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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Remédios antigos - Pomada Minâncora



Pomada Minancora é sinônimo de qualidade e tradição. Presente no cotidiano dos brasileiros há mais de 90 anos, a Pomada Minancora® passa de geração para geração sem modificar sua fórmula, mantendo-se fiel à família brasileira desde 1915. Ao longo desses anos, devido ao carinho que a família brasileira tem pela pomada e por sua eficácia, ela passou por apenas uma mudança, em 1992, quando a embalagem de metal foi substituída pela de plástico.

A Pomada Minancora® é um medicamento antisséptico, adstringente e cicatrizante que tem como finalidade a prevenção e o tratamento das doenças da pele. Antisséptico: Utilizado para inibir a proliferação de microorganismos presentes na superfície da pele. Adstringente: Contrai os tecidos da pele, reduzindo as secreções e formando uma camada protetora, contribuido para diminuição da inflamação. Cicatrizante:produto que favorece a cicatrização.


Indicações da Pomada Minancora®:
A Pomada Minancora® é indicada para o tratamento de doenças de pele, como espinhas, frieiras (desidroses) e escaras. Ainda é coadjuvante no tratamento de picadas de insetos, urticárias e pequenos ferimentos superficiais – por exemplo, as lesões provocadas ao barbear-se. A Pomada Minancora® ainda previne o odor desagradável das axilas e dos pés, e evita o ressecamento da pele.

Remédios de Tempos Antigos nº4 - Feitiços: rituais pagãos ou penitência religiosa como forma de cura



Tratamentos medievais, normalmente, eram uma mistura de fatos científicos, crenças pagãs e imposições religiosas. Um exemplo é que, quando alguém contraía a peste bubônica, era determinado que ele passasse por um período de penitência, se confessando com um padre. Como a doença era vista como um castigo de Deus, se o paciente admitisse seus pecados, talvez sua vida fosse poupada.

Como se prevenir do remédio falso

Apesar da falsificação de medicamentos no Brasil ser considerada crime, ainda há quem arrisque a produzi-los e a comercializá-los. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), apenas no ano de 2009, foram apreendidas mais de 330 toneladas de medicamentos falsificados.


Antigamente a venda de remédios falsos se dava por ambulantes, especialmente em feiras, porém, atualmente, vem configurando um mercado organizado, com comercialização por distribuidoras em drogarias ou ainda em postos de saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a falsificação de medicamentos é considerado um problema global de saúde pública, matando, incapacitando e ferindo adultos e crianças indistintamente, pois algumas mudanças da composição podem provocar intoxicação, prejudicando principalmente rins e fígado.

Com o objetivo de combater a falsificação e orientar a população a respito da gravidade do problema, a ANVISA lançou em abril de 2009 a campanha "Medicamento Verdadeiro". A ação objetiva garantir o acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade, contando com o apoio da Policia Federal, que ajuda a fiscalizar as farmácias e demais estabelecimentos de saúde.

Dentre os tipos de falsificações de remédios que podem ser facilmente identificadas, está a raspagem da frase "venda proibida" das embalagens - geralmente realizada em carga roubada de amostra grátis ou de medicamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Também é comum a retirada dos medicamentos de suas embalagens originais, com o objetivo de burlar o seu prazo de validade. Outro tipo de manipulação é a inserção de produtos diferentes do enunciado pelo rótulo da embalagem, ou em quantidade menor, e até produtos totalmente falsificados, fabricados com farinha, e sem nenhum efeito terapêutico.

É importante que o usuário esteja atento ao comprar o medicamento, observando a embalagem com as informações de procedência do produto e que podem ser conferidas na raspadinha, no lacre de proteção, no número do lote, na data de validade, no número do registro do Ministério da Saúde e no telefone para contato do fabricante.

A bula deve ser original, e não cópia. O numero do lote e a data de validade impressas na caixa e na cartela do medicamento ou frasco, devem ser iguais. Os medicamentos líquidos devem vir com o lacre de segurança.

Também se aconselha a não comprar medicamentos com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam facilmente ou estejam apagados e borrados.

Em caso de dificuldade na identificação destes itens, deve-se pedir ajuda ao farmacêutico responsável pelo estabelecimento.

Se o indivíduo considerar o tratamento ineficiente, tiver suspeita ou identificação de produto falsificado, pode entrar em contato com a Secretaria de Saúde local - Coordenação de Vigilância Sanitária, ou procurar as Delegacias de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública, da Polícia Federal, e fazer sua denúncia. Também é possível ligar para o serviço de atendimento ao cliente (SAC) do laboratório que fabrica o medicamento suspeito. A maioria das empresas tem esse serviço e o número do telefone, com chamada grátis, vem impresso na caixa do produto. Os laboratórios sérios têm interesse em descobrir e punir os falsificadores.

A ANVISA também disponibiliza gratuitamente o número de telefone 0800-642-9782 para denúncias.

Ajude a combater a falsificação de medicamentos e proteja a sua saúde.

Dúvidas sobre tratamento do câncer geram 2,5 mil ligações por mês ao Icesp

Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou as principais dúvidas dos pacientes que fazem tratamento na instituição.


A pesquisa foi feita através do projeto “Alô, Enfermeiro”, serviço telefônico 24 horas, voltado aos pacientes acompanhados na unidade. Mensalmente, o serviço recebe cerca de 2,5 mil ligações.

Segundo os dados, 60% das dúvidas estão relacionadas a atividades cotidianas, como cuidados para sair de casa em dias ensolarados, procedimentos após machucar-se em atividades habituais como cortar as unhas, alimentação e até de que maneira ingerir as medicações. Muitos também entram em contato para solucionar problemas relacionados aos efeitos colaterais do tratamento de quimioterapia, como diarréia, febre, queda de cabelo, fadiga, náusea e calor excessivo.

Outro dado revelado pelo levantamento é o perfil de quem utiliza o serviço. Homens respondem por 55% atendimentos. A idade média dos pacientes que procuram o serviço é de 60 anos.

Na maioria dos casos, 57%, são os familiares e cuidadores dos pacientes que ligam para o serviço. Do total de chamadas, 42% são relativas a pacientes com tumores hematológicos e gastrointestinais, 19% de pessoas com cânceres ginecológicos, 13% de portadores de tumores no trato urológico e 10% de pacientes acometidos por tumores na região cabeça e pescoço. Outros tipos de neoplasias somam 16% dos casos.

“O objetivo do ‘Alô, Enfermeiro’ é proporcionar comodidade e segurança aos pacientes, evitando, assim, idas desnecessárias ao hospital”, afirma Daniela Vivas, gerente de enfermagem do Icesp e responsável pelo serviço.

A importância do jejum pré-operatório

O jejum pré-operatório é mais importante do que parece. Adotado por muitos cirurgiões, o jejum evita que o paciente vá para a cirurgia de estômago cheio e, em caso de mal-estar, corra o risco do líquido chegar aos pulmões causando uma pneumonite.


Isso poderia acontecer pois, em decorrência da anestesia, o paciente perde o reflexo em caso de vômito.

“Nestes casos, o risco de desenvolver uma pneumonite grave é grande devido à inflamação do pulmão que seria causada pela acidez do suco gástrico, podendo levar à morte. Não é uma pneumonia infecciosa, que pode se resolver por meio de tratamento com antibióticos. Por isso o jejum pré-operatório é fundamental para evitar este tipo de complicação”, explica o dr. Eduardo Manso de Carvalho Andrade, membro da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP).

