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terça-feira, 21 de junho de 2011

Senado aprova projeto que reduz imposto de equipamento hospitalar

O Senado aprovou nesta terça-feira projeto que aumenta a isenção de impostos sobre a importação de equipamentos hospitalares. Pelo texto, quatro impostos deixarão de incidir sobre aparelhos vindos do exterior que não tenham similares no mercado nacional: IPI (Imposto sobre Importação), Cofins, Imposto de Importação e Contribuição para o PIS/Pasep.

Como o projeto foi aprovado em caráter terminativo pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), segue para análise da Câmara --se não houver nenhum recurso para que seja analisado no plenário do Senado.

O texto prevê que a isenção vale apenas para a aquisição de equipamentos que não possuem similares no mercado brasileiro. O projeto estabelece que a União, Estados e municípios poderão adquiri-los, assim como "estabelecimentos públicos e privados" dedicados à saúde.

Relator do projeto na CAE, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) justificou o projeto ao afirmar que a isenção de impostos vai permitir a aquisição de equipamentos mais modernos pela rede pública de saúde. Na opinião do senador, o Brasil tem hoje dois tipos de medicina: uma "elitizada", para os que podem pagar muito por atendimento em locais com equipamentos importados e tecnológicos, e a "convencional", destinada à maioria dos brasileiros.

"O projeto objetiva, assim, reduzir o custo da importação de equipamentos hospitalares, para que maiores parcelas da população possam ser beneficiadas pelas novas tecnologias."

A CAE aprovou emenda que estende a isenção dos quatro impostos às partes e peças de reposição dos equipamentos hospitalares que não têm similares vendidos no Brasil.

ESCOLAS

A Comissão de Educação também aprovou hoje projeto que isenta de impostos materiais escolares, uniformes e equipamentos exigidos pelas escolas do ensino básico. O texto seguiu para análise da CAE.

A isenção de impostos já vale para livros distribuídos nas escolas públicas, mas o projeto estende o benefício às escolas privadas e a outros materiais escolares.

"Quatro milhões de estudantes, por estudarem em escolas privadas, não contam com esse benefício. E todos são sacrificados pelo montante das despesas com o material escolar, que, ademais, coincidem com o período de cobrança de outras obrigações financeiras das famílias", disse o senador José Agripino (DEM-RN), relator do projeto.

PF prende prefeito e primeira-dama de Taubaté (SP) por fraude

O prefeito de Taubaté, Roberto Pereira Peixoto (PMDB), e a mulher dele foram presos na manhã desta terça-feira pela PF (Polícia Federal) durante a chamada Operação Urupês.


Lucas Lacaz Ruiz-9.abr.2010/Folhapress
O prefeito de Taubaté, Roberto Pereira Peixoto (PMDB), preso em operação da PF sob suspeita de fraudar licitações

Eles são suspeitos de envolvimento em fraudes a licitações para a compra, gerenciamento e distribuição de medicamentos e merenda escolar por meio de empresa registrada em nome de "laranjas".

A investigação, iniciada em 2009, apura ainda os crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Operação Urupês foi deflagrada hoje com o objetivo de desarticular suposta organização criminosa formada por empresários, políticos e funcionários públicos.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão --dez na região de Taubaté e três na cidade de São Paulo-- e três mandados de prisão temporária.

Todos os mandados foram cumpridos. Participaram da operação 54 policiais federais.

Pacientes buscam tratamento em terapia feita em ambulatório

A impaciência, típica das crises de abstinência, levou Pedro (nome fictício), 41, a deixar o pronto-socorro de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) e esperar em casa por uma vaga de internação em um hospital psiquiátrico.
Edson Silva/Folhapress
Paciente faz trabalho manual em ambulatório para dependentes químicos no interior de SP

Pela agressividade, ele precisou ser amarrado para passar a madrugada da última sexta-feira (17) no PS. Até o final da tarde daquele dia, ainda não havia obtido vaga. Pedro é dependente de álcool e cocaína há dois anos. Tentou por se tratar em uma comunidade terapêutica, mas não se adaptou.

Apesar de dizer ser bem atendido no Caps AD, ambulatório para dependentes químicos, ele afirma não gostar de terapias. "Isso não dá certo, você expõe a vida a um desconhecido", conta.

Para Pedro, o dependente ainda é olhado com desconfiança e preconceito nos PSs e hospitais. "Faltam médicos que te compreendam."

Cecília, 56, busca hoje na máquina de costura do Caps AD superar as duas décadas de dependência ao álcool.

Ela hoje ensina outras pacientes --e também aprende. "Isso aqui me ajuda muito, fico mais leve. No fim de semana, fico ansiosa para voltar para o Caps", relata.

Cecília começou o vício no álcool ao se separar do marido. Em momentos de crise, chegou a ser internada quatro vezes em um sanatório em Uberaba (MG). Em outra ocasião, lembra-se da sensação de ficar internada em um hospital psiquiátrico de outra cidade.

"Fiquei junto com outros doentes mentais. Não é preconceito, mas dependente químico precisa de um espaço próprio."

Como Cecília, Cláudio, 65 anos de idade e 30 de dependência ao álcool, também busca apoio nas terapias e atividades ocupacionais do Caps para não ter recaídas.

Na última, ocorrida no ano passado, ficou por duas semanas internado em um hospital. "Caps é o melhor lugar. Você passa o dia inteiro com a mente ocupada. Na internação, você se sente preso."

Estudo usa implante no cérebro para restaurar memória

Cientistas criaram um implante para o cérebro que restaurou a memória em ratos.

O experimento é um primeiro passo para o desenvolvimento de próteses neurais para tratar efeitos de demência, derrames e outras lesões cerebrais em humanos.

Nos últimos anos, neurocientistas desenvolveram implantes que permitem a pessoas paralisadas usar seus pensamentos para ativar membros artificiais.

O novo trabalho, publicado sexta-feira (17), foi feito por pesquisadores da Universidade Wake Forest e da Universidade do Sul da Califórina.

Eles usaram as técnicas para ler a atividade neural mas, desta vez, para melhorar a função cerebral em vez de ativar aparelhos externos.

RECOMPENSA

Os pesquisadores, liderados por Sam A. Deadwyler, treinaram ratos para lembrar qual de duas alavancas idênticas eles deveriam pressionar para receber água.

Os animais primeiro viam uma das duas alavancas aparecer e, depois de um tempo, tinham que se lembrar de pressionar a outra alavanca para receber a recompensa.

Em cada tentativa, o animal tinha que lembrar qual alavanca aparecia primeiro para fazer sua escolha.

GRAVAÇÃO

Os ratos receberam um implante com uma rede de eletrodos, que ia do topo da cabeça até regiões próximas do hipocampo, estrutura crucial para a formação de memórias em ratos e em humanos.

Os pesquisadores usaram uma droga para "desligar" uma dessas áreas. Assim, os ratos não se lembrariam de qual alavanca pressionar.

Antes, os cientistas gravaram sinais emitidos pela região do cérebro conectada ao implante e depois desligada.

Eles reproduziram os sinais por meio do implante como se fosse uma melodia, ativando a memória dos ratos.

Os cientistas dizem que o sistema pode ser adaptado para uso em pessoas.

O problema é que o implante precisa gravar uma memória antes de reproduzi-la. Em pessoas com problemas graves, esses sinais podem ser fracos demais.

A memória humana também é muito complexa e envolve outras áreas do cérebro. Mas o implante, ao menos, serviria para tarefas simples, como lembrar onde algo está guardado e onde fica o banheiro, por exemplo.

Pesquisas apontam crescimento da bulimia entre meninos

Um estudo com cerca de 16 mil crianças em Taiwan aponta que 16% dos meninos com idades entre dez e 12 anos admitiram ter induzido o vômito para perder peso.

A pesquisa foi publicada neste mês no periódico "Journal of Clinical Nursing" e estudou meninos de até 18 anos.

A maior prevalência de bulimia (16%) foi na faixa entre os dez e os doze anos. Entre as meninas, 10% sofriam com o transtorno.

Médicos afirmam que a bulimia entre os meninos pode ser motivada por uma tentativa de evitar o bullying, segundo o jornal britânico "Telegraph".

Outro estudo, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, aponta que 4% dos estudantes na pré-escola já usaram laxantes com o objetivo de emagrecer.

