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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sais minerais – Zinco

Fontes de zinco - Os moluscos, a carne, os legumes e os frutos secos.



Ação do zinco - Entra na constituição de numerosas enzimas

O zinco entra na constituição de numerosas enzimas que catalisam importantes reações no nosso organismo. Está localizado principalmente no ossos, na pele, na próstata e nos tecidos do olho. Está presente igualmente no leite, e a sua concentração nos músculos varia em função da atividade destes. A sua absorção, que se desenrola sobretudo no intestino delgado, parece ser facilitada pelas proteínas enquanto é inibida por certas substâncias presentes nos legumes. Esta inibição poderia estar na origem de carências observadas em certos países do Médio-Oriente, nas populações que consomem principalmente cereais integrais.

Uma insuficiência em zinco está na origem de:

Um crescimento deficiente;
Uma cicatrização defeituosa de ferimentos;
Uma pele áspera;
Uma sensibilidade às infecções.

No Ocidente, onde a alimentação suficientemente variada e equilibrada assegura uma boa contribuição em zinco, associa-se geralmente a sua deficiência a uma má assimilação ou uma eliminação urinária excessiva.

Os alimentos mais ricos em zinco são: a carne (de porco em particular), os moluscos, os legumes e os frutos secos. Os cereais, naturalmente bastante ricos em zinco, perdem-no em grande parte durante a moagem e a refinação. Assim, a farinha e os seus derivados só possuem quantidades limitadas.

Remédios antigos - Xarope Bromil


Anúncio de 1937

O comercial ilustra bem a forma como era vendido remédio para a tosse pelo rádio na década de 40. Reparem no ótimo slogan desse produto, que era: “Bromil, o amigo do peito”.

Ouça o jingle: http://p.audio.uol.com.br/jovempan2/www/mp3/2009/11/26/DECIO261109.mp3

Medicamentos: 90% dos príncipios ativos vêm da Índia e China

Em 1928, o inglês Alexander Fleming (1881-1955) descobriu acidentalmente em uma placa de cultura esquecida em seu laboratório um fungo, o Penicillium notatum, que exterminava bactérias patogênicas como o Staphylococcus aureus.


Passados exatos 83 anos da descoberta do composto, considerado um dos mais importantes utilizados até hoje no tratamento de doenças e que iniciou a chamada “era dos antibióticos”, as indústrias farmacêuticas atravessam uma crise de criatividade no desenvolvimento de moléculas bioativas inovadoras, que possam ser utilizadas como fármacos eficazes para o tratamento de novas e antigas doenças.

A análise foi feita por Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na palestra que proferiu no encontro do Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011 sobre “Química medicinal: desafios e perspectivas”, realizado em 8 de junho, no auditório da FAPESP.

Segundo ele, em 2010 as indústrias farmacêuticas lançaram 15 moléculas bioativas contra 39 introduzidas no mercado em 1997. “Em função dessa crise de criatividade, as empresas farmacêuticas, que faturaram US$ 850 bilhões em 2010 em todo o mundo e investiram 10% desse valor em pesquisa, desenvolvimento e inovação, voltam seus olhares para as moléculas desenvolvidas nas universidades, que podem ser mais capazes de inovar em química medicinal do que os bem equipados laboratórios industriais”, disse.

Para Barreiro, as moléculas bioativas mais inovadoras surgidas nas últimas décadas foram desenvolvidas nos laboratórios das indústrias farmacêuticas mas com base no conhecimento produzido em universidades e centros de pesquisa.

O exemplo mais emblemático, de acordo com o cientista, é do cloridato de propanolol. O primeiro betabloqueador seguro para uso humano, que revolucionou o tratamento da hipertensão, foi desenvolvido pelo escocês James Black no fim nos anos 1950 com base na aplicação de conhecimentos formulados pelos alemães Hermann Emil Fischer e Paul Ehrlich.
Fischer e Ehrlich foram pioneiros na formulação da ideia de que cada molécula tinha um biorreceptor – um alvo específico para uma doença. Com base nisso, Black desenvolveu um molécula quimicamente simples, mas eficiente no tratamento de doenças coronárias e seus sintomas

“A descoberta dessa molécula por Black estimulou outros cientistas a ampliar a família de betabloqueadores. E, hoje, praticamente todas as empresas farmacêuticas presentes no mercado mundial têm um betabloqueador em seu portfólio de medicamentos”, disse Barreiro.

Além do propanolol, o professor da UFRJ citou como exemplos de inovação terapêuticas a cimetidina, também descoberta por Black em 1960 e que permitiu o controle da úlcera péptica; a sinvastatina, lançada em 1979 e voltada para redução dos níveis de colesterol; e o captropil, utilizado para o tratamento de hipertensão arterial, que foi desenvolvido com base em pesquisas brasileiras sobre peptídeos presentes no veneno da jararaca.

Compostos sintéticos

Coordenada por Heloisa Beraldo, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ciclo de conferências sobre química medicinal contou também com a participação de Silvia Regina Roggato, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu, e Luiz Carlos Dias, professor do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

“Dos 1.184 novas compostos químicos que entraram em fase de testes clínicos e se tornaram medicamentos nos últimos anos, 52% foram provenientes de produtos naturais”, destacou Dias. “Um deles é a atorvastatina, princípio ativo do medicamento mais vendido no mundo e o mais potente para a redução dos níveis de colesterol plasmático: o Lipitor.”

Lançado em 1985, o composto foi desenvolvido a partir de um produto natural, o fungo compactina. Por meio de modificações estruturais na molécula do produto natural utilizando ferramentas e subsídios da química medicinal, o pesquisador Bruce Roth, da indústria farmacêutica Pfizer, conseguiu criar uma estrutura da molécula com efeito terapêutico bem mais eficiente.

A patente da molécula, que é considerada o ácido carboxílico mais valioso do planeta, faturando US$ 13 bilhões em vendas, expira este ano no mercado norte-americano.
De olho nessa oportunidade, Dias e outros pesquisadores de seu grupo de pesquisa em síntese de produtos naturais bioativos no IQ, da Unicamp, conseguiram sintetizar no ano passado a molécula, por uma rota inédita, em uma escala de cerca de 1 grama.

“Conseguimos sintetizar essa molécula, que tem uma estrutura relativamente complexa, por uma nova rota que envolveu inovações incrementais e é diferente das que até então vinham sendo empregadas e descritas na literatura”, afirmou.

O desenvolvimento foi realizado no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-Inofar), sediado no Rio de Janeiro e coordenado por Barreiro, e do qual Dias e Beraldo são membros do comitê gestor.

De acordo com estimativas do setor farmacêutico, mais de 90% dos princípios ativos utilizados hoje no Brasil para a produção de medicamentos genéricos são provenientes de países como a Índia e China.

“A indústria farmoquímica brasileira usa esses insumos, muitas vezes impuros, fazem purificações, pequenas modificações estruturais, encapsulam e colocam no mercado. É assim que são produzidos os medicamentos genéricos no país hoje. E nós temos competência para sintetizar o princípio ativo não só de uma molécula como a atorvastatina, mas de outras moléculas mais simples e com impactos no Sistema Único de Saúde e no programa Farmácia Popular. E isso precisa ser incentivado”, destacou Dias.

O ciclo, promovido pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) em parceria com a revista Pesquisa FAPESP, integra as comemorações oficiais do Ano Internacional da Química, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês).

O ciclo é coordenado por Vanderlan da Silva Bolzani, professora do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do comitê nacional de atividades do AIQ-2011 da SBQ, e por Mariluce Moura, diretora de redação de Pesquisa FAPESP.

O próximo evento, com o tema “Biodiversidade & Química”, será realizado no dia 19 de julho, a partir das 13h30, no auditório da FAPESP.

AM: Governo anuncia inauguração de dois hospitais

O governador do Amazonas, Omar Aziz, anunciou que vai inaugurar nos próximos meses mais dois hospitais no interior do Estado, um em Pauini e outro em Silves. O anúncio foi feito, neste domingo (12), durante inauguração do Hospital Regional Vó Mundoca, em Borba (a 150 quilômetros de Manaus). A unidade funcionará com 40 leitos para internação nas áreas de clínica médica, cirurgia geral, pediatria, ginecologia, obstetrícia e neonatologia. Para construir e equipar a unidade, foram investidos cerca de R$ 9,2 milhões. As informações são do site D24am

De acordo com a publicação, o novo hospital de Borba, que passa a ser referência para atendimento da população das áreas urbana e rural da cidade e dos municípios de Novo Aripuanã e Manicoré, terá o reforço de 80 novos servidores, entre médicos, enfermeiros e técnicos. Atualmente, há 220 servidores trabalhando na unidade.