“O tempo do jejum não varia de acordo com a cirurgia, e sim de acordo com os alimentos ingeridos. O tempo para um adulto é, em geral, de oito horas, porém líquidos claros como água e sucos sem polpa podem ser ingeridos até duas horas antes da cirurgia. Alimentos mais leves com pouca gordura, como torradas, podem ser ingeridos até seis horas antes. As crianças lactentes não devem ingerir leite materno quatro horas antes da cirurgia. Para as não lactentes, valem as mesmas recomendações dos adultos. Fórmula infantil pode ser ingerida até 6 horas antes”, explica o dr. Eduardo.

Além das cirurgias, alguns exames realizados sob anestesia, como colonoscopia, endoscopia, ressonância magnética e tomografia também requerem que o paciente esteja em jejum.

O ideal é sempre tentar respeitar este tempo de jejum, mesmo por aqueles que não podem ficar por um longo período de tempo com o estômago vazio. “Nestes casos, indicamos que sejam ingeridos alimentos mais leves e de fácil digestão. Outra opção são os complementos de carboidrato diluídos em água até duas horas antes da cirurgia”, recomenda o médico.

Existem algumas exceções, como em casos de urgência, quando o paciente corre risco de vida e deve ser operado imediatamente. Nesta situação, ocorre a administração de medicamentos para ajudar na digestão do paciente.

http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias_detalhe.asp?id_noticia=1874

Hospital do Coração lança Programa de Aprimoramento em Cuidados Clínicos para Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio

O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, acaba de lançar um Programa de Aprimoramento em Cuidados Clínicos para Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio.



Nesse programa, uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos e enfermeiros atuam de forma a reduzir o tempo de atendimento de pacientes que chegam com sintomas de infarto no Pronto Socorro HCor até a sua alta hospitalar.

Com o objetivo de aprimorar os cuidados com o paciente infartado durante o tempo que ele permanecer no hospital - entrada no P.S, a chegada na hemodinâmica (onde são realizados os procedimentos invasivos), permanência na Unidade Coronária, Reabilitação Cardiopulmonar até a chegada no quarto - o Programa vai proporcionar um tratamento ainda mais efetivo e com uma recuperação ainda mais eficaz para esse grupo tão especial de pacientes.

Segundo o coordenador do Programa de Aprimoramento em Cuidados Clínicos para Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio e cardiologista do HCor, Dr. Leopoldo Piegas, esse programa trará muitos benefícios ao paciente com sintomas de infarto. “Com o aprimoramento dos cuidados clínicos e atuação dos profissionais de cada área envolvida a serviço do paciente com sintomas de infarto agudo do miocárdio, esse programa irá trazer um aumento na sobrevida desses pacientes com taxa de mortalidade em torno de 5%, além de receberem apoio psicológico, fisioterapia e exercícios monitorados, reeducação alimentar, indicação e conselho para largar o tabagismo e todo acompanhamento quando ele estiver em alta hospitalar”, explica Dr. Piegas.

De acordo com um estudo norte-americano desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Colorado, 20% dos pacientes que sofreram ataques cardíacos permanecem sentindo dores no peito mesmo um ano depois de ter ocorrido o evento. Os pesquisadores analisaram quase dois mil pacientes, sendo que, de cada cinco, um deles sofria com as dores. Dos pacientes que responderam ao questionário do estudo, um ano após seus ataques cardíacos, 19,9% ainda tinham dores no peito e 1,2% deles sentiam dor todos os dias.

A angina, nome dado a essa dor no peito, é um sintoma comum de doenças cardíacas e, de acordo com os médicos, é normal que as vítimas de infartos continuem sentindo essas dores. Entretanto, é importante realizar tratamentos para tentar minimizar o problema.

Segundo os pesquisadores, os principais fatores que podem contribuir para essas dores são o fumo e a depressão. Ainda de acordo com a pesquisa, os homens jovens, fumantes ou com sintomas de depressão estão mais propensos a sofrer com a angina. Diante desse cenário, é importante seguir as recomendações médicas para que os pacientes que sofreram infarto parem de fumar, e, quando necessário, procurem ajuda psicológica para controlar a depressão.

O infarto agudo do miocárdio (IAM), lesão das células do músculo do coração é causado pela obstrução temporária ou definitiva de uma artéria coronária. A adesão de um trombo (coágulo) sobre uma placa de gordura ou o espasmo da artéria coronária, são as causas da interrupção do fluxo sanguíneo.

Os pacientes jovens com IAM mesmo sem alterações genéticas e sem antecedentes de doenças cardiovasculares na família, mas que fumam, possuem nível elevado de estresse e são sedentários, estão sofrendo infarto do miocárdio cada vez mais cedo. A desobstrução coronária precoce da artéria responsável pelo infarto é a melhor forma de se evitar a deterioração do rendimento cardíaco, e sua realização está indicada até a sexta hora do início dos sintomas.

A recanalização da artéria coronária pode ser obtida com injeção de drogas trombolíticas que podem ser utilizadas em unidades de emergência e em ambulâncias. Entretanto, a angioplastia seguida do implante de stents é a técnica mais moderna e mais eficaz de normalização do fluxo sanguíneo da artéria coronária. O HCor têm uma equipe de intervencionistas de plantão que disponibiliza essa técnica e obtém elevados índices de sucesso na maioria dos casos quando empregada no período de tempo ideal de 90 minutos, daí a importância do atendimento precoce.

“Por meio da abordagem humanizada e multiprofissional com orientação nutricional e do Programa de Cuidado Integral ao Fumante da Instituição, o conjunto de intervenções com resultados positivos em jovens e adultos se complementam. A prevenção de novos eventos assim como o processo educativo que envolve o paciente e seus familiares também é uma missão do HCor e de suas equipes, que tem o compromisso não só com a prestação de serviço de elevado padrão tecnológico mas também com a busca de uma melhor qualidade de vida para todos os pacientes”, finaliza.


Criada Comissão de Prevenção e Combate à Obesidade

O excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. É um problema crônico de saúde pública relatado pelos Institutos Internacionais de Saúde no mundo.


No Brasil, mais de 65 milhões de pessoas (40% da população) estão com excesso de peso e cerca de 10 milhões (10% dos adultos) são obesos. As mulheres (12 a 13%) sofrem mais com a obesidade do que os homens (7% a 8%).
As principais causas da obesidade estão ligadas a alimentação (consumo excessivo de açúcar e gordura e compulsão), sedentarismo (inatividade e desmotivação) e stress (tensão psicológica e depressão). Segundo Rogério Toledo Júnior, responsável pela criação da Comissão de Prevenção e Combate à Obesidade, hoje consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açucares industrializados.

Rogério ressalta também que a nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. “O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal da obesidade para toda a vida”, explica ele.

Além dos problemas estéticos, a obesidade traz inúmeros problemas ao organismo, ligados ao sistema psicológico, cardiovascular, respiratório, articulações, digestivo e reprodutivo. “Cansaço, apneia do sono, hipertensão, insuficiência coronariana, depressão e diminuição de autoestima são alguns que podemos apontar”, disse Rogério.

A nova Comissão irá criar alternativas de combate à obesidade sob o ponto de vista das Entidades Médicas, elaborar projetos de leis e emendas visando a redução da obesidade na população brasileira e criar campanhas educativas. “Também será feito um Fórum Técnico sobre a Obesidade com as especialidades médicas para entregar um estudo ao Ministério da Saúde”, finaliza o coordenador da Comissão.

