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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Remédios antigos - Calcigenol Irradiado e Composto



Belo Horizonte (MG) quer proibir lanches com brindes infantis

Vereadores de Belo Horizonte (MG) propuseram a proibição de distribuição de brinquedos com lanches das redes de fast food, segundo reportagem de Raphael Veleda publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

A reportagem completa está disponível para assinantes da Folha e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com o texto, o projeto que restringe a prática foi aprovado pela Câmara e espera a sanção do prefeito Márcio Lacerda (PSB), que ainda não se manifestou. O prefeito deve receber o texto ainda nesta semana.

As redes de fast food McDonald's e o Burger King disseram que os brinquedos oferecidos com lanches também são vendidos de forma avulsa. As empresas não disseram, entretanto, que medidas adotarão caso Belo Horizonte aprove a lei.

Alessandro Shinoda/Folhapress   Belo Horizonte (MG) pode proibir a venda de lanches com brinquedo; foto mostra McLanche Feliz, do McDonald's

Brasil contém epidemia de HIV, mas não reduz mortalidade

A epidemia global de HIV parece estar em um momento de inflexão, com um número de infectados estabilizado em 33 milhões.

A quantidade de mortes provocada pela síndrome no mundo também vem caindo nos últimos anos ""de 2,3 milhões, em 2004, para 1,8 milhão, em 2009.

O Brasil, embora tenha contido a epidemia e seja muito elogiado por isso, não conseguiu reduzir a mortalidade. São mais de 11 mil mortos por ano ""mais de uma pessoa morta por hora.

Com exceção do Estado de São Paulo, as mortes nas outras regiões estão em ritmo crescente, segundo último boletim do Ministério da Saúde, com dados até 2009.

Na avaliação do pesquisador da USP Alexandre Grangeiro, grande parte dessas mortes não são decorrentes do HIV, mas da falta de acesso oportuno aos serviços.

Segundo ele, as regiões brasileiras que apresentam taxas de crescimento da epidemia e de mortes são, também, as que possuem as maiores proporções de diagnóstico tardio e as que têm os piores indicadores de saúde.

Outro desafio no país é fazer com que os modelos de prevenção e intervenção atinjam grupos específicos (como usuários de drogas).

Estudos mostram que pessoas com maior exposição ao risco para Aids, por medo ou por não saber como lidar com um eventual teste positivo, não buscam espontaneamente os serviços de saúde para fazer a triagem.

Anvisa defende no Senado discussão sobre emagrecedores

O Senado debateu na terça-feira (7) os prós e os contras do uso de medicamentos emagrecedores. Uma proposta apresentada pela Anvisa em fevereiro aponta para a suspensão do registro desses remédios no país.

Durante audiência pública, a Anvisa divulgou um documento indicando a necessidade de cancelamento do registro destas drogas. O texto foi elaborado com base em novos estudos sobre a sibutramina e a indicação da Câmara Técnica de Medicamentos de que os emagrecedores não possuem eficácia e segurança que justifiquem a permanência destes produtos no mercado.

Os remédios que são alvos da discussão são: a sibutramina, o femproporex, a amfepramona e o mazindol, sendo os três últimos anfetamínicos.

Segundo com o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, o que está em debate é um problema de saúde pública, pois grande parte da população brasileira sofre de sobrepeso e os medicamentos utilizados no tratamento não possuem dados que sustentem sua permanência no mercado.

Para Barbano, confundir a discussão proposta pela Agência com preconceito contra a obesidade é uma irresponsabilidade que não contribui para encontrar a melhor resposta para a saúde pública. Ele ainda ressaltou que, apesar do debate em andamento, é papel da Vigilância Sanitária discutir a segurança de qualquer medicamento no mercado.

A audiência pública aconteceu em reunião conjunta das comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa e de Assuntos Sociais do Senado Federal, a partir de um requerimento do senador Paulo Paim.

Também participaram da audiência pública o médico Geniberto Paiva, da Sociedade Brasileira de Cardiologia; o professor Antônio Carlos Lopes, da Escola Paulista de Medicina; o diretor geral da Associação Brasileira de Nutrologia, Paulo Giorelli; e o médico João Sales, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

A discussão relativa ao uso de anorexígenos no Brasil será ampliada durante Painel Internacional promovido pela Anvisa na próxima terça-feira (14). O encontro será realizado no auditório da Agência, em Brasília, das 9h às 18h, e contará com a presença de especialistas internacionais.

O debate será transmitido em tempo real pela internet.

Um em cada cinco americanos jovens sofre de pressão alta

Um novo estudo revelou o alarmante número de que cerca de um em cada cinco jovens em idade adulta sofre de hipertensão nos EUA, estimativa muito maior do que os dados divulgados até agora.



Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, na cidade de Chapel Hill, analisaram dados de mais de 14 mil pessoas adultas, com idade entre 24 e 32 anos. Desde 2005, essas pessoas vêm sendo acompanhadas pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health, conhecido nos Estados Unidos como Add Health.

A leitura de pressão sanguínea de 19% dos jovens pesquisados foi de 140/90 ml de mercúrio ou maior, definida como pressão alta. Somente um quarto deles havia sido avisado sobre a doença.

Estimativas anteriores da pesquisa americana em nível nacional, de proporções bem menores, sugeriram que um número bem inferior de jovens em idade adulta --apenas 4%-- sofre de hipertensão.

"Esse resultado nos surpreendeu e achamos que a epidemia da obesidade está por trás disso", afirma Kathleen Mullan Harris, cientista-chefe da Add Health e diretora interina do Carolina Population Center da UNC. A cientista é coautora do artigo, publicado na internet em 26 de maio, na revista "Epidemiology".

Embora esse número possa ser bem inferior do que os 19% revelados em outras pesquisas, afirmou Harris, "devemos passar a mensagem aos jovens para que examinem sua pressão arterial".

Exame permite avaliar sucesso de tratamento contra infecção

Um exame simples, barato e já usado para outros fins médicos avalia com maior rapidez se o tratamento de uma infecção em pacientes graves será eficiente, antes mesmo de o organismo dar os primeiros sinais de melhora.

Trata-se da medição, no sangue, dos níveis da proteína C-reativa, produzida pelo fígado. Em taxas elevadas, ela indica processos inflamatórios ou infecciosos em pessoas com boa saúde.

Um estudo recente, publicado na revista "Critical Care", mostrou que ela também funciona como marcador de infecções em doentes graves.

Realizado pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer e a Universidade Nova de Lisboa (Portugal), o estudo mostrou que o exame da proteína pode identificar em até 72 horas se o corpo está respondendo ao antibiótico ou não.

Segundo um dos autores do trabalho, o pneumologista Jorge Salluh, o corpo demora, em geral, uma semana para dar essa resposta.

"Agora podemos diferenciar quem está respondendo ou não à terapia e propor mudanças terapêuticas mais rapidamente", afirma.

A vantagem, diz ele, é que o exame é barato (custa menos de R$ 10) e rápido (o resultado sai em 30 minutos).


MARCADORES

Jorge Salluh explica que havia dúvidas se o marcador era útil também para pacientes graves, com neutropenia (ausência ou baixa quantidade de glóbulos brancos).

