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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Doença mental prejudica adolescentes

As doenças neuropsiquiátricas são a principal causa de afastamento do trabalho e do estudo na adolescência, aponta um artigo publicado na revista The Lancet. Cerca de 45% dos casos de afastamento na faixa etária de 10 a 25 anos estão associados a problemas psíquicos - especialmente depressão, alcoolismo, esquizofrenia e transtorno bipolar.


É a primeira análise científica que tenta traçar um panorama global de fatores que podem levar à invalidez na juventude. Os autores, da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizaram dados de 2004 do Global Burden of Disease, levantamento internacional do impacto das doenças na família, na economia e na sociedade.

Os cientistas avaliaram um índice chamado Daly, que mede o tempo de vida perdido por morte prematura ou doença debilitante. A região que apresentou os piores índices foi a África, com valores cerca de 2,5 vezes maiores que os observados nos países ricos.

De um modo geral, o índice Daly para rapazes de 15 a 19 anos, em todas as regiões, apresentava valores 12% maiores que o das garotas na mesma idade.

As três principais causas de afastamento do estudo e do trabalho, na ordem, são: doenças psiquiátricas (45%), acidentes (12%, especialmente no trânsito) e doenças infecciosas ou parasitárias (10%).

O estudo também aponta os principais fatores de risco para a saúde durante a adolescência: pela ordem, alcoolismo, sexo inseguro, deficiência de ferro e gravidez precoce.

Em um comentário que acompanha o estudo, de John Santelli e Sandro Galea, da Universidade Columbia, os pesquisadores argumentam a necessidade de intervenções que aumentam "as conexões dos adolescentes às comunidades, escolas e famílias". "Elas são essenciais para a promoção da saúde entre os jovens", argumenta o texto.

Cerca de 27% da população mundial está na faixa etária analisada pelo estudo - de 10 a 24 anos -, o equivalente a 1,8 bilhão de pessoas. Estima-se que, em 2032, chegará a 2 bilhões, com 90% vivendo em países de baixa ou média renda.

Sobe para 25 o número de mortos pela bactéria E.coli

Duas idosas morreram no início da semana passada no norte da Alemanha

O número de mortes decorrentes do surto da bactéria Escherichia coli (E.coli), centrado no norte da Alemanha, subiu para 25, depois que duas mulheres, com 88 e 74 anos de idade, morreram no Estado da Baixa Saxônia, informaram nesta terça-feira autoridades. As duas faleceram em 1.º de junho e 31 de maio, respectivamente, de complicações ligadas à E.coli enterohemorrágica (EHEC), de acordo com autoridades estaduais.

Dos 25 casos de morte relatados desde meados de maio, 24 ocorreram na Alemanha. A outra vítima foi uma mulher na Suécia, que havia recentemente voltado do país. Autoridades ainda não identificaram a origem do surto, que deixou mais de 2.300 pessoas doentes em pelo menos 14 países. Consumidores alemães foram aconselhados a evitar brotos, pepinos, tomates e alface cru. As informações são da Dow Jones.

Egito registra primeiro caso suspeito de infecção por 'E.coli' em turista

Cairo - O primeiro caso suspeito no Egito de infecção pela bactéria "E.coli" foi detectado em um turista alemão, informou a agência de notícias estatal "Mena".



A agência, que citou o diretor de Saúde da cidade turística de Hurgada, Osama Abdel Azim, explicou que as autoridades determinaram a retenção de um turista alemão de 32 anos por suspeitarem que ele está infectado com a bactéria.

Abdel Azim destacou que "no caso do cidadão alemão ainda não está confirmada a infecção por essa bactéria, embora ele apresente os sintomas" comuns do contágio.

UTI neonatal de hospital de Suzano é interditada

Vigilância Sanitária interditou parcialmente a UTI neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Suzano, na Grande São Paulo. Segundo o Ministério Público, 19 recém-nascidos morreram na unidade desde o inicio do ano. A Prefeitura já solicitou a desinterdição da UTI.

Na última sexta-feira, 3, a Promotoria de Justiça da Saúde Pública de Suzano ajuizou ação civil pública com pedido de liminar buscando a interdição da ala ginecológica, obstetrícia e pediátrica, incluindo o berçário da Santa Casa.