Agentes da Pastoral da Saúde vão aprender técnicas de ressuscitação

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC – promoveu no último sábado, dia 11, um treinamento para capacitar 56 agentes da Pastoral da Saúde da CNBB a atenderem casos de parada cardíaca, a dominarem as técnicas de ressuscitação e a usarem os desfibriladores.

O “Curso DEA – Salva Corações” foi ministrado no Centro de Formação Sagrada Família, no bairro do Ipiranga, em São Paulo – SP, e entre os inscritos houve integrantes da Pastoral de todo o Brasil, de Manaus, Macapá, de Minas Gerais, do Nordeste, do Centro-Oeste, de São Paulo e de Porto Alegre, entre outras localidades. A iniciativa já faz parte da preparação para a “XIV Conferência Nacional de Saúde” e “Campanha da Fraternidade” do ano que vem, cujo tema será “Fraternidade e Saúde Pública”, a ser divulgada com o lema “que a saúde se difunda sobre a Terra”.

O coordenador da Pastoral, médico André Luiz de Oliveira, explica que o curso foi ministrado durante a “VI Conferência Nacional de Agentes da Pastoral da Saúde”, que aconteceu de 10 a 12 deste mês, em São Paulo, e incluiu uma conferência do coordenador de Ações Sociais da SBC, Carlos Alberto Machado.

Segundo André Luiz, as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no Brasil e muitos óbitos poderiam ser evitados se, como em outros países, houvesse mais gente capacitada a identificar uma parada cardíaca e a fazer a massagem para que o coração volte a bater. Além dessa capacitação para atender o problema, a Pastoral está interessada em prevenir as doenças cardíacas e por isso o representante da SBC vai falar sobre os fatores de risco para o coração, a hipertensão, a obesidade, o tabagismo, o sedentarismo, o colesterol aumentado, hábitos alimentares saudáveis e o diabetes.

Carlos Alberto Machado explica que é antiga a parceria da Sociedade Brasileira de Cardiologia com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tendo começado em 2008, com a campanha contra a hipertensão – “Tratar a pressão alta é um ato de fé na vida” e que o objetivo a médio prazo é extremamente ambicioso, preparar 100 mil agentes da pastoral da saúde para que levem informações sobre a prevenção das doenças cardiovasculares às 15 mil paróquias da Igreja Católica, distribuídas por todo o Brasil, projeto aprovado pelo Ministério da Saúde e aguardando a liberação de verba.

André Luiz lembra que, além dos 100 mil agentes voluntários da Pastoral a que está ligado, as demais Pastorais Sociais da Igreja contam com mais 200 mil agentes. “É um verdadeiro Exército que visita doentes, que atende a gestantes, a idosos, que dá orientação para evitar a mortalidade infantil e que, devidamente orientado pelos cardiologistas”, certamente será de grande valia na redução dos problemas cardiovasculares do Brasil.

Hotelaria hospitalar: qualidade e humanização no atendimento

Apresentar a hospitalidade, funcionamento da hotelaria hospitalar e como atender melhor o cliente.

Este foi o objetivo do treinamento em Hotelaria Hospitalar, promovido pela Comissão de Atendimento e Ética da Unimed Chapecó, na última semana, no auditório Dr. Valmor Lunardi, situado na sede da cooperativa médica. Coordenado pela fonoaudióloga Sheril Ivia Woehl, o evento foi realizado em quatro horários diferenciados para atender cerca de 360 colaboradores da cooperativa médica.
“Achei ótimo! Foi possível participar, interagir e aprender bastante sobre atender nossos clientes pacientemente”, destaca a colaboradora da Unimed Chapecó, Ana Paula Bento. A colaboradora Magda Salete Wattes Collins complementa que é necessário aprender algo novo sempre. “Estas iniciativas nos fazem crescer pessoal, profissional e psicologicamente. Devemos sempre ser humanos no atendimento”.

Os colaboradores Charles Vacarin, Dulcimar de Oliveira e Beatriz Terezinha Remontti, têm a mesma opinião. Para eles, o curso foi ótimo porque é possível otimizar os serviços prestados, crescer pessoal e profissionalmente, além de proporcionar bem-estar e atendimento de qualidade aos clientes.

O curso foi ministrado pela professora Sonia Watanabe, graduada em Gestão de Hotelaria, especialista em Administração Hospitalar e mestre em Hospitalidade. A profissional visitou mais de 80 hospitais e cerca de 200 empreendimentos de hospedagem no Brasil e no exterior.

Através do trecho de um filme, Sonia iniciou a apresentação mostrando a relação médico/paciente.

Dessa forma, apontou alguns elementos fundamentais para praticar a hospitalidade, reforçando a importância da humanização no atendimento. “Hospitalidade, qualidade e humanização se relacionam porque todas trabalham a questão do atendimento, da ética e do comprometimento”.

Segundo Sonia, hospitalidade é quando a pessoa é bem recebida. Trata-se da mistura harmoniosa de componentes como comida, bebidas, leito, ambiente, comportamento dos colaboradores, entre outras.

Também pode ser caracterizada como um valor de serviços que uma empresa deve cultivar, como complemento de suas atividades. Por este motivo, os hospitais vêm adotando práticas de hotelaria para o atendimento. “O termo hotelaria hospitalar tem sido empregado em estabelecimentos de saúde para assinalar que os ambientes são agradáveis e que dispõem de conforto”.

A hotelaria hospitalar pode ser definida como um conjunto de mudanças físicas e funcionais que visam melhorar a prestação de serviços, com ênfase naqueles dispensados diretamente aos pacientes/clientes. “Não adianta ter uma estrutura luxuosa se as pessoas não são hospitaleiras”.

Hospitalidade, conforme Sonia, é água para beber, cafezinho, equipamentos dequados para transporte de pacientes, é explicar a realidade... O bom hospital para o paciente é aquele que oferece atenção, equipamentos modernos, responsabilidade, boa limpeza, comida adequada, boa equipe médica, entre outros.

Dr. Saudável – Mexa-se: Grupo de médicos participa da etapa São Paulo da Série Delta

Um grupo de sete médicos e médicas da Unimed Sorocaba participaram neste domingo, 12 de junho, da etapa paulista da Série Delta, circuito composto por corridas de ruas realizadas em diversas cidades do País.

A prova deste domingo começou às 7h30, com largada no Jockey Club de São Paulo, com percursos de 5 e 10 quilômetros nas categorias individual masculino e individual feminino. A saída de Sorocaba aconteceu às 5h30 da manhã.

Segundo o regulamento, a prova tem duração máxima de duas horas e o atleta que em qualquer dos trechos não estiver dentro do tempo projetado, será convidado a se retirar. A supervisão técnica ficou a cargo da Federação de Atletismo do Estado de São Paulo.

A Série Delta é disputada em três etapas. A Etiópia com provas realizadas nos dias 10 de abril, em Campinas; 15 de maio, em Ribeirão Preto; 22 de maio, no Rio de Janeiro; 29 de maio, em São José dos Campos; 5 de junho, em Goiânia e 12 de junho, em São Paulo; a Marrocos, com provas nos dias 17 de julho, em Ribeirão Preto; 24 de julho, em Campinas; 7 de agosto, em Goiânia; 14 de agosto, em São Paulo; 28 de agosto, em São José dos Campos e 18 de setembro no Rio de Janeiro e, finalmente, a etapa Quênia, com disputas nos dias 16 de outubro, em São José dos Campos; 30 de outubro, em Goiânia; 6 de novembro em Ribeirão Preto; 20 de novembro, no Rio de Janeiro; 27 de novembro, em Campinas e 4 de dezembro, em São Paulo.

