uma população superior a 100 mil habitantes. Caso não seja possível agregar as regiões, a comparação deve ser feita com base na série histórica de anos em que houve epidemia.

A doença reemergiu no município do Rio de Janeiro em 1986, a partir deste ano a doença se tornou endêmica apresentando anos epidêmicos. A média das taxas de incidência em anos não epidêmicos é de 27 casos a cada 100 mil habitantes, já a média dos anos epidêmicos é de 470 casos a cada 100 mil habitantes.

Além dos oito bairros citados acima, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, outros 36 bairros da capital fluminense - indicados em laranja no mapa abaixo - estão com taxas de dengue intermediárias, ou seja, estão com nível de infestação de larvas e mosquitos do Aedes aegypti em nível perto do considerado epidemia ou surto.

São eles, Santa Cruz, Guaratiba, Recreio dos Bandeirantes, Inhoaíba, Paciência, Cosmos, Campo Grande, Barros Filho, Taquara, Deodoro, Praça Seca, Santíssimo, Itanhanga e Tanque (zona oeste), Realengo, Vila Valqueire, Estácio, Bangu, Jardim América, Marechal Hermes, Jacaré, Padre Miguel, Magalhães Bastos, Caju, Del Castilho, Ramos, Anchieta, Rio Comprido, e Campinho (zona norte), Cocotá , Moneró, Cidade Universitária (Ilha do Governador), Santo Cristo, Saúde, (região portuária), Cidade Nova (região central) e Rocinha (zona sul).


Número de mortes em 2011

O número de mortes devido à dengue chega a 80 no Estado do Rio de Janeiro desde o início do ano, ou seja, dez a mais que na semana passada. Os mortos deste ano equivalem a quase o dobro de vítimas do ano passado, quando a Secretaria Estadual da Saúde registrou 43 mortes. Só na capital fluminense são 30 casos confirmados.

Até o dia 26 de maio, foram notificados 48 494 casos confirmados de dengue na cidade do Rio.

A Secretaria Estadual de Saúde confirma 18 municípios com epidemia: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

Jovens têm mais riscos

A disseminação do vírus da dengue entre a população jovem com a volta do vírus tipo 1 no Estado do Rio de Janeiro tem preocupado as autoridades de saúde, segundo o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, Alexandre Chieppe.

O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não têm imunidade ao vírus, ficando mais suscetíveis à doença.

- As pessoas que nasceram no final da década de 80 não têm imunidade. É uma população muito grande suscetível ao vírus.

Segundo Chieppe, do total de casos investigados pela secretaria apenas 4% tiveram complicações e 1% foram considerados graves.

Outra preocupação é com os municípios da Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo, cidades onde a grande densidade populacional aumenta o risco de contaminação da dengue, que atinge seu pico nos meses de março e abril.

O Rio de Janeiro está entre os 16 estados com alto risco de epidemia de dengue, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

Tratamento com laser ajuda na recuperação de atletas

As aplicações reduzem pela metade o cansaço causado pela prática dos exercícios

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos, no interior do Estado, estão usando técnicas com laser para recuperar e melhorar o desempenho físico de atletas. Segundo os especialistas, o método também é usado no tratamento de pessoas na terceira idade.

O uso do laser não apenas cura de lesões, mas também ajuda no condicionamento físico, além de ser usado em outras áreas da medicina.

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Menino de 6 anos que vende desenhos para ajudar hospital vai lançar livro

Um menino escocês de seis anos de idade que, com a venda de seus desenhos, arrecadou milhares de dólares para um hospital em Edimburgo, agora assinou um contrato com uma editora para lançar um livro.

jackdrawsanything.com
Jack Henderson, de 6 anos

Jack Henderson, do condado de East Lothian, na Escócia, recebeu milhares de e-mails desde que criou o site Jack Draws Anything (Jack Desenha Qualquer Coisa, em tradução literal), com a ajuda de seu pai, Ed.

O site recebe encomendas de desenhos e doações. O dinheiro vai para o Royal Hospital for Sick Kids, em Edimburgo.

O menino acaba de assinar um contrato com a editora internacional de livros infantis Hodder Children's Books.

O livro, que tem publicação prevista para o dia 6 de outubro, reunirá uma seleção de desenhos de Jack, e os lucros obtidos com a venda serão destinados à Sick Kids' Friends Foundation.

Até agora, Jack já arrecadou US$ 27 mil (R$ 43 mil). Inicialmente, o plano do menino era levantar cerca de US$ 160 (R$ 260) para o hospital que cuida do seu irmão bebê, Noah, que tem problemas pulmonares.

Audiência Mais Ampla

A editora-gerente da Hodder Children's Books, Sara O'Connor, contou que descobriu o projeto de Jack pelo Facebook.

O'Connor disse que, à medida que ia clicando nos desenhos, não conseguia parar de sorrir.

"É uma história que merece uma audiência muito maior", acrescentou.

Ed Henderson, o pai de Jack, disse: "A coisa toda acabou tomando um rumo que ninguém imaginava".

"Estamos orgulhosos de Jack, assim como dos nossos outros filhos", ele contou. "A família está determinada a angariar tanto quanto for possível para a Sick Kids Friends Foundation."

O desenhista Jack já fez um terço dos desenhos para o livro - foram 200 em 63 dias. O pai calcula que ele terá terminado o trabalho no final do verão escocês.

Indústria do cigarro ganha ação na Justiça

A indústria tabagista no País conseguiu uma vitória temporária na maior ação coletiva da história contra os fabricantes de cigarro. Há 16 anos, a Associação de Defesa da Saúde do Fumante (Adesf) entrou com um processo contra a Souza Cruz e a Philip Morris Brasil argumentando que a publicidade das fabricantes é enganosa e abusiva. A sentença justifica que o "consumo de cigarros é mero fator de risco (probabilidade) de diversas doenças e não causa necessária". A Adesf afirma que pretende recorrer da decisão. A associação estima que a ação coletiva poderia gerar R$ 30 bilhões em indenizações.