E ressalta que o importante é o atendimento humanizado das pessoas, é ter equipe e pessoal capacitado. E é isso que é almejado para as unidades de saúde do interior, para que possam ter resolutividade.

Além disso, o município de Borba terá a construção de um Centro de Educação de Tempo Integral, a implantação do projeto Jovem Cidadão e mais investimentos para o serviço de recuperação de ruas, que já está em andamento.

De acordo com a secretaria de saúde o novo hospital possibilita a realização de várias cirurgias ao mesmo tempo, além de ser referência no atendimento de urgência e emergência de média complexidade, nos serviços para o público materno-infantil e em exames de diagnóstico.

Construído em uma área de 3 mil metros quadrados, a nova estrutura substitui o antigo hospital da cidade, que, funcionava há cerca de 40 anos em uma estrutura importada da Inglaterra, modelo à época utilizado para hospitais de campanha.

Para a secretaria, o novo hospital atende às diretrizes de Humanização adotadas pelo Governo do Amazonas nas unidades hospitalares da capital e do interior do Estado. Conta com jardim de inverno, TVs em todas as enfermarias e recepções, cores diversificadas por ambiente, painéis e brinquedoteca.

Com quatro blocos, o hospital oferece ambientes distintos para o funcionamento da área de Urgência e Emergência, Administração, Cirurgia e Obstetrícia e Internação. Dos 40 leitos disponíveis – dez a mais do que o antigo hospital – dez serão para clínica médica, dez para clínica cirúrgica, oito para pediatria, dois de isolamento e dez de alojamento conjunto para mães e recém-nascidos. Além disso, serão oferecidos seis leitos de observação para adultos e crianças, dois para crianças prematuras (UCNI) e um de observação pré-natal.

Na área de atendimento materno-infantil, o novo hospital tem duas salas de cirurgia para o parto cesáreo e uma sala para o parto normal e conta com sala de recuperação anestésica e pré-parto.

Para exames de diagnóstico, a unidade foi equipada para oferecer ultrassonografia, eletrocardiograma, laboratório e raio X.

Também tem na sua estrutura uma unidade transfusional, sala para o teste do pezinho, sala de gesso ortopédico, ambiente para inalação, lavanderia, esterilização e consultórios médicos, de enfermagem e de psicologia.

Hospital Aberlardo Santos inaugura anexo de urgência e emergência

O Hospital Regional Abelardo Santos inaugurou, neste sábado, (11), o novo anexo de urgência e emergência que abrigará o Complexo de Fluxo com Acolhimento Humanizado.

O serviço faz parte da Política de Humanização do Atendimento, desenvolvida pelo Ministério da Saúde, que visa garantir a continuidade de tratamento por meio da rede de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é facilitar o atendimento e garantir um redirecionamento adequado de acordo com o grau de complexidade de cada paciente.

Segundo o hospital, com o novo setor de urgência e emergência o paciente irá passar por uma triagem e, de acordo com o estado de risco, ele será direcionado ao setor que dará tratamento especializado que o caso requer. Estiveram presentes no evento a secretária adjunta de Saúde, Rosemary Góes, e a diretora do Departamento de Atenção Especializada e Reabilitação, Tonya Penna.

De acordo com a publicação, este é um momento importante, pois a inauguração do complexo de redirecionamento reforça o compromisso do hospital em dar atendimento mais humanizado e eficiente à população do distrito de Icoaraci.

Brasil sediará conferência internacional sobre tecnologias em saúde

O Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar a Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde (HTAi 2011), uma sociedade internacional sem fins lucrativos, que busca apoiar o desenvolvimento, a comunicação, o entendimento e o uso da avaliação de tecnologias em saúde ao redor do mundo para a introdução de inovações e a melhoria da atenção à saúde às populações.

O encontro, que chega à sua oitava edição (8th Health Technology Assessment International Meeting), será realizado entre os dias 25 e 29, no Rio de Janeiro. Este ano, o tema central da conferência será o papel da Avaliação de tecnologias em saúde (ATS) para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

A conferência será organizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Sctie) do Ministério da Saúde, com o apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Centro Cochrane do Brasil, da Organização Pan Americana de Saúde (Opas) e da Fiocruz.

O HTAi é considerado por especialistas a principal conferência internacional para a discussão de bases conceituais, métodos e aplicações da ATS. Nesta edição 2011, os debatedores vão discutir o desenvolvimento, o uso e a disseminação da ATS no mundo como forma de promover o acesso a inovações seguras e efetivas em saúde. “Este é um marco político para o novo contexto do Brasil no cenário mundial da saúde, onde a questão tecnológica é discutida à luz da construção de um sistema de saúde universal e de um padrão de desenvolvimento que alia inovação, equidade e inclusão social”, avalia o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

O encontro reunirá especialistas em ATS e representantes de diferentes governos, universidades, centros de pesquisa, indústria e centros de saúde de diferentes países. “Esta será uma excelente oportunidade para darmos visibilidade às ações do Ministério da Saúde na área de pesquisa e avaliação de tecnologias e também no Complexo Industrial da Saúde do Brasil, objetivos estratégicos estabelecidos na atual gestão do ministério”, afirma a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, Ana Luiza D’ Avila.

Programação

A programação da oitava edição da Conferência Internacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde prevê debates em plenárias, painéis coordenados por especialistas de agências internacionais, workshops e mini cursos, apresentações orais com resultados de pesquisa e experiências exitosas de vários países na atenção à saúde. Foram submetidos à discussão 823 resumos científicos com destaque para America Latina (477) e Europa (186). A HTAi 2011 contará com quatro estandes para divulgação de ações do Ministério da Saúde em ATS e um estande para os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) do Ministério da Ciência e Tecnologia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Fiocruz também terão destaque na conferência.

Nos estandes do Ministério da Saúde serão apresentados trabalhos, pesquisas e ações desenvolvidas pelo órgão. Também haverá o lançamento de uma publicação com 100 resumos de estudos em ATS fomentados pelo Decit no período de 2005 a 2010, além da apresentação de pesquisas realizadas pelas instituições que compõem a Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats). Até o momento, já estão inscritas cerca de 900 pessoas de 47 países. Mais informações podem ser obtidas no site da HTAi 2011.

No Brasil, 1.200 pessoas aguardam doação de medula óssea

Com 2,2 milhões de inscritos para doar, país ocupa 3º lugar mundial.
Especialistas discutem como aumentar e tornar registro mais eficiente.

O número de doadores de medula óssea cadastrados no Brasil cresce a cada ano. Mas a diversidade étnica do país, com a mistura de descendentes de tantos povos, acaba tornando mais complicado encontrar doadores compatíveis. Atualmente, 1.200 pessoas esperam por uma doação.

Com 2,2 milhões de inscritos no registro de doadores de medula óssea, o Brasil ocupa o terceiro lugar mundial, atrás dos os Estados Unidos, com nove milhões de doadores, e da Alemanha, com 5 milhões.

Em um congresso no Rio de Janeiro, especialistas discutiam como aumentar e tornar mais eficiente o registro de doadores brasileiros.

“Essa mistura que ocorreu no Brasil pelas correntes de imigração dificultam muito se encontrar um doador no exterior (...) Precisamos ter muito doadores, mas precisamos ter doadores vindo de todas as regiões do país, para que a gente possa ter a representatividade da própria população brasileira", explicou o coordenador do Centro de Transplante de medula óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Luiz Bouzas.

Por outro lado, essa mesma diversidade genética torna os brasileiros importantes para o cadastro mundial. O país é tão diversos que se pode encontrar doadores compatíveis para brasileiros, alemães, japoneses ou africanos.

Cadastro precisa ser sempre atualizado
Isa Oliveira ficou emocionada ao se encontrar com o homem que salvou a vida do filho Gustavo, de 12 anos. Jailson é um dos brasileiros cadastrados como doadores de medula óssea. Ele se cadastrou em 2002. Quatro anos depois, foi convocado para fazer a doação, sem saber quem iria receber a medula.