De acordo com a ação, foram instaurados três inquéritos civis para apurar as condições do hospital. As investigações realizadas constataram deficiência dos serviços prestados em decorrência da falta de cuidado profissional dos médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem terceirizados, além da omissão do corpo clínico e da mesa diretora do hospital.

Além da interdição, a ação pede a contratação, em até 30 dias, de médicos ginecologistas, obstetras e pediatras, além de enfermeiros e auxiliares de enfermagem para suprir as necessidades de atendimento, sob pena de multa de 100 salários mínimos.

EUA confirmam um caso entre quatro suspeitos de E.coli no país

Pessoa contaminada viajou recentemente para a Alemanha

WASHINGTON - Os Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira um caso, entre quatro suspeitos no país, de contaminação com o tipo de bactéria Escherichia coli (E.coli) que matou 24 pessoas na Europa. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) anunciaram que "nos Estados Unidos, foram identificadas três suspeitas e uma confirmação de infecção com STEC O104:H4, em pessoas que recentemente viajaram a Hamburgo, na Alemanha, onde provavelmente foram expostas (à bactéria)".

O paciente cuja doença foi confirmada está hospitalizado em Massachusetts depois de desenvolver um tipo de insuficiência renal e uma síndrome hemolítico-urêmica (HUS), associadas à bactéria. "Um caso de HUS foi confirmado em Massachusetts como correspondente à cepa que causou o surto alemão", informaram os CDC.

Entre as suspeitas, dois são casos de HUS, um em Michigan e outro em Wisconsin. A terceira suspeita é uma pessoa com doença diarreica relacionada à toxina Shiga, que ainda vem sendo investigada. Dois militares norte-americanos que vivem na Alemanha também foram mencionados na semana passada pelos CDC como possivelmente doentes por causa da E.coli. As informações são da Dow Jones.

White Martins amplia atuação na área de gestão hospitalar

Depois de fortalecer os laços com os seus clientes na área de gestão hospitalar oferecendo treinamentos como Six Sigma e Lean, a White Martins, empresa de gases medicinais e industriais, ampliou a parceria com a Tmed e traz uma ferramenta para o monitoramento de leitos.

Desenvolvido pela Tmed e comercializado pela White Martins, o sistema é voltado para hospitais de grande porte e armazena informações como hora e data em que o paciente foi atendido no leito, identificação do profissional que realizou determinados procedimentos, relatórios e gráficos gerenciais, além de possibilitar aos profissionais maior qualidade do atendimento em comparação com as outras entidades.

“O equipamento tem um forte foco na melhoria da segurança do paciente e ele também permite o monitoramento do leito, gerenciamento dos enfermeiros, ajuda na gestão do hospital como um todo e possibilita pro- atividade para a rede hospitalar”, explica o diretor da empresa, Jorge Reis.

Além da ferramenta, a empresa lançou uma mistura de gases (hélio e oxigênio) para o tratamento de asma aguda grave, bronquiolite aguda, entre outras doenças.

Ministério autoriza Bahiafarma a produzir medicamentos

O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Executivo do Complexo Industrial em Saúde (Gecis), anunciou na última sexta-feira (3), o início das atividades da Bahiafarma (Fundação Baiana de Pesquisa Científica, Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos).



Paralisada em 1999, a empresa pública volta a atuar na produção de medicamentos para o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Também nesta sexta-feira, o ministro Alexandre Padilha firmou quatro novas Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a produção de medicamentos para doença renal crônica, esclerose lateral amiotrófica, artrite reumatóide e hiperprolactinemia (excesso de produção do hormônio feminino ‘prolactina’).

No ato de restabelecimento da Bahiafarma foi assinada autorização para a produção inicial de dois medicamentos: sevelamer (doença renal crônica e degenerativa) e cabergolina (tratamento da hiperprolactinemia). Esses produtos serão produzidos pela Bahiafarma, juntamente com o Laboratório Farmanguinhos/Fiocruz e a empresa farmacêutica Cristália.