1968 - Primeiro Transplante Cardíaco do Brasil

leia em:
http://blogs.estadao.com.br/arquivo/2011/05/26/em-1968-realizado-o-primeiro-transplante-cardiaco-no-brasil/

Obesidade: culpa pode ser de bactérias

Micro-organismos da flora intestinal e contato com substâncias tóxicas têm impacto no peso, diz ciência

Paulo Liebert/AE
Obesidade atinge 15% de SP: pesquisadores buscam causas paralelas

Ganhar peso não depende apenas do equilíbrio entre a quantidade de calorias ingeridas e a energia gasta com atividades físicas ou da herança genética. Essa equação pode contemplar pelo menos mais três variáveis, como o tipo de bactéria que a pessoa tem em sua flora intestinal, o grau de exposição a substâncias tóxicas e a quantidade de cálcio que ela ingere, de acordo com pesquisadores brasileiros que ontem se reuniram para debater o assunto.

O tema foi discutido no simpósio Causas não clássicas da Obesidade, durante o 15º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, em São Paulo. Um dos palestrantes, o endocrinologista Mário José Abdalla Saad, professor de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, diz que começou a pesquisar sobre o papel da flora bacteriana intestinal na obesidade há quatro anos e sua primeira pesquisa sobre o assunto foi publicada em 2006 pela revista científica Nature.

"O número de bactérias que habita nosso intestino é 10 vezes maior do que o número de células do nosso próprio organismo. Por isso, achar que elas não têm nenhum papel relevante em doenças é um pouco de inocência", analisa. Segundo ele, bactérias presentes no intestino do obeso são diferentes das observadas no intestino de um indivíduo magro, tanto em ratos quanto em seres humanos.

Agora, os cientistas investigam como essas bactérias interferem na gordura corporal. Uma das possibilidades é a de que alguns tipos de bactérias, mais frequentes no trato intestinal dos gordinhos, extraiam a energia dos alimentos e a repassem para o organismo do indivíduo, induzindo ao ganho de peso. Enquanto isso, outras bactérias, mais comuns no intestino dos magros, extraem e consomem essa energia, o que favorece a manutenção de um corpo esbelto.

O objetivo das pesquisas é criar um tratamento para a obesidade com base no mecanismo de atuação das bactérias intestinais. "Só é preciso tomar cuidado para não aparecerem ‘milagreiros’ oferecendo tratamentos com antibióticos ou probióticos que prometam o fim da obesidade", alerta Saad. Ele explica que a "eficiência" das bactérias varia de pessoa para pessoa e que, hoje, os estudos ainda estão sequenciando o DNA desses micro-organismos para entender melhor o processo.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da USP e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), é plausível que o excesso de peso esteja relacionado a fatores que não são usualmente investigados como causas para o problema. Para ele, o crescimento da obesidade está atualmente desproporcional à modificação dos hábitos da população. "Não vale mais essa história de que o obeso é um sem-vergonha que come muito e que não se exercita. Há uma série de outros fatores que contribuem para isso", diz.

Segundo Halpern, o trabalho de Saad traz um campo novo de estudos e uma esperança de tratamentos para o futuro. "Além de sabermos que obesos têm bactérias diferentes das de pessoas magras, algumas experiências mostram que se pegarmos as bactérias de um animal obeso e passarmos para o animal magro, ele tende a engordar", explica.

Embalagens e pesticidas têm ligação com a gordura


Entre as causas não clássicas de obesidade discutidas ontem no 15º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica estão os disruptores endócrinos. São substâncias tóxicas que interferem na ação dos hormônios corporais e podem estar em plásticos, agrotóxicos, produtos de limpeza e embalagens de alimentos. A mais popular delas é o bisfenol A, que foi alvo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mês passado - quando os fabricantes, em todo território nacional, passaram a ser obrigados a informar a presença do composto em seus produtos.

Testes em laboratório comprovaram que substâncias como o bisfenol A, presente em latas de refrigerante e até em mamadeiras, aumentaram o risco de obesidade em ratos, relata o médico Nelson Rassi, chefe da Divisão de Endocrinologia do Hospital Geral de Goiânia e professor visitante do Jackson Memorial Hospital, da Universidade de Miami. Segundo ele, um levantamento nos EUA mostrou que 95% das crianças e adolescentes daquele país apresentam bisfenol A na urina. Outro composto que teria relação com a obesidade, segundo Rassi, é o ftalato, usado em plásticos, perfumes e loções. De acordo com ele, a substância teria a capacidade de aumentar o volume das células corporais. A tributirina, fungicida usado no tratamento de madeiras, exerceria efeito similar, diz Rassi.

Professor da Universidade de Pernambuco, o médico Luiz Henrique Griz apresentou, com base em um compilado de estudos internacionais, a possível relação entre cálcio, vitamina D e ganho de peso: quanto menor o consumo desses nutrientes, maior o risco. "Vitamina D e cálcio não são uma solução mágica para perder peso, mas têm papel importante nesse processo."

Maus hábitos ainda pesam mais na balança


A obesidade tem sido alvo cada vez mais frequente de investigações científicas. E não é por acaso: os homens acima do peso, por exemplo, já são maioria no País e também na cidade de São Paulo, segundo o Ministério da Saúde. Além disso, 15% da população da cidade está obesa.

Mas no caso da capital, os maus hábitos têm grande parcela de culpa. O paulistano está acima da média nacional no consumo de refrigerantes e carne gordurosa. E se exercita menos do que a maioria dos outros brasileiros: na cidade, só 13,7% da pessoas seguem as indicações da Organização Mundial de Saúde para a prática de exercícios, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel).



Conheça o grão de soja verde, rico em proteínas e vitamina C

O edamame, o grão de soja verde, ainda na vagem, é um aperitivo rico em proteínas, isoflavonas e vitamina C. No Japão, onde é mais conhecido, costuma ser consumido como petisco, acompanhando a cerveja ou o saquê.

Por aqui, o grão começa a aparecer em receitas em bares e restaurantes e já é vendido em grandes supermercados. Para comer o edamame, é preciso tirar o grão de dentro da vagem, que é descartada.