Aids e a camisinha do futuro

É conhecido que muitas vezes são os próprios maridos que contaminam suas mulheres com doenças sexualmente transmissíveis. É daí que mulheres entram nas estatísticas da Aids ou do HPV. O que não é conhecido, segundo muito especialistas, é que homens mais velhos não gostam de usar camisinha com receio de perder a ereção.

Daí, entre outros fatores, a importância da invenção inglesa e cuja comercialização foi aprovada oficialmente nesta semana.

Graças a um gel na ponta da camisinha, não apenas a ereção é facilitada como, segundo os testes, o ato sexual é prolongado.

Essa invenção não foi motivada para combater as doenças sexualmente transmissíveis, mas talvez sirva como um poderoso argumento para ajudar a combatê-las ao mexer com a vaidade masculina.

Vacina viral ataca tumores de próstata, mostra pesquisa

Experimentos feitos em camundongos por uma equipe internacional de cientistas tiveram sucesso animador na tarefa de ensinar o organismo dos bichos a combater tumores de próstata.

Os roedores de laboratório receberam uma vacina terapêutica contra o câncer, feita a partir de genes que só ficam ativos na próstata.

Com isso, seu corpo mobilizou as próprias defesas para lutar contra tumores que já estavam estabelecidos. Em 80% dos casos, a doença acabou sendo eliminada.


GARGALO

 
Ainda são necessários anos de novos estudos antes de a abordagem poder ser testada em seres humanos, e problemas associados a ela podem acabar aparecendo, mas a pesquisa parece ter obtido avanços num ponto crucial: como induzir o ataque às células cancerosas sem danificar o resto do organismo.

O estudo acaba de ser publicado na versão digital da revista científica Nature Medicine. A equipe, liderada por Alan Melcher, da Universidade de Leeds, no norte do Reino Unido, recrutou a ajuda de um vírus para a tarefa (veja infográfico acima).

É cada vez mais comum que aliados virais sejam usados para projetar terapias envolvendo DNA. No caso do VSV (vírus da estomatite vesicular, na sigla inglesa), o interesse surgiu porque ele é naturalmente capaz de atacar certos tumores.

Como seus efeitos em humanos não costumam passar de sintomas parecidos com uma gripe, considera-se relativamente seguro trabalhar com o vírus. Desta vez, no entanto, o interesse era usá-lo como veículo para os genes ativos na próstata.

Tais genes, obtidos de próstatas humanas normais (sem câncer) foram contrabandeados para dentro do material genético do VSV e injetados nos camundongos.

Os vírus, por sua vez, fizeram o serviço sujo de induzir a produção elevada de moléculas típicas da próstata, cuja receita está contida nos genes escolhidos pelos cientistas. Uma delas é a PSA, usada justamente para diagnosticar tumores de próstata.

Diante da presença aumentada das substâncias específicas do órgão, e da própria ação do vírus, o corpo dos ratinhos foi estimulado a reagir contra os cânceres.

Isso provavelmente aconteceu porque as moléculas derivadas do tecido da próstata foram lidas como um corpo estranho pelo organismo, do mesmo modo que ele interpretaria a invasão de um parasita, dizem os cientistas.

Ao mesmo tempo, os tecidos saudáveis da próstata dos camundongos não foram atacados isso quando o tratamento era sistêmico, ou seja, quando os vírus eram simplesmente injetados na corrente sanguínea.

Não está muito claro ainda o porquê disso. Os cientistas especulam, no entanto, que a passagem do vírus alterado pelo sangue ajudaria a potencializar a reação do sistema imunológico (de defesa).

Outro truque interessante, a julgar pelo experimento, seria usar genes ligados à próstata de outra espécie de mamífero, porque isso também parece fortalecer a reação de defesa do organismo.

Governo corta verba para alcoolismo e eleva para droga ilícita

É a política do cobertor curto. O governo reduziu entre 1998 e 2007 as verbas para tratar dependentes de álcool e aumentou para quem usa drogas ilícitas como crack, cocaína e maconha, segundo levantamento do economista Daniel Cerqueira, da Fundação Getúlio Vargas do Rio.

Não há números muito precisos, mas a dependência de álcool atinge cerca de 16 milhões de pessoas. Já os dependentes de drogas ilícitas não são mais do que 6 milhões.

A queda de gastos foi detectada a partir do Datasus, que reúne dados do sistema de saúde pública no país.

Em 1998, o governo gastou R$ 413 milhões em tratamentos de transtornos do álcool. Em 2007, essa cifra caiu para R$ 226 milhões, um recuo de 45%. As internações nesse período diminuíram 26% (de 87.889 para 65.159).

Com as drogas ilícitas, ocorreu o fenômeno inverso: houve aumento de verbas, mas numa proporção menor do que o crescimento das internações. Os gastos com tratamentos, que eram de R$ 55 milhões em 1998, alcançaram R$ 95 milhões em 2007.

O número de internamentos explodiu nesse período. Passou de 13.905 em 1998 para 32.847 dez anos depois, um salto de 136%.

O total das verbas para tratar dependência de álcool e de drogas ilícitas caiu 31% nesses dez anos, de R$ 468 milhões para R$ 321 milhões.


SEM JUSTIFICATIVA

O Ministério da Saúde confirma que as internações para álcool caíram, mas diz que os recursos aumentaram.

O álcool é apontado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como a droga mais consumida no mundo. Seu uso é responsável por 4% das mortes, segundo a entidade.

"Essa queda de recursos para os transtornos do álcool é escandalosa", diz Dartiu Xavier, diretor do Proad (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes).

Não faz sentido, segundo ele, diminuir recursos para um problema que é muito maior do que o das drogas.

"O álcool precisa de mais internação do que as outras drogas porque a síndrome de abstinência exige um atendimento hospitalar", diz.

A psicóloga Ilana Pinsky, vice-presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas) e defensora das internações, diz que a estratégia do governo é esconder a redução dos gastos com álcool. "Estão usando o drama do crack, que é grave, para não falar de álcool."

O programa federal contra a dependência chama-se Plano de Combate ao Crack e Outras Drogas.

Para o psiquiatra Valentim Gentil, professor da USP, os cortes de verbas para álcool integram uma política de redução de leitos de psiquiatria. O governo fechou 80 mil leitos entre 1989 e 2010.

Algum leitor quer opnar?

Coração de viciados em cocaína sofre danos sem mostrar sintomas



O abuso da cocaína pode provocar danos no coração, como miocardite --que pode levar a um infarto--, muitas vezes sem que a pessoa apresente os sintomas, revela um estudo divulgado nesta segunda-feira pela publicação médica BMJ ("British Medical Journal").

Segundo os autores da pesquisa, as autópsias revelam que um em cada cinco viciados em cocaína tem miocardite --inflamação do miocárdio-- e acredita-se que um quarto dos infartos não mortais nas pessoas menores de 45 anos esteja associado ao consumo de cocaína.

Os especialistas revelam que a miocardite costuma provocar dores no peito e pode resultar em infartos mortais.

Os pesquisadores quiseram determinar se existiam provas tangíveis de danos ao coração entre os consumidores a longo prazo de cocaína que não tinham histórico de doenças coronárias, nem sintomas de problemas no coração.

Assim, fizeram um acompanhamento da saúde de 30 viciados na droga que a consumiam há anos e que tinham se internado em um centro de reabilitação.

No grupo havia 25 homens e cinco mulheres com uma idade média de 37 anos. Cerca de 20% deles estavam infectados com hepatite C ou com o HIV, revelou o estudo.

A metade dos viciados consumia também outras substâncias, como opiáceos e álcool, e tinha consumido durante uma média de 12 anos aproximadamente 5,5 gramas de coca por dia.

Os autores fizeram uma série de teste para detectar qualquer anormalidade na função do coração, como níveis de elementos químicos no organismo, testes físicos e ressonâncias magnéticas.

Embora a função do coração fosse normal em todos os casos, em 12 foram detectadas anomalias localizadas e uma alta prevalência (83%) de danos estruturais.

Quase a metade das pessoas examinadas apresentava edema do ventrículo inferior esquerdo, fato que foi associado a um maior consumo de cocaína.