Foram estudados 154 pacientes com câncer e quadro de infecção, sendo que 86 deles tinham neutropenia. A conclusão foi de que o teste é eficaz para os doentes graves.

Em razão da doença ou dos tratamentos, esses pacientes têm imunidade muito baixa. Estima-se que de 15% a 20% dos doentes internados em UTIs possuam esse perfil.

Para o infectologista Artur Timerman, o exame será uma boa ferramenta porque esse tipo de paciente costuma demorar para dar sinais de que não está respondendo bem aos tratamentos.

"Eles demoram para fazer febre. O exame da proteína C-reativa será útil para o seguimento deles."

Falta de atividade física no trabalho aumenta obesidade

Um grupo de pesquisadores americanos identificou um novo culpado da epidemia de obesidade nos EUA: os locais de trabalho.

Uma revisão das mudanças ocorridas no mercado de trabalho desde 1960 sugere que grande parte do ganho de peso observado nos últimos anos pode ser explicada pelo declínio da atividade física no trabalho.

Os empregos que exigiam atividade física moderada, que em 1960 respondiam por 50% dos postos no mercado, caíram para 20% nos EUA.

Os 80% restantes envolvem trabalho sedentário ou exigem atividade só leve.

O relatório mostra ainda que, em 1960, metade dos americanos tinha um trabalho que fisicamente exigente. Hoje, só um em cinco tem um nível alto de atividade no emprego.

Timothy S. Church, pesquisador do Centro Pennington de Pesquisas Biomédicas, em Baton Rouge, Louisiana, e autor principal do estudo, nota que a pesquisa não leva em conta os avanços tecnológicos que contribuem para o sedentarismo, como a internet.

Isso significa que a perda de gasto energético no emprego pode ser ainda maior do que o apontado na pesquisa.


CALORIAS

A mudança de hábitos se traduz em até 140 calorias gastas a menos por dia no trabalho, dado que corresponde ao ganho constante de peso no país nas últimas cinco décadas, diz o estudo publicado na revista "PLoS One".

A nova ênfase na atividade no trabalho representa uma mudança importante e sugere que os profissionais de saúde tenham deixado de lado um dado crucial que contribuiu para o problema do excesso de peso.

COMIDA OU EXERCÍCIO

A descoberta coloca pressão sobre as empresas, para que intensifiquem as iniciativas de saúde nos escritórios.

"Muita gente diz que o problema está só na comida. Mas os ambientes de trabalho mudaram tanto que precisamos repensar como enfrentar esse problema", disse Church.

Sua pesquisa é a primeira a estimar o gasto calórico diário que se perdeu no trabalho nos últimos 50 anos.

Durante anos, o papel da atividade física no problema da obesidade foi incerto.

Estudos já mostraram que a quantidade de atividade física em horas de lazer ficou estável nas últimas décadas, período em que a população só fez engordar.

Esse fato cria um impasse para os pesquisadores que tentam explicar a explosão de obesidade.

Em função disso, boa parte da atenção está concentrada na ascensão da fast food e do consumo de refrigerantes.

Outras pesquisas dizem que a maior adoção do transporte particular em vez do público e o aumento do tempo gasto diante da televisão têm contribuído para engordar os EUA e o mundo.

Mas nenhum desses fatores pode explicar por completo as mudanças nos padrões de ganho de peso.

"Precisamos pensar na atividade física como um conceito mais amplo do que apenas os exercícios feitos em momento de lazer", afirmou Ross C. Brownson, epidemiologista na Universidade Washington, em St. Louis.

"Eliminamos a atividade física de nossas vidas. Precisamos encontrar maneiras de reinseri-la no cotidiano, fazendo caminhadas na hora do almoço, por exemplo, e não só nos exercitando na academia."

Estudo descobre anticorpos que impedem progressão do Alzheimer

Um estudo conduzido por cientistas britânicos sobre o efeito de anticorpos no tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob --que afeta o cérebro-- descobriu que eles também podem bloquear a progressão do Alzheimer.

O achado, publicado na revista "Nature Communications", representa um passo significativo no desenvolvimento de drogas contra a demência.

A pesquisa foi realizada com camundongos pela University College de Londres. Ela indica que dois anticorpos --ICSM 18 e 35-- impedem a ação da toxina beta-amiloide, uma proteína que se acumula no cérebro dos doentes de Alzheimer, criando uma espécie de emaranhado que dificulta a comunicação entre as células.

Pesquisas clínicas com remédios à base dos anticorpos serão realizadas com humanos no ano que vem, para o tratamento da doença Creutzfeldt-Jakob. Em caso de sucesso, os estudos podem ser feitos com pacientes com Alzheimer.

Para a neurologista Sandra Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, "o grande problema é fazer o diagnóstico antes que a pessoa desenvolva o quadro clínico."

Brucki afirma que todas as pesquisas estão apontando para substâncias ou anticorpos que atuem antes do desenvolvimento da demência. "Estamos caminhando para fazer o diagóstico precoce, que já é possível em muitos casos."

Ela explica que hoje existe um exame chamado PET (tomografia por emissão de pósitrons), onde um marcador se liga à toxina beta-amiloide no cérebro. Mas esse teste ainda não existe no Brasil, segundo Brucki.

"Em outros lugares, ele já é usado em pesquisa, para testar novas drogas e anticorpos desenvolvidos para evitar o progressão da demência. Mas muitas das substâncias não chegam a ser testadas em pacientes. Elas morrem no meio do caminho porque têm efeitos colaterais muito importantes."

No entanto, a neurologista acredita que esse tipo de tratamento é o mais promissor.

Novo teste confirma Aids em 20 minutos

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançará em agosto um teste rápido que confirma o diagnóstico do vírus HIV em 20 minutos.

Hoje, a pessoa faz o teste de triagem e, se for soropositiva, precisa esperar a confirmação do diagnóstico por um outro exame, cujo resultado pode demorar até um mês.

Com os novos kits, será possível fazer o diagnóstico e a confirmação ao mesmo tempo. Os atuais testes de triagem também são rápidos --demoram cerca de dez minutos--, mas podem gerar resultados falsos-positivos.

Isso ocorre porque os antígenos (partículas reconhecidas pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico) usados no teste podem reagir com anticorpos associados a outras doenças.

Por isso, todos os pacientes apontados como soropositivos no teste de triagem têm que fazer o exame confirmatório em laboratórios fora das unidades de saúde.

Mas muitos pacientes não voltam para buscar o resultado e, portanto, não se tratam.

A expectativa é que o novo teste também mude isso. Quase metade (40%) da mortalidade por Aids no Brasil está relacionada à demora para o início do tratamento

"Ao atrelar os dois ensaios, a pessoa já tem a confirmação rápida, recebe orientação e encaminhamento médico. Isso agiliza o tratamento", diz Antônio Ferreira, gerente de Programa de Reativos de Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Para ele, o teste será especialmente útil nas cidades pequenas ou em áreas mais remotas do país porque dispensa infraestrutura laboratorial e é simples de ser aplicado.

Outra vantagem é o preço. Segundo Ferreira, ele terá um quinto do custo dos atuais exames confirmatórios (entre R$ 130 e R$ 150).

O Ministério da Saúde pretende utilizar entre 150 mil a 200 mil testes por ano para atender a demanda do SUS. O novo kit é eficaz já a partir do 25º dia de infecção.