“Depois que eu conheci, rapaz bonito, saudável, sensação maravilhosa. Não dá nem para explicar”, disse Jailson Alves da Silva.

O representante de cadastro de doadores dos Estados Unidos diz que naquele país, para aumentar o registro, além de campanhas, fundações privadas e organizações não governamentais também atuam no recrutamento de doadores.

“Hoje quando se faz uma busca nos Estados Unidos ele automaticamente faz busca em todos países do mundo. Mesmo assim, muitos pacientes não encontram doador, por isso a necessidade de registrar mais doadores para esses pacientes”, afirmou o representante do cadastro de doadores dos Estados Unidos, Airam da Silva.

O desafio para todos os países, não só para o Brasil, é manter esse cadastro sempre atualizado e os potenciais doadores realmente comprometidos com a doação. Como o Jailson, que quando foi chamado não hesitou em salvar uma vida e hoje se tornou parte da família de Gustavo.

“Apareceu esse abençoado se dispôs a doar sem saber para quem, se criança ou adulto, e graças a Deus deu tudo certo”, disse Isa Oliveira.

assista ao vídeo:

Saiba as orientações para doar sangue no Brasil

Coleta pode ser feita por pessoas entre 18 e 65 anos, com boa saúde.
Exames anteriores verificam doenças venéreas e características do doador.

O ato de doar sangue, celebrado nesta terça-feira (14) pelo Dia Mundial da Doação de Sangue, é simples, não afeta a saúde e é destacado pelo Ministério da Saúde como fundamental para pacientes que precisem passar por transfusão. Abaixo, o G1 lista algumas orientações para os interessados.

Para doar sangue, a pessoa precisa ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e estar com boa saúde. Para mulheres, não é possível doar durante a gravidez e até três meses depois do último parto ou aborto.

Pessoas formam 'gota' de sangue na Suíça, para celebrar o Dia Mundial. (Foto: Salvatore Di Nolfi / AP Photo)

O doador não pode ter qualquer tipo de hepatite ou sífilis, não pode ser epilético e não pode ter contraído malária ou estado em região com a doença nos últimos seis meses. Caso tenha tomado vacina contra rubéola, o interessado não poderá doar sangue durante duas semanas. O período é de um mês para pessoas que tenham recebido as vacinas contra o sarampo ou a BGC (contra a tuberculose).

Para fazer a coleta, o doador não pode ter tomado bebida alcoólica nas 24 horas anteriores e precisa ter dormido pelo menos seis horas. Usuários de drogas também não doar sangue, segundo o Ministério da Saúde.

Doenças sexualmente transmissíveis como Aids, hepatite, sífilis são detectadas em exames antes da doação. Doença de Chagas e informações sobre o tipo de sangue como fator Rh, grupo sanguíneo e formas raras de hemoglobina (anemias) também são descobertas por triagem.

Minutos antes da doação, um profissional de saúde mede a pressão arterial do doador e avalia se a pessoa está apta a coletar sangue. O procedimento dura até 10 minutos e é feito com agulhas descartáveis – que eliminam a chance de contrair vírus como o da Aids ou de doenças infecciosas. São retirados, no máximo, 450 ml de sangue. O corpo inteiro possui 5 litros.

O Ministério da Saúde disponibiliza uma lista de hemocentros no Brasil (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/lista_hemocentros_brasil_regional_2008.pdf). Outras informações sobre doação de sangue podem ser conferidas aqui. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=27519&janela=1

Autoridades colombianas negam que paciente esteja infectado por bactéria assassina

Surto já matou 34 pessoas na Alemanha e uma na Suécia

As autoridades sanitárias da cidade colombiana de Montería negaram que um paciente esteja infectado por uma variedade fatal da bactéria E. coli, que causou 35 mortes na Europa.

O médico Alexis Gaynes, epidemiologista da Secretaria de Saúde da cidade, falou sobre o caso.

- Não cumpre com os critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde). O paciente não viajou, não saiu da Colômbia e não se estabelece um contato confirmado.

Já o Ministério da Proteção Social da Colômbia informou que depois da verificação e da avaliação feitas pelo Centro Nacional de Pesquisa da Entidade e o Instituto Nacional de Saúde com relação a um caso de E. coli em Córdoba, esse não é compatível com os apresentados na Europa.

Segundo um comunicado da Casa de Nariño, sede do Executivo, os exames revelaram que o caso apresentado no país não cumpre com a definição da OMS para a "infecção por E. coli e síndrome hemolítico-urêmica: anemia hemolítica, diminuição de plaquetas no sangue e falha renal aguda".

A nota acrescenta que o doente está recebendo o atendimento adequado e que estão sendo realizados novos exames para determinar a causa da doença.

O paciente, identificado como José Luis Rodríguez Hernández, que trabalha na Secretaria de Saúde de Montería, está há vários dias internado em uma clínica na cidade. Sua mulher, Ana Cecilia Moreno Corrales, revelou à imprensa local que seu estado de saúde é grave, pois "tem dores abdominais intensas, diarreia e perdeu 20 kg" em poucos dias. O paciente, segundo Gaynes, "possivelmente tem uma doença intestinal em nível de cólon, o que gerou diarreia prolongada".

Até o momento, o surto da variante desconhecida da E. coli na Europa matou 34 pessoas na Alemanha e uma na Suécia.

Na última quinta-feira (9) o governo colombiano ordenou a inspeção rigorosa de viajantes e mercadorias, especialmente alimentos, procedentes da Europa, para impedir a entrada da bactéria no país.

Uma circular do Ministério da Proteção Social da Colômbia precisou que as medidas adotadas são recomendadas pela OMS por causa do surto da bactéria na Alemanha. A nota pede às autoridades que intensifiquem as ações de inspeção, vigilância e controle em portos marítimos e aeroportos, viajantes e mercadorias, especialmente em alimentos provenientes das regiões afetadas.

Fogos de artifício em festa junina podem provocar

Material deve ficar a pelo menos 60 cm da mão e longe do rosto

Com as festas juninas, aumenta o perigo de acidentes com fogos de artifício. A brincadeira perigosa causa queimaduras, amputações, lesões na visão e audição e até a morte.

A Secretaria de Saúde de São Paulo recomenda que a população observe a origem dos fogos de artifício e não use materiais de fabricação caseira. Na hora de soltar o rojão, o ideal é que o material fique a ao menos 60 cm da mão e afastado do rosto. É necessário evitar a proximidade com fios elétricos e nunca apontar para locais em que pessoas estejam circulando.

assista ao vídeo:

Alckmin defende lei que proíbe jaleco fora do hospital

Foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado de São Paulo a lei que proíbe o uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho. O objetivo é impedir que o vestuário seja fonte e veículo de transmissão de micro-organismos. Hoje, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSBD), rebateu críticas feitas à legislação. "Houve uma crítica dizendo que o importante é lavar as mãos. Isso é verdade. Mas além de lavar as mãos, toda a lógica do avental é preservar a saúde do paciente", argumentou.

Médico com pós-graduação em anestesiologia, Alckmin afirmou que o jaleco protege o paciente, o profissional de saúde e a população em geral. "Preserva o paciente, já que o profissional de saúde que vem da rua traz micróbios e bactérias; preserva também o próprio profissional de saúde, que tem contato com o paciente; e preserva o conjunto da população. Não tem sentido alguém com jaleco, que está lá no laboratório, fazendo uma pequena cirurgia, lancetando uma ferida purulenta, e depois vai para um restaurante almoçar (com o jaleco)", comentou.

Em caso de descumprimento, a lei estipula multa de dez Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), ou seja, R$ 174,50 atualmente. Mas as formas de fiscalização e aplicação da multa ainda não estão definidas. Segundo a Secretaria de Saúde, também não foi estabelecido um prazo para que isso ocorra. Hoje, Alckmin disse que o governo do Estado vai procurar regulamentar a lei ouvindo as entidades de profissionais de saúde.