Veja receitas:

Edamame aperitivo
Receita do Back Gastrobar

INGREDIENTES

- 300 g de edamame na vagem
- Sal
- Pimenta

PREPARO

Coloque as vagens na água fervendo por 30 segundos a um minuto. Tire-as da água e seque bem. Coloque-as em uma frigideira antiaderente bem quente comum fio de azeite (bem pouco para que as vagens fiquem sequinhas). Isso dá uma leve "defumada" no edamame. Tire da frigideira e tempere com sal e pimenta. Para comer, puxe os grãos e descarte a vagem

*
Salada de carpaccio
Receita do pub Kia Ora

INGREDIENTES

- 1maço de alface-americana
- 8 fatias de carpaccio descongelado
- 1 colher (sopa) de lascas de parmesão
- 50 g de palmito
- Alcaparras a gosto
- 2 colheres (sopa) de edamame
- 1/2 xícara (chá) de molho Honey Mustard (mostarda dijonemel)

PREPARO

No fundo de uma travessa, coloque parte das folhas de alface, três fatias de carpaccio, um pouco do parmesão, palmito, alcaparras e edamame. Repita a camada, usando o restante das folhas de alface, e finalize com duas fatias de carpaccio por cima. Regue com a mostarda com mel
rendimento: 1 porção

Carro terá banco que detecta infarto

Um banco de motorista capaz de monitorar o comportamento cardíaco de quem está ao volante está sendo desenvolvido pela Ford. O estudo foi divulgado nesta semana.

Banco usa seis eletrodos para monitorar condutor

Seis eletrodos espalhados pelo banco funcionam como eletrocardiógrafos. O sistema é capaz de monitorar frequência, pressão e batimentos cardíacos do motorista enquanto o veículo está ligado.

Segundo a Ford, o novo banco pode detectar um ataque cardíaco ou outro problema cardiovascular durante o trânsito, evitando acidentes.

A montadora agora estuda como integrar o sistema ao MyFord Touch, que controla funções do veículo e de entretenimento, para compartilhar informações sobre a saúde do motorista e, por exemplo, avisar aos ocupantes no monitor instalado no painel.

Outro estudo motivou a Ford a iniciar o projeto. De acordo com a União Europeia, até 2025, 23% da população do continente terá, no mínimo, 65 anos. Em 2050, essa faixa etária, a mais propensa a problemas cardíacos, pode chegar a 30%.

Não há previsão de quando o "banco cardiologista" será oferecido nos veículos da marca. O projeto é desenvolvido na filial da Ford na Alemanha, desde 2009.

Reprodução assistida para soropositivos atende cem casais em 1 ano

Criado pela Secretaria de Estado da Saúde de Sao Paulo há um ano, o Ambulatório de Reprodução Assistida para Soropositivos já atendeu cem casais. Vinte estão em fase de tentativa de gravidez e uma gestação de um mês está em curso.


Em parceria com o Crase (Centro de Reprodução Assistida) da Faculdade do ABC, o serviço é destinado a casais soropositivos e sorodiscordantes --em que um dos parceiros, geralmente o homem, é portador do vírus HIV.

Nos casos dos casais em que ambos são soropositivos, a inseminação artificial é programada após a aplicação da técnica de lavagem de esperma.

No caso em que o homem é soropositivo e a mulher não, também é feita a inseminação artificial após a lavagem de esperma. Nos casais em que apenas a mulher é soropositiva é realizada a inseminação artificial.

Segundo o órgão, é o primeiro atendimento do gênero no SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil.

O programa permite que os casais reduzam ao máximo a chance de transmissão vertical ou até que ocorra infecção entre os parceiros.

Em quase todos os serviços de reprodução assistida no país, ser soropositivo é um criterio de exclusão dos pacientes, de acordo com a secretaria.

O Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP atende pacientes de todo o Estado e funciona às sextas-feiras, a partir das 7h. Os casais que desejam se inscrever no ambulatório podem ligar para: (11) 5087 9889.

Propagandas antigas - Não seja ‘do contra’: Sal de Fructa Eno



“Não seja ‘do contra’! Faça o regime Eno – Sal de Fructa Eno, laxante e antiácido ao deitar e ao levantar para garantir seu bom humor diário!”

19 de janeiro de 1945.

Empresa lança máquina tipo Nespresso para leite de bebê

A Nestlé lançou ontem, na Suíça, a BabyNes, uma máquina de fazer leite para bebês com um sistema parecido com o da cafeteira Nespresso.

Diretor da Nestlé mostra nova máquina de leite, após coletiva de imprensa, na Suíça

O aparelho usa cápsulas de leite em pó e prepara uma mamadeira em menos de um minuto, na dose e na temperatura certas, segundo informa o site da fabricante.

"É uma virada de jogo na categoria de fórmula de leite infantil", disse Martin Grieder, diretor de sistemas avançados de nutrição da Nestlé. "É muito simples, intuitivo, higiênico e seguro."

Há seis tipos de cápsulas, de acordo com a faixa etária, para crianças de um mês até três anos. Há também uma cápsula especial para bebês com problemas digestivos.

O site tem um teste para a mãe saber qual o tipo certo de cápsula, mas para entrar na página é preciso ler um alerta da Organização Mundial da Saúde sobre a importância da amamentação.

A máquina é vendida por 249 francos suíços (R$ 464) e as cápsulas custam R$ 3,50. O produto ainda não tem data para chegar ao Brasil.

Explosivo falha em ataque a caixa eletrônico de farmácia da zona leste de SP

Uma nova tentativa de roubo a caixa eletrônico em uma farmácia falhou na noite desta quinta-feira na região de São Mateus (zona leste de São Paulo). O artefato não explodiu e os criminosos fugiram.

Uma equipe do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) da Polícia Militar está no local para desativar o explosivo.

Segundo informações da Polícia Militar, sete homens invadiram o estabelecimento localizado na avenida Baronesa de Muritiba, no momento do fechamento. Os funcionários foram rendidos e o artefato colocado dentro do terminal. Ao verem que o ataque não funcionou, eles saíram sem levar nada.

O caso será encaminhado para o 55º Distrito Policial do Parque São Rafael.

Remédio para colesterol pode ajudar tratamento de câncer de próstata

Um estudo realizado este mês por pesquisadores canadenses mostrou que o medicamento Rosuvastatina, receitado a pacientes com alta taxa de colesterol, também pode ser eficaz no tratamento contra o câncer de próstata. O remédio parece impedir o crescimento de um tumor na próstata de ratos, segundo o estudo divulgado na revista European Urology.


