Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!


sábado, 11 de junho de 2011

Frio provoca feridas e secura na pele. Veja como se cuidar

Dermatologistas recomendam uso de hidratante para proteger a pele no inverno


A nossa pele exige cuidados especiais durante todo o ano. Mas, no inverno, a atenção precisa ser redobrada, pois o frio e a baixa umidade do ar provocam ressecamento, que acaba ficando pior por conta dos banhos mais quentes.

Além do ressecamento, aparecem algumas alergias típicas dessa época, geralmente localizadas nas dobras das pernas e dos braços. A dermatologista Daniela Nunes conta que pessoas que têm problemas respiratórios têm maior tendência a ter esse tipo de alergia, chamada dermatite atópica (doença crônica que causa inflamação da pele).

- Isso ocorre porque a pele fica sensível aos agentes externos. O mais correto é tratar com pomadas antialérgicas ou medicamentos via oral, dependendo da gravidade. Se o paciente não apresenta uma melhora significativa entre cinco e sete dias, a recomendação é de que procure o médico novamente.

Também não é indicado coçar, esfregar muito sabonete e tomar banhos muito quentes, diz a médica.

- No caso dos homens que usam calça jeans e mulheres que usam meia calça, o ideal é usar um curativo, desde que ele não grude no ferimento, pois pode machucar ainda mais. Mas o importante é tomar os devidos cuidados para que não volte a se repetir.

Segundo a médica, muitas pessoas têm o costume de passar pomadas à base de corticoide para o tratamento, já que ela cura o ferimento mais rapidamente, mas esse tipo de medicação traz riscos.

- A área de dobra absorve mais a medicação, então não se deve usar o corticoide várias vezes, pois pode haver o “efeito rebote”, quando a ferida melhora, mas pode voltar ainda pior.

Banho quente é bom, mas exige cuidado

Com o tempo frio, é comum que as pessoas passem muito tempo embaixo do chuveiro quente, mas isso pode provocar problemas para a pele, que fica ressecada, porque a mistura de sabonete e água quente tira gordura da pele. A recomendação é tomar o banho com a substância a uma temperatura no máximo morna (de até 35ºC).

Por isso, a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel recomenda o uso de hidratantes após a saída da ducha.

- De maneira nenhuma use bucha esfoliante e nem esfregue muito o sabonete. Aliás, o melhor sabonete para se usar é o de glicerina, que limpa a pele sem tirar a camada protetora - que acaba se perdendo com a água quente. Pessoas que não têm problemas de pele ou alergias devem usar hidratante a base de ureia. Quem tem algum tipo de lesão, não deve.

A hidratação é importante e necessária em qualquer época do ano, mas por conta dos efeitos do frio, a ela acaba se tornando ainda mais importante.

Eliandre Costa Palermo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que os cuidados dependem do tipo de pele e da faixa etária da pessoa. Pessoas com pele seca, por exemplo, devem usar hidratantes em forma de cremes ou loções cremosas.

Já quem tem pele oleosa deve preferir hidratantes em gel ou loções sem óleo. É bom evitar cremes e hidratantes oclusivos (espessos, que tampam os poros e não permitem que a pele respire) e usar produtos com controladores da oleosidade.

Pessoas com pele sensível devem usar hidratantes em creme ou gel e loção com substâncias calmantes e protetoras. Devem evitar também vitaminas ácidas.

De acordo com Eliandre, os homens podem fazer o uso desses produtos, mas ela ressalta que há itens específicos para esse público.

- Os homens têm a pele mais espessa e oleosa, com tendência a pelos encravados na região da barba. Para eles, o tratamento deve ser mais individualizado, já que muitos têm pele oleosa no nariz e sensível na região da barba, por exemplo.

Brotos que causaram epidemia da bactéria assassina já provocaram outros surtos

Alimentos são consumidos crus, o que aumenta o risco de infecção


Os brotos germinados de lentilhas, alfafa, soja, trevo vermelho, trigo, rabanete e erva-doce, em moda nos últimos anos e origem da epidemia da versão mortal da bactéria E.Coli que já deixou 30 mortos na Europa, são conhecidos como fontes de infecções alimentares.

Entre 1973 e 2005, o Ministério da Saúde do Canadá já registrou pelo menos 37 surtos de doenças vinculados a brotos de feijões germinados no mundo. Na maioria dos casos, as doenças foram causadas por bactérias E. coli ou salmonelas.

Em 1996, no Japão, brotos de rabanete germinados foram apontados como responsáveis pela contaminação de milhares de pessoas pela bactéria E. coli O157:H7.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), os episódios de infecções por bactérias estão cada vez mais associados ao consumo de frutas e legumes, em especial alface, couve crua e os brotos germinados.

De fato, a maioria dos brotos germinados são consumidos crus ou cozidos de forma insuficiente para que a bactéria seja destruída.
A contaminação, provocada por contato com fezes de ruminantes, pode ocorrer em uma etapa ou outra da produção, por meio da adubação ou da água contaminada.

Segundo a OMS, as investigações durante epidemias anteriores mostraram que "os agentes patogênicos encontrados nos brotos germinados proveem provavelmente dos próprios brotos", contaminados "nos campos ou durante a colheita, da conservação ou do transporte".

– Durante a germinação, quando se forma a plântula (embrião vegetal), um pequeno número de agentes patogênicos presentes na superfície dos grãos pode se desenvolver rapidamente e chegar a ser suficientemente numerosos para provocar uma doença.

Stephen Smith, microbiologista do Trinity College, de Dublin, na Irlanda, diz que as bactérias “podem permanecer latentes durante meses nos grãos”. E a população bacteriana pode se multiplicar por 100 mil durante a germinação.

Os brotos germinados são apreciados na culinária, por dar um toque decorativo e de frescor aos pratos. Também são renomados pela qualidade nutricional.

Fumar maconha todo dia afeta a química do cérebro

Substâncias da erva alteram memória, coordenação, apetite e até o prazer

Exames de imagens mostraram que o uso diário da maconha pode ter um efeito negativo sobre o cérebro. No estudo, os pesquisadores do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos revelou que o uso crônico da droga provocou uma diminuição no número de receptores envolvidos em uma ampla variedade de importantes funções mentais e corporais, incluindo a concentração, coordenação motora, o prazer, a tolerância a dor, memória e apetite.

A maconha, também conhecida como cannabis, é a droga mais usada nos Estados Unidos, de acordo com o instituto. Quando fumada ou ingerida, a droga química psicoativa ativa os inúmeros canabinoides - receptores específicos que captam as substâncias encontradas na maconha - no cérebro e em todo o corpo, que influenciam diferentes estados mentais e ações da pessoa que a usou.

Um dos dois tipos conhecidos de receptores de canabinoides, o chamado CB1, é encontrado no sistema nervoso central.

Para se chegar a esse resultado, os pesquisadores compararam os cérebros de 30 fumantes crônicos de maconha, ou seja, que fumam diariamente, com não-fumantes, ao longo de quatro semanas.