Segurança. Alckmin afirmou que na semana que vem deve ser anunciada a abertura de um concurso para agente de escolta, cargo que o governo do Estado pretende criar para substituir policiais militares que atualmente trabalham na escolta de presos. Segundo o governador, a Secretaria de Administração Penitenciária está levantado o número exato de agentes necessários. "Vamos fechar esse número na semana que vem."

O governador lembrou que já adotou medida semelhante antes, quando criou os cargos de agente de vigilância penitenciária. "Tínhamos 4 mil policiais militares fazendo guarda de muralha. Hoje não tem mais nenhum. Alguns diziam que não ia dar certo, que era melhor deixar a PM. Mas pelo contrário, reduziu as fugas", comentou. "Agora temos muitos policiais fazendo escolta. Nós queremos de novo esses policiais militares na rua, protegendo a população."

Escritor que fez documentário sobre suicídio assistido defende legalização

O escritor britânico Terry Pratchett, que produziu o documentário Choosing to Die ("Escolhendo morrer", em tradução livre) sobre suicídio assistido, defendeu a legalização da prática e a realização de um debate sobre o tema na Grã-Bretanha.

O escritor Terry Pratchett diz que gostaria de poder escolher o momento de sua morte

O documentário, transmitido nesta segunda-feira em um canal doméstico da BBC britânica, vem causando grande polêmica no país por mostrar o momento da morte do milionário britânico Peter Smedley, que se internou em uma clínica suíça especializada em suicídio assistido, a Dignitas.

Pratchett, conhecido pela série de livros de fantasia Discworld, foi diagnosticado com o mal de Alzheimer em 2008 e é ativista pela legalização suicídio assistido na Grã-Bretanha.

Durante as filmagens do documentário, o escritor, de 62 anos, disse que "acredita firmemente no suicídio assistido" e que gostaria de saber se poderá pôr fim a sua própria vida antes de ser dominado pela doença degenerativa.

"Eu gostaria de ver na Grã-Bretanha uma análise dos métodos de suicídio assistido para que possamos considerar o que é melhor e mais apropriado para os britânicos", disse Pratchett.

A organização Care Not Killing, que realiza campanhas contra a prática no país, acusou a BBC de agir como "líder da torcida pela legalização do suicídio assistido" por transmitir o documentário.

'Raiva'

Smedley, de 71 anos, optou pelo suicídio assistido algum tempo depois de ter sido diagnosticado com um tipo de Doença do Neurônio Motor, que provoca paralisia muscular.

Sua esposa o acompanhou durante o procedimento, que também foi filmado por uma equipe da BBC na clínica suíça com o consentimento do casal.

Em entrevista à revista britânica Radio Times, Pratchett disse que se emocionou durante os últimos momentos de Smedley e afirmou que não gostaria de morrer na clínica suíça.

"O que mais me dá raiva é que tenho certeza de que se Peter não tivesse que ir para a Dignitas, ele provavelmente ainda estaria vivo. Se houvesse algum lugar na Inglaterra para onde ele pudesse ir, quando (a doença) se tornasse demais para ele."

Um dos argumentos para a legalização do suicídio assistido é o fato de que boa parte dos pacientes que sofrem de doenças terminais precisam viajar para realizar a prática quando ainda estão física e mentalmente capazes.

Cogitando o suicídio

O escritor é um dos patrocinadores da organização Dignity in Dying, que faz campanhas pela mudança na lei sobre o procedimento para adultos portadores de doenças terminais, mas mentalmente capazes.

Já a Care Not Killing propõe a promoção de "mais e melhores" cuidados paliativos, em vez da legalização do suicídio assistido.

Clínicas na Suíça, onde a prática é legal há décadas, recebe centenas de pessoas de outros países europeus, principalmente da Alemanha e da Grã-Bretanha, onde a prática não é permitida.

"Eu acredito que todos os que possuem uma doença debilitante e incurável deveriam ter a permissão de escolher o momento de sua morte. E eu gostaria de saber sobre a Dignitas, caso queira ir para lá", disse Pratchett.

Segundo o jornal britânico The Telegraph, o escritor já teria recebido os formulários para realizar o procedimento na clínica, mas ainda não teria decidido se iria para lá.

ANS finaliza projeto para desconto em planos

Ainda dá tempo de participar e contribuir com a consulta pública que debate bônus e descontos de até 30% nas mensalidades do planos de saúde aos beneficiários que participarem de programas de prevenção de doenças e de incentivo ao envelhecimento saudável. A Agência Nacional da Saúde (ANS) decidiu prorrogar por uma semana o recebimento de sugestões. O tema é recordista de adendos e propostas entre todas as consultas já realizadas pela agência. Já são mais de 13 mil sugestões.

A consulta pública, aberta desde 16 de maio, estava prevista para terminar hoje, mas foi estendida até a próxima terça-feira por conta da grande demanda de participação da sociedade. As contribuições podem ser feitas por meio do portal eletrônico da ANS na internet. http://www.ans.gov.br.

“Essa semana adicional só vem a acrescentar, dando mais tempo para as pessoas participarem”, diz Martha Oliveira, gerente geral de regulação assistencial da ANS.

Durante as primeiras sete horas, a consulta recebeu cerca de 3 mil contribuições, quase 1.000% superior à média das consultas públicas anteriores durante o mesmo período. A participação foi tão grande que, em alguns momentos, o acesso ao site da ANS foi prejudicado.

A proposta de resolução normativa prevê dois tipos de programas diferentes principais: os de envelhecimento ativo e os de prevenção de doenças. “A diferença básica é como vai se dar o benefício. O de envelhecimento ativo tem foco na continuidade permanente e dará descontos de até 30% na mensalidade. Podem ser oferecidos para uma faixa etária específica, mas todos terão o direito de participar. Não podem ser focados num público específico demais, como obesos e diabéticos”, explica Martha.

Além disso, o desconto na mensalidade do plano tem de ser linear para aquele produto oferecido — sem diferenças entre faixas etárias — e a operadora não pode, por exemplo, atrelar o benefício a resultados de saúde, como redução do colesterol, ou à utilização da rede de assistência.

Já os beneficiários que participarem de programas voltados para a promoção da saúde e prevenção dos riscos e doenças não receberão descontos, mas bônus — como gratuidade no plano dentário ou no resgate aéreo, por exemplo.

“A operadora vai montar esse programa com foco em um público específico, como gestantes, mulheres, hipertensos ou diabéticos. Pode ser pontual e ter duração definida e o prêmio não vem em forma de desconto”, completa Martha.

A resolução da ANS sobre o tema entrará em vigor imediatamente na data da publicação e a previsão do mercado é que saia num prazo de até quatro meses após o encerramento da consulta.

A proposta não obriga as operadoras a oferecer desconto ou premiação, e a adesão dos clientes também é facultativa — tem de estar prevista em aditivo no contrato, com prazo mínimo de vigência de um ano e regras claras.

Atualmente, já existem programas de promoção da saúde — as operadoras contratam inclusive empresas focadas na promoção da saúde e no gerenciamento de doentes crônicos. Mas não há desconto para quem participa. A agência estimula as operadoras a criá-los desde 2005 e monitora a qualidade desses programas.

“Mas o desconto ainda não é adotado porque é preciso uma regulamentação detalhada para que não prejudique os direitos atuais dos clientes”, diz Martha.

Ministério da Saúde confirma 15 casos de sarampo no País

Governo informa que os casos registrados se devem à importação do genótipo D4 da Europa

São Paulo, 13 - Já foram confirmados 15 casos de sarampo em todo o País, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 13. Essas ocorrências se devem a importação do genótipo D4, circulante na Europa. Foram três casos em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, cinco no Rio Grande do Sul, um na Bahia, outro no Mato Grosso do Sul e mais um no Distrito Federal.

Quem for viajar para a Europa e Américas e ainda não tiver tomado a vacina tríplice viral, e tem até 39 anos, deve fazê-lo até 15 dias antes da viagem. Veja a recomendação do Ministério pelo site.



http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ministerio-da-saude-confirma-15-casos-de-sarampo-no-pais,731816,0.htm

Infectados por ''E. coli'' precisarão de diálise ou rim novo

Segundo especialista alemão, cerca de cem pessoas que pegaram a bactéria tiveram seus [br]rins comprometidos


BERLIM - Karl Lauterbach, um renomado especialista em saúde ligado ao Partido Social-Democrata alemão - de oposição ao governo de Angela Merkel -, afirmou que cerca de cem pessoas infectadas no país por uma cepa agressiva da bactéria E. coli precisarão de transplante de rim ou terão de ser submetidos a hemodiálise pelo resto da vida.