Os acordos contarão com recursos do Ministério da Saúde e do governo do estado da Bahia. Nesta ação, está previsto o acompanhamento da gestão dos recursos que serão liberados conforme o cumprimento do cronograma nos próximos cinco anos (até 2015). As PPPs fortalecem a indústria nacional e contribuem para tornar o país independente do mercado internacional de medicamentos e insumos.

Segundo a secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, o ano de 2011 é um marco para concretizar a transformação da estrutura produtiva e de inovação em saúde no país. Com esta iniciativa, será ampliado e melhorado o acesso da população a medicamentos e a outros produtos para a saúde.

O convênio com a fábrica baiana prevê a transferência de todo ciclo tecnológico (desde a produção do fármaco até o produto final). A iniciativa possibilita a instalação de um novo produtor público no mercado da saúde. A medida também contribui para a descentralização da produção nacional da indústria farmacêutica e farmoquímica para a região nordeste do país.

Também na Bahia, serão assinados acordos do Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM), em conjunto com a Cristália, para a produção de medicamentos para artrite reumatóide (leflunomida) e esclerose crônica e degenerativa (riluzol).

As quatro parcerias anunciadas na Bahia fortalecem o complexo industrial brasileiro e incentivam a transferência de tecnologia de todo o processo, com produção local de fármacos, que atendem ao SUS e que serão exportados para o mercado internacional. Além de promover uma economia estimada de R$ 20 milhões, nos próximos cinco anos.

Avanços

O Ministério da Saúde já aprovou 28 parcerias que abrangem a produção de 29 produtos finais, sendo 28 medicamentos e o método contraceptivo DIU (para nove grupos de doenças) e 31 parceiros – 10 laboratórios públicos e 21 privados -, além da produção de vacinas e estratégias de negociações para viabilizar o acesso. Essas iniciativas decorreram em compras de R$ 3,5 bilhão/ano e economia de R$ 1,2 bilhão/ano em recursos com inovação tecnológica e na gestão.

Em abril de 2011, quatro parcerias foram assinadas para a produção de novos medicamentos no tratamento de doenças como Parkinson, AIDS, artrite reumatóide e doença de Crohn. Os acordos firmados foram realizados pelos laboratórios Farmanguinhos e o privado Bristol Myers/Nortec, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e o Merck Sharp & Dohme (MSD) /Nortec, a Fundação para o Remédio Popular (Furp) e o Boehringer/Nortec, e o Instituto Vital Brazil (IVB) e a PharmaPraxis.

Assim, somente em 2011, foram aprovados oito medicamentos que vão representar compras públicas no valor de R$ 460 milhões por ano e resultarão em uma economia de R$ 720 milhões no decorrer de cinco anos.

Fábrica

A Bahiafarma atuará, ainda, na pesquisa científica, no desenvolvimento tecnológico e no fornecimento de medicamentos para entidades que integram o Sistema único de Saúde (SUS). A empresa vai funcionar em diferentes pólos produtivos do estado da Bahia – inclusive, em Salvador – produzindo, inicialmente, o sevelamer e o cabergolina.
Os dois medicamentos atenderão a 100% da demanda nacional. Uma das empresas parceiras do projeto (a ITF Farmacêutica) está localizada no Pólo de Camaçari, refletindo uma ação regional integrada.

Serão produzidos 64 milhões de unidades/ano de sevelamer, durante os cinco anos da parceria (até 2015). E o cabergolina, terá produção de 1.150.000 unidades /ano, também até 2015.

No encontro na Bahia, também será discutido o poder de compra do Estado e a articulação da infraestrutura da pesquisa clínica e pré-clínica das principais instituições do país que recebem investimentos do governo federal.

TI em saúde salva a vida de bebês

Um estudo publicado no Journal of Political Economy revelou que o uso de registros médicos eletrônicos (EMRs) para monitorar, atualizar e compartilhar informação médica pode ajudar os médicos a salvarem vidas de bebês.



O relatório recentemente publicado – “Can Health Care Information Technology Save Babies?” (A Tecnologia da Informação da Saúde Pode Salvar Bebês?) – descobriu um aumento de 10% em hospitais usando o EMRs salvando 16 bebês a mais a cada 100.000 nascidos vivos. Uma transição completa nacional para o EMRs poderia salvar mais de 6.400 bebês a cada ano nos Estados Unidos.

