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domingo, 29 de maio de 2011

Medicamentos antigos - Auris-Sedina: a cura para o choro do neném!

Se você é mãe, sabe bem como é difícil ver seu bebê chorando. E um dos grandes males é a chatinha dor de ouvido. Como curá-la? Antigamente, a grande mágica era usar o remédio Auris-Sedina. Encontrado até hoje nas farmácias de todo o país, o medicamento foi um dos grandes anunciantes da década de 40 e 50.


O jingle criado em 1948 dizia que o Auris-Sedina combatia a dor de ouvido e a purgação. E recomendava: “Ouça hoje este nome para ouvir bem toda a vida!”. E lembre: além do azeite morno e da fralda quentinha, também há outra salvação para os choros do neném: Auris-Sedina.

escute o jingle de 1948:

Xaropes e gotas para a tosse com codeína ou zipeprol

Definição

Os xaropes são formulações farmacêuticas que contêm grande quantidade de açucares, fazendo com que o líquido fique "viscoso", "meio grosso" ("xaroposo"). Neste veículo ou líquido coloca-se então a substância medicamentosa que vai trazer o efeito benéfico desejado pelo médico que a receitou. Assim, existem xaropes para tosse onde o medicamento ativo é geralmente a codeína ou o zipeprol.

Mas também existem outras maneiras de preparar tais remédios. Ao invés de colocá-los num xarope, faz-se uma solução aquosa, às vezes com um pouco de álcool, tendo-se assim as chamadas gotas para tosse! A substância ativa contida nas gotas é também geralmente a codeína ou o zipeprol.

Estas duas substâncias, codeína e zipeprol, estão entre os remédios mais ativos para combater a tosse: são por isto chamadas de antitussígenas ou béquicas (nominho bobo que a medicina inventou para complicar as coisas).

Existe um número muito grande de produtos comerciais a base de codeína. Assim, Belacodid®, Belpar®, Codelasa®, Gotas Binelli®, Pambenyl®, Setux®, Tussaveto®, etc, são remédios contra tosse que contêm esta substância como principal de suas fórmulas.

Remédios antitussígenos feitos com zipeprol também existiam no Brasil até o ano de 1991 (quando foram retirados do comércio) como, por exemplo, Eritós®, Nantux®, Silentós®, e Tussiflex® .


A codeína conforme já explicado em outro folheto desta série é uma substância que vem do ópio; trata-se, desta maneira, de um opiáceo natural.

O zipeprol é uma substância sintética, isto é, fabricado em laboratório. Conforme será visto, devido a sua grande toxicidade, o zipeprol foi recentemente banido no Brasil; isto é, está proibido fabricar ou vender remédios à base desta substância no território nacional.

Efeitos no cérebro

O cérebro humano possui uma certa área – a chamada Centro da Tosse - que comanda os nossos acessos de tosse. Isto é, toda vez que ele é estimulado há a emissão de uma "ordem" para que a pessoa tussa. Existem drogas (codeína, zipeprol), que são capazes de inibir ou bloquear este centro da tosse; assim, mesmo que haja um estímulo para ativá-lo, o centro estando bloqueado pela droga não reage, isto é, não dá mais a "ordem" para a pessoa tossir; ou seja, a tosse que vinha ocorrendo deixa de existir.

Mas a codeína e o zipeprol agem em mais regiões no cérebro. Assim, outros centros que comandam as funções de nossos órgãos são também inibidos; com a codeína, a pessoa sente menos dor (ela é um bom analgésico), pode ficar sonolenta, a pressão do sangue, o número de batimentos do coração e a respiração podem ficar diminuídas.

O zipeprol pode atuar no nosso cérebro, fazendo a pessoa sentir-se meio aérea, flutuando, sonolenta, vendo ou sentindo coisas diferentes. E com freqüência leva também a acessos de convulsão, o que é obviamente bastante perigoso.

Efeitos no resto do corpo

A codeína possui os vários efeitos das drogas do tipo opiáceas. Assim, é capaz de dilatar a pupila ("menina dos olhos"), de dar uma sensação de má digestão e produzir prisão de ventre.

O zipeprol, além da possibilidade de produzir convulsões, já discutida, pode também produzir náuseas.

Efeitos tóxicos

A codeína quando tomada em doses maiores do que a terapêutica produz uma acentuada depressão das funções cerebrais. Como consequência a pessoa fica apática, a pressão do sangue cai muito, o coração funciona com grande lentidão e a respiração torna-se muito fraca. Como consequência a pele fica fria (a temperatura do corpo diminui) e meio azulada ("cianose") por respiração insuficiente. Pode a pessoa ficar em estado de coma, inconsciente, e se não for tratada pode morrer. Por exemplo, num Pronto-Socorro na cidade de São Paulo, num período de 10 meses, 17 crianças de 20 dias até 2 anos de idade foram tratadas por intoxicação por causa de xaropes ou gotas para tosse tomadas em excesso (Setux, Belpar, Belacodid, Espasmoplus). Todas estas criança! s apresentavam dificuldade respiratória, a pele estava fria e meio azulada, as pupilas contraídas; mal conseguiam chorar e não tinham forças para mamar. Em outro Hospital estavam internados 9 jovens devido a abuso de produtos à base de zipeprol; destes 6 já tinham tido convulsões

Aspectos Gerais

A codeína leva rapidamente o organismo a um estado de tolerância. Isto significa que a pessoa que vem tomando xarope à base de codeína, como "vício", acaba por aumentar cada vez mais a dose diária. Assim, não é incomum saber-se de casos de pessoas que tomam vários vidros de xaropes ou de gotas para continuar sentindo os mesmos efeitos. E se elas deixam de tomar a droga, estando já dependentes, aparecem sintomas da chamada síndrome de abstinência. Calafrios, câimbras, cólicas, nariz escorrendo, lacrimejando, inquietação, irritabilidade e insônia são os sintomas mais comuns da abstinência.

Com o zipeprol há também o fenômeno da tolerância embora em intensidade menor.

O pior aspecto do uso crônico (repetido) dos produtos à base do zipeprol é a possibilidade de ocorrência de convulsões.

Situação no Brasil

Os xaropes e gotas à base de codeína só podem ser vendidos nas farmácias brasileiras com a apresentação da receita do médico, que fica retida nas farmácias para posterior controle. Infelizmente isto nem sempre acontece pois há farmácias desonestas que, para ganhar mais dinheiro, vendem estas substâncias por "baixo do pano". Mas os seus proprietários podem ser punidos caso sejam descobertos.

Os remédios à base de zipeprol foram banidos, isto é, não existem mais para a venda. Isto ocorreu pelo fato de que houve várias mortes de jovens que abusaram destas substâncias, principalmente crianças de rua.

Farmácia vendia maconha e remédios falsificados em Manaus

MANAUS - Medicamentos falsificados e materiais utilizados para adulteração foram encontrados em janeiro na farmácia Curitiba, localizada no bairro Educandos, zona Sul de Manaus. Uma denúncia anônima levou a

Polícia Civil, a Divisão de Vigilância Sanitária do município (DVisa) e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), ao local, que vendia até maconha.

A principal farmácia da rede funcionava desde o final do ano passado sem licença da vigilância sanitária e há um ano não registrava documentação contábil a Sefaz. A drogaria não tinha autorização para vender remédios controlados de tarja preta, mas eles estavam escondidos em gavetas ao lado de produtos contrabandeados e que segundo a Vigilancia Sanitária foram falsificados.

- Há várias embalagens de falsificações grosseiras, pois as caixas falsificadas não pegam luz ultra violeta e não tem o selo holográfivo - explicou o fiscal da saúde, Fábio Markendov.

O titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decom), delegado Sandro Sarkis, informou que José Amarildo de Jesus é dono de quatro drogarias que foram lacradas, localizadas na mesma zona da cidade e até o momento ele está foragido. Durante a operação, foram encontrados medicamentos falsos, anabolizantes, abortivos, antibióticos, estimulantes sexuais e maconha.

- Após recebermos várias denúncias sobre as fraudes dos crimes de falsificação, agimos nesta operação - disse.