Por meio de imagens dos cérebros dos participantes, os pesquisadores conseguiram visualizar que os receptores CB1 dos fumantes de maconha já haviam diminuído cerca de 20% em comparação com as pessoas saudáveis, explica Jussi Hirvonen, um dos pesquisadores.

- Com este estudo, fomos capazes de mostrar pela primeira vez que as pessoas que abusam da maconha têm anormalidades dos receptores de canabinoides no cérebro.


Ao refazerem os testes com 14 dos fumantes, que passaram por um mês de abstinência, os cientistas encontraram um aumento significativo na atividade do receptor em áreas que estavam deficientes no início do estudo. Com isso, os pesquisadores sugerem que os efeitos adversos do uso crônico de maconha são reversíveis.

- Essa informação pode ser fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o abuso da maconha.

São Paulo proíbe uso de jaleco fora do hospital

Objetivo é impedir o trânsito de micro-organismos para dentro do local

Multa para quem descumprir a regra será de R$ 174,50

O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo e a infração está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), ou seja, R$ 174,50, atualmente. A lei que veta o uso externo de equipamentos de proteção individual foi publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

As formas de fiscalização e de aplicação da multa não estão definidas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, também não foi estabelecido um prazo para que isso ocorra.

Por ora, a infração à legislação não terá efeito punitivo. Ainda segundo a pasta, será lançada uma campanha de conscientização e adesão à lei. O objetivo é impedir que o vestuário seja fonte e veículo de transmissão de micro-organismos dentro e fora do local de trabalho.

Pesquisa publicada em setembro passado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) detectou a presença de bactérias em 95,8% dos jalecos médicos analisados. Entre elas estava a Staphilococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares. Mangas e bolsos são as áreas mais contaminadas, segundo o estudo.

Alemanha suspende alerta pelo consumo de pepino, alface e tomate

Autoridades pedem que população evite consumir brotos com medo da bactéria assassina

Carlos Barba/Efe
Produtores espanhóis chegaram a destruir parte da produção de pepinos após suspeita de serem o foco da bactéria

As autoridades sanitárias alemãs suspenderão nesta sexta-feira (10) o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus pela infecção com um tipo agressivo da bactéria E. col", informa a edição digital do jornal Bild.

As autoridades vão manter, no entanto, o conselho de não consumir sementes germinadas, como brotos de soja, feijão ou de legumes, para evitar possíveis contágios da doença, que causou 29 mortes na Alemanha e uma na Suécia.

Nos últimos 15 dias, a Alemanha chegou a suspender a importação de legumes vindos da Espanha, suspeitando que os pepinos produzidos no país fossem o foco da epidemia. Após testes, que deram resultado negativo, a União Européia determinou que os fazendeiros prejudicados da Espanha fossem indenizados.

 
O diário ressalta, com base em fontes governamentais, que as autoridades alemãs consideram que são cada vez mais fortes os indícios que relacionam o surto da versão agressiva de E. coli com um produtor de sementes germinadas do estado da Baixa Saxônia.

As suspeitas recaem sobre uma fazenda de cultivo biológico na localidade de Bienenbüttel, no distrito de Uelzen, na qual vários de seus funcionários contraíram a doença há várias semanas. No entanto, as análises realizadas nessa empresa tiveram resultados negativos, embora não se descarte que o foco infeccioso tenha desaparecido após seu surto inicial sem deixar rastro.

Malária: infecção previne ocorrência de uma segunda infecção

De acordo com os autores, o estudo poderá ter impacto nas políticas mundiais de saúde que indicam suplementação de ferro para crianças anêmicas


SÃO PAULO - Um estudo realizado por um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, e publicado na revista Nature Medicine explica como em áreas endêmicas de malária é comum que as pessoas sejam picadas diversas vezes pelo mosquito que transmite a doença sem serem contaminadas várias vezes. A pesquisa mostra que uma restrição de ferro causada no fígado do hospedeiro faz com que a própria infecção pelo parasita da malária previna a ocorrência de uma segunda infecção.

De acordo com os autores, o estudo poderá ter impacto nas políticas mundiais de saúde que indicam suplementação de ferro para crianças anêmicas. Em áreas endêmicas para malária, a administração de ferro pode ocasionar, segundo o estudo, superinfecções.

O trabalho foi realizado no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa (Portugal), com participação de cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido). A pesquisa foi coordenada por Maria Mota, diretora da Unidade de Malária do IMM, e teve colaboração de Sabrina Epiphanio, do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com Epiphanio, que trabalha há nove anos com temas relacionados à malária, o trabalho publicado pelo grupo internacional é um dos raros que aborda simultaneamente as fases hepática e sanguínea da malária, simulando a situação de uma área endêmica na qual as vítimas podem ser picadas diversas vezes pelos insetos transmissores.

"Utilizamos modelos de camundongos infectados pela malária já na fase sanguínea e os infectamos pela segunda vez com a fase hepática. Quando medimos a infecção no fígado dos animais, observamos que a resposta da segunda infecção era muito mais baixa do que a primeira. Isso talvez explique por que nem todos que contraem a doença em áreas endêmicas vão a óbito", disse.

O próprio sistema funciona como um mecanismo de controle. Se a resposta da segunda infecção fosse tão intensa como a primeira, o hospedeiro teria uma superinfecção, desenvolvendo uma forma mais severa da doença, como uma malária cerebral, uma anemia severa, ou uma síndrome respiratória. Nesses casos, o índice de mortalidade é muito mais alto e a reversão do quadro clínico se torna muito difícil.

"Nossa primeira suspeita foi que a proteção proporcionada pela segunda infecção estaria relacionada a uma resposta do sistema imune. Mas realizamos uma série de experimentos com insetos deficientes para linfóticos e verificamos que isso não afetava o fenótipo: independentemente da resposta imunológica, o impacto da segunda infecção era sempre menor", disse a pesquisadora.

Suplementos. Com a hipótese da resposta imunológica descartada, o grupo prosseguiu com os testes e descobriu que a proteção produzida pela segunda infecção estava relacionada ao aumento da hepcidina - um hormônio produzido pelo fígado que se encarrega de redistribuir pelo resto do organismo a quantidade de ferro presente no órgão.

"O parasita precisa do ferro para se desenvolver e, com a primeira infecção, retira o ferro da circulação sanguínea, diminuindo também sua abundância no fígado. Na segunda infecção, o fígado tem pouco ferro disponível e o parasita não consegue se multiplicar, evitando a superinfecção", explicou Sabrina Epiphanio.

O trabalho mostrou que, quanto mais células eram infectadas na circulação, mais aumenta a concentração de hepcidina, que se encarrega de retirar ferro da circulação, tornando as células hepáticas carentes em ferro e impedindo a superinfecção.

"Quando utilizamos drogas que bloqueavam a produção da hepcidina - tanto in vivo como in vitro -, o fenótipo era revertido, isto é, os níveis de ferro se mantinham e a segunda infecção se tornava tão severa como a primeira", disse.