As ressonâncias magnéticas também revelaram danos no tecido (fibrose) em 73% dos viciados na droga, possivelmente como resultado de um infarto silencioso.

Os pesquisadores lembram que o edema é sinal de um dano recente e reversível, mas que o mesmo não se dá com a fibrose.

Os autores constatam que o abuso de múltiplas drogas poderia ter contribuído para o tipo de dano detectado nos viciados em cocaína, mas advertem que isso não explicaria todos os casos.

Prefeitura de Salvador abre 3.457 vagas para área da saúde

A Prefeitura de Salvador vai realizar concurso público para formação de cadastro de reserva na área de saúde do Município, oferecendo 3.457 vagas para cargos dos níveis superior, médio e técnico.

O edital foi publicado nesta sexta-feira (17) no Diário Oficial do Município e prevê a seleção de profissionais para os cargos de auditor em Saúde Pública, fiscal de controle sanitário, profissional de atendimento integrado, sanitarista, técnico em serviços de saúde e auxiliar em serviços de saúde.

As inscrições começam na próxima na próxima terça-feira (dia 21) e seguem até o dia 17 de julho, exclusivamente pela internet. O processo seletivo é realizado pela Fundação Cesgranrio, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag).

A íntegra do edital está disponível nos endereços eletrônicos da Fundação Cesgranrio e Seplag. A taxa de inscrição é de R$ 47,90 para os cargos de nível superior, e de R$ 29,80, para as funções dos níveis médio e técnico.

A Fundação Cesgranrio mantém convênio com a empresa Microlins, cujos postos estarão disponíveis para inscrição dos candidatos que não possuem computador. As unidades credenciadas ficam no bairro de Nazaré (Avenida Joana Angélica, 150) e Mercês (Avenida Sete de Setembro, 924).

O último concurso realizado pelo Município para médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, biólogo, nutricionista, auxiliar de nutrição e técnico de enfermagem foi realizado em 2002. Com o processo seletivo anunciado nesta sexta, será a primeira vez que a Prefeitura do Salvador selecionará, por concurso público, terapeuta ocupacional, educador físico, fonoaudiólogo, oficineiro e cuidador.

Médicos podem contestar informações do CNES

Médicos poderão contestar informações registradas do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde). A decisão foi tomada a partir de reunião realizada na última quarta-feira (15) entre representantes de entidades médicas de Pernambuco e a diretoria da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e chefe de Gabinete do Ministério da Saúde, Mozart Sales. O encontro discutiu portaria 134 que, entre outras definições, regulamenta o registro de profissionais no cadastro nacional.

O CNES é o sistema que registra as informações dos estabelecimentos de saúde públicos e privados e dados dos profissionais de saúde. O cadastro é utilizado pelo Ministério da Saúde para a implementação e implantação de políticas públicas e também para o controle e repasse de recursos da saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a partir dessa decisão, o profissional médico poderá fazer um requerimento de ajuste de informações. Isso evita que informações incorretas, como vínculo de emprego onde não trabalha mais, permaneçam no sistema. E completa ao dizer que a ferramenta estará disponível ainda neste mês. A contestação do médico irá gerar um chamado automático para que o gestor local corrija os dados.

Desde abril, a nova portaria reforçou a responsabilidade do gestor local (estadual, municipal e do Distrito Federal) e dos gerentes dos estabelecimentos de saúde em inserir e manter atualizado os dados cadastrais dos profissionais de saúde em exercício nos respectivos serviços públicos e privados. Além de representes da Fenam, participaram do encontro membros do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CREMEPE) e do Sindicato Médico de Pernambuco (Simepe).

Anvisa defende descentralização das ações de vigilância sanitária

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, defendeu, nesta quarta-feira (15/6), a necessidade de avanços no processo de descentralização das ações de vigilância sanitária como forma de melhoria da saúde pública brasileira.

“A gestão federal gera um afastamento natural daquilo que se passa no dia a dia, por isso, é necessário que a Anvisa se coloque como aparato potencializador das capacidades de estados e municípios em enfrentar as dificuldades”, disse Barbano, em comunicado.

A declaração foi dada aos secretários estaduais de saúde presentes na 6ª Assembléia do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), em Brasília (DF). Além disso, Barbano colocou em pauta o desafio de “conciliar as ações de vigilância sanitária com uma agenda de desenvolvimento econômico e social do país”.

Nos últimos cinco anos, a Anvisa aumentou em 34% os repasses de verbas para estruturação dos órgãos de vigilância sanitária em estados e municípios. Os valores dos repasses, que eram de R$ 164.321.652,93, em 2006, atingiram o montante de R$. 220.074.898,00, em 2010.

De acordo com a Agência, a criação do Teto Financeiro de Vigilância Sanitária e do Piso Municipal de Vigilância Sanitária, em 2007, possibilitou que municípios com até 20 mil habitantes, que não tinham acesso a qualquer tipo de recurso, recebessem o valor anual de R$ 7,2 mil. Já os municípios com mais de 20 mil habitantes recebem repasses proporcionais à população local.

Em 2010, o Governo Federal liberou R$ 10,5 milhões para estados e municípios que compõem a região da Amazônia Legal investirem em vigilância sanitária. A verba é transferida, de acordo com o tamanho das populações, em parcela única para estados e municípios da região que tiverem os projetos aprovados nas Comissões Intergestores Bipartite e apresentados ao Fundo Nacional de Saúde.

SUS

Outro ponto levantado pelo diretor-presidente da Anvisa, durante a assembléia do Conass, foi a necessidade de sensibilizar a sociedade de que a vigilância sanitária é uma ação inerente ao Estado e que está inserida, obrigatoriamente, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Barbano ressaltou que a vigilância sanitária deve atuar como instrumento incentivador das ações definidas como prioritárias, pelos gestores do SUS, para a saúde da população.

Brasil busca maior intercâmbio em saúde com a África



O Subsecretário-Geral do Itamaray para África e Oriente Médio, Embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, participa de reunião com o diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, nesta segunda-feira (20) para dar início a uma rodada de negociação no âmbito da cooperação Sul-Sul.

O governo brasileiro, por intermédio de diversas instituições públicas, como a Fiocruz, já colabora com o grupo de países do PALOP- Países Africanos de Língua Portuguesa, e pode expandir as ações de intercâmbio para os demais países africanos. É no âmbito da cooperação em saúde que ocorre a discussão com a Anvisa, por intermédio do Itamaraty.

Na esfera da diplomacia internacional, muitos são os países africanos que estabeleceram acordos com o Brasil para receber capacitação ou realizar intercâmbio com o objetivo de promover um impacto positivo na qualidade de vida das populações dos países parceiros.

Anvisa busca entender estratégias de propaganda da indústria farmacêutica



Os diretores da Anvisa Dirceu Barbano e Jaime Oliveira participam da 5ª Reuniao Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), realizada em Brasília, na última quinta-feira (16/6). Instância de articulação e pactuação na esfera federal, a Comissão atua na direção nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como integrantes gestores do SUS das três esferas de governo – União, estados, Distrito Federal e municípios.

Após a fase de discussão e pactuação dos temas em pauta, a Anvisa apresentará os resultados da pesquisa Diagnóstico Situacional de Promoção de Medicamentos em Unidades de Saúde do SUS, realizada no Distrito Federal e em 14 capitais brasileiras, no ano de 2009. Ao todo, foram entrevistados 705 profissionais de saúde em 185 Unidades Básicas de Saude.

Dados da pesquisa demonstram que, entre as estratégias mais usadas pela indústria farmacêutica para divulgar seus produtos nas Unidades de Saúde, destacam-se a distribuição de brindes e a divulgação de impressos sobre os medicamentos. O estudo também indicou que 75% dos gestores de saúde recebem visitas mensais de representantes da indústria farmacêutica.

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, a pesquisa buscou entender quais são as estratégias que a indústria farmacêutica utiliza para influenciar a aquisição e prescrição de medicamentos nas Unidades Básicas de Saude. “Esse diagnóstico permite uma atuação mais precisa e qualificada do órgão regulador no sentido de reprimir essas praticas”, disse.

O Diagnóstico Situacional da Promoção de Medicamentos em Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde será apresentada, na CIT, pela gerente-geral de Monitoramento e Fiscalização da Propaganda da Anvisa, Maria Jose Delgado Fagundes.