Participaram da prova: Cibele Strutz Barroso; Edilma Varanda; Luciano Jorge Alves; Charles Watanabe; Luciano Bertolini Andrade; Maria Célia Faria de Castro e Luciano Alves.

Humor - Exame de Toque Retal

Efeitos colaterais? Esses remédios têm alguns

Médicos americanos criticam a sobrecarga de informação conflitante gerada pelo excesso de possíveis efeitos inesperados nas bulas



Jon Duke, da Universidade de Indiana, tentou descobrir porque as plaquetas do sangue do seu paciente estavam anormais. Poderia ser efeito colateral de uma das dezenas de drogas que seu cliente tomava, o que é comum entre idosos. Passou, então, a ler a bula de cada um dos medicamentos. "Fiquei assombrado", disse o médico. "A lista de possíveis reações adversas é interminável."


Agora ele sabe o que causou o problema do seu paciente. Em artigo no Archives of Internal Medicine, Duke e dois colegas reportam que a bula de um medicamento traz uma lista de, em média, 70 possíveis efeitos laterais; outros chegam a listar mais de 500. "Isso vai além do que eu esperava", afirmou.

Para uma pessoa que sempre teve de ver anúncios de Flomax (remédio para tumor benigno da próstata), a lista dos efeitos colaterais de um remédio é quase uma piada. Mas a pergunta é: por que ela continua crescendo? Não é que o problema não tenha sido abordado. Em 2006, preocupado com um catálogo cada vez mais extenso de efeitos colaterais, Jerry Avorn e William Shrank, da Escola de Medicina de Harvard, escreveram um artigo para o New England Journal of Medicine qualificando o fato como "toxicidade linguística".

No mesmo ano, a Food and Drug Administration (FDA), a vigilância sanitária dos EUA, sugeriu que fossem elaborados rótulos mais claros, com novo formato, e avisou as empresas farmacêuticas de que "listas exaustivas de todos os eventos adversos reportados, incluindo aqueles pouco frequentes ou mínimos, observados comumente na ausência de uma terapia ou não relacionado com a terapia administrada, deviam ser evitados".

A nos depois de a diretriz ser estabelecida pela agência, Duke percebeu que, em vez de a lista diminuir, o número de efeitos colaterais aumentou nos rótulos existentes antes da nova exigência. Eram apontadas possíveis complicações bizarras, como "jogo compulsivo". Outras, como "náusea", são muito comuns e estão em 75% dos rótulos.

Em outros casos, eram reações adversas que surgiram em testes clínicos antes de a droga ser comercializada. Outras eram condições informadas pelos pacientes quando estavam tomando um remédio, que poderiam ou não ser causadas pela droga. Muitas vezes não existe uma maneira de saber porque ou como um efeito colateral é informado.

Catalogar cada indício de reação adversa pode ajudar as empresas farmacêuticas no caso de ações judiciais. Se alguém processa uma empresa por causa de um efeito colateral informado na bula que acompanha o medicamento, a empresa pode dizer que o paciente foi alertado.

Segundo a Associação de Pesquisa e Fabricação de Farmacêuticos, as empresas estão apenas cumprindo uma exigência da FDA, a de que devem divulgar todos os riscos de um medicamento, "mesmo que uma clara relação entre o remédio e o efeito observado não possa ser totalmente estabelecida", disse um porta-voz do grupo.

Sobrecarga. Para Christine Cheng, doutora em Farmácia pela Universidade da Califórnia, o que ocorre é um caso de "sobrecarga de informação". Ela escreveu um comentário que acompanhou o artigo de Duke.

Por e-mail, a FDA informou que "listas extensas de efeitos adversos raros e mínimos para os quais não existe nenhum dado apoiando uma relação de causa e efeito" não têm utilidade. Os pacientes concordam.

Jim Murrell, consultor de telecomunicações de 54 anos que vive em um subúrbio de Atlanta, diz que sempre quer saber tudo sobre as reações adversas que um remédio pode provocar, mas chegou à conclusão de que as informações no rótulo ou na bula de um remédio não ajudam; ele procura saber mais na internet.

"Eu tomava um remédio que provocava sono", conta o paciente. "Li um pouco mais a bula e vi que ele tinha um outro efeito colateral: insônia. Um medicamento provocava diarreia e também constipação. Não faz sentido."

"O que preciso saber provavelmente está oculto em algum lugar", acrescentou Murrell. "Mas provavelmente não necessito saber de todas aquelas informações que estão inseridas na bula - talvez apenas para o caso de alguma ação judicial."

Biópsia do endométrio pode ajudar tratamento de reprodução assistida

Técnica ainda é considerada controversa e médicos afirmam que mais estudos devem ser feitos para entender por que o procedimento aumenta as chances de sucesso da gravidez; uma das hipóteses é que cicatriz provocada facilitaria a adesão do embrião


Clayton de Souza/AE–20/9/2007
Tentativa. Embrião fertilizado é analisado em laboratório antes de ser implantado no útero

Uma pesquisa brasileira sugere que realizar uma biópsia de endométrio em mulheres que estão em tratamento de reprodução assistida aumenta as chances de sucesso da gravidez. A técnica, descrita pela primeira vez em 2003, ainda é considerada controversa.

A biópsia de endométrio é um procedimento invasivo, que dura cerca de 10 minutos, e geralmente é indicado para diagnóstico de câncer ou de infertilidade. O uso da técnica para tentar aumentar taxas de gravidez foi descrito em 2003 por médicos israelenses e, desde então, ainda não se sabe ao certo qual é o mecanismo que estaria envolvido.

O estudo brasileiro é resultado de uma tese de doutorado defendida na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e foi conduzido pelo médico Fernando Prado Ferreira no Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana - maternidade particular da cidade.

O objetivo inicial do estudo era descobrir se, ao realizar a biópsia de endométrio antes do ciclo de fertilização, o organismo liberaria substâncias que poderiam ou não facilitar no processo de implante do embrião.

Para isso, Ferreira analisou 98 mulheres, com idade média de 33 anos, que tentavam o primeiro ciclo de fertilização: 49 delas fizeram a biópsia e 49 não.

Segundo Ferreira, não foi possível correlacionar a taxa de gravidez com as substâncias analisadas, mas, por acaso, ele percebeu que a taxa de sucesso de gravidez foi cerca de 40% maior nas mulheres que fizeram a biópsia antes do ciclo.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em julho no 27º Congresso Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Hipóteses. Ferreira, entretanto, ainda não sabe explicar o motivo exato que levou ao sucesso das gestações. Uma das hipóteses sugere que a retirada de um pequeno pedacinho do endométrio provocaria uma reação inflamatória e liberaria substâncias que poderiam ou não interferir no processo de implantação.

Outra possibilidade avaliada pelo médico é a de que a cicatriz provocada pela lesão no endométrio também facilitaria a adesão do embrião no local.

Para Carlos Alberto Petta, especialista em reprodução assistida e professor da Unicamp, os resultados fazem sentido na teoria, mas o problema é que não se sabe qual o mecanismo envolvido para explicá-los, por isso não poderiam ser usados na prática.