Ainda não foi divulgado o balanço do material apreendido que está na Delegacia Geral. Segundo o fiscal da Dvisa responsável pela operação, Pedro Contente, a quantidade é suficiente para encher um caminhão.

Doenças não transmissíveis matam dois terços da população por ano

Pelo menos dois terços da população mundial morrem anualmente por causa de doenças não transmissíveis, como os problemas cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e câncer. No caso dos países em desenvolvimento, a situação se agrava por causa das chamadas doenças contagiosas, como diarreia, pneumonia e malária, que têm maior probabilidade de matar crianças menores de 5 anos de idade.

As informações são da Organização da Mundial da Saúde (OMS). A conclusão está no estudo denominado Estatísticas de Saúde Mundiais 2011, divulgado hoje (13), em Genebra, na Suíça, pela OMS. Porém, os especialistas advertem que além das doenças crônicas e contagiosas, há também fatores de risco que contribuem para aumentar o número de mortes no mundo.

No estudo, os fatores de risco citados são o tabagismo, o sedentarismo, a má alimentação e o uso de abusivo de álcool. De acordo com os dados, quatro em cada dez homens e uma no grupo de 11 mulheres fumam e pelo menos um adulto, em cada oito é obeso.

Os especialistas também se preocupam com as mortes das mães durante a gravidez ou em decorrência do parto. Os últimos dados mostram que houve uma redução significativa. A mortalidade materna diminuiu em 3,3% por ano, desde 2000. O número de mulheres que morrem em consequência de complicações durante a gravidez e do parto diminuiu de 546 mil em 1990 para 358 mil em 2008.

"[O estudo por meio dos dados] mostra que não há país do mundo que possa tratar a saúde sobre qualquer perspectiva apenas sob o prisma de uma doença infecciosa ou de uma doença não transmissível. Cada país deve desenvolver um sistema de saúde que atenda a toda a gama de ameaças", disse o diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma.

O estudo Estatísticas de Saúde Mundiais é um relatório anual, elaborado com base em mais de 100 indicadores de saúde transmitidos à OMS pelos representantes dos 193 países que integram o órgão. O objetivo é preparar uma análise global a partir de situações específicas e buscar, com o apoio das agência vinculadas às Nações Unidas e os demais parceiros, a melhoria dos sistemas de saúde.

A web pode ajudar no tratamento da dor crônica?

A dor crônica é um grave problema para muitas mulheres, que pode ser tratada também por terapias cognitivas. Uma revisão sistemática avalia se este tipo de tratamento por meio da internet funciona


Você tem noção do impacto econômico causado pela dor crônica?. Pois bem, ele é altíssimo e estima-se que nos Estados Unidos isso custe mais de US 200 bilhões anualmente. Isso se explica pelo fato de que os tratamentos são longos, caros e muitas vezes multidisciplinares. E tem muita gente precisando de tratamento, incluindo muitas mulheres. São milhões de pessoas que sofrem de dores de cabeça, dores lombares e outras dores.

Uma intervenção adequada para estes pacientes é o uso da terapia cognitivo-comportamental (TCC), que já foi utilizada com sucesso em problemas depressão e transtornos de ansiedade. Os princípios fundamentais da TCC no tratamento da dor são ajudar o paciente a compreender como os comportamentos podem afetar a experiência da dor, o desenvolvimento de competências para lidar com as queixas, e reestruturação cognitiva. Até aí parece muito bom. Mas será que funciona assim na vida real?. E se esta terapia for feita por meio da internet, isso pode útil como modalidade de tratamento?.

Uma revisão sistemática procurou quantificar a eficácia das intervenções cognitivo-comportamentais baseadas no uso da internet no tratamento de pacientes com dor crônica.No total foram incluídos 11 estudos, onde o grupo controle não recebia nenhum tratamento e apenas aguardava em lista a oportunidade de ser tratado. A conclusão mais importante da revisão é que este tipo de intervenção funciona. Ou seja, a terapia cognitiva melhorou significativamente os sintomas dos participantes, de acordo com os resultados obtidos nas escalas de dor empregadas. Mas vale ressaltar que este benefício foi pequeno. Outro dado curioso é que a taxa de abandono nos grupos submetidos à terapia pela internet foi até certo ponto aceitável: em torno de 26%.

O fato é que os riscos e efeitos adversos destes tratamentos são pequenos e os custos, sem dúvida, menores que aqueles dos tratamentos farmacológicos e das terapias psicológicas presenciais. E tudo isso encoraja a pesquisa neste campo meio futurista e quase inimaginável que é a terapia pela internet. Uma ótima perspectiva para pessoas com ou sem dor crônica, que precisam de ajuda de alguém. Mesmo que este alguém seja virtual. (Macea et al. The Efficacy of Web-Based Cognitive Behavioral Interventions for Chronic Pain: A Systematic Review and Meta-Analysis. The Journal of Pain 11: 917-929, 2010)

Mulheres não conhecem bem o DIU

O Dispositivo Intra-Uterino (DIU) é um interessante método de contracepção. Um estudo americano mostra que, no entanto, as mulheres não sabem bem como ele funciona


Você já ouviu falar no DIU, o dispositivo intra-uterino?. Você sabe como ele funciona e quais são seus riscos?. Se a resposta é sim, saiba que você está mais bem informada que muitas mulheres americanas. Pois é esta a conclusão de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos: mulheres em idade reprodutiva têm concepções errôneas sobre os benefícios, riscos e eficácia do contraceptivo intra-uterino. Vamos aos dados mais importantes do estudo.

Foram entrevistadas mais de 1.600 mulheres, com média de idade de 32 anos, escolhidas aleatoriamente. Quase 8% das participantes já haviam usado o DIU, em algum momento da vida e metade delas se dizia contente com o método. No geral, 4 em cada 5 mulheres diziam conhecer o DIU, mas apenas 1 em cada 4 discutiu com seu médico a possibilidade de vir a usá-lo. E neste caso, o estudo mostra que discutir sobre o DIU com o médico aumentava muito a chance de optar pelo seu uso. Até aí tudo bem. Mas o estudo mostra também que 61% das mulheres subestimavam sua eficácia e metade das mulheres respondeu erroneamente as questões sobre uso e segurança. E isso incluía questões como risco de infecção, infertilidade futura e até câncer. Ou seja, uma série de desinformações que levam a mulher a, eventualmente, deixar de escolher um método que poderia ser muito bom para ela. Muitas nem sabiam dizer se eram candidatas ao uso do DIU.

A recomendação dos autores da pesquisa é que independemente do histórico pessoal de uso de métodos contraceptivos, as mulheres precisam aprimorar seus conhecimentos sobre esta área. Me parece que é uma ótima recomendação para as americanas e para as brasileiras também. (Madden et al. Obstetrics & Gynecology 2011; 117: 48-54)

Atrasar chegada na maternidade aumenta os riscos do bebê?

O momento de ir para o hospital para o parto preocupa muitos casais. Um estudo holandês avalia o impacto da demora em chegar ao hospital sobre os riscos perinatais.


Muitos casais, homens e mulheres gestantes, se preocupam com a chegada ao hospital, no momento do parto. Será que dá tempo?. Preicsa ir voando para o hospital?. São questões que atormentam os casais grávidos. Pois bem, um estudo holandês avaliou o efeito do tempo de viagem de casa para o hospital na mortalidade e resultados perinatais adversos. A pesquisa envolveu mais de 751 mil nascimentos, de fetos únicos, entre 2000 e 2006, o que incluiu mais de 1.100 casos de óbito intraparto e logo após o parto, além de mais de mais 4.500 casos onde o resultado obstétrico foi classificado como desfavorável. Isso incluía, por exemplo, a transferência do recém-nascido para uma unidade de terapia intensiva.

Neste estudo, o tempo médio de viagem para o hospital a partir de casa era de 13 minutos, e a maioria das mulheres, 74%, teve um tempo de viagem de menos de 20 minutos. O resultado da pesquisa mais interessante é que cerca de 193 mil mulheres demoraram mais de 20 minutos para chegar ao hospital e elas tiveram um aumento de quase 30% no risco de complicações intra-parto e perinatais, na comparação com mulheres que levaram menos tempo para chegar ao hospital.