Valor pago pelo SUS inviabilizou cirurgia de aneurisma cerebral

A redução do valor pago pelo SUS por uma minúscula espiral que oclui os aneurismas cerebrais inviabilizou a cirurgia no Brasil inteiro e colocou em risco iminente alguns milhares de pacientes que tem o aneurisma e que, sem a operação, estão sujeitos a derrame mortal ou, quando menos, incapacitante.

A denúncia é da Sociedade Brasileira de Neurorradiologia, segundo a qual os hospitais de todo o País deixaram de comprar as espirais destacáveis, assim que o SUS decidiu unilateralmente reduzir de R$ 2.200,00 para R$ 1.300,00 o valor com que reembolsa o insumo. O presidente da SBNRDT, Paulo Eloy de Passos Filho, explica que a cada ano eram feitas três mil cirurgias de oclusão de aneurisma cerebral por cateterismo e o aneurisma não operado que se rompe, causa mortalidade imediata de 40% dos pacientes e, dos sobreviventes, 50% ficam permanentemente incapaz de trabalhar.

O especialista explica que o aneurisma é uma dilatação de uma artéria num ponto em que a parede do vaso é mais fraca e forma como que uma bolha que, quando se rompe, causa o que o leigo chama de derrame e os médicos de AVC, acidente vascular cerebral.

Como o problema pode ocorrer em qualquer ponto do cérebro, conforme o caso o paciente falece imediatamente ou pode ficar com sequelas como perder a fala, a capacidade de andar, de enxergar ou de movimentar um braço. “Quando se detectava um aneurisma, a solução era cortar uma parte do osso do crânio para que, com o cérebro exposto, o cirurgião colocasse um clipe para bloquear a anomalia”, explica Paulo Passos.

Recentemente, porém, a operação passou a ser feita de forma muito menos invasiva e com menos riscos, com a introdução de um cateter num vaso da virilha, que o médico conduz até o aneurisma. A anonalia é preenchida com a estira metálica, uma espiral ou mola minúscula, pouco mais espessa que um fio de cabelo, fazendo a oclusão e impedindo que o sangue continue a circular por ele.

“O novo método é tão vantajoso e resulta mais barato, já que a recuperação é rápida e elimina a necessidade de UTI e da permanência por dias no hospital”, diz o médico, que nos últimos anos 40% dos aneurismas operados através do SUS o foram por essa técnica. Repentinamente, porém, o SUS cortou pela metade o valor pago pelo insumo e pior, “a decisão foi abrupta, tomada de cima para baixo sem nenhum aviso e nem qualquer tratativa com as empresas que ofereciam no Brasil o produto, que é importado”, o que resultou na impossibilidade de usar o recurso tecnológico, quando se trata de paciente do SUS.

Os neurorradiologistas foram informados de que o SUS tem determinado limite de gastos com neurocirurgia e reduziu o valor pago por economia, mas os cirurgiões consideram um erro grave. “Sem a cirurgia, uma parte dos pacientes vai morrer quando o aneurisma se romper e os que sobreviverem vão representar um imenso custo para o Governo, pois ficarão incapazes de trabalhar, precisarão de tratamento caro e que é apenas paliativo e passarão a viver de aposentadoria, onerando o INSS”.

Como o Brasil é carente de estatísticas, Passos cita os estudos norte-americanos e europeus que comprovam que a intervenção via cateterismo é mais cara vista isoladamente, mas a relação custo-benefício é extremamente favorável se for incluído no cálculo as diárias de UTI e hospital que deixam de ser gastas e a redução do risco do tratamento, pois o paciente volta logo para casa. Isso sem pensar na vantagem social, insiste o cirurgião, lembrando que o paciente operado pode voltar ao trabalho mais rápido e viverá saudável por várias décadas.

Por isso mesmo a SBNRDT apela ao SUS para que entre em acordo com os fornecedores dos materiais pois esta técnica representa um recurso salvador para os pacientes com aneurisma cerebral.

Hospital do Coração realiza cirurgias intra-útero para casos de malformações fetais

A importância dos exames no período pré-natal em gestantes é incontestável.

Somente desta forma é possível identificar casos de problemas no feto, ainda dentro do útero materno como malformações, alterações do bem estar fetal, problemas cardíacos, entre outros. A ultrassonografia morfológica faz parte da série de exames que devem ser solicitados pelo obstetra durante a gestação, para detectar qualquer anormalidade fetal ainda no útero materno.

Todo esse cuidado é justificado diante da incidência de bebês portadores de malformações congênitas, que chega a 2% de todos os nascidos vivos. As cardiopatias são as afecções mais frequentes, enquanto casos de síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e hérnia diafragmática congênita (HDC) figuram entre os casos raros, porém, não menos graves.

“O acompanhamento e o tratamento de um bebê com malformação congênita, ainda na gestação, é primordial para a saúde do feto. Exames como a ultrassonografia morfológica, o ecocardiograma fetal e a investigação cariotípica podem tranquilizar os pais, pois a partir do diagnóstico é possível decidir qual será o momento ideal e a melhor forma de se realizar o tratamento”, afirma a Dra. Simone Pedra, cardiologista fetal e coordenadora da Unidade Fetal HCor.

Referência no atendimento cardiológico, o Hospital do Coração, em São Paulo, inaugurou em 2009 a Unidade Fetal e conta com equipes especializadas no atendimento pré-natal não só a bebês cardiopatas, como também portadores de outras graves afecções detectadas intra-útero como a síndrome de transfusão feto-fetal, a válvula de uretra posterior, a hérnia diafragmática congênita entre outras.

A STFF ocorre somente em gestações gemelares monocoriônicas (dois fetos dividindo a mesma placenta), havendo um desequilíbrio entre as circulações sanguíneas dos gêmeos através de comunicações vasculares anormais entre ambos. Esta doença é muito grave e se não interrompida rapidamente tem altas chances de evoluir com óbito de ambos os fetos. A STFF ocorre em 10 a 30% das gestações gemelares monocoriônicas.

“Neste caso, a intervenção cirúrgica intra-uterina é feita com o auxílio do laser, usado para a cauterização dos vasos anômalos e interrupção da circulação anormal entre os fetos. Em casos de STFF grave, quando o tratamento não é realizado, há óbito de pelo menos um feto em 95% dos casos. Com o tratamento de ablação com laser dos vasos placentários por via endoscópica, a sobrevida de pelo menos um dos gêmeos é de 80%”, explica o Dr. Fábio Peralta, cirurgião fetal do HCor, especialista neste tipo de procedimento.

A Hérnia Diafragmática Congênita – HDC é um defeito no diafragma - músculo envolvido nos movimentos respiratórios, que separa o tórax do abdômen – em que os órgãos abdominais, como fígado, estômago, intestino, sobem para a região torácica e ocupam o local onde ficam os pulmões. Desta forma, há hipodesenvolvimento pulmonar levando a sua hipoplasia. A incidência de casos desse tipo é de aproximadamente 1/4000 gestações. Em casos muito graves, quando há herniação do fígado para o tórax fetal, a chance de sobrevida pós-natal dos afetados é menor do que 10%.

A intervenção nesses casos é feita ocluindo-se temporariamente a traquéia do feto com um pequeno balão de silicone, o que faz com que os pulmões se expandam, melhorando a chance de sobrevida do neonato.

A oclusão traqueal fetal é realizada somente nos casos extremamente graves (com herniação hepática), sendo a sobrevida nos casos em que a oclusão traqueal foi realizada, de aproximadamente 50% (contra menos de 10% se a conduta expectante no pré-natal for adotada).

Em janeiro de 2009, o Hospital do Coração, referência no atendimento de cardiopatias congênitas, inaugurou a sua Unidade Fetal. Há aproximadamente 30 anos atuando na área de cardiologia pediátrica, a unidade foi criada com o objetivo de oferecer o que há de mais moderno no diagnóstico e tratamento precoce de cardiopatias congênitas graves. Ampliando a sua atuação a unidade conta hoje não só com o atendimento cardiológico, mas também com todo o arsenal diagnóstico e terapêutico disponível na medicina fetal.