A principal contribuição do trabalho, segundo Epiphanio, poderá ser o seu impacto nas políticas públicas mundiais de suplementação de ferro em áreas onde há grande incidência de anemia. Em muitos casos, essas áreas coincidem com as zonas endêmicas de malária.

"A administração de ferro em crianças anêmicas nessas regiões pode contribuir para a incidência de superinfecção de malária nas áreas endêmicas. A literatura registra que em Zanzibar, na África, programas de prevenção da anemia que contavam com a suplementação de ferro foram seguidos de aumento dos índices de malária", disse Epiphanio.

Alemanha aponta brotos como origem de surto de E.coli

Segundo o presidente do centro nacional de saúde pública do país, descobriu-se que as pessoas que comeram brotos teriam nove vezes mais chances de apresentar sinais da infecção

Brotos de feijão são apontados como a origem de um surto mortal da bactéria Escherichia coli

RLIM - A Alemanha identificou brotos contaminados como a origem de um surto mortal da bactéria Escherichia coli (E.coli), que já matou pelo menos 30 pessoas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 10, por Reinhard Burger, presidente do Instituto Robert Koch, centro nacional de saúde pública do país.

"São os brotos de feijão", disse Reinhard Burger, chefe do Instituto Robert Koch, em coletiva de imprensa. Esses vegetais são muito consumidos na Alemanha, onde são servidos na maioria dos bufês de salada e, frequentemente, nos sanduíches.

 
"Descobriu-se que as pessoas que comeram brotos teriam nove vezes mais chances de apresentar diarreia sanguinolenta ou outros sinais de infecção pela EHEC que aquelas que não os consumiram", afirmou ele, referindo-se a um estudo feito com pessoas que adoeceram depois de comerem em restaurantes. "O surto ainda não terminou", acrescentou.

"É uma grande satisfação apresentar a descoberta hoje, e conseguir isolar a causa e a origem da infecção", acrescentou Burger. "É o resultado da cooperação intensa entre a Alemanha e as autoridades alimentares."

Com a identificação, as autoridades sanitárias alemãs suspenderam o alerta contra o consumo de pepinos, alfaces e tomates crus pela infecção com uma cepa agressiva da bactéria E. coli que causou 29 mortes na Alemanha e uma na Suécia. A decisão foi anunciada pelos porta-vozes do Instituto Robert Koch de virologia e do Instituto Federal de Avaliação de Riscos em entrevista coletiva conjunta em Berlim.

Foi mantida a advertência contra o consumo dessas sementes germinadas em forma de brotos de soja ou de legumes, depois que um produtor do estado da Baixa-Saxônia foi confirmado como a origem da infecção. Reinhard Burger, diretor do Instituto Robert Koch, assinalou que o número de doentes pela infecção de E. coli vem caindo e novamente fez uma chamada à população para que observe as mínimas normas de higiene no manejo de verduras e outros alimentos crus.

As autoridades de saúde do estado federado Renânia do Norte-Vestfália, oeste da Alemanha, informaram que foi confirmada a presença direta da bactéria E. coli em sementes germinadas procedentes da fazenda. As sementes germinadas que deram positivo foram encontradas na região de Bonn, no oeste do país, no lixo de uma família que teve dois doentes após a ingestão desses vegetais.

Parceria de R$ 6 bi para hospitais não zera déficit

Capital precisa de 4,5 mil leitos, mas PPP lançada ontem prevê 900; bairros que vão abrigar unidades não alcançam índice de 3 vagas por mil habitantes

Lançada ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (sem partido), a Parceria Público-privada (PPP) de R$ 6 bilhões para a construção de três hospitais e a ampliação de outros seis não vai resolver a falta de leitos públicos nas regiões atendidas. Seriam necessários 4.550 novos leitos para acabar com a carência de vagas do SUS nesses locais, mas a PPP só prevê mais 900 - cinco vezes menos que o atual déficit.

Os dados estão no edital apresentado ontem. Segundo o documento, a PPP não será suficiente para que nenhuma das nove regiões alcance o índice de três leitos SUS por mil habitantes, padrão do Ministério da Saúde. Os locais que chegarão mais perto disso serão as subprefeituras de Butantã (2,5 leitos por mil) e Pirituba (2,1). Na outra ponta, estarão São Miguel Paulista (0,7), Penha (0,6) e Parelheiros (0,5) - a última, atualmente, não tem nenhuma vaga de rede pública.

A Prefeitura acredita, porém, que o projeto vai contribuir para a descentralização de leitos. "Tomando a cidade como um todo, nosso índice de leitos SUS por mil habitantes é de 3,6. Isso mostra que não temos déficit. O nosso problema é que há muitas vagas na região central e poucas em alguns locais periféricos, e é isso que queremos começar a reverter com a PPP", diz o secretário adjunto de Saúde, José Maria da Costa Orlando.

Outro problema que a administração terá de contornar é o atraso na entrega dos novos hospitais, promessa de campanha de Kassab. Se tudo correr como previsto na licitação, os envelopes serão abertos no fim de julho e o contrato deverá ser assinado em outubro ou novembro deste ano - o que não seria suficiente nem para que o menor dos hospitais (o de Parelheiros, com 50 leitos) seja entregue até o fim da atual gestão.

Caso o cronograma seja cumprido à risca, ele só deverá ser inaugurado em fevereiro de 2013. Já os hospitais de Brasilândia e Capela do Socorro só ficariam prontos em meados daquele ano. Por conta disso, a Prefeitura vai levantar imóveis abandonados nessas regiões para construir temporariamente 175 leitos hospitalares, que é o que consta no Plano de Metas da gestão. "Depois da inauguração dos hospitais, essas vagas podem ter outra finalidade", diz Orlando.

Além dos novos hospitais e da ampliação de outros seis, a PPP prevê também a construção de quatro centros de diagnóstico por imagem e a reforma de três hospitais. Inicialmente, as obras e os equipamentos - cuja previsão de custo é de R$ 1,1 bilhão - seriam bancados pelo consórcio vencedor que, em troca, teria o direito de explorar serviços como lavanderia e segurança por 15 anos. A previsão é de que a Prefeitura repasse cerca de R$ 270 milhões por ano no período. A gestão das atividades médicas também deverá ser terceirizada.

PARA LEMBRAR

O edital para a PPP da Saúde acabou de ser lançado, mas uma investigação levada a cabo pelo Ministério Público Estadual já questiona alguns pontos do seu processo de elaboração. O MPE abriu inquérito para saber por que a Fundação Instituto de Administração (FIA) foi contratada por R$ 11,6 milhões sem licitação - por conta de "sua renomada experiência e competência" para ajudar a fazer o edital -, se ela subcontratou um escritório de advocacia para fazer a parte jurídica do contrato. A Prefeitura, por sua vez, acredita que os trâmites foram normais, levando em conta que a FIA normalmente já celebra parcerias com escritórios e advogados em grande parte dos seus projetos.

