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domingo, 19 de junho de 2011

Pesquisas indicam que alterações cerebrais têm impacto sobre comportamento violento

Segundo o neurologista e coordenador de congresso que acontece em Gramado, André Palmini, o desafio da neurociência agora é descobrir como intervir

Sendo a violência um dos principais problemas da sociedade atual, o 7° Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece em Gramado até sábado, não poderia deixar de discuti-lo. Segundo o neurologista e coordenador do evento, André Palmini, a ciência evoluiu bastante no sentido de encontrar os fatores de risco para o desenvolvimento do comportamento violento.

— Antes eles eram relacionados apenas a fatores psicossociais. É claro que estes são fundamentais, porém, muitos estudos revelam que, além deles, existem fatores ligados ao cérebro, ou seja, que alterações cerebrais têm impacto também sobre este tipo de comportamento — explica.

Atualmente, o desenvolvimento da neurociência já permite que se identifique áreas que, conforme o funcionamento e o tamanho, podem indicar que existe maior risco de que a pessoa seja agressiva. Estas alterações, de acordo com as pesquisas, geram um comportamento com indicativos de violência já a partir dos três anos.

— Isso, no entanto, não quer dizer que tu vais fazer um exame na criança e definir se ela vai ser um adulto violento ou não, mas, permite saber quem tem mais probabilidade de ser agressivo — esclarece.

Palmini afirma que o desafio dos especialistas agora é descobrir de que forma se pode intervir no quadro, levando em conta, obviamente, que ele envolve questões éticas.

— A pergunta que se faz é: até que ponto essas pessoas que têm alterações são responsáveis pelos seus atos e expressam sua vontade ou respondem a impulso biológico que não conseguem conter? — questiona.

Sintomas mascaram a depressão e dificultam diagnóstico da doença

Doença crônica e degenerativa que atinge cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo — sendo 17 milhões apenas no Brasil —, a depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, sua complexidade leva a dificuldades no diagnóstico, já que o paciente pode apresentar um leque amplo de sintomas psíquicos e físicos.

— A depressão ainda é subdiagnosticada e pouco tratada, somente um quinto dos pacientes deprimidos recebem tratamento adequado. A doença é frequentemente confundida com outras que possuem sintomas semelhantes, como estresse e ansiedade, ou com simples tristeza ou, ainda, com a fase depressiva do transtorno bipolar. E para complicar, cada paciente apresenta uma combinação diferente de sintomas, o que pode confundir o médico — explica Hamilton Grabowski, pesquisador clínico e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O especialista ressalta que a patologia também pode vir mascarada em sinais dolorosos e, muitas vezes, não se percebe que além do físico, há a necessidade de tratar a mente. Ou seja: o paciente se queixa de dor, mas os outros sintomas psíquicos característicos da doença não estão aparentes.

Para que haja o diagnóstico correto, é imprescindível a investigação sobre o estado do paciente do histórico familiar de doenças mentais, abuso de substâncias (drogas e álcool) e sinais físicos que as pessoas tendem a omitir dos médicos por não julgarem relevantes. Quando negligenciada, a depressão pode ter consequências para o resto da vida. Estudos comprovam que, com o passar dos anos, pessoas depressivas não tratadas sofrem perdas cerebrais irreversíveis, resultando em déficits cognitivos significativos.

Sintomas da depressão

:: Tristeza permanente
:: Anedonia (incapacidade de sentir prazer ou satisfação)
:: Ideias suicidas
:: Alterações cognitivas
:: Alterações no sono
:: Dificuldade de concentração
:: Insegurança
:: Sensação de fadiga
:: Perda de energia
:: Dor física
:: Lentidão ou agitação

Saiba quando as manias viram doenças

Confundidos com puro perfeccionismo ou mesmo camuflados num estilo de vida saudável, transtornos ameaçam a saúde

Na hipocondria, o indivíduo acredita estar com uma doença grave e não acredita nos médicos
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Se a prática de exercícios físicos ocupa boa parte do seu dia, você passa o tempo todo arquitetando formas saudáveis de alimentação, vive no médico atrás de explicações para qualquer incômodo, não sai de casa sem verificar dezenas de vezes se a luz está apagada ou não consegue trabalhar se a sua mesa não estiver com papéis e canetas alinhados, é hora de tomar cuidado.