Na sexta-feira, cientistas do governo terminaram com semanas de incerteza quanto à origem do surto - que matou pelo menos 36 pessoas - ao anunciar que a bactéria foi encontrada em brotos de feijão cultivados em uma fazenda em Bienenbüttel, no Estado da Baixa Saxônia.

O anúncio diminuiu o medo entre a população, que deixou de comprar produtos rurais suspeitos de transmitirem o micro-organismo, e os fazendeiros, que sofreram grandes prejuízos econômicos. O governo chegou a orientar os alemães a não comer pepinos, tomates e alfaces - recomendação que já foi retirada.

A crise gerou uma disputa dentro da União Europeia entre os países prejudicados pela crise - em especial a Espanha, cuja produção de pepinos no sul do país foi inicialmente acusada pelos alemães de ser a fonte da bactéria. A UE ofereceu, a princípio, 150 milhões (R$ 345 milhões), mas, após críticas, aumentou esse valor na semana passada para 210 milhões (R$ 482 milhões).

A notícia, porém, não é um grande alívio às mais de 3 mil pessoas que foram infectadas, especialmente a cerca de 25% desses pacientes, que desenvolveram uma complicação severa, chamada síndrome hemolítico-urêmica (SHU), que afeta o sangue, os rins e o sistema nervoso.

Além de calcular em cem o número de pessoas que tiveram seus rins comprometidos de forma definitiva, Lauterbach, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag publicada anteontem, disse que essa cepa mais perigosa da bactéria não apenas deve provocar novos surtos de infecções na Alemanha como deve se tornar mais comum em todo o mundo.

O especialista também afirmou que o comitê de assuntos relacionados à saúde no Parlamento alemão deveria abrir um inquérito para investigar a forma como a crise foi administrada pelo governo, criticado internacionalmente por ter demorado para responder ao surto.

No futuro, reforçou, clínicas deveriam ser obrigadas a reportar todos os casos de infecção por esse tipo de E. coli, por e-mail, ao Instituto Robert Koch, a agência de controle e prevenção de doenças, em vez de apenas às autoridades locais - processo que leva uma semana.

O ministro da Saúde, Daniel Bahr, prometeu revisar o sistema de gerenciamento de doenças, após críticas de que há excesso de burocracia e fragmentação entre agências regionais e nacionais.

Colômbia. A suspeita de que uma pessoa hospitalizada há quase um mês no noroeste da Colômbia teria sido infectada pela cepa perigosa da E. coli foi afastada ontem pelas autoridades de saúde do país.

Segundo Juan Gonzalo López, diretor do Instituto Nacional de Saúde, trata-se de "cepas totalmente diferentes", porque o paciente não esteve na Alemanha nem teve contato com alemães, além de não ter consumido produtos vindos de lá. "A E. coli é uma bactéria que está presente em todos os animais, no homem. Em muitos casos ela é normal e algumas cepas são agressivas", explicou.

José Luis Rodríguez Hernández, de 43 anos, está hospitalizado com diarreia desde 23 de maio na cidade de Montería, a cerca de 500 quilômetros de Bogotá. O paciente trabalha para a secretaria de Saúde da cidade, fiscalizando estabelecimentos que vendem remédios e outros produtos.

O Ministério da Saúde afirmou que nenhum caso de infecção pela bactéria que provocou a crise na Alemanha foi detectado.

EUA definem formol como agente cancerígeno

Comunicado do governo americano afirma que substância usada em alguns alisamentos para cabelos, esmalte para unhas e perfumes provoca câncer


O governo americano definiu a substância formaldeído (base do formol), usada em alguns produtos para alisamento de cabelos, esmalte para unhas, perfumes e placas de madeira, como causadora de câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica a substância como agente cancerígeno desde 2004.

Em alerta, o Departamento de Saúde dos Estados Unidos ainda apontou o estireno, conhecido como benzina de vinil e presente em copos e plásticos de papel, como um potencial causador da doença. Outros sete produtos químicos foram listados como prováveis cancerígenos, entre os quais o ácido aristolóquico, encontrado em plantas usadas em fórmulas contra artrite.

Foi o segundo alerta relevante sobre produtos potencialmente cancerígenos nesta quinzena. No fim do mês passado, a OMS informou que o uso frequente de telefones celulares pode provocar câncer, devido aos seus campos de radiofrequência eletromagnéticos.

As advertências mais recentes dos EUA estão no 12º relatório preparado por uma equipe de toxicologistas do Instituto Nacional de Saúde, que teve o cuidado de atrasar a divulgação em um mês para antes informar os setores industriais afetados. Assim como as versões anteriores, esta também abriu uma controvérsia com o Conselho Químico Americano, organização empresarial que rejeitou as conclusões.

O relatório, entretanto, tem sido historicamente avaliado com respeito. O de 2000 alertou os fumantes passivos sobre os riscos de desenvolverem câncer. Em 2005, a naftalina foi apontada como potencial cancerígeno.

O relatório de 2011 apontou riscos maiores às pessoas em contato frequente com o formaldeído e o estireno, como funcionários de salões de beleza e de indústrias de manufaturas de plástico, do que aos usuários finais desses produtos. Porém, recomendou aos consumidores americanos a diminuição da exposição a essas substâncias e lhes sugeriu observar a presença de formaldeído em suas fórmulas antes de comprar e usar um produto.

Alisamento brasileiro. Pelo menos dois Estados americanos - Illinois e Oregon - e um organismo federal já haviam emitido alerta sobre o produto Brazilian Blowout Acai Professional Smoothing Solution, fabricado por uma empresa da Califórnia, por seus níveis de formaldeído acima dos recomendados.

Trata-se de um composto usado para alisamento temporário de cabelos, em um processo similar ao da popular "chapinha japonesa". O relatório apontou efeitos como dor de cabeça, vômito e ataque de asma em funcionários de salões expostos ao produto. Também registrou casos de câncer na passagem nasal e de leucemia em embalsamadores de corpos - prática comum antes de funerais nos EUA.

O alerta ressaltou haver maior evidência de o formaldeído causar tumor do que o estireno.

Vacinação infantil mundial deve ter aporte de US$ 4,3 bilhões

A Gavi (Aliança Mundial para a Vacinação e Imunização) obteve nesta segunda-feira, em Londres, generosas promessas de doação calculadas em US$ 4,3 bilhões. A verba permitirá a vacinação até 2015 de várias de crianças no mundo todo, o que pode salvar até 4 milhões de vidas.

"Superamos o objetivo que havíamos fixado", declarou o ministro britânico de Ajuda ao Desenvolvimento, Andrew Mitchell, ao anunciar a verba adicional ao fim de uma conferência de doadores que pretendia arrecadar inicialmente US$ 3,7 bilhões.

Caso as doações se concretizem, a Gavi, que reúne entidades públicas e privadas, vai dispor, no total, de US$ 7,6 bilhões até 2015.

"Vamos salvar 4 milhões de vidas e vacinar 250 milhões de crianças nos próximos quatro anos em 72 países de doenças consideradas evitáveis, como pneumonia ou diarreia, destacou Mitchell.

O Reino Unido e o cofundador de Microsoft Bill Gates prometeram mais da metade dos US$ 3,7 bilhões que a aliança buscava para vacinar milhões de crianças até 2015.

Gates, copresidente da fundação Bill e Melinda Gates, anunciou pouco depois que sua organização doará US$ 1 bilhão adicionais em cinco anos.

"Não é todo dia que se doa um bilhão de dólares, mas para uma causa como esta, é apaixonante fazê-lo", declarou o bilionário e filantropo americano.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu US$ 1,3 bilhão durante a abertura da conferência de doadores em Londres.

"A Gavi entrega resultados tangíveis. Em uma década, ajudou a impedir 5,4 milhões de mortes", declarou o primeiro-ministro britânico, defendendo a decisão de seguir financiando o programa, apesar da austeridade para reduzir o deficit do país.

O premier britânico manifestou satisfação pela promessa de ajuda de outros países da Aliança, como o Brasil, que contribuirá pela primeira vez com US$ 20 milhões nos próximos 20 anos.