Propagandas antigas - Emulsão Kepler



Diurético, anti-séptico das vias urinárias, é comercializado ainda hoje. Na ilustração do anúncio publicado dia 23 de outubro de 1935 o frasco gigante aparece como se estivesse fazendo um comício onde o uso do chapéu era obrigatório.

Na época receitava-se três colheres de chá por dia em um copo de água entre as refeições para combater ácido úrico, artrite, reumatismo, arterioesclerose, obesidade, litíases renais e biliatres, gota, erisipela, azias e até frieiras.

Indústria já usou inibidor de apetite em cigarro

Uma pesquisa da Universidade de Lausanne, na Suíça, mostrou que as fabricantes usaram drogas emagrecedoras nos cigarros por pelo menos 50 anos.

O estudo se baseou em documentos produzidos por seis das maiores indústrias de cigarro do mundo.

As substâncias usadas eram anfetaminas, efedrina, gás do riso e ácido tartárico, entre outras substâncias.

Anfetamina e efedrina são redutores de apetite. Gás do riso suprime a fome ao alterar o sabor dos alimentos, segundo os autores. Ácido tartárico reduz o apetite ao ressecar a boca.

A prática durou pelo menos de 1949 a 1999, segundo o estudo suíço.

A adição dessas substâncias amplia a capacidade de o cigarro reduzir a fome.

Os autores do trabalho disseram à Folha, em maio, que não é possível saber se a prática continua, porque é difícil analisar todas as substâncias presentes no cigarro.

As fabricantes, no Brasil, afirmam que não adicionam qualquer substância do tipo ao produto.

Física ajuda a prever sucesso de cirurgia de desvio de septo

Com a ajuda de tomografias e de conceitos da área da física conhecida como dinâmica de fluidos, é possível dizer quais pacientes têm mais chance de se beneficiar da cirurgia no septo nasal (a parede que separa as narinas).

O ideal é que essa parede seja reta. Em até um quarto das pessoas, ela é torta, deixando irregular o interior do nariz. Em alguns casos, é preciso corrigi-la com cirurgia.

O diagnóstico é feito pelo médico no próprio consultório. O especialista pode usar um endoscópio nasal para observar o nariz por dentro ou até pedir uma tomografia.

Guilherme Garcia, pós-doutorando da Universidade Federal de Minas Gerais, apresentou uma pesquisa sobre esse diagnóstico, durante o Encontro de Física 2011, da SBF (Sociedade Brasileira de Física), em Foz do Iguaçu.

Junto com colegas médicos, como Julia Kimbell, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), ele está tentando tornar essa metodologia mais objetiva, mesmo porque 30% dos pacientes que fazem a cirurgia continuam reclamando de obstrução nasal.

"Muita gente não vai precisar entrar na navalha", brinca Garcia.

O primeiro passo é obter imagens de tomografia do nariz. Com isso, fica disponível um modelo digital da cavidade nasal, que pode ser manipulado com a ajuda de um programa de computador.

"Você cria desvios de septo virtuais em regiões diferentes do nariz, empurrando o septo para cá ou para lá."

Entram em cena, depois, equações de dinâmica de fluidos, que preveem a dificuldade de passagem do ar narinas adentro, do mesmo modo que indicam a turbulência nas asas de um avião.

Os resultados mostraram que muitas das intervenções no septo não afetam a capacidade de respirar.

Um elemento que faz diferença é a posição do desvio: quanto mais perto da ponta do nariz, mais problemas ele causa porque a entrada do ar na narina é um momento crucial para a respiração.

Cirurgias guiadas pelo novo princípio já são testadas nos EUA. "A ideia é que o médico faça uma cirurgia virtual antes de saber se vale a pena operar o septo."


Lista de desejos de menina com câncer terminal faz sucesso na internet

Uma adolescente britânica de 15 anos em estado terminal de câncer atraiu mais de 230 mil visitantes para o seu blog no qual relata sua busca em conseguir completar uma lista de 17 coisas que pretende fazer antes de morrer.

Alice Pyne lançou seu blog na última segunda-feira, após seus médicos terem considerado que não há mais tratamentos possíveis para o linfoma descoberto há quatro anos.

"Eu sei que o câncer está me vencendo e não parece que eu vou vencer esta", diz ela em sua apresentação no blog. "É uma pena, porque há tanta coisa que eu ainda queria fazer", escreveu ela.

Ela prometeu documentar "o tempo precioso com minha família e meus amigos, fazendo as coisas que eu quero fazer". "Você só tem uma vida (...) viva a vida", complementa.

Em uma mensagem postada após o sucesso do blog, ela escreveu: "Nossa, eu pensei que estava só fazendo um pequeno blog para alguns amigos! Muito obrigado por todas suas adoráveis mensagens para mim".

Entre os desejos da menina está nadar com tubarões, encontrar a banda Take That, visitar uma fábrica de chocolates e inscrever sua cachorra, Mabel, em um concurso.

Ela também incluiu em sua lista "fazer todo mundo se inscrever para se tornar doador de medula".

Na quarta-feira, com a repercussão de sua história, o próprio primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu se tornar um doador após ouvir o relato do caso de Alice no Parlamento por um deputado opositor.

O sucesso também a ajudou a arrecadar mais de 10 mil libras (cerca de R$ 26 mil) em doações para uma organização beneficente de pesquisas sobre o câncer.

DOADORES

No ano passado, Alice Pyne já tinha ganhado certa notoriedade no Reino Unido ao lançar uma campanha com a associação Anthony Nolan, que ajuda pacientes que precisam passar por transplantes, para encontrar doadores de medula óssea que pudessem ajudá-la em seu tratamento.

Mais de mil pessoas se voluntariaram para doar a ela, mas em outubro os exames médicos mostraram que o câncer havia se espalhado e que já não havia opções de tratamento.

Ela passou por várias sessões de radioterapia e quimioterapia, além de se submeter a um transplante com as suas próprias células-tronco, mas os tratamentos não tiveram o resultado esperado.

Em sua apresentação no blog, a adolescente diz que não espera conseguir completar toda sua lista de desejos. "Algumas coisas não vão acontecer, porque eu não posso nem mesmo viajar mais", diz. Um dos itens de sua lista é "viajar para o Quênia".

Ela diz, porém, que pensou que seria divertido publicar a lista na internet e ir marcando o que ela for conseguindo fazer, ao mesmo tempo atualizando os leitores do blog sobre o processo.

Graças ao sucesso do blog, porém, ela vem recebendo milhares de ofertas de ajuda para conseguir cumprir seus desejos. Em um comentário postado na quinta-feira, ela conta que vai conhecer o Take That no fim de semana.

"Estou tão excitada que nem posso esperar. Só espero que não fique doente ou algo estúpido", diz. "Tenho vivido de pijamas no último ano, então minha mãe foi à cidade para comprar roupas para mim", conta.

"Parece que outras coisas que eu havia desejado estão sendo organizadas para mim, então obrigado a todos por isso. Eu me sinto uma garota de muita sorte", afirmou.