Além dos EMRs, os investimentos em sistemas de informações obstétricos que armazenam dados de ultrassom do feto e automaticamente gravam as taxas do coração fetal e, como eles respondem as contrações maternas durante o nascimento, podem resultar em posterior prevenção em mortes de bebês logo após o nascimento.

O relatório descobriu que “um aumento de 10% em hospitais que adotam tanto o EMRs como as tecnologias de computação obstétricas na redução de mortalidade para 40 mortes para cada 100.000 nascidos vivos”.

A coautora do relatório, Catherine Tucker, que é afiliada Sloan School of Management do Massachusetts Institute of Technology, disse em uma entrevista que “houve considerável ceticismo entre alguns na comunidade médica que a TI da Saúde não cumpriria suas alegações. Entretanto encontramos um forte padrão quanto a TI da Saúde e salvamento significativo em neonatais e também que melhores cuidados de saúde, usando a integração com radiologia e fluxo de trabalho digitalizado pode salvar ainda mais vidas de bebês”.

O estudo comparou as taxas de mortes em hospitais com e sem relatórios médicos digitalizados em mais de 2.500 municípios dos Estados Unidos nos últimos 12 anos.

O conjunto extensivo dos dados também permitiu aos pesquisadores controlar outros fatores que talvez influenciem na mortalidade infantil, como o status socioeconômico do município.

O foco primário do estudo era a taxa de morte neonatal, definido como o número de mortes dentro de 28 dias por 1.000 nascidos vivos. Os pesquisadores também examinaram a mortalidade infantil no primeiro dia e primeira semana de vida, bem como as taxas de natimortos e morte materna.

Nas suas conclusões, o estudo revelou que: “a adoção do EMR é associado com uma diminuição relativa da mortalidade na primeira semana e primeiro dia de vida.

A magnitude destes efeitos sugere que a maioria dos ganhos em sobrevivência neonatal são devido aos melhores resultados dentro dos primeiros sete dias após o nascimento. Este padrão dos maiores ganhos ocorrendo logo após o momento do nascimento é consistente com os cuidados médicos desempenhados no hospital, consistindo em um fator importante na variação observada nos resultados da saúde”.

De acordo com Tucker, umas das lições mais importantes que ginecologistas e obstetras podem aprender com o estudo é que os EMRs foram mais úteis para salvar as vidas dos bebês que sofreram de complicações no período perinatal.
Segundo Tucker: “O EMRs não ajuda a prevenir mortes por causas congênitas, SIDS ou acidentes. Isso enfatiza a utilidade de EMRs em termos de fornecimento de documentação e um histórico fácil acesso do paciente”.

As autoras do relatório observaram que pesquisas anteriores sobre EMRs têm, na sua maior parte, o foco no efeito da tecnologia sobre a qualidade do atendimento e sobre a capacidade da EMR para reduzir custos, mas poucos dados empíricos para apoiar a visualização de EMRs para facilitar ginecologistas e obstetras observarem a identificarem gravidez de alto risco e coordenar a assistência.

Tucker e sua coautora Amalia Miller, da University of Virginia e o Rand Corporation, também descobriam que o custo-efetivo em comparação com outras intervenções de saúde.
Ambas pesquisadoras estimam que o custo para salvar um bebê por meio do EMRs é de cerca de US$531.000. Em comparação com a grande expansão na cobertura do Medicaid para crianças em 1980 sobre o custo de US$840.000 por vida salva.

As autoras concluem que “O estudo oferece evidências que sugerem um otimismo cauteloso sobre o valor potencial de TI da Saúde e EMRs na melhoria dos resultados de saúde neonatal e da política de saúde atual, que é direcionada para aumentar a disseminação dessas tecnologias”.

Miller e Tucker também observaram que os resultados do estudo validam os recentes investimentos do governo federal para incentivar a adoção de EMRs e outros sistemas de TI da saúde.

“Estes resultados fornecem uma base empírica para a intervenção política do governo para acelerar a difusão de TI da Saúde”, afirmaram as pesquisadoras.