Todas as características descritas acima são de pessoas que sofrem das doenças do excesso. Elas não são novidades, nem raras. Mas os estudos avançados na área da psiquiatria passaram a nominá-las recentemente. Quem faz de tudo por uma alimentação saudável pode ter desenvolvido ortorexia. Aqueles que malham em demasia e se enxergam sempre fracos, vigorexia. Perfeccionismo e organização além da conta podem ter desenvolvido o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Sobre essa última síndrome das demasias, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva acaba de lançar o livro entes e Manias (leia na página ao lado). Sobre as causas do TOC, sabe-se apenas que há um desequilíbrio neuroquímico em algumas áreas do cérebro, principalmente envolvendo o neurotransmissor serotonina, e o componente genético é muito forte, conforme explica a autora.

— Os traços de personalidade de risco são ansiedade, perfeccionismo, desejo de ter tudo sob controle e um senso exagerado de responsabilidade e de dever — destaca.

Com exceção do TOC, que se desenvolve com pouca interferência do meio externo, o restante das doenças do excesso são inundadas de características da conduta social. A competitividade e o querer tudo para ontem encabeçam a lista dos motivos para esses comportamentos extremos, segundo especialistas.

O psiquiatra Renato Piltcher destaca que os excessos também ocorrem em atitudes boas como limpeza, organização, conforto e saúde. Ele destaca que as pessoas têm dificuldade em lidar com o fato de que limite é bom:

— Está relacionado com a noção de existir, com a ideia de perda. Cada um de nós deseja ser tão especial que nenhuma doença vai nos pegar. Esse é o chamado pensamento mágico, presente em quase todas essas doenças do excesso.

A especialista em saúde coletiva, Madel Therezinha Luz, afirma que as pessoas passam dos limites por uma exigência de performance exagerada, lesiva ao organismo.

— As pessoas são chamadas à produtividade o tempo todo e tentam se enquadrar em padrões inatingíveis. É o impulso de comparação para a competição, que está por trás de tudo isso. Todo mundo tem alguma síndrome: uns mais e outros menos — afirma Madel.

Aqueles que perdem a linha e entram para o grupo dos que cometem excessos têm um sintoma em comum: exposição a um componente que causa compulsão pela repetição. A psiquiatra e terapeuta cognitiva Carla Bicca destaca que essa sensação é gerada em um pedaço do cérebro ligado ao prazer e à recompensa, semelhante à zona em que as drogas atuam.

— Faxinar a casa e sentir o cheiro da limpeza é gratificante. Quanto mais a pessoa se expõe, mais o cérebro reconhece esse ato como se fosse o único agradável. Chega uma hora que nada mais satisfaz e vira doença — aponta Carla.

Para não tornar a busca pelo meio termo uma utopia, o coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (USP), Márcio Antonini Bernik, dá a dica:

— Não vasculhe excessivamente sintomas e não mude de médico toda a hora, pois o novo doutor pode querer mostrar serviço pedindo ainda mais exames desnecessários. Quem procura, acha.

Para o tratamento desses transtornos, a melhor alternativa é a terapia cognitivo comportamental aliada ao uso de medicamentos inibidores da serotonina, molécula que ajuda na comunicação entre os neurônios.

"Todos podemos ter traços obsessivos"

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva acaba de lançar o livro Mentes e Manias: TOC: transtorno obsessivo-compulsivo, (Editora Fontanar, R$ 34,90). Dedicada aos estudos do comportamento humano, a autora já publicou obras como Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado e Bullying: Mentes perigosas nas escolas.

Confira algumas explicações da escritora sobre o TOC:

:: O TOC tem a ver com superstições?
Superstições são crenças compartilhadas por pessoas inseridas em determinadas culturas e não têm nada de patológico. Quem tem TOC, entretanto, tende a ter comportamentos que lembram as superstições, só que em um nível mais grave e prejudicial. Se alguém passar por debaixo de uma escada, por exemplo, poderá ficar preocupada, mas esquecerá. Se um portador de TOC acredita que passar por debaixo de escada dá azar, ficará remoendo pensamentos obsessivos, tentando impedir que o“azar”aconteça.