Mas antes que as gestantes brasileiras se assustem é bom levar em conta as diferenças entre as realidades do Brasil e da Holanda e, mesmo, o baixo número de complicações obstétricas e perinatais, no geral. Mostrando que o parto é assim bastante seguro. De qualquer modo algumas gestantes têm pressa e se começar a ficar complicado ir para o hospital justamente na hora dar a luz, elas podem dizer como a Angélica: eu vou de táxi. Ravelli et al. BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynecology 2011;)

Menos de 3% das brasileiras se submeteram ao abortamento

Nos países, como o Brasil, onde o aborto provocado é proibido por lei, o número de complicações após o procedimento é grande. Um estudo nacional estima a taxa e as complicações do abortamento no país.


Nos países onde o aborto é ilegal, o número de abortamentos realizados, em geral, de maneira insegura, é apenas uma fração do número real de procedimentos. A maioria dos abortos inseguros tende a ocorrer em países de baixa renda e em países onde a legislação é restritiva, o que ajuda a entender porque das cerca de 600000 mortes maternas registradas em todo o mundo anualmente, uma em cada 8 seja relacionada ao aborto ilegal. Por outro lado, nos países em que o aborto é legal, mortes relacionadas ao aborto são raras. No Brasil, o aborto é legal apenas em casos de estupro e risco de morte materna.

Um estudo nacional procurou avaliar a ocorrência referida de aborto espontâneo e aborto induzido, bem como de aborto associado à morbidade materna grave no Brasil. Os dados se referem à pesquisa de base populacional conduzida no Brasil, em 2006. Vamos aos resultados mais relevantes. As taxas ao longo da vida para abortamento espontâneo e aborto induzido foram respectivamente de 13,3% e 2,3%. Abortamento induzido foi mais freqüente entre as mulheres do Norte e Nordeste do país. Já o abortamento espontâneo, como era de se esperar, foi mais comum em mulheres com idades entre 40-49 anos e mulheres com 1 ou menos filhos. Mas o dado mais preocupante, confirmando resultados de pesquisas prévias, é que o aborto aumenta significativamente o risco de complicações, tais como hemorragia e infecção.

A questão do abortamento é complexa e mescla diversos aspectos, técnicos, científicos, psicosociais e religiosos. O que dificulta o debate. Mas a pesquisa deixa claro que o tema tem que ser constantemente discutido. Em épocas de eleição, também, mas principalmente depois delas. (Camargo et al. Severe maternal morbidity and factors associated with the occurrence of abortion in Brazil. Int J Gynecol Obst 112:88-92,2011)

19% dos jovens norte-americanos são hipertensos

Estudo da University of North Carolina mostrou que um em cada cinco norte-americanos com idade entre 24 e 32 anos são hipertensos. Foram analisados 14mil homens e mulheres em 2008, e os resultados da pesquisa mostraram que menos da metade dos participantes com hipertensão arterial já tinha sido diagnosticado por um profissional de saúde.


Publicado na revista Epidemiology, a pesquisa indica que muitos jovens correm o risco de desenvolver doenças cardíacas, mas não sabem que tem hipertensão. "Os jovens adultos e os profissionais de saúde devem deixar de lado a idéia de que a juventude previne a pressão arterial elevada. Esta é uma condição que leva à doença crônica, a morte prematura e tratamento médico caro", diz Quynh Nguyen, autor da pesquisa.

Radiação nuclear pode afetar sexo de bebês

Um estudo realizado no Helmholtz Zentrum (Alemanha) analisou déficits de nascimentos e casos de natimortos e bebês com deficiência após liberações globais de radiação ionizante. Os resultados encontrados pela equipe sugerem que a exposição à radiação pode fazer com que haja mais nascimentos de meninos do que meninas.


Eles perceberam que entre os anos de 1964 e 1975 houve mais nascimentos de homens nos EUA e na Europa, o que poderia ser uma consequência da realização de testes nucleares. Após o acidente de Chernobyl, as taxas de nascimentos de meninos aumentaram muito na Europa, sendo que o mesmo não ocorreu nos Estados Unidos. Os pesquisadores perceberam também que nascimentos de homens eram mais comuns entre populações que viviam a uma distância de 35 km de instalações nucleares na Alemanha e Suíça enquanto estas estavam ativadas.


“Quando reunidas essas descobertas mostram um impacto a longo prazo (dependente de doses) de exposição à radiação em taxas humanas de sexo, provando a causa e efeito”, explica o depoimento dos pesquisadores.

Fumo na gravidez pode causar alterações no DNA do feto

Bebês cujas mães ou avós fumaram durante a gestação apresentam maior risco de ter asma na infância. Segundo uma pesquisa da University os Southern California, nos Estados Unidos, o tabagismo favorece uma alteração no DNA do feto chamada metilação, o que pode contribuir para o problema respiratório.


O estudo avaliou mães e avós de 173 crianças que tiveram asma na primeira infância. Análises do DNA das mulheres e das crianças mostraram mais metilação no gene AXL, que está ligado à resposta imune do organismo. Isso pode ser uma das explicações para o surgimento da asma na infância. A alteração genética foi mais importante entre crianças do sexo feminino.

Para ler mais sobre a pesquisa acesse:

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/05/110518105511.htm

 http://drjairobouer.blog.uol.com.br/

Quer emagrecer? Então fique sabendo

Tomar café da manhã, especialmente se for rico em proteínas, aumenta a saciedade e reduz a fome durante o dia, mostra estudo da Universidade de Missouri (UM). Além disso, os pesquisadores descobriram através de exames de ressonância magnética (RM) funcional que comer um café da manhã rico em proteínas reduz os sinais cerebrais que controlam a motivação para comer e o mecanismo de recompensa ligado à comida. O estudo recrutou adolescentes que costumavam pular o café da manhã, pois 60% dos adolescentes americanos tem esse hábito, que está relacionado a alimentação em excesso (especialmente à noite),ganho de peso e obesidade.


A pesquisa durou três meses e os adolescentes ou continuavam a pular o café ou comiam cereis com leite (500 calorias) com quantidade normal de proteínas ou tomavam um café da manhã rico em proteínas com waffles farinha enriquecida com proteínas e iogurte. Ao final de cada semana eles preenchiam questionários de saciedade e apetite. Comparados com pular o café da manhã, os dois tipos de refeição aumentaram a saciedade e diminuíram a fome durante a manhã.

 O café da manhã rico em proteínas teve respostas ainda melhores na saciedade, diminuição do apetite e diminuição dos estímulos cerebrais ligados à fome. A pesquisa aponta que um café da manhã rico em proteínas é uma importante estratégia para controlar o apetite e regular o consumo calórico durante o dia.

Saiba o que evitar na alimentação em caso de pedra nos rins

Doença afeta 10 milhões de brasileiros, sendo que 90% não sabem disso

O cálculo renal é uma doença silenciosa, que costuma aparecer em crise, ou seja, se manifesta por uma dor extrema, mais conhecida como pedra nos rins.

O funcionamento do organismo depende da capacidade dos rins, que eliminam as filtram o sangue e eliminam as impurezas do corpo pela urina. Mas o problema é quando algumas substâncias tóxicas, que deveriam ser eliminadas, permanecem no organismo, formando as pedras.

Cerca de 10 milhões de brasileiros tem disfunção nos rins e sequer desconfia do problema. Segundo especialistas, 90% destes nem sabem que estão doentes.

Especialistas falam sobre a função destes órgãos no nosso organismo e dão dicas de como evitar doenças. Veja as dicas da nutricionista Roseli Rossi sobre os alimentos que podem ajudar ou atrapalhar o tratamento.

Assista:


http://noticias.r7.com/saude/noticias/saiba-o-que-evitar-na-alimentacao-em-caso-de-pedra-nos-rins-20110524.html

Hipoglicemia é um mal comum entre os diabéticos

Crises de falta de açúcar no sangue atingem 20% dos portadores da doença


Cerca de 20% dos pacientes que sofrem com diabetes do tipo 2 – normalmente adquirida durante ou depois da adolescência – não sabem que têm, nem quais são os sintomas da hipoglicemia. O nome científico é dado para o conjunto de sintomas decorrentes da redução brusca dos níveis de açúcar no sangue. O mal está associado a mudanças nas quantidades de insulina na corrente sanguínea, e pode ser agravado com alimentação inadequada, longas demoras entre as refeições, medicamentos ultrapassados ou dosagens equivocadas.