ANS autoriza Aon Affinity a atuar como operadora de planos

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou Aon Affinity, empresa de consultoria e inovação para o mercado de massificados, para atuar no setor de saúde como administradora de benefícios. Com foco no segmento de contratos coletivos por adesão, a administradora utilizará, pelo menos, 5% da base de dados de clientes da Aon Affinity Latin America para vender planos de saúde e odontológicos. O registro possui mais de 12,5 milhões de clientes e a companhia também planeja apostar no mercado de Pequenas e Médias Empresas (PME).

De acordo com o diretor da Aon Affinity Saúde, Pedro Rezende, o investimento de US$ 2,3 milhões no novo negócio deve gerar uma carteira com 30 mil beneficiários e prêmio em torno de R$ 15 milhões no primeiro ano.

“Para conquistar o mercado, a Aon Affinity Saúde utilizará toda a experiência na gestão de seguros massificados em BI (Business Inteligence), segmentação de base, programas de fidelidade e relacionamento somados à elaboração de produtos adequados ao perfil das associações da Aon Affinity Latin America”, afirmou a consultoria, em comunicado.

Segundo dados da ANS, em 2000, apenas, 30 milhões de pessoas tinham acesso a convênios médicos. Já em 2010, esse número passou para 45 milhões de beneficiários. Os números na área dos planos odontológicos são ainda maiores: passaram de 2,8 milhões de conveniados para 14,5 milhões na última década. A perspectiva para os próximos anos é alcançar um crescimento de 25% ao ano. Ainda de acordo com a ANS a movimentação no mercado de saúde gerou mais de 71 bilhões em prêmios (receita).

“Apostamos no segmento devido ao aumento na aquisição de planos de saúde, que na última década cresceu 46%. Existe espaço para crescimento nos contratos coletivos por adesão e também no mercado de micros e pequenas empresas com uma gestão de saúde eficaz e produtos adequados a cada perfil”, comenta Rezende

A administradora atuará em todo o território nacional iniciando, com mais de dez parceiros divididos entre Grande São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Baixada Santista. O trabalho será desenvolvido por uma equipe inicial com mais de 40 pessoas entre colaboradores e parceiros exclusivos, além da equipe de telemarketing ativo, ações de mala direta, capacitação dos canais de distribuição e capacitação de vendas. Além disso, um software exclusivo fará o controle da entrada de dados, venda e pós venda dos planos.

São Paulo oferece 817 bolsas para universitários em hospitais estaduais

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo abre inscrições para estudantes universitários que queiram participar do programa Jovens Acolhedores, voltado à humanização do atendimento em serviços de saúde.



Estão disponíveis 817 bolsas para atuação em 49 hospitais e unidades de saúde estaduais. Como contrapartida, os estudantes ganham isenção da mensalidade escolar.

Além da Grande São Paulo, o projeto Jovens Acolhedores também disponibiliza vagas em unidades de saúde estaduais do interior e litoral do Estado. Não é necessário que o participante seja estudante da área da saúde.

Para participar, os alunos interessados precisam estudar em faculdades que já firmaram convênio com a Secretaria (a relação das instituições está disponível no site do projeto). Depois do processo de inscrição, haverá sorteio para preenchimento das vagas. Os selecionados participarão de treinamento específico.

Os Jovens Acolhedores realizam o primeiro atendimento às pessoas que procuram os hospitais. Eles são treinados para amparar os doentes e seus acompanhantes, prestando o primeiro contato, orientando e confortando os pacientes.

O contrato do projeto é de um ano e os participantes precisam cursar do primeiro ao penúltimo ano universitário e ter disponibilidade de 20 horas semanais, entre segunda e sexta-feira. No momento da inscrição, o estudante escolhe a unidade que deseja trabalhar, sem a necessidade de ser na cidade onde mora.

Inspeções internacionais para concessão de Boas Práticas sofrem alterações

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu algumas regras para análises das petições de Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) para as plantas de indústrias que produzem medicamentos, insumos farmacêuticos e produtos para a saúde, localizadas em outros países. Uma das mudanças determina que as inspeções internacionais para concessão da CBPF, que tenham passado pela aprovação da Diretoria Colegiada da Anvisa, não sofrerão alterações, nem mesmo de data.



Depois que as companhias receberem o comunicado da Anvisa sobre a data em que serão inspecionadas para obter a certificação CBPF, as empresas não poderão fazer mudanças em suas plantas industriais.