:: Muitas pessoas têm manias. Todos nós podemos ser um pouco obsessivos?
Todos podemos ter traços obsessivos e isso não é ruim, pois nos deixa mais organizados, responsáveis e alertas. Porém, se os pensamentos e comportamentos repetitivos provocam sofrimento ou fazem com que horas do dia sejam gastas cumprindo rituais, é hora de procurar ajuda de um especialista.

Fique por dentro

As doenças do excesso parecem ter a mesma causa. Há psiquiatras que delimitam estes transtornos no eixo dos transtornos obsessivos-compulsivos ou como transtornos aditivos ou impulsivos. Em comum, há a repetição em excesso de algum ato na busca da diminuição da ansiedade ou angústia.

Ortorexia

A fixação pela fiscalização da alimentação, semelhante ao que ocorre nos transtornos alimentares, gera uma alteração na área cerebral responsável pela recompensa. Com isso, vem a necessidade de controle, tornando a preocupação com a comida o objetivo maior. A vigilância é tão grande que a pessoa abre mão de compromissos
sociais e festas para não sair da dieta.

Hipocondria e Transtorno Disfórimico Corporal

São caracterizados por ideias obsessivas e supervalorizadas, com prejuízo da capacidade crítica. Ambos acreditam padecer de um problema físico. Na hipocondria, o indivíduo acredita estar com uma doença grave, consultas vários profissionais, sem acreditar em médicos ou exames que não corroboram sua crença. No transtorno dismórfico corporal, os pacientes procuram médicos na tentativa de melhorar algum “defeito”.

Vigorexia

Também integra um subtipo do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), chamado de Transtorno Dismórfico Corporal. Por mais musculosa que esteja, a pessoa se enxerga fraca. Usa produtos para conquistar a forma física almejada, como anabolizantes. É comum haver isolamento de amigos e familiares.
Fonte: Carla Bicca, psiquiatra

"Não posso evitar a morte"

Um vendedor autônomo, que pediu anonimato, chegou aos 49 anos suando frio para esconder as manias. Nem sempre conseguia. Sufocava de vergonha ao pensar que percebessem que ele verificava 15 vezes o fechamento da porta ou alinhava os travesseiros.

As primeiras lembranças das manias datam dos 10 anos, quando, por nojo, o menino jamais pegava um lápis emprestado na escola. Os exageros evoluíram e até chances de trabalho foram desperdiçadas.

— Tinha medo de ficar longe dos meus pais, pois pensava que algo de mal poderia acontecer a eles. Só tive certeza de que não era o “Todo-Poderoso” com o falecimento da minha mãe, ano passado. Vi que não posso evitar a morte. Há coisas inevitáveis.

Cinco meses depois, buscou ajuda no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Lá, descobriu que a obsessão dele tinha nome: TOC , doença que atinge uma em cada 60 pessoas no mundo. Fez o tratamento e hoje, um ano depois, diminuiu os episódios da doença. Segundo Aristides Volpato Cordioli, professor da Faculdade de Medicina
da UFRGS, os pacientes demoram até 10 anos para visitar um médico, perpetuando e agravando as manias.

Polícia Civil investiga medicamentos encontrados na ERS-472, no norte de Porto Alegre

Cerca de 200 caixas de remédios para pressão arterial e colesterol estavam à beira da estrada

Medicamentos estavam fora do prazo de validade
Foto:Eder Calegari / Agencia RBS
Cerca de 200 caixas de remédios para pressão arterial e colesterol foram localizadas pela Vigilância Sanitária de Frederico Westphalen, no norte do Estado. O material estava jogado ao lado da ERS-472, rodovia que liga o município até Taquaruçu do Sul. Os medicamentos, todos fora do prazo de validade, foram descobertos depois de uma denúncia.