DIAGNÓSTICO TARDIO

Na avaliação de pesquisadores sobre Aids e de organizações que dão apoio aos portadores do vírus, o novo teste será um avanço, desde que esteja disponível em todos os centros de tratamento.

"Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas pessoas não se beneficiam do tratamento disponível no SUS porque hoje chegam doentes aos serviços de saúde", diz o doutor em medicina preventiva Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP.

O pesquisador da USP Alexandre Grangeiro, ex-coordenador do serviço de Aids do Ministério da Saúde, afirma que, segundo estudos, quanto menor o tempo para a entrega dos resultados dos exames, menor é a taxa de abandono do tratamento.

Mas, diz ele, o maior impedimento hoje para a utilização dos testes rápidos de HIV é a resistência dos profissionais de saúde em fazê-los.

"O teste é rápido para o paciente, mas não para o serviço de saúde. No mesmo dia, ele tem que fazer o aconselhamento, realizar o teste, dar suporte ao paciente e encaminhá-lo ao tratamento."

Além disso, não há profissionais acostumados a realizar exames diagnósticos, como os biomédicos.

"Na maior parte dos serviços, há assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros, que ficam com receio de fazer um teste. Daí a importância de simplificar a metodologia."

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/927576-novo-teste-confirma-aids-em-20-minutos.shtml

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte ganham prêmio por estudo que pode levar a terapias de combate do câncer para tratar derrames.


Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

"Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer", disse. "Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica", acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

Crescimento

A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

"Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos", disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

"O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural - neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios - para aliviar o sofrimento humano", disse Shaw.

"Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas", acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

"Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora", afirmou o painel. "É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica."

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,peles-de-sapos-podem-tratar-mais-de-70-doencas-dizem-cientistas,730028,0.htm

Sistema reduz risco de câncer em células-tronco artificiais

TÓQUIO - Pesquisadores da Universidade de Kioto, no Japão, desenvolveram um novo sistema para criar células-tronco artificiais que reduz o risco de se elas tornarem cancerígenas, informa nesta quinta-feira o jornal econômico local Nikkei.

A descoberta, que será publicada na revista científica Nature, abre novas perspectivas na medicina regenerativa ao reduzir o que atualmente representa um dos maiores riscos do uso das células-tronco artificiais neste campo.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisadores que inclui Shinya Yamanaka, médico especialista em cirurgia ortopédica, em colaboração com o Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão.

Em 2006, Yamanaka conseguiu gerar as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas - ou células iPS (na sigla em inglês) - que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo celular especializado, uma descoberta que lhe valeu vários reconhecimentos, entre eles o prestigioso Prêmio Shaw.

Até a divulgação do trabalho de Yamanaka, os pesquisadores achavam que esta habilidade era exclusiva das células-tronco embrionárias.

O problema, no entanto, era que as células iPS tornavam-se cancerígenas em muitas situações após se desenvolverem em diferentes tipos de tecidos, o que representava um empecilho para seu uso na medicina regenerativa.

A nova descoberta foi feita depois que os cientistas revisaram mais de 1,4 mil genes com a ajuda da base de dados do AIST para substituir o fator que associava as células iPS ao câncer.

Dessa forma, eles encontraram o chamado Glis1, definido pelo próprio Yamanaka como "o gene mágico", que significará, em suas palavras, "um grande passo adiante para as aplicações clínicas". Além de reduzir o risco de câncer, o Glis1 pode gerar células iPS de um modo dez vezes mais eficiente que antes.

Os cientistas acreditam que as células iPS possam se desenvolver em tecidos humanos e órgãos, o que daria um grande impulso à ciência regenerativa.

No entanto, os pesquisadores indicaram que, embora o risco diminua, outros genes que intervêm no processo podem provocar câncer. Por isso, as pesquisas que buscam reduzir tais riscos devem continuar.

Crianças representam 40% das internações por queimaduras em SP. Cuidados simples evitam acidentes

É importante manter os pequenos longe da cozinha e evitar as bocas da frente do fogão

Crianças devem ficar longe da cozinha

Cuidados simples em casa podem evitar queimaduras em crianças, que são as principais vítimas desse tipo de acidente.

De acordo com um estudo divulgado nesta semana pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), 40% das 3.188 internações por queimaduras registradas pela instituição no ano passado foram de crianças menores de nove anos – considerando também os adolescentes até 19 anos, a porcentagem de internações chegou a 52%.

Na maioria dos casos, revela o estudo, os ferimentos foram resultado de combustão, escaldo e contato. Acidentes que poderiam ser facilmente evitados, segundo afirmam especialistas. O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras de São Paulo, Luiz Philipe Molina Vana, diz que “a quantidade de queimaduras evitáveis é muito alta”.

– A prevenção é possível e deveria ser uma prática comum em casa.

Segundo ele - que chefia o ambulatório de queimados do Hospital das Clínicas - ações simples, como manter as crianças longe da cozinha e evitar usar as bocas da frente do fogão, podem salvar vidas.

Na opinião de Ana Beatriz Bontorin, coordenadora de projetos da ONG Criança Segura, entidade que faz campanhas de conscientização sobre segurança doméstica, os pais devem manter atitudes preventivas.

– É importante conversar, explicar os perigos do fogo e manter qualquer substância inflamável longe do alcance de crianças

Os casos de internações analisados pelo Hospital das Clínicas apresentaram queimaduras, em média, em 13% do corpo, o que corresponde à área de dois braços inteiros. Queimaduras consideradas graves são aquelas que atingem mais de 60% do corpo.

Em 24 horas, Rio confirma quase

Total de infectados na capital fluminense ultrapassa barreira das 56.000 pessoas

F.L. Piton/AE
Estado do Rio tem 88 mortes por dengue em menos de cinco meses

Aedes aegypt, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil.

Para diminuir a possibilidade de subnotificação, principalmente na rede privada de saúde, cerca de 50 profissionais de saúde da rede privada participam na quinta-feira (2) de um treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, para diagnosticar precocemente casos de dengue.

A medida foi tomada por que os órgãos responsáveis pela captação das notificações de dengue e os especialistas consultados pelo R7 afirmam que a maior parte dos casos não informados ao poder público não são repassados pelas instituições particulares.

Com esse diagnóstico, o número oficial de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro pode ser bem maior do que o contabilizado pela secretaria de saúde, segundo admite o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica do Estado, Alexandre Chieppe. De acordo com ele, embora em escala menor, há subnotificações em quantidades consideráveis, que beiram a quase 50% dos casos leves.

Mortes por dengue

Somente este ano, 88 pessoas morreram de dengue no estado do Rio, 31 apenas na capital fluminense. De acordo com o último balanço, divulgado na última quarta-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, de 2 de janeiro a 28 de maio foram notificados 117.922 casos suspeitos da doença.

Mobilização para acabar com focos

A segunda mobilização contra a dengue na cidade do Rio de Janeiro identificou e destruiu 5.466 focos do mosquito Aedes aegypt e 6.611 possíveis criadouros, no último sábado (4). A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.
Ao todo, 10 mil pessoas participaram da ação, entre voluntários e funcionários da prefeitura. Os agentes percorreram cerca de 700 km em diversos pontos da cidade.