"Nossos resultados são uma prova sólida e uma boa razão para que sejam iniciados testes clínicos sobre os efeitos da enzima estatina no tratamento do câncer de próstata", disse o doutor Xiao-Yan Wen, do hospital St Michael`s, de Toronto.

A estatina atuaria como um inibidor angiogênico, ou seja, pode impedir que o tumor forme vasos sanguíneos a partir de vasos existentes para crescer. O câncer de próstata afeta um em cada sete canadenses, e um em cada 27 morrerá. Apesar dos avanços no tratamento, vários pacientes atingem estágios avançados desta doença.

A equipe de pesquisas administrou 2.000 moléculas em peixes tropicais e identificaram que em sete deles o desenvolvimento de seus vasos sanguíneos secundários ficou mais lento. Esses peixes, os percina caprodes, que vivem em águas doces, são usados pelos cientistas porque seu organismo tem alguns pontos semelhantes ao organismo humano.

Os pesquisadores testaram depois a eficácia de uma das moléculas em um rato portador de células de câncer de próstata e descobriram que impedia o crescimento do tumor, aparentemente, sem efeitos colaterais. No homem, esta molécula tornaria mais eficazes as radiações, supõem os cientistas.

Se esta hipótese for confirmada por meio de testes clínicos, o tratamento contra o câncer de próstata de alguns pacientes ficará mais barato e menos tóxico.

Curso online para cuidadores de pacientes com câncer é lançado em SP

O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) acaba de lançar um curso online voltado aos familiares que cuidam de pacientes com câncer em casa.

As aulas do Curso Básico sobre Câncer são gratuitas e abordam as principais temáticas relacionadas à doença, visando à compreensão de aspectos fundamentais da enfermidade.

“Considerando que o câncer é a segunda doença de maior incidência no Brasil, torna-se muito importante dar subsídios para que os cuidadores entendam melhor os processos relacionados à enfermidade”, afirma o coordenador do projeto, Roger Chammas.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a União Internacional Contra o Câncer, o Icesp, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e a Faculdade de Medicina da USP.

Com duração de quase oito horas, o curso está disponível no site do ICESP para quem se interessar. Os quatro módulos podem ser inicializados e pausados na hora que o aluno quiser.

Entenda quem é o cuidador e como deve ser sua formação

Com o avançar da medicina e de suas técnicas, muitas doenças passaram a ter opções de tratamento que aumentaram a sobrevida e proporcionaram melhor qualidade de vida ao paciente. Isto significa que vivemos mais e melhor independentemente de alguma doença crônica, como o câncer.

O cuidador é aquela pessoa que se predispõe a acompanhar o paciente que necessita de cuidados contínuos

Outro fator que merece destaque é que a população está envelhecendo mais. Recentemente, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os resultados do Censo 2010. Os números revelam que a população idosa representa 7,4% da população brasileira. No censo 2000, os idosos eram 5.9% e em 1991 este número não passava dos 5%. Como a população está mais velha, surgem mais doenças crônicas e a figura do cuidador ganha destaque.

O cuidador é aquela pessoa que se predispõe a acompanhar o paciente que necessita de cuidados contínuos. Existem dois tipos de cuidador: o formal – que exerce a função e tem qualificação para isso – e o informal – aquele que surge dentro da família ou da comunidade como a pessoa mais indicada e/ou disponível no momento para exercer esta função.

Neste cenário, nasceu o Projeto Cuidador – iniciativa do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC) e da Sainte-Marie Hospice e Cuidados Paliativos – para oferecer cursos de aprimoramento e orientação para pessoas que exercem ou desejam exercer a função e interessados no assunto.

Os cursos têm em seu programa atuação de uma equipe multidisciplinar (das áreas de enfermagem, nutrição, medicina, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia) que, em palestras, repassam informações básicas que capacitam a pessoa a ter um desempenho melhor. Há inclusive uma orientação emocional, já que o próprio cuidador muitas vezes sofre com angústias e frustrações.

A psicóloga Vera Anita Bifulco, coordenadora do setor de psicooncologia do IPC e organizadora do Projeto Cuidador, explica que “pacientes acompanhados por um cuidador melhor preparado e com uma atitude mais positiva frente à doença costumam exibir um curso clínico mais favorável. Assim, o papel do cuidador bem informado e orientado pode ser garantia de um melhor tratamento e um facilitador na relação médico-paciente-família”.

“A pessoa tem que ter paciência e doação de tempo. Bons cuidadores são abnegados, doam seu tempo para esta arte de cuidar”, pondera.

Nos meses de maio e junho, acontecem duas novas edições do Projeto Cuidador. Desta vez, os cursos acontecerão na Universidade Braz Cubas (Mogi das Cruzes) e na unidade Brooklin da Sainte-Marie Hospice e Cuidados Paliativos. Eles são ministrados em dois sábados, em tempo integral (8h às 17h).

Glaucoma atinge jovens e idosos

Principal causa evitável e curável de cegueira no mundo, o glaucoma atinge jovens e idosos. Como a doença não apresenta sintomas na fase inicial, precisa ser identificada com exames preventivos e, quanto mais cedo a descoberta, maior a chance de cura.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que pelo menos 900 mil brasileiros tem glaucoma e não sabem. A doença ocorre quando a pressão intraocular está elevada, o que provoca uma alteração no nervo ótico, responsável pela visão.

O glaucoma atinge todas as idades. Quando não é hereditário, é comum em pessoas com mais de 40 anos. Como em 80% dos casos os sintomas não aparecem, o diagnóstico precisa ser feito com ajuda médica.

Saiba o que é preciso para evitar o glaucoma

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que 65 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com glaucoma em todo o mundo – dessas, 900 mil são brasileiras. Provocada pela elevação da pressão ocular, a doença não tem cura e, quando não é tratada, pode levar à cegueira.


Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Alípio de Sousa Neto, explicou que a principal barreira a ser vencida no país é o hábito de procurar um médico somente diante da presença de sintomas.

“A pessoa não vai sentir nada. Só vai sentir na fase mais avançada, quando começa a esbarrar nas coisas”, explicou. Isso porque, segundo ele, a doença pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma. A saída é investir em exames periódicos – pelo menos uma vez ao ano.

Pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos devem estar ainda mais atentos à realização dos testes de rotina. Após o diagnóstico, o tratamento vai desde a utilização de colírios, que baixam a pressão ocular, a cirurgias e ao uso do laser.