Em uma das embalagens, foi encontrada uma etiqueta indicando o lote, número da nota fiscal de compra, e que a carga seria da cidade de Palmitinho. A Polícia Civil de Taquaruçu do Sul está investigando o caso e deve ouvir os representantes de uma transportadora, já que em uma das caixas constava o nome da empresa.

O prefeito de Palmitinho, Jair Alberto Albarello, afirmou que os medicamentos não são da Secretaria de Saúde. Segundo ele, uma empresa especializada faz o recolhimento e destinação de medicamentos vencidos e desconhece o fato.

Porto Alegre não atinge meta de vacinação e prorroga campanha

Sem atingir a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, a prefeitura de Porto Alegre decidiu prorrogar a campanha de vacinação contra a pólio, também conhecida como paralisia infantil, para crianças com até cinco anos, realizada neste sábado (18) em todo o país.


A mobilização vai prosseguir até a próxima sexta-feira (24). A Secretaria de Saúde de Porto Alegre culpou o mau tempo pela procura insuficiente, em dia de passe livre no transporte público. Durante a semana, a vacinação poderá ser feita em todos os postos de saúde de Porto Alegre.

Até as 19h, dados parciais do governo federal indicavam que somente 68% do público-alvo havia recebido a primeira dose da vacina em Porto Alegre. O último caso da paralisia infantil no país ocorreu em 1989. Mesmo assim, 26 países ainda têm casos da doença.

Em todo o Estado do Rio Grande do Sul, a meta de imunização contra a pólio também não foi atingida. As estatísticas parciais apontam que cerca de 70% das crianças gaúchas receberam a primeira dose.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, cada município terá autonomia para definir se a campanha será prorrogada ou não. A meta é vacinar 656 mil crianças.

A segunda dose da vacina será aplicada no dia 13 de agosto. Segundo as autoridades de saúde, a criança só fica completamente protegida contra a paralisia infantil após receber as duas gotinhas.

Neste sábado (18), também teve início a campanha de vacinação contra o sarampo, que seguirá até o dia 22 de julho. O objetivo é imunizar crianças de 1 a 7 anos incompletos.

Bactéria E. coli encontrada em riacho de Frankfurt

Autoridades destacaram que não há risco de contaminação da água potável

A bactéria E.coli, que pode provocar diarreias mortais, foi encontrada em um riacho de Frankfurt, informaram os ministérios regionais de Meio Ambiente e da Saúde.

As autoridades destacaram que não há risco de contaminação da água potável, já que este riacho não está ligado à rede de abastecimento da região.

Por enquanto se desconhece a causa da contaminação, embora se suspeite de que a origem possa estar em uma estação purificadora próxima, segundo as autoridades.

Uma variedade da bactéria E.coli deixou 38 mortos na Alemanha e um na Suécia nas últimas semanas.

Ronco do parceiro faz um terço das pessoas perderem 23 dias de sono

41% das mulheres se queixam do problema, ante 24% dos homens


Pesquisadores da British Lung Foundation descobriram que uma a cada três pessoas perde o equivalente a três semanas de sono a cada ano por causa do ronco barulhento do companheiro ou companheira. Isso equivale a 574 horas a cada ano - ou 23 dias.

O ronco é um pesadelo para 39% dos adultos, o que faz um a cada nove casais dormirem separados por causa do problema.

Mas ao contrário do que as mulheres costumam pensar, não é só os homens que são culpados por esse hábito, apesar de ser mais comum eles ter o ronco do tipo “trovão”.

A pesquisa realizada com 2.500 adultos também descobriu que quase um quarto dos homens (24%) afirmam que não conseguem dormir por causa de suas parceiras, enquanto, entre elas 41% se queixaram de não conseguir dormir por causa do parceiro.

Especialistas alertam que o ronco alto pode ser sintoma de apneia do sono, que é a suspensão da respiração durante o sono causada pelo relaxamento extremo dos músculos e tecidos da garganta, que bloqueiam as vias aéreas.

As noites mal dormidas deixam ambos os parceiros cansados e com capacidade de concentração reduzida no dia anterior.