Consumo de café melhora resposta ao tratamento contra a hepatite C

Quem tomou de três a mais xícaras por dia teve até 73% de retração da doença


Pacientes que tomam duas ou três xícaras de café por dia têm até duas vezes mais chance de responder ao tratamento contra hepatite C, doença que causa inflamação do fígado, do que os que não têm esse hábito, segundo uma pesquisa do Instituto Americano de Gastroenterologia.

Segundo Neal Freedman, do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o consumo de café tem sido associado a uma menor progressão da doença hepática crônica e à redução da incidência de câncer de fígado.

- Embora tenhamos observado uma associação entre a ingestão de café e a resposta ao tratamento, isso precisa ser replicado em outros estudos.

Em todo o mundo, estima-se um número entre 130 milhões e 170 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C.

O vírus causador da doença pode ser transmitido por transfusão de sangue, compartilhamento de seringas contaminadas ou outros objetos que furam ou cortam, como alicates, giletes e instrumentos cirúrgicos, de tatuagens e de acupuntura. Relações sexuais sem camisinha com alguém infectado também podem transmitir a doença.

Número de mortos por bactéria assassina chega a 28 na Europa

Alemanha ainda tenta descobrir qual é a origem do surto do micróbio


Paciente infectado pela bactéria fica em área de isolamento em hospital de Hamburgo, na Alemanha

Instituto Robert Koch, que contabiliza o número de infectados e vítimas na Alemanha, 18 pessoas morreram vítimas de complicações renais e oito após a infecção pela bactéria, mas sem mostrar os sintomas mais graves.

Na terça-feira (7), o instituto informou pela primeira vez "uma leve queda na quantidade de novos casos". Ontem, o órgão destacou que essa tendência se mantém.

A busca segue para identificar a origem da contaminação por uma versão muito rara e virulenta da bactéria, que provoca diarreia e pode causar transtornos renais, às vezes fatais.

O tipo de E.coli responsável pelo foco de infecções é normalmente transmitido por meio de fezes ou bactérias fecais.

A bactéria se prende às paredes do intestino, onde libera toxinas, provocando diarreia, fortes cólicas estomacais e febre.

Apesar de a infecção por E. Coli ser mais comum em crianças e idosos, essa versão mais letal tem afetado mais as mulheres com idades entre 20 e 50 anos, de boa condição física.

Não se sabe ainda a causa deste grupo ser mais atingido, mas, uma das teorias, é de que elas comem mais legumes. No entanto, como não se localizou o foco do surto, essa informação não foi confirmada.

Alemanha tenta reparar perdas

Alemanha se comprometeu a ajudar a Espanha a recuperar o prestígio de suas frutas, legumes e verduras, muito prejudicados pela crise da epidemia de E.coli. Quando o surto estourou, as autoridades da Alemanha culparam os pepinos produzidos na Espanha pela contaminação, mas os testes não comprovaram a contaminação nos legumes.

A ideia é apoiar uma campanha de promoção dos produtos agrícolas espanhóis com o objetivo de "recuperar o prestígio, a qualidade e a credibilidade das hortaliças espanholas".

Casais devem ter cuidado ao escolher uma clínica de reprodução humana, segundo especialista

infertilidade afeta 20% dos casais em idade reprodutiva no Brasil, o que equivale a cerca de 15 milhões de casais. Além desse fator, muitas mulheres, por opção profissional ou pessoal, tem adiado cada vez mais a maternidade.

"É importante que a clínica passe segurança e transparência ao casal", diz especialista

Outro fator que deve ser observado é que alguns casais podem estar com receio de utilizar a técnica de reprodução humana, tão bem sucedida e consolidada no Brasil.

De acordo com o ginecologista e obstetra, Dr. Aléssio Calil Mathias, é importante salientar que esse tipo de tratamento é totalmente seguro e sério. “A reprodução assistida é um método que existe no Brasil há quase 30 anos e tem beneficiado muitos casais a construírem uma família. E justamente por ser um momento importante na vida do casal que é preciso tomar todos os cuidados para não correr nenhum risco na hora da escolha das clínicas”, diz.

O embriologista, Philip Wolff explica que essa escolha é a muito importante: “esse é o primeiro passo do tratamento. A clínica deve possuir especialistas qualificados em reprodução humana (médicos e embriologistas). O casal deve realizar uma pesquisa no CRM para saber se não há nada que desabone a equipe de profissionais envolvidos.”

Dr. Aléssio afirma que quando o casal optar pelo tratamento de reprodução assistida deve tirar todas as suas dúvidas já no primeiro encontro com o médico e também conhecer espaço onde ocorrerá o tratamento.

O médico sugere algumas questões que devem ser feitas: qual e como será feito todo o procedimento: onde ficam e como está o estado das instalações e quem serão os profissionais envolvidos. “Na hora de escolher uma clínica, o casal deve levar em conta o histórico da clínica, taxas de sucesso, tipos e custo do tratamento e os serviços oferecidos (tanto da parte clínica quanto da parte legal). Selecionar de maneira rápida ou sem conhecer profundamente esses fatores pode gerar transtornos no futuro”.

Para que o casal veja a qualificação da clínica e seus profissionais, algumas questões devem ser realizadas já na primeira consulta, tais como tempo médio dos tratamentos, quais os exames necessários e como é o processo de fertilização. “É importante que a clínica e seus profissionais passem segurança e transparência ao casal, para que ele possa ter tranquilidade e sucesso na hora de realizar o tratamento”, afirma Philip.

Preços dos medicamentos contra Aids seguirão caindo

Os preços dos medicamentos para tratar da Aids seguirão baixando nos países em desenvolvimento devido à forte demanda, disse nesta terça-feira em um simpósio da ONU, em Nova York, a especialista Morolake Odetoyinbo, responsável pela ONG nigeriana Positive Action for Treatment Access.

"Os preços só tendem a cair porque a demanda é grande e vai forçá-los para baixo", garantiu Odetoyinbo.

"A redução dos preços dos medicamentos permite o acesso de mais pessoas ao tratamento e garante uma melhor qualidade de vida" aos pacientes, assim como reduz o risco de transmissão aos filhos e aos parceiros sexuais.

Sharonann Lynch, uma responsável da MSF (Médicos Sem Fronteiras), explicou que o preço dos medicamentos caiu muito em uma década, de 10 mil dólares para apenas 67 dólares por ano de tratamento de cada paciente.

Segundo Lynch, apenas baixando ainda mais os preços dos remédios será possível permitir o acesso de milhões de pessoas ao tratamento da Aids.

Especialista explica como evitar o corrimento vaginal

Alimentação e hábitos simples podem ajudar a prevenir este problema comum e frequente nas mulheres. O aumento da umidade vaginal, associada ou não à irritação, coceira, ardência ou odor mais intenso, pode ser um quadro de corrimento ou vaginite, outro nome pelo qual essa doença ginecológica é conhecida.


Este ‘líquido’ que molha a calcinha pode apresentar em sua composição fungos e bactérias que estimulam as células da vagina e do colo do útero a produzirem a secreção, como uma forma de defesa do organismo.

A ginecologista Dra. Rosa Maria Neme, explica que corrimento normal é aquele sem cheiro, que não coça e que pode ter uma coloração parecida a de clara de ovo ou um pouco mais branca.