O peticionamento para a certificação CBPF será cancelado quando a inspeção agendada não puder ser realizada, em atendimento a uma solicitação da empresa ou por qualquer outra motivo que, segundo a Anvisa, fuja de sua competência. Quando o peticionamento é encerrado, por problemas que estão fora da governabilidade da Anvisa, a indústria deverá entrar com um novo pedido de inspeção na Agência.

Propagandas antigas - Conquistador aos 50 anos: Fosfosol


“Conquistador com 50 anos!. Pois seis equilibrar meus nervos! O nervosismo, o desânimo, a falta de memória, a diminuição de vitalidade sexual, mental e orgânica são consequências da perda de fosfato. Fosfosol é a fórmula científica mais concentrada em fosfatos e de assimilação imediata. Logo nas primeiras colheradas ou injeções sentir-se-á outro! Animado! Forte! Disposto para o trabalho e para o prazer!”

6 de outubro de 1940.

Curativo inteligente muda de cor de acordo com estado da ferida

Uma pesquisadora australiana trabalha em um "curativo inteligente" para o tratamento de algumas doenças, como úlcera de perna. O material tem a cor alterada de acordo com o estado das feridas.

"O que estou desenvolvendo é um curativo que muda de cor em resposta às mudanças de temperatura da ferida", explicou Louise van der Werff à rádio ABC.

"Se alguém tem uma infecção ou inflamação, é provável que a temperatura da região aumente", afirmou a pesquisadora da Universidade de Monash, na Austrália.

Se, por outro lado, a temperatura diminuir, é possível que exista outro tipo de problema como, por exemplo, no fornecimento de sangue ao tecido da ferida.

Espera-se que esta descoberta melhore a qualidade de vida dos doentes, principalmente idosos, diabéticos e pessoas obesas com feridas crônicas como úlceras de perna.

"As feridas de alguns pacientes demoram [em muitos casos] seis meses para serem curada porque as infecções recorrentes não são identificadas a tempo", ressaltou.

Para produzir este curativo, a pesquisadora australiana busca incorporar na fibra do material uma molécula que muda de cor, podendo ficar vermelho, verde ou azul.

O curativo inteligente pode reduzir em cerca de US$ 500 milhões o custo do tratamento de feridas crônicas na Austrália porque facilita o diagnóstico do estado das lesões.

Combinação de remédios é eficaz no tratamento do câncer de mama

Uma combinação de três medicamentos se transformou em uma esperança para as pacientes com câncer de mama que têm metástase. Ela pode proporcionar uma taxa de resposta ao tratamento superior a 70% e uma sobrevivência livre da progressão do tumor acima dos 14 meses.



Miguel Martín, chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Gregorio Marañón de Madri e presidente do Geicam (Grupo Espanhol de Pesquisa em Câncer de Mama), coordenou um estudo internacional que apresentou na reunião da Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica).

Trata-se da combinação de dois biológicos --o tratamento padrão Trastuzumab e o antiangiogênico Bevacizumab-- com a quimioterapia oral Capecitabina.

Apesar de na fase pré-clínica ter sido comprovado que os três juntos conseguiam resultados melhores que agindo separadamente, isso não havia sido confirmado em pacientes.

Para o trabalho foram recrutadas 88 pacientes com câncer de mama avançado, com o objetivo de determinar a eficácia e a segurança do tratamento triplo.

"A realidade está nos demonstrando que é preciso combinar biológicos com citotóxicos se quisermos obter a máxima eficácia", disse.

Ele ressaltou que foi acrescentada a capecitabina, que tem "um bom perfil de segurança".

O câncer de mama HER2 positivo, no qual se centrou o estudo, se caracteriza pela presença de quantidades elevadas desta proteína na superfície das células tumorais e afeta de 20% a 25% das mulheres com a doença.

Medicamento reduz risco de câncer de mama em 65%

Uma droga antiestrogênica demonstrou uma "promissora" redução de 65% no risco de câncer de mama entre as mulheres pós-menopausa, segundo um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard apresentado no sábado (4).



