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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Medicamentos antigos - Sal de Glauber


Antigamente, o sal decahidratado era chamado de Sal de Glauber, em homenagem a Johann Glauber, e tem efeitos laxativos.
O sal de Glauber puro é obtido pela dissolução do sulfato de sódio cru na água mãe, pela remoção das impurezas, pela clarificação e pela cristalização. A solução é então tratada por uma pasta de cloreto de cal, seguida de leite de cal em quantidade suficiente para neutralizar a solução. As impurezas de ferro, magnésio e cálcio precipitam, sedimentam, e a solução límpida é transferida, mediante aberturas laterais, para o cristalizadores. A lama precipitada é lavada com água, e a água de lavagem é usada como compensação no processo. Quando a solução arrefece até a temperatura ambiente, o cristalizador é purgado e os cristais são recolhidos e centrifugados. A demanda de sulfato de sódio anidro puro é crescente por parte da indústria de papel kraft. O sal anidro é feito pela desidratação do sal de Glauber num forno rotatório revestido a tijolo, ou pela cristalização a partir de uma solução a quente, ou pela congelação e desidratação.

Indicação: Purgativo e Laxante.

Modo de Usar: (Adulto) Tomar em água, dose única
ou a critério médico.

Composição: Sulfato de Sódio Seco.

Cuidados de Conservação: Armazenar em ambiente fresco e seco.

Precauções: Manter fora do alcance de crianças. Mantenha a embalagem original até o fim de cada uso.

Os 30 remédios essenciais para salvar mães e bebês

Soro caseiro, vitamina A e paracetamol estão elencados entre as drogas que salvam vidas

Saúde de mães e bebês seria garantida pelo acesso a medicamentos essenciais, diz Organização Mundial de Saúde

No início de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma lista de medicamentos essenciais para garantir a saúde das mães e dos bebês, em especial dos que moram em países em desenvolvimento (como o Brasil).

Segundo os números divulgados pela OMS, 8,1 milhões de meninos e meninas com menos de 5 anos de idade morrem todos os anos e, nada menos, do que mil mulheres perdem a vida a cada 24 horas por complicações no pós-parto, doenças infecciosas e crônicas.

“Uma parte destas vidas poderia ser salvas caso as mães e as crianças tivessem acesso gratuito à medicações simples”, afirmou a OMS que elaborou a lista de remédios essenciais com ajuda da Unicef.

É importante ressaltar que todas as medicações listadas pela OMS só podem ser oferecidas pelo médico e em unidades de atendimento que fazem o tratamento das grávidas, crianças e mulheres que acabaram de ter filhos. Veja algumas recomendações da lista.

Medicamentos para as mães

Para hemorragia no pós-parto

A estimativa é que 127 mil mulheres morram todos os anos por causa de hemorragia obstétrica, a complicação mais recorrente nos casos. Para este problema, a indicação medicamentosa da OMS é a oxitocina.

Pré eclampsia e eclampsia

Segundo a OMS, esta é a maior causa de morte materna em países em desenvolvimento. Uma das causadoras desta condição é a pressão alta na gestação. Para esta doença, a indicação são os sulfatos de magnésio e injeção de cálcio.

Infecção materna (sepse)

Pode provocar abortos, o nascimento de crianças mortas e também aumentar a mortalidade das mães. De acordo com a OMS, 15% dos casos de mortes de mulheres no pós-parto estão relacionadas à sepse. Os medicamentos para prevenir estas complicações indicados pela OMS são ampicilina, gentamicina, metronidazol e misoprostol.

Doenças sexualmente transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são perigosas em qualquer fase para as mulheres, mas durante a gestação aumentam o risco de infecção e também de contágio dos bebês. Além do HIV (o vírus causador da aids), a OMS alerta para a necessidade de tratamento da sífilis – e para isso indica o remédio benzilpenicilina – , da gonorreia, sendo neste caso listada como essencial a medicação cefixima – e da clamídia (o remédio é a azitromicina).

Medicamentos para crianças

Parto prematuro

A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que entre 6 e 7% das crianças nasçam antes dos 9 meses de gestação e a prematuridade está relacionada a 24% dos casos de mortes neonatais. São listadas duas medicações para evitar as complicações dos partos prematuros, sendo elas a betametadona e a nifedipina.

Pneumonia

É a principal causa da mortalidade infantil no mundo, sendo responsável por 1,6 milhões de mortes de crianças com menos de 5 anos. São indicados cinco remédios para tratar a pneumonia, sendo eles amoxicilina, a ampicilina, o gás oxigênio medicinal, a ceftriaxona, o gentamicina e a penicilina procaína.

Diarreia

É a segunda causa de mortalidade infantil, responsável por 1,3 milhões de mortes por ano no globo. Para evitar a desnutrição das crianças, a OMS sugere como medicamento essencial o zinco e o soro caseiro

Malária

A cada 45 segundo, uma criança morre de malária na África. Para esta doença, a OMS indica a combinação terapêutica de artemisinina e artesunato

HIV

A OMS diz que, atualmente, 2,1 milhões de crianças convivam com o vírus HIV no mundo. Para esta doença, o tratamento mais eficiente é o com antirretrovirais.

Deficiência de vitamina A

A deficiência de vitamina A esta associada às complicações de rubéola em crianças e, por isso, a OMS indica a suplementação.

Dor e cuidados paliativos

As dores agravam outras doenças e trazem limitações para as crianças. Além da morfina, a OMS indica também o paracetamol.

Vitamina A: maioria das mulheres não precisa de suplemento

Suplementação não reduziu índice de mortalidade de bebês ou de gestantes, revela estudo

Vitamina A: suplementação pode não se aplicar à grande maioria das gestantes

Um novo estudo de Bangladesh leva especialistas à conclusão de que a maioria das mulheres do mundo não precisa de suplementos de vitamina A.

Na zona rural desta nação asiática emergente, a suplementação de vitamina A em gestantes não reduziu o índice de mortalidade dos bebês ou das mulheres por problemas relacionados à gravidez, é o que mostra o novo estudo.

Entretanto, os pesquisadores afirmam que garantir que as gestantes recebam a quantidade necessária de vitamina A através da dieta ou de suplementos é “um importante objetivo de saúde pública” por outras razões. Mas, especialistas questionam se os suplementos são realmente úteis.

“Em minha opinião, existem muito poucas evidências no momento em prol da suplementação de vitamina A em mulheres”, disse Anthony Costello, do University College London Institute for Global Health, em entrevista à Reuters Health.

“Aparentemente, ou a suplementação não surte efeito ou o mesmo só pode ser observado em populações com níveis de vitamina A extremamente baixos. Para grande parte das mulheres do mundo, isso provavelmente não se aplica”, disse Costello, que já realizou pesquisas sobre o tema, mas não participou do estudo atual.

No estudo de Bangladesh, publicado no periódico Journal of the American Medical Association, a equipe liderada por Keith West, do Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, de Baltimore, acompanhou uma população de aproximadamente 60.000 pessoas por mais de cinco anos.

A equipe de pesquisa identificou todos os domicílios da região onde residissem mulheres casadas entre os 13 e os 45 anos de idade. A cada cinco semanas, pesquisadoras visitavam tais casas para verificar – através de conversas e de exames de urina – se alguma das mulheres estava grávida.

Em caso afirmativo, as mulheres recebiam doses semanais de vitamina A, betacaroteno, ou pílulas de placebo, ministradas até a décima segunda semana após darem à luz. Elas também recebiam material educativo sobre cuidados e alimentação durante a gravidez. Os grupos eram designados aleatoriamente, com base na localização dos domicílios.

Em torno de 60.000 gertações foram observadas durante o período de estudo, com as mães distribuídas uniformemente entre os grupos que receberam suplementos de vitamina A, betacaroteno ou placebo.

Um total de 138 mulheres participantes do estudo morreu por causas relacionadas à gravidez. Este número representou um total de 20 a 25 mulheres em cada 10.000 gestações, independentemente do tipo de suplemento que receberam.