“Uma gota por dia de colírio já é suficiente para resolver o problema. Pela vida toda. Mas tem que estar controlado”, destacou Neto. O oftalmologista alertou para que as pessoas não façam uso indiscriminado de medicamentos para os olhos, já que eles podem, inclusive, agravar o glaucoma se mal utilizados.

De acordo com a OMS, a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma no mundo. A doença pode se manifestar de diferentes maneiras: de ângulo aberto (80% dos casos), de ângulo fechado, de pressão normal, pigmentar, secundário e congênito e é responsável por cerca de 13% da cegueira derivada de enfermidade.

A cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma no mundo

Estrutura óssea influencia envelhecimento do rosto, diz especialista

De acordo com uma pesquisa realizada por médicos da University of Rochester Medical Center, em Nova York, com o passar do tempo ocorrem alterações nos ossos faciais, principalmente na maxila, implicando em uma aparência mais envelhecida.


O ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, ressalta que várias descobertas na área da ciência apontam que é necessário mais do que retirar o excesso de pele para ficar mais jovem. “A estratégia de rejuvenescimento se combinada, potencializa-se em seus resultados. E aí entram os modernos tratamentos ortodônticos para adultos que, associados a intervenções da medicina estética e/ou plástica, podem proporcionar melhoria significativa da aparência do rosto”, explica.

Durante o estudo da Universidade de Rochester, os pesquisadores avaliaram 120 tomografias faciais, de homens e mulheres com idade entre 20 e 36 anos, considerados jovens, 41 a 64 anos, denominados médios, e indivíduos com 65 anos ou mais, os mais velhos. Foram realizadas medições para saber o comprimento e a largura da face e o osso da mandíbula.

“O resultado demonstrou que com o passar dos anos o ângulo da mandíbula aumenta e há uma perda da definição da borda inferior do rosto. Com este declínio do volume da mandíbula, os tecidos moles da parte inferior da face e do pescoço não têm apoio suficiente, contribuindo para a flacidez da pele e a diminuição da projeção do queixo”, esclarece.

A falta de apoio dos tecidos moles - aí incluidos os dentes corretamente organizados nas arcadas - faz com que o rosto fique com contornos ovais na parte inferior da face e a pele flácida também influencia na aparência do pescoço, que fica com aspecto mais envelhecido.

“Outros fatores que intensificam o envelhecimento facial são as anomalias dentofaciais, que incluem alterações nas posições dos dentes, das funções da face, questões ósseas e musculares. Por isso além de fazer uma reabilitação oral e propiciar um sorriso bonito, a ortodontia também busca o rejuvenescimento da face”, ressalta.

Associada a outras especialidades odontológicas e médicas, a ortodontia visa à estética bucal e facial (tecnicamente denominada de região dentofacial), graças à percepção integrada do paciente. Muitas pessoas que fizeram tratamentos ortodônticos puderam voltar a sorrir e observar o quanto é importante para a auto-imagem e auto-estima, ter uma face rejunescida em seu aspecto geral, mais adequada à nova realidade.

“Muitos sinais do envelhecimento, como as rugas, sulcos, aprofundamento do perfil, apinhamento dentário, perda de volume labial e de suporte nasal ocorrem ou se intensificam por causa da má posição ou da ausência de dentes. Por este motivo um sorriso harmonioso tem como consequência uma face mais jovem”, destaca Juarez.

Os avanços científicos e tecnológicos permitiram aos profissionais da ortodontia uma visão sistêmica do paciente. Durante a avaliação o indivíduo é analisado sob diversos aspectos, inclusive sobre a chamada quarta dimensão – o tempo.

“O ortodontista conhece o crescimento, o desenvolvimento e o envelhecimento dos tecidos moles e duros da face, dos dentes e dos ossos que compõe o rosto e também fazem parte das funções do sistema estomatognático, que envolve a boca, a língua, os dentes, as articulações têmporo-mandibulares, os músculos faciais e mastigatórios, diversos ossos, as glândulas salivares e suas relações com outras partes do organismo”, diz.

Para que o profissional tenha esta visão integrada ele deve analisar os tecidos moles do rosto durante o repouso e também durante a execução de suas funções e os efeitos do envelhecimento destes tecidos e dos ossos. A redução da exposição da gengiva e dentes superiores durante o sorriso, o caimento dos lábios nos cantos da boca, a perda óssea vertical e horizontal e o aumento do espaço entre os dentes são outras características do envelhecimento facial.

“Todos os elementos devem ser levados em consideração no diagnóstico, no tratamento que será indicado e nos resultados dos tratamentos ortodônticos”, destaca o especialista.

O especialistas enfatiza que problemas ortodônticos ou ortopédico-faciais que não receberam tratamento durante a infância ou adolescência acabam intensificando ainda mais o processo de envelhecimento.

“O segredo é sempre manter a unidade e a naturalidade do rosto, respeitando todas as suas características, em compatibilidade com as diversas faixas etárias. Os modernos recursos terapêuticos tem como resultado a melhoria facial, com reflexos diretos na auto-estima, na qualidade de vida e no bem-estar”, conclui.

Alterações nos ossos faciais implicam em uma aparência mais envelhecida, diz especialista

Novo remédio contra a hepatite C pode aumentar a chance de cura em até 79%

Brasília - Um novo remédio contra a hepatite C deve chegar ao Brasil em outubro. O Incivek, nome comercial do componente telaprevir, pode aumentar a chance de cura em até 79%. A agência de alimentos e medicamentos do Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou a nova fórmula na última segunda-feira (23). O custo da medicação nos EUA varia entre US$ 20 mil e US$ 30 mil. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH), Humberto Silva, o composto é visto com otimismo.


“Esse remédio vai complementar a esperança de cura dos portadores de hepatite C que há 20 anos vêm se tratando. No Brasil, são 3 milhões de pessoas infectadas, e apenas 10% sabem que estão doentes. É uma coisa assustadora”, disse em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Ao chegar ao país, o medicamento precisará ter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado. O Ministério da Saúde ainda não sabe qual será o valor do remédio no mercado nacional ou se o composto será distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além desse medicamento, foi aprovado em maio, o Victrelis, nome comercial do componente boceprevir. É um inibidor de protease – enzima de ligação fundamental para a multiplicação do vírus da hepatite C e age de maneira muito semelhante ao Incivek.