Médicos advertem que, sem cuidados adequados, a hipoglicemia pode interferir nas atividades diárias, podendo causar visão turva ou dupla, confusão mental, dores de cabeça, sonolência, fraqueza, tontura, desmaios, batimento cardíaco acelerado e transpiração. Em casos extremos, pode ter inclusive consequências mais graves, como coma e danos neurológicos irreversíveis.

O alerta foi reforçado após a divulgação dos números de uma pesquisa sobre a hipoglicemia em pacientes com diabetes do tipo 2. A investigação contou com 200 pacientes e 75 endocrinologistas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba, e recolheu depoimentos entre os dias 23 de março e 8 de abril.

De acordo com o médico e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Saulo Cavalcanti, alguns pacientes costumam manter a glicemia mais elevada só para evitar a hipoglicemia. Ou seja, optam por ingerir mais açúcar e carboidrato – pão, macarrão, etc – para evitar os sintomas.

- A sensação de mal-estar é tão significante, que eles preferem correr esse risco a ter que vivenciar episódios de hipoglicemia.


Ainda segundo o especialista, muitas vezes a atitude é tomada sem o conhecimento do médico que acompanha o caso. Se no curto prazo o resultado é uma qualidade de vida melhor, com o tempo esse quadro pode se agravar. Um dos resultados mais frequentes, aponta Cavalcanti, é a retinopatia, uma doença inflamatória e degenerativa da retina, que sem cuidados pode evoluir para a cegueira. Outro problema é a neuropatia, pequenas inflamações no sistema nervoso que acabam por reduzir o tato do paciente.

O especialista relaciona uma série de consequências das crises de hipoglicemia não detectadas ou mal tratadas.
- Há vários estudos na Europa e nos Estados Unidos que relacionam acidentes de carro, brigas no trânsito e até maior índice de demissões no trabalho a pacientes que sofrem com o problema.

Em muitos casos, graças à falta de sensibilidade nos dedos das mãos e dos pés, diabéticos acabam sofrendo pequenos cortes e contusões. Com muito açúcar no sangue, os locais demoram mais a cicatrizar, as feridas se abrem, e, sem cuidados, um acidente doméstico pode resultar em complicações.

Para reduzir os desconfortos da hipoglicemia, a representante comercial Maria Regina Carvalho, de 58 anos, que há dez detectou que tinha diabetes do tipo 2, faz uso de remédios e busca equilibrar a dieta. Os exercícios físicos, no entanto, são uma dificuldade.
- Tentei várias coisas. Fiz ginástica, musculação, hidroginástica, mas não tenho disciplina. Faço dois, três meses, os resultados começam a aparecer, e aí eu abandono.

Filha de mãe diabética, Maria Regina tentou controlar o mal só com dieta e uma rotina mais saudável assim que descobriu o problema, mas não conseguiu.

- Em menos de um ano, tive que recorrer aos remédios.

Ela reconhece que a rotina de alimentação em espaços mais curtos é uma dificuldade.

- O problema da diabetes é que os sintomas não aparecem no dia a dia, não incomodam. É uma doença silenciosa.

Cirurgião vascular explica como se prevenir e tratar as varizes

Salto acima dos 3,5 cm e plataforma são os piores para a saúde das pernas

Cerca de 18% da população adulta sofre com varizes e 20 milhões de pessoas no Brasil têm a doença, que costuma aparecer a partir dos 30 anos de idade.

Saltos a partir de 3,5 cm e as famosas plataformas são os principais inimigos da saúde das pernas, porque aumentam a pressão e, em casos graves, podem se tornar trombose.

Veja no vídeo mais informações sobre as causas do problema e os tratamentos disponíveis contra a doença.

Assista:


http://noticias.r7.com/saude/noticias/cirurgiao-vascular-explica-prevencao-e-tratamentos-para-varizes-20110526.html

Internautas podem ajudar a ciência à sua revelia

Os internautas podem contribuir com o trabalho dos cientistas de várias maneiras. Uma forma voluntária de se fazer isso é participar dos projetos de computação distribuída em rede, nas quais o usuário põe o tempo ocioso de sua máquina à disposição de pesquisadores para a realização de tarefas que requerem grande capacidade computacional. Existem dezenas de iniciativas desse tipo, com objetivos tão diferentes quanto buscar vida extraterrestre, estudar a geometria de proteínas ou identificar números primos.

Mas os usuários podem também ajudar a ciência à sua revelia, apenas com o uso rotineiro do Google. Nas regiões afetadas por surtos de gripe, as buscas feitas por sintomas, tratamentos e outros termos ligados à doença aumentam, e seu monitoramento permite rastrear a progressão da doença. Ao constatar isso, o mais popular buscador da internet criou o serviço Flu Trends (Tendências da Gripe), que existe em versão brasileira desde o ano passado. Neste fim de maio, a ferramenta indica que a atividade da gripe está moderada no Rio de Janeiro e baixa ou mínima nos outros seis estados monitorados.

Depois do estudo que mostrou que a gripe era rastreável com o Google, publicado na Nature em 2009, cientistas franceses comprovaram a validade do método para monitorar surtos de gastroenterite e a varicela. Agora, um grupo americano acaba de ampliar esse leque de doenças, ao mostrar que o padrão de buscas dos internautas é um indicador confiável do avanço das infecções pelas bactérias resistentes a antibióticos, responsáveis por boa parte das infecções hospitalares.

No estudo que acaba de ser publicado na revista Emerging Infectious Diseases, a equipe de Vanja Dukic, da Universidade do Colorado em Boulder, investigou as infecções causadas pelas bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, conhecidas em inglês pela sigla MRSA. O estudo mostrou que havia uma relação entre o número de buscas pelos termos ‘MRSA’ e ‘staph’ – nome pelo qual as bactérias são chamadas por parte da imprensa dos Estados Unidos – e o número de internações ligadas a esses microrganismos comunicadas por hospitais americanos.

A pesquisa indica que os mecanismos de busca da internet podem ser aliados importantes dos serviços convencionais de monitoramento de doenças usados nos sistemas de saúde pública. No caso dos Estados Unidos, em que os dados sobre as infecções por Staphylococcus aureus resistente só apontam as grandes regiões em que elas estão ocorrendo, as buscas pela internet permitiriam refinar as estatísticas e identificar surtos em uma cidade específica, segundo disse à Wired Diane Lauderdale, uma das autoras do estudo.

Resta saber até que ponto uma ferramenta como essa seria efetiva para o monitoramento de doenças no contexto brasileiro. Parte considerável da população ainda não tem acesso à internet, e esses grupos tendem a viver em áreas mais vulneráveis a algumas doenças. Da mesma forma, o acesso à rede provavelmente é menor nas áreas em que os serviços de saúde pública têm mais dificuldade de chegar, nas quais uma forma alternativa de monitoramento seria especialmente bem-vinda.

Teste sua saúde cardíaca

Calculadora mostra risco de morte por doença coronariana. O resultado dá apenas uma noção dos fatores de risco e não substitui uma consulta médica e exames detalhados

faça o teste:

Síndrome rara faz com que garoto não sinta dor

Uma doença rara faz com que o garoto britânico Oliver Jebson, de 3 anos, não sinta dor. Ele sofre da síndrome Cornélia de Lange, que atinge uma em cada 50 mil crianças.

Os pais de Oliver, Hayley e Dean Jebson, estão constantemente preocupados com o filho, que já chegou a ter um corte profundo nos lábios e não avisar aos pais.

O menino tem dificuldades para perceber que está tocando coisas muito quentes ou muito pontudas, e não nota que se machucou quando cai ou bate em algo.

"Outro dia, ele caiu de frente e um dente de baixo entrou em seu lábio superior, mas ele nem vacilou. Ele só chora quando está emburrado", disse a mãe à agência de notícias britânica Caters.