Cientistas descobrem genes relacionados a enxaquecas

Cientistas descobriram um trio de genes vinculado a enxaquecas, incluindo um relacionado exclusivamente a mulheres, segundo estudo publicado na revista britânica "Nature Genetics".

As enxaquecas são dores de cabeça intensas --às vezes com uma "aura" na qual os pacientes têm a impressão de olhar através de um vidro embaçado-- e que afetam cerca de 20% da população.

Os cientistas descrevem a condição, que é três a quatro vezes mais comum entre as mulheres, como uma desordem cerebral em que os neurônios ou células cerebrais respondem de forma anormal a estímulos.

A causa exata é desconhecida, mas se acredita que fatores hereditários tenham um papel significativo.

Para ter acesso ao componente genético, Markus Schuerks, do Hospital Brigham para Mulheres, em Boston (EAU), coordenou uma varredura internacional de genomas com 23.230 mulheres, das quais 5.122 sofriam de enxaqueca.

Os chamados estudos de associação genômica comparam diferenças entre indivíduos nos cerca de 3 bilhões de pares dos blocos de construção molecular encontrados no código genético humano.

O estudo é o maior do tipo feito até agora. Ele descobriu variações em três genes que apareceram mais frequentemente em pacientes com enxaqueca.

Dois deles, conhecidos como PRDM16 e TRPM8, eram específicos de enxaquecas, e contrários a outros tipos de dores de cabeça.

Além disso, o TRPM8 se vinculava a enxaquecas unicamente em mulheres. Estudos anteriores demonstraram que o mesmo tipo de gene contém o "marcador" genético de um sensor de dor, tanto em homens quanto em mulheres.

O terceiro gene suspeito, o LRP1, está vinculado com a percepção do mundo exterior e em trajetos químicos dentro do cérebro.

"O cérebro de uma pessoa com enxaqueca responde de forma diferente a alguns estímulos, suas células nervosas 'conversam' de forma diferente do que os demais", explicou Shuerks por e-mail.

"Muitos neurotransmissores participam desta conversa cruzada e alguns parecem ter um papel especial nas enxaquecas. O LRP1 interage com alguns destes caminhos de neurotransmissores e, portanto, podem modular as respostas nervosas que promovem ou suprimem as crises de enxaqueca", acrescentou.

Nenhuma das variedades genéticas apareceu vinculada especificamente a enxaquecas com ou sem auras.

As descobertas, publicadas na revista "Nature Genetics", foram replicadas em dois estudos com populações menores --um na Holanda e outro na Alemanha-- e em um grupo clínico acompanhado pelo International Headache Genetics Consortium.

"A herança de qualquer uma das variedades genéticas altera os riscos de enxaqueca em 10% a 15%", disse Schuerks.

A influência destes genes provavelmente não é grande o suficiente para ser imediatamente usado como uma ferramenta de diagnóstico. Mas o resultado "é um avanço na compreensão da biologia da enxaqueca", afirmou.

Um quinto de quem já sofreu infarto no Brasil continua fumando

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revela que 20% dos brasileiros que já sofreram um infarto não abandonaram o tabagismo e continuam fumando em média 14 cigarros por dia.

O estudo, que ouviu 610 pacientes em seis capitais brasileiras --São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Belém e Goiânia-- entre 15 de dezembro de 2010 e 25 de janeiro de 2011, tinha como objetivo conhecer as percepções sobre saúde entre pessoas que já sofreram uma parada cardíaca.

Em entrevista à Folha, o cardiologista Otávio Rizzi, chefe da Unidade de Cardiologia da Unicamp que acompanhou o estudo, disse que é importante explicar os riscos do tabagismo, mas para isso o paciente precisa de meios para abandonar o vício.

"Todo fumante já tentou parar de fumar. Temos que dar meios e apoio psicológico, depois que passa a fase aguda --primeiras semanas após o infarto."

Segundo o cardiologista, existem três tipos de medicamento contra o fumo --os substitutos da nicotina, os antidepressivos e os remédios específicos para largar o vício. Mas eles só podem ser usados de três a quatro semanas após a fase aguda.

Ele explica que o fumo atua de diversas maneiras no organismo.

"Cronicamente, o cigarro lesa a parede da artéria e facilita o aumento do aparecimento da aterosclerose --depósito de gordura nas paredes das artérias. Agudamente, ele compromete o sistema de coagulação, aumentando a chance de formação de coágulo, que acontece nessa placa de aterosclerose, e vai ocluir a artéria."

Ainda afirmou que a nicotina é tão ruim quanto alimentos gordurosos.

"Se alguém tivesse o poder de suprimir o cigarro do mundo, a ocorrência de infarto diminuiria em 34%."

MUDANÇA DE HÁBITO

Rizzi ainda destacou outros dados interessantes da pesquisa. Um número expressivo não está se tratando e não mudou os hábitos. "Cerca de 80% disseram que fazem consultas de rotina com o cardiologista, mas 20% não mudaram o estilo de vida."

"Outro dado importante é que, quanto mais cedo o paciente for atendido e tratado, melhor o prognóstico e menor o risco de morte."

De acordo com o Datafolha, menos da metade dos entrevistados se considera capaz de reconhecer com propriedade os sintomas de um infarto. São eles: desconforto, pressão e dor no peito, além de queimação na região precordial, na boca do estômago.

A maioria dos infartados ainda não sabe o que significa o termo médico "síndrome coronariana aguda", que engloba o infarto do miocárdio e a angina instável. Apenas 2% dos pacientes foram capazes de citar, de forma espontânea, a síndrome como uma doença conhecida.

"É uma surpresa, pois é uma terminologia que nós médicos usamos muito. Quem está internado e passou por diversos médicos deveria saber."

Outra informação é que grande parte dos entrevistados considera a alimentação o primeiro cuidado com a saúde, antes do medicamento. "Isso mostra que o estilo de vida é muito importante, mas só alimentação é pouco", diz o especialista.

Um estilo de vida saudável é composto de uma alimentação saudável, exercícios físicos e controle do peso.

Mãe se prepara para doação inédita de útero para filha

Uma empresária de 56 anos que vive no Reino Unido se prepara para ser a primeira mãe no mundo a doar o útero para sua própria filha.

Eva Ottosson/BBC
Eva Ottosson, 56, quer ajudar a filha Sara, 25, que tem Síndrome de Mayer Rokitansky Kuster Hauser e nasceu sem o útero

Eva Ottosson e sua filha, Sara, participam de uma série de exames médicos e psicológicos junto a uma equipe de cientistas da Universidade de Gotenburgo, na Suécia.

Os exames determinarão se elas poderão participar do primeiro transplante de útero realizado em humanos pelos pesquisadores, que deverá acontecer em 2012.

Sara, 25, é portadora da Síndrome de Mayer Rokitansky Kuster Hauser, que fez com que ela nascesse sem o útero e parte da vagina. Ela pretende tentar a fertilização in vitro para engravidar com o útero da mãe, caso o transplante seja bem sucedido.

"Decidimos tentar o procedimento porque é a única maneira de minha filha conseguir ter um filho seu, a não ser que ela decida pela barriga de aluguel", disse Ottosson à BBC.

Se o procedimento funcionar, Sara pretende tentar a fertilização in vitro com o esperma de seu namorado. Os óvulos fertilizados serão implantados no útero onde ela mesma foi gerada.

"Ela estava disposta a tentar a adoção mas, quando essa oportunidade apareceu, ela quis tentar. Mas se não funcionar ela ainda irá adotar", afirmou a mãe.

CIRUGIA ARRISCADA

Eva Ottosson conta que descobriu sobre o problema de Sara quando ela tinha 16 anos. A jovem descobriu sobre a pesquisa de transplante de útero em Estocolmo, onde mora, e foi chamada a participar dos testes com a mãe.

"Eu disse a ela que para mim parecia um pouco estranho, mas resolvemos tentar", disse. "Claro que é uma grande cirurgia e é arriscada, mas eu confio neles e acredito que sabem o que estão fazendo."

O ginecologista sueco Mats Brännström, coordenador da equipe de pesquisa sobre o transplante de útero, disse à BBC Brasil que decidiu pesquisar sobre o procedimento após o pedido de uma paciente, em 1998.