Dispondo de uma equipe obstétrica especializada em gestações de alto risco e da mais especializada equipe de medicina fetal, o HCor se destaca como um dos serviços mais completos nesta área do país dispondo das mais modernas técnicas terapêuticas para o tratamento de anomalias de toda natureza que ocorrem e são diagnosticadas ainda na vida fetal.

http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/noticias_detalhe.asp?id_noticia=1939

Especialista em transplantes de fígado analisa alternativas de tratamento para Hepatite C

Falência hepática, cirrose e câncer. Este pode ser o resultado de uma hepatite B e C não diagnosticada em seu inicio e não tratada adequadamente.

“Por isso, a prevenção ainda é o melhor remédio. Para a hepatite B temos um programa de vacinação eficiente. Países que adotaram bons programas de vacinação para a hepatite B apresentaram redução de 50% no número de casos da doença”, afirma a médica Dra. Denise Harnois, uma das gastrenterologistas e hepatologistas do Departamento de Transplante da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida. “Entretanto, a hepatite C, transmitida pelo vírus da hepatite C (HCV), ainda não tem vacina, nem cura”.
“O HCV permanece um enigma para a medicina. Ainda mais grave que a do tipo B; em 85% dos casos, o infectado desenvolve problemas crônicos no fígado. A patologia é ainda a principal responsável por levar pacientes à mesa de cirurgia para transplantar o fígado”, afirma Dra. Harnois.

A especialista ainda revela que estão sendo pesquisados algumas novos medicamentos que prometem aumentar para 70% as chances de cura desses pacientes. Medicamentos chamados telaprevir e boceprevir serão combinados aos já utilizados interferon e ribavirina para otimizar o tratamento. A médica conta ainda que um novo teste genético poderá identificar, dentre os pacientes com genótipo 1, aqueles com maior probabilidade de obter bons resultados com o tratamento.

Hoje, o sucesso do tratamento da hepatite C depende de quão debilitado está o fígado e também do genótipo do vírus com o qual o paciente foi infectado.

O HCV apresenta seis genótipos diferentes. Indivíduos infectados com os tipos 2 e 3, por exemplo, têm 70% de chance de obter sucesso no tratamento. Já pacientes com genótipo 1 têm essa porcentagem reduzida: as chances são de apenas 40 a 50%.

Hepatite é o nome de qualquer doença que afeta o fígado e compromete as suas funções. As mais comuns são as hepatites A, B e C. A diferença entre cada uma é o vírus causador da doença e a maneira como este vírus ataca o fígado. As hepatites B e C apresentam os mesmo sintomas, sendo a C a mais grave. A hepatite A é uma forma branda da doença e tende a ser mais frequente em locais com condições sanitárias precárias.

Tratamento Atual:

Hepatite A: Não há medicamentos específicos para tratar a doença. Deve-se fazer repouso e manter uma alimentação adequada, com especial atenção à reposição de fluidos perdidos devido ao vômito. A grande maioria das pessoas infectadas recupera-se em questão de semanas sem quaisquer complicações. A melhor maneira de prevenir a doença é a vacina.

Hepatite B: Tratamento com medicamentos, entre eles interferon e antivirais, num período que varia de 16 a 48 semanas. A melhor maneira de prevenir a doença é a vacina.

Hepatite C: Tratamento à base de interferon e ribavirina, num período entre 24 e 48 semanas, dependendo do genótipo do vírus com o qual o paciente está infectado. Ainda não foi desenvolvida uma vacina.

Complicações: Quando não tratadas, as hepatites B e C podem acarretar problemas crônicos, como falência hepática, cirrose e câncer.

O Programa de Transplantes de Fígado foi criado no campus da Mayo de Jacksonville, Flórida, em 1998; desde então foram realizados mais de 2.200 transplantes. Este programa apresenta um dos mais altos índices de transplantes realizados, o menor tempo médio de espera para o paciente e as mais altas taxas de sobrevida dos Estados Unidos. O Centro de Transplantes da Mayo Clinic realiza transplantes de todos órgãos sólidos adultos.

A Clínica Mayo é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada à assistência à saúde, pesquisa e educação de pessoas em todas as etapas da vida. Médicos de todas as especialidades trabalham juntos no atendimento aos pacientes, unidos por um sistema e por uma filosofia comum, de que “as necessidades dos pacientes vêm em primeiro lugar”. Mais de 3.700 médicos, cientistas e pesquisadores, além de 50.100 profissionais de saúde de apoio, trabalham na Clínica Mayo em Rochester (Minnesota), Jacksonville (Flórida) e Phoenix/Scottsdale (Arizona). Juntas, as três unidades tratam mais de meio milhão de pessoas por ano.

Técnica inédita na América do Sul beneficia pacientes do Boldrini



Tratamento inédito na América do Sul está beneficiando pacientes com câncer do Centro Infantil Boldrini, hospital de Campinas (SP).

O tratamento utiliza o acelerador linear Synergy, que permite tratar tumores e lesões sem afetar órgãos e estruturas vizinhas. O Boldrini trata de crianças e adolescentes com câncer.

O acelerador utiliza a técnica de radiação com intensidade modulada em arco (VMAT), tecnologia mais avançada em radioterapia e que traz grandes benefícios aos pacientes. O equipamento é capaz de oferecer tratamentos mais precisos e concentrados na lesão, com grande proteção aos órgãos próximos ao tumor e com redução dos efeitos colaterais. Além de permitir tratamentos com tempo mais curto de exposição.

“A técnica de radiação com intensidade modulada em arco (VMAT) realiza tratamento com o aparelho em movimento. O acelerador faz o movimento em torno do paciente, enquanto a intensidade da radiação vai sendo modulada, ou seja, controlada por um software de tratamento”, descreve a doutora

Rosângela Villar, responsável pelo Serviço de Radioterapia do Boldrini.
Esse tratamento inovador é indicado para pacientes portadores de tumores próximos a órgãos importantes e sensíveis aos efeitos colaterais da radiação, como coração, pulmão, cérebro e medula espinhal.

“Tumores vizinhos a essas estruturas apresentam grande risco cirúrgico e, na maioria das vezes, o médico opta por não realizar uma intervenção cirúrgica ficando somente a radioterapia como opção de tratamento. Um exemplo é o tumor na região da coluna, próximo à medula espinhal. Esses casos, no entanto são também um grande desafio para a radioterapia. As doses convencionais de irradiação, necessárias para a cura da doença, não podem ser aplicadas nessa localidade com as técnicas de tratamento mais antigas, devido à sensibilidade exacerbada da medula espinhal a pequenas doses de irradiação com risco de efeitos colaterais e sequelas inaceitáveis que inviabilizavam seu uso”, revela a doutora.

Os pacientes submetidos ao tratamento com essa tecnologia têm obtido importantes resultados. Segundo a doutora Rosângela, “os pacientes têm apresentado poucos efeitos colaterais, o que torna a radioterapia com essa técnica muito bem tolerada. Temos como exemplo uma criança com câncer de esôfago sendo tratada com VMAT. Ela não apresentou dificuldade para deglutir e teve ganho de peso de 2kg durante as sessões. Nos pacientes com essa doença, normalmente o que se observa é uma queda de cerca de 10% no peso durante toda a radioterapia, devido à toxicidade e dificuldade em se alimentar”, explica.

A doutora Rosângela Villar, cita ainda outros resultados animadores. “Podemos mencionar outros casos de sucesso, como uma paciente, que teve a fertilidade preservada mesmo sendo submetida à radiação em área próxima aos ovários. Outra apresentou resposta completa (cura) com esse tratamento para um câncer raro em crianças e incurável em adultos. E ainda uma criança que foi reirradiada com muita facilidade e mínimos efeitos colaterais. O que é muito difícil em pacientes submetidos a um segundo tratamento com radiação.”

O acelerador também é capaz de realizar radioterapia guiada por imagem (IGRT – Image Guided Radiotherapy), o que resulta em um Raios-X digital do paciente em tempo real de tratamento ou ainda em um corte de tomografia visualizando o tumor e os órgãos vizinhos durante a liberação do tratamento. Assim é possível fazer correções automáticas para que o centro da máquina esteja focado no centro do tumor ou da lesão a ser tratada.