“Este tipo de corrimento pode aparecer, preferencialmente, na época da ovulação, que corresponde ao meio do ciclo menstrual e pode se intensificar no período antes da menstruação. Algumas mulheres podem apresentar uma secreção maior em relação às outras, principalmente se estiverem fazendo uso de algumas medicações, como anticoncepcionais.

O corrimento mais comum é chamado de candidíase. Ele aparece por uma proliferação de um fungo, chamado cândida que está presente, normalmente, no intestino de qualquer mulher”.

De acordo com a ginecologista, às vezes, por uma diminuição da defesa do corpo da mulher, seja por estresse ou uso de antibióticos, por exemplo, este fungo começa a crescer de forma descontrolada e passa para dentro da vagina, dando sintomas de um corrimento branco (como um leite coalhado), coceira e ardor vaginal.

Nestes casos, o tratamento é feito com comprimidos e cremes vaginais, de acordo com o agente identificado e com prescrição médica.

Para identificar quando a situação é anormal, a ginecologista revela que o corrimento tem uma coloração mais amarelo esverdeada, coça e dá ardor na vagina. “Nestes casos, deve-se procurar um ginecologista para avaliar qual a causa do problema e, assim, tratá-lo adequadamente”.

Como evitar

A alimentação tem um papel fundamental no organismo humano. Na mulher, uma dieta equilibrada ajuda ainda a manter a produção constante dos lactobacilos vaginais - que são as células de defesa da vagina - e manter o pH (grau de acidez) vaginal equilibrado. Isso evita a colonização de bactérias estranhas ao corpo da mulher.

Sob o aspecto preventivo, a especialista lista alguns hábitos simples que devem e podem ser adotados no dia a dia, que evitarão que este desconforto comprometa a saúde e bem estar feminino. “Tudo que aumente o calor e a umidade dentro da vagina, pode predispor a um aumento do corrimento”, finaliza.

Dentre as medidas aconselhadas pela médica estão:

1. Dormir sem calcinha: diminui o calor na vagina;

2. Usar calcinhas de algodão: este tecido esquenta menos que os sintéticos, por isso o fungo ou bactéria têm uma menor tendência de se proliferar;

3. Uso de sabonetes íntimos diariamente no banho: eles ajudam a manter a flora vaginal normal equilibrada;

4. Não usar roupas apertadas: aumentam a produção do calor e tornam a vagina um bom meio de proliferação desses fungos;

5. Não deixar a calcinha pendurada no banheiro: isso pode estimular a proliferação dos fungos na lingerie;

6. Secar os pelos da vulva com um secador após o banho: isto ajuda a diminuir a umidade da região.

Síndrome do olho seco afeta mais no frio; saiba como prevenir

A síndrome do olho seco é uma doença que agrava no frio e representa a segunda maior causa de consultas oftalmológicas, além de atingir cerca de 19 milhões de brasileiros (10% da população). Um novo dispositivo do tamanho da cabeça de um alfinete é a mais recente aposta capaz de diminuir os sintomas da síndrome do olho seco.


A síndrome do olho seco atinge cerca de 19 milhões de brasileiros

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, o procedimento é reversível, pouco invasivo e indolor. Além disso, ele pode ser feito sem anestesia, só com uma gota de colírio lubrificante para facilitar o enxerto.

O especialista lembra que o plugue lacrimal tem o formato de um guarda-chuva e por isso tem mais estabilidade no olho que seus antecessores. “Após o implante os resultados aparecem em poucos dias. Isso porque, consiste em utilizar um instrumento parecido com uma caneta para fechar o ponto lacrimal com o dispositivo que mantém a lágrima represada na superfície ocular”, diz.

“O olho seco pode ser causado pela diminuição na quantidade ou qualidade da lágrima. Independente da causa, aumentar a quantidade é fundamental no tratamento”, afirma.

No caso deste tratamento a proposta é reter o filme lacrimal. Por isso, fortalece a córnea através da maior lubrificação e do aumento do fluxo das três camadas da lágrima – aquosa, lipídica e proteica. É isso que explica porque quem passa pelo procedimento refere melhora da acuidade visual.

O oftalmologista ainda diz que uma mesma pessoa pode ter mais de um fator de risco. Isso diminui o tempo de duração do efeito da lágrima artificial. Resultado – “30% dos portadores instilam colírio com conservante até 10 vezes ao dia, quando a recomendação médica é instilar, no máximo, 4 vezes” afirma.

“O problema é que o uso abusivo agrava a irritação ocular que se torna crônica. O implante do plugue é indicado para todos que não conseguem alívio prolongado usando lágrima artificial. Só é contra-indicado para quem tem alterações na pálpebra ou no sistema lacrimal”, comenta.

Este novo dispositivo que alivia o olho seco não é vendido diretamente ao consumidor. É um produto importado,no valor de U$ 100. Ele é distribuido somente aos médicos, desde que tenham treinamento para fazer o implante. Isso porque é necessário conhecer a técnica para enxertar.

"O médico precisa analisar o tamanho do ponto lacrimal de cada olho e fazer a adaptação", lembra o especialista. Afinal, há casos de pessoas que usam tamanhos diferentes de dispositivo em cada olho porque o canal lacrimal nem sempre tem a mesma dimensão nos dois olhos.

Ele ainda ressalta que "muitas pessoas chegam ao consultório usando um colírio qualquer para olho seco. Todo colírio melhora o conforto visual porque umidece o olho. O problema é que usar colírio impróprio pode causar outras doenças e piorar o olho seco, afirma.

Indicações e Contra-indicações

O médico destaca que além da incidência do olho seco aumentar com a idade, existem outros fatores de risco:

- Uso intenso de computador e de lente de contato
- Menopausa,uso de pílula anticoncepcional ou TRH (Terapia de Reposição Hormonal) que fazem a incidência entre mulheres ser o dobro da verificada na população masculina.
- Hipertensão arterial
- Hiperplasia prostática
- Doenças auto-imunes (alergia, reumatismo, artrite, artrose)
- Blefarite (inflamação da pálpebra), outras alterações palpebrais e do sistema lacrimal.
- Permanecer em ambientes com ar condicionado

Prevenção

Queiroz afirma que a maioria dos portadores de olho seco tem distúrbio leve que pode melhorar com mudanças de hábito. Os principais cuidados preventivos enumerados pelo especialista são:

- Beber 2 litros de água ao dia.
- Fortalecer a camada lipídica da lágrima com óleo de linhaça
- Higienizar a borda das pálpebras com cotonete embebido em xampu infantil.
- Usar óculos com proteção lateral
- Piscar voluntariamente em frente ao computador
- Posicionar o monitor 30 graus abaixo da linha da visão
- Evitar o uso de ar condicionado
- Não dormir com lentes de contato

Com ajuda, coração pode se regenerar, mostram cientistas

Cientistas conseguiram transformar célula-tronco de corações de ratos adultos em músculo cardíaco

Cientistas britânicos conseguiram transformar um tipo de célula similar à célula-tronco de corações de ratos adultos em músculo cardíaco numa pesquisa que comprova que o coração tem células de reparação inativas que podem ser reativadas.

Embora a pesquisa ainda tenha de ser feita com humanos e esteja em seus estágios iniciais, os resultados sugerem que, no futuro, uma droga poderá ser desenvolvida para fazer com que os corações lesados por uma parada cardíaca se regenerem.

