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sábado, 25 de junho de 2011

Explosão em hospital no Afeganistão mata pelo menos 25

A explosão de um carro-bomba matou pelo menos 25 pessoas em um hospital na província afegã de Logar, no sudeste do Afeganistão, segundo as autoridades do país.

O prédio do hospital, no distrito de Azra, foi destruído e as vítimas - entre as quais idosos, mulheres e crianças - ficaram enterradas entre os destroços.

Mais de cem pessoas ficaram feridas, afirmou o governo afegão, e há temores de que as fatalidades cheguem a mais de 50.

O grupo Talebã negou que tenha sido o responsável pelo ataque, afirmando que não realiza ações contra civis.

Para o Ministério da Saúde do Afeganistão, o ataque foi 'desumano' e 'sem precedentes'.

Entre informações desencontradas, um funcionário dos serviços de inteligência do país relatou que os explosivos foram detonados depois que a polícia tentou parar o veículo.

Efetivos do Exército foram enviados ao local para ajudar no resgate.

Violência
No início deste mês, um relatório das Nações Unidas indicou um aumento no número de vítimas civis no conflito no Afeganistão.

Só em maio, 368 civis foram mortos, o maior número mensal desde que a contagem começou, em 2007.

O ataque deste fim de semana foi o de maior escala dentro de um hospital. No mês passado, um homem-bomba que se suicidou dentro de um hospital em Cabul matou seis pessoas.

Remédios tradicionais chineses

Remédios tradicionais chineses são a base farmacêutica para prevenir, dignosticar e curar doenças. Eles são ervas medicinais ou produtos elaborados com ervas medicinais, elementos de animais e minerais. Remédios da medicina chinesa já tem uma história milenar. Porém o termo apareceu muito tarde só quando a medicina ocidental entrou na China, com o objetivo de distinguir os dois.

História de remédios chineses

Uma lenda muito transmitida entre chineses diz que o Shennong provou centenas de ervas e acabou envenenado 70 vezes ao dia. A história reflete quanto os chineses lutaram para descobrir e desenvolver o potencial das ervas medicinais destinadas ao combate e prevenção de doenças.

Durante as dinastias Xia e Shang (Século 22 a.C. –256 a.C.), surgiram as primeiras fórmulas medicinais líquidas chinesas. Durante a dinastia Zhou do Oeste (século 11 a.C. – 771 a.C.), a obra “Shijing (Livro de Odes)” registrava pormenores sobre os remédios chineses, além de outros documentos históricos como “Neijing (Meridianos Internos)”.

A obra mais antiga da medicina chinesa “Shennongbenchaojing”, Matéria Médica de Shennong, foi escrita na dinastia Qin (221aC - 220 aC), registra experiências e práticas de muitos médicos. Foram registradas mais de 365 espécies de ervas medicinais, muitas das quais, ainda estão sendo usadas. O aparecimento da obra marcou a formação preliminar das teorias farmacêuticas da medicina chinesa.

Na dinastia Tang (618-907), a economia prosperou, tendo promovido o desenvolvimento da medicina chinesa. O governo central promoveu para concluir a revisão do “Tangbencao”, Compêndio das Matérias Medicinais da Dinastia Tang , registrando mais de 850 remédios e receitas.
Na dinastia Ming (1368-1644), o famoso médico mestre Li Shizhen concluiu, após 27 anos, sua importante obra “Bencaogangmu”, Compêndios de Ervas Medicinais, com 1872 ervas. Ela é apontada como a maior obra da área na história da China.
Após a fundação da República Popular da China em 1949, o país tem desenvolvido estudos, catalogações e pesquisas das áreas de botânica, química e terapêutica, tendo colhido fundamentos científicos sobre os efeitos medicinais dessas plantas. Em 1961, depois de um censo muito popular em todo o país, foi redigido um livro Cronologia de Medicina Chinesa. Em 1977, foi editada outra obra , Enciclopédia da Medicina Chinesa, com 5767 itens sobre remédios chineses. Além disso, muitos dicionários sobre ervas medicinais também foram publicados, enquanto foram implementados centros e instituições da área da medicina chinesa em todo o país.

Recursos de ervas medicinais da medicina chinesa
A China possui um amplo, vasto e complexo território. O meio ambiente e o clima, em geral, concederam boas condições para o desenvolvimento de muitas ervas medicinais. Foram identificados mais de 8.000 remédios tradicionais chineses, dos quais, mais de 600 são aplicados cotidianamente. Além de atender aos chineses, os remédios são vendidos em mais de 80 países.

Recolhimento e elaboração de ervas medicinais

A seleção e colheita das ervas medicinais formam uma importante fase da elaboração de remédios da medicina tradicional chinesa. Os médicos chineses deram grande importância à colheita. Como o teor medicinal das ervas corresponde às suas fases de crescimento, os efeitos medicinais são diferentes. Por isso, deve-se colher as ervas medicinais quando se encontram viçosas; as plantas com flores devem ser colhidas quando com flores ainda não desabrochadas e as ervas com sementes devem ser recolhidas quando as frutas e sementes estiverem maduras. Para os animais, é indicado que sejam colhidas na fase de crescimento do animal. Mas, os elementos minerais podem ser selecionados todo o ano.
Matérias medicinais devem passar por um processo de lavagem e imersão. Depois devem ser secos e elaborados de várias maneiras: torrar, fritar, cozinhar a vapor, fermentar etc..

Aplicação de remédios tradicionais chineses

O uso de remédios tradicionais chineses tem uma longa história e contribuíram muito para o desenvolvimento da nação chinesa. Eles ainda são de grande importância na assistência médica da sociedade chinesa. As teorias e práticas da medicina chinesa mostram também as características da cultura chinesa. Os remédios tradicionais chineses em geral são fabricados por ervas naturais, sem grandes sequelas secundárias. Um remédio é composto por vários elementos que podem ter efeitos em curar vários problemas.

A aplicação de remédios tradicionais chineses baseia-se em teorias farmacêuticas da medicina chinesa.

Desenvolvimento de remédios tradicionais chineses

O desenvolvimento de remédios tradicionais chineses se dirige para uma integração de produção de remédios tradicionais chineses e uma seleção de boas espécies de plantas e ervas medicinais e fortalecimento de estudos da engenharia biológica. Ao mesmo tempo, reforça-se os estudos sobre a degeneração de certas sementes e exploração de novas espécies, além de introduzir plantas botânicas medicinais estrangeiras.

Laranja vermelha age contra o colesterol e protege o coração

MorguefileCom plantio ainda escasso no Brasil, a laranja vermelha — falsa sanguínea — é uma quase desconhecida na mesa e nos supermercados brasileiros

A polpa dela é vermelha da cor do sangue e o seu poder de varrer para longe as impurezas do organismo humano tem sido tema de pesquisas e teses no mundo inteiro. Com plantio ainda escasso no Brasil, a laranja vermelha — falsa sanguínea ou sanguínea de mombuca — é uma quase desconhecida na mesa e nos supermercados da maioria das cidades brasileiras. Originária da Índia e de países do Mediterrâneo, a laranja vermelha é uma rica fonte de substâncias que combatem a ação dos radicais livres e evita riscos de doenças cardiovasculares (DCV).

Uma pesquisa recém divulgada pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) eleva essa variedade da laranja ao posto de faxineira-mor das impurezas que circulam na corrente sanguínea do corpo humano. Ela teria maior poder de limpeza do que outras espécies, como a pera, a baía ou a valência. Numa análise bioquímica que durou oito semanas, com 35 voluntários, a professora de nutrição da Unesp Cláudia Lima, sob a orientação da bióloga Thaís Borges César, concluiu que o suco dessa linhagem de laranja reduziu em 9% a taxa de colesterol total e em 11% a taxa de colesterol ruim.
Os voluntários passaram dois meses com a missão de beber 750ml de suco da fruta — três copos de 250ml — por dia.