Governo muda regras para tratamento da gripe suína

Médicos devem dar antiviral para pessoas do grupo de risco após os primeiros sintomas

Portadores de doenças crônicas que não tenham sido vacinados deverão também tomar o remédio quando tiverem contato com outra pessoa infectada

Diante da chegada do inverno e da tendência de aparecimento de novos casos de gripe H1N1, conhecida popularmente como suína, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação do uso do antiviral oseltamivir entre pacientes com a doença.

Agora, todos que apresentem fatores de risco devem tomar o remédio a partir do aparecimento dos primeiros sinais. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, diz que “essas pessoas não devem esperar os sintomas se agravarem ou a confirmação laboratorial”.

Além disso, qualquer pessoa que apresente sinais de síndrome respiratória aguda deve tomar a droga - independentemente de quando os primeiros sintomas apareceram.

Pela recomendação anterior, o início do tratamento somente era permitido até 48 horas contadas a partir dos primeiros sinais da infecção. Moradores de instituições fechadas (como asilos) e portadores de doenças crônicas que não tenham sido vacinados deverão também tomar o remédio quando tiverem contato com outra pessoa infectada.

Embora descarte a possibilidade de uma epidemia de gripe H1N1, Barbosa reconhece o risco de aparecimento de pequenos grupos com pessoas infectadas pelo vírus em pontos isolados do país. Neste ano, foram registrados dez casos graves no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (16), mais uma morte foi notificada no Estado, aumentando para quatro o número de casos fatais este ano. Além disso, outras 19 infecções foram identificadas no Acre, nenhum deles grave.

Barbosa diz que “houve casos isolados no Chile, México e Venezuela”.

– Não descartamos a possibilidade de que no Brasil haja pacientes com a infecção sem ser identificados.

A nova recomendação, feita depois de discussão com médicos especialistas, foi apresentada para representantes de Estados e municípios. Secretarias locais foram aconselhadas a fazer um levantamento dos estoques do remédio.

Tomar remédio para dor por conta própria prejudica a saúde

Quem costuma ir à farmácia comprar um remédio para aliviar qualquer dor de rotina deve dobrar os cuidado para não ficar pior do que está e prejudicar a saúde. Parece simples tomar por conta própria um medicamente que tira a dor, mas a função desse tipo de remédio vai muito além de anestesiar o corpo.

Fisioterapia Analítica é método eficaz para tratamento de lesões graves

“O medicamento vai agir apenas na parte do bloqueio bioquímico da dor. Imagine uma dor de dente: o paciente vai tomar um analgésico e a dor vai passar enquanto estiver sob o efeito da medicação. Com o nosso corpo, acontece a mesma coisa. A medicação dá um alívio, porém, se a causa continua, ela só vai servir para mascarar, e essa lesão vai permanecer no seu fundamento. O medicamento muitas vezes vai ajudar a cronificar uma lesão no caso de ela não ter sido resolvida ainda na sua origem”, explica Maria Luiza Pereira Gutierrez Biton, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica.

Segundo ela, mesmo quando o problema se torna recorrente, na maioria das vezes, as pessoas deixam de procurar a causa e depois descobrem que sempre foi um sinal de alerta para alguma doença mais grave. “Quando a gente tem uma 'dorzinha' a gente não dá muita importância e vai mascarando cada vez mais. Então primeiro é compreender: se uma dor começa a se tornar repetitiva é por que alguma coisa já não vai bem. E cada vez que ela aparecer já estará em um estágio mais avançado”.

Ela alerta o paciente que tem dor para não tomar um remédio qualquer, mas procurar onde está a origem deste problema. "Procure uma avaliação e vá ao médico para ver onde está problema, descobrir se há alguma função de sua vida que não está sendo muito bem recebida. Esse é o tratamento correto de uma lesão para evitar que ela continue se cronificando".

Existem vários mecanismos que fazem com que um tecido humano – no caso da cartilagem ou no caso da articulação - entre em um processo de lesão. O problema é que a maioria desses traumas vai agredindo o tecido com o passar do tempo. "É a chamada lesão crônica. Essa agressão contínua onde existe ainda um fator de origem que continua deixando tecido em uma repetição de agressão ao longo do tempo".