Confira a lista de Alice:

- Nadar com tubarões
- Fazer todos assinarem lista de doadores de medula óssea
- Viajar ao Quênia (não posso viajar para lá agora, mas gostaria)
- Inscrever a cachorra Mabel em um concurso
- Fazer uma sessão de fotos com 4 amigas
- Ter uma sessão privada de cinema com as melhores amigas
- Desenhar uma caneca para vender para caridade Viajar em um trailer
- Passar uma noite em um trailer
- Ter um iPad roxo
- Ser uma treinadora de golfinhos (também não posso mais fazer esta)
- Encontrar a banda Take That
- Ir ao Cadbury World (parque temático da fábrica) e comer um monte de chocolate
- Tirar uma boa foto com a Mabel
- Ficar em um quarto de chocolate no (parque de diversões) Alton Towers
- Fazer meu cabelo, se alguém puder fazer algo com ele
- Fazer uma massagem nas costas
- Ver baleias

Vítima de chimpanzé recebe transplante facial completo nos EUA

Uma mulher de Connecticut, atacada por um chimpanzé, recebeu um rosto novo em transplante realizado nos EUA. Ela está ansiosa para sair em público e comer cachorro-quente e pizza, depois de meses se alimentando de comidas pastosas.

Charla Nash, 57 anos, passou por um transplante facial completo e outro de duas mãos no mês passado, mas elas não prosperaram devido a complicações e foram retiradas, segundo Bohdan Pomahac, cirurgião que liderou os procedimentos no Hospital Brigham and Women's, em Boston.

"Isso certamente vai ajudá-la a se sentir humana novamente", disse Pohamac.

Em fevereiro de 2009, a americana foi atacada por um chimpanzé de estimação de uma vizinha, de 90 kg e chamado Travis, que ficou furioso depois que sua proprietária pediu a Nash para ajudar a atraí-lo de volta para casa, em Stamford, Connecticut. O animal arrancou as mãos da mulher, além do nariz, lábios e pálpebras, antes de ser baleado e morto pela polícia.

Após a agressão, Nash ficou sem olhos e tinha apenas uma pequena abertura ao invés da boca, para ingerir alimentos pastosos. Ela conseguia falar, mas era pouco compreensível.

Dois anos mais tarde, a mulher recebeu pele, músculos, vasos sanguíneos, nervos, palato e dentes de uma pessoa morta, cuja identidade não foi revelada. Foi o terceiro transplante facial completo feito nos EUA

Nos próximos meses, ela deve desenvolver mais controle sobre os músculos faciais e mais sensibilidade, permitindo que respire pelo nariz e desenvolva o senso de cheiro. Nash continua cego.

Ela não apareceu na conferência de imprensa do hospital nesta sexta-feira, e não foram divulgadas fotografias após a cirurgia.

Agora a americana pode sair em público sem se sentir mal, disse Pomahac. Ela teve que faltar à formatura de sua única filha há alguns meses, pois estava preocupada se seria o centro das atenções.

Seu irmão, Steve Nash disse que ela quer desfrutar de cachorro-quente e uma fatia de pizza do seu restaurante favorito, onde passou a infância.

Cerca de uma dúzia de transplantes de rosto já foram realizados no mundo todo, nos EUA, na França, na Espanha e na China.

Os dois últimos procedimentos faciais completos foram feitos nos EUA, no Hospital Brigham and Women's. Os militares norte-americanos deram ao hospital de Boston uma concessão por cinco transplantes de rosto, na esperança de que as operações possam eventualmente beneficiar soldados desfigurados em batalhas.

Esta foi primeira tentativa de transplante de mão do hospital.

Ronco pode ser alerta para sérios problemas de saúde, diz especialista


Noites mal dormidas, reclamações de quem dorme ao lado e consequências perigosas para a saúde – tudo causado pelo ronco. Companheiro de longa data de muitos homens e mulheres, o ronco pode ser definido como um ruído produzido de forma involuntária pela vibração de alta frequência de estruturas da boca e outras que estão envolvidas na respiração.

Uma causa frequente do ronco é a respiração bucal, que também pode estar associada a cessações com intervalo da respiração, a chamada apneia do sono. O ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, explica que nos estudos dos distúrbios respiratórios do sono, como o ronco e a apneia, o diagnóstico e o tratamento da respiração bucal são imprescindíveis.

“A população brasileira está ficando mais velha e a respiração bucal tem se tornado cada vez mais frequente, com consequências que podem prejudicar a qualidade de vida, provocar alterações incapacitantes com elevado risco do surgimento de doenças e até mortalidade. As doenças mais comuns são as cardiovasculares”, aponta.

De acordo com Gerson, a respiração bucal mina progressivamente a saúde geral, já que causa alterações fisiológicas e efeitos bioquímicos nocivos no organismo. “Em um passado recente a respiração bucal não costumava ser levada em consideração quanto aos potenciais danos que poderia causar a saúde. Em adultos esta respiração incorreta pode acarretar o avanço progressivo de doenças crônicas, como apneias obstrutivas e o diabetes tipo 2”, alerta.

O especialista esclarece também que para respirar pela boca durante o sono, a mandíbula tem que estar abaixada para que a boca fique aberta, obrigando a base da língua a se projetar para trás, reduzindo e até mesmo fechando o espaço da orofaringe.

“Isto causa uma passagem obstrutiva tanto para o ar que entra pelo nariz como o que entra pela boca, pois ambos terão um ponto de impedimento e não poderão passar, causando a apneia, ou passarão com muita dificuldade, causando o ronco”, destaca.

Köhler afirma que as técnicas mais utilizadas para o tratamento do ronco são a utilização de aparelhos intra-bucais, utilizados para dormir e que tem como objetivo ampliar o espaço da orofaringe, ou o uso do CPAP, uma espécie de máscara que injeta o ar positivamente pressurizado durante o sono do paciente.

“O problema é que nem todos conseguem se adaptar o uso destes aparelhos ou da máscara. E há restrições quanto ao uso destas técnicas em quem possui disfuncionalidades nas articulações temporomandibulares”, observa.

Tendo em vista as dificuldades de adaptação de vários pacientes ao uso dos aparelhos como esses, pesquisadores alemães do Departamento Maxilofacial da Georg August University of Goettingen, em Kassel, região central da Alemanha, encontraram outra alternativa terapêutica para atender estas pessoas.

“É uma nova proposta, que tem como objetivo reposicionar a língua por meio de treinamentos diários e o uso de um aparelho durante a noite que reposiciona o órgão corretamente no interior da boca, mantendo esta fechada e evitando a respiração bucal”, ressalta o especialista.

A proposta, descrita no artigo “Tratamento funcional do ronco com protetor bucal em conjunto com manobra de reposicionamento da língua”, foi publicada no International Journal of Odontostomatology, e aponta a importância da posição da língua neste processo.