"A biópsia é um procedimento invasivo. Mulheres em tratamento de fertilidade são mais suscetíveis e se apegam de maneira muito forte a tudo o que aparece. E não é tão simples assim. Imagine se toda mulher resolver fazer biópsia de endométrio?"

Riscos. De acordo com Ferreira, a biópsia não deve ser usada em todas as mulheres porque há um risco de infecção durante o procedimento, que não é totalmente indolor - as mulheres tomam analgésicos meia hora antes. "Tem de ser tudo muito bem esterilizado para não enviarmos bactérias para dentro", diz.

Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que a implantação do embrião é "a caixa preta" da reprodução assistida. "Um dos maiores mistérios é entender por que, na melhor das hipóteses, a taxa de sucesso gira em torno de 50%", diz.

Dzik ressalta que não é recomendado manipular o endométrio da mulher antes do ciclo de fertilização porque isso poderia causar pequenos traumas e dificultar o processo como um todo. "O nosso medo é isso atrapalhar mais do que ajudar", afirma.

Para Dzik, os resultados obtidos são bons, mas ainda preliminares. "O número de pacientes avaliadas ainda é muito pequeno para que os resultados se tornem uma verdade científica. Ainda deve demorar um tempo para que isso vire rotina."

Eduardo Pandolfi Passos, diretor-científico da Associação Latino-Americana de Medicina Reprodutiva, também é cauteloso ao analisar os resultados. Ele diz que isso pode provocar uma busca excessiva e injustificada pela biópsia - que pode não trazer benefício nenhum à mulher.

"É discutível. O questionamento principal é a manipulação do endométrio e o quanto isso interfere no ciclo. Você pode criar uma expectativa falsa na paciente, porque nem sempre a resposta será positiva", diz.

Apesar dos resultados positivos das gestações após a realização da biópsia, Ferreira diz que continua estudando o procedimento para ver se os resultados, de fato, se confirmam. "A ideia é saber se, diante disso, a biópsia vire rotina", afirma.

PARA LEMBRAR

Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre fertilização assistida emitida em janeiro alterou as regras sobre limites para implante de embriões em pacientes que se submetem à técnica no País. O teto anterior de quatro embriões foi mantido apenas para mulheres de 40 anos ou mais. Para as pacientes com menos de 35 anos, o máximo tolerado passou a ser de dois embriões. Em pacientes com idade entre 36 e 39 anos, o limite atual é de três. Especialistas afirmam que a mudança no número de embriões não altera índices de eficácia da técnica.

Propagandas antigas - Festa do chapéu: Urodonal



Diurético, anti-séptico das vias urinárias, é comercializado ainda hoje. Na ilustração do anúncio publicado dia 23 de outubro de 1935 o frasco gigante aparece como se estivesse fazendo um comício onde o uso do chapéu era obrigatório.

Na época receitava-se três colheres de chá por dia em um copo de água entre as refeições para combater ácido úrico, artrite, reumatismo, arterioesclerose, obesidade, litíases renais e biliatres, gota, risipela, azias e até frieiras.

Reajuste dos planos de saúde permanece sem autorização

Na quinta-feira passada(09) a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) esclareceu que não tem autorização legal para divulgar o novo índice de reajuste para os planos de saúde antes da manifestação do Ministério da Fazenda, de acordo com o Art. 4º inciso XVII da Lei 9.961/2000.

Segundo o Ministério da Fazenda, em sua portaria 421/2005, o percentual de reajuste concedido às operadoras deve ser encaminhado pela ANS com 15 dias de antecedência de sua divulgação. De acordo com a Agência, o encaminhamento foi feito em 6/4/2011.

“A Agência Nacional de Saúde Suplementar reitera, portanto, que tão logo receba o aval do Ministério da Fazenda, irá divulgar oficialmente o percentual a ser aplicado entre maio/2011 e abril/2012 como índice máximo autorizado às operadoras para reajuste dos planos individuais/familiares novos, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98″.

Anvisa prorroga credenciamento para Rede Sentinela

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prorrogou o prazo para credenciamento dos hospitais na Rede Sentinela. Os serviços de saúde terão até o dia 30 de junho para encaminhar os documentos à Agência.

As instituições que não enviarem os documentos ou não atenderem aos critérios estabelecidos deixam de ser reconhecidas como participantes da Rede, o que implicará no impedimento de participação nas atividades restritas à Rede Sentinela.

O prazo em questão não impede que as instituições solicitem o credenciamento na Rede em datas posteriores. O período para análise de documentos é de no mínimo 30 e no máximo 60 dias, e as publicações de novos integrantes da Rede Sentinela nos meios públicos oficiais ocorrem em intervalos mínimos de 60 dias.

Leia o comunicado enviado às instituições

A Anvisa divulgou, no dia 19 de abril, os critérios para o credenciamento de instituições na Rede Sentinela, em 2011. Os estabelecimentos de saúde podem se credenciar em quatro diferentes perfis: Participante; Colaborador; Centro de Cooperação; e Centro de Referência. As instituições que atenderem aos requisitos exigidos no documento publicado pela Anvisa serão credenciadas por um período de 12 meses.

A Rede Sentinela é uma rede de parceiros que, desde 2002, subsidia o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, medicamentos, sangue e hemoderivados. A pós-comercialização é uma dimensão da atuação da vigilância sanitária, fundamental para acompanhar a segurança de produtos utilizados na atenção à saúde.

As diretrizes e estratégias para o credenciamento foram definidas no ano de 2010, a partir da realização de encontros que envolveram gerentes de risco dos hospitais já pertencentes à Rede Sentinela, além de representantes da Anvisa e de demais entes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O objetivo foi traçar diretrizes e estratégias que conferissem perenidade, sustentabilidade e abrangência aos serviços sentinela.

Entre as diretrizes definidas, destaca-se a necessidade de estabelecimento de critérios de inclusão e acompanhamento para permanência de instituições na Rede Sentinela e para o credenciamento de novas entidades.

Responsabilidade política é benéfica para a saúde

Não é novidade que a gestão da saúde no Brasil apresenta sérios problemas que estão se transformando – de forma crescente – em conflitos judiciais. Ao Poder Judiciário, atribuiu-se a responsabilidade de resgatar a cidadania, transformando-o em ‘tábua de salvação’ das garantias constitucionais, uma vez que as políticas públicas são inexistentes ou ineficientes para oferecer um sistema que atenda às necessidades dos cidadãos. Com o objetivo de entender a motivação desta intervenção constante do Judiciário nas questões ligadas a saúde pública, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde.

Além de identificar o perfil dos processos judiciais recorrentes em cada Estado e região do país, o Fórum visa demonstrar ao Poder Executivo quais as políticas de saúde pública devem ser implantadas para o Estado assumir sua obrigação, sem passar pela tutela jurisdicional (hoje essencial) aos pacientes.

O encontro dos Comitês Gestores dos Tribunais que formam o Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde ocorreu nos dias 02 e 03 de junho, em Brasília. Ainda não foram divulgados os documentos oficiais referentes ao encontro dos Comitês Estaduais durante o Fórum, porém, no segundo dia do evento, Juarez de Freitas, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), expôs o que poderia ser considerado, sem medo de exagero, o paradoxo do sistema. “Não faltam recursos públicos no Brasil para a saúde”, disse.