— Observamos que houve a diminuição de 5% no índice de proteínas relacionadas a riscos cardíacos, enquanto a proteína C reativa, um indicador de existência de inflamação aguda no organismo, baixou 49% — explica a nutricionista.

Para Thaís Borges, as outras laranjas também baixam o colesterol e são ricas em carboidratos, ácido fólico, potássio, vitamina C, mas a laranja de polpa vermelha do tipo falsa sanguínea tem algo mais. O grande diferencial dessa para outras variedades da fruta é que ela possui maior quantidade de licopeno e de outros flavonoides, além de atuar diretamente nos marcadores que alertam para a presença de radicais livres no corpo, como a proteína C reativa. Quando o nível dessa substância está alto, significa risco de estresse oxidativo (desequilíbrio entre a formação e remoção de agentes oxidantes no organismo) e de doenças cardiovasculares.
De acordo com o engenheiro-agrônomo Rodrigo Latado, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) — que estuda espécies de laranja de polpa vermelha há mais de 20 anos e é pioneiro em plantios experimentais da falsa sanguínea no Brasil —, o licopeno e os carotenos que a laranja contém apresentam de fato funções nutricionais e medicinais.
— Os principais carotenoides presentes na laranja, o licopeno e os carotenos, apresentam funções nutricionais e medicinais, com ação preventiva contra câncer e doenças cardiovasculares — explica o agrônomo, que participou da pesquisa de Cláudia Lima.

Ácido hialurônico devolve a jovialidade a pele do rosto


Manter a pele jovem, sem rugas e marcas de expressão, é o desejo de muitas pessoas que carregam os sinais da idade. A descoberta de substâncias e novas técnicas estéticas tornam os procedimentos cada vez mais eficazes e seguros. O preenchimento de sulcos e rugas no rosto com ácido hialurônico, por exemplo, não tem contra-indicações e os riscos de ter algum tipo de efeito colateral são mínimos. O cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco explica que a técnica consiste em aplicar o ácido com uma seringa nos locais afetados pelo envelhecimento. “Os contornos faciais e o volume são recuperados e o resultado é imediato”, afirma.
O ácido hialurônico é uma substância presente no organismo, responsável por manter a elasticidade e preencher os espaços existentes entre as células. Com o passar do tempo sua quantidade diminui, acarretando na redução da hidratação da pele e no surgimento de rugas. “O ácido utilizado esteticamente não é de origem animal e por isso não provoca reações alérgicas ao ser aplicado no corpo. Por ser puro, não possui radicais livres e ao ser aplicado se integra aos tecidos e mantém a pele saudável”, esclarece o médico, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

As principais indicações para o uso da substância são o preenchimento de rugas, sulcos, depressões, o famoso ‘bigode chinês’, os ‘pés de galinha’, aumento do contorno e volume dos lábios, remodelação do queixo e nariz, hidratação da pele e amenização de cicatrizes. “Além de preencher os espaços, o ácido atrai as moléculas de água, estimulando o organismo a produzir mais colágeno no local. Assim a pele fica hidratada e ganha mais sustentação”, acrescenta.

Durante a aplicação o paciente pode acompanhar o procedimento através de um espelho, aumentando a interação com o profissional. Após o tratamento é recomendado o uso de compressa fria ou gelo para reduzir as chances de surgir algum inchaço. “Os edemas são raros e são eliminados entre três e cinco dias pelo próprio organismo. Também pode haver vermelhidão no local ou sensibilidade em intensidade leve, sintomas que somem após 48 horas da realização do procedimento”, aponta.

Agave


Resumo
Agave: planta medicinal laxante utilizada em caso de prisão de ventre ou distúrbios digestivos, ela pode ser encontrada em forma de suco.

Observações
O agave é a planta que possibilita a produção da tequila, verdadeira "bebida" nacional do México. Notamos que a tequila não apresenta nenhum efeito medicinal como a planta. Planta que era utilizada pelos maias e os astecas. Tem mais ou menos as mesmas propriedades que o aloe vera.

Nomes
Nome em português: Agave, pita, piteira
Nome latim: Agave americana
Nome inglês: Agave
Nome francês: Agave
Nome italiano: Agave
Nome alemão: Agaven

Família
Agavacea

Constituintes
Frutanos do agave (teriam um efeito preventivo contra o diabetes ou a osteoporose), saponinas esteroidais, pro vitamina A, vitamina B, vitamina C, vitamina D, vitamina K.

Partes utilizadas
Seiva (seiva do agave)

Propriedades do agave
Laxante, emoliente, teria um efeito preventivo contra o diabetes e a osteoporose (segundo um estudo publicado em abril de 2010), favorece a digestão, anti-séptico.

Indicações do agave
- Úlceras do estômago, constipação ocasional, osteoporose (prevenção), diabetes (prevenção).
Efeitos secundários
Em alta dose, distúrbios digestivos.

Contra-indicações
(Em uso interno)
Gravidez. Na compra de um medicamento, leia a bula e peça orientações a um especialista.

Interações do agave
Desconhecemos
Preparações à base de agave
- Folhas de agave (com a seiva)
- Suco de agave

Onde cresce o agave?
O agave cresce principalmente na América Central (México, etc.).
Quando o agave é colhido?
Durante todo o ano é possível cortar a folha de agave para extrair um gel.

O Agave é extraído da Agave Azul Tequilana, uma espécie de cactus nativa do México, usado na produção de tequila. As plantas do Agave são uma valiosa fonte de matéria prima devido ao seu alto poder de adoçar podendo ser utilizado para fins diversos (NARVAEZ & JACHEZ, 2009). A partir dela é produzido um extrato ou xarope que substitui o açúcar e é 100% natural. Isso porque na sua composição contem um alto teor de frutose, sendo que o xarope possui 95% de frutose e 5% de glicose e ausência de sacarose.

Outro benefício é que o xarope de agave é livre de resíduos e compostos tóxicos (AGUIRRE MA, ET AL, 2009). Pode ser usado em diversas preparações, podendo ser utilizado como edulcorante na substituição do açúcar, potencializador de sabores naturais, como por exemplo, em frutas, ou na culinária, adoçando panquecas, bolos, pães, doces. Chegando a adoçar até três vezes mais comparado ao açúcar refinado.

O extrato de Agave um produto orgânico certificado, tem coloração amarelo clara, seu odor é agradável e a textura mais suave que o mel, além de ter sabor neutro não alterando o sabor dos alimentos. Possuí uma ótima facilidade de se dissolver em líquidos, mesmo que sejam frios. Por isso, tem características adequadas para a utilização na indústria alimentar e de bebidas.

 Hoje em dia já se tem estudado outro benefício desse cacto. Segundo estudo publicado por Gómez et al, (2009) a Agave aumentou significativamente a população de bífido bactérias, tendo ação direta na microbiota intestinal humana.

Nova técnica cria espécie híbrida com órgão de outro animal

Uma nova técnica que vem do Japão parece ter encontrado uma forma de injetar células-tronco embrionárias de um animal em outro para criar espécies híbridas, cujos órgãos poderiam ser usados em transplantes.

Há décadas que porcos são apontados como potencialmente capazes de gerar órgãos humanos para esse fim, mas não surgiu até agora nada nesse sentido.

A pesquisa é da equipe coordenada pelo professor Hiromitsu Nakauchi, diretor do departamento de medicina regenerativa e de biologia celular da Universidade de Tóquio, que apresentou seu trabalho durante a conferência anual da Sociedade Europeia de Genética Humana.
PROMISSOR
Os pesquisadores injetaram células-tronco de ratos geneticamente alteradas em embriões de camundongos.
Com isso, surgiram camundongos híbridos com pâncreas de ratos--órgão que produz hormônios como a insulina-- que cresceram até a fase adulta.