“São necessárias no mínimo quatro semanas de treinamento diário e cada sessão deve durar cerca de 30 minutos. O indivíduo começa a perceber a correta posição da língua por meio da pressão exercida durante a deglutição e, segundo os pesquisadores, é uma boa alternativa para a redução dos roncos”, diz Juarez.

Nilse Köhler, fonoaudióloga mioterapeuta, acrescenta que esta proposta terapêutica está baseada na necessidade do treinamento concomitante da exercitação da respiração pelo nariz e exercícios para manter a boca fechada associado ao uso do aparelho indicado.

“É uma nova possibilidade para aqueles que, diante das dificuldades em não se acostumar aos demais tratamentos até então existentes, ficavam sem poder contar com ajuda terapêutica para seus sintomas. O tratamento é muldisciplinar e envolve especialistas de diferentes áreas, como a ortodontia, fonoaudiologia e a otorrinolaringologia”, finaliza.

Acupuntura pode ajudar no tratamento de bursite

Como acupunturista que também sou, tenho experiência em tratar alguns casos de bursite com sucesso total.


A acupuntura, junto com a medicina ocidental, pode ser um caminho para o tratamento da bursite. A técnica tem se mostrado eficaz tanto no alívio das dores, quanto na prevenção de novas crises.

Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquidos que envolvem as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares. Ela permite e facilita um melhor deslizamento entre as estruturas.

Como as bursas estão localizadas próximas às articulações, qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles, será percebido frequentemente por pacientes como dor intensa, edema (inchaço), inflamação e restrição de movimento.

Qualquer bursa no corpo humano pode ser afetada, mas aquelas localizadas nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos, tornozelos e pés, são as mais frequentes. Geralmente, as bursites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas se não forem tratadas.

Suas causas são as mais variadas podendo a doença ser causada por traumatismo, infecções, lesões por esforço, uso excessivo das articulações, movimentos repetitivos, artrite (inflamação das articulações) e gota (ácido úrico cristalizado e depositado nas articulações).

O tratamento inclui uso de analgésicos e anti-inflamatórios, relaxantes musculares, aplicação de gelo e restrição dos movimentos da área afetada. Deve-se fazer alongamento para fortalecer os músculos e corrigir os movimentos que causam o impacto. A acupuntura, tem se mostrado um tratamento bastante eficaz tanto no alívio das dores quanto na prevenção de novas crises.

O tratamento da medicina tradicional chinesa para a bursite é focalizado para tirar dores, desinflamar a região afetada e melhorar a circulação do sangue. Como os sintomas de bursite podem ser confundidos com outros problemas que atingem as articulações, o diagnóstico é feito clinicamente, obtido por meio de exames complementares.

Uma vez descoberta à origem da inflamação, o profissional em acupuntura poderá ministrar o tratamento mais correto, segundo especilistas do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

No procedimento não há efeitos colaterais, é minimamente invasivo e indolor, desde que realizado corretamente por médico habilitado. Durante o tratamento, o paciente não deve forçar movimentos, evitar pegar peso, e em alguns casos, ficar em repouso, para aumentar gradativamente os movimentos até a recuperação total.

Exposição a fortes ruídos pode causar perda da audição


Quem mora em uma grande metrópole, já deve ter se acostumado à poluição sonora do dia-dia: ônibus, buzinas, aviões, construção... tudo parece agredir os ouvidos.

Embora esses barulhos já estejam incorporados à rotina de quem vive nas cidades, a exposição a fortes ruídos durante um longo período de tempo pode causar danos irreparáveis à audição.

Segundo a fonoaudióloga Marcella Veiga, da Telex Soluções Auditivas, é preciso tomar cuidado para que os ruídos não destruam as células auditivas.

“Barulhos muito intensos, como o de uma turbina de avião, que atinge os 100 dB, por exemplo, podem destruir as células auditivas. Eles causam essa degeneração das células ao longo do tempo, o que pode afetar a audição das pessoas”, explica.

E a especialista alerta: uma vez que as células são danificadas, não há volta. “É uma perda definitiva. Quando as células são degeneradas, elas não se recuperam mais”, diz a especialista. Por isso, a melhor forma de cuidar da audição é através da prevenção.

Marcella explica que, muitas vezes, o tratamento com clientes que são expostos a intensos ruídos diariamente, como operadores de avião, por exemplo, é o repouso auditivo.

“Os otorrinos e fonoaudiólogos recomendam a essas pessoas que, após a exposição, elas evitem serem expostas novamente a barulhos intensos durante um período entre 24 e 48 horas”.

Mas os perigos à audição não estão somente nas cidades. Muitas vezes, como forma de fugir do barulho da rua, as pessoas acabam criando um novo problema e usando, por exemplo, fones de ouvido de aparelhos de mp3.

“Para suprir o barulho da rua, pessoas cada vez mais novas vêm usando o mp3 e outros equipamentos eletrônicos. Como resultado, tenho visto cada vez mais jovens com problemas de audição”, conta Marcella.

Uma conversa normal entre duas pessoas, por exemplo, já atinge a marca de 60dB, enquanto o ruído do metrô pode chegar a 90dB. Segundo a fonoaudióloga, recomenda-se que os ouvidos não sejam expostos a ruídos acima de 80dB.

A tarefa, entretanto, não é fácil. Não há jeito de viver no silêncio, mas para evitar danos à saúde auditiva, Marcella recomenda parcimônia. “A questão não é deixar de ouvir, mas ouvir com moderação”, alerta.

RS confirma segunda morte por gripe suína


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a segunda morte provocada pela influenza A (H1N1) – gripe suína – este ano. A vítima, um homem de 71 anos que morava em Bagé, tinha diabetes e morreu ontem após dar entrada na Santa Casa local. O paciente não havia sido vacinado contra a doença.

O estado já registra, ao todo, 87 casos notificados de infecção por influenza A (H1N1). Até o momento, quatro foram confirmados, incluindo uma gestante que responde bem ao tratamento e uma criança que já recebeu alta hospitalar.

Em razão do quadro epidemiológico, o secretário de Saúde do RS, Ciro Simoni, convocou uma reunião extraordinária do Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A (H1N1) para segunda-feira.

Acabe com o sono depois do almoço

Conheça truques saudáveis para combater a sonolência diurna


Você sente sono depois do almoço? Pois esqueça o café.

Existem truques bem mais saudáveis para se manter atento e concentrado, válidos inclusive para quem trabalha diante do computador e em silêncio. Vamos lá?

Primeiramente, faça um exercício. Nada radical ou intenso, afinal seu corpo está se dedicando ao processo digestivo. Qualquer atividade pesada demais pode fazer você passar mal.

“Suba um lance de escadas ou ande um pouco”, recomenda Anderson Vieira, coordenador técnico da Academia Monday, unidade Plaza Sul.

O exercício leva poucos minutos para ser feito e consegue aumentar a frequência do coração.

“Com o aumento da frequência, ocorre também o aumento do fluxo sanguíneo que faz a pessoa despertar”, esclarece o educador físico.