"A pesquisa pode significar um grande avanço para as mulheres que apresentam maior risco de desenvolver a doença, que afeta cerca de 1,3 milhão de pacientes no mundo a cada ano, causando a morte de 500 mil", afirmou o doutor Paul Goss, principal autor do estudo divulgado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago.

Um estudo clínico realizado em um grupo do Canadá mostrou que o risco de câncer de mama em mulheres na menopausa diminuiu em 65% quando as pacientes foram medicadas com exemestano, uma droga oral que reduz a produção de estrogênio --hormônio que os médicos acreditam ter ligação com o aparecimento da doença.

"O estudo mostrou não só uma impressionante redução do câncer de mama como também o surgimento de excelentes efeitos secundários", comemorou Goss.

A pesquisa sustenta que os inibidores de uma enzima chamada aromatase, como o exemestano --comercializado sob o nome de Aromasin--, são diferentes de outras drogas antiestrogênicas, como o tamoxifeno e o raloxifeno, utilizadas como terapias preventivas para mulheres com alto risco de desenvolver câncer de mama.

Os três medicamentos são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos). No entanto, efeitos colaterais graves foram registrados com o uso de drogas como o tamoxifeno, incluindo um raro, porém grave, caso de câncer de útero e coágulos de sangue potencialmente fatais.

O estudo de Goss, em contrapartida, afirma que inibidores da aromatase neutralizam a produção de estrogênio "sem as graves toxicidades observadas com o tamofixeno".

O estudo clínico foi realizado entre 2004 e 2010 com 4.560 mulheres dos Estados Unidos, Canadá, Espanha e França, que apresentavam pelo menos um fator de risco, como ter 60 ou mais anos de idade ou manifestado tumores de mama anteriormente, incluindo um caso de câncer com mastectomia.

Os resultados da pesquisa serão publicados no "New England Journal of Medicine".

Outro estudo apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica revela que um tratamento radiológico nos gânglios linfáticos sob os braços prolonga em mais de 30% o período sem recorrência em mulheres com câncer de mama incipiente que extirparam o tumor.

"Estes resultados poderão mudar a prática clínica", disse o doutor Timothy Whelan, professor de oncologia na Faculdade de Medicina da Universidade McMaster no Canadá e principal autor do estudo, que analisou mais de 1.000 mulheres submetidas a cirurgia para extirpar um tumor incipiente.

A metade recebeu tratamento radiológico na mama onde se encontrava o tumor, e as restantes foram submetidas ao tratamento radiológico nos gânglios linfáticos circundantes. A maioria das participantes também recebeu quimioterapia ou terapia endocrina.

Após um período de acompanhamento de cinco anos, o grupo de participantes submetido à radioterapia completa de mama e dos gânglios linfáticos circundantes mostrou um aumento do período sem recorrência de mais de 30%.

Células de câncer no sangue indicam chance de sobrevivência

O nível de células cancerígenas que circulam no sangue está relacionado à sobrevivência dos doentes de câncer avançado de próstata, segundo um estudo clínico apresentado no sábado (4), que abre o caminho para melhorar os tratamentos.



Um dos problemas que impede o progresso na luta contra o câncer é a identificação de indicadores precoces confiáveis que apontem se um tratamento pode prolongar a vida de um doente, explicou o médico Howard Scher, diretor do serviço de oncologia urológica no Memorial Sloan-Kettering Cancer de Nova York, coordenador da pesquisa.

Sher apresentou o trabalho na conferência anual da American Society of Clinical Oncology, o evento mais importante de oncologia do mundo, que aconteceu em Chicago com mais de 30.000 participantes.

Um teste clínico de fase 3, chamado COU-AA e realizado com 1.195 pacientes com câncer avançado de próstata --tratados com o Zytiga do laboratório americano Johnson and Johnson-- mostrou que existe uma correlação entre o nível sanguíneo de células cancerígenas e a sobrevivência dos enfermos.

Medir o nível destas células pode favorecer o desenvolvimento de futuros tratamentos. Estes marcadores podem ser utilizados para avaliar a eficácia de uma nova terapia para prolongar a vida dos enfermos, ao invés de testes clínicos mais longos e caros.