Para reparar uma lesão na sua origem é necessário interromper o ciclo vicioso que está fazendo esse tecido se destruir. A doutora explica que a articulação tem uma programação onde deve funcionar dentro de um ritmo e força corretos. De acordo com ela, tudo que ultrapassa desses limites pode colocar a integridade dessa cartilagem em risco. Um exemplo são os esportes mais bruscos. "Os jogadores de futebol vão ter mais lesões principalmente nos joelhos por que eles vão ultrapassar os limites daquele tecido e essa lesão se torna ao longo do tempo uma coisa crônica, e cada vez mais difícil de ser reparada", diz.

Problemas como esse podem ocorrer em pessoas de todas as idades e, por envolver principalmente as articulações, um dos métodos mais efetivos para o tratamento das lesões é a Fisioterapia Analítica. "É um tratamento que tem fundamentalmente a visão articular. Ela faz manobras de reposicionamento e de mobilização para devolver para a articulação aquele seu funcionamento normal", diz. "No momento que a gente reorganiza tudo isso a função muscular fica melhor e o movimento do indivíduo poderá ser feito mais corretamente", completa.

De acordo com Maria Luiza, "são manobras passivas, quer dizer, feitas diretamente dentro de cada plano da articulação em questão, e isso segue todo um protocolo de exames, de testes e de análises que vai corresponder a necessidade daquela estrutura. Nele é detectado onde é que essa articulação não está bem posicionada, considerando o seu ritmo biomecânico correto", afirma. "É diferente dos outros tipos de técnicas articulares conhecidas que tem manipulações mais bruscas".

Decisão da Anvisa sobre emagrecedores deve sair nas próximas semanas

A (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve definir, nas próximas semanas, sua decisão acerca da liberação ou proibição dos inibidores de apetite, utilizados como arma para o emagrecimento. A declaração é da chefe do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária, Maria Eugênia Cury.

Segundo ela, a área técnica deve concluir um relatório de recomendação nas próximas semanas, realçando os riscos promovidos pelo uso dos medicamentos e, portanto, defendendo a retirada dos produtos do mercado brasileiro. O documento pode vir a determinar a posição final da Anvisa.

De acordo com Maria Eugênia, o painel internacional sobre a venda de emagrecedores no Brasil, realizado na semana passada, bem como as discussões anteriores sobre o assunto, reforçaram a tese de que há falhas na segurança desses medicamentos e de que os riscos superam os benefícios.

Ela explicou que o objetivo do último debate era promover a análise de aspectos técnico-científicos sobre os inibidores de apetite, capazes de sustentar uma decisão por parte da diretoria colegiada da Anvisa.

Debate

Sobre o embate em torno da eficácia dos remédios, Maria Eugênia destacou que eles deveriam ser capazes de tratar o problema da obesidade como um todo – e não apenas a perda de peso. Pessoas muito acima do peso, segundo ela, apresentam ou têm propensão a apresentar problemas cardíacos e pressão alta, situações que podem ser fatalmente agravadas por um emagrecedor. As entidades médicas, sobretudo os endocrinologistas, defendem o controle na venda dos medicamentos.

“Para poder controlar, você tem que saber. Eu vou dizer que o médico só pode prescrever para quem? Para qual situação? Essa deve ser a decisão final: qual a melhor forma para a população não ficar desassistida, mas bem protegida”, disse.

Antecipando a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, o CFM (Conselho Federal de Medicina) já informou que, caso a proibição da venda dos remédios se confirme, vai recorrer à Justiça. O órgão defende o uso racional dos medicamentos e o estímulo a essa prática por meio de campanhas educativas voltadas para os profissionais de saúde e os pacientes.

Governo estuda incluir mais duas vacinações no calendário oficial

Ministro Padilha aguarda evolução de algumas doenças para definir cronograma de vacinação   Foto: Elza Fiúza/ ABr

O governo federal estuda a inclusão de mais duas vacinas no calendário oficial de imunização do País. A informação foi dada hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo Padilha, o ministério analisa a evolução da catapora e da hepatite A para decidir se o combate a essas doenças também será realizado.