Na técnica chamada "complementação de blastócito" --célula embrionária em sua face inicial--, Nakauchi usou um tipo de células-tronco conhecidas como pluripotentes induzidas, que podem ser retiradas de um tecido qualquer e encorajadas a se desenvolverem em qualquer outro tipo de célula do corpo.

Se a técnica for desenvolvida para seres humanos, ela pode ser usada no tratamento de diabéticos. Os pacientes poderiam receber o transplante de um pâncreas novo.

Pacientes cardiológicos são expostos a risco de tomografia

Pacientes cardiológicos também estão sendo expostos a exames radiológicos em excesso e correm risco de desenvolver tumores no futuro.
A conclusão é de um estudo recente patrocinado pelo governo canadense.
Os pesquisadores acompanharam durante dez anos 82.861 pacientes que haviam sobrevivido a ataques cardíacos. Desses, 77% passaram por exames radiológicos ionizantes --como a angiotomografia computadorizada das artérias coronárias.

Nenhum desses pacientes tinha histórico de câncer. Mas ao final de uma década, 12.020 dele tinham desenvolvido tumores nas áreas do abdome, da pélvis e do peito.

O estudo recebeu críticas da comunidade cardiológica americana, que diz não haver provas de que foram os exames radiológicos os responsáveis pelos tumores.

Maurício Wajngarten, cardiologista do Hospital Albert Einstein, concorda com a avaliação. "A conclusão é leviana. O que se sabe hoje de risco de câncer por exames radiológicos é baseado em acidentes atômicos."

Hoje, segundo ele, há duas situações antagônicas: ou se peca por falta de exames ou pelo excesso deles.

Para Wajngarten, além dos possíveis efeitos da radiação, fazer o exame cardiológico como rotina leva a procedimentos desnecessários. "Descobre-se doentes sadios, que têm placas de gordura que não deveriam mexidas."

Conexão cérebro-máquina sem fio já existe, diz neurocientista

A primeira conexão sem fio entre um cérebro vivo e uma máquina foi realizada com sucesso, e a descrição do feito já foi submetida para publicação numa revista científica internacional, revelou na quarta-feira (22) o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, da Universidade Duke (EUA).

O pesquisador abordou o novo trabalho em sua palestra no projeto Fronteiras do Pensamento, realizada na Sala São Paulo (região central da capital). O ciclo de palestras tem apoio da Folha.

Outro feito recente do pesquisador e seus colegas é a medição, pela primeira vez, da atividade elétrica de mil neurônios ao mesmo tempo.

Antes disso, o grupo tinha levado sua capacidade de medição ao limite de algumas centenas de células nervosas. Com a sofisticação das medidas e a facilidade de transmitir os dados cerebrais por uma conexão sem fio, o grupo de Nicolelis fica mais próximo de seu principal objetivo aplicado: fazer pessoas paralisadas voltarem a andar com a força do pensamento.

Nicolelis também mostrou o esquema do exoesqueleto cibernético que, segundo seu desejo, deverá vestir um adolescente brasileiro, tetraplégico, na abertura da Copa de 2014, quando ele daria o pontapé inicial.

Ao falar do plano, ainda distante da realidade, Nicolelis chorou, provocando longas palmas da plateia.

Ele ainda respondeu com bom humor a uma pergunta sobre a alma. "Para mim, que sou da Bela Vista, a alma está nos pés. Mas a essência do ser humano fica no cérebro."

Médicos pedem menos tomografias para evitar radiação

Médicos brasileiros estão reduzindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.

A iniciativa, confirmada pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem), ocorre após estudos recentes revelarem que até 2% dos cânceres nos Estados Unidos são resultantes das irradiações da tomografia computadorizada.

Também está em discussão na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a revisão de uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil.

A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida.

Hoje não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura. A orientação é quanto menos, melhor.

Estudos apontam que o risco de câncer aumenta quando a exposição à radiação, que é cumulativa, passa de 40 millisieverts (mSv).

Em uma tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv de radiação ionizante. Se for obeso, a dose chega a ser o dobro.

A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade.

Nos EUA, ela responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida.

ULTRASSOM

Para o radiologista Fernando Alves Moreira, especialista em tomografia e porta-voz do CBR, o comportamento dos médicos brasileiros começa a mudar.

"Como a tomografia tem uma resolução melhor e consegue pegar alterações menores, o pessoal pedia mais. Agora, com a preocupação da radiação, já se intercala com ultrassom ou ressonância."

O urologista Miguel Srougi, professor titular da USP, é um dos que mudaram de conduta, passando a limitar os pedidos de tomografia computadorizada no seguimento de pacientes oncológicos.

Antes, ele solicitava uma tomografia a cada quatro meses nos casos de tumores de bexiga, por exemplo. Agora, intercala o exame com o ultrassom. "Se der alguma anormalidade, aí peço a tomografia. Diante das novas evidências, deve ser usada com cautela."

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, diz que há mudanças também no acompanhamento do câncer de testículo.

"O exame deve ser feito para complementar uma hipótese clínica, nunca para avaliar se há um câncer quando não existe outra indicação de que isso esteja acontecendo."

RESTRIÇÃO EM CRIANÇAS

Estudos mostram que uma tomografia computadorizada em uma pessoa de 25 anos aumenta o risco de câncer em 0,6%, em relação a quem nunca tenha feito o exame.
Moreira diz que, em crianças, o bom senso em limitar exames deve ser ainda maior.

Já existe um movimento mundial neste sentido. Para crianças com doenças pulmonares crônicas, já se discute dispensar algumas fases do protocolo do tratamento (que prevê exames periódicos para análise da doença) para evitar o excesso de radiação.

Aplicativo do iPhone ajuda a monitorar mal de Parkinson

Programa monitora tremores das mãos e acompanha progressão da doença

Getty ImagesPesquisadores americanos desenvolveram um aplicativo para o iPhone que ajuda as pessoas que vivem com mal de Parkinson e outras doenças neurológicas a acompanharem a evolução do problema.

 
O aplicativo, criado no Instituto de Pesquisa Tecnológica da Georgia, coleta informações sobre os tremores as mãos e dos braços do paciente e envia os dados para o médico de cada pessoa.

O programa, chamado iTrem, utiliza um medidor de aceleração do iPhone para coletar dados sobre o paciente tanto em casa como no trabalho. O aplicativo rastreia os tremores, que são processados e transmitidos. Com isso, os médicos poderão avaliar a progressão da incapacidade das pessoas e sua relação com os medicamentos que o paciente toma.

Para Brian Parise, um dos principais autores do estudo, a expectativa é que o iTrem seja uma ferramenta útil para pacientes e cuidadores.

- E como poderá ser adquirido por meio de download, isso promete ser conveniente e de baixo custo.

Os cientistas acreditam que o iTrem poderá substituir testes subjetivos que são usados atualmente e vai permitir um acompanhamento mais frequente do paciente sem a necessidade de uma visita ao médico.

O programa poderá chegar ainda neste ano aos consumidores. Antes, no entanto, ele vai passar por testes clínicos na Universidade de Emory para, em seguida, receber a aprovação da FDA (agência americana que regula o mercador de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos).

Crianças que fazem xixi na cama depois dos cinco anos podem ter doença

Problema hereditário leva à produção excessiva de urina à noite, mas existe tratamento

Crianças que já passaram dos cinco anos e continuam a fazer xixi na cama podem sofrer de um distúrbio genético. Para lidar com o problema, os médicos dão a receita aos pais.

Uma forma de resolver a situação é incentivar os pequenos a usar o banheiro, em vez da fralda. Outra dica é apoiar o convívio com outras crianças.