"Ela tinha câncer no colo do útero, e me perguntou por que não se faziam transplantes [deste órgão]. Por isso que resolvi pesquisar sobre o assunto", contou.

Desde o início da pesquisa, a equipe já realizou transplantes de útero bem sucedidos em ratos, ovelhas e porcos. Agora, testam o procedimento em babuínos, enquanto selecionam possíveis pacientes para a cirurgia em humanos.

"Estamos realizando diversos testes em dez pares de doadoras e receptoras de úteros. Provavelmente quatro ou seis delas serão escolhidas", diz o médico.

Segundo Brännström, Sara Ottosson é uma forte candidata. "O caso dela é interessante, porque já nasceu sem o útero. Como a cirurgia é muito difícil, é sempre melhor operar em uma pelve que nunca foi operada antes."

TENTATIVA

A primeira tentativa de transplante de útero aconteceu em 2000, na Arábia Saudita, quando uma mulher de 26 anos recebeu o útero de uma mulher falecida de 46 anos.

No entanto, a paciente teve problemas com a rejeição do órgão e o útero teve que ser removido 99 dias depois do procedimento.

"Eles foram muito criticados porque haviam feito muito pouca pesquisa antes da cirurgia, foi quase uma experiência com humanos", disse Brännström.

"Achamos que, naquele caso, os principais problemas foram decorrentes da cirurgia, e nós utilizamos técnicas que evitam estes problemas."

No Brasil, só 1,9% da população doa sangue regularmente

Dados do Ministério da Saúde indicam que 1,9% dos brasileiros doa sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mas, de acordo com a pasta, ainda precisa melhorar.

Para doar sangue é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e comparecer a um hemocentro com documento com foto e válido em todo território nacional. O Dia Mundial do Doador de Sangue é lembrado nesta terça-feira (14).

Nadson Leandro, 28, doa sangue para ajudar os que mais precisam. "Penso bem assim: se eu não doar, é menos uma vida que poderia estar salvando. Não me custa nada tirar um dia de trabalho para fazer um gesto de amor."

Para Maria da Conceição, 43, toda pessoa com a saúde em dia deveria doar sangue regularmente. Doadora voluntária há mais de dez anos, a secretária também destacou como maior motivador a ajuda ao próximo. "Deveria existir uma lei que obrigasse todo cidadão a doar sangue", cobrou.

O universitário Gabriel Carlos Mendes, 21, foi a um hemocentro pela primeira vez nesta semana para ajudar uma tia internada e com cirurgia marcada. Depois da doação, ele garantiu que vai repetir o gesto a cada seis meses. "Foi muito significativo. Aprendi que doar sangue é salvar vidas."

O ministério orienta que o doador não esteja em jejum, tenha dormido pelo menos seis horas e não tenha ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação.
É necessário também evitar o cigarro por pelo menos duas horas e o consumo de alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação.

Não podem doar sangue pessoas que tiveram diagnóstico de hepatite após os dez anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; e pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos.

Veja 20 maneiras de aumentar a sua energia nos dias frios

AROMAS QUENTES
Termine seu banho da manhã com uma 'baldada' de óleos essenciais. Em 2 l de água morna, misture uma colher (café) de óleo de amêndoas doces, duas gotas de óleo de gengibre e duas de óleo de palma rosa, para ativar a circulação e hidratar. A fórmula é da aromaterapeuta Sâmia Maluf. Para "aquecer" o ambiente, use num difusor 10 gotas de óleo de tangerina, 10 de canela e 10 de gengibre.

CHÁ DE ESTÍMULO
Quem esquece (ou tem preguiça) de tomar água no frio não pode deixar de tomar chá. A professora de ioga Vanessa De Luca recomenda um chá de gengibre com canela, dois ingredientes estimulantes. A nutricionista Andréa Andrade, da RG Nutri Consultoria, alerta para a importância de manter a hidratação nesta época.

HORA DE MALHAR
Cada um tem uma hora favorita para fazer exercícios. A explicação é o relógio biológico e a secreção de hormônios relacionados a um maior estado de alerta. Preste atenção no seu perfil e obedeça seu horário, seja na manhã ou à tarde. Outra sugestão, do fisiologista Paulo Zogaib, da Unifesp, é fazer atividade física nos horários mais quentes do dia (no inverno, do meio-dia até 14h).

BANHO DE SOL
Dias mais curtos e menos luminosos são uns dos maiores culpados pelo desânimo do inverno. Nessa época, há uma maior liberação de melatonina, o hormônio do sono. Deixar a casa bem iluminada desde cedo é um antídoto, afirma a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono da Unifesp. Outra dica é aproveitar o máximo de sol possível. "A energia tem muita relação com a luminosidade. A luz estimula nosso marca-passo de alerta."

PACOTE ANTICÂIMBRA
Aquela contração muscular repentina, de causa desconhecida, mas associada ao esforço do exercício físico, pode aumentar no inverno. Quem tem predisposição deve caprichar numa dieta rica em minerais como sódio, potássio, magnésio e cálcio. Pera, tâmara, papaia, abóbora, camarão e feijão-azuqui são indicados.


RECOMPENSA
A ginástica ajuda a liberar endorfinas, neurotransmissores que têm ação analgésica, anti-inflamatória e que diminuem a ansiedade e o mal estar. Quanto maior o tempo de atividade, maior a liberação da substância, diz o fisiologista Paulo Zogaib, da Unifesp. "Quando não fazemos exercício, a secreção é pequena e nem percebemos os benefícios." Para quem é sedentário, 30 minutos já podem fazer diferença. Quem já faz algum exercício deve tentar diferentes intensidades.

ESFREGA-ESFREGA
No frio, a pele se retrai, o que diminui a disposição. O coreógrafo e bailarino Ivaldo Bertazzo, da Escola do Movimento, reverte isso com um ritual de esfregação. Antes ou depois do banho, use uns seis minutos para escovar o corpo, caprichando nas articulações ou onde sente alguma dor. Você mesmo deve controlar a força das escovadas, para se aquecer sem machucar, dilatando os vasos sanguíneos. "Você fica menos defendido, menos retraído." Prefira escovas de cerdas sintéticas. "Tem uma moda de cerdas naturais, mas elas são piores, ficam sujas."

DESENFERRUJE
A variação de temperatura diminui a elasticidade das articulações, explica o ortopedista Arnaldo José Hernandez, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. É por isso que, no frio, acordamos mais travados. Logo que acordar, mexa-se devagar para aquecer músculos e articulações. Se for fazer uma atividade física, o aquecimento deve começar bem mais leve e durar mais alguns minutos do que você está acostumado.

ESCALDA-PÉS
Se seus pés insistem em virar pedras de gelo à noite, jogue-os na água quente. Em três litros de água morna, coloque uma colher (sopa) de óleo vegetal de copaíba, cinco gotas de óleo de gengibre e cinco gotas de óleo de laranja. Deixe bolinhas de gude ou seixos no fundo da bacia, para massagear as solas. Diminui o cansaço e prepara para o sono.

BATE-BATE
Bata com um bastão de madeira no corpo todo: ombros, pescoço e costas. O bastão pode ser um pedaço de cabo de vassoura. Os movimentos devem ser intensos e a força, de acordo com o seu bem-estar. A sugestão, de Ivaldo Bertazzo, é para gerar mais elasticidade na musculatura e deixar ela menos encurtada. Outra ideia é bater os pés no chão como se estivesse sapateando, mas sem sapatos.

ANTIDEPRESSÃO
O aminoácido triptofano, presente em alguns alimentos, é um precursor da serotonina, neurotransmissor que ajuda a regular o humor e dá a sensação de bem-estar e prazer. Se consumimos a substância, aumentamos a quantidade de serotonina no organismo. É quase uma ação antidepressiva. Há triptofano na banana, no chocolate e em cereais integrais, diz a nutricionista Paula Gandin.

AUTOMASSAGEM
Experimente manobras do Do-In para vitalidade (veja os pontos na ilustração ao lado). Comece com dois pontos nas costas (B23 e B52), que ativam os rins. Esses órgãos guardam a vitalidade, na visão da medicina chinesa, diz o mestre de Do-In Juracy Cançado. Com o dorso das mãos, esfregue a área por dois minutos.
Outro ponto fica na sola dos pés (R1). Com o polegar da mão oposta, massageie-o para frente e para trás. O último fica no joelho (E36) e é chamado de três milhas -os chineses dizem que dá energia para correr. Com os dedos e a base das mãos, aperte os pontos e as juntas do joelho por dois minutos.