“Essa técnica nos permite precisão milimétrica de posicionamento diário, controle de movimento interno dos órgãos de acordo com a respiração e com a redução diária do tumor, podendo adaptar o tratamento às condições reais do paciente dia a dia. Se houver grande redução do tumor visualizamos imediatamente o fato e podemos fazer adaptações e novo planejamento do tratamento para a nova situação. Essas variáveis, ao serem totalmente controláveis com o novo equipamento permitem margens de tratamento muito menores que as anteriores, reduzindo em muito a irradiação dos órgãos normais vizinhos”, afirma a doutora Rosângela.

O Centro Infantil Boldrini, referência no tratamento de câncer, há 33 anos atua no cuidado a crianças e adolescentes com câncer. Atualmente, o Boldrini trata cerca de 7 mil pacientes de diversas cidades brasileiras e alguns de países da América Latina, a maioria (80%) pelo SUS.

Sírio-Libanês Brasília oferece tratamento de ponta na Capital Federal

O Hospital Sírio-Libanês inaugura, na Capital Federal, a sua primeira unidade fora do Estado de São Paulo: o Sírio-Libanês Brasília – Centro de Oncologia.

O evento foi marcado por um jantar oferecido para convidados na noite da quarta-feira (15/6), no Unique Palace, e pelo descerramento da placa feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em cerimônia realizada na quinta-feira (16), na própria unidade.

Dedicado ao tratamento de todos os tipos de câncer, em crianças e adultos, o Sírio-Libanês Brasília faz parte da estratégia de ampliação de atuação do Hospital na área de oncologia. Localizado na 613 Sul, o edifício de três andares abrigará 12 suítes para aplicação de quimioterapia e seis consultórios, em uma área total de 2,4 mil metros quadrados.

Nesse primeiro momento, o objetivo é oferecer tratamento clínico em oncologia, tendo o novo serviço capacidade para realizar 800 consultas e 600 aplicações de quimioterapia por mês. Posteriormente, serão iniciados os serviços de radioterapia. Foram investidos R$ 6 milhões na remodelação e preparação das instalações do prédio.

“A escolha pela capital federal aconteceu de forma bem natural. A cidade apresenta um forte crescimento e há um número significativo de pessoas que fazem tratamento em São Paulo”, explica Paulo Hoff, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês. “O nosso Centro de Oncologia é resultado de uma construção coletiva, e este é o segredo de seu sucesso.
Implementado em parceria com o Corpo Clínico do Hospital Sírio- Libanês, o Centro sempre contou com o apoio das equipes multidisciplinares e das mais diversas áreas que compõem o Hospital. Em Brasília, queremos repetir essa mesma receita, trabalhando em parceria com os melhores profissionais médicos que já atuam na cidade, para oferecer mais conforto e praticidade aos nossos pacientes.”

De acordo com o Paulo Chapchap, Superintendente de Estratégia Corporativa do Hospital Sírio-Libanês, o atendimento em oncologia é um dos pilares da instituição, daí a opção por esta área para a entrada na Capital Federal. “Brasília conta com profissionais médicos, enfermeiros e farmacêuticos muito qualificados. Com a experiência desses profissionais aliada à qualidade desenvolvida pelo Centro de Oncologia do HSL, teremos condições de oferecer o mesmo nível de atendimento encontrado em São Paulo, seja para os pacientes que já nos procuram para uma segunda opinião, seja para aqueles que desejam iniciar os seus tratamentos”, afirma.

O Hospital Sírio-Libanês iniciou um amplo programa para consolidar a sua posição como uma das grandes referências internacionais em oncologia. O primeiro passo foi dado no final do ano passado, quando a instituição começou a discutir projetos de cooperação mútua com Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, de Nova York. O objetivo é desenvolver programas colaborativos de educação e treinamento em oncologia, incluindo simpósios conjuntos.

O foco inicial são as áreas de oncologia clínica e radioterapia. Para um futuro breve, também estão previstos projetos colaborativos de pesquisa, envolvendo as duas instituições. Antes disso, no entanto, serão dados passos preliminares para o alinhamento de sistemas de registro de dados e procedimentos. Justamente por isso, uma das áreas abordadas nessa colaboração será a de tecnologia de informação.

O projeto colaborativo faz parte de uma revisão que o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center está fazendo em suas relações com centros médicos ao redor do mundo. Na América Latina, o Hospital Sírio-Libanês foi identificado como a instituição mais indicada para uma relação próxima e de longo prazo. “O relacionamento entre as duas instituições está sendo construído sob os pilares do interesse mútuo, resultados de médio e longo prazo e com foco na formação profissional, divulgação científica e assistência”, afirma Paulo Hoff.

O alinhamento das filosofias, os objetivos comuns e a disposição da diretoria do HSL em estabelecer relacionamentos duradouros com instituições internacionais foram essenciais para o início da cooperação. Além disso, as instalações da instituição brasileira, que incluem o Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP) tiveram peso expressivo na decisão de prosseguir com as negociações.

A discussão sobre o futuro da colaboração será aprofundada nos próximos meses, coincidindo com uma visita das lideranças do Hospital Sírio-Libanês e de seu Centro de Oncologia à instituição americana.

Criado em 1998, o Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês possui médicos qualificados que atuam nas áreas de Oncologia Clínica, Hematologia, Transplante de Medula Óssea e Radioterapia. Além disso, conta com profissionais de odontologia, enfermagem, farmácia, nutrição, psicologia e fisioterapia. O tratamento humanizado oferecido por essa equipe ainda recebe o apoio do Serviço de Voluntários do Hospital.

Desde o início de novembro, o Centro de Oncologia do HSL também ocupa dois dos oito andares da nova Unidade Itaim, localizada na Rua Joaquim Floriano, em São Paulo. Com investimento de R$ 35 milhões, a unidade ainda possui serviços de hospital-dia, centro cirúrgico e um Centro de Diagnósticos por Imagem (CDI).

Humor - Peniscite

Conselho irá apurar caso de fraude em hospitais de SP

Diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba está entre os presos da operação deflagrada pelo Gaeco

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância para apurar o envolvimento de profissionais no esquema de fraudes em plantões médicos e compras irregulares em hospitais públicos do Estado. O órgão pedirá acesso aos documentos apreendidos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que participou da operação deflagrada nesta quinta-feira.

Foram expedidos 37 mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre os presos estão o diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), Heitor Consani, e os ex-diretores Ricardo Salim e Antonio Carlos Nasi, além de médicos, enfermeiros e dentistas. Após as prisões, a Secretaria Estadual de Saúde decretou intervenção no CHS.

Em Sorocaba, a operação se concentrou na sede administrativa do CHS, que fica no Hospital Leonor Mendes de Barros. O segundo andar foi interditado para a apreensão de documentos e computadores. As buscas se estenderam a outros hospitais da capital e de Itapevi, além das casas de alguns suspeitos.

Zapatero defende segurança de verduras espanholas em encontro com Medvedev

Autoridades russas e Comissão Europeia tentam fechar acordo para suspender o veto aos produtos espanhóis

São Petersburgo - O chefe do Executivo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, defendeu neste sábado, em encontro com o presidente russo, Dmitri Medvedev, a "qualidade" e a "segurança" das verduras espanholas, que, como todos as europeias, foram vetadas na Rússia por temor à infecção de E. coli.

Zapatero já enviara esta mensagem na sexta-feira a Medvedev, com quem compartilhou um jantar privado e que, segundo explicou em entrevista coletiva, se mostrou a favor de levantar o veto "o mais rápido possível".

As autoridades russas alcançaram um pré-acordo com a Comissão Europeia para suspender o veto, mas isso ainda não ocorreu, enquanto o país aguarda o recebimento de determinadas garantias por parte da União Europeia.

Neste sábado, Zapatero voltou a insistir sobre este assunto e ressaltou os "danos" sofridos pelos agricultores espanhóis com a crise gerada na Alemanha.

E. Coli mata mais uma pessoa na Alemanha

Número de mortos chega a 40, sendo 39 delas na Alemanha e uma na Suécia

BERLIM - O número de mortos pela bactéria E. Coli na Europa aumentou nesta segunda-feira para 40, mas o número de novos casos continua a diminuir, informou o Centro de Controle de Doenças da Alemanha. O país registra 39 mortes em decorrência da infecção, a Suécia teve uma morte no início do surto.

O Instituto Robert Kock informou nesta segunda-feira que 3.494 pessoas foram infectadas na Alemanha, entre elas, 810 pessoas apresentaram sérias complicações que poderiam levar à insuficiência renal.