Ainda assim, dizem especialistas, é preciso ficar atento aos sintomas da anurese noturna. É uma doença hereditária desconhecida por muitos pais que, por falta de informação, não entendem que o xixi na cama após os cinco anos de idade pode indicar que a criança tem um problema se saúde.

O distúrbio leva à produção excessiva de urina durante a noite. Se o pai ou a mãe já tiveram o problema, o filho tem 45% de chances de herdá-lo. A doença, no entanto, pode ser tratada.

Hoje, 61 crianças fazem o tratamento em São Paulo. Na maioria dos casos, não é preciso usar medicamentos.

Assista à reportagem do Jornal da Record e saiba mais:
http://noticias.r7.com/saude/noticias/criancas-que-fazem-xixi-na-cama-depois-dos-cinco-anos-podem-ter-doenca-20110624.html

Propagandas antigas - Sangue azedo?

1929.7.2 sangue azedo2

“Sangue azedo. É o excesso de ácido urico no sangue dos artríticos, que produz eczema, psoriasis, manchas da pele, urticária, bronquite crônica, asma, reumatismo muscular (lumbago), afecções dos rins, fígado, bexiga etc. Tudo cede ao uso do ‘Quebra-pedra Ayres Bastos’”.

Publicado dia 2 de julho de 1929.

http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/tag/remedio/page/4/

Estudo liga combinação de remédios para idosos a maior risco de morte

Pesquisa feita entre 13 mil pacientes com 65 anos avaliou efeitos colaterais de medicamentos para depressão, alergias e problemas cardíacos


Um estudo revelou que a combinação de medicamentos usados para combater problemas cardíacos, depressão e alergias podem aumentar o risco de morte e de deterioração de funções cerebrais entre idosos.

Cientistas estimam que metade das pessoas com 65 anos ou mais consomem regularmente tais medicamentos.
A pesquisa foi realizada entre 13 mil pessoas de 65 anos ou mais, pela Universidade de Anglia, na Grã-Bretanha, a partir de dados coletados entre 1991 e 1993 envolvendo medicamentos vendidos mediante a apresentação de receita médica ou outros que dispensavam a apresentação de receita.

O estudo se centrou nos efeitos colaterais desses remédios sobre uma substância química chamada acetilcolina, produzida no cérebro.

A aceliticolina é um neurotransmissor que exerce um papel vital no sistema nervoso, o de passar mensagens de célula nervosa para célula nervosa.

Mas muitos remédios, quando tomados simultaneamente, afetam o funcionamento da acetilcolina.
Classificação
A pesquisa classificou 80 medicamentos de acordo com sua suposta capacidade ''anticolinérgica''. Anticolinérgicos são substâncias extraídas de plantas ou sinteticamente produzidas que inibem a produção de acetilcolina.

Elas foram classificadas em um placar que ia de 1 a 5.

Remédios considerados amenos foram avaliados como sendo de categoria 1. Os de efeitos considerados moderados foram listados como sendo 2. E os avaliados como tendo efeitos severos foram listados na categoria 3.

Pacientes que tomavam uma droga considerada severa, juntamente com outras duas consideradas amenas eram enquadrados na categoria 5.

Entre os considerados moderados figuram o analgésico codeína e o anticoagulante warfarin. Os que foram classificados como severos estão o ditropan, tomado para prevenir incontinência, e o antidepressivo seroxat.

Entre 1991 e 1993, 20% dos pacientes que marcaram 4 pontos ou mais morreram. Entre aqueles que não tomaram medicamentos anticolinérgicos, apenas 7% morreram.

Pacientes que marcaram 4 pontos ou mais tiveram um aumento de 4% na degeneração de suas funções cerebrais.

O estudo não pode, no entanto, concluir que necessariamente os medicamentos causaram morte ou reduziram as funções cerebrais, apenas indica uma associação. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Britânica que perdeu pernas após meningite fala sobre ser mãe e correr maratonas

Desde a doença há 10 anos, Clare Forbes completou as maratonas de Londres e Nova York, pulou de paraquedas e teve duas filhas.
Uma britânica que perdeu ambas as pernas após contrair meningite 10 anos atrás disse à BBC que se considera "muito sortuda" por ter duas filhas e que tem orgulho de ter conseguido completar diversas maratonas e corridas.
Na época da doença, Clare Forbes tinha 17 anos. Ela chegou a ficar em coma por seis meses após um derrame e teve infecção hospitalar, hemorragia interna e septicemia.
"Quando eu finalmente saí do coma, eu fui tocar no meu tornozelo e não havia nada lá. Como não podia falar, porque tinha uma traqueostomia, escrevi num papel: 'Cadê minhas pernas?'", conta Clare.
As pernas haviam sido amputadas para salvar sua vida. Os médicos disseram que ela talvez nunca mais conseguisse andar ou falar.
Maratonas
Nos anos seguintes, Clare aprendeu a andar usando pernas protéticas e, depois de muito treinamento, conseguiu completar as maratonas de Londres, Nova York e Las Vegas, levantando milhares de libras para instituições de caridade.
Ela também realizou mais um sonho que os médicos disseram a ela ser impossível: o de se tornar mãe. Há dois anos e meio, ela conheceu seu parceiro, Chris, e hoje tem duas filhas: Alexcia, de um ano e meio, e Savanna-May, de seis meses de idade.
"Eu achei que a primeira (filha) tinha sido um milagre, mas a segunda... Eu não sei, acho que tenho muita sorte em ter duas filhas", disse Clare.
A mãe de Clare, Karen, diz que acha "incríveis" as conquistas da filha e que ela faz questão de sempre "provar que os médicos estavam errados".
Salto alto
Clare tem vários pares de pernas protéticas, incluindo um para usar salto alto e outro para correr.
Ela diz que durante a gravidez usava as próteses todos os dias para se manter em forma e buscava se alimentar de maneira saudável. Segundo ela, a única coisa que não foi possível fazer foi amamentar as filhas, devido aos medicamentos que ela precisa tomar.
"Não tenho ilusões sobre a dificuldade que vou enfrentar no dia a dia para criar minhas filhas. Mas como todos os problemas que enfrentei, esse será mais um que vou superar." BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Hospital brasileiro testa nova droga para tratamento de lúpus


Referência em pesquisa sobre a doença, Abreu Sodré participou da criação do belimumabe e agora vai analisá-lo

Depois de participar das pesquisas que resultaram na criação do belimumabe, a primeira droga injetável para tratamento de lúpus nos últimos 56 anos, o Hospital Abreu Sodré iniciou um estudo para analisar a eficácia do medicamento.

 
A droga foi aprovada em março pela Food and Drug Administration (FDA, agência americana de vigilância sanitária). A comercialização, que já teve início nos Estados Unidos, deve começar no Brasil até o fim do ano. O custo ainda não foi definido.

Reconhecido como o maior polo de recrutamento de pacientes e de pesquisa clínica no País envolvendo o tratamento de lúpus, o Abreu Sodré - hospital vinculado à Associação de Assistência à Criança com Deficiência (AACD) - vai acompanhar como se comportam 20 pacientes submetidos ao medicamento.

A pesquisa, que deve durar 12 meses e tem o objetivo de conseguir a aprovação de órgãos oficiais para uso clínico do medicamento, está sendo realizada simultaneamente nos EUA e conta com a parceria de serviços de reumatologia de outros hospitais e universidades no País.

O lúpus atinge 1 em cada 1 mil mulheres no mundo, 65 mil pessoas no Brasil e pelo menos 6 mil em São Paulo, de acordo com estimativas da Sociedade Brasileira de Reumatologia. A forma mais comum, conhecida como lúpus eritematoso sistêmico (LES), causa dores nas juntas, nas articulações, alterações na pele, fadiga, febre, mal-estar e comprometimento de órgãos, como rim, pulmão, cérebro e coração.