"Eu posso imaginar um paciente sob risco sabido de enfarte tomando um comprimido via oral...que prepararia o coração para que, se ele tenha uma parada cardíaca, a lesão seja reparada", disse Paul Riley, da University College London, que liderou o estudo.

Avanços importantes na medicina nos últimos anos ajudaram a reduzir o número de pessoas que morrem de enfarte, mas a lesão provocada pelo ataque cardíaco - quando as células do coração morrem por falta de oxigênio - atualmente é permanente.

Se se formar uma certa quantia de tecido morto, os pacientes podem desenvolver insuficiência cardíaca, uma condição debilitante na qual o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para o corpo.

Cientistas do mundo inteiro investigam formas diversas de regenerar o tecido cardíaco, mas por enquanto as pessoas com insuficiência cardíaca grave usam aparelhos mecânicos ou esperam por um transplante.

A equipe de Riley, cujo estudo foi publicado na revista Nature na quarta-feira, alvejou determinadas células encontradas na camada externa do coração, chamada epicárdio.

Essas células, chamadas de células progenitoras derivadas do epicárdio (EPDCs, na sigla em inglês), são conhecidas por serem capazes de se transformar numa série de células especialistas, inclusive nas do músculo cardíaco, nos embriões em desenvolvimento.

Especialistas pensavam anteriormente que a capacidade das EPDCs de se transformar estivesse perdida na idade adulta, mas esse estudo da equipe de Riley descobriu que o tratamento de corações saudáveis de um rato adulto com uma molécula chamada timosina beta 4 permitiu que se "programasse" o coração para que ele se reparasse após a lesão.

Professor Paul Riley explica a pesquisa

Propagandas antigas - A força da mulher: Emulsão de Scott



“Todo homem deleita-se em que sua esposa seja forte, robusta e carinhosa e somente abundante saúde pode dar estas qualidades. Se esta saúde falta, aí está a verdadeira fonte de robustez para debilitados, a justamente famosa Emulsão de Scott”.

16 de abril de 1924.

Concurso PC RJ Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro - Perito Legista - 2011

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Concurso UFSC SC Universidade Federal de Santa Catarina - 2011

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Concurso Prefeitura Municipal da Estância Turística de Campos do Jordão SP - 2011

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Concurso Prefeitura Municipal de Aracaju SE - Médico - 2011

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Concurso FMS PI Fundação Municipal de Saúde de Teresina - 2011

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Concurso COREN RS Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul - 2011

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Concurso INFRAERO Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - Médio e Superior - 2011

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Concurso SES DF Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal - Especialista em Saúde - 2011

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Angiocor inaugura novo centro de saúde

No último sábado, (28), a Angiocor realizou a inauguração do centro de saúde “Dr. Carlos Augusto Nassif, que tem como objetivo atender paciente da cidade de Jaú e região.

O novo espaço é destinado a tratar de doenças vasculares e está localizado na Santa Casa de Jaú. Lá serão realizados procedimentos para as áreas de cirurgia endovascular, hemodinâmica, cardiologia e radiologia intervencionistas e neurorradiologia.

Segundo a instituição, o grupo traz mais uma inovação: a Hemodinâmica GE Avantix LFX Ômega DX, equipamento moderno que oferece tecnologia para procedimentos de intervenção e diagnóstico.

O aparelho é capaz de executar exames cardiológicos e vasculares com registro digital das imagens, armazenadas em disco ótico, podendo gerar cópias em CD.

De acordo com a Angiocor, anteriormente os pacientes precisavam se deslocar para cidades, muitas vezes, distantes para conseguir o exame ou tratamento. Agora este tipo de serviço já está disponível para pacientes de convênio e particulares.

E ressalta que está buscando ainda, o credenciamento para pacientes do Sistema Único de Saúde. A instituição salienta que todos podem ter acesso ao tratamento se houver apoio da comunidade, dos profissionais da área técnica e das autoridades.

Hospital Universitário vai abrir 100 vagas para o SUS

Construção do Hospital Universitário abrirá 150 novos leitos, sendo 100 deles destinados ao Sistema Único de Saúde. O complexo hospitalar, que prevê atendimentos de média e alguns de alta complexidade, está sendo erguido em área de 15 mil m², em frente do aeroporto de Uberaba, e tem previsão de ficar pronto no fim de 2012.

O hospital diz ainda que vai continuar atendendo ao SUS, mas haverá área civil para dar suporte a atendimentos com outros serviços. A definição de quais procedimentos serão realizados está sendo negociada com a Secretaria Municipal de Saúde.

Serão 100 leitos para o SUS e 50 Civil, sendo sete vagas para UTI Neonatal e quatro adulto, além de serviço de hemodiálise.

O atual Hospital Universitário, mantido com 60% de verbas do Estado e 40% da mantenedora Universidade de Uberaba, possui hoje cinco leitos de UTI, 13 leitos cirúrgicos e 25 para clínica médica, sendo 45 no total.

Além disso, o HU trabalha com atendimento ambulatorial com três mil consultas em 32 especialidades, o que gera demanda de internação para cirurgias no hospital, ou por procura espontânea ou encaminhamento da rede.

O Hospital realiza internações de cirurgias eletivas, necessidades de pacientes que dão entrada pelo ambulatório, e dos encaminhados via SUS Fácil, sistema que regula Uberaba e os municípios vizinhos.

De acordo com a organização, identificada a necessidade de internação, o Hospital recebe uma notificação, que já passou pela triagem inicial, e avaliamos se temos suporte para atender o paciente e se temos leitos. O hospital oferece especialistas em ginecologia, pneumologia, cirurgia vascular e geral, urologia e ortopedia, entre outros. Quando não há suporte por ser atendimento de alta complexidade, o paciente é transferido para o Hospital de Clínicas da UFTM.

Carência

Para a instituiçao, nos últimos 10 anos Uberaba perdeu leitos do SUS porque hospitais fecharam ou passaram a atender particulares, o que gerou a falta de vagas verificada atualmente em Uberaba.

“Sistema de educação deve ter maior vínculo com o de Saúde”

Devido a seus mais de 25 anos de experiência em sistemas de saúde, o pediatra brasileiro Mário Dal Poz foi convidado para assumir a vaga de Coordenador de Recursos Humanos da Organização Mundial de Saúde, em Genebra. Mestre em Medicina Social, com foco em modelos de desenvolvimento de saúde no contexto de urbanização no Brasil, e PhD em Saúde Pública, com a elaboração de novas metodologias para análise política de recursos humanos para desenvolvimento da saúde, Dal Poz fará a conferência O Papel da Liderança na Promoção da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidado ao Paciente, no Congresso Internacional de Acreditação.


Com mais de 60 artigos publicados em peer-review e periódicos especializados, seis livros e contribuição em mais de dez capítulos de livros na área de recursos humanos para saúde, o médico falou ao Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) sobre as carências em Recursos Humanos em Saúde.

CBA - Estudo da OMS já detectou que há carência de profissionais de saúde no mundo. Como reverter esse problema?