Se há recursos para a saúde, o que justifica os baixos honorários pagos aos médicos, equipamentos obsoletos ou sem manutenção, falta de leitos, corredores de hospitais lotados de pacientes, espera de horas e horas para atendimento de emergência? Isso para citar problemas genéricos, pois o Brasil apresenta dramas equiparáveis à sua extensão e à diversidade entre as regiões. A resposta é absolutamente simples: a Lei de Responsabilidade Fiscal tornou obrigatória a transparência na execução orçamentária brasileira em tempo real e on line, mas isso nem sempre acontece.

Segundo Juarez de Freitas, é necessária uma revisão na distribuição do orçamento e, claro, a aplicação dos recursos com responsabilidade política. De forma uníssona, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Zavascky, também alertara que cumpre ao Legislativo dispor sobre regulamentação, fiscalização e controle dos serviços de saúde.

Um dado interessante foi apresentado pela coordenadora geral de Assuntos Judiciários do Ministério da Saúde, Alessandra Alves: “apenas 25 medicamentos representam 70% dos gastos para atendimento de decisões judiciais”, afirmou. Normalmente são medicamentos utilizados para tratamentos oncológicos. A informação deveria impressionar não pelo evidente alto custo do medicamento, mas, sim, por revelar que o bem jurídico em saúde mais tutelado pelo Poder Judiciário tem sido o medicamento, que representa o oposto de saúde. Conceitualmente, ações que busquem obrigar o Estado a ações preventivas, campanhas de vacinação, campanhas de conscientização nutricional, estão ausentes (ou são pouco representativas) entre as 240.980 demandas judiciais contabilizadas pelo CNJ.

E não se pode dizer que a ausência de ações judiciais quanto à prevenção e cuidados de doenças se dê em razão de o Estado cumprir seu dever. Dengue, esquistossomose, diabetes, hipertensão arterial, parasitoses intestinais, entre outras doenças, exemplificam como é complexo e deficitário o quadro da saúde no país.

Vale ressaltar que o Ministério da Saúde irá publicar por esses dias um decreto com o objetivo de atualizar a regulamentação da Lei 8.080/90 que trata das redes de saúde regionais e hierarquizadas. O texto proposto, não definitivo, visa reforçar o “pacto federativo”:

“Art. 38-A. As direções do SUS, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, promoverão a cooperação intergovernamental e interinstitucional necessária para assegurar a integralidade e a qualidade da atenção à saúde da população, responsabilizando-se solidariamente pela resposta às necessidades decorrentes do quadro epidemiológico, demográfico e sociocultural das populações de seus respectivos territórios e pela oferta suficiente de ações e serviços de saúde do Sistema Único de Saúde – SUS, próprios ou conveniados em todos os níveis de atenção. (g.n.)”

Sinalizam-se mudanças que reforçam o pacto da união federativa quanto à responsabilidade pelo Sistema Universal de Saúde. Quem sabe, as 240.980 demandas judiciais, em breve, estejam solucionadas – e de forma célere. No entanto, se necessário, que outras ações provoquem o Poder Judiciário não para assegurar um interesse individual e sim com o objetivo de cobrar ações dos gestores públicos para se tornar a saúde efetivamente direito de todos.

MEC elabora nova MP para reajusta salário de residentes

Uma manobra do Senado Federal na noite de quarta-feira derrubou duas medidas provisórias (MPs) referentes ao funcionamento dos hospitais universitários que tinham sido enviadas pelo governo federal no fim do ano passado. O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o governo irá reenviar as propostas para o Congresso Nacional, com algumas alterações para permitir a tramitação.

No caso da MP 521/2010, que reajustava o valor da bolsa paga aos médicos-residentes, Haddad afirmou que ela será reeditada com a correção do valor pela inflação acumulada no período. “Essa sugestão foi bem recebida pela ministra do Planejamento [Miriam Belchior] e pela Casa Civil,, mas obviamente será submetida à presidenta [Dilma Rousseff]”, disse. O ministro estima que a MP deve ser reenviada ao Congresso Nacional entre uma e duas semanas.

Sobre a MP 520/2010, que iria criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o MEC enviará o texto final, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputado, no formato de projeto de lei, em regime de urgência. A criação dessa empresa é uma tentativa de regularizar a situação dos hospitais universitários, cujas contas estão sendo questionadas pelos órgãos de fiscalização e controle. Hoje, boa parte dos funcionários dos hospitais é contratada por meio de fundações de apoio ou por outras modalidades de terceirização, consideradas ilegais. Essa função seria assumida pela Ebserh, que será administrada pelo MEC.

Entretanto, desde que a MP foi enviada ao Congresso encontrou resistência entre os sindicatos da categoria, que temem uma “terceirização” dos serviços hoje prestados pelos hospitais universitários. O projeto de lei que será reenviado pelo ministério terá que passar novamente pela Câmara para seguir ao Senado.

“Não faltam iniciativas do governo [para a regularização dos hospitais universitários], mas nós dependemos de qualquer forma do Congresso Nacional”, explicou Haddad.

Piso salarial de R$ 7 mil para médicos está em pauta

Matéria foi aprovada no final de 2009 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora está incluída na pauta de votações do Plenário

O Plenário poderá votar ainda este ano o Projeto de Lei do Senado (PLS) 140/2009, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB-AC), que fixa em R$ 7 mil o valor do piso salarial de médicos e cirurgiões dentistas.

A matéria – que estabelece também um indexador para correção do salário desses profissionais, baseado na variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – foi aprovada no final de 2009 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e agora está incluída na pauta de votações do Plenário.

O projeto também amplia a jornada mínima de trabalho das duas categorias, prevista na Lei 3.999/61, de duas horas para quatro horas diárias e 20 horas semanais.

Na justificação de seu projeto, Gilvam Borges considera o piso salarial como “o mínimo tolerável para o resgate da dignidade profissional dos médicos e cirurgiões-dentistas, que trabalham nos mais diversos setores, mediante uma remuneração, na maioria das vezes, irrisória e aviltante, obrigando-os a assumir vários empregos e prejudicando, em consequência, o atendimento à saúde da população.

O relator da proposição na CAS, senador Mão Santa (PSC-PI), observa que o aumento da jornada mínima trabalho contribui para solucionar o problema das crescentes dificuldades de trânsito e deslocamento dos médicos e cirurgiões-dentistas de um posto de trabalho para outro. Segundo ele, uma jornada mínima de duas horas não atende às características de trabalho das duas profissões, visto que “muitos procedimentos médicos e odontológicos podem exigir um tempo maior do que duas horas, entre os preparativos e o término da intervenção”.

Câmara analisa piso salarial de agente de saúde

Câmara instalou nesta quinta-feira (09) uma comissão especial para analisar a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A comissão vai dar parecer sobre o Projeto de Lei 7495/06, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Diversas propostas serão analisadas em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio. O tema foi debatido nesta última quinta, em audiência da Comissão de Seguridade Social e Família.

A criação de um piso salarial nacional para os agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias está prevista na Emenda Constitucional 63, de 2010. A emenda estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades da categoria. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

Orçamento
De acordo com a assessora jurídica da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Elane Alves de Almeida, o orçamento já possibilita o pagamento de 1,4 salário mínimo aos agentes. Ela disse que a categoria também está aberta ao escalonamento dos valores ao longo dos anos. Para Elane, a discussão não avançará se forem incluídas propostas sobre o piso salarial de médicos e de enfermeiros.