Desde que a doença foi identificada, há mais de 50 anos, o tratamento tem sido feito à base de corticoides e anti-inflamatórios, diz o diretor do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Abreu Sodré, Morton Scheinberg. A vantagem do Benlysta (nome comercial do belimumabe) e de outros imunossupressores, diz, é que esse tipo de droga interfere somente na produção de anticorpos e provoca menos efeitos colaterais.

Coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia, Evandro Klumb reconhece a nova droga como inovadora, mas faz ressalvas. "O remédio só foi testado em pessoas com lúpus leve. Esses estudos não incluíram pessoas com as formas mais graves." A diferença com relação às outras drogas já utilizadas para tratar a doença, continua, é que o Benlysta foi desenvolvido especificamente para o lúpus.

Pacientes de E.coli de Bordeaux contraem a mesma cepa alemã

Duas pessoas que foram infectadas pela bactéria E.coli na cidade francesa de Bordeaux têm a mesma cepa da doença que causou muitas mortes na Alemanha, disseram autoridades francesas.

 
O ministério do Comércio da França disse que ordenou que os mercados e lojas interrompam a venda de feno-grego, mostarda e sementes que o órgão de segurança do consumidor acredita terem sido fornecidos pela empresa britânica Thompson & Morgan, da cidade de Ipswich, enquanto uma possível ligação com a doença é investigada.

 
"A ligação entre os sintomas e o consumo dessas sementes ainda não foi definitivamente estabelecida," afirmou o ministério em comunicado emitido na sexta-feira.

 
"De acordo com informações de posse do DGCCRF (órgão de segurança do consumidor), a fornecedora á uma empresa britânica, a Thompson & Morgan, que tem sede em Ipswich," informou.

 
Enquanto aguarda o resultado da análise, o governo instruiu o DGCCRF "a pedir aos vendedores de feno-grego, mostarda e sementes da Thompson & Morgan que suspendam as vendas desses produtos imediatamente."

 
A empresa não respondeu aos pedidos de comentários feitos por telefone e e-mail.

 
Dez casos de E.coli foram detectados em Bordeaux, e sete pessoas ainda estavam hospitalizadas nesta sexta-feira, afirmou o médico João Simões, que chefia a agência de saúde regional.

 
Patrick Rolland, autoridade da agência, disse a jornalistas que os testes iniciais mostraram que dois dos pacientes tinham uma variação da E.coli idêntica à que causou quase 40 mortes, a maioria na Alemanha.

 
Autoridades da saúde na Alemanha ligaram a epidemia a brotos de feijão e outras sementes contaminados em uma fazenda orgânica da Alemanha, que vendeu suas mercadorias a consumidores e restaurantes.

 
Seis das pessoas internadas em Bordeaux comeram esses alimentos durante uma feira em um Begles, nos subúrbios de Bordeaux.

Rio Grande do Sul registra mais duas mortes provocadas pela gripe suína

Brasília - A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou hoje (24) mais duas mortes no estado provocadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, as vítimas são uma mulher de 68 anos residente em Santa Cruz do Sul, e um homem de 54 anos que morava em Cachoeira do Sul. Nenhum dos dois foi vacinado contra a doença.

A secretaria também confirmou nesta sexta-feira mais três casos de influenza A (H1N1) no estado. Este ano, já foram notificados no Rio Grande do Sul 349 casos suspeitos, dos quais 20 foram confirmados, incluindo seis óbitos. Duas mortes ocorreram em Santa Cruz do Sul. As demais foram registradas em Cachoeira do Sul, Bagé, Anta Gorda e Pelotas.

Brasil tem dois casos suspeitos de infecção pela bactéria E.Coli

Brasília - A Secretaria de Saúde de Campinas, no interior de São Paulo, comunicou hoje (24) ao Ministério da Saúde a suspeita de dois casos de infecção pela bactéria E.Coli na cidade. Se os exames confirmarem a suspeita, serão os primeiros casos no Brasil. A bactéria já contaminou 3.836 pessoas na Europa e provocou 45 mortes, a maioria na Alemanha.

Os dois pacientes com suspeita de contaminação voltaram da Europa no dia 11 de junho e apresentaram os primeiros sintomas no dia 14. A infecção pela E.Coli causa cólicas abdominais severas e forte diarreia, muitas vezes com sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, os dois não estão internados e passam bem. Eles já foram submetidos a exames laboratoriais para confirmar ou descartar a suspeita.

De acordo com o governo brasileiro, não há risco de surtos no Brasil a partir dos casos notificados hoje, se forem confirmados.

A transmissão da E.Coli ocorre pelo consumo de alimentos contaminados crus ou mal cozidos ou pelo contágio via fecal-oral, quando alguém ingere água ou alimentos contaminados por micropartículas de fezes de pessoas infectadas ou quando uma pessoa leva à boca objetos contaminados.

Não há, por enquanto, nenhuma restrição a viagens internacionais, mas o Ministério da Saúde recomenda que pessoas em viagem por países da Europa e pelos Estados Unidos não comam alimentos crus, principalmente vegetais e produtos de origem animal.

Aos profissionais de saúde, a recomendação é ficar alerta para casos suspeitos, principalmente em casos de pacientes que estiveram em viagens internacionais nos últimos 30 dias, sobretudo na Europa.

Quedas de pessoas idosas devem ser levadas a sério, diz especialista


As quedas de pessoas com mais de 60 anos assumiram dimensão de epidemia no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou R$ 57,6 milhões de gastos com internações de idosos – em 2006, o total foi de R$ 49 milhões.

As mulheres representaram a maioria de idosos internados em 2009, somando 20.778 contra 10.029. De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sílvia Pereira, elas ficam mais vulneráveis por causa da osteoporose – doença que atinge os ossos.

“As mulheres fraturam mais porque têm uma massa óssea menor, perdem muito osso depois da menopausa. Por volta dos 50 anos, há um declínio muito rápido por causa da perda do estrogênio”, explicou.

Causas

De acordo com a médica, as principais causas de queda entre pessoas acima dos 60 anos estão associadas a problemas de visão, problemas auditivos, uso de medicamentos e perda de musculatura – inclusive na planta do pé. Até mesmo defeitos na dentadura do idoso podem provocar tonturas.

Ela ressaltou que, por essa razão, pessoas mais velhas devem ir ao médico pelo menos uma vez ao ano. No caso de pacientes com pressão alta ou diabetes, as consultas devem ser ainda mais frequentes. O médico deve estar atento e perguntar sobre eventual queda já que, para o idoso ou mesmo a família, nem sempre isso parece ter importância.

“A queda é minimizada. As pessoas pensam que é normal, mas não é”, reforçou. Outra dica é checar o ambiente onde vive o idoso – se é bem iluminado e se há “armadilhas” como degraus, buracos, fios soltos ou brinquedos espalhados. É preciso atentar ainda para o tipo de calçado usado pelos mais velhos. “Eles gostam muito de chinelo, mas não pode. A sandália tem que ser fechada atrás, o calcanhar não pode estar solto”, explicou.

Riscos

A queda pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida do idoso, como dependência dos familiares, reclusão e depressão. Pode ainda levar à morte, em decorrência de problemas como traumatismo craniano, hemorragias e fraturas, sobretudo de fêmur.

Em 2009, o número de mortes provocadas apenas por fraturas de fêmur em idosos chegou a 1.478 em todo o país. Em 2005, a taxa foi de 1.304.

“Cirurgias em pessoas mais velhas têm mais risco, o pós-operatório pode apresentar problemas como pneumonia ou trombose. Isso tudo é o que a gente não quer. Queremos uma pessoa idosa saudável, ativa tanto na parte física quanto na intelectual”, afirmou Sílvia.