Alteração genética

A síndrome Cornélia de Lange é causada pela alteração de um gene que participa do desenvolvimento do embrião.

Segundo o geneticista Pablo Rodrigues De Nicola, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por causa desta modificação, a criança geralmente nasce com baixo peso e baixa estatura.

"Ela tem uma deficiência no crescimento e, muitas vezes, algum atraso neurológico também", diz o médico.

A síndrome modifica as feições das crianças afetadas, que geralmente tem narizes pequenos e finos, sobrancelhas arqueadas e orelhas pequenas.

É comum também que tenham más formações no coração e nos membros, além de problemas de respiração, audição e visão.

Mais raramente, a síndrome também causa insensibilidade à dor.

Progressos

Quando Oliver nasceu, ele pesava dois quilos. Seus pais foram avisados pelos médicos de que o menino poderia não sobreviver além do segundo aniversário.

Mas depois de seis cirurgias, Oliver continua fazendo progressos.

Segundo seus pais, ele já deu os primeiros passos e disse as primeiras palavras, antes do que é comum para crianças com a mesma condição.

"Ele continua a nos surpreender, mas ainda precisamos ser cuidadosos com ele", diz o pai de Oliver.

"Se algum de nós tem uma gripe, precisamos ficar longe".

O irmão mais velho de Oliver, Lewis, de 6 anos, diz sentir orgulho do irmão. "Eu sei que ele está doente, mas está melhorando", diz.

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil

Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.


Câncer na língua

O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença.

Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.

Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.

Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV.

MAIS CASOS

No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.

O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos ""antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.

"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo.

No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.

"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.

No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho.

"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.

"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca.

Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia.

VACINA

A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe.

No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.


Casal de gêmeos gerados em 'útero duplo' passa bem em Minas

Os bebês Isabella e Mateus nasceram com só três minutos de diferença, anteontem, em Três Pontas (MG). Mas a família ainda duvida que sejam gêmeos.


Agnaldo Leopoldino e Jucéa de Andrade, de Três Pontas (MG), seguram os gêmeos    Denis Pereira/Blog da Equipe Positiva


Devido a uma malformação congênita, o útero da mãe, a comerciante Jucéa Maria de Andrade, 38, é dividido em duas cavidades. Cada bebê cresceu em uma.

A obstetra Márcia Andrea Mesquita Mendes, que fez o parto, teve de fazer duas incisões para retirar os bebês. Havia risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro.

A mãe fez repouso a partir do terceiro mês de gravidez. Os gêmeos nasceram com 37 semanas de gestação. Passam bem e devem ter alta hoje.

Segundo o obstetra Fernando Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais, a malformação, conhecida como útero didelfo, estreita o espaço disponível para o bebê e aumenta o risco de problemas na gravidez.

Ele ressalta que o caso é "raríssimo" porque, além do útero didelfo, dois óvulos foram fecundados ao mesmo tempo e a gestação foi quase completa.

Segundo o comerciante Agnaldo de Paula Leopoldino, pai dos bebês, os médicos disseram que dificilmente sua mulher conseguiria engravidar novamente. O casal já tem uma filha de sete anos.

"Quando soubemos que eram dois bebês, foi uma preocupação. Agora, é alegria total", afirmou.

Para os médicos, as crianças são gêmeas, sim. Já a família está balançada. O pai diz que está "quase" convencido pelos médicos.


Aumento do colesterol bom não reduz risco cardíaco, diz estudo

Aumentar os níveis no sangue do chamado "colesterol bom" não reduz o risco de doenças cardiovasculares em pacientes que já tomam estatinas para reduzir o mau colesterol, revelou um estudo americano.


Cientistas do NHLBI (Instituto Nacional Americano do Coração, dos Pulmões e do Sangue), que acompanharam 3.400 casos de americanos e canadenses, anunciaram ter concluído um estudo antes do previsto, em 2012, segundo um comunicado.

Durante o estudo de 32 meses, a metade dos pacientes tomou doses extra de niacina, também conhecida como vitamina B3, para elevar os níveis de colesterol bom, além de estatina para reduzir os níveis de colesterol ruim e triglicerídeos.

A outra metade tomou um placebo no lugar da niacina e prosseguiu o tratamento com estatina.

Apesar de estar comprovado que reduzir os níveis de colesterol ruim com estatinas como Lipitor ou Zocor diminui os riscos de doenças cardiovasculares, os cientistas se surpreenderam ao descobrir que, quando os pacientes tomavam também altas doses de niacina, não havia redução de doenças cardiovasculares.

"Embora não comprovemos os benefícios clínicos esperados, respondemos a uma importante interrogação científica sobre o tratamento de doenças cardiovasculares", disse Susan Shurin, diretora do NHLBI.

"Buscar novas e melhores formas de tratar os níveis de colesterol é vital na batalha contra as doenças cardiovasculares", acrescentou.

Nos Estados Unidos morrem anualmente 800.000 pessoas com doenças cardiovasculares.

América Latina fez grande progresso no combate ao fumo, diz OMS

A América Latina fez grandes progressos no desenvolvimento de legislações para combater o tabagismo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), que destacou que ainda existem problemas como a agressividade da indústria e o comércio ilícito.


"A situação de controle do tabaco na América Latina é muito positiva. Temos exemplos notáveis dos avanços que se produziram. O Uruguai é um, com a implementação do Convênio Marco para o Controle do Tabaco, que reduziu notavelmente a prevalência do consumo de tabaco no país", disse Armando Peruga, responsável pela Iniciativa Livre de Tabaco do organismo.

"Entre eles também está o Brasil, que tem uma prevalência relativamente baixa, com a proibição de publicidade, e ambientes livres de cigarro em alguns estados do país", declarou Peruga.

Apenas seis anos após esse tratado entrar em vigor, os especialistas acreditam que estão vencendo a batalha contra o fumo que, no entanto, matará neste ano seis milhões de pessoas no mundo, incluindo 600 mil não fumantes expostos à fumaça.

"Se não forem adotadas novas medidas, em 2030 o tabaco pode causar a morte de 8 milhões de pessoas por ano", acrescentou.

De acordo com os dados da OMS, se for mantida a atual tendência, o século 21 poderia terminar com 1 bilhão de mortes relacionadas ao tabaco.

O Convênio Marco para o Controle do Tabaco foi adotado em 2003 e entrou em vigor em 2005.

"A maioria dos países latino-americanos faz parte do Convênio com ausências como a da Argentina", destacou Peruga.

O especialista citou como exemplo de políticas bem-sucedidas neste terreno o Uruguai, que conseguiu reduzir a prevalência do tabagismo de 46% para 31% em três anos.

"Ambientes livres de fumaça também foram implementados em Peru, Panamá, Honduras, Guatemala e Venezuela. O México também teve muitos avanços e temos uma redução da prevalência de 2006 a 2009 de 30% para 25%, graças a leis federais e a algumas leis estaduais", acrescentou.

Tabaco matará 6 mi em 2011, aponta pesquisa

O tabaco matará quase 6 milhões de pessoas neste ano, entre elas 600 mil não fumantes expostos à fumaça, afirmou nesta sexta-feira (27) a OMS (Organização Mundial de Saúde), em ocasião dos preparativos para o Dia Mundial Sem Tabaco.


Por conta disso, o organismo decidiu dedicar o Dia Mundial Sem Tabaco de 2011, celebrado em 31 de maio, ao Convênio Marco para o Controle do Tabaco. O hábito de fumar matou 100 milhões de pessoas no século 20 e pode tirar a vida de um bilhão no século 21 caso a atual tendência seja mantida, ressalta a OMS.

 

Cálcio em excesso não evita fraturas em mulheres

Consumir grandes quantidades de cálcio não diminui o risco de mulheres desenvolverem osteoporose e sofrerem fraturas.


É o que aponta um estudo da Universidade de Uppsala, Suécia, publicado na terça-feira no periódico médico "British Medical Journal".

Os pesquisadores acompanharam mais de 61 mil mulheres entre 63 e 93 anos, ao longo de 19 anos.

Delas, 24% sofreram algum tipo de fratura, das quais 6% localizadas no quadril.