O porquê do sono

O pneumologista e médico do sono Denis Martinez, autor do livro "Prática médica do sono" e um dos fundadores da Associação Brasileira do Sono, cita dois motivos para a sonolência diurna. Primeiro, o relógio biológico do ser humano apresenta naturalmente dois pequenos picos de sonolência diurna: um no início e outro no final da tarde. “Cães e gatos não dormem durante o dia? Isso é típico dos mamíferos”, explica.

Segundo, a ingestão de alimentos mais gordurosos no almoço favorece a sonolência. “Alimentos gordurosos dão mais sono, segundo um amplo estudo já realizado. O motivo ainda é desconhecido. Além disso, o mesmo estudo prova que comer muito ou pouco não interfere no sono”, afirma o especialista.

Isso derruba a antiga crença de que estômago e intestino exigem mais sangue para a digestão, o que causaria sono. Outra antiga crença sugere que o bicarbonato liberado no sangue durante a formação do suco gástrico teria a capacidade de prejudicar o sistema nervoso e causar sono. “Isso não tem nenhuma comprovação científica”, afirma o médico.

Outra confusão comum, afirma Martinez, diz respeito à presença de gás carbônico no sangue. “O gás carbônico não dá sono. Ele tira o sono e, por dormir mal, a pessoa fica sonolenta”, esclarece.

Insônia também aumenta a sonolência diurna e pode indicar depressão, doença que avança no mundo e desafia os médicos. O uso de alguns medicamentos também pode agravar a sonolência e até contraindicar a condução de carros ou manuseio de máquinas perigosas. A apneia do sono, um dos três inimigos do homem, é outro problema que prejudica a qualidade do sono e causa sonolência.

"É importante a pessoa dormir de seis horas e meia a oito horas bem dormidas, em vez de muitas horas. Quem dorme demais pode estar fazendo isso para compensar a noite mal dormida", explica o médico do sono.

Melhor horário para o exercício

Para combater a sonolência diurna, não adianta voltar caminhando rápido do restaurante, depois do almoço, para chegar ofegante na mesa e retomar o trabalho. O exercício ajuda a combater a sonolência depois que ela dá seus primeiros sinais. A combinação do exercício com uma xícara de café pode parecer interessante, mas quem sofre de gastrite ou refluxo, a doença da moda, pode ter os problemas agravados pela ingestão do café.

O uso constante de café também está associado à perda de massa óssea, que aumenta o risco de osteopenia ou osteoporose. As doenças se caracterizam pela presença de ossos fracos e quebradiços, e requerem ingestão regular de cálcio para serem evitadas.

Além da caminhada ou dos lances de escadas, a pessoa pode fazer exercícios de alongamento. “Mas isso não substitui o outro exercício, pois não é capaz de aumentar o fluxo sanguíneo”, alerta Vieira.

O alongamento ajuda a manter a flexibilidade e também é uma alternativa interessante para evitar lesões no trabalho, resultados de esforço por repetição.

Raio X (radiografia)


O que é
Exame que registra a imagem de ossos, órgãos ou formações internas do corpo utilizando raios X.

Para que serve
De baixo custo e disponível na grande maioria dos serviços de saúde do país, o Raio X serve para avaliar as condições de órgãos e estruturas internas como o pulmão e a coluna, para pesquisar fraturas e para acompanhar a evolução de tumores e doenças ósseas, entre outros.

Como é feito
O paciente e a máquina que irá fazer o exame são posicionados de acordo com o local do corpo a ser examinado. O técnico que realiza o procedimento dá orientações ao paciente sobre o que fazer antes, durante e depois do registro da imagem.Por vezes é necessário respirar fundo, prender a respiração ou manter uma determinada posição por alguns segundos, para o melhor registro da imagem. Os raios emitidos pela máquina não machucam. Ele passam através do corpo e “marcam” uma placa sensível, gerando a imagem do local desejado.

Preparo
Dependendo do local do exame é necessário tirar a roupa e acessórios (brincos, piercings, relógio, colar, etc.) que possam bloquear a passagem dos raios X e interferir na precisão do exame. Grávidas devem informar seu estado para receber a proteção adequada ao feto durante o exame.

Valores de referência
O resultado da radiografia é dado sob a forma de laudo, emitido pelo médico radiologista, que descreverá as alterações encontradas. O filme da radiografia também deve ser fornecido ao paciente.

Fratura por estresse atinge 25% dos corredores

Traumas de baixa intensidade, provocados repetidas vezes na mesma região, são risco para mulheres esportistas


A fratura por estresse é uma das principais complicações que a mulher adepta ao esporte pode enfrentar. Ela representa 10% das fraturas de atletas, índice que pode chegar a 25% no caso de praticantes de corrida.

“Existe uma combinação de fatores chamada tríade da mulher atleta, na qual distúrbios alimentares e alterações do ciclo menstrual afetam a massa óssea”, explica Cláudio Machado da Silveira, especialista em medicina do esporte da Federação Brasileira de Atletismo.

Diferente da fratura por impacto, causada por um trauma brusco e forte, o comprometimento ósseo por estresse é lento e gradual. “Ele é resultado de traumas de baixa intensidade, provocados repetidas vezes na mesma região”, detalha o ortopedista Marcelo Cabral do Rêgo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Em 95% dos casos, a fratura por estresse acomete os membros inferiores. “A tíbia sofre metade das lesões”, aponta Cabral.

Ossos elásticos

Por ser um tecido duro e calcificado, é difícil imaginar que o osso tenha elasticidade. Mas essa propriedade existe, e diminui gradualmente com o passar dos anos. Quando o osso é exposto a uma determinada pressão, ele cede igual a um elástico de roupas. Existe um limite de pressão que pode ser suportado sem que haja deformidade.


Escolha seus exercícios

Se o limite for ultrapassado, o osso não retorna a seu formato original, fenômeno chamado de deformação plástica. Se a pressão for ainda maior, o osso se rompe. Intensidade do treino, carga do exercício e preparo físico da pessoa são determinantes neste processo.

Esforço repetido

No caso das fraturas por estresse, a evolução do quadro é difícil de ser percebida porque o processo costuma acontecer lentamente. “Ele é provocado pela pressão, ou seja, por uma força sobre um espaço pequeno dos ossos”, explica Luis Fernando Funchal, ortopedista da SBOT.


Praticantes de esportes que requerem esforço repetido estão mais sujeitos a esse tipo de lesão. Embora os membros inferiores sejam os mais atingidos, os superiores não estão livres do problema. O médico cita casos em que tenistas tiveram a mão lesionada por estresse.

Uma forma eficiente de prevenir esse tipo de fratura é fortalecendo a musculatura. Ela pode absorver parte da pressão e aliviar o trauma ósseo do exercício.

Difícil diagnóstico

Apenas metade das fraturas por estresse são identificadas no primeiro exame de raio-x, porque muitas das lesões são pequenas demais para serem visualizadas, o que dificulta o diagnóstico. Uma solução é recorrer à cintilografia.“Quando ela dá resultado negativo, a suspeita de lesão por estresse pode ser totalmente eliminada”, comenta Cabral.