Alerta: 43% das quedas de idosos ocorrem dentro de casa


Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que 43% das quedas de idosos ocorrem dentro de suas próprias casas. O estudo, divulgado na última semana, foi feito com 108 idosos. Do total de entrevistados, 63% caíram mais de uma vez.

De acordo com a secretaria, os fatores que levam idosos a quedas estão relacionados principalmente à fraqueza dos membros inferiores, à pouca flexibilidade, à falta de equilíbrio e ao problemas de visão. Pisos escorregadios, tapetes e objetos no chão também fazem aumentar o número de quedas.

São apontados ainda como fatores de risco a iluminação deficiente; ambientes com várias tonalidades de uma mesma cor, já que parte dos idosos não distinguem com clareza os tons; camas de altura inadequada e móveis frágeis, principalmente os que podem ser utilizados pelos idosos como apoio.

“Nosso objetivo é conscientizar não apenas a população idosa, mas também aqueles que convivem com os idosos, sobre os cuidados que devem ser tomados para prevenir problemas maiores”, diz a coordenadora do setor de reabilitação do Centro de Referência do Idoso da Zona Norte de São Paulo, Christine Brumini.

Estudo associa música a liberação de hormônio ligado ao prazer

O ato de escutar música provoca no cérebro a liberação de dopamina, um neurotransmissor que serve para avaliar ou recompensar prazeres específicos associados à alimentação, drogas ou dinheiro, de acordo com um estudo publicado neste domingo na revista científica Nature Neuroscience.

A dopamina é uma substância química da molécula do "sistema de recompensa", que serve para reforçar alguns comportamentos essenciais à sobrevivência (alimentação), ou que desempenha um papel na motivação (recompensa secundária através do dinheiro).

 
Então como pode estar envolvida em um prazer abstrato como o de ouvir música, que não parece ser diretamente indispensável para a sobrevivência da espécie?

Para entender isso, pesquisadores da Universidade McGill, em Montreal (Canadá), selecionaram dez voluntários de 19 a 24 anos entre os 217 que responderam a um anúncio solicitando pessoas que sentiram "estremecimentos" (sinais de extremo prazer) ao escutar música.

Graças a vários aparelhos de diagnóstico por imagens, a equipe de Salimpoor Valorie e Robert Zatorre mediu a liberação de dopamina e a atividade do cérebro.

Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, bem como sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.

Os resultados mostram que a dopamina é secretada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio "estremecimento" de prazer, ou seja, no auge emocional.

Trata-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões no "coração" do cérebro.

Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo "accumbens", envolvido na euforia produzida pela ingestão de psicoestimulantes, como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro.

O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer, em comparação com as medições realizadas ao escutar uma música "neutra", isto é, indiferente aos voluntários.

"Nossos resultados ajudam a explicar porque a música tem esse valor em todas as sociedades humanas", concluem os pesquisadores. Permitem compreender "porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor", acrescentam.

Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa, de expectativa.

Retirada de amígdalas e adenoides melhora produção de hormônios do crescimento, diz estudo

Um estudo realizado pelo Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, aponta que a cirurgia para a retirada das amígdalas e adenoides, a adenoamigdalectomia, melhora os níveis de produção dos hormônios de crescimento IGF-1 e IGFBP-3, importantes para o desenvolvimento normal das crianças.

Vinte e seis crianças com idades de três a oito anos foram avaliadas pelos estudiosos
Vinte e seis crianças com idades de três a oito anos foram avaliadas pelos estudiosos

Para o trabalho, baseado em estudos já existentes, foram acompanhadas 26 crianças de ambos os sexos, com idades entre três e oito anos, portadoras de hipertrofia adenoamigdaliana com indicação cirúrgica. O hormônio IGF-1 foi dosado em todos os pacientes, antes e após a cirurgia.

"Acompanhamos os níveis dos hormônios do crescimento no pré e pós-operatório de crianças submetidas à adenoamigdalectomia. Após um mês da cirurgia houve aumento nos valores destes hormônios, que comprova as pesquisas de outros autores", aponta Gabriela Robaskewicz Pascoto, médica residente do serviço de otorrinolaringologia do complexo hospitalar e uma das autoras do estudo.

Os dados obtidos sugerem que o ronco e a apneia do sono resultantes da hipertrofia adenoamigdaliana interferem negativamente na produção dos hormônios relacionados ao crescimento. "Sabe-se que o hormônio do crescimento é liberado durante o sono e os níveis poderiam estar afetados em decorrência da diminuição da qualidade do sono".

O aumento fisiológico das amígdalas e das adenoides é comum durante a infância. Entretanto, quando esse aumento é excessivo, pode causar obstrução respiratória, com repercussão na qualidade do sono, alimentação e até mesmo provocando alterações no desenvolvimento da criança. Nestes casos de hipertrofia, é indicado o tratamento o cirúrgico.

Crianças brasileiras estão crescendo mais que média mundial

As crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade estão crescendo acima dos padrões internacionais, de acordo com um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado no ano passado.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 visitou cerca de 60 mil domicílios. Tanto a evolução da altura quanto a do peso estão acima da curva mediana estabelecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

"Os dados mostram uma superação da curva da OMS e até uma superação nas faixas etárias mais jovens, mostrando que a população brasileira está com o crescimento compatível e até superior ao padrão internacional", afirma a pesquisadora do IBGE, Marcia Quintslr.

Mesmo com o resultado dentro do esperado, o excesso de peso e obesidade dos adultos sugere uma atenção especial com a alimentação infantil. Marcia observa que 34,8% das crianças dessa faixa etária sofrem com o problema.

Desnutrição continua em menores de 5 anos

Apesar do bom crescimento infantil, o déficit de altura, um dos indicadores de desnutrição, ficou em 6,3% entre os meninos de até 5 anos, e em 5,7% entre as meninas.

O problema é maior na Região Norte (8,5%) e Nordeste (5,9%), e em famílias com os menores rendimentos. Entre os grupos com renda igual ou inferior a um quarto de salário mínimo chega a 8,2%, mas persiste em 3,1% das crianças de famílias com ganhos superiores a cinco salários.

A pesquisa destaca, no entanto, que a desnutrição está em queda desde a década de 1980. O percentual de déficit de altura de crianças entre 5 a 9 anos é de 7,2% entre os garotos, e de 6,3% entre as garotas, menor que os índices de 1974 e 1989, quando foram registrados 29,3% e 14,7%, respectivamente, entre eles. Entre as elas, os índices eram de 26,7% e 12,6%.

Meninas usam hormônios para retardar a menstruação e crescer mais

Pelos, espinhas, aumento dos seios, suor e calcificação dos ossos. Após a primeira menstruação, as meninas precisam se acostumar com as modificações que o corpo sofre. No entanto, algumas delas utilizam hormônios para retardar este processo, principalmente para poder crescer um pouco mais.

Problemas com a altura fazem meninas atrasarem a menstruação
Gabriela*, de 18 anos, percebeu logo no início da puberdade que não iria crescer muito. Filha de pais baixos – com cerca de 1,60cm de altura – a expectativa era de que ela crescesse apenas até 1,50cm. “Não era isso o que eu queria, então fui atrás de ajuda médica”, disse a jovem.

“Meus pais não gostaram muito, mas o ginecologista os deixou mais calmos”, afirmou. Segundo o presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), Nilson Roberto de Melo, a prescrição de hormônios para o retardamento da primeira menstruação é indicada em casos deste tipo.

“Os hormônios prescritos para adolescentes retardarem o processo de puberdade fazem com que os ossos tenham um pouco mais de tempo para crescer. Assim, é comum que sejam indicados medicamentos para que o corpo espere mais um pouco”, disse o especialista. Segundo ele, o remédio chega à hipófise (glândula que produz os hormônios) e faz com que a primeira menstruação seja protelada, ou seja, adiada.