Na avaliação da presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Ruth Brilhante, a categoria deve se focar na criação do piso e deixar a regulamentação do plano de carreira para um segundo momento. Ela também defendeu a regulamentação da Emenda 29, que trata da aplicação de recursos na Saúde.
Impacto financeiro

A coordenadora-geral da Regulação e Negociação do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Lídice Araújo, afirmou, no entanto, que o pagamento do piso salarial provocará um efeito cascata nos salários da administração pública e terá impacto especialmente nas contas das prefeituras.

Segundo ela, a estimativa é que o estabelecimento de um piso de dois salários mínimos para agentes teria um impacto de R$ 1,5 bilhão na folha de pagamentos. Levando em conta todas as categorias, seriam R$ 50 bilhões.

Veja média salarial dos profissionais de administração hospitalar

Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde.

Confira a remuneração do setor de administração hospitalar:

Cargo: Diretor
Média salarial: R$ 17.102

Cargo: Gerente
Média Salarial: R$ 6.558

Cargo: Administrador Hospitalar
Média Salarial: R$ 5.906

Cargo:Coordenador, Supervisor ou Chefe
Média salarial: R$ 3.112

Cargo; Analista Sênior
Média salarial: R$ 2.595

Cargo: Farmacêutico Hospitalar
Média salarial: R$ 2.294

Teuto inaugura fábrica de antibióticos em pó injetáveis

O movimento de expansão e modernização do Laboratório Teuto finalizou uma nova etapa, na última sexta-feira, (09). A indústria farmacêutica inaugurou a maior planta industrial do Brasil para a produção de antibióticos em pó injetáveis. O projeto foi iniciado há oito meses e foi apresentado ontem na sede da empresa em Anápolis (GO).

A nova planta industrial da organização tem 2.360 metros quadrados. Segundo a empresa, esta nova será responsável por um aumento de produção estimado em 230%, saindo de uma dos atuais 1,5 milhões para 5 milhões de unidades de frascos ampolas por mês.

De acordo com a organização, o processo representa um crescimento natural da companhia, que afirma que já cresceu 50% em 2011 e possui a expectativa de alcançar uma média de crescimento acima da nacional até o final deste ano.

Segundo o laboratório, o projeto faz parte da programação de expansão da empresa que inaugurou, em março, uma unidade de produtos para a saúde. Os investimentos em novas áreas e tecnologia também continuam.
No ano de 2011, o Teuto investiu R$ 10 milhões em aumento da capacidade e vai investir mais R$ 10 milhões até o fim de 2011 em outras áreas.

Ainda de acordo com a empresa, houve um investimento de 20 milhões de reais em máquinas, sistema de ar condicionado, tratamento de águas, infraestrutura básica e novos equipamentos apenas nesta nova fábrica. Além disso, para a nova unidade são cerca de 100 vagas de emprego com mão-de-obra especializada, gerando mais postos de trabalho para Goiás.

Nutricionista fala sobre alimentos da safra em junho e julho

A nutricionista Karin Honorato foi a um sacolão em Belo Horizonte para falar sobre os alimentos que estão na safra em junho e julho. Karin ressalta que quando o alimento está na safra a produção é maior, o preço cai e a concentração de nutrientes aumenta, pois o alimento é retirado do solo na época certa. A nutricionista destaca também que, muitas vezes, a adição de produtos químicos é menor no cultivo de alimentos que estão na safra.

Karin explica as características e os benefícios que alimentos como legumes, frutas e verduras – moranga, batata doce, mandioca e inhame; laranjas, mexericas, morango; couve, mostarda e o gengibre -, trazem à saúde.

O primeiro alimento que a nutricionista destaca é a Moranga, também conhecida como abóbora e jerimum. Segundo ela, este legume é muito indicado para quem está de dieta, pois, apesar de ter um sabor levemente adocicado, não libera muito açúcar no organismo. A abóbora também é rica em betacaroteno – um antioxidante muito importante para o organismo, pois é antiviral e antibacteriano, além disso ajuda a proteger a visão. A abóbora possui ainda luteína, outra substância que também protege os olhos e a pele. Além da vitamina A, que é bom para a imunidade. A moranga é rica em fibras, e de acordo com Karin, “isso é ótimo para quem quer controlar o peso”.

Outro legume da safra é a batata doce, que apesar do nome, não libera tanto açúcar na organismo quanto a batata inglesa. Com isso, o acúmulo de gordura localizada é menor. A nutricionista destaca que a batata doce é rica em ferro e cálcio, esses nutrientes são importantes para os ossos e cérebro. Ela indica ainda que esse legume deve ser cozido com casca. Para o melhor aproveitamento dos nutrientes, a casca também deve ser consumida.

A mandioca – aipim ou macaxeira – é rica em amido, ferro e vitaminas do complexo B. De acordo com a nutricionista, ela é ótima para pessoas que estão anêmicas.

Entre as frutas que estão na safra, Karin destaca laranjas e mexericas, frutas cítricas ricas em vitamina C, “excelente para imunidade”. Nesta época, junho e julho, as pessoas têm mais tendências a ter gripes e resfriados. Essas frutas também protegem contra o envelhecimento precoce. Por possuir bastante líquido, a laranja também é uma boa fonte de hidratação.

O morango – rico em vitamina C – também é outra fruta da época. E durante o período da safra, a concentração de produtos químicos é menor nesta fruta. A nutricionista ainda dá uma dica sobre a redução do preço de frutas do verão nesta época, como o abacaxi e a melancia.
Estamos também na época do gengibre. Um anti-inflamatório, excelente para aquecer o organismo – evita as gripes e resfriados –, é também rico em antioxidantes e ajuda a aliviar os mucos. O gengibre pode ser consumido em chás, sucos e como tempero para carnes e legumes, além de salada.

Verduras
Esta é uma boa época para comer verduras refogadas. Karin Honorato destaca como verduras da safra a couve e a mostarda. Segundo a nutricionista, “toda verdura, principalmente as escuras, possui muitas vitaminas e minerais, que são importantíssimos para o bom funcionamento do organismo”.

Acesse o site e assista aos vídeos da matéria:

China tem mais casos de crianças contaminadas por chumbo

O número de crianças intoxicados por chumbo voltou a subir na China, e já são mais de 1.300, com novos casos identificados no sul do país, depois de um escândalo similar no norte, informou a agência oficial Xinhua (Nova China).


As autoridades da cidade de Wugang (província de Hunan, sul) fecharam uma fundição de manganês e prenderam dois diretores da mesma, suspeitos de terem provocado uma grave contaminação ambiental.

Quatro vilarejos diagnosticaram um nível excessivo de chumbo no sangue de 1.354 crianças abaixo de 14 anos, um dado equivalente a 70% do total de habitantes desta faixa etária.

Dezessete crianças foram hospitalizados.

Na semana passada foi registrada outra intoxicação em massa na província de Shaanxi (norte), com o diagnóstico de nível elevado de chumbo em 615 das 731 crianças que moram em quatro vilarejos próximos da fundição Dongling Lead and Zinc Smelting.

Destas, 170 foram internadas.

Centenas de moradores indignados invadiram a fundição na segunda-feira e destruíram vários caminhões. As autoridades ordenaram o fechamento do local.