Os índices de partos de natimortos e mortalidade de bebês também não apresentaram variações com base no tipo de suplementos ministrados. Em cada um dos três grupos ocorreram entre 45 e 51 casos de partos de natimortos para cada 1.000 nascimentos, e entre 65 e 70 mortes de bebês nas 12 semanas após o nascimento para cada 1.000 nascimentos.

Mudanças necessárias?

A deficiência de vitamina A vem sendo relacionada à cegueira noturna em gestantes e também à morte delas em algumas regiões. A Organização Mundial de Saúde informa que tais riscos são mais altos nos últimos três meses de gestação. No estudo de Bangladesh, nenhuma mulher com cegueira noturna foi tratada com vitamina A, independentemente do tipo de suplementação que recebida durante o estudo.

Costello, porém, acredita que a deficiência de vitamina A no mundo emergente se tornou um problema menor nos últimos 30 anos, com mudanças econômicas e agrícolas – que afetam também a nutrição. Estudos anteriores, incluindo aquele liderado por West, analisaram o efeito da suplementação de vitamina A em gestantes de Gana e do Nepal, não encontrando quaisquer efeitos nos índices de partos de natimortos ou de mortalidade de bebês. Entretanto, os estudos conduzidos no Nepal revelaram um número menor de mortes entre gestantes que recebiam suplementação de vitamina ou betacaroteno.

Na opinião de West, pode ser que as mulheres de Bangladesh tenham um consumo maior de alimentos ricos em vitamina A do que as nepalesas. Elas também apresentam chances geralmente menores de morrer na gravidez por outras razões – por exemplo, talvez por terem maior probabilidade de darem à luz com acompanhamento de um profissional de saúde.

Costello diz que mesmo que a deficiência de vitamina A esteja se tornando menos comum, a suplementação é importante – principalmente para afastar as infecções – em pessoas deficientes, dentre elas as crianças.

“Acredito que a suplementação em crianças ainda seja necessária. Mas, devemos estar atentos a mudanças que podem levar a um declínio nos benefícios dos programas de suplementação”. Costello complementa: “Não há necessidade de pressa em prescrever vitamina A para todas as mulheres do planeta”.

West também acredita que a alimentação esteja melhorando em muitas partes do mundo emergente, possivelmente transformando a suplementação de vitamina A menos essencial em algumas regiões - dentre elas a zona rural de Bangladesh.

“Este ainda é um nutriente vital. Se ele não é ingerido, juntamente com outros micronutrientes, as coisas não irão bem. Mas, o perfil nutricional está mudando. Estaria isso ocorrendo por toda parte? Eu diria que não, mas provavelmente é uma tendência geral”, disse West à Reuters Health.

Porém, ele complementa que devemos nos manter vigilantes às necessidades nutricionais da população pobre das zonas rurais do mundo emergente para evitar deficiências.

Sem solução mágica

Prakesh Shah, que também estudou a suplementação de micronutrientes e a gravidez, vê uma mensagem diferente nas descobertas.

“Analisar a relação entre um único nutriente e a morte de gestantes é esperar demais de um estudo”, disse Shah, pesquisador da Universidade de Toronto que não participou do estudo. Ele complementa que se mães e bebês terão benefícios de algum suplemento, este deve conter mais nutrientes – dentre eles a vitamina D, o ácido fólico e o ferro.

O índice de mortalidade entre gestantes e bebês ainda é bem mais alto no mundo emergente do que em países como os Estados Unidos e o Canadá. Ele complementa: “Será que iremos encontrar uma única solução, como a vitamina A, para curar todos os males? É bem provável que isso não aconteça.”

Aprenda a diferenciar as doenças do frio e a se prevenir

Saiba quando você está com gripe, resfriado, rinite, sinusite, asma ou pneumonia


Basta uma mudança de temperatura mais brusca para começarem as manifestações de tosse, espirros e coriza. Com a chegada do outono, elas tendem a ser mais frequentes, pois os dias quentes do verão dão lugar às tardes amenas e noites bem frias, um prato cheio para as doenças respiratórias.

As mais comuns nessa época do ano são o resfriado, a gripe, seguidas da sinusite, rinite e da pneumonia. E para quem já sofre de asma, bronquite e enfisema pulmonar, as crises tendem a piorar. Isso acontece porque as pessoas passam a se isolar em locais fechados para se preservar do frio, o que facilita a transmissão das doenças virais e bacterianas, explica o pneumologista José Miguel Chatkin, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

- A diferença brusca de temperatura faz com que as defesas do pulmão funcionem com menos eficiência. Somado a isso, como as pessoas estão em ambientes mais fechados e menos arejados, têm mais chance de se contaminarem, desenvolvendo o resfriado, a gripe e outras infecções bacterianas.

E se esses locais estiverem cheios, a possibilidade dessas doenças se espalharem é ainda maior, afirma Chatkin.

Gripe ou resfriado?

Além de poucos se atentarem a esses detalhes, outro problema que acerca as doenças do frio é saber identificá-las e fazer os tratamentos mais adequados. Afinal é bem comum as pessoas confundirem o resfriado com gripe ou a rinite com sinusite. Diante disso, pedimos para o pneumologista Alex Macedo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e para Chatkin apontarem as diferenças entre as doenças respiratórias, descrevendo seus sintomas e tratamentos mais adequados. Veja abaixo.

Resfriado - infecção viral de via área superior que causa congestão nasal (nariz entupido), espirros, tosse seca, coriza, dor de cabeça, e às vezes febre baixa, com duração de três a cinco dias em média. Apenas os sintomas devem ser tratados, ou seja, antitermal em caso de febre e remédios para dor.

Gripe – com sintomas muito semelhantes ao do resfriado nos primeiros dias, é uma infecção viral de via aérea superior que se agrava e tem duração maior, podendo durar até uma semana. Além da tosse seca, coriza e do nariz entupido, o doente tem febre alta, dores no corpo e nas articulações, moleza e vontade de ficar na cama. Apenas os sintomas devem ser tratados, ou seja, antitérmico em caso de febre e remédios para dor.

Rinite - a infecção de causa bacteriana inflama a mucosa do nariz, causando repetitivos espirros e muita coriza (aguada ou mais espessa). Quando a inflamação está muito intensa, faz com que os seios da face fiquem obstruídos, causa que predispõe a sinusite. Deve ser tratada com antibiótico.

Sinusite – a infecção bacteriana causa uma obstrução nasal que tem como consequências as dores na face (bochechas e testa), tosse seca muito repetitiva e coriza mais espessa (amarelada). Deve ser tratada com antibiótico.

Bronquite e asma – a bronquite se caracteriza por uma inflamação nos brônquios que tem causas diferentes. Pode ser causada por infecção (aguda) ou pelo cigarro (crônica). Já o termo bronquite asmática, por exemplo, significa o mesmo que asma, isto é, uma inflamação nos brônquios que dura algum tempo (crise), com episódios de tosse, sibilância (chiado no peito) e dispneia (falta de ar). Desencadeada como uma alergia, ela costuma aparecer quando a pessoa predisposta entra em contato com poeira, produtos químicos com cheiro muito forte ou se fica muito tempo em ambientes frios ou úmidos. O tratamento de ambas deve ser feito por um pneumologista.

Pneumonia – é considerada a mais grave entre as doenças comuns do frio, pois é uma infecção bacteriana no pulmão, que causa um comprometimento geral da saúde. Os sintomas mais comuns são febre alta, perda da vontade de se alimentar, uma forte tosse com secreção amarelada e dor no peito. Deve ser tratada imediatamente com antibióticos depois de feito o diagnóstico. A doença é mais comum em idosos, mas também pode acometer crianças, sendo mais grave em menores de um ano e em adultos acima dos 65 anos, fumantes e portadores de problemas cardíacos, renais e diabetes. Pode levar a internação e mesmo a morte se não tratada logo.