Gabriela começou o tratamento com 11 anos. Hoje, com 18, ela possui 1,58cm, oito centímetros a mais do que o esperado. “Não podemos esquecer que o fator genético é predominante. Não é tomando hormônios que a jovem poderá chegar a ter 1,80cm”, explicou Melo.

Vaidade

Mas e quando o assunto é vaidade? Algumas meninas procuram os consultórios com a intenção de ganhar altura sem necessidade. “Nestes casos é preciso que os pais avaliem bem. Como médico, acredito que os hormônios devem ser indicados quando há um problema. Caso contrário, sou contra”, disse o presidente da Febrasgo.

Segundo Melo, não existem estudos de contraindicação do método, “mas é bom lembrar que o tratamento não é barato”. Além disso, “as adolescentes precisam estar com receita médica para receber a medicação, que consiste em uma injeção debaixo da pele”.

Embora seja um processo demorado e que demande um alto custo, Gabriela diz estar satisfeita: “Não ouço mais brincadeirinhas de mau gosto e sinto que meu peso está melhor distribuído. Estou feliz com o resultado”, afirmou.

*O sobrenome da personagem não foi divulgado para preservar sua identidade.

Atenção aos sinais de resfriado em seu bebê

Alguns sintomas necessitam de uma avaliação cuidadosa do pediatra. Veja quando acionar o especialista

Irritabilidade sem motivo é sinal de alerta: ligue para o pediatra

A maior parte dos casos de resfriado comum em crianças é inofensiva. Porém há sinais que pedem uma melhor avaliação do pediatra.

A Academia Americana de Pediatria oferece esta lista de "bandeiras vermelhas". Ligue para o médico se crianças de 3 meses ou mais apresentarem os seguintes sintomas:

- Narinas que se expandem a cada respiração, dificuldade respiratória, ou a pele junto as costelas “sugada" quando a criança respira.
- Unhas ou lábios com coloração azul.
- Muco nasal que não desaparece após 10 dias.
- Tosse persistente, com duração de mais de uma semana.
- Dor de ouvido.
- Sonolência ou irritabilidade sem motivo.
- Temperatura superior a 38,9 graus.

http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/atencao+aos+sinais+de+resfriado+em+seu+bebe/n1597011871874.html

Sífilis

Definição
A sífilis é a infecção transmitida pela bactéria Treponema pallidum.
 
Nomes alternativos
Lues; cancro duro; avariose
 
Causas, incidência e fatores de risco
sífilis é uma doença infecciosa sexualmente transmissível. A bactéria que a causa se espalha pela pele rachada ou por membranas mucosas.
 
Durante a gravidez, mulheres podem transmitir essa infecção para o(s) feto(s). Essa doença é denominada sífilis congênita.
 
A sífilis é disseminada em todo Estados Unidos. Atinge principalmente adultos sexualmente ativos com 20 a 29 anos de idade.
 
A sífilis possui diversos estágios:
Sífilis primária
  • A sífilis primária é o primeiro estágio. Cerca de 2 a 3 semanas após ser infectado, formam-se feridas indolores (cancros) no local da infecção. Não é possível observar as feridas ou qualquer sintoma, principalmente se as feridas estiverem situadas no reto ou no cólo do útero. As feridas desaparecem em cerca de 4 a 6 semanas depois, mesmo sem tratamento. A bactéria torna-se dormente (inativa) no organismo nesse estágio. Para obter informações mais específicas sobre esse tipo de sífilis, consulte sífilis primária
Sífilis secundária nas palmas
  • A sífilis secundária acontece cerca de 2 a 8 semanas após as primeiras feridas se formarem. Aproximadamente 33% daqueles que não trataram a sífilis primária desenvolvem o segundo estágio. Esses sintomas geralmente somem sem tratamento e, mais uma vez, a bactéria fica inativa no organismo. Para obter informações mais específicas sobre esse tipo de sífilis, consulte sífilis secundária
Sífilis em estágio avançado
  • A sífilis terciária é o estágio final da sífilis. A infecção se espalha para o cérebro, o sistema nervoso, o coração, a pele e os ossos. A bactéria dormente pode ser detectada tanto por meio da observação do dano causado em uma parte do corpo, quanto por meio de exame de sangue para sífilis. Para obter informações mais específicas sobre esse tipo da doença, consulte sífilis terciária
 
Sintomas
 
Os sintomas da sífilis dependem do estágio da doença. Muitas pessoas não apresentam sintomas.
 
Geralmente, feridas indolores e nódulos linfáticos inchados são possíveis sintomas para a sífilis primária. Pessoas com sífilis secundária também podem apresentar febre, fadiga, exantema, dor e perda de apetite, entre outros sintomas. A sífilis terciária causa problemas no coração, no cérebro e no sistema nervoso.
 
Para obter mais informações, consulte o artigo no estágio específico da sífilis.
 
Exames e testes
Exames de sangue podem detectar substâncias produzidas pela bactéria responsável pela sífilis. O teste mais antigo é o teste de VDRL. Outros exames de sangue podem incluir RPR e FTA-ABS.
 
Tratamento
Antibióticos consistem em um tratamento eficaz para combater a sífilis. A opção de antibiótico recai sobre a penicilina. A dosagem e a aplicação (em um músculo ou em uma veia) dependem do estágio da doença. Também pode-se utilizar doxiciclina como um tratamento alternativo em indivíduos que são alérgicos à penicilina.
 
Várias horas após o tratamento dos estágios iniciais da sífilis, é possível haver uma reação denominada reação de Jarisch-Herxheimer.
 
Os sintomas dessa reação consistem em:
 
  • Calafrios
  • Febre
  • Sensação de estar doente
  • Dores articulares
  • Dores musculares
  • Dor de cabeça
  • Náusea
  • Exantema

Esses sintomas geralmente desaparecem após 24 horas.
 
É necessário a realização de exames de sangue de acompanhamento após 3, 6, 12 e 24 meses para garantir que não há mais infecção. A atividade sexual deve ser evitada até que o segundo exame mostre que a infecção foi curada. A sífilis é extremamente contagiosa por meio do contato sexual nos estágios primário e secundário.
 
A sífilis é uma infecção que deve ser reportada. Isso quer dizer que os médicos devem reportar todos os casos de sífilis para as autoridades públicas, para que parceiros sexuais possivelmente infectados possam ser identificados e tratados.
 
Evolução (prognóstico)
Com tratamento imediato e acompanhamento cuidadoso, a sífilis pode ser curada. A sífilis em estágio avançado pode resultar em problemas de saúde a longo prazo, mesmo com terapia.

DSTs e nichos ecológicos
Complicações
As complicações da sífilis não tratada consistem em:
 
  • Danos à pele e aos ossos
  • Problemas nos vasos cardíacos e sanguíneos, inclusive inflamações e aneurismas da aorta
  • Neurosífilis
 
Ligando para o médico
Informe seu médico caso apresente sintomas ou sinais da sífilis. Diversas doenças podem ter sintomas similares, então precisará realizar um exame médico completo. Também procure seu médico caso tenha tido contato sexual com algum portador de sífilis.
 
Prevenção
 
 
Se você é sexualmente ativo, pratique sexo seguro e sempre use preservativos.
 
Todas as gestantes, pessoas com HIV e pessoas com risco elevado para sífilis devem realizar exames para confirmar essa infecção.
 
Muitas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) invadem o hospedeiro e residem por longos períodos sem matá-lo. Um bom exemplo é a sífilis, que pode residir no hospedeiro de 30 a 50 anos.
 
O HIV também pode levar 10 anos ou mais para matar o hospedeiro, permitindo muito tempo para disseminar a infecção.
 