Num subgrupo de cerca de 5.000 mulheres, 20% desenvolveram osteoporose.

Os pesquisadores aplicaram um questionário para sondar hábitos alimentares e estilo de vida das mulheres.

Aquelas que consumiam cerca de 700 miligramas diários de cálcio tinham menor risco de sofrer uma fratura.

Acima desse nível de ingestão, contudo, o risco de sofrer uma fratura não diminuiu.

No mundo, variam os níveis recomendados para ingestão diária de cálcio.

No Reino Unido, a recomendação diária para pessoas acima dos 50 anos é de 700 miligramas. No Brasil e nos EUA, recomenda-se que pessoas mais velhas consumam em torno de 1.200 miligramas por dia.

Um copo com 100 mililitros de leite contém cerca de 300 miligramas de cálcio.

EUA alertam para falta de segurança de prótese de quadril

A segurança das próteses metálicas de quadril está sendo questionada por instituições como a Associação Britânica de Ortopedia e a FDA, agência que regula os produtos de saúde dos EUA.


Estudos indicam que essas próteses soltam uma quantidade de resíduos metálicos potencialmente perigosa para a saúde.

"As minúsculas partículas soltas pelo desgaste do material podem causar efeitos locais e sistêmicos [que afetam o corpo todo]", diz o ortopedista Luiz Marcelino Gomes, presidente da Sociedade Brasileira de Quadril.

Como efeitos locais, segundo o médico, os resíduos de cromo e cobalto (material das próteses) podem provocar uma reação alérgica nos tecidos ao redor do implante, causando dores, falsos tumores (sem células cancerosas) e até destruição óssea.

Os efeitos generalizados estão relacionados à toxicidade dos metais. "Eles podem afetar a função renal em pessoas predispostas, por exemplo", diz Gomes.

O risco de câncer associado a esses materiais está sendo discutido, mas ainda não foi comprovado.

Segundo o ortopedista Emerson Honda, do hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo, os níveis de metal no sangue das pessoas que usam essas próteses são 20 vezes mais altos do que os considerados normais.

Outros tipos de prótese, feitas com polieteno (material plástico) ou cerâmica, levam uma capa de metal. Elas também soltam resíduos, mas em concentrações menores.


CONTROLE

Nos Estados Unidos, a FDA pediu para que todos os fabricantes de próteses metálicas de quadril apresentem mais estudos sobre a segurança do implante ao longo do tempo.

Aqui, o acompanhamento das próteses e o monitoramento da sua qualidade devem começar a ser feitos agora, segundo a Anvisa.

Em parceria com a Sociedade Brasileira de Quadril, a agência iniciou o registro nacional de artoplastia [cirurgia do quadril], para seguir a evolução dos pacientes.

No Brasil, são colocadas por ano cerca de 30 mil próteses, de todos os materiais, contra 250 mil nos EUA.

Os tipos mais usados são os implantes com polieteno, que têm a desvantagem de durarem menos tempo, e os de cerâmica, que duram mais, mas podem quebrar.

"Não existe prótese que seja o substituto ideal do osso", afirma o ortopedista Moisés Cohen, presidente da Isakos (Sociedade Internacional de Artroscopia, Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva Ortopédica).

Para Cohen, os implantes feitos totalmente de metal podem ser uma opção para os mais jovens. "Essas prótesestêm uma estabilidade que permite a prática de atividades de maior impacto."

O problema é que, quanto mais mais jovem o paciente, mais tempo as substâncias tóxicas circulam em seu organismo. "Ainda não sabemos quais são as consequências a longo prazo que os resíduos metálicos podem causar", diz Honda.

Na avaliação do ortopedista Lafayette Lage, especializado em próteses de quadril para atletas, o problema não está no material, mas sim na técnica cirúrgica. "Se a prótese é colocada com inclinação errada, vai ter liberação de metais. Por erro de colocação, esse material está sendo crucificado."

Bactéria letal mata pelo menos 10 pessoas e afeta outras 300 na Alemanha

Autoridades de saúde da Alemanha afirmam que pelo menos dez pessoas já morreram e outras 300 estão sendo tratadas no país devido à infecção por um tipo letal da bactéria E. Coli.


O governo suspeita que pepinos orgânicos importados da Espanha e contaminados com a bactéria possam ser a causa da epidemia.

De acordo com o correspondente da BBC Mark Lobel, este tipo de contaminação é a maior já registrada na Alemanha e uma das maiores em todo o mundo, de acordo com especialistas suecos em controle de doenças.

A maior parte das mortes, causadas pela ingestão de alimentos contaminados, ocorreu na cidade de Hamburgo, no norte do país.

O tipo de bactéria registrado na Alemanha é o EHEC (E. Coli enterohemorrágico), que causa diarreia com sangramento e pode levar à insuficiência renal.

Lobel diz que, diferentemente da maioria dos casos da doença, que afeta em geral crianças de até cinco anos de idade, quase todos os infectados na Alemanha são adultos, em sua maioria mulheres.

Segundo o correspondente da BBC, pessoas originárias da Alemanha já apareceram doentes em países como Suécia, Dinamarca, Holanda e Reino Unido.

Especialistas em saúde do governo alemão estão recomendando à população do norte do país que não consuma tomates, pepinos ou alface crus.

"Também é possível que haja infecções secundárias durante esta epidemia", disse à BBC a cientista da Universidade de Munster, Helge Karch. "Estas novas infecções se espalham de pessoa para pessoa, mas podem ser evitadas", afirmou.

"Por isto, precisamos fazer todo o possível para assegurar que a higiene pessoal das pessoas seja aprimorada."

OUTROS PAÍSES

As autoridades alertaram que os pepinos possivelmente infectados podem ter sido enviados para República Checa, Áustria, Hungria e Luxemburgo.

De acordo com Lobel, restrições foram impostas sobre dois exportadores de pepinos espanhóis, embora não se saiba se a infecção ocorreu na Espanha, durante a viagem dos produtos ou na chegada dos alimentos à Alemanha.

O grupo de bactérias Escherichia coli (abreviada como E. Coli) é grande e diversificado, formado em sua maioria por cepas inofensivas. No entanto, alguns tipos de E. Coli podem causar diarreia, infecções urinárias, doenças respiratórias e pneumonia.

Como Cuidar dos Dentes do Meu Bebê?

Os bebês têm necessidade de cuidados bucais especiais que todos os pais devem conhecer.


Como devo cuidar dos dentes do meu bebê?

Os bons cuidados bucais começam cedo na vida. Mesmo antes dos dentes do bebê nascerem, existem alguns fatores que podem afetar sua futura aparência e saúde. Por exemplo, a tetraciclina, um antibiótico comum, pode causar a descoloração ou manchas nos dentes. Por esta razão, não deve ser usada por mães que estão amamentando ou mulheres na segunda metade da gravidez.

Como os dentes do bebê geralmente nascem por volta dos seis meses de idade, não há razão para usar os procedimentos padrão da higiene bucal, ou seja, a escovação e o uso do fio dental. Mas, os bebês têm necessidade de cuidados bucais especiais que todos os pais devem conhecer. Entre esses cuidados estão a prevenção das cáries causadas pelo uso da mamadeira e a certeza de que seu filho está recebendo uma quantidade adequada de flúor.

O que são as cáries de mamadeira e como evitá-las?

São cáries causadas pela exposição freqüente a líquidos que contém açúcar, como o leite, as fórmulas comerciais preparadas para bebês e os sucos de fruta. Os líquidos que contém açúcar se acumulam ao redor dos dentes por longos períodos de tempo, enquanto seu bebê está dormindo, provocando as cáries, que primeiro se desenvolvem nos dentes anteriores, tanto da arcada inferior quanto da superior. Por esta razão, nunca deixe sua criança adormecer com a mamadeira de leite ou suco na boca. Ao invés disso, na hora de dormir, dê a ele uma mamadeira com água ou uma chupeta que tenha sido recomendada pelo seu dentista. Ao amamentar, não deixe o bebê se alimentar continuamente. E após cada mamada, limpe os dentes e as gengivas do seu bebê com um pano ou uma gaze umedecidos.

