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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Tudo sobre os cuidados com a região íntima feminina

Ginecologista responde aos principais questionamentos das mulheres sobre limpeza e proteção da região íntima
 
A médica Nilma Neves, professora de Ginecologia da Universidade Federal da Bahia, fala sobre os cuidados que as mulheres devem ter com a região íntima. 
 
1. Por que é importante cuidar da região íntima e manter o pH equilibrado?
Cada parte do organismo humano possui características e propriedades específicas e, precisa de atenção e cuidados especiais. A área externa da região íntima possui uma camada protetora naturalmente ácida, que previne a proliferação de microrganismos e bactérias não pertencentes a esse ambiente. A acidez do pH da região atua como um mecanismo de defesa, prevenindo infecções, irritações e possíveis odores. Por isso, manter em equilíbrio o pH é indispensável à sua preservação.
 
2. E como podemos manter o pH da região íntima em equilíbrio?
O melhor recurso para esse cuidado é a higienização com sabonetes íntimos com pH ácido, que, de acordo com o Guia sobre Higiene Íntima da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) são especialmente formulados para não agredir a pele e as mucosas da área íntima1.
 
3. Ainda com todos os cuidados, às vezes as mulheres notam odores indesejados. Por que isso pode acontecer?
Há fatores externos ligados ao comportamento da mulher que podem prejudicar a preservação do caráter ácido da pele. Suor, abafamento, higiene inadequada e uso de roupas justas e de tecidos sintéticos são elementos que podem dificultar a ventilação ou agredir a região íntima e, como consequência, alterar o seu pH, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de incômodos desse tipo.
 
4. Fale um pouco mais sobre esses fatores externos e como afastar os odores indesejados nesses casos.
Pouca ventilação: o uso frequente de roupas justas ou que deixam a região íntima abafada por muito tempo pode trazer um odor mais forte. O ideal é evitar esse tipo de peça, mas quando não conseguir, é importante não exceder muito o período com a roupa.
 
Muito tempo fora de casa: a higienização deve ser feita pelo menos uma vez ao dia em climas mais amenos e de uma a três vezes em temperaturas mais quentes. Quem fica muito tempo fora de casa e une a isso outros fatores como a prática de exercício físico e o uso de roupas justas, por exemplo, deve redobrar o cuidado.
 
Prática de exercício físico: na correria do dia, muitas vezes torna-se impossível sair do trabalho e passar em casa antes de ir para academia para tomar uma ducha. Desta forma, levar uma nécessaire com alguns produtos que facilitem principalmente a limpeza íntima, é indispensável.
 
Tipo de lingerie: aliado a agitação da vida moderna, surgiram mudanças de hábitos como o uso mais frequente de roupas sintéticas e calcinhas de lycra, que prejudicam a ventilação, alterando o pH e criando um ambiente propício ao desenvolvimento de odores e infecções ginecológicas.
 
Menstruação: no período menstrual há uma variação do pH da região íntima. Essa fase afeta as mulheres de diversas formas. Uma delas é a mudança no odor vaginal, já que o sangue, em contato com o ar, pode causar um odor peculiar, que incomoda as mulheres. Trocar o absorvente sempre que perceber que a região íntima está úmida e higienizar com sabonete específico para a região, com pH equilibrado, pode ajudar a amenizar o cheiro.
 
1. De forma geral, o odor pode ser prevenido com o cuidado adequado com a higiene íntima. A escolha de um sabonete adequado, hipoalergênicos e apropriados para a higiene íntima pode reduzir a chance de ocorrência de quadros irritativos e odores indesejados.
 
Referências:
1FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Orientações sobre higiene íntima feminina baseadas no 1º Guia prático de condutas sobre higiene genital feminina. São Paulo: FEBRASGO, 2010.
 
iG

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