DOSES DE ENERGIA
Fazer lanchinhos de três em três horas mantém o metabolismo sempre ativo, explica a nutricionista Andréa Andrade.Uma boa forma de fornecer energia ao corpo é consumir carboidratos (barrinhas de frutas, cookies integrais, frutas secas ou naturais). Os integrais são melhores porque são digeridos mais lentamente, o que gera energia contínua, e são ricos em vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo energético.

SEM GORDURA
Quem tem o hábito de comer antes de dormir deve evitar alimentos gordurosos. A sugestão da nutricionista Andréa Andrade é preparar leite desnatado com especiarias, como cravo e canela. "O leite é rico em cálcio e tem triptofano, substância que ajuda no sono, além de ser quentinho e dar um conforto térmico."

CHOQUE TÉRMICO
Essa acorda qualquer um, o difícil é ter coragem. Fique 20 minutos em uma banheira com água a mais ou menos 30 graus. Depois, use o chuveirinho para dar jatos de água gelada no corpo, de baixo para cima, por uns 30 segundos. Quem não tem banheira pode tomar uma ducha gelada no fim do banho, ensina Mariela de Oliveira Silveira, médica do Spa Kurotel. A mudança brusca de temperatura ativa a circulação, aumenta a disposição e a imunidade.

EXPIRE...
Em vez de inspirar mais fundo, tente expirar mais fundo. Faça uma contagem: inspire em três segundos e expire em oito. Faça isso sentado ou deitado, com a coluna ereta, e repita várias vezes. O exercício ajuda a eliminar toxinas do organismo, de acordo com Ivaldo Bertazzo.

DESJEJUM DIFERENTE
Teste receitas energéticas no café da manhã. Que tal um suco feito de gengibre batido com limão e açúcar? O gengibre também pode incrementar a vitamina de frutas. Tente usar iogurte natural em vez de leite. Outra ideia é levar uma banana ao forno com melaço de cana, gergelim e amendoim torrado. A nutricionista Paula Gandin sugere ainda um creme de abacates, que pode ser feito salgado ou doce. "O abacate é mal visto por ser calórico, mas a gordura dele ajuda a diminuir o colesterol."

RESPIRAÇÃO LOCOMOTIVA
Não precisa ser iogue para aproveitar o benefício do bhastrika (respiração de fole), exercício respiratório que acelera os batimentos cardíacos e aquece o corpo. Sente-se com a coluna ereta e inspire e expire o ar rapidamente (imitando o barulho de uma locomotiva). Ao soltar o ar, recolha o abdome para expirar mais rápido. É como uma sanfona acelerada. Faça isso por 30 segundos e volte a respirar normalmente. Se estiver se sentindo bem, pode repetir duas vezes, diz Vanessa De Luca, professora de ioga da YogaFlow.

CARDÁPIO TERMOGÊNICO
Há alimentos que aceleram o metabolismo, são os chamados termogênicos. Estão na lista a pimenta, o café, o chá-verde e o gengibre. "Tente colocar mais pimenta nos pratos de sempre", recomenda a nutricionista funcional Daniela Jobst.

SEM SESTA
Feijoada ou lasanha são mais atrativos no inverno, porque precisamos de mais calorias. Mas, por causa da gordura saturada, são de difícil digestão e dão sono. "A energia do corpo todo é direcionada para a digestão", diz a nutricionista funcional Daniela Jobst. Para matar a vontade de gordura e manter a disposição,coma frutas oleaginosas (nozes, macadâmia) e chocolate meio amargo.

AMB cria comitê para jovens médicos associados

A Diretoria da AMB aprovou a criação de um comitê específico para atender as demandas dos médicos jovens filiados à associação e suas federadas.

Por definição, os médicos são aqueles com menos de 40 anos, que terminaram a residência ou a especialização e estão entrando no mercado de trabalho. Precisam, portanto, de orientação sobre educação médica continuada, cursos de aperfeiçoamento, orientação profissional gerencial e econômica.

Segundo o órgão, existe uma dificuldade para aproximar o profissional, pois nesse período da vida profissional, a atividade médica é intensa e infelizmente a participação associativa não é muito ativa.

A princípio, as atividades propostas pelo comitê serão: organização de cursos específicos de gestão de consultório, educação continuada e aperfeiçoamento específico para cada faixa etária, aproximação dos residentes, cursistas e acadêmicos através desse grupo, interação com novas lideranças nas sociedades de especialidade, formação de lideranças próximas ao associativismo médico.

Veja a formação do comitê:

Presidente: Nívio Lemos
Vice-presidente: Guilherme Salgado
Secretário-geral: Luiz Fernando Falcão
Diretor Científico: Rainardo Antonio Puster
Diretor de Relações Associativas: Rafael Vasconcellos
Diretor de Cursos e treinamentos: Phillipe Hawlitschek

Anvisa esclarece sobre prescrição de antimicrobianos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota de esclarecimento sobre a competência dos profissionais de enfermagem para prescreverem medicamentos antimicrobianos.

A norma em vigor que dispõe sobre o controle de medicamentos antimicrobianos de uso sob prescrição é a RDC nº 20/201, que substituiu todas as normas anteriores que abrangiam o tema e revogou a RDC n° 44/2010. No capitulo II da atual norma, está previsto que a prescrição dos medicamentos abrangidos pela resolução deverá ser realizada por profissionais legalmente habilitados.

Desta forma, o entendimento da Anvisa é que, conforme a Lei Nº 7498/86, os profissionais enfermeiros devidamente habilitados poderão prescrever os medicamentos antimicrobianos quando estabelecidos em programas de saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde. A prescrição, entretanto, não pode ser realizada no setor privado.

A Anvisa esclarece ainda que não tem competência legal para regulamentar questões acerca do exercício profissional de nenhuma categoria profissional. Tal função cabe aos conselhos de classe de cada categoria

Casos de sinusite triplicam no inverno; saiba identificá-la

Os casos de sinusite triplicam nessa época do ano, dizem os especialistas. E tudo parece conspirar para que isso aconteça --a temperatura mais baixa, o ar seco, as gripes e os resfriados.

Há três tipos de sinusite: bacteriana, viral e fúngica --esta última, mais rara. "Cerca de 85% a 90% dos casos estão relacionados com gripes e resfriados", diz o otorrinolaringologista Wilson Ayres Wilson Ayres, do Hospital São Luiz.


A viral, mais frequente, é quase um sintoma da gripe e, muitas vezes, passa despercebida. A coriza e a congestão nasal, comuns no resfriado, dão a sensação de desconforto e dor de cabeça, principalmente pela manhã. Mas os sintomas passam com o fim da gripe. Ou deveriam passar. "Desde que a pessoa esteja com a imunidade normal e que tome algumas precauções", afirma o presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, José Eduardo Lutaif Dolci.

Se passar de dez dias, é sinal de que a inflamação se transformou em uma infecção causada por bactérias. É o tipo de sinusite que mais leva as pessoas ao médico e que deve ser tratada com medicação e com algumas mudanças de comportamento.

"A infecção por bactéria não é o mais preocupante. Temos sinusite porque o nariz deixou de funcionar bem e de se proteger contra as doenças", afirma Richard Voegels, otorrino do Hospital das Clínicas de SP.

O grande problema da sinusite é a secreção (ou coriza) parada. Uma crise de rinite, a poluição ou o ar seco pode fazer com que a mucosa inche ou que a secreção seque, concentrando o muco nos seios da face.

Além de tomar mais água, pingar soro fisiológico mantém o nariz úmido e evita os malefícios do ar seco.

Também é preciso deixar o nariz sempre limpo e, se possível, destrancado. Mas não é indicado o uso de descongestionante em gotas, com vasoconstritor. Só em casos pontuais e por, no máximo, dois dias, segundo Ayres.

Se não tratada corretamente, a crise de sinusite aguda pode se tornar crônica e até causar outras complicações, como meningite e inflamações no ouvido.