O que é o flúor? Como saber se meu bebê está recebendo a quantidade certa de flúor?

O flúor faz bem mesmo antes de os dentes do seu filho começarem a aparecer. Ele fortalece o esmalte dos dentes enquanto estes estão se formando. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantidade de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você recebe em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que é colocada nela, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), fale com seu pediatra ou dentista sobre as gotas de flúor que podem ser administradas ao seu bebê diariamente. Se você usa água engarrafada para beber e para cozinhar, avise seu dentista ou médico. É possível que eles receitem suplementos de flúor para seu bebê.

Propagandas antigas - Elixir Cintra


A ilustração mostra o porco vivo sobre a mesa diante do homem que afia a faca. “Isto não é nada para quem toma Elixir Cintra. O remédio ideal para males do estômago, fígado e intestinos. Na fórmula puramente vegetal do Elixir Cintra entram: Puchuri, a fava milagrosa do Amazonas; Genciana e Camomila”.

17 de janeiro de 1943.

Saúde Bucal das Crianças

Observe seu filho escovar os dentes. Auxilie-o até que ele se habitue.


Como posso ajudar meu(s) filho(s) a cuidar dos dentes e evitar cáries?

Ensinar seu filho a cuidar dos dentes desde pequeno é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dele. Comece dando o exemplo: cuide bem dos seus próprios dentes. Isto mostra a ele que a saúde bucal é importante. Atitudes que tornam o cuidado com os dentes algo interessante e divertido (como, por exemplo, escovar os dentes junto com ele ou deixá-lo escolher sua própria escova) incentivam a boa higiene bucal.

Para ajudar seu filho a proteger seus dentes e gengiva e para ajudá-lo a reduzir o risco de cáries, ensine-o a seguir os seguintes passos:

- Escovar pelo menos três vezes ao dia com um creme dental que contém flúor para remover a placa bacteriana (aquela película pegajosa que se forma sobre os dentes e que é a principal causa das cáries).
- Usar fio dental diariamente para remover a placa que se aloja entre os dentes e abaixo da gengiva, evitando que ela endureça e se transforme em cálculo dental. Depois que o cálculo se forma, só o dentista pode removê-lo.
- Adotar uma alimentação equilibrada, com pouco açúcar e amido. Estes alimentos produzem os ácidos da placa que causam cáries.
- Ingerir alimentos com açúcar e amido durante as principais refeições e não entre as refeições (a saliva extra, produzida durante a refeição, evita que os resíduos alimentares se depositem nos dentes).
- Usar produtos que contêm flúor (inclusive o creme dental). Certifique-se de que a água que suas crianças bebem contém flúor. Se a água não contiver flúor, seu dentista ou pediatra poderá prescrever suplementos diários de flúor.
- Ir ao dentista para exames regulares.

Que técnicas de escovação posso ensinar a meus filhos?

Observe seu filho escovar os dentes. Auxilie-o até que ele se habitue ao seguinte:

- Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe a criança engolir o creme dental.
- Use uma escova de cerdas macias e escove primeiro a superfície interna de cada dente, onde o acúmulo de placa é geralmente maior. Escove suavemente.
- Escove a superfície externa de cada dente. Posicione a escova em um ângulo de 45 graus ao longo da gengiva.
- Escove com movimentos para frente e para trás.
- Escove a superfície de cada dente usada para mastigar. Escove suavemente.
- Use a ponta da escova para limpar atrás de cada dente frontal, na arcada superior e inferior.
- Não esqueça de escovar a língua!

Quando a criança deve começar a usar o fio dental?

O fio dental remove as partículas de alimentos e placa bacteriana que se instala entre os dentes e que a escova sozinha não consegue retirar. Por isso, comece a usá-lo quando a criança tiver quatro anos. Ao completar oito anos, as crianças já podem usar o fio dental sem auxílio dos pais.

O que é selante dental e como saber se meu filho precisa usá-lo?

O selante dental cria uma barreira altamente eficaz contra as cáries. O selante é uma película fina de plástico (resina) aplicada à superfície dos dentes permanentes posteriores, onde a maioria das cáries se forma. A aplicação do selante não dói e pode ser feita durante uma consulta ao dentista. O dentista poderá informar se é recomendável fazer esta aplicação nos dentes de seu filho.

O que é o flúor e como saber se meu filho está recebendo a quantia certa de flúor?

O flúor é uma das melhores maneiras de evitar as cáries. Trata-se de um mineral natural que se combina com o esmalte dos dentes, fortalecendo-os. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantia de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você tem em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que apresenta, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), seu pediatra ou dentista poderá recomendar gotas de flúor ou um enxagüante bucal, além de um creme dental com flúor.

Qual é a importância da alimentação na saúde bucal da criança?

Para que seu filho desenvolva dentes resistentes, é necessário que ele tenha uma alimentação equilibrada. Sua alimentação deve conter uma ampla variedade de vitaminas e sais minerais, cálcio, fósforo e níveis adequados de flúor.

Assim como o flúor é o maior protetor dos dentes do seu filho, as guloseimas são seu maior inimigo. Os açúcares e amidos que fazem parte de vários tipos de alimentos e de bolachas, biscoitos, doces, frutas secas, refrigerantes e batata frita combinam-se com a placa bacteriana produzindo substâncias ácidas. Estas substâncias atacam o esmalte e podem formar cáries.

Cada "ataque" pode durar até 20 minutos, após o término da ingestão do alimento. Até as "beliscadas" podem criar ataques ácidos da placa. Portanto, é recomendável não comer entre as refeições.

O que fazer se meu filho quebrar um dente?

Em qualquer caso de ferimento na boca, você deve comunicar-se imediatamente com o dentista. Ele fará um exame na área afetada e determinará o tratamento adequado. Você pode dar um analgésico para evitar que a criança sofra até chegar ao consultório.

Se possível, guarde a parte quebrada do dente e mostre-a ao dentista. No caso de cair o dente em razão de um acidente, leve-o ao dentista o mais rápido possível. Evite tocar muito no dente e procure não limpá-lo. Coloque-o em água ou leite até chegar ao consultório do dentista*. Em alguns casos é possível reimplantá-lo.

* Pode ser que seja possível recolocá-lo na boca de seu filho através do procedimento de reimplante.

Nova tecnologia pode ajudar em problemas neurológicos

Optogenia controla circuitos cerebrais específicos, e com isso, traz novas terapias contra ansiedade, Parkinson, entre outros

Foto: The New York Times
Cobaia durante experiência com aparelho optogenético: terapia localizada ajuda com ansiedade

O tratamento contra ansiedade já não exige anos de comprimidos ou psicoterapia. Pelo menos não para um grupo de ratos modificados pela bioengenharia.

Num estudo recentemente publicado na revista Nature, uma equipe de neurocientistas transformou essas amedrontadas presas em exploradores audazes – com o toque de um botão.

O grupo, liderado por Karl Deisseroth, psiquiatra e pesquisador em Stanford, empregou uma nova tecnologia, chamada optogenética, para controlar a atividade elétrica em alguns neurônios cuidadosamente selecionados.

Primeiro, eles projetaram esses neurônios para serem sensíveis à luz. Então, usando fibras óticas implantadas, eles piscaram uma luz azul numa via neural específica na amígdala cerebelosa, região do cérebro envolvida no processamento de emoções. E os ratos, que vinham se limitando aos cantos de seu confinamento, saíram em disparada pelo espaço aberto.

Embora tais ferramentas estejam bem longe de qualquer uso em humanos, cientistas afirmam que a pesquisa optogenética é emocionante por lhes oferecer um controle extraordinário sobre circuitos específicos do cérebro – e, com isso, novas percepções sobre uma série de doenças, entre elas a ansiedade e o mal de Parkinson.

Deisseroth reconheceu que ratos são muito diferentes de humanos. Mas acrescentou que, como “o cérebro mamífero possui notáveis semelhanças entre espécies”, as descobertas podem levar a um maior entendimento dos mecanismos neurais da ansiedade humana.