A hepatite C age no organismo por vários anos sem desenvolver qualquer sintoma, até causar a cirrose (falência hepática) e, em outros casos, também o câncer de fígado. E ainda é dividida em quatro tipos de vírus: 1, 2, 3 e 4 – chamados de genótipos. O Incivek vai agir no genótipo 1, que é justamente o mais difícil de tratar, pois é resistente aos remédios que existem.

O presidente da ABPH explica que o tratamento da hepatite traz alguns efeitos indesejáveis. Os cabelos caem, os pacientes sentem dores na cabeça, no corpo. Ele ressalta que o novo medicamento será usado de maneira complementar. “Esse remédio não substitui os já existentes que é o Interferon (injeção semanal) e a Ribavirina (cápsulas diárias). O Incivek são cápsulas diárias, que deverão ser acrescentadas aos dois medicamentos, e tomadas por 12 semanas.”

Silva alerta para a importância do teste, que pode ser feito por meio de exames de sangue, ou uma biópsia do fígado. “Pessoas de 30 a 60 anos, pessoas que tiveram transfusão de sangue, que vão muito a dentistas, que possuem tatuagens no corpo, estão no grupo de risco.”

Anvisa aprova norma que dá mais segurança a pacientes submetidos à reprodução assistida

Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou hoje (26) uma norma que dá mais segurança aos pacientes que passam pelos procedimentos adotados por bancos de células e de tecidos germinativos, como a reprodução assistida e as pesquisas com células tronco.

De acordo com a gerente-geral de Sangue, Outros Tecidos, Células e Órgãos da Anvisa, Geni Neumann, os bancos, a partir das novas regras, devem documentar todos os procedimentos adotados. “Isso inibe e proíbe a improvisação, que é terrível para abrir risco”, disse.

Geni Neumann lembrou, entretanto, que a decisão trata de um regulamento técnico sanitário e que a Anvisa atua na proteção contra o uso de produtos e serviços, mas não contra a má atuação de profissionais da saúde. Qualquer desvio de conduta, segundo ela, tem que ser fiscalizado e normatizado pelos sindicatos.

Outra mudança prevê que o local de coleta de óvulos seja exclusivo e equipado para o atendimento emergencial em casos de eventos adversos – como problemas decorrentes da aplicação de anestesia.

As alterações serão publicadas no Diário Oficial da União nos próximos dias e passam a valer a partir da data da publicação.

Tenho um problema respiratório. Qual o melhor exercício para mim?

Aumentar o condicionamento cardiorrespiratório e fortalecer a musculatura envolvida na respiração devem ser o foco dos treinos

Melhorar o condicionamento cardiorrespiratório ajuda a reduzir as crises de asma e bronquite

Paulo Zogaib é fisiologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp):

Entre as doenças respiratórias mais comuns estão a asma alérgica, a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Em todas as situações, os exercícios que têm como objetivo melhorar a capacidade cardiorrespiratória (como caminhada, bicicleta, natação, etc.) são muito recomendados, pois o paciente fica mais resistente e as crises se tornam mais raras.

É interessante também que o aluno faça exercícios localizados, como aqueles que trabalham a parte superior do corpo, para fortalecer a musculatura respiratória. Vale frisar que as atividades devem ser realizadas com o acompanhamento de um profissional especializado, que orientará o praticante de acordo com seu condicionamento físico.

Para se ter uma ideia, o paciente com bronquite crônica tem uma limitação ventilatória decorrente de uma inflamação crônica dos brônquios. Por isso, é preciso respeitar os limites desse indivíduo ao prescrever uma atividade física.

Já aqueles que têm asma alérgica devem ficar atentos à presença de agentes como fungos, poeira, e umidade, pois eles podem dar início às crises – caracterizadas pelo fechamento dos brônquios e dificuldade de passagem do ar.

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No caso de enfisema pulmonar, são os alvéolos pulmonares, e não os brônquios, que ficam comprometidos. Por isso, o paciente com a doença apresenta uma grande limitação ventilatória e, durante os exercícios, muitas vezes não consegue colocar o oxigênio no sangue com eficiência. É preciso, portanto, ficar muito atento a isso durante uma atividade, interrompendo-a caso o aluno precise melhorar a oxigenação.

Aliás, a recomendação geral para pessoas com problemas respiratórios é justamente parar imediatamente o exercício caso sinta falta de ar, tontura ou qualquer outro incômodo. Também é bom evitar treinos em ambientes com temperatura muito baixa e ar seco, pois essa situação pode irritar os brônquios, levando a uma crise.

Para quem se exercita ao ar livre, o ideal é optar por lugares e horários com menores taxas de poluição. Isso porque ela piora todos os quadros descritos acima.

Você pode enviar sua dúvida ou sugestão (com nome completo e telefone para contato) para saude@ig.com

Lombalgia e hérnia de disco atingem 90% das grávidas

Problemas na coluna são comuns nessa fase, mas podem ser contornados

É possível evitar as dores nas costas durante a gravidez

Durante os quatro primeiros meses de gravidez, as mudanças no corpo da gestante ainda são sutis.

Mas é a partir desse momento que a barriga passa a pesar, o tronco se inclina mais e a dor nas costas costuma aparecer e acompanhar 90% das futuras mamães.

O corpo da mulher se prepara para o desenvolvimento adequado da criança e produz um hormônio chamado relaxina, que provoca frouxidão nos ligamentos e músculos de todo o corpo, inclusive das costas.

Mais soltos sob o efeito dessa substância, as estruturas responsáveis pela sustentação da coluna tem de fazer um esforço redobrado para mante-la no lugar. O resultado: dores na região lombar. Outro fator prejudicial e inerente ao período é a mudança no centro de gravidade.

“Com o crescimento do bebê, a curvatura da coluna vai se acentuando e o centro de gravidade é alterado”, afirma Ricardo Nahas, ortopedista do Hospital Nove de Julho, de São Paulo.

A postura causa dor, que aparece primeiro como um incômodo no final do dia, uma sensação de peso na região. Com a evolução dos meses, a dor apresenta-se como pontadas até finalmente instalar-se e virar presença constante no período de descanso da gestante. O uso de saltos nessa fase também pode piorar o quadro. Sapatos altos costumam arquear a coluna, aumentando o arco com a gravidez.