Mídias sociais modernizam a caça às doenças

Numa fria tarde de fevereiro em Los Angeles, participantes de uma conferência foram juntos a uma festa, beberam e dançaram. Dois dias depois, Nico Zeifang, empresário de 28 anos da Alemanha, acordou com dores no peito, calafrios e febre alta.
Quatro colegas compartilhavam os sintomas, como ele logo ficou sabendo. Como qualquer tecnólogo de respeito, ele entrou no Facebook e postou uma atualização de status. “Gripe do Domain”, dizia. “Quem mais pegou a doença?”
Em algumas horas, participantes do mundo todo se adicionaram à lista do Facebook de Zeiganf. Em uma semana, o número chegava a 80. Muitos deles "ficaram amigos" do empresário para obter informações e comparar notas sobre suas febres e tosses com catarro. Ao que parecia, quase todos tinham uma teoria sobre a fonte da infecção. Muitos suspeitavam que fosse a névoa artificial no interior da tenda da festa.
Autoridades do distrito de Los Angeles – além do Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) começaram a investigar o caso alguns dias depois. Na ocasião, vítimas no mundo todo já chegavam a seu próprio diagnóstico – legionelose – e postavam suas informações na Wikipedia sobre a epidemia.
O poder da rede
As mídias sociais – Facebook, Google, Twitter, serviços de localização como Foursquare e mais – estão mudando a forma como epidemiologistas descobrem e rastreiam a disseminação de doenças. Antigamente, esses guardiões da saúde pública surgiam na cena de uma epidemia armados com kits de diagnóstico e um código de silêncio.
Autoridades passavam semanas entrevistando vítimas em particular, reunindo resultados de testes e dados, raramente reconhecendo em público que havia qualquer investigação. Os resultados podiam ser escondidos por semanas ou até meses.
Agora, a tecnologia está democratizando o processo de caça às doenças ao conectar pessoas em canais efetivamente fora do controle governamental. Embora o bate-papo online possa ser improdutivo e muitas vezes perigoso – espalhando medo e informações errôneas sobre causas e curas - , um número crescente de epidemiologistas vê a mídia social como uma vantagem. As caças futuras por elementos patogênicos pode depender tanto do Twitter quanto de exames de sangue e históricos pessoais.
A funcionária do CDC designada para o caso de Los Angeles não apareceu na porta de Zeifang com um saco plástico preto. Em vez disso, ela entrou em sua página do Facebook, leu os sintomas de todos, recomendou certos exames diagnósticos e encaminhou às vítimas o questionário online da agência. O CDC não discute o caso de Los Angeles ou o que pode ter causado a epidemia – cuja origem ainda é desconhecida - , mas funcionários admitem a necessidade de modernizar.
“Não podemos atrasar o relógio”, disse o Taha Kass-Hout, vice-diretor de ciência da informação no CDC. “Dado que a próxima SARS (epidemia) provavelmente poderá viajar numa questão de horas de um continente para outro, faz perfeito sentido adaptar a velocidade e flexibilidade das redes sociais para a vigilância de doenças”.
Investigação na web
John Brownstein, professor assistente de pediatria na Harvard Medical School, é um líder entre os chamados 'epidemiologistas computacionais’, que usam fontes incomuns de dados para ajudar na prevenção de epidemias. “Examinar as comunicações das pessoas sobre eventos de saúde pode lhe dizer muita coisa”, afirmou Brownstein.
“Onde quer que as pessoas estejam tendo discussões, seja no Facebook, Twitter, salas de bate-papo ou blogs, você pode processar essa informação usando ferramentas modernas e extrair elementos essenciais”.
Em 2006, frustrados pela dificuldade de obter dados em fontes governamentais, Brownstein e Clark Freifeld, um desenvolvedor de software, criaram o HealthMap, site que tenta identificar epidemias globais em tempo real.
O HealthMap vasculha a web por relatos de doenças em artigos da mídia local, testemunhos pessoais, blogs, Twitter e relatórios oficiais do CDC e da Organização Mundial da Saúde, e os processa como pequenos alfinetes vermelhos num mapa.
Com um aplicativo móvel relacionado, chamado Outbreaks Near Me, os usuários usam a localização por GPS para evitar perigos infecciosos. Eles também podem relatar novos riscos a partir de seus smartphones ou celulares. Se um relato amador é comprovado pela equipe de Brownstein, será mostrado no mapa do site como um ponto colorido.
Mais de 100 mil pessoas fizeram o download do aplicativo móvel. E mesmo reconhecendo o potencial para alarmes falsos, Brownstein descreveu este experimento em epidemiologia de multidões como promissor. Os relatos errôneos enviados por amadores foram surpreendentemente poucos. “Conduzimos muitas investigações sobre os dados, e os relatos positivos superam demais os negativos”, explicou ele.
Nos últimos anos, cientistas conseguiram identificar picos regionais de gripe uma semana antes do CDC, apenas peneirando informações de buscas e do Twitter para termos relacionados à doença. Agora, Bronwstein está colaborando com o CDC e o Google para desenvolver métodos de rastreamento online da dengue. O primeiro, chamado Google Dengue Trends, começou em maio.
Desconectados
Céticos argumentam que alguns dos novos métodos oferecem a ilusão de que o acompanhamento das doenças seria mais eficiente.
Usar os dados do CDC sobre a gripe da semana passada para prever o número de casos desta semana é tão eficiente quanto examinar milhões de termos de buscas no Google, afirmou Duncan Watts, autor de 'Everything Is Obvious Once You Know the Answer’ (“Tudo é óbvio quando você conheça a resposta”, em tradução livre). Além disso, o uso de mídias sociais é maior em cidades grandes e entre usuários jovens, o que pode comprometer os dados.
“Nem todos usam mídias sociais, então qual é sua representatividade?”, disse Ruth Lynfield, diretora médica do Departamento de Saúde de Minnesota e epidemiologista do Estado. Philip Polgreen, autor de um recente estudo sobre o uso do Twitter para acompanhar a atividade da gripe, concorda que a utilidade das mídias sociais para prever gripe é, no mínimo, modesta.
No rastro virtual da sífilis
Polgreen, diretor da rede de infecções da Infectious Disease Society of America, diz que o fluxo de novas informações pode servir como um importante adendo à vigilância tradicional, especialmente no caso de doenças novas – ou em instâncias com poucos dados históricos.
Alguns anos atrás, Polgreen atendeu um paciente que havia contraído sífilis após um contato sexual anônimo combinado pelo site Craigslist. A sífilis, que teve um ressurgimento na década passada, é especialmente problemática do ponto de vista da saúde pública. Muitos casos da doença – a maioria, em algumas comunidades – são vinculados a encontros anônimos pela internet. Um plano nacional para eliminar a doença ainda não gerou resultados satisfatórios.
Polgreen e colaboradores em seu grupo de epidemiologia computacional, na Universidade de Iowa, começaram a coletar os anúncios anônimos para tentar aprender sobre padrões de comportamento sexual em diferentes regiões.
Com mais de 131 milhões de mensagens em seu banco de dados até agora, o grupo identificou termos, como 'no pelo’ (gíria para sexo sem preservativo), cujo uso online indica regiões com índices mais altos de sífilis. Isso não é tão eficiente quanto ter os nomes e telefones das pessoas infectadas, disse Polgreen, mas a ferramenta oferece às autoridades da saúde um melhor entendimento dos comportamentos sexuais por regiões, além de dicas sobre como direcionar campanhas de saúde pública.
“A forma como essa informação se move é muito similar ao movimento da própria doença”, afirmou o Dr. David Fisman, epidemiologista da Universidade de Toronto. “Muitas vezes, não entendemos como as pessoas se movem ou interagem”.
http://saude.ig.com.br/minhasaude/midias+sociais+modernizam+a+caca+as+doencas/n1597042971192.html