Hipnose pode ajudar anestesia local em cirurgias de câncer e tireoide

Combinação reduz internação e uso de medicamentos, diz estudo belga.
Técnica diminui percepção da dor, mas paciente deve confiar nos médicos.



Uma combinação de hipnose e anestesia local para determinados tipos de cirurgia pode ajudar na cura de pacientes e reduzir tanto o uso de medicamentos quanto o tempo de internação em hospitais. Essa é o resultado de um estudo belga apresentado no domingo (12) durante o congresso anual da Sociedade Europeia de Anestesiologia, em Amsterdã, na Holanda.

Os cientistas avaliaram o impacto do emprego de anestesia local e hipnose em operações de certos tipos de câncer de mama e tireoidectomia (remoção total ou parcial da glândula tireoide). A técnica também pode evitar a recorrência de tumores e metástases.

A redução da percepção da dor e o conforto do paciente são garantidos, de acordo com a professora Fabienne Roelants, que liderou o trabalho ao lado da dra. Christine Watremez, ambas da Clínica Universitária Saint-Luc, em Bruxelas, que faz um quarto das operações de mama e um terço das de tireoide por esse método.

Para hipnotizar o paciente, um hipnoterapeuta deve conversar com ele durante o procedimento e evitar comandos negativos, com os quais o inconsciente pode não saber lidar. O cirurgião, por sua vez, precisa ser suave, evitar movimentos bruscos e ser capaz de manter a calma em todas as circunstâncias.

No primeiro estudo belga, 18 entre 78 mulheres usaram a hipnose em uma série de procedimentos cirúrgicos de câncer de mama, enquanto as demais receberam anestesia geral. Apesar de as pacientes hipnotizadas terem passado alguns minutos a mais na sala de cirurgia, o uso de drogas nesse grupo diminuiu, assim como o tempo de recuperação e internação.

Na operação de tireoide, os cientistas compararam os resultados de 18 pacientes do grupo de hipnose e anestesia local com os de 36 que receberam anestesia geral. Ambos fizeram tireoidectomia por videolaparoscopia, um procedimento minimamente invasivo. E, mais uma vez, o uso de remédios na recuperação e a permanência hospitalar foram muito reduzidos no primeiro grupo.

A hipnose é um estado alterado de consciência que se baseia na focalização do olhar em determinado ponto, no relaxamento muscular progressivo ou na recuperação de uma memória agradável. O fato de ela funcionar em casos médicos tem sido demonstrado por vários estudos, inclusive por imagens do cérebro com tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética.

O modo exato como esse processo ocorre ainda é discutido. Alguns pesquisadores acreditam que ela impede que as informações cheguem às regiões do córtex cerebral superior, responsáveis pela percepção da dor. Outros defendem que a técnica permite uma melhor resposta à dor, ativando caminhos que a inibam de forma eficaz.

Não há diferenças de sexo ou idade relacionadas com a susceptibilidade à hipnose, dizem os cientistas. Se o paciente estiver motivado, pronto para cooperar, e confiar nos médicos, ela funciona.

Além do uso em cirurgias de câncer de mama e tireoidectomia, as autoras afirmam que a prática poderá ser aplicada no futuro em uma série de outros procedimentos: ginecológicos, oftalmológicos, otorrinolaringológicos, plásticos e contra infertilidade.

Ameaça de 'E. coli' persiste após localização de foco na Alemanha

Fonte de infecção de bactéria estava em broto de feijão no norte do país.
Autoridades de saúde elevaram o alerta para pepinos, alfaces e tomates.

Homem vende vegetais em feira de Belgrado, na Sérvia. Alemanha estendeu alerta de 'E. coli' para pepinos, tomates e alfaces (Foto: Reuters/Ivan Milutinovic (SERBIA HEALTH AGRICULTURE POLITICS FOOD)

Autoridades de saúde alemães advertiram neste sábado (11) que a ameaça da variante letal da bactéria E. coli, que provocou 31 mortes na Alemanha, persiste apesar de a fonte de infecção ter sido localizada em brotos de feijão de uma fazenda da Baixa Saxônia, no norte do país. O estabelecimento foi fechado, mas não sofrerá processos nem punições pelo início do surto.

Apesar de as suspeitas do Instituto Robert Koch sobre a origem do patógeno terem sido confirmadas, permanece o perigo de infecção por contato físico, disse um porta-voz do Ministério de Assuntos Sociais do estado de Hesse, no centro da Alemanha.

As autoridades de saúde e o governo alemão estenderam na última sexta-feira (11) o alerta para pepinos, alfaces e tomates como foco de infecção, após confirmarem a presença da variante letal nos brotos de feijão. Cerca de 500 amostras ainda estão sendo examinadas, incluindo algumas sementes da fazenda que vêm da Europa e da Ásia.

Falhas de higiene na cadeia produtiva alimentar pode levar a novos surtos da perigosa variante O104 da bactéria E. coli, advertiu do ministério, que fez um apelo para que haja prevenção e manutenção das normas de higiene entre a população.

Após semanas de uma crise de saúde que resultou em um prejuízo de vários milhões de dólares à produção agrícola de toda a Europa, verificou-se a presença desse micro-organismo agressivo em um pacote de brotos de feijão encontrado no lixo de uma família que vive na região de Bonn, oeste da Alemanha. Dois membros dessa família contraíram a infecção.

Os vegetais vinham de uma fazenda orgânica da Baixa Saxônia, citada segundo o Instituto Robert Koch como "a fonte mais provável" do surto, que já atingiu 2.800 habitantes do país. Desses, 722 desenvolveram a chamada síndrome hemolítica urêmica (HUS, na sigla em inglês), doença marcada por fortes diarreias com sangue e lesões graves nos rins.

O problema ocorre por uma diminuição no número de plaquetas – estruturas responsáveis pela coagulação do sangue – e pela destruição das células vermelhas (hemácias) no organismo.

TCU aponta que 6,5 milhões de vacinas contra a gripe suína perderam a validade

É isso mesmo, o Brasil está em boa fase, faz parte dos BRIC's, economia estável, podemos nos dar esse luxo, afinal R$ 78 milhões não são nada!

Leia:

Brasília – Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 6,5 milhões de doses da vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – perderam a validade. O prejuízo é estimado em R$ 78 milhões.

De acordo com o texto, o governo brasileiro havia encomendado as doses no ano passado, para combater a pandemia da doença, mas uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reduziu a validade dos lotes de um ano para seis meses, a partir da data de fabricação.

O TCU deve notificar o ministério sobre a conclusão do relatório de acompanhamento e a pasta terá 30 dias para negociar com os fabricantes da vacina a troca por novas doses ou por outros produtos.

Brasil anuncia doação de US$ 20 milhões à Aliança Global para Vacinas e Imunização

Brasília – O Brasil anunciou no dia 13 em Londres, a doação de US$ 20 milhões para a Aliança Global para Vacinas e Imunização (cuja sigla em inglês é Gavi ) – iniciativa internacional lançada em 2000 para garantir a democratização do acesso à vacinação e imunização em nível mundial.

A aliança já conseguiu prevenir mais de 5 milhões de mortes nos últimos dez anos. Inserida no contexto da ação global de combate à fome e pobreza, a doação brasileira, autorizada pela Lei nº 12.413, será feita por meio de parcelas iguais e subsequentes ao longo de 20 anos.

O objetivo é acelerar o acesso às vacinas, a fim de contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com a redução em dois terços, até 2015, do número de mortes de crianças menores de cinco anos.