Mulheres que trabalham muito tempo sentadas também têm mais tendência a apresentar dores nas costas. Ficar na mesma posição pressiona a região lombar, contribuindo para o aparecimento ou intensificando o problema.

A hora de dormir também exige cuidados. A mulher sente dificuldade para se acomodar na cama por conta da barriga e acaba torcendo a coluna. O ideal é colocar um travesseiro entre as pernas, os joelhos devem estar dobrados, e, se houver necessidade, uma pequena almofada próxima ao abdome.

Hérnia de disco

Embora seja incomum o aparecimento de hérnia de disco na gravidez, mulheres que já têm este problema devem se precaver antes mesmo do início da gestação. Entre os preparativos para uma possível gravidez devem estar inclusas sessões de fisioterapia e exercício físico diário.

“O recomendado é que haja o fortalecimento da musculatura das costas para manter o equilíbrio da coluna e não prejudicar ainda mais uma hérnia já existente”, recomenda João Luiz Pinheiro Franco, neurocirurgião revisor científico da Spine, importante publicação do setor de Coluna.

A preparação da coluna antes da gestação, aliás, é a recomendação dos especialistas para aquelas que não quiserem sofrer com as lombalgias. Segundo eles, é possível evitar as dores nas costas e passar a gravidez tranquilamente. Para isso, é necessário a inclusão do exercício na rotina diária.

“Pode ser pilates, reeducação postural, alongamento, mas é importante que seja voltado a esse período específico”, recomenda Franco. Nahas reforça. “Os exercícios podem tirar a dor. Mesmo no caso de uma mulher sedentária, as medidas posturais fazem com que os músculos se reeduquem.”

Confira seis dicas para evitar – ou aliviar – as dores nas costas:

- Se estiver com dor, bolsas quentes ajudam a aliviá-la
- Cuidado ao abaixar para pegar objetos no chão. Dobre os joelhos, agache e só então alcance o objeto. Nada de inclinar a coluna, o peso pode machucá-la
- Durma confortavelmente, de preferência coloque um travesseiro entre os joelhos dobrados
- Faça exercícios físicos e alongamentos, fortaleça a musculatura das costas
- Não fique muito tempo sentada em uma mesma posição, levante-se, faça alongamentos, movimente-se
- Cuidado com saltos altos, a curvatura da coluna se acentua podendo causar dor

Sinais da hérnia de disco

Alguns hábitos corriqueiros podem piorar as dores nas costas. Fique atento

Dor nas costas é líder de afastamento do trabalho.

O disco vertebral pode virar uma hérnia quando há uma pressão excessiva nos nervos existentes nesta parte da coluna.

A dor pode afetar as pernas, os pés e os quadris caso a hérnia esteja na parte mais próxima à região lombar. Já a hérnia de disco no pescoço causa dores na parte superior das costas e nos ombros.

A Enciclopédia ADAM (uma das mais importantes da medicina) indica que os sintomas dolorosos da hérnia de disco podem piorar após algumas situações corriqueiras. Fique atento e veja se não é hora de procurar um médico:

- Depois que você passa um longo período sentado ou parado
- Durante a noite
-Quando você ri, tosse ou espirra
- Quando você anda, mesmo que em uma curta distância
-Quando você inclina as costas para trás

HPV atinge 65% das mulheres na primeira relação sexual

O HPV - papilomavírus humano - contamina cerca de 65% das mulheres do mundo logo na primeira relação sexual. Elsa Gay, ginecologista do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), diz que 32% das mulheres e 47% dos homens brasileiros iniciam a vida sexual antes dos 14 anos.

Esse início precoce pede ainda mais prevenção." O exame de Papanicolau é a maneira mais confiável de diagnosticar tanto o HPV quanto outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

A maioria - 90% - das mulheres conseguem se livrar do vírus do HPV em até dois anos. Quando não ocorre a erradicação, a paciente pode vir a ter complicações, como o câncer de colo de útero, e precisa de acompanhamento médico. Tabagismo e má alimentação facilitam a infecção. A médica afirma que a mulher que toma pílula contraceptiva também acaba se protegendo menos na relação sexual.

Elsa diz ainda que mulheres com mais de 50 anos desenvolvem a infecção com mais facilidade, embora não se saiba exatamente por qual razão isso acontece. Segundo ela, pode ser por causa da imunidade mais baixa da mulher nessa faixa etária ou a busca por parceiros mais jovens. As informações são da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

Dose é a mesma utilizada por mulheres. Ela atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina contra o HPV para pessoas do sexo masculino com idade entre 9 e 26 anos.

A decisão é baseada em estudos apresentados pela empresa Merck Sharp&Dohme e publicados no New England Journal of Medicine.

A vacina é a mesma utilizada por mulheres, atua contra os tipos 6, 11, 16 e 18 da doença e terá efeito na prevenção de verrugas genitais externas.

O estudo não demonstrou, porém, a eficácia da vacina para outros desfechos clínicos como a prevenção de lesões pré-cancerosas genitais, câncer peniano, perineal e perianal ou câncer anal.

Revisado o uso de dois antibióticos durante a gravidez

Análise de estudos feitos com nitrofuranos e sulfonamidas mostrou que drogas não aumentam risco de defeitos congênitos


Dois antibióticos que já foram relacionados a defeitos congênitos podem ser seguros durante a gravidez. A afirmação é de um grupo de ginecologistas e obstetras americanos.

Os nitrofuranos e as sulfonamidas são antibióticos comumente utilizados no tratamento de infecções do sistema urinário, pelo menos era o que ocorria até 2009 – quando um relatório revelou que eles poderiam aumentar o risco de defeitos congênitos se tomados nos três primeiros meses de gravidez.

Após uma revisão criteriosa dessa pesquisa, a Sociedade Americana de Obstetrícia e Ginecologia determinou que os antibióticos são “apropriados quando não existe alternativa adequada”, uma posição considerada cautelosa, mas não proibitiva.