A opção mais adequada para esse tipo de diagnóstico é a ressonância magnética. O exame, porém, é caro, o que inviabiliza a detecção para muitos pacientes.

Já o tratamento da fratura por estresse é bem mais simples, muito parecido com os procedimentos adotados em caso de traumas por impacto brusco. São cirurgias, imobilização do membro e repouso, com a vantagem de uma recuperação mais rápida em muitos casos.

Contudo, a fratura por estresse requer uma investigação médica mais aprofundada, pois é preciso identificar o processo causador do problema para poder eliminá-lo. Nas fraturas por impacto brusco, o episódio causador da lesão é sempre evidente e pontual.

Risco maior em mulheres

As mulheres têm um fator de risco a mais para fraturas por estresse devido à queda na absorção de cálcio, problema que pode ser causado por treinos na intensidade errada. Sejam atletas ou simplesmente amantes do esporte, as mulheres tendem a combinar exercícios com dieta muito restritiva na busca pelo corpo perfeito.

“A obsessão pelo regime chega a configurar um distúrbio alimentar em 3% das mulheres não atletas e salta para pelo menos 15% entre o grupo das atletas”, aponta Ricardo Nahas, da comissão científica da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME).

Alimentação

Esse costuma ser o primeiro passo para a tríade da mulher atleta. Ao exagerar nos exercícios com uma alimentação pobre, o organismo sofre alterações hormonais que desregulam o ciclo menstrual. Em casos extremos, há cessação da menstruação.

“Isso é tido como uma consequência comum em mulheres esportistas, mas trata-se de uma doença. É algo grave”, alerta Nahas. Sem menstruar, quadro chamado de amenorreia, a mulher prejudica a absorção de cálcio pelo organismo, o que afeta os ossos.

“A amenorreia acomete 5% das praticantes amadoras de esportes e chega a atingir 46% das atletas brasileiras”, afirma o médico. O próximo passo, para completar a tríade da mulher atleta, é ter osteopenia ou osteoporose, doenças que aumentam drasticamente as chances de uma fratura por estresse. “Elas se tornam jovens atletas com ossos de velhas”, diz Nahas.

Osteoporose pode esconder tumor na medula

Mieloma múltiplo torna os ossos frágeis e favorece fraturas

Uma forte dor óssea que passou do fêmur para o joelho levou Lúcia Fava ao ortopedista. “Ele recomendou fisioterapia”, recorda. Era mais de uma sessão por semana, mas a dor não passava.

Por indicação de um amigo, Lúcia resolveu fazer acupuntura. Outra investida sem sucesso. A dor continuou misteriosa por cinco meses, até o dia em que ela se tornou insuportável. “Eu travei”, conta.

Graças à insistência de um primo médico, ela fez uma série de exames até surgir o diagnóstico de mieloma múltiplo, um tipo de câncer de sangue.

Histórias iguais à de Lúcia são frequentes, conta a hematologista Ana Lúcia Cornacchioni, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). “Não é raro haver paciente que leva até dois anos para descobrir a doença”.

O tempo médio entre sintomas e diagnóstico ainda está sendo pesquisado pela entidade, mas os motivos que dificultam aproximar um do outro já são bem conhecidos. “O mieloma costuma atingir pessoas a partir dos 55 anos e acaba sendo confundido com outros problemas da idade”, explica a médica.

A osteoporose (ou osteopenia) é um deles. O mieloma ataca as células plasmáticas da medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos. No processo, é comum haver anemia e perda de massa óssea. “O paciente pode até precisar de reposição de cálcio”, aponta a hematologista.

Com os ossos frágeis, o paciente corre o risco de sofrer fraturas. Este é um sinal que facilmente confunde até médicos experientes, que se concentram no tratamento da disfunção óssea como se fosse algo da idade.

A fratura pode acontecer tanto por traumas pequenos como também por esforço repetido, a chamada fratura por estresse. O ortopedista Sergio Zylbersztejn, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), confirma que os sintomas podem ser confundidos com uma osteoporose comum e alerta para outros problemas.

"A descalcificação dos ossos leva o cálcio para a circulação periférica e isso é muito perigoso", afirma. Com os vasos sanguíneos cheios de cálcio, a pessoa corre risco de problemas vasculares, entre eles o infarto.

Outra suspeita que pode acontecer, segundo Zylbersztejn, é por hiperparatireoidismo, doença relacionada ao funcionamento das glândulas paratiróides e que acelera a perda de massa óssea. Para evitar diagnósticos incompletos, Ana Lúcia alerta para um detalhe importante: “Osteoporose quase nunca causa dor.”

A dor costuma ser consequência de uma eventual fratura, nos estágios mais avançados da doença. Quando a descalcificação dos ossos já começa dolorida, isso pode ser um sinal de mieloma. "Uma radiografia pode mostrar lesões nos ossos, que são capazes de provocar fraturas só da pessoa virar na cama enquanto dorme", afirma Jane Dobbin, chefe do serviço de hematologia do Inca (Instituto Nacional do Câncer).

Tríade do mieloma

Existe uma combinação de três sintomas que favorecem o diagnóstico do mieloma múltiplo. “Dor óssea, anemia difícil de tratar e infecções por repetição (garganta, ouvido, etc)”, enumera a especialista.

Para fechar o diagnóstico, o médico pode pedir um exame de sangue chamado eletroforese de proteína. Existem ainda outros procedimentos, como a biópsia de medula.

Depois do diagnóstico, o tratamento começa com quimioterapia ou transplante de medula óssea. “Eu fiz três transplantes”, conta Lúcia, que vive há 17 anos com a doença, desde 1994.

“Os médicos disseram que teria uma sobrevida de três meses”, recorda. O susto fez ela deixar o emprego, no consultório odontológico do marido, para se dedicar à própria saúde. “As coisas eram diferentes na época, parecia que ninguém sabia lidar com a doença”, conta.

Com o diagnóstico em mãos, Lúcia ligou para seu ortopedista e falou sobre o mieloma. “Ele ficou surpreendido. Disse que nem havia imaginado”, recorda.

Apesar de não ter sofrido nenhuma fratura, Lúcia perdeu massa óssea a ponto de configurar uma osteopenia. O tratamento envolve mudança dos hábitos alimentares e, em alguns casos, até uso de suplementos de cálcio, além de exercícios.

“Hoje faço caminhada, aulas de step, de combate e de pilates”, conta. Isso dá ritmo para sua vida, com a doença sob controle. “Levo uma vida normal. Além dos exercícios, faço viagens”, diz ela, hoje com 64 anos.

O mieloma múltiplo pode ser tratado com um verdadeiro arsenal de medicamentos hoje em dia. "Existem corticóides, radioterapia, quimioterapia e transplante de medula, que aumenta a sobrevida em até 10 anos", aponta Jane.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/osteoporose+pode+esconder+tumor+na+medula/n1597011903359.html