A Organização Mundial da Saúde disse que o caso mais recente de diarreia de um paciente infectado com E. Coli foi registrado em 1º de junho. Cerca de 109 casos foram reportados em outros países da Europa, Estados Unidos e Canadá.

A fonte da bactéria foi encontrada em uma fazenda no norte da Alemanha

Produtos redimidos

Uma enquete realizada instituto Emnid mostrou que 58% dos alemães já voltaram a consumir pepino, alface e tomate. O governo alemão tinha soltado um alerta sobre o consumo destes produtos crus antes de identificar a fonte do surto de E. Coli. O alerta agora está suspenso.

Em uma enquete anterior, feita há pouco mais de uma semana, mostrou que até então 58% da população preferiam não consumir os alimentos suspeitos.

Descoberto mecanismo que aumenta capacidade invasiva do câncer

Diminuição dos níveis da proteína RasGRF favorece o deslocamento das células cancerígenas

Santander (Espanha) - Cientistas espanhóis e britânicos descobriram um mecanismo molecular que favorece o deslocamento das células cancerígenas e, com ele, a capacidade invasiva e de metástases do câncer, informou nesta segunda-feira a Universidade da Cantábria (UC), no norte da Espanha.

A descoberta, publicada na revista Nature Cell Biology, foi feita pela equipe dirigida pelo Piero Crespo no Instituto de Biomedicina e Biotecnologia da Cantábria (IBBTEC), com a colaboração do Instituto de Pesquisa do Câncer de Londres.

O trabalho demonstra que o movimento das células cancerígenas é regulado pela proteína RasGRF, cuja ausência provoca aumento da capacidade invasiva das células.

Em seu comunicado, a UC explica que, quando os níveis dessa proteína caem, o movimento das células cancerígenas passa de alongados para amebóides, o que a torna mais rápida e mais eficaz na hora de ultrapassar obstáculos, como macromoléculas, e outros pequenos espaços que podem surgir no espaço extracelular.

A UC lembra que existem trabalhos comprovando que os cânceres com maior número de células com deslocamento amebóides são mais agressivos e que indicam que a proteína RasGRF está ausente nos tumores mais virulentos.

A equipe de Piero Crespo identificou agora que é essa mesma proteína a que modula a mudança de movimento das células cancerígenas, já que, quando seu nível é alto, se inibem as funções da enzima Cdc42 e as células mantêm movimento alongado.

Por outro lado, quando a RasGRF não está presente, a enzima Cdc42 fica hiperativa e muda o tipo de movimento das células.

Esta pesquisa revelou "o mecanismo molecular que regula a capacidade invasiva de um tumor tão agressivo e difícil de tratar como o melanoma e, graças a isso, no futuro se saberá onde apontar a busca de novos medicamentos moleculares para tratar este tipo de tumores".

Camisinha que aumenta ereção ganha recomendação da UE


A CSD500 será uma camisinha usada por homens saudáveis para ajudá-los a manter uma ereção mais firme durante relações sexuais em que usam camisinha.

Uma empresa médica britânica teve sua camisinha que reforça a ereção recomendada para receber aprovação europeia.

A Futura Medical disse que sua camisinha CSD500, licenciada para venda pela empresa farmacêutica Reckitt Benckiser, sob a marca Durex, possui em sua ponta um gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, resultando em uma ereção maior e mais firme.

A Futura disse na segunda-feira que, depois da recomendação, os produtos geralmente levam cerca de um mês para receber a certificação de marca CE. Com esta certificação, a camisinha poderá ser vendida em 29 territórios da Europa e vários países não europeus.

Em seu site na Internet, a Futura disse que a CSD500 será uma camisinha usada por homens saudáveis para ajudá-los a manter uma ereção mais firme durante relações sexuais em que usam camisinha.

Em um estudo duplo-cego co-patrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas do tipo padrão, dos participantes que expressaram uma preferência, uma parcela importante de homens e mulheres relataram melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais em que foi usada a CSD500.

Além disso, entre os participantes que expressaram uma preferência, uma parcela significativa de homens e mulheres achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis, e uma parcela importante das mulheres relatou uma experiência sexual de duração mais longa.

Em São Paulo, obesidade de mãe para filho



Crianças e adolescentes paulistanos filhos de mães obesas correm um risco 5,34 vezes maior de apresentarem o problema também em relação a indivíduos da mesma idade que têm mães magras. A conclusão é de um estudo com 660 estudantes da capital, de 8 a 18 anos, realizado em conjunto pelos cursos de nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade São Francisco e da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Foram avaliados alunos das rede privada e pública da cidade. No levantamento, os pesquisadores tratam a obesidade na adolescência como um problema multifatorial, resultado de uma alimentação rica em gordura, da falta de exercícios físicos e dos hábitos dos pais. No âmbito familiar pesa, ainda, o fator genético para o ganho de peso.

Na casa da professora Solange Lopes de Mello, de 49 anos, a preocupação com o peso é compartilhada com os filhos. “A minha família tem uma forte tendência a ganhar peso. Como não tive como controlar isso na minha infância, com meus filhos eu comecei a me preocupar mais”, explica ela, mãe de Felipe, de 24 anos, Samara, 14 anos, e Bárbara, de 10.

Para monitorar o peso dos filhos, Solange controla a entrada de açúcar e frituras dentro de casa. Outra medida, diz ela, é cuidar da alimentação das crianças na escola. “O lanche delas é uma maçã. Claro que tem influência dos colegas, mas elas têm essa consciência do que é saudável”, acredita. Mais preocupante que o excesso de peso são os problemas decorrentes dele. “Eu tenho colesterol alto, tenho de ficar controlando”, admite Solange.

Coordenadora do laboratório de obesidade infantil do Hospital das Clínicas, Sandra Villares afirma que das 420 crianças atendidas na unidade, apenas 25% têm mães magras, ou seja, com um índice de massa corporal (IMC) abaixo de 25. Além disso, segundo a pesquisadora, 90% desses pacientes infantis já eram obesos antes dos 10 anos de idade, o que indica hábitos alimentares errados desde muito cedo.

Mesmo os hábitos maternos durante a gestação podem interferir no peso dos filhos, diz Sandra. “As mães que se alimentam pouco durante a gravidez também podem ter filhos obesos. Com a restrição alimentar as crianças ganharão peso nos primeiros anos de vida, o que aumenta o risco para que se tornem adultos obesos.”

Para Sandra, a aderência da mãe a um programa de dieta é essencial para que a criança também perca peso quando está gordinha. “A mudança deve vir de casa. As mães não fazem a dieta, mas querem que as crianças façam. Assim, não dá certo”, diz. Essa também é a opinião da nutricionista Simone Freire, coordenadora do Programa de Atividades para o Paciente Obeso (Papo), da Unifesp. “Se a alimentação saudável não é aprendida na prática fica tudo mais complicado”, avalia.

A compra de produtos e alimentos com alto teor de gordura e açúcar também é um fator determinante para o ganho de peso infantil. Nesse sentido, a escolaridade materna aparece como fator de influência direta na dieta das crianças. “Mães com maior nível de escolaridade tendem a se inserir no mercado de trabalho, melhorando as condições socioeconômicas da família, o que pode provocar mudança no padrão alimentar e na rotina familiar, priorizando-se a facilidade em detrimento da saúde dos adolescentes”, detalha a pesquisa.

Exame que detecta catarata infantil é ignorado na maioria dos Estados

Apesar de ser um exame rápido, simples e indolor, apenas dez dos 27 Estados brasileiros tornaram o "teste do olhinho" obrigatório em toda a rede. O exame, entre outras coisas, é capaz de detectar catarata infantil - problema responsável por cerca de até 20% dos casos de cegueira ou baixa visão.

Wilton Junior/AE
Ajuda. Shayene e a mãe, Luanda: apoio para fazer tratamento

Entre os Estados que aprovaram leis obrigando a adoção do exame estão São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso. Em alguns deles, a lei determina que a criança seja operada em até 30 dias após o diagnóstico.

O Ministério da Saúde diz que considera o teste do olhinho tão simples que ele deveria fazer parte do exame físico da criança independente de ser uma lei. Por isso, ainda avalia uma maneira de tornar o procedimento obrigatório em todo o País - ele já foi incluído na Rede Cegonha.