O estudo de 2009 que causou alarme quanto ao uso de antibióticos durante a gravidez tinha limitações significantes, como o fato de ser baseado em informações fornecidas pelas participantes – que deveriam se lembrar dos medicamentos que haviam tomado durante a gravidez. Além disso, estudos subsequentes não encontraram ligação entre os dois tipos de antibióticos e os defeitos congênitos.

“É comum prescrever antibióticos durante a gravidez para o tratamento de diversas infecções bacterianas, por isso existe um volume considerável de dados sobre a releção ente a exposição aos mesmos e os defeitos congênitos”, disse William H. Barth Jr., chefe do comitê de obstetrícia da sociedade americana.

“O estudo de 2009 tinha várias limitações importantes, dentre elas a possibilidade de erro sistemático em virtude dos dados lembrados pelas pacientes. Além disso, o estudo foi baseado em observação, por isso é impossível saber se os efeitos congênitos foram causados pelo antibiótico ou pela própria infecção, ou por algum outro fator”, ele complementou.

As observações do comitê foram publicadas na última edição do periódico Obstetrics & Gynecology.

O rastro do fumo passivo no Brasil

Mulheres são vítimas principais desta situação. Veja o mapa e descubra os endereços dos hábitos de risco do País


O fumo passivo é um fator de risco traiçoeiro. Diferentemente da obesidade, do sedentarismo e do próprio tabagismo – que são de responsabilidade específica de quem os pratica – a fumaça que tanto prejudica a saúde é de “segunda mão”, pois sai dos cigarros consumidos pelo companheiro (a), pai, mãe, irmão ou irmã fumantes.

Um mapeamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que, no Brasil, as mulheres são as principais vítimas desta situação. No ambiente doméstico, 13,3% da população feminina respira substâncias tóxicas expiradas por outros moradores tabagistas da casa. Entre os homens, o índice é de 9,5%, quatro pontos porcentuais a menos.

Com base nesta mesma pesquisa feita pelo Ministério (que entrevistou 54 mil pessoas maiores de 18 anos de todas as capitais brasileiras e do Distrito Federal), o iG Saúde preparou um raio X especial sobre os hábitos de saúde perigosos espalhados no Brasil.

O infográfico mostra situação alarmante sobre fumo passivo: quanto mais jovem é a mulher, maior é a taxa de exposição. No grupo entre 18 e 24 anos, 14,7% são fumantes passivas contra 11,8% na faixa etária de 65 anos ou mais. Pernambuco é o Estado que mais concentra mulheres fumantes passivas, 15,8%.

Risco duplo

Também são maiores os índices de fumantes entre as mais novas: 12,4% na população de 18 a 24 contra 6,5% nas idosas, o que indica perigo duplo precoce. A fumaça aspirada do cigarro alheio não passa pelo filtro e, mesmo quando passa, amplia o risco de infarto, trombose, acidente vascular cerebral (AVC), câncer e uma lista extensa de mais de 75 doenças produzida pela Organização Mundial de Saúde.

Segundo cálculo feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o fumo passivo é responsável por sete mortes diárias no Brasil. Os especialistas afirmam que, em ambiente fechado, não há quantidade segura de fumaça. A primeira orientação é parar de fumar. Se isso não for obedecido, não fume em casa, trabalho.

Em alguns Estados brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, fumar em local privado ou público fechado é contravenção e rende até multa. Em Nova York, nos Estados Unidos, acaba de entrar em vigor uma lei que proíbe o fumo em parques.

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Após venda para Amil, clientes da Lincx buscam explicações

Clientes ligaram para Lincx saber sobre venda para Amil; planos atendem altos executivos e estão entre os mais caros do país


Clientes da Lincx, um dos planos de saúde mais caros do País, ligaram ontem para a operadora, com sede em São Paulo, após as notícias de que a empresa foi vendida para Amil, uma das maiores operadoras de saúde do país.

A dúvida é saber como ficará Lincx, considerada uma prestadora de serviço elitista, com a transferência dos planos. Mais de 70% dos clientes da Lincx são empresas, que oferecem o plano a seus altos executivos.

Do ponto de vista de gerenciamento de marcas, um dos grandes desafios da Amil será preservar a reputação da Lincx. Consumidores de alto poder aquisitivo costumam preferir marcas que lhe deem status e tendem a torcer o nariz para marcas mais populares, sobretudo em uma questão tão valorizada e pessoal como cuidados com a saúde.

De acordo com a gerência de comunicação da Lincx, não foram muitos os clientes que ligaram para a empresa após o anúncio. A avaliação da companhia é de que os seus consumidores compreenderam a aquisição pela Amil e não estão preocupados.

Segundo a gerência de comunicação, a Lincx está explicando para aqueles que a procuram que nada mudará com a aquisição e que a companhia não passará a oferecer um produto massificado. A Lincx será mantida como uma plataforma separada na Amil, que criou uma divisão para atender exclusivamente o segmento de poder aquisitivo mais alto. Mas, como a aquisição depende de aprovação por parte dos órgãos reguladores, a Lincx ainda não pode enviar um comunicado oficial aos seus clientes.

Para dar credibilidade ao projeto, o próprio dono da Lincx, Silvio Corrêa Fonseca, vai permanecer à frente dos negócios para alta renda na Amil.

O empresário, formado em oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Santos, fundou a Lincx em 1994, depois de ter sido responsável pela entrada no Brasil da operadora Omint, com a qual passou a concorrer no segmento de alta renda.

Ações da Amil em alta

Do ponto de vista operacional, a aquisição traz sinergias e agradaram os investidores da Amil.

As ações da empresa registraram um desempenho bem acima do Ibovespa, o índice da bolsa. Em 2011, os papéis subiram 13%, sendo que o Ibovespa caiu 7,5%. Em doze meses, ações da companhia acumulam valorização de 55%, enquanto o Ibovespa subiu 6,5% no período.

A Amil pagou um preço elevado pela Lincx. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Fonseca afirmou que o acordo foi “interessante” e que a Amil pagou o equivalente a quase dez vezes a geração anual de caixa anual da Lincx, pelo critério Lajida (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação). As negociações estenderam-se por cerca de um ano.

A Amil já havia criado uma marca, a One Health, para disputar o segmento de alta renda com a Lincx e a Omint. Mas, enquanto a One Health possui 5 mil clientes, a Lincx detém uma carteira de 36 mil beneficiários.