Estados Unidos registram três suspeitas de contaminação pela E.coli

Centros de Controle e Prevenção de Doenças fará testes de sangue para determinar causa da contaminação

Autoridades de saúde afirmaram nesta quinta-feira que três pessoas nos Estados Unidos podem ter ficado doentes por contaminação pela bactéria Escherichia coli (E.coli), que matou 18 na Europa. As pessoas teriam sido contaminadas em viagem à Alemanha.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estão aguardando amostras de sangue antes de confirmar a causa da enfermidade, disse o porta-voz Tom Skinner à France Presse. Os casos suspeitos não foram fatais.

Mais cedo, foram registrados sete casos de pessoas contaminadas com a bactéria no Reino Unido, sendo três britânicos que recentemente viajaram para Alemanha e quatro alemães. As informações são da Dow Jones.


Ministério enviará nova MP para reajustar salário de médicos-residentes

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo irá reenviar as propostas para o Congresso Nacional, com algumas alterações para permitir a tramitação

BRASÍLIA - Uma manobra do Senado Federal na noite de quarta-feira derrubou duas medidas provisórias (MPs) referentes ao funcionamento dos hospitais universitários que tinham sido enviadas pelo governo federal no fim do ano passado. O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo irá reenviar as propostas para o Congresso Nacional, com algumas alterações para permitir a tramitação.

No caso da MP 521/2010, que reajustava o valor da bolsa paga aos médicos-residentes, Haddad afirmou que ela será reeditada com a correção do valor pela inflação acumulada no período. "Essa sugestão foi bem recebida pela ministra do Planejamento [Miriam Belchior] e pela Casa Civil,, mas obviamente será submetida à presidenta [Dilma Rousseff]", disse. O ministro estima que a MP deve ser reenviada ao Congresso Nacional entre uma e duas semanas.

Sobre a MP 520/2010, que iria criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o MEC enviará o texto final, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, no formato de projeto de lei, em regime de urgência. A criação dessa empresa é uma tentativa de regularizar a situação dos hospitais universitários, cujas contas estão sendo questionadas pelos órgãos de fiscalização e controle. Hoje, boa parte dos funcionários dos hospitais é contratada por meio de fundações de apoio ou por outras modalidades de terceirização, consideradas ilegais. Essa função seria assumida pela Ebserh, que será administrada pelo MEC.

Entretanto, desde que a MP foi enviada ao Congresso encontrou resistência entre os sindicatos da categoria, que temem uma "terceirização" dos serviços hoje prestados pelos hospitais universitários. O projeto de lei que será reenviado pelo ministério terá que passar novamente pela Câmara para seguir ao Senado.

"Não faltam iniciativas do governo [para a regularização dos hospitais universitários], mas nós dependemos de qualquer forma do Congresso Nacional", explicou Haddad.

Aids cai na América Latina; Brasil lidera a luta contra a síndrome

A distribuição gratuita de 480 milhões de preservativos e o reconhecimento pela OMC da quebra de patentes de antirretrovirais são alguns dos avanços brasileiros


BOGOTÁ - A batalha contra a aids avança na América Latina, onde o número de novas infecções diminuiu desde 2000 até se situar em 1,8 milhões de casos, e foca agora na ampliação do acesso aos tratamentos médicos. O Brasil lidera a luta contra a síndrome, com um terço dos soropositivos da América Latina (592.914 casos desde 1980) e é considerado um modelo pelas Nações Unidas quanto a políticas de prevenção.

A distribuição gratuita em 2009 de 480 milhões de preservativos e o fato de a Organização Mundial do Comércio (OMC) ter reconhecido que o direito a remédios baratos está acima da proteção das patentes são alguns dos avanços brasileiros.

Nesse mesmo caminho se encontra Cuba, que até 2010 tinha quase 12 mil pessoas diagnosticadas e que, segundo dados oficiais, conseguiu manter o índice de contaminação pelo vírus de imunodeficiência humana (HIV) mais baixo das Américas e uma média de um a dois nascimentos anuais de crianças infectadas.

Desde 1992, o Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Havana investiga um remédio contra a doença, e atualmente trabalha em uma vacina terapêutica para soropositivos.

O diretor da Unaids para a América Latina, César Núñez, reiterou que em metade dos países da região, "mais de 70% dos infectados com HIV recebem tratamento farmacológico", embora cerca de 800 mil não tenham acesso por falta de recursos.

Da Argentina, onde 130 mil pessoas vivem com HIV, a presidente da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com o HIV-Aids, Patricia Pérez, pediu que os Governos deslocassem o dinheiro destinado às armas para financiar a luta contra a doença, ao invés de cortar programas de saúde por causa da crise econômica.

Segundo o médico Pedro Cahn, impulsionador do primeiro centro argentino de atendimento a pessoas com HIV e ex-presidente da Sociedade Internacional da Aids, "quando se sobrepõe o mapa da doença com o da pobreza é assombrosa a similitude". Por isso a situação do Haiti preocupa, já que a cobertura com antirretrovirais chega somente a 43% de sua população, longe do desejado acesso universal promovido pelo Unaids. O terremoto de janeiro de 2010 no país piorou a situação, e o risco de infecção aumentou pela violência sexual e de gênero nos campos de desabrigados, onde vivem cerca de 800 mil pessoas.

O país concentra 46% das pessoas com HIV no Caribe, com 120 mil casos, e a isso se soma a epidemia de cólera (5.234 mortos) que dificultou a capacidade de oferta de serviços relacionados com o HIV no empobrecido país.

Na América Central, apesar dos esforços na provisão de medicamentos, o desafio pendente é a prevenção, segundo Núñez. De fato, só a Nicarágua, com 6.122 portadores do HIV, aparece na lista das nações onde "mais de 80% dos jovens conhecem os métodos de prevenção à transmissão por via sexual", disse.

O Ministério da Saúde da Costa Rica (2.093 casos de HIV e 1.720 de Aids entre 2002-2009) afirmou em um estudo que "é preciso realizar um trabalho de conscientização sobre a importância do uso do preservativo".

Por isso, Rafael Espada, vice-presidente da Guatemala (país com mais de 70 mil contagiados com HIV, dos quais 22 mil têm Aids), está decidido a "apoiar com entusiasmo" a nova Declaração que a ONU assinará em Nova York na próxima semana durante a reunião de alto nível sobre a doença.

Na América Latina, a cobertura dos antirretrovirais para prevenir a transmissão materno-infantil é de 53%, e em seis nações (Nicarágua, Chile, Uruguai, Argentina, Equador e Costa Rica) é de 80%.

Sobre este aspecto, o diretor-geral de Saúde Pública do Ministério da Proteção Social da Colômbia, Lenis Urquijo, qualificou de "importante" o programa existente desde 2005 para evitar a transmissão de mãe para filho. Em 2010, dos 450 mil exames realizados em mulheres só 600 resultaram soropositivas e apenas 8 crianças (menos de 2%) nasceram infectadas.

Agora "há grandes desafios", disse o diretor do Programa Nacional do Controle da aids (Pronasida) do Paraguai (10.436 contágios desde 1985), Nicolás Aguayo, que reclamou da falta de recursos para uma campanha "de maior escala e com mais eficácia".

Na Venezuela, defensores dos direitos dos afetados afirmam que a crise na saúde pública prejudicou a resposta sanitária ao mal.

Apesar destas dificuldades, o México (144 mil pacientes de aids) oferece desde 2003 acesso gratuito a antirretrovirais, assim como a Bolívia, que diz ter 6.472 contagiados.

O mesmo acontece no Chile, que ajuda infectados que não têm recursos ou que ganham menos de US$ 365 mensais, e no Peru, que há mais de oito anos incorporou ao seguro social o Tratamento antirretroviral de Grande Atividade e, desde 2004, trata de forma gratuita sete mil pacientes com o Fundo Global das Nações Unidas.

Porém, talvez o maior desafio na América Latina seja ainda hoje, 30 anos após a descoberta do primeiro caso no mundo, acabar com o tabu que persiste em nações como o Equador (37 mil contagiados). O estigma e a discriminação fazem com que muitos equatorianos enfrentem a doença às escondidas por medo de sofrerem rejeição social, já que, segundo uma enquete de 2010, 75% dos cidadãos de Quito não morariam com moradores contagiados.

África. A falta de recursos econômicos, de educação e conscientização perpetuam a presença da Aids na África Subsaariana, lar de 22,5 milhões dos 33,3 milhões de infectados pelo HIV no mundo, segundo números do Programa das Nações Unidas para a Aids (Unaids).

Rosemary Adhiambo, uma das fundadoras da associação de mulheres soropositivas Power Women Group na favela de Kibera, em Nairóbi, assegura que as clínicas locais distribuem preservativos gratuitamente, mas "os homens são muito reticentes na hora de usá-los", mesmo que a parceira esteja infectada.

Além disso, Rosemary aponta a pobreza como o outro culpado pela continuidade da Aids: "Existem mulheres soropositivas que se prostituem para alimentar seus filhos. Assim conseguem sustentar a família, mas a doença se propaga".

A África continua sendo a região mais afetada por um mal cuja origem é ainda incerta - estudiosos da matéria costumam situá-la no centro-oeste do continente no final do século XIX ou princípios do XX.

Um relatório apresentado em setembro de 2010 por OMS, Unicef e Unaids revelou que o acesso a estes tratamentos oscila entre 50 e 80% dos infectados em países como Etiópia, Zâmbia, Namíbia e Suazilândia; enquanto Ruanda, assim como Cuba, consegue alcançar uma cobertura total.

Treze países informaram à OMS casos de infectados por bactéria E. coli

A OMS ressaltou no comunicado que não recomenda nenhum tipo de restrições comerciais relacionadas com o surto

COPENHAGUE - Doze países informaram de casos de pessoas infectadas pela Síndrome Hemolítico-Urêmica (SUH) e o variante da bactéria intestinal E. coli Enterohemorrágica (EHEC), informou nesta sexta-feira o Escritório Regional Europeu da Organização Mundial da Saúde em Copenhague.

Alemanha, que notificou 470 casos de SUH e 1.046 de EHEC, lidera a lista, na qual também figuram Áustria (0 e 2), República Tcheca (0 e 1), Dinamarca (7 e 10), França (0 e 6), Holanda (4 e 4), Noruega (0 e 1), Espanha (1 e 0), Suécia (15 e 28), Suíça (0 e 2), Reino Unido (3 e 4) e Estados Unidos (2 e 0). Mais tarde a Finlândia notificou um caso.

Em todos os casos, menos em dois, se trata de indivíduos que residem ou visitaram recentemente o norte da Alemanha durante o período de incubação da infecção, com exceção de uma pessoa que se infectou após ter contato com alguém que tinha estado na Alemanha, assinalou este organismo com sede em Copenhague.

A OMS ressaltou no comunicado que não recomenda nenhum tipo de restrições comerciais relacionadas com o surto e que mantém os Estados-membros da organização informados sobre sua evolução, além de oferecer ajuda técnica e de pesquisa.

Cientistas alemães e chineses conseguiram decifrar na quinta-feira o genoma da "E-coli", identificado como um cruzamento até agora desconhecido de bactérias, que provocou já a morte de 18 pessoas e ameaça arruinar a colheita de agricultores de toda Europa.

A equipe bacteriológica da Clínica Universitária Eppendorf de Hamburgo, a cidade da qual partiu o alerta de saúde e também a retirada precipitada de pepinos espanhóis do mercado, foi quem informou da identificação do genoma da bactéria letal, surgida da combinação entre pelo menos duas variedades.

Mulher dá à luz bebê em pleno voo

Criança que nasceu saudável no voo Malabo-Madri é o 5º parto em voos na história da Iberia, disse companhia.

Uma bebê nasceu nesta madrugada a bordo de um avião da companhia espanhola Iberia que fazia um voo entre a capital da Guiné Equatorial, Malabo, e Madri.

O voo 3721 decolou às 0h10 desta sexta-feira e o nascimento da criança se deu às 3h30.

Segundo um comunicado da Iberia, o parto foi muito rápido e o bebê nasceu saudável, com três quilos.

No avião Airbus 319 estavam por acaso uma parteira e dois médicos, incluindo um pediatra, que durante todo o momento atenderam a mulher, com ajuda do pessoal de bordo.

Quando o avião pousou no aeroporto de Madri, às 7h da manhã, uma ambulância já estava preparada para receber a recém-nascida e a mãe.

"Não é a primeira vez que nascem crianças a bordo de um avião da Iberia. Na realidade, este é o quinto parto da história da companhia", disse a Iberia em sua página no site Facebook.

"O primeiro teve lugar em um voo Madri-Havana, há mais de 40 anos. Naquela época, também foi uma menina, Loreto, com quem temos o prazer de contar entre nosso seguidores do Facebook."

Segundo a companhia, hoje a associação internacional de transporte aéreo, a Iata, recomenda que as mulheres grávidas não viajem de avião a partir da 36ª semana de gestação.

Se a viagem for estritamente necessária, a gestante deve obrigatoriamente consultar um médico, a quem caberá a decisão final de autorizar ou não o deslocamento.

Vacina contra sarampo e paralisia infantil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá incluir a imunização de crianças contra o sarampo na
campanha de vacinação contra a paralisia infantil que começa neste mês em todo o Estado. O objetivo é proteger a população infantil contra as duas doenças antes do período de férias.

A campanha será feita entre os dias 18 de junho e 1º de julho. Crianças com até seis anos de idade devem ser
vacinadas. As crianças de 0 a 4 anos receberão as duas gotas da vacina Sabin, contra paralisia infantil, e uma dose contra o sarampo. Para crianças entre um e seis anos será oferecida a vacina contra o sarampo. Além disso, haverá atualização de eventuais doses em atraso na caderneta.

Por todo o Estado serão mobilizados cerca de 14 mil postos de saúde e 51 mil profissionais, em parceria com as prefeituras. A meta da Secretaria é imunizar 3,17 milhões de crianças, das quais 2,67 milhões contra sarampo e paralisia infantil, e outras 500 mil apenas contra o sarampo.

Foram identificados neste ano nove casos de sarampo em território brasileiro, todos relacionados à importação do vírus D4, circulante na Europa, principalmente França, que já registrou cerca de 9 mil casos nesses primeiros meses do ano. Na Europa, 33 países apresentam casos.

No Estado de São Paulo há um caso suspeito de sarampo em fase final de investigação epidemiológica. As amostras analisadas no Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria, deram positivo para o vírus, mas ainda aguardam confirmação da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, responsável pela contraprova. O caso refere-se a uma criança de 7 anos moradora da região de Campinas, não vacinada e sem histórico de viagem recente a outros estados ou ao exterior.

São Paulo não registra nenhum caso de paralisia infantil desde 1988, mas ainda assim é fundamental que todas as crianças menores de cinco anos sejam imunizadas anualmente com as duas gotas da vacina Sabin.

Justiça: fundação que administra o InCor-SP terá de devolver R$ 50 mi ao SUS

Condenação ocorreu porque a fundação não aplicou corretamente as verbas do convênio na década de 1990

BRASÍLIA - A Fundação Zerbini, que há mais de 30 anos atua administrando o Instituto do Coração de São Paulo (InCor-SP), foi condenada a ressarcir o Sistema Único de Saúde (SUS) em R$ 50 milhões. A decisão é da 9ª Vara Federal Cível de São Paulo e ainda cabe recurso.

Segundo o Ministério da Saúde, a condenação ocorreu porque a fundação não aplicou corretamente as verbas do convênio feito com o SUS, na década de 1990. O ministério aprovou as contas na época em que foram prestadas, mas uma análise posterior, feita por auditores do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), detectou que a prestação de contas estava equivocada.

O dinheiro deveria ser usado no desenvolvimento de ações de saúde e implementação do SUS no hospital, mas, segundo os auditores, as despesas registradas na prestação de contas não batiam com a finalidade do repasse dos recursos. Diante das irregularidades, o Ministério da Saúde emitiu pareceres determinando a devolução dos recursos financeiros no valor de R$ 49.616.664,99.

Já a fundação alegava que não devia os valores porque as contas já haviam sido aprovadas, mas o juiz entendeu que aprovação anterior por órgão interno do Ministério da Saúde não impedia o desarquivamento do processo de prestação de contas, para fins de controle pelo Tribunal de Contas da União, determinando a devolução do valor.

Estudo 'inocenta' dieta da carne

Pesquisa diz que priorizar proteínas e gorduras não traz risco cardiovascular e acelera a perda de peso


Por permitir o consumo de carnes e gorduras à vontade, a dieta de baixa ingestão de carboidratos é vista com restrição pelos cardiologistas, mas um estudo científico da Johns Hopkins University - que será apresentado amanhã em um congresso da Associação Americana de Medicina do Esporte - concluiu que esse tipo de dieta não oferece um risco maior para a saúde cardiovascular, pelo menos quando praticada por até três meses. Além disso, a estratégia acelera a perda de peso.

O estudo analisou 46 obesos que não tinham problemas cardiovasculares, com peso médio de 99 kg. Eles se submeteram a uma dieta acompanhada de exercícios físicos aeróbicos regulares e musculação. Metade aderiu à dieta de baixa ingestão de carboidratos e a outra parte fez uma dieta balanceada.

Depois de perder 4,5kg, o primeiro grupo não apresentou qualquer alteração cardiovascular em relação ao segundo grupo. Além disso, os que restringiram o consumo de carboidrato conseguiram perder peso em 45 dias, enquanto o outro grupo levou 70 dias.

"Nosso estudo deve ajudar a dissipar as dúvidas que muitas pessoas que precisam perder peso têm na hora de escolher uma dieta baixa em carboidrato em vez de uma baixa em gordura", diz o pesquisador Kerry Stewart, acrescentando que mais pessoas deveriam considerar esse tipo de dieta como uma boa opção, já que não impõe risco imediato à saúde cardiovascular.

A restrição aos carboidratos tornou-se conhecida nos anos 1960, com a ajuda do médico americano Robert Atkins - daí surgiu a famosa dieta de Atkins. Para os especialistas em perda de peso, contudo, a melhor maneira de emagrecer ainda é a dieta balanceada, com ingestão de 55% de carboidrato, 30% de gordura e 15% de proteína.

"É a dieta mais segura, mais fácil de seguir em longo prazo e cujo resultado tende a se manter por mais tempo", diz a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

O endocrinologista Durval Ribas Filho, da Associação Brasileira de Nutrologia, concorda: "Nada supera a dieta equilibrada, balanceada e hipocalórica, com consumo de 1, 2 mil a 1,5 mil calorias por dia".

O endocrinologista Ribas Filho explica que o consumo excessivo de proteína favorece a sobrecarga renal e a formação de cálculos, além de interferir no processo da aterosclerose. Outro aspecto observado é que nem toda gordura é vilã e que os danos ao coração dependem do tipo de gordura ingerida.

Uma das explicações para a perda de peso mais rápida com a dieta das proteínas é que, apesar de poder comer gordura à vontade, a pessoa tende a enjoar desse tipo de alimento após um tempo, reduzindo o número de calorias ingeridas.

O cardiologista Daniel Branco de Araújo, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, faz uma ressalva em relação ao estudo: o grupo analisado era de indivíduos saudáveis. "Pessoas que já tenham problemas cardiovasculares não devem fazer essa dieta de jeito nenhum", alerta.

Americano propõe alimentação do tempo das cavernas

O economista americano Arthur De Vany, autor do livro A nova dieta da evolução, lançado recentemente no Brasil pela Editora Larousse e que virou febre nos EUA, propõe que as pessoas se alimentem como na era paleolítica: além de ênfase na carne, propõe a ingestão de frutas, verduras e legumes.

A dieta das cavernas se assemelha àquelas que restringem os carboidratos (como a dieta de Atkins ou de South Beach), mas vai além: proíbe produtos industrializados e cereais. Além disso, contrariando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda poucas refeições por dia e que, em cada uma delas, seja ingerida uma grande quantidade de calorias.

Para o autor, a genética humana está preparada para digerir alimentos consumidos há 40 mil anos e a ingestão de grãos e de industrializados seria o motivo de as pessoas adoecerem com tanta frequência.

ALERTA

Dieta balanceada, com ingestão de 55% de carboidrato, 30% de gordura e 15% de proteína, é a melhor opção para redução de peso, segundo especialistas brasileiros

Para perder peso, a alimentação deve ter entre 1,2 mil e 1,5 mil calorias por dia, segundo a Associação Brasileira de Nutrologia

Pessoas que já apresentem problemas cardiovasculares não devem fazer a dieta da carne, segundo os médicos

Cientistas identificam molécula que espalha câncer de mama

Cientistas australianos do Instituto de Pesquisa Médica Garvan, em Sydney, conseguiram identificar uma molécula responsável por fazer com que o câncer de mama do tipo basal, um dos mais agressivos, cresça e se espalhe pelo organismo.

A descoberta, que foi divulgada na publicação científica internacional Cancer Research, pode ajudar a desenvolver medicamentos capazes de diminuir o tumor, facilitando o tratamento da doença.

"Ele (o câncer de mama basal) tende a afetar mulheres mais novas, e o resultado para estas pacientes é frequentemente ruim", disse a patologista e química Sandra O'Toole, uma das responsáveis pelo estudo.

O pesquisador Alex Swarbrick diz que encontrar um medicamento para este tipo de câncer é uma prioridade.

O tumor do tipo basal tem células que se assemelham às células musculares normais da mama. E, segundo Swarbrick, não pode ser tratado com os mesmos medicamentos utilizados em outros casos de câncer de mama.

"O câncer do tipo basal é chamado de `Doença triplo negativa' porque não produz receptores dos hormônios femininos estrogênio e progesterona nem da proteína HER2, que são atingidos pelas drogas Tamoxifen e Herceptin, usadas com muita eficácia no tratamento de alguns cânceres de mama", explica.

MOLÉCULA 'PORCO-ESPINHO'

As células do câncer, segundo o estudo, criam as condições para sua própria sobrevivência comunicando suas necessidades para as células saudáveis que as rodeiam.

A molécula "porco-espinho", que tem esse nome por causa de sua aparência espinhosa, contribui com essa comunicação, transmitindo sinais bioquímicos entre as células cancerígenas e as saudáveis do organismo.

Ela atua bastante durante o desenvolvimento humano, mas geralmente fica inativa durante a vida adulta. No entanto, pode ser ativada durante alguns tipos de câncer de pele, de cérebro e de pulmão.

Mas os pesquisadores do Instituto Garvan descobriram que, ao bloquear a molécula, os tumores de câncer de mama do tipo basal encolhem e param de espalhar-se pelo corpo.

De acordo com os cientistas, testes feitos em 279 mulheres com este tipo de câncer revelaram que aquelas que tinham moléculas "porco-espinho" ativas apresentaram piores condições.


Outros experimentos feitos com grupos de ratos indicaram que, quando os animais recebiam grandes quantidades da molécula, o câncer era mais agressivo e se espalhava mais.

Segundo Sandra O'Toole, quando a molécula era bloqueada nos ratos, os tumores eram menores e não se espalhavam tanto.

"Mostramos que silenciar estas moléculas afeta o crescimento do câncer de mama e sua metástase", afirmou.

Por causa da associação da molécula com outros tipos de câncer, já há medicamentos que tentam bloquear sua atividade em fase de testes clínicos.

"Estamos com esperanças de que usando remédios já disponíveis possamos examinar alguns pacientes com câncer de mama e ver se eles estão sendo eficientes", disse a pesquisadora.

Na Austrália, cerca de 12.500 casos de câncer de mama são identificados a cada ano e 10% deles são do tipo basal.

Urologista condena uso indevido de remédios para disfunção erétil; assista



No vídeo acima, o urologista Miguel Srougi comenta as mudanças na sociedade após o surgimento de diversos medicamentos de disfunção erétil.

Entrevistado pelos jornalistas Guilherme Genestreti e Cláudia Collucci, o especialista alerta ainda para o uso dos medicamentos feito por pessoas que não apresentam o problema.

"O consumo descontrolado pode alterar a pressão e gera alguma dependência psicológica. [...] Essa prática deve ser condenada", completa Srougi.

Bactéria resistente a antibióticos é detectada em humano e vaca

Um grupo de cientistas detectou em humanos e vacas uma nova cepa de bactérias Staphylococcus aureus resistente aos antibióticos do grupo da penicilina, publicou a revista "Lancet Infectious Diseases".

A epidemiologista veterinária espanhola Laura García-Álvarez, pesquisadora associada do Imperial College de Londres, identificou várias mostras de bactérias que apresentavam resistência aos antibióticos e que os testes habituais não detectavam. A pesquisadora fez a descoberta enquanto preparava sua tese de doutorado na Universidade de Cambridge.

A nova cepa de Staphylococcus aureus resistente à Meticilina (MRSA, na sigla em inglês), contém um gene chamado mecA, responsável pela resistência aos antibióticos, que só tem 60% de nível de semelhança daqueles que compartilham 99% das MRSA conhecidas. Por isso que a nova cepa passava despercebida nos exames clínicos, informou Laura à Agência Efe.

Após identificar 13 amostras da bactéria, denominada LGA251, em leite de vaca, os pesquisadores detectaram 50 casos em humanos no Reino Unido e na Dinamarca em 2010, e atualmente estão desenvolvendo os primeiros testes em outros países europeus como Portugal, Alemanha e Holanda.

"A primeira bactéria deste tipo procede de uma mostra de 1975, portanto, leva pelo menos 36 anos circulando, mas não a detectamos até agora porque não tínhamos as ferramentas necessárias", explicou.

INCIDÊNCIA BAIXA

O professor de medicina veterinária preventiva da Universidade de Cambridge Mark Holmes, que dirigiu a pesquisa, afirmou que a bactéria tem uma ampla distribuição geográfica, mas que sua incidência em números absolutos é muito baixa, embora não tenha descartado um aumento dos casos nos próximos anos quando se estenderem os novos testes clínicos para detectá-la.

Os cientistas ainda não determinaram se foi a bactéria de origem bovina que passou para os humanos, ou o contrário. Em todo caso, afirmaram que o consumo de leite de vaca não representa nenhum risco de contágio, dado que o processo de pasteurização elimina totalmente a Staphylococcus aureus.

Calcula-se que um terço das pessoas tem em seu organismo bactérias resistentes aos antibióticos, principalmente na pele e nas fossas nasais, embora as complicações médicas associadas às MRSA costumem ocorrer em pacientes hospitaleiros submetidos a alguma intervenção cirúrgica.

Em pacientes com um sistema imunológico debilitado, essas bactérias podem causar desde problemas cutâneos até infecções sanguíneas.

As Staphylococcus aureus são as principais responsáveis pelas infecções hospitalares, e causam problemas médicos a 2% dos pacientes internados em uma clínica no Reino Unido, segundo os dados do Wellcome Truste Sanger Institue, que participou da análise genética do microorganismo.

Nos países industrializados, as bactérias estão aumentando sua resistência aos antibióticos nos últimos anos, e calcula-se que entre 40% e 60% deles deixaram de responder as tratamentos com os antibióticos mais comuns.

Propagandas antigas - Para quem tem muito papo: Linimento lodurado Composto



“Linimento lodurado composto contra o Bócio ou Papo. Este remédio é infalível na cura dos papos; basta friccionar-se o pescoço uma vez pela manhã e outra à noite durante alguns meses para ter-se cura; não tem resguardo e não precisa de remédios internos”.

Publicado em 2 de outubro de 1889.

Estudo sobre celulares pode influenciar decisões judiciais

A Suprema Corte dos Estados Unidos está considerando o destino de processos contra fabricantes de celulares sobre riscos à saúde, num momento em que a indústria está passando por um exame minucioso após relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde).


Um grupo de especialistas em câncer da OMS disse na terça-feira (31) que o telefone celular deveria ser classificado como "possivelmente cancerígeno", depois de analisar as evidências científicas disponíveis.

A classificação coloca o uso de telefone celular na mesma ampla categoria que inclui chumbo, clorofórmio e café, além de receber extensa cobertura da imprensa. Grupos da indústria trabalharam para minimizar o anúncio, dizendo que isso não significa que os telefones celulares causam câncer.

O relatório foi divulgado enquanto uma ação judicial conjunta contra 19 acusados, em sua maioria fabricantes de celulares e empresas de telecomunicação, chegou à Suprema Corte dos EUA. Os réus --como Nokia, AT&T e Samsung Electronics-- são acusados de distorcer o perigo que os celulares representam, quando sabiam dos perigos potenciais.

A ação foi rejeitada em uma corte menor, mas na terça a Suprema Corte dos EUA pediu formalmente ao Departamento de Justiça do país para analisar se deveria ou não ouvir a apelação de quem moveu o processo.

Allison Zieve, que representa o grupo que move a ação, disse que as pessoas tradicionalmente julgam os danos de saúde causados por produtos comuns como "bobagem".

O relatório da OMS pode mudar essa percepção, disse Zieve, diretor do grupo Public Citizen Litigation, uma organização de defesa dos direitos do consumidor. "Espero que o Departamento de Justiça sinalize que trata-se de um caso significativo e que deve ser levado a sério", disse.

Um porta-voz da AT&T se recusou a comentar o caso e representantes da Nokia e da Samsung não responderam aos pedidos de entrevista.

O processo pede indenização e uma decisão que, entre outras coisas, exige que as empresas forneçam fones de ouvido para os clientes.

Joanne Suder, uma advogada de Baltimore ligada ao grupo que moveu a ação, disse que tem "centenas" de casos de telefones celulares esperando a decisão da Suprema Corte dos EUA nos próximos meses. Os seus clientes buscam recompensa monetária, ela disse.

Paul Freehling, que representa a Associação da Indústria de Telecomunicação Celular, disse que não conhece nenhum caso em que um tribunal tenha encontrado evidências científicas suficientes sobre telefones celulares e câncer.

EUA propõem substituição da pirâmide alimentar por prato

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, apresentou nesta quinta-feira as novas recomendações nutricionais do governo americano, que substituíram a tradicional representação gráfica de uma pirâmide por um prato.

A primeira-dama Michelle Obama, em Washington, apresenta nova orientação nutricional

Em um ato no Departamento de Agricultura com o secretário Tom Vilsack e a assessora de Saúde do governo, Regina Benjamin, Michelle divulgou a nova representação gráfica, que tenta ajudar os consumidores a decidir o que colocar em seus pratos para seguir uma alimentação saudável.

Segundo a primeira-dama, "é uma lembrança simples e rápida para que todos nós sejamos mais conscientes do que comemos e, como mãe, posso dizer o quanto vai ajudar os pais em todo o país".

Ela ressaltou que os pais podem olhar para os pratos de seus filhos e garantir que metade seja composta de verduras e frutas e a outra metade de proteínas não gordurosas, laticínios sem gordura e cereais integrais.

A nova representação, que recebeu o nome de "MyPlate", divide um prato em quatro porções iguais: uma de fruta, outra de verduras, uma terceira de proteínas e a quarta de cereais integrais. Além disso, ao desenho é acrescentado um copo, que representa os laticínios.

Entre as recomendações que acompanham a nova representação gráfica se encontra a de "evitar os excessos".

Metade do prato deve conter frutas e verduras, e pelo menos a metade dos cereais consumidos deve ser integral, segundo as recomendações.

Aém disso, é conveniente que o leite consumido tenha pouca gordura, beber água em vez de bebidas doces e ingerir pouco sal.

A antiga imagem, a "Pirâmide de Nutrição", representava os grupos alimentares em forma triangular. Os alimentos que deviam ser ingeridos em maior quantidade se encontravam em sua base, enquanto aqueles que deviam ser consumidos moderadamente ficavam no topo.

Segundo o Departamento de Agricultura, a pirâmide "estava fora de moda e era muito complicada" para os cidadãos, que reclamavam de receber informação contraditória, mas ela continuará disponível para os profissionais da área de saúde.

Ele ressaltou ainda que a nova representação "se centra em uma imagem familiar, a de um prato" e busca transmitir aos cidadãos a informação de que necessitam para tomar decisões saudáveis na hora de se alimentar.

Mortes por pneumonia e infecções respiratórias chegam a 4 milhões por ano

Infecções respiratórias como gripe e outras causas de pneumonia matam mais de quatro milhões de pessoas por ano. A quantidade representa 6% das mortes em todo o mundo, de acordo com um estudo da Fundação Mundial do Pulmão.

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Jussara Fiterman, um dos motivos dos altos índices é a dificuldade em reconhecer os sintomas. A pneumonia mata 215 vezes mais nos países de baixa renda do que nas nações ricas e provoca 20% das mortes de crianças em todo o mundo.

A taxa é mais que o dobro dos 732 mil óbitos infantis provocados pela malária e muito mais que as 200 mil mortes de crianças em decorrência da AIDS. Atualmente, são registrados cerca de 156 milhões de novos casos de pneumonia a cada ano, sendo 97% deles em países em desenvolvimento.

Doenças respiratórias aumentam 40% no frio

Além da queda da temperatura, que favorece a irritação das vias aéreas, a chegada do frio traz redução da umidade do ar, provoca concentração de pessoas em locais mal arejados e uso de roupas de lã e cobertores guardados por muito tempo. O resultado é o aumento na incidência de doenças, especialmente as respiratórias.

Constantes variações climáticas contribuem para o desenvolvimento de doenças

As constantes variações climáticas de Curitiba contribuem ainda mais para o desenvolvimento de doenças, conforme explica o infectologista Jaime Rocha, do Frischmann Aisengart. “A grande variação de temperatura pode reduzir a defesa das mucosas respiratórias e deixar a defesa do organismo comprometida, aumentando as chances de contrair um vírus”, explica.

Segundo Rocha, além de hábitos de vida saudáveis, a melhor forma de prevenção é a higienização das mãos, com água e sabão, e cuidados como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e procurar manter arejados os locais com aglomeração de pessoas.

Diferença entre gripe e resfriado

A diferença entre gripe e resfriado deve ser observada para o tratamento adequado. O infectologista Jaime Rocha explica que a gripe é causada por um vírus (influenza) transmitido pela saliva, e ataca nariz, garganta e pulmões. Os sintomas são tosse, febre alta, dores de cabeça, musculares e articulares. Pode se complicar e virar uma sinusite ou pneumonia. Para o tratamento, existem antivirais e medicamentos que aliviam os sintomas. A melhor prevenção é vacinação anual e boa alimentação.

Já o resfriado é uma infecção mais leve de nariz e garganta. Os principais sintomas são coriza, espirros e febre baixa. Se não houver complicação, acaba em poucos dias. Segundo Rocha, não existe remédio para curar o resfriado ou vacinas para prevenção, mas medicamentos podem ser usados para amenizar os sintomas, aliados a repouso, ingestão de líquido e boa alimentação. “Se necessário, podem ser administrados analgésicos, antitérmicos e vitaminas, mas só depois de consulta médica”, afirma.

Após gravidez, mulheres devem fortalecer os músculos antes de ginástica aeróbica

Exercícios como o pilates ajudam a fortalecer os tendões, que ficaram fracos durante a gravidez

Mulheres que passaram por uma gravidez deve voltar a malhar aos poucos e cuidar da parte localizada, explica o colunista Marcos Paulo Reis, da BandNews FM. Reis indica começar pela parte muscular, depois para a aeróbica.

“Na gravidez a mulher tem uma frouxidão ligamentar muito grande, então os tendões estão enfraquecidos”, explica. “antes de começar qualquer trabalho aeróbico, faz um trabalho de pilates, de ginástica localizada ou musculação leve”, explica.

Conheça os benefícios da drenagem linfática para gestantes

As mudanças do corpo estão entre as principais preocupações das gestantes. Entre as alterações emocionais, o sentimento de insegurança e a baixa estima são as de maior frequência em mães que acabaram de ter seus filhos. Isso se deve às mudanças na imagem corporal pelas quais elas passam durante e após a gestação. Para garantir bem estar durante e depois da gravidez, muitas recorrem à drenagem linfática.


De acordo com a fisioterapeuta Tatiana Campos Rocha, durante a gestação há um aumento na produção hormonal responsável por algumas modificações musculares e no funcionamento do corpo feminino. “Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio, o que causa a retenção hídrica. Para se ter uma ideia, as futuras mamães podem reter em seu corpo um volume de água até oito litros acima do normal”, explica Tatiana.

As consequências da retenção de líquido são sentidas no corpo, pois provoca a sensação de inchaço, indisposição e também ganho de peso. A drenagem ajuda a reduzir essa sensação. Um exemplo muito comentado foi o da cantora Claudia Leitte, adepta da técnica, que se apresentou em forma no Carnaval baiano poucas semanas após o nascimento do filho Davi.

Drenagem linfática para gestantes

A drenagem linfática é realizada para melhorar a retenção hídrica, retirando o excesso de líquido novamente para os vasos venosos e linfáticos, auxiliando, dessa forma, na eliminação de toxinas retidas nos tecidos. A técnica consiste em movimentos muito suaves que empurram lentamente esse líquido novamente para os vasos, para que seja posteriormente eliminado. Esse tipo de massagem é muito utilizado no pré e pós-parto, prevenindo transtornos circulatórios.

“O tratamento proporciona bem estar físico e emocional, pois os resultados favorecem a autoestima, proporcionando uma gestação saudável e feliz. No pós-parto, a massagem ajuda a reduzir mais rapidamente o líquido retido durante a gestação, contribuindo para a recuperação plena da saúde física e estética”, completa Tatiana.

Benefícios para gestantes e no pós-parto:

• Estimula a circulação, reduzindo a retenção de líquido, diminuindo os inchaços típicos da gravidez
• Ajuda na lactação e na melhoria da sensibilidade das mamas, preparando-as para a amamentação
• Previne e combate varizes, câimbras e a sensação de pernas cansadas
• Combate celulite e estrias
• Alivia tensão e redução dores musculares
• Aumenta a sensação de relaxamento e ajuda no combater ao estresse
• Proporciona regeneração e aumenta a imunidade do organismo, pois elimina toxinas e estimula a produção de linfócitos pelos gânglios linfáticos

Saiba o que é e como a Medicina Antroposófica pode te ajudar

O ser humano deve ser compreendido em toda a sua complexidade para assim entender e tratar suas doenças.Isso é o que afirma a Medicina Antroposófica, prática que contabiliza quase um século de existência e busca oferecer qualidade de vida ao indivíduo, levando em consideração a saúde e não a doença.

Medicina Antroposófica promove qualidade de vida e equilibra o ritmo do organismo, diz especialista

Pesquisadores que trabalham com qualidade de vida utilizam o conceito da salutogênese – foco na saúde e não na doença – para definir as áreas em que o indivíduo pode se sentir melhor. Atualmente, qualquer pessoa, doente ou não, pode visitar um médico antroposófico.

Muitas mães procuram estes médicos para serem instruídas sobre como se dá o desenvolvimento infantil - o que oferecer na alimentação, brincadeiras, estímulos adequados para o andar, falar e pensar, como explicar o mundo e os sentidos para a criança, etc. Outras mulheres, na fase da menopausa, por exemplo, buscam na Medicina Antroposófica sugestões para saber lidar com a nova fase, se sentir bem consigo mesma e com os outros.

Para entender como funciona esta prática, uma situação cotidiana pode ser tomada como exemplo. Em consulta com um paciente que sofre de enxaqueca, o médico antroposófico vai considerar o quadro clínico do paciente como qualquer outro profissional, mas também vai pesquisar sua vitalidade, biografia, qualidade de vida, entre outros aspectos.

“Não raramente este paciente é um indivíduo que se ocupa demais com pensamentos e possibilidades, de coisas futuras com pouca ou nenhuma razão ou probabilidade de acontecer – são pré-ocupados. Funciona como que se tivéssemos chamado para a cabeça uma atividade metabólica que deveria estar contida no aparelho digestivo, por exemplo”, explica a médica Elaine Marasca.

Segunda ela, “o lugar do metabolismo neste caso é no estômago e não na cabeça. Na cabeça não pode haver um fluxo de sangue em excesso e, quando isso acontece, ela acena fortemente, com dor, avisando que o metabolismo está ‘desviado’. Com o tratamento antroposófico, o metabolismo é recolocado em seu devido lugar e a restituição dos processos envolvidos vai evitar que os sintomas se repitam”, afirma a especialista.

Nessa medicina, a origem de algum desequilíbrio pode ser identificada e transformada por meio de uma terapêutica que envolve o uso de medicamentos produzidos com substâncias da natureza – minerais, plantas e até de alguns animais e de fitoterápicos.

Em alguns casos, o uso concomitante de medicamentos alopáticos é indicado. “O médico antroposófico também orienta sobre a alimentação, o estilo de vida e a saúde em geral. A prática médica antroposófica entende o ser humano de forma integral e integrada, em suas diversas estruturas e contextos”, comenta a médica.

De acordo com Dra. Elaine, “outro destaque da medicina antroposófica são as terapias complementares, como a massagem rítmica que ajuda muito no tratamento de diversas patologias e é uma terapia bastante utilizada e indicada por nós médicos antroposóficos, por apresentar ótimos resultados para o paciente”, diz.

A medicina em questão, em primeira análise, pode não ser muito tangível. Entretanto, a aplicação da antroposofia na saúde humana “promove qualidade de vida, atua de forma preventiva, equilibra o ritmo do organismo e considera aspectos que a medicina tradicional não leva em consideração”, conclui a médica.

Quer evitar anemia? Conheça alimentos indispensáveis para sua dieta

Adotar uma dieta balanceada nem sempre significa apenas perda de peso. Hábitos alimentares mais saudáveis podem ajudá-lo a evitar outros problemas de saúde.

As nozes e castanhas são importantes aliadas no combate à anemia

A nutricionista Fabiana Honda listou dez alimentos que ajudarão você a previnir a anemia, uma deficiência da proteína hemoglobina, responsável pelo transporte de oxigênio no organismo.

Quem sofre do problema geralmente aparenta estar mais cansado e sente-se indisposto. Há quem tenha como sintomas a queda de cabelo e as unhas mais fracas.

Para evitar a anemia, são indicados alimentos com fontes de ferro e ácido fólico.

Confira a lista baixo:

* carnes: são os alimentos que mais têm ferro, principalmente a carne vermelha

* vegetais verde-escuros: são uma importante fonte de ferro, mas só têm eficácia quando consumidos com vitamina C. Na lista dos mais indicados, estão brócolis, escarola, couve e agrião

* fontes de vitamina C: ajudam na absorção de ferro no organismo. Laranja, acerola, limão e abacaxi auxiliam no processo

* semente de abóbora: são ricas em ferro. Uma porção de 30 gramas já fornece boa quantidade desse nutriente

* tofu: provoca o aumento dos glóbulos vermelhos e ajuda na oxigenação dos tecidos. É um ótimo substituto dos queijos de origem animal

* feijão: é rico em proteínas e ferro. Contém ácido fólico (previne a anemia megaloblástica), muito importante para gestantes

* lentilha: assim como o feijão, é rica em proteínas e ferro, além de proteínas do complexo B

* espinafre: não é rico em ferro, porém contém ácido fólico, indispensável para diminuir o risco de anemia

* nozes e castanhas: ricas em zinco e ferro auxiliam o sistema imunológico e diminuem os riscos de anemia

O que evitar:

* alimentos ricos em cálcio: leite e derivados devem ter o consumo evitado nas grandes refeições, caso do almoço e jantar, onde o aporte de proteínas (ferro) é maior. Se consumirmos cálcio e fontes de ferro juntos há uma competição na absorção, prejudicando os níveis de ferro no sangue


*alimentos ricos em taninos (substância que diminui a absorção do ferro): entram na lista refrigerantes, além dos chás preto e mate

Conheça os alimentos que ajudam na absorção de ferro pelo organismo

O ferro é considerado um dos principais nutrientes envolvidos no crescimento e desenvolvimento em seres humanos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 55% das crianças sofram de anemia por carência de ferro. A deficiência deste mineral no organismo também altera a imunidade, facilitando o aparecimento de doenças virais e bacterianas.

Frutas cítricas ajudam na absorção de ferro e são ideais para serem consumidas após as refeições

Além disto, a sua carência pode comprometer o aprendizado infantil, levando a uma maior dificuldade de concentração; e reduzir o desempenho para prática de exercícios físicos, devido a fraqueza, fadiga, tonturas e falta de ar.

Cuidados na seleção de alimentos que fazem parte das refeições ajudam a evitar combinações que reduzem tanto a absorção como o aproveitamento do ferro pelo organismo. A endocrinologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Vivian Estefan, faz algumas recomendações:

- O cálcio diminui a absorção de ferro, por isso evite consumir leite e derivados nas duas maiores refeições (almoço e jantar), prefira-os sempre no café da manhã e lanches.

- Procure ingerir no almoço e jantar alimentos ricos em ferro, como carnes, aves, peixes, leguminosas (lentilha, feijão, grão de bico) e verduras de cor verde-escuro (brócolis, espinafre, couve, agrião).

- Evite consumir café, mate, chá preto e refrigerantes durante as principais refeições do dia.

- Frutas ricas em vitamina C (laranja, mexerica, abacaxi, açaí, por exemplo), auxiliam a absorção do mineral e, portanto, devem ser consumidas no almoço e jantar.

- Evite doces antes e depois das refeições.

- Não consuma simultaneamente ovos e carnes, isso dificulta a absorção do ferro.

- Vísceras de frango e carne bovina, especialmente fígado, contêm grande quantidade de ferro.

Ministro diz que proximidade com Judiciário ajuda a reduzir demandas na área de saúde

Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou hoje (2) que reconhece no Judiciário brasileiro um aliado da pasta. Atualmente, cerca de 240.980 demandas judiciais envolvendo questões de saúde estão registradas em tribunais no país.

“A proximidade com o Judiciário permite reduzir essas demandas judiciais que podem, inclusive, afetar a saúde da população”, disse, ao explicar que alguns processos estão relacionados a procedimentos terapêuticos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após a cerimônia de abertura do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Padilha afirmou que a pasta está estimulando a criação de câmaras técnicas e de conciliação prévia nos estados, com o objetivo de analisar as demandas antes que o processo judicial seja iniciado.

“Essas ações conjuntas contribuem fortemente para a consolidação do SUS [Sistema Único de Saúde], sobretudo porque aproximam os gestores e a área técnica do Judiciário, para protegermos o cidadão e a coletividade”, concluiu.

Para o coordenador do fórum, conselheiro Milton Nobre, é preciso que haja uma interface entre o Judiciário e o Executivo para que a demanda de processos diminua. “A máquina judiciária brasileira é limitada”, destacou, ao lembrar que, em 2009, o país contabilizou 86,6 milhões de processo em tramitação a serem julgados por 16 mil juízes.