Crianças serão imunizadas contra poliomielite e sarampo este ano

Brasília – A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, este ano, será acompanhada da Campanha de Seguimento contra o Sarampo em oito estados brasileiros – São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia, Ceará e Alagoas.



Nessas localidades, no dia 18 de junho, crianças menores de 5 anos devem receber a primeira gotinha contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil. No mesmo dia, crianças de 1 a 7 anos também vão receber a vacina tríplice viral (injetável), que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. Depois, no dia 13 de agosto, os menores de 5 anos desses estados devem retornar aos postos para receber a segunda gotinha contra a poliomielite.

Nos demais estados, no dia 18 de junho, crianças menores de 5 anos devem receber a primeira gotinha contra a poliomielite, enquanto crianças de 1 a 7 anos vão aguardar até o dia 13 de agosto para receber a vacina tríplice viral. E também no dia 13 de agosto, nesses outros estados, haverá nova campanha contra a pólio, dessa vez para que as crianças recebam a segunda gotinha da vacina.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os nove estados que vão aplicar primeiramente a tríplice viral foram escolhidos em razão do surto de sarampo na Europa e por se tratarem de regiões com grande densidade populacional, alto índice de turistas e/ou baixa cobertura vacinal. O Rio Grande do Norte também havia sido selecionado, mas a Secretaria Estadual de Saúde informou que não tem logística para realizar a Campanha de Seguimento contra o Sarampo no dia 18 de junho.

Para ambas as doenças, a meta do governo é vacinar 95% do público-alvo – 14,1 milhões de crianças contra a poliomielite e 17 milhões contra o sarampo.

Crianças com febre acima de 38 graus centígrados ou com alguma infecção, de acordo com o Ministério da Saúde, devem ser avaliadas por um médico antes de procurarem os postos de saúde. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer ou com aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores das vacinas.

A imunização contra a poliomielite e contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível durante todo o ano nos postos de saúde. O ministério orienta que mesmo as crianças que já receberam a vacina pelo calendário básico retornem aos postos para receber uma nova dose, como forma de reforço contra as doenças.

O último registro de poliomielite no Brasil aconteceu em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Entretanto, 26 países ainda apresentam circulação do vírus – quatro deles em situação endêmica (Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão).

No caso do sarampo, nos primeiros cinco meses deste ano, já foram registrados dez casos da doença: três no Rio de Janeiro, três no Rio Grande do Sul, um em São Paulo, um na Bahia, um em Mato Grosso do Sul e um no Distrito Federal. De acordo com o ministério, os casos foram de pessoas não vacinadas que tiveram contato com viajantes portadores da doença. Desde 2000, o vírus não circula livremente no Brasil.

Especialistas concordam com alerta da Anvisa e veem com restrições consumo da ração humana

Brasília – Especialistas ouvidos pela Agência Brasil concordaram com o alerta feito hontem(7) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os riscos do consumo do composto alimentar conhecido como ração humana.



A nutricionista Potira Moreno, do Conselho Federal de Nutricionistas, concordou com a recomendação e disse que a promoção da alimentação saudável é fundamental. "Nós, nutricionistas, acreditamos que a base para uma alimentação adequada é resultado de variedade e qualidade", afirmou. Ela, aliás, condena os chamados compostos alimentares, caso da ração humana. "Qualquer alimento processado, que passe por várias etapas até o seu consumo final, é carente de qualidade".

Potira também avisa que a maioria das rações humanas comercializadas não tem registro na Anvisa. "Dos produtos que estão sendo comercializados, grande parcela não tem autorização do Ministério da Saúde e muito menos o registro na agência".

A endocrinologista e representante do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Zuleika Halpern, acredita que a falta de esclarecimento em relação ao próprio produto é o maior problema.

"É preciso informar que o produto não emagrece. É necessário que haja maiores informações, pois muita gente está sendo induzida ao erro", afirmou. Zuleika lembra ainda que a ração humana é um composto de fibras, “composto este que pode ser feito em casa, de forma mais saudável e, às vezes, bem mais barato".

De acordo com a Anvisa, esse tipo de produto não oferece os nutrientes necessários para uma alimentação saudável. A agência ressaltou ainda os perigos da substituição de refeições importantes como o café da manhã por doses do composto.