A catarata é uma das doenças oculares que podem ser detectadas pelo "teste do olhinho". Ela é caracterizada pela opacidade do cristalino (lente do olho que deve ser transparente) e não é um problema exclusivo do idoso. Pode também atingir crianças, embora seja menos frequente. Estima-se que aconteçam 6 casos para cada 10 mil nascimentos. Pode ser congênita ou ser consequência da rubéola ou toxoplasmose na gravidez.

A detecção pode ser feita pelo teste do reflexo vermelho, conhecido como teste do olhinho. O exame não requer um equipamento sofisticado - é feito com um oftalmoscópio, um tipo de lanterna que possui lentes especiais refletoras. Custa entre R$ 300 e R$ 600. Quando o olho está sadio, o reflexo fica vermelho. Caso contrário, não há reflexo.

Operadora demora para atender, diz pesquisa


Cerca de um quarto dos clientes de planos de saúde reclama de filas e também da demora em marcar consulta

A demora no atendimento é uma das principais queixas de usuários de planos de saúde, segundo pesquisa que acaba de ser realizada em todo o País, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento mostra que 6 em cada 10 usuários de planos tiveram alguma experiência negativa com o atendimento oferecido no último ano. Dos entrevistados, 26% se queixaram de demora no atendimento ou de fila de espera no pronto-socorro e nos serviços de laboratório.


"Ao ingressar em um plano, as pessoas imaginam que terão atendimento rápido, sem restrições. A pesquisa mostra que a realidade está longe de ser assim", afirmou o coordenador de saúde suplementar do CFM, Aloísio Tibiriçá. Por ser um atendimento pelo qual usuários gastam uma quantia significativa, o esperado seria que o porcentual de descontentamento fosse significativamente menor, disse.

Outra queixa identificada foi a demora para marcar consulta com um médico: 19% relataram o problema. A demora para autorização da liberação das guias foi apontada por 13%.

Para o coordenador, a longa espera muitas vezes enfrentada é fruto da falta de ampliação da rede de assistência. "Operadoras registraram no último ano um aumento significativo de clientes, mas não ampliaram, como deveriam, a rede credenciada. O resultado é óbvio: a fila", disse. Por isso, Tibiriçá afirma que a resolução da ANS somente trará resultados se empresas aumentarem sua rede conveniada.

Cobrança extra. As reclamações vão além da dificuldade de receber atendimento. A pesquisa indica que 19% dos entrevistados apontaram a cobrança de valores adicionais, além da mensalidade, para garantir a realização de consultas, exames ou outros procedimentos.

Há um mês, a Secretaria de Direito Econômico (SDE) divulgou relatório considerando ilegal a cobrança de valores extras por parte dos médicos. Uma prática que, segundo a secretaria, havia sido liberada por alguns Conselhos Regionais de Medicina, como o do Distrito Federal.

"Essa cobrança indicada pela pesquisa pode ser tanto feita por médicos quanto por laboratórios ou hospitais", justificou Tibiriçá. Ele observou que a cobrança de valores extras é condenada pelo CFM.

A pesquisa foi feita pelo Datafolha nos dias 4 e 5 de abril. Foram ouvidas 2.061 pessoas em 145 municípios. Foram consideradas as respostas de 545 pessoas, todas titulares ou dependentes de planos de saúde.

Apesar dos problemas relatados, entrevistados afirmaram que há satisfação com atendimento. Deles, 76% declararam estar satisfeitos com os serviços, uma avaliação semelhante à detectada em outras pesquisas sobre saúde. "Essa satisfação positiva é resultado de várias coisas: o tratamento, a cura ou o tratamento bem-sucedido."

Propagandas antigas - Lave seu rim com Urodonal



“Urodonal limpa o rim”. A ilustração mostra o médico esfregando o rim do paciente com uma escova ao lado do balde cheio de Urodonal. O medicamento era recomendado para ‘gotta sciática, rheumatismo, arterio-esclerose e obesidade’.

Anúncio de 12 de janeiro de 1929.

Saiba quais os mitos e verdades sobre o consumo de chocolate


Chocolate pode ajuda no controle dos efeitos da TPM

Doce, delicioso, “remédio” contra a depressão e um ótimo presente para ocasiões especiais. O chocolate é apreciado no mundo inteiro pelo seu sabor há séculos. Não é raro encontrar citações especiais inclusive em muitas manifestações culturais, como música, cinema ou literatura. Tanta atenção faz também com que sejam atribuídas muitas propriedades especiais ao alimento. Saiba qual delas são verdadeiras.

Quem nunca atribuiu ao chocolate, por exemplo, o fato de ter adquirido muitas espinhas no rosto? Há quem acredite piamente nisso, mas se trata de um dos mitos sobre o chocolate. “Nenhum estudo científico comprova a relação entre o consumo de chocolate e o surgimento de espinhas”, diz a nutricionista funcional Luciana Harfenist.

Segundo ela, estudos realizados na Universidade da Pensilvânia demonstraram que o consumo de chocolate não estava relacionado ao desenvolvimento da acne.

Verdades

Outras propriedades do chocolate, no entanto, são comprovadas. Uma delas, segundo Luciana, é a ajuda no controle da TPM. “O chocolate tem, em sua composição, nutrientes como a feniletilamina, que são capazes de estimular a produção de substâncias importantes para o tratamento”.

No entanto, ela adverte que não basta apenas se esbaldar com o chocolate para conter os efeitos da TPM. “É fundamental aliar equilíbrio alimentar à atividade física”.

A nutricionista também explica que o hábito de comer chocolate quando está triste é válido, pois realmente ajuda a reduzir a depressão. “Ele colabora no aumento da serotonina e da endorfina, substâncias que normalmente estão em baixa nas pessoas deprimidas”.

Consumo excessivo

Segundo a nutricionista, é preciso tomar cuidado com o consumo excessivo de chocolate, comum em períodos como a Páscoa. “A quantidade ideal para ser consumida é de 30 a 60 gramas ao dia de produtos com 50% de cacau ou mais, para que se obtenha os benefícios dos flavonóides.

Ela explica que o chocolate consumido em excesso realmente resulta em aumento do peso. E diz que há diferenças entre o produto ao leite e o branco.

“O chocolate branco tem mais manteiga de cacau em sua composição, sendo mais calórico do que o chocolate preto. Além disso, esse tipo de chocolate não tem os flavonóides presentes no cacau”.

Canal Livre discutiu problemas cardíacos e obesidade nas crianças

O programa Canal Livre, da Band, deste domingo teve como tema central a saúde infantil. Em um primeiro bloco, o professor titular de cirurgia cardíaca pediátrica do Incor (Hospital do Coração da Universidade de São Paulo), Miguel Barbero Marcial, destacou o avanço da medicina para salvar bebês e crianças da maioria das doenças.

Para o médico, a formação médica e os diagnósticos melhoraram muito no Brasil, o que reflete na baixa mortalidade cirúrgica nos hospitais que operam crianças com problemas cardíacos. No caso de pacientes com cardiopatias que precisam de transplantes, a situação é mais complicada, porque são poucos os doadores disponíveis.

“O paciente fica na UTI esperando o transplante. Ele vai piorando com o tempo; aumentamos as drogas, colocamos auxílio de respirador artificial, até que ele falece à nossa vista, na frente dos pais, sem que possamos fazer nada”, disse Marcial.

O maior problema, para o cardiologista, continua sendo a falta de estrutura e recursos financeiros. Ele, que é argentino, se disse orgulhoso dos avanços econômicos que o Brasil tem conseguido nos últimos anos, mas enfatizou que a saúde pública continua tendo um orçamento baixíssimo.

Obesidade infantil

O segundo bloco do programa foi dedicado a um problema que vem aumentando bastante e preocupando os médicos, a obesidade infantil. Anthony Wong, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, disse que além da propensão genética, a questão é mais um problema cultural, já que muitas mães, mesmo com todas as informações disponíveis, acham que dobrinhas e gordurinhas de bebês significam boa saúde.

A falta de preparo dos pais para lidar com a educação nutricional dos filhos durante o crescimento acaba tendo como consequência crianças obesas, que correm riscos de ter colesterol alto, diabetes e hipertensão.



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http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000440121