Mario Dal Poz – O Relatório Mundial da Saúde produzido pela OMS, em 2006, registrou que 57 países tinham uma escassez crítica de pessoal de saúde, com maior concentração nos países de África. Hoje, com base no sistema de vigilância global da força de trabalho em saúde montado pela OMS, pode-se dizer que esses países estão apresentando progresso, embora a um ritmo muito lento e variado. Os dados do Atlas Global da Força de Trabalho em Saúde mostram que os números estão melhorando.

Alguns países, como Butão, RCA, Serra Leoa estão muito lentos nesse progresso enquanto outros, como Indonésia, Índia, El Salvador, estão fazendo um progresso constante, o que pode ser visto também no progresso nos indicadores que integram as metas do milênio. Esta é a conclusão positiva. No entanto, maiores esforços em investimentos nacionais, regionais e globais são necessários para superar essa crise. Então é provável que veremos alguns países sair da crise e em seguida, a grande questão será como mantê-los fora da crise.

A grande dificuldade ainda é o baixo nível do investimento na área de recursos humanos em saúde, seja na expansão ou melhoria das instituições de ensino, como as escolas médicas e de enfermagem, seja na expansão ou melhoria das condições de trabalho para o conjunto dos trabalhadores de saúde, especialmente naqueles países que apresentam os piores indicadores de cobertura por serviços de saúde.

CBA – Qual o novo papel do médico frente às novas necessidades da saúde?

M.D.P. – Num sistema de saúde, onde o objetivo principal deve ser a melhoria da saúde da população, os médicos devem desempenhar o importante papel de mediador da aplicação do conhecimento para melhorar a saúde.

Como muitos autores sugerem, se a cobertura e a densidade de profissionais de saúde têm um efeito direto sobre a saúde das populações, os médicos, como prestadores de serviços, podem ter o papel de interconectar pessoas, tecnologia, informações e conhecimento. Eles também têm responsabilidade, como comunicadores e educadores, gestores e decisores políticos.

CBA – Qual a importância da acreditação na formação dos profissionais da saúde e também para a melhoria da qualidade e da efetividade na prestação de serviços de saúde?

M.D.P. – A formação médica está fazendo ou precisa fazer uma transição de um foco no ensino para um foco na aprendizagem. Ao fazer isso, estudantes e instituições podem ser consideradas responsáveis por aumentar os seus resultados.

Para os alunos, isso significa que demonstrem competências específicas, a fim de graduação das escolas médicas e programas de residência médica. Para as instituições, isso significa identificar maneiras de demonstrar que seus produtos (a presença de estudantes) têm essas competências.

Processos de acreditação podem ajudar que as escolas, e não apenas os estudantes, sejam responsabilizados pelos seus resultados. Resultados escolares de melhor nível podem contribuir para reformar os sistemas educacionais, fornecendo evidências para a eficácia dos investimentos educacionais e demonstrar que a graduação de uma escola ciências da saúde certificada ou acreditada é uma garantia de qualidade da força de trabalho em saúde.

CBA – Alguns estudos mostram que muitos programas de formação e educação profissional em saúde são bastante limitados na sua concepção e mesmo desatualizados. Que comentários pode fazer a respeito?


MD.P. – Passados cem anos das reformas de base científica na educação médica provocadas pelo Relatório Flexner e algumas décadas depois dos avanços com base no programa aprendizagem baseado em problemas (PBL, em inglês), o maior desafio, segundo análise de vários pesquisadores, é a dissociação entre as habilidades e competências dos médicos com as habilidades requeridas (necessárias) pelos usuários de serviços de saúde.

Esse descompasso gera distorções no mercado de trabalho em saúde que aflige todos os países. A solução proposta é vincular o sistema de educação mais estreitamente com o sistema de saúde através de uma estreita coordenação e colaboração entre as áreas de saúde e educação, bem como trazer o envolvimento dos diferentes atores interessados, como os grupos profissionais articulados nos conselhos e associações.

No campo específico da educação, parece importante desenvolver de forma sistemática a formação e o trabalho em equipe, atualmente essencial para a eficácia do sistema de saúde.

Na área de recursos humanos em saúde não há soluções mágicas, rápidas ou que possam ser generalizadas para qualquer contexto. A OMS procura contribuir através do desenvolvimento e avaliação de boas práticas, em parceria com outras agências e instituições de cooperação regionais e nacionais. Nesse conjunto de intervenções se destacam os esforços para a melhoria da base de dados sobre informação do pessoal de saúde (força de trabalho em saúde) nos níveis nacional, regional e internacional: Os países com crise severa nos recursos humanos em saúde têm grandes desafios para tomar decisões de política de saúde, dada a fragmentação de seus dados e fontes sobre os recursos humanos. Assim, um papel importante da OMS no campo dos recursos humanos em saúde é o de facilitar a transferência de conhecimentos, de melhorar a capacidade técnica para a estruturação de sistemas de saúde.

GE e ImaginAb firmam parceria para diagnóstico baseado em anticorpos

A GE Healthcare e a ImaginAb anunciaram acordo de pesquisa para desenvolvimento de novos PETs (Positron Emission Tomography), agentes de diagnóstico por imagem com base em fragmentos de anticorpos.

De acordo com o CEO da ImaginAb, Christian Behrenbruch, a parceria contribui para a evolução do entendimento do câncer e de doenças cardiovasculares.

Para o chefe de pesquisa da GE Healthcare, Mendizabal Marivi, a tecnologia permitirá o desenvolvimento de novo alvo de diagnóstico molecular – não apenas para o seu portfólio clínico, mas para as parcerias estratégicas no campo farmacêutico.

Remédio para doenças reumáticas pode ser eficaz contra diabetes tipo 2

Base para descoberta foi efeito da aspirina contra a resistência à insulina.

Um remédio utilizado para o tratamento de doenças reumáticas pode ter efeito benéfico na diminuição da resistência do corpo à insulina, sintoma que pode desencadear diabates tipo 2. O remédio não apresentou efeitos colaterais notavéis durante, pelo menos, um ano.

Conhecido como diacereína, o fármaco é utilizado normalmente no tratamento de doenças reumáticas, porém Natália Tobar, pós-graduanda na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conseguiu empregá-lo em ratos para reduzir a resistência do organismo das cobaias à insulina. A substância é responsável por transferir a glicose para dentro das células.

Inflamação
A droga, de origem vegetal, tem efeito anti-inflamatório. Dietas ricas em gorduras saturadas como carne de porco e leite acarretam inflamações subclínicas, mecanismos que pioram a absorção de insulina e aceleram a aterosclerose, doença caracterizada por placas chamadas ateromas nos vasos sanguíneos.

"Com a inflamação, o organismo tenta acompanhar a demanda maior por insulina, mas uma hora o pâncreas não aguenta", explica Mário José Abdalla Saad, orientador da tese de mestrado da médica e livre-docente em clínica médica na Unicamp.

Solução
Disponível desde a década de 1990 no Brasil, a diacereína poderia ser uma opção barata e eficaz para uma pandemia que afeta, pelo menos, 5% da população mundial. "No Brasil, o medicamento não pode ser caro pois irá beneficiar apenas a parcela pequena da população", afirma o médico. " A ideia é desenvolver uma pesquisa com efeito científico e social."

Caso um medicamento seja desenvolvido a partir dos estudos clínicos, seria um complemento ao uso de metformina, principal droga de combate ao diabetes tipo 2. "Doenças crônicas complexas como hipertensão e diabetes precisam de uma associação de substâncias para serem enfrentadas", diz Mário Saad.