David Barlow, fundador do Centro de Ansiedade e Doenças Relacionadas da Universidade de Boston, adverte contra levar a analogia longe demais: “Tenho certeza de que os pesquisadores concordariam que essas síndromes complexas não podem ser reduzidas à ativação de um único circuito neural, sem considerar outros circuitos cerebrais importantes – incluindo aqueles envolvidos no pensamento e na avaliação”.

Mas uma visão mais profunda surgiu de um experimento de acompanhamento, onde a equipe de Deisseroth aplicou seu feixe de luz de forma um pouco mais ampla, ativando mais vias na amídala. Isso apagou inteiramente o efeito, deixando os ratos mais assustadiços do que nunca.

Isso implica que os atuais tratamentos com remédios, que são bem menos específicos e costumam causar efeitos colaterais, também poderiam estar trabalhando contra eles mesmos.

David Anderson, professor de biologia do Instituto de Tecnologia da Califórnia que também conduz pesquisas usando a optogenética, compara os efeitos das drogas a uma troca de óleo descuidada. Se você jogar um galão de óleo no motor de seu carro, parte dele irá escoar ao lugar certo, mas a maior parte acabará fazendo mais mal do que bem.

“Transtornos psiquiátricos provavelmente não se devem apenas a desequilíbrios químicos no cérebro”, afirmou Anderson. “Eles são mais do que uma enorme sacola de serotonina ou dopamina, cujas concentrações podem ser altas ou baixas demais. Em vez disso, os problemas provavelmente envolvem desarranjos de circuitos específicos, em regiões específicas do cérebro”.

Então a optogenética, que pode focar em circuitos individuais com uma precisão excepcional, pode ser algo promissor ao tratamento psiquiátrico.

Mesmo assim, Deisseroth e outros avisam que pode muitos levar anos até essas ferramentas serem usadas em humanos, se isso acontecer.

Para começar, o procedimento envolve uma bioengenharia que a maioria das pessoas pensaria duas vezes a respeito. Primeiro, biólogos identificam uma opsina, proteína encontrada em organismos fotossensíveis, como algas, que lhes permite detectar a luz. Depois, eles pescam o gene da opsina e o inserem num neurônio dentro do cérebro, usando vírus modificados para serem inofensivos – ou “seringas moleculares descartáveis”, como define Anderson.

Ali, o DNA da opsina se torna parte do material genético da célula e as proteínas resultantes da opsina conduzem correntes elétricas – a linguagem do cérebro – quando expostas à luz. Algumas opsinas, como a “channelrhodopsin”, que reage à luz azul, ativa neurônios; outras, como a “halorhodopsin”, ativada por luzes amarelas, silenciam neurônios.

Finalmente, pesquisadores delicadamente inserem fibras óticas através de camadas de tecido nervoso, e aplicam a luz apenas ao ponto certo.

Graças à optogenética, neurocientistas podem ir além de observar correlações entre a atividade dos neurônios e o comportamento de um animal: ativando ou desativando certos neurônios, eles podem provar que aqueles neurônios efetivamente comandam o comportamento.

“Às vezes, antes de palestras, as pessoas me perguntam sobre minhas ferramentas de 'imagens”', disse Deisseroth, psiquiatra praticante de 39 anos. Sua insatisfação pessoal com os atuais tratamentos o levou a montar um laboratório de pesquisa, em 2004, para desenvolver e aplicar tecnologias de optogenética.

‘`Eu digo: ’Curiosamente, uso o exato oposto das imagens, que é a observação.

Não estamos usando a luz para observar eventos. Estamos enviando luz para causar eventos’''.

Em experimentos iniciais, cientistas fizeram com que vermes parassem de se mexer e ratos ficarem correndo em círculos, como se tivessem um controle remoto.

Agora que a técnica recebeu seus louros, laboratórios do mundo todo começaram a usá-la para compreender melhor o funcionamento do sistema nervoso e para estudar problemas como dores crônicas, mal de Parkinson e degeneração da retina.

Algumas das percepções obtidas com esses experimentos em laboratório já estão abrindo caminho à prática clínica.

O Dr. Amit Etkin, psiquiatra e pesquisador de Stanford que colabora com Deisseroth, está tentando traduzir as descobertas sobre ansiedade em roedores para aprimorar a terapia humana com ferramentas existentes. Usando a simulação magnética transcraniana, técnica muito menos específica que a optogenética mas com a vantagem de não ser invasiva, Etkin busca ativar o correspondente humano dos circuitos da amídala que reduziram a ansiedade nos ratos de Deisseroth.

O Dr. Jamie Henderson, seu colega no departamento de neurocirurgia, já tratou mais de 600 pacientes de Parkinson usando um procedimento padrão chamado estimulação cerebral profunda. O tratamento, que requer o implante de eletrodos de metal numa região do cérebro chamada núcleo subtalâmico, melhora a coordenação e ajusta o controle motor. Mas também causa efeitos colaterais, como contrações musculares involuntárias e vertigens, talvez porque ativar eletrodos no interior do cérebro também ativa circuitos alheios.

“Se pudéssemos descobrir como ativar apenas os circuitos que oferecem benefícios terapêuticos sem mexer naqueles que causam os efeitos colaterais, obviamente seria algo bastante útil”, disse Henderson.

Além disso, como ocorre em qualquer cirurgia invasiva do cérebro, implantar eletrodos traz riscos de infecção e hemorragia fatal. E se, em vez disso, você pudesse estimular a superfície cerebral? Uma nova teoria sobre o grau em que essa estimulação afeta os sintomas de Parkinson, baseada no trabalho de optogenética em roedores, sugere que isso poderia funcionar.

Recentemente, Henderson iniciou testes clínicos em pacientes humanos e espera que essa abordagem também possa tratar outros problemas associados ao Parkinson, como distúrbios de fala.

No prédio ao lado, Krishna V. Shenoy, pesquisador em neurociência, está trazendo a optogenética para trabalhar com primatas. Estendendo o sucesso de uma iniciativa similar, conduzida por um grupo do MIT dirigido por Robert Desimone e Edward S. Boyden, ele recentemente inseriu opsinas no cérebro de macacos rhesus. Eles não apresentaram efeitos nocivos dos vírus ou das fibras óticas e a equipe conseguiu controlar neurônios selecionados usando a luz.

Segundo Shenoy, que integra um empenho internacional financiado pela Defense Advanced Research Projects Agency, a optogenética promete novos dispositivos que poderiam, eventualmente, tratar lesões cerebrais traumáticas e equipar veteranos de guerra feridos com próteses neurais.

“Os sistemas atuais podem mover um braço prostético até um copo; porém, sem uma sensação artificial do toque, é muito difícil pegar esse copo sem derrubá-lo ou estilhaçá-lo”, afirmou ele. “Ao enviar informações de sensores nos dedos prostéticos diretamente ao cérebro – usando a optogenética _, seria possível, em teoria, proporcionar uma sensação artificial de tato com alta fidelidade”.

Alguns pesquisadores já estão imaginando como os tratamentos de optogenética poderiam ser usados diretamente em pessoas, caso o desafio biomédico de entregar novos genes aos pacientes possa ser superado.

Boyden, que participou do desenvolvimento inicial da optogenética, administra um laboratório dedicado a criar e disseminar ferramentas cada vez mais poderosas. Ele declarou que a luz, diferente de drogas e eletrodos, pode ativar neurônios – ou, como ele mesmo coloca, “desligar um circuito inteiro”. E desligar circuitos superexcitáveis é exatamente o que você gostaria de fazer com um cérebro epilético.

“Se você quer desligar um circuito cerebral, e a alternativa é uma remoção cirúrgica de uma região do cérebro, implantes de fibra ótica podem parecer preferíveis”, explicou Boyden. Vários laboratórios estão trabalhando no problema, mesmo que as aplicações reais ainda pareçam distantes.

Para Deisseroth, que trata pacientes com autismo e depressão, a optogenética oferece uma promessa mais imediata: abrandar o estigma enfrentado por pessoas com doenças mentais, cuja aparência de saúde física pode gerar incompreensão junto a familiares, amigos e médicos. “Para nós como sociedade, simplesmente entender que alguém com ansiedade possui uma diferença de circuito conhecida ou passível de ser conhecida já é incrivelmente valioso”, disse.