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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dieta contra o colesterol é variada e muito saborosa

Esqueça as receitas sem gosto e a monotonia na hora de comer


Mas nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol jamais entram nos eixos. Mas o contrário até pode acontecer: há quem aprenda a montar pratos saudáveis e, desta forma, passe longe da farmácia. E se você acha que será preciso colar bilhetes e cartazes pela casa, separando o que pode ir para a mesa da lista vetada, relaxe os ombros. "A primeira medida é aumentar a quantidade de vegetais nas refeições e reduzir os alimentos de origem animal, onde o colesterol está presente", afirma a endocrinologista Léa Diamant, do Hospital Albert Einstein.

E antes que os espertinhos pensem em encher bandeja com porções de batata frita, a médica lembra que há outros tipos de gordura, como a poliinsaturada, que podem comprometer os níveis de colesterol sanguíneo. "Em pequenas doses, a gordura dos óleos vegetais é benéfica para a saúde, reduzindo a quantidade de triglicérides do sangue. Mas, em excesso, ela derruba os níveis de HDL (o colesterol bom), favorecendo a formação de placas nas artérias".

As escolhas certas, no entanto, são muito mais gostosas e fáceis do que você imagina. As nutricionistas Ana Carolina Elias de Almeida e Solange de Oliveira Saavedra, ambas do Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) - 3ª Região, dão as dicas para quem deseja encampar uma batalha contra o colesterol alto e sair vencedor (sem, é claro, abrir mão de comer bem).

Queijos
Os queijos são produtos de origem animal e, por isso, trazem colesterol para o organismo. Os especialistas mais radicais limitam o consumo em uma fatia fina de queijo amarelo por dia, mesmo em pessoas saudáveis. Mas a ricota e o cottage, com menos teor de gordura, são integrantes de livre acesso nos pratos saudáveis. E não se engane com a mussarela de búfala, que é clarinha, mas contém doses altas de gordura se for comparada ao queijo branco. Na dúvida, olhe o rótulo antes de fazer sua escolha.

Linhaça
Badalada de uns tempos para cá, a semente de linhaça existe em dois tipos: a marrom e a dourada. A linhaça marrom, nativa da região mediterrânea, já está mais adaptada ao solo do nosso país e ao clima quente e úmido. A linhaça dourada cresce em climas mais frios, sendo geralmente importada do Canadá. Por estudos que vem sendo feitos, parece não existir diferenças significativas na quantidade de nutrientes entre um tipo e outro.

Proteínas, carboidratos, vitaminas, fibras e ácidos graxos poliinsaturados (principalmente Ômega 3, importante para a prevenção de doenças cardiovasculares) fazem desta semente uma delícia bastante indicada para a sua dieta.

Moída ou triturada, a semente têm suas características potencializadas, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e não sofre digestão no trato gastrointestinal. Iogurtes, sucos, vitaminas, saladas e sopas ficam muito mais gostosas com a crocancia dos farelos de linhaça.

Óleos vegetais
Os óleos de soja, girassol, canola, milho, algodão e arroz não possuem colesterol, já que são produtos de origem vegetal. O mesmo vale para o azeite de oliva que, junto aos óleos, forma um time de alimentos ricos em gorduras insaturadas (mono e poliinsaturadas), sendo livres de colesterol e de gordura trans.
Os óleos vegetais são melhores para a cocção (aquecimento dos alimentos), pois toleram altas temperaturas e não queimam, ou seja, não saturam com facilidade. Quando isso acontece, formam-se radicais livres que aceleram o envelhecimento e as doenças degenerativas. Além disso, a gordura saturada prejudica o coração.

Já o azeite de oliva, por não tolerar altas temperaturas, deve ser utilizado em temperatura ambiente, acrescido na salada ou no final da cocção de um alimento ou prato. Ele reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL).

Oleaginosas
Nozes, castanhas, avelãs, amendoim e pistache, além de ser uma delícia, têm alto valor nutricional e concentram altas doses de gorduras insaturadas, que auxiliam no combate ao mau colesterol (LDL) e às doenças coronarianas. Só é preciso tomar cuidado com a quantidade de calorias destes petiscos: duas ou três unidades da sua favorita são suficientes. E, caso você tenha hipertensão, evite as versões salgadas.

Proteína vegetal, fibras, substâncias antioxidantes (como a vitamina E) e minerais (como o zinco e o selênio) fazem parte do pacote saúde das oleaginosas.