Do laboratório às prateleiras
Muito antes de chegar às farmácias, a equipe de Mário Saad e Natália Tobar precisa passar por mais etapas.

"É uma pesquisa experimental, testada em animais, uma tese de mestrado que será defendida em setembro, o estudo ainda não está publicado", diz o especialista em clínica médica. "Queremos pacientes obesos e diabéticos com esse remédio na Unicamp e já levamos o estudo para aprovação de um comitê de ética da universidade."

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Inflamação no cérebro pode acarretar obesidade e diabetes tipo 2

Especialista da Unicamp estuda relação entre hipotálamo e insulina.
Gorduras saturadas prejudicam o equilíbrio para evitar as doenças.

Uma relação pouco cogitada há 15 anos ganha cada vez mais força no estudo das causas da obesidade: a inflamação do hipotálamo - uma estrutura com 1,5 cm³ que compõe o cérebro e é responsável pela regulação da fome e do gasto de energia - pode ser causada pela ingestão de gorduras saturadas e não somente pelo hábito de comer muito.

órgão, apontada como uma das principais causas para a obesidade, também pode levar à alteração da função do pâncreas, local responsável pela produção de insulina. A substância transporta a glicose presente no sangue para dentro das células, permitindo a produção de energia, vital para o corpo sobreviver.

O pesquisador Lício Velloso, do departamento de Clínica Médica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estuda há dez anos a ligação entre a comida ingerida pelas pessoas com o ganho de peso e testou ratos em laboratórios para notar qual o efeito da mudança no hipotálamo para a regulação do peso.

As descobertas vão desde a identificação do órgão como responsável direto pelo ganho de peso até a ligação da inflamação com a falência das células pancreáticas em garantir ao corpo a insulina. O final da história é o aparecimento de diabetes tipo 2.

Apoptose
Inflamações no corpo são sempre indícios da possibilidade de apoptose, uma espécie de morte programada das células no corpo, segundo Lício. Durante o trabalho com camundongos swiss, com maior tendência a engordar, e wistar, menos propensos à doença, o pesquisador e sua equipe notaram que ocorre maior taxa de morte celular de neurônios inibidores no primeiro grupo. “A diferença foi de 6% a 7% entre os dois tipos de roedores”, afirma Velloso.

O efeito vem da inflamação do hipotálamo, causada pela presença de longas cadeias de ácidos graxos saturados, com mais de 14 átomos de carbono. O sistema imunológico do cérebro é ativado na presença dessas substâncias por serem parecidas com as encontradas em bactérias.

“O organismo é levado a pensar que há uma ameaça e então uma inflamação do órgão acontece”, explica o especialista. “Com a produção de citocinas para defesa do corpo, a função de um neurotransmissor do hipotálamo é afetada.”

Neurotransmissor
Velloso faz referência ao alfa-MSH, estrutura responsável por mandar sinais para inibir a fome e acelerar as atividades de gasto de energia. Localizado na região do núcleo arqueado do hipotálamo, o neurotransmissor responde à presença de insulina e leptina, ordenando o organismo a cessar a vontade de comer.

Mas a presença de processos inflamatórios faz com que o alfa-MSH desenvolva resistência às substâncias que alertam sobre as condições de reserva de energia disponíveis no organismo. “Com citocinas como a tumor necrosis factor (TNF), a vida dos neurônios é atrapalhada”, afirma Velloso.

Diabetes 2
A falência das células-beta das ilhotas de Langerhans, localizadas no pâncreas, levam ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, junto com a resistência do corpo à insulina. A causa para a exaustão das estruturas responsáveis pela secreção de substância também está ligada à inflamação do hipotálamo.

“É a união de dois problemas: o hipotálamo não controla mais a fome e a pessoa fica obesa e, por outro lado, ainda atrapalha a função do pâncreas para secreção da insulina”, explica o pesquisador da Unicamp.

Sem a secreção, a glicose presente no sangue não consegue entrar nas células para produção de energia na forma de ATP.

Soluções
Enquanto remédios para diminuir ou eliminar a condição adversa no hipotálamo não surgem, Velloso acredita que a solução possa estar na mudança de práticas por parte dos fabricantes de comida. “Políticas de nutrição do governo precisam estimular a indústria alimentícia a substituir, nos alimentos industrializados, gorduras saturadas por insaturadas”, diz o especialista. “É o caso da troca do que faz mal ao corpo por ômega 3 e 9, por exemplo.”

Segundo Velloso, mesmo uma mulher com 1,70 metro e 65 quilos, ao ganhar 4 quilos, pode quase dobrar as chances de desenvolver diabetes tipo 2. O padrão também serve para os homens, ainda que de forma mais discreta.

“Há apenas 20 anos a OMS passou a encarar a obesidade como doença. Os passos são lentos, mas agora, pelo menos, nós sabemos que a causa está no hipotálamo”, diz Velloso. “A prática clínica ensina que recomendar dietas a obesos, pura e simplesmente, não adianta. É preciso mudar o padrão dos nossos alimentos.”

Cientistas suíços trazem nova forma de tratar diabetes 2 em roedores

Estudo com camundongos mostra como pedaços de RNA provocam doença.
Pesquisa é tema da edição desta semana da revista 'Nature'.

Uma pesquisa de cientistas do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, em Zurique, traz um novo alvo para o tratamento de diabetes do tipo 2. A equipe liderada por Markus Stoffel descobriu dois pedaços de RNA - cadeias produzidas nas células a partir do DNA - que podem ser a causa do problema. Os testes foram conduzidos em ratos e os resultados da pesquisa são um dos destaques da edição desta semana da revista "Nature".

Os cientistas suíços mostraram no artigo como duas fitas de RNA chamadas miRNA 103 e miRNA 107 bloqueiam um gene no corpo dos roedores que comanda a entrada e o armazenamento de glicose (açúcar) pelas células do fígado e de gordura.

A diabetes de tipo 2 aparece quando o corpo perde a capacidade de absorver e armazenar glicose (açúcar). Isso acontece por conta de uma resistência à insulina, substância que permite a entrada do açúcar dentro das células. Outra causa para a doença pode ser a falha das células-beta - localizadas nas ilhotas de Langerhans, estruturas do pâncreas responsáveis pela produção de hormônios -, que deixam de produzir a insulina em quantidade suficiente.

Em testes com ratos obesos, os cientistas usaram uma molécula chamada antagomir, que anulou o efeito negativo das duas fitas de RNA. Após a aplicação da substância, as células do fígado voltaram a reagir normalmente com a insulina. Como consequência, a absorção de açúcares aumentou, a quantidade de gordura nas células adiposas diminuiu e o pâncreas voltou a produzir insulina normalmente.

Contudo, os pesquisadores ressaltam que o tratamento funcionou em ratos que tinham diabetes recente. É necessário mais tempo – assim como mais pesquisas – antes de introduzir um tratamento com antagomires para humanos no mercado.


Falha em células das ilhotas de Langerhans, que deixam de produzir insulina suficiente para o corpo, são uma das causas
 para o desenvolvimento de diabetes do tipo 2 em animais. (Foto: Image Source / AFP Photo)