Legumes
Os legumes são alimentos de origem vegetal, portanto, não fornecem colesterol quando ingeridos na alimentação cotidiana. Devem compor o almoço e o jantar, fornecendo vitaminas, minerais e fibras (muito importantes para ajudar a manter baixo o nível de colesterol).

Os alimentos de origem vegetal (verduras, legumes, frutas, leguminosas e grãos) ainda são ricos em fitosteróis, uma espécie de primo vegetal do colesterol (até a estrutura química deles é parecida). Os fitosteróis diminuem os níveis de mau colesterol no sangue e, por isso, protegem o seu coração.
Ovos
Ele perdeu a pecha de vilão e pode ser consumido mesmo e você tem problemas com o controle do colesterol. O segredo está na moderação (principalmente da gema, que contém a gordura). A não ser que o médico recomende o contrário, substitua a carne vermelha ou frango por ovos duas vezes por semana, comendo uma unidade por vez.
Chocolate amargo
O leite e a manteiga de cacau acrescentam doses de gordura saturada na guloseima que provoca arrepios de desejo, principalmente nas mulheres. Mas o chocolate amargo pode fazer parte da sua dieta, porque é rico em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). Diariamente, inclua 30g do doce como sobremesa. Só não vale compensar: a porção de hoje não fica acumulada para amanhã, ou seu organismo não dá conta de aproveitar os benefícios.

Margarina
Como ela tem origem vegetal, não fornece colesterol para o seu organismo e deve ser privilegiada na dieta. Mas não perca a dose: em excesso, ela aumenta o LDL e diminui o colesterol bom. Procure produtos pobres em gordura saturada, ricos em gordura insaturada e sem gorduras do tipo trans. Mas use com moderação, pois as margarinas contêm muitas calorias.
Este colesterol pode
"Sem colesterol, não é possível viver, já que ele é um dos componentes básicos do sistema nervoso, das membranas celulares e ainda participa na formação de alguns hormônios, da vitamina D e da bile (produzida pelo fígado). Portanto, não devemos considerar o colesterol logo de cara como um vilão", diz a nutricionista Solange de Oliveira Saavedra. Veja abaixo a relação que ela faz, com alimentos de origem animal de passe livre:
1. Peixes (magros)
2. Peito de frango sem pele

3. Carnes magras grelhadas ou assadas

4. Queijos brancos

Só se o desejo for grande demais
A não ser que você esteja passando mal de tanta vontade, evite comer:
Queijos amarelos, fígado, carnes gordas, frituras, maionese, embutidos (linguiça, salsicha, salame, presunto e mortadela), sorvetes à base de leite e gordura trans, leite de coco, azeite de dendê e manteiga de cacau.

Celulares e vídeo games estão associados a casos de artrite infantil, segundo pesquisa

Para quem ainda acha que “reumatismo é coisa de velho”, os tempos modernos estão provando o contrário. Crianças e adolescentes estão cada vez mais sofrendo de dores de artrite devido ao uso excessivo de vídeo games e telefones celulares. Os dados foram revelados durante o EULAR - Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo - evento realizado em Londres, entre 25 e 28 de maio.

Jogar por horas no video game ou celular pode causar reumatismo crônico em crianças

“Jogar por horas o Playstation e/ou o Xbox, usar o iPhone e/ou o BlackBerry constantemente está causando reumatismo crônico em crianças, o que antes era normalmente só visto em pacientes idosos. A dor crônica surge do esforço dos jovens, que fazem movimentos repetidos e conjuntos para controlar suas máquinas de jogos por até sete horas por dia, dizem os estudiosos ingleses responsáveis pela pesquisa. O risco é tão grande que os especialistas em saúde já recomendam que este ‘efeito colateral’ esteja presente nas embalagens destes jogos e aparelhos”, diz o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Segundo o autor da pesquisa, Gavin Cleary, consultor do Alder Hey Children's NHS Foundation Trust, para entender o tamanho do problema é preciso saber que pelo menos 90 % das crianças britânicas com idade em torno de oito anos possui pelo menos um vídeo game. E que os danos causados às mãos e aos braços devido às horas de jogo ou de uso do celular podem ser similares aos danos que levam milhares de trabalhadores a serem considerados inaptos para o trabalho.

“A experiência nos mostra que toda doença que implica numa mudança de hábito de vida e/ou padrões de comportamento é de difícil manejo médico. Quem muda facilmente seus hábitos? Se já era difícil lidar com pacientes adultos que sofrem com os efeitos da DORT, distúrbios osteomusculares relacionados com o trabalho, devido ao uso intenso do computador, como vamos lidar com crianças e adolescentes que utilizam os aparelhos por puro prazer e diversão?”, questiona o reumatologista Sergio.

Os especialistas em saúde presentes no EULAR também defenderam a necessidade de advertências legais nas embalagens para avisar usuários e pais/responsáveis dos usuários sobre os efeitos do uso abusivo de vídeo games e celulares.

“Penso que muito em breve, o Brasil também deverá se posicionar sobre a importância desta advertência nas embalagens dos produtos vendidos por aqui, pois a questão será de saúde pública, não apenas de tecnologia”, conclui o especialista.

As rugas são o maior sinal de riscos de fraturas entre as mulheres

A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo americano publicado nesta segunda-feira.

Presença e a profundidade das rugas no rosto podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas

A explicação leva em conta o fato segundo o qual o nível de proteínas contido na pele está ligado ao contido nos ossos, na opinião dos autores da pesquisa, deduzindo que se o rosto e o pescoço de uma mulher são marcados por rugas profundas, ela apresenta um maior risco de fratura, devido à perda de densidade óssea.

Cientistas da Universidade de Yale examinaram 114 mulheres na menopausa que pararam de menstruar num período de pelo menos três anos, como parte de um teste clínico ainda em curso nos Estados Unidos.

Estudaram a pele das pacientes, com destaque para 11 pontos do rosto e do pescoço, visualmente e com um aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da fronte e das laterais da face.

A massa e a densidade ósseas foram medidas por ultrassonografia e raios X.

"Descobrimos que quando as rugas tornam-se mais numerosas e mais profundas, isso está ligado a uma perda de densidade óssea entre as que participaram do estudo", explicou Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da faculdade de medicina de Yale.

"Mais as rugas são numerosas, mais a densidade óssea diminui, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea", segundo a pesquisadora.

Para ela, a descoberta é importante porque "permitirá aos clínicos identificar os riscos de fraturas entre as mulheres por uma simples observação visual, economizando os exames mais caros".

Os trabalhos sobre o assunto foram apresentados por ocasião de uma conferência da Sociedade de Endocrinologia americana em Boston (Massachusetts, nordeste).

Dengue prolifera em bairros nobres de Salvador

Apesar da redução no número de casos de dengue este ano em relação ao mesmo período do ano passado, o índice de infestação do mosquito aumentou, e principalmente, nos bairros nobres. Os agentes só conseguem entrar em metade das casas que visitam.

Em janeiro, o índice de infestação da dengue na capital baiana era de 3%, padrão aceitável pela Organização Mundial de Saúde. Mas em junho, o número chegou a 6%, o que indica alto risco de epidemia.

Justamente nos bairros mais nobres da cidade o índice de infestação chega a 10%. Isso porque os agentes de zoonoses só conseguem ser recebidos na metade das casas que tentam visitar para tomar as medidas de prevenção e orientar os moradores.

Segundo os agentes, houve aumento nos focos em calhas e vasos de plantas, reservatórios que ficam no interior das casas. Com a chegada do período de chuvas, a tendência é aumentar também do lado de fora. A prefeitura promete conscientizar a população.

Gigantes farmacêuticas anunciam venda de vacinas a preço de custo para países pobres

As empresas farmacêuticas GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis, incluídas no grupo das grandes companhias do setor no mundo, anunciaram nesta segunda-feira que farão cortes significativos no preço de venda de suas vacinas para países em desenvolvimento. A ideia é baixar os custos para vender os produtos a preços mais baixos. As quatro empresas concordaram em vender as vacinas a preço de custo após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês).
A Aliança Global por Vacinas e Imunização foi criada durante o Fórum Econômico de Davos, na Suíça, em 2000. O grupo reúne empresas e representantes do setor público de diversos países para patrocinar programas de vacinação em massa em países em desenvolvimento.
O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) se comprometeu a reduzir o preço de sua vacina contra o rotavírus em 67%. Ela passará a ser vendida por US$ 2,50 (cerca de R$ 4) para países pobres. De acordo com dados das organizações não governamentais, a diarreia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.

As vacinas serão subsidiadas pela cobrança de preços mais altos a países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina custará US$ 50 (R$ 78). "O que precisamos é de um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas, e isso tem que vir do lucro que obtemos com remédios e vacinas", disse o diretor executivo da GSK, Andrew Witty.

"Mas é óbvio que as pessoas que estão no Quênia ou em uma favela de Malawi ou em algum lugar assim não têm capacidade de contribuir, então elas têm que ser ajudadas pela contribuição de países médios e ricos", acrescentou o diretor executivo da GSK.
A Gavi se comprometeu a financiar a introdução de vacinas contra o rotavírus em 40% dos países mais pobres do mundo até 2015, mas ainda precisa angariar US$ 3,7 bilhões (R$ 5,8 bilhões), além da quantia já obtida para atingir o objetivo. Por isso, a organização pediu cortes nos preços e doações para empresas farmacêuticas e governos.

Erisipela

Sinônimos:
Linfangite estreptocócica


O que é?
É uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos. Manifesta-se principalmente em pernas e pés mas pode também aparecer em membros superiores, tronco e face.

Como se desenvolve?
A partir de lesão causada por fungos (frieira) entre os dedos dos pés, arranhões na pele, bolhas nos pés produzidas por calçado, corte de calos ou cutículas, coçadura de alguma picada de inseto com as unhas, pacientes com insuficiência venosa crônica ou com diminuição do número de linfáticos têm uma predisposição maior de adquirir a doença, como é o caso de pacientes submetidas à mastectomia, portadoras de linfedema. Diabéticos e obesos também apresentam mais predisposição.

O que se sente?
No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços.

As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas.

A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.

Como se faz o diagnóstico?
Exames laboratoriais são geralmente dispensáveis para se fazer o diagnóstico, mas são importantes para acompanhar a evolução do paciente.
O diagnóstico é feito basicamente através do exame clínico.

Como se trata?
A crise de erisipela deve ser tratada com antibióticos,. sempre que possível.

Usa-se uma dose do ataque e se mantém o tratamento por um período prolongado para evitar recidivas. O tratamento deve ser iniciado assim que detectada a doença para evitar complicações como abcessos, úlceras (feridas), e o linfedema ( edema duro e persistente) que pode ser o resultaado de vários surtos de erisipela.

Como se previne?
Após banho, secar bem entre os dedos dos pés.

Usar meias limpas todos os dias, dando preferência às meias de algodão.

Usar fungicidas metodicamente em pó, spray ou cremes.
Evitar traumas à pele ou calçados impróprios.

Aids foi confundida com pneumonia rara e câncer nos anos 80

Ao ser descoberta, causa foi relacionada a sexo entre homens
A divulgação de um estudo sobre "cinco homens jovens de Nova York e Califórnia, todos eles homossexuais ativos" marcou, no dia 5 de junho de 1981, o primeiro reconhecimento de um Governo de que existia uma nova e rara doença. Era o que somente no ano seguinte seria chamado Aids. Neste domingo (5), portanto, fazem 30 anos da descoberta do vírus HIV que causa a doença ainda sem cura, mas controlada por tratamentos com antirretrovirais.

Eles foram diagnosticados com tipos de pneumonia e de câncer de sarcoma de Kaposi que até então só afetavam pessoas com o sistema imunológico muito debilitado.

Durante meses, muitos cientistas acreditavam que apenas os homossexuais podiam contrair a doença, o que deu origem ao seu primeiro nome: Desordem Imunológica Relacionada com o Homossexualismo (Grid, na sigla em inglês).
Tese descartada em dezembro de 1981, quando foram confirmados os primeiros casos em viciados em drogas injetáveis, e pouco depois em heterossexuais. Porém, as formas de contágio ainda eram desconhecidas, o que levava ao completo isolamento dos pacientes e ao temor de que o vírus poderia ser contraído apenas com o toque em objetos dos portadores.
Somente em julho de 1982, o nome Aids surgiu em um congresso médico em Washington, após o consenso entre os cientistas de que se tratava de um mal adquirido, e não hereditário, que provoca deficiência no sistema imunológico e era uma síndrome com múltiplas manifestações, não uma doença única.
E dois anos mais tarde, o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês) foi identificado como a causa clara da doença, sendo calculado um período de latência de dez anos desde o momento da infecção.

Fazenda alemã de brotos é suspeita de ser origem de surto de E.coli que matou 22

Doença causada pela matou 22 pessoas na Alemanha e na Suécia

Fazenda produz brotos de feijão, lentilha e ervilha   AP

Uma fazenda no norte da Alemanha foi identificada como sendo a mais provável origem do surto de infecções por uma variante altamente tóxica do E.coli que matou 22 pessoas.

A fazenda, que produz brotos de feijão, lentilha, ervilha e outras leguminosas fica em Ulzen, cerca de 100 km ao sul de Hamburgo, o epicentro do surto que deixou mais de 2 mil pessoas enfermas.

As autoridades alemãs aguardam nesta segunda-feira os resultados de testes realizados na fazendas.

O ministro da Agricultura para a região da baixa Saxônia, Gert Lindemann, disse que a fazenda foi fechada e todos os seus produtos recolhidos. A fazenda vendia seus produtos para restaurantes e mercados em Hamburgo e outras cidades.

Segundo o correspondente da BBC em Berlim Steve Evans, se a fazenda for confirmada como origem do surto, o caso deve causar grande constrangimento para as autoridades alemãs, que tinham inicialmente apontado para pepinos produzidos na Espanha como sendo a provável causa da contaminação pelo E.coli.

Ministros da Saúde dos países da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira em Luxemburgo para discutir o surto.

Gado e ovelhas

A bactéria já matou 22 pessoas, 21 na Alemanha e uma na Suécia, e infectou cerca de outras 2 mil, na Alemanha e outros 12 países.

A maioria dos afetados pelo surto está na Alemanha, com casos concentrados na cidade de Hamburgo.

Mais de 2.150 pessoas no país foram infectadas. O ministro federal da Saúde, Daniel Bahr, informou que os hospitais do norte da Alemanha estão superlotados devido ao surto, mas os funcionários estão fazendo 'todo o que for necessário' para ajudar os pacientes.

A E. coli, que costuma habitar as entranhas de gado e ovelhas, em geral é inofensiva à saúde. Mas a variedade que está atacando a Europa, a EHEC, causa diarreia, cólicas estomacais severas e febre. Ela se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas.

A maioria das vítimas se recupera após alguns dias de tratamento, mas um pequeno número de pacientes desenvolve uma síndrome potencialmente fatal, que ataca os sistemas renal e nervoso.

Cientistas afirmaram que a nova variante da E.coli é um híbrido agressivo, tóxico para humanos e que não estava ligado anteriormente à intoxicações alimentares.

A Espanha é o país mais afetado economicamente pelo episódio, com grande perdas registradas por produtores locais de pepino e outros legumes e verduras. O premiê José Luis Rodríguez Zapatero disse que seu país vai exigir reparações pelas perdas sofridas.

Balanço da epidemia de E.coli:22 mortos, 21 na Alemanha

Último balanço falava em 19 pessoas falecidas, 18 na Alemanha e uma na Suécia

O número de mortos pela epidemia causada pela bactéria E.coli aumentou para 22, sendo 21 na Alemanha, segundo os últimos dados publicados no domingo pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), com sede em Estocolmo.


O último balanço registrava 19 pessoas falecidas, 18 na Alemanha e uma na Suécia.

Os países membros da União Europeia (UE) registraram 1.605 casos de contaminação pela Escherichia coli entero-hemorrágica (ECEH) e 658 casos apresentam sintomas da Síndrome Hemolítico-Urêmico (SHU), informou o ECDC.

A maior parte dos afetados estão na Alemanha, são 1.536 casos de ECEH e 627 de SHU.

Em relação ao balanço de sábado, são 328 novos casos de ECEH e 107 de SHU. Nas últimas 24 horas, só foram registrados quatro novos casos de ECEH no Reino Unido e um na Dinamarca. Os outros foram todos na Alemanha.

Estudo aponta vínculo entre células cancerígenas no sangue e sobrevivência

O nível de células cancerígenas que circulam no sangue, provenientes do tumor, está relacionado com a sobrevivência dos doentes de câncer avançado de próstata, segundo um estudo clínico que abre o caminho para melhorar os tratamentos.


Um dos problemas que impede o progresso na luta contra o câncer é justamente a identificação de indicadores precoces confiáveis que apontem se um tratamento pode prolongar a vida de um enfermo, explicou o médico Howard Scher, diretor do serviço de oncologia urológica no Memorial Sloan-Kettering Cancer de Nova York, coordenador da pesquisa, divulgada ontem.

Scher apresentou o trabalho na conferência anual da American Society of Clinical Oncology, o evento mais importante de oncologia do mundo, que aconteceu em Chicago com mais de 30.000 participantes.

Um teste clínico de fase 3, chamado COU-AA e realizado com 1.195 pacientes com câncer avançado de próstata - tratados com o Zytiga do laboratório americano Johnson and Johnson - mostrou que existe uma correlação entre o nível sanguíneo de células cancerígenas e a sobrevivência dos enfermos.

Medir o nível destas células pode favorecer o desenvolvimento de futuros tratamentos. Estes marcadores podem ser utilizados para avaliar rapidamente a eficácia de uma nova terapia para prolongar a vida dos enfermos, ao invés de testes clínicos mais longos e caros.

Cerca de 2.500 jovens são infectados pelo HIV a cada dia, diz relatório da Unaids

Todos os dias, cerca de 2.500 jovens são infectados pelo HIV em todo o mundo, de acordo com um relatório divulgado pelo Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids) em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e outros órgãos internacionais.


A publicação indica que a prevalência do HIV entre jovens caiu pouco e alerta que as adolescentes enfrentam um risco desproporcional de infecção por conta de sua vulnerabilidade biológica, da desigualdade social e da exclusão.

De acordo com o relatório, pessoas com idade entre 15 e 24 anos concentram 41% das novas infecções entre adultos com mais de 15 anos em 2009. Em todo o mundo, cinco milhões de jovens viviam com HIV no mesmo período. A maioria deles vive na África subsaariana, é mulher e não sabe que foi infectada.

A publicação destaca que o início da adolescência é um momento oportuno para frear a epidemia de Aids no mundo – já que é o período que antecede o início de uma vida sexual ativa.

O documento elogia medidas adotadas em países como a Tanzânia, onde a ideia de homens que buscam relacionamento com meninas muito novas se tornou algo a ser ridicularizado.
http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000437622

EUA: novo tratamento prolonga vida de pacientes com melanoma avançado

Um novo tratamento que inibe um gene cuja mutação está vinculada à metade dos casos de melanoma avançado obteve uma redução significativa do tumor em um grande número de pacientes e permitiu prolongar suas vidas, revela um estudo publicado neste domingo pelo The New England Journal of Medicine.


O tratamento experimental do laboratório suíço Roche, por meio de comprimidos chamados PLX4032 (vemurafenib), neutraliza o gene mutante BRAF, presente em aproximadamente metade dos melanomas, um câncer de pele.

Esta terapia impede que o gene produza uma proteína que tem um papel chave no desenvolvimento do câncer, para o qual até hoje não havia um tratamento eficaz.

"Os resultados obtidos a partir de um teste clínico de fase 3 comparando o PLX4032 com a quimioterapia apontam realmente um grande avanço no tratamento do melanoma", disse o Dr. Paul Chapman, do centro de câncer Memorial Sloan-Kettering em Nova York e principal autor do estudo.

A pesquisa foi apresentada na 47ª conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO siglas em inglês), a maior conferência mundial de oncologia, que se realiza neste fim de semana em Chicago.

"Este é o primeiro tratamento eficaz para o melanoma dirigido a pacientes portadores de mutações genéticas específicas no tumor, e poderá ser uma das duas únicas terapias para prolongar a sobrevivência dos pacientes com um melanoma avançado", destaca Chapman.

Participaram da pesquisa 675 pacientes com um melanoma metastásico não atendido anteriormente e portadores de mutações do gene BRAF. A metade dos pacientes foi tratada com o vemurafenib e a outra metade, com quimioterapia convencional, a dacarbazina.

Uma análise dos resultados depois de um período médio de três meses mostrou que o vemurafenib reduziu o risco de morte dos pacientes em 63% em comparação com os que receberam quimioterapia.

Brasil precisa evitar diagnóstico tardio da Aids, diz especialista

O programa brasileiro de combate ao HIV é considerado exemplo mundial, mas o Brasil ainda precisa evitar o diagnóstico tardio da doença.


O representante do Programa das Nações Unidas para Aids no Brasil, Pedro Chequer, afirma que o governo federal poderia regionalizar as ações para garantir um maior acesso à prevenção e ao tratamento.

O infectologista David Uip demostra preocupação com o comportamento de risco de pessoas que acham que a doença deixou de ser uma ameaça grave à saúde.

O médico afirma que os cientistas encaram agora o desafio de enfrentar outros males que atacam o organismo dos pacientes infectados pelo HIV, como câncer, hepatite, tuberculose e problemas como diabetes, colesterol alto e níveis elevados de triglicérides.

A descoberta do primeiro caso de infecção causada pelo vírus HIV completa 30 anos hoje. As autoridades de Saúde estimam que no Brasil, a cada ano, surjam cerca de 20 mil novos casos de Aids.

Aneurisma da aorta abdominal

O que é?
Os aneurismas são definidos como uma dilatação localizada e permanente da parede arterial maior do que 50% do seu diâmetro normal. O termo ectasia é reservado para dilatações menores e difusas. Os aneurismas da aorta abdominal são mais freqüentes em homens numa proporção de 4:1 e verifica-se que em mais do que 50% dos pacientes a hipertensão arterial está presente. A incidência do aneurisma da aorta abdominal é de 30 a 66 casos por 1000 habitantes.


Como se desenvolve?
Os aneurismas derivam de um enfraquecimento da parede arterial, ou de uma solicitação anormal sobre um segmento desta parede, ou então de uma combinação desses fatores. Qualquer tipo de alteração da parede arterial quer congênita ou adquirida, que provoque enfraquecimento ou comprometa a resistência da parede arterial, pode se constituir no agente etiológico da formação do aneurisma em uma artéria.

A arteriosclerose é a causa mais freqüente dos aneurismas arteriais. A evolução da placa de ateroma para lesão estenosante (uma lesão que fecha a luz do vaso) é bem definida, no entanto a evolução para aneurisma não é bem clara.

O que se sente?
O aneurisma da aorta abdominal muitas vezes pode ser assintomático, sendo percebido durante um exame clínico ou através de exame complementar para investigar outra doença. O paciente pode referir uma pulsação no abdômen; na palpação percebe-se uma massa pulsátil. Pode o paciente referir um desconforto abdominal mal definido.

Na presença de dor abdominal de início agudo e de forte intensidade é possível que o aneurisma esteja em processo de rotura. No processo de rotura do aneurisma o paciente refere dor abdominal, podendo apresentar hipotensão severa.

Como se faz o diagnóstico?
Normalmente o aneurisma da aorta abdominal é detectado ao exame clínico de rotina quando tem em torno de cinco cm de diâmetro. O Rx simples de abdômen em perfil pode mostrar a calcificação da parede aneurismática, delineando o aneurisma em seus limites.

A ecografia abdominal, em virtude de sua inocuidade, baixo custo e resolutividade, tem sido o exame mais usado para o diagnóstico. A ecografia é usada para seguimento dos aneurismas, naqueles casos não operados.

A tomografia computadorizada proporciona imagens mais precisas que a ecografia, dando informações mais completas em relação aos limites, tamanho e localização do aneurisma.

A aortografia (arteriografia) também pode ser utilizada, porém não é um exame indispensável para todos os casos de aneurisma. Em alguns casos é um exame necessário para programação da cirurgia. No entanto não serve como exame de rotina; pode falhar na delimitação do aneurisma e até mesmo no diagnóstico.

A ressonância magnética proporciona uma ótima imagem para o diagnóstico do aneurisma, porém é um exame caro e presente em poucos centros médicos.

Como se trata?
Os aneurismas da aorta abdominal, quando não operados, podem apresentar complicações como a trombose aguda, embolia arterial, corrosão de corpo vertebral e compressão de estruturas vizinhas. Porém, a complicação mais freqüente e temida dos aneurismas é a ruptura. Em virtude basicamente da rotura, é indicada a cirurgia do aneurisma. Os aneurismas, em processo de ruptura ou expansão rápida, são sintomáticos e tem indicação cirúrgica indiscutível.

Os aneurismas assintomáticos têm indicação cirúrgica eletiva e obedecem a alguns critérios, como o risco de ruptura, risco da cirurgia e expectativa de vida do paciente. O risco de ruptura é basicamente relacionado ao diâmetro do aneurisma. Os aneurismas com dimensões maiores têm um risco mais elevado de rompimento.

A cirurgia consiste na retirada do aneurisma, com restabelecimento do fluxo arterial com uso de prótese (cirurgia convencional). Quando se usa a técnica endovascular, é colocada uma prótese internamente ao aneurisma, com exclusão do mesmo.

Dúvidas em anestesia

1) O que é anestesia?
Anestesia e uma palavra de origem grega que quer dizer ausência de sensações. Este estado de ausência de dor e outras sensações para a realização tanto de cirurgias quanto procedimentos terapêuticos e diagnósticos podem ser alcançados de várias maneiras, conforme o tipo de cirurgia ou procedimento


2) Quais os tipos de anestesia?
A anestesia pode ser geral, regional ou local e sedação. Na anestesia geral todo o corpo é anestesiado e o paciente fica inconsciente durante todo o procedimento.

Na anestesia regional (peridural ou raquidiana) o anestésico local é injetado próximo da medula espinhal (neuroeixo) . Neste tipo de anestesia você pode ficar acordado ou dormindo, conforme a conveniência.

Na anestesia local, apenas uma pequena região é anestesiada através da injeção de anestésico na região que vai ser operada, sem que ocorra o bloqueio de um nervo específico. Esta técnica é reservada para pequenos procedimentos, como retirada de sinais e cirurgias odontológicas. Na sedação, são utilizadas algumas drogas para a redução da ansiedade e dor para a realização de procedimentos como endoscopia, colonoscopia e outros procedimentos.

3) Quem é o Anestesista?
O anestesiologista, popularmente chamado de anestesista, é um médico formado pelas Faculdades de Medicina reconhecidas pelo Ministério de Educação e com pós graduação em Anestesiologia. A Sociedade Brasileira de Anestesiologia gradua e regulamenta a atividade, obrigando seus membros a uma atualização periódica.

4) O que faz o anestesiata?
Além de escolher e aplicar a anestesia adequada para cada caso, o anestesista permanece todo o tempo do procedimento junto com você, controlando sua pressão arterial, ritmo cardíaco, respiração, oxigenação do sangue, temperatura e outras funções vitais, através da observação clínica e de monitores que o auxiliam neste controle. O anestesiata é o guardião de sua vida durante e logo após o procedimento ou cirurgia e estará ao seu lado durante todo o tempo, mesmo que você não perceba ou não lembre de nada após a anestesia.

5) Quanto tempo dura uma anestesia?
A anestesia dura o tempo necessário para a realização do procedimento. Para isto, o anestésico é administrado continuamente, juntamente com drogas analgésicas para que você não tenha dor após o término da anestesia.

6) Existe algum teste para saber se sou alérgico a anestesia?
Não. Não há como realizar algum tipo de teste para saber se você é alérgico a algum anestésico.Felizmente estas reações hoje em dia são raríssimas e todo e qualquer hospital ou clínica dispõem de meios para tratá-las.

7) Eu posso escolher meu anestesiologista?
Sim, você pode escolher quem irá anestesiá-lo. Entretanto, o seu médico está acostumado a trabalhar com sua equipe de anestesia, o que torna muitas vezes o procedimento mais seguro e rápido.

8) Como posso me preparar para a anestesia?
Em primeiro lugar, não esconda nada do seu medico anestesista. Pergunte,converse e crie confiança. E importante que o paciente e sua família conheçam o anestesiologista com antecedência. Há a possibilidade de consultar com alguém da equipe para que você tire suas duvidas e se sinta tranqüilo para a realização do procedimento.

É importante que você responda corretamente a ficha de avaliação pré-operatória e que respeite as orientações quanto ao tempo de jejum.Não use cosméticos ou produtos de beleza no dia da operação e deixe em casa jóias, relógios, brincos, anéis, pulseiras ou grampos de cabelo. Informe também sobre a utilização de drogas, lícitas ou não. Estas informações são importantes e serão mantidas no mais absoluto sigilo.

9) O que é sala de recuperação?
A sala de recuperação é o local para onde você irá após o término do seu procedimento. Assim que termina seu procedimento ou cirurgia, você será levado pelo seu anestesista para a sala de recuperação onde permanecerá por um período variável de alguns minutos a algumas horas. Durante este tempo você estará sob cuidados de funcionários preparados para cuidar de sua recuperação até que você esteja em condições de ter alta para seu quarto ou sua casa.

10) O que vou sentir após a Anestesia?
Isto está na dependência do tipo de anestesia, da cirurgia e das condições clínicas do paciente. Com o advento de modernas técnicas e drogas , o despertar da anestesia normalmente se dá de forma gradual e sem grandes desconfortos. Os sintomas mais comuns neste período são náuseas, vômitos e dor. Medicamentos estarão prescritos para tratar estes e outros desconfortos.

11) Qual o risco de uma Anestesia?
De um modo geral, eles são muito raros. Com o uso de monitores, técnicas e medicamentos modernos a anestesia tornou-se um procedimento bastante seguro. É claro que estes riscos estão na dependência do tipo de cirurgia e das condições clínicas do paciente.

12) Por que o medo da Anestesia?
A anestesia é uma ciência bastante recente e, até poucas décadas atrás, associada à um elevado percentual de complicações. Atualmente ela é comparável a uma viagem de avião, uma vez que milhares de anestesias são realizadas diariamente e os poucos acidentes que ocorrem são noticiados